Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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sábado, 14 de junho de 2008

Beleza Ciranda Pura de Pedra

Já vi com mais atenção estas duas novelas que se estrearam. São ambas agradáveis de acompanhar. Como um ursinho de peluche: estão ali, são engraçadas, fofas. Um grande ponto a favor de ambas, é que nenhuma nos presenteia com dejá-vus atrás de dejá-vus e coisas mais que ditas e feitas, como é o caso de toda a trama de 7 Pecados. Têm algo de fresco e suave.
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Outro aspecto favorável, para Beleza Pura é que, ao contrário de Ciranda de Pedra, a história é pioneira e nunca foi transformada em roteiro de televisão. Nesse aspecto, a outra será mais "fácil" de fazer, pois já se conhece a história e os defechos das personagens. Beleza Pura retrata as mesmas histórias comuns, de amor, triângulos amorosos, sabotagem, intrigas... mas consegue fazê-lo sem recorrer ao "mais que visto". É engraçada. Assim como "Ciranda", dá para acompanhar com gosto, que distrái e diverte.
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CIRANDA::
Coitado de Marcelo Antony. No que respeita a viver uma história de amor com Ana Paula Arósio, não tem sorte. Nem em Terra Nostra, onde não era correspondido, nem em Ciranda de Pedra, onde é. Laura ama Daniel, mas nem com uma filha em comum, o casal consegue a união! Não desistam. Dizem que há terceira é de vez.
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Ponto negativo vai para Cléo Pires. Deve ter puxado mais ao pai. Acho bem que se dêm muitas oportunidades e um variado leque de personagens para um actor se expressar neste veículo. Mas Cléo parece-me apagadinha na expressividade, além da dicção que por vezes não entendo ou oiço. O mesmo problema sempre teve Daniel Dantas. É mais difícil acreditar num vilão cujas ameaças por vezes desaparecem por entre sílabas que parecem pronunciadas para dentro.
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A ganhar pontos, outra filha de actores: Leandra Leal. Não se pode dizer que surpreenda, pois a actriz já provou antes saber domar tais personagens. Ainda assim, há que dizer que é uma interpretação gostosa de ver. Assim como a de Osmar Prado. Também não surpreende, pois o seu talento para tais figuras já é conhecido. O actor nunca deixou de interpretar muito bem uma personagem , fosse qual fosse, grande ou pequena, na Globo ou fora dela. Sem dúvida, um talento a mercer maior reconhecimento.
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Não sei porquê criticaram o facto de Arósio estar a interpretar uma mulher numa faixa etária ligeiramente superior à sua. Além de estar bem (desde que não dê em histérica) e não ser iverosímel, estou cansada de ver homens mais velhos a interpretarem moços novos e a namorar meninas que podiam ser suas filhas. Só incomoda quando muda o género?
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Compreendo um dos problemas: existem actrizes na faixa etária adequada, igualmente talentosas. Para mulheres, é sempre muito mais difícil obter um papel. Ás vezes não se lembram delas. E mais depressa uma mulher interpreta um papel de outra mais velha, que o contrário. Parece por isso, que a carreira de actriz e a disponibilidade de papéis é muito mais reduzida.

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domingo, 9 de março de 2008

Revisitar o Quinto

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008



Acho que é a novela com a pior escolha de título. Fera Radical.

O genérico (abertura, crédito) é uma mulher numa mota, a circular pelo meio de estradas de ships electrónicos. Compreensível, quando a informática é o pretexto arranjado para “Cláudia” (Malu Mader) se infiltrar na fazenda e se vingar das pessoas que mataram a sua família e a violaram em menina.

Contudo, o universo dos computadores não desempenha um papel fulcral na história. E a fera não chega aos calcanhares de outras heroínas vingativas contemporâneas. Malu Mader em cima de uma moto parece um macaco no circo a fazer a mesma coisa: não é natural. Diria que está mal até na abertura. Desenvoltura ou à vontade, aquela linguagem corporal de quem domina a máquina, está ausente.

Tenho a lembrança suficiente clara para poder falar da história e é por isso que digo que este é o pior título de novela que já vi. Na essência, Malu surge sedutora e indispensável, para destruir os negócios e semear a discórdia. Mete-se entre os irmãos, seduz também o pai, o seu suposto agressor e sofre com as lembranças constantes do seu passado trágico. A rapariga tem problemas com a intimidade e é dada a crises de pânico.

Não creio que em Portugal tenha feito muito sucesso, embora também não tenha sido um fracasso. Mas não é o sucesso que pude constatar agora numa pesquisa que fiz na net. Para meu espanto, com tantas novelas ao longo dos anos em que é difícil obter informações, esta é excepção e tem, inclusive, sites próprios. Espantoso. Pode espreitar um deles aqui: http://www.feraradical.kit.net/index2.htm

E você? O que se lembra desta novela de 1988 e o que acha dela?

English Version:

Is the worse soap title ever: Fera Radical (Radical Beast).

Why? Because it has very little of beast in it, or radicalism. The story is about a computer girl technician who goes to work with a family seeking for revenge. For that she seduces the men: two brothers and the father, supposedly, her molester has a child. Cláudia had her family killed in a fire and was molested after.

It sounds like a sex B-movie plot and for some seduction scenes, maybe that’s not so far away. In Portugal, it was not a big success not was it a failure. Back in Brasil it has to this day, special internet sites. Go wonder!

The credits star with a girl on a motorbike, cruising into road of microchips. It’s ok, since Claudia’s computer skills is the way she founds to infiltrate herself. But to see the actress on top of a motorbike is a lot like watching a monkey do the same in the circus. It looks unnatural, even in the credits. This impression stayed with me since I so it, back in the end of the 80´s.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A Qualidade em Televisão


A cassete antiga estava no vídeo à espera que carregasse no play. Mas por 10 minutos, continuei a ver na Sic a novela Duas Caras. Finalmente, pressiono a tecla. Surge a novela Dona Beija. O primeiro gesto que tenho de fazer é alcançar o telecomando da televisão e baixar o som 2 níveis. Esta novela, gravada há 20 anos num vídeo mono, tem o volume de som mais alto que a novela em exibição na Sic. Acaba rapidamente e dá lugar a outra novela: Pantanal, gravada na 2ª exibição. Aqui tenho de baixar novamente o som 2 níveis. Mais á frente encontro a novela Vale Tudo. Todas estas novelas apresentam uma imagem perfeita, nítida, sem sombras ou chuviscos.

Desde que foram gravadas, há 10 ou 20 anos atrás, a televisão beneficiou de avanços tecnológicos. A cada mudança existe sempre a promessa de uma coisa melhor, em qualidade, em conforto, em interactividade e segurança. Mas nada disso realmente aconteceu, não é mesmo? Para quê tanto mudança se o que apreciamos é o que tivemos: qualidade?

O que nos espera a televisão no futuro? A qualidade na recepção de produtos de televisão não é somente influenciada pela poluição visual estática e dinâmica que vemos no ecrã em simultâneo com as novelas. Não são só os logótipos e as mensagens em movimento, ora em rodapé ora nos cantos a prejudicar a qualidade do produto que chega aos lares do público. É também o som, este truque utilizado para prejudicar o espectador audaz, que ouse desejar gravar o produto de lembrança para si. Som este que dispara em estrondo quando surge os intervalos para a publicidade. Som que por vezes não se percebe se chega em pior qualidade apenas por ser de baixo volume ou se também não é stereo. É também o dessincronismo entre o mesmo som e a imagem, com os movimentos dos lábios a anteciparem o que se escuta. Truques! Malditas estratégias que não existiam à 20 anos atrás.
Volto a perguntar o que reserva ao espectador a televisão no futuro. É uma questão de pouco tempo, até todos abdicarem das emissões analógicas e serem obrigados a seguir a regra do mercado: aderir à Televisão Digital. Esta faz as promessas do costume: imagens espectaculares, de não-sei-quantas linhas, interactividade que elimina os intervalos publicitários, etc, etc. O que me faz interrogar para onde vão impingir a publicidade que as pessoas vão deixar de ver.
De que vive a televisão? Não é das verbas da publicidade? Então, o mais provável é que durante as novelas e telejornais, o espectador vá ter o ecrã dividido em ¾ s, sendo que um emitirá continuamente publicidade (espero não estar a dar ideias!!). Ou seja: os logótipos estáticos e as mensagens dinâmicas serão “fichinha” (deixem-me usar um termo mais brasileiro) em comparação com a possibilidade da publicidade estar a ser injectada em simultâneo com o programa! O SONHO de qualquer negociador ávido pelo vil metal.

Há também outra ameaça a pairar sobre o sistema digital, além de ser o pior para armazenar dados. Quantos já não carregaram no botão e ups! Fez curto-circuito ou uma confusão qualquer e o aparelho apagou o que não devia? Acontece-me mais do que desejaria. Mas não é esta a ameaça maior que a tv digital coloca sobre os direitos do espectador. A ameaça vem no maior e total controle das emissões. Sem ondas hertezianas, sem o analógico, copiar sinais ou talvez até duplicá-los será mais difícil. Qualquer ideia mais criativa para aumentar a qualidade e conforto será dificultada pelo sistema. Será necessário em cada lar, instalar uma (quem sabe se não será uma por cada aparelho) box digital. Quando antes só era preciso o televisor e nada mais.

Existe ainda uma ameaça que pessoalmente considero maior. A impossibilidade do espectador efectuar gravações de programas.

Com a implantação do sistema DIGITAL, caberá provavelmente ao governo decidir se as emissões passarão a ter um BLOQUEADOR DE SINAL, que impede o programa de ser gravado em casa. Tanto pode isto acontecer com tudo que passar na televisão, como só com estes programas de grande audiência, como as novelas.

Sim, é claro que o espírito humano é naturalmente inovador e adora ultrapassar desafios impostos. Talvez uma forma de contornar o sistema seja sempre possível. Talvez não. Mas a verdade é que, para mim, me basta a simplicidade. Uma antena no telhado, aquelas imagens nítidas, vivas em cor e potentes em som, que gravei da televisão há 20 anos!

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Poluição Visual

Um dos motivos pelos quais perdi o interesse em novelas nos últimos anos é a POLUIÇÃO visual.

Tomemos como exemplo o longo episódio de hoje da novela Sete Pecados. Cerca de 1h45m de duração, sem intervalo, passou constantemente mensagens em rodapé e também na lateral, onde a SIC se acostumou recentemente a colocar informações do que está a dar, o que vem a seguir, e o que virá depois. Uma treta chatérrima, que cansa o olhar e faz a pessoa desistir de ver. Principalmente se o produto não for do seu total agrado.

Colocarei uma amostra do capítulo de hoje após este terminar. Aí vão poder ver como em Portugal, o campo visual do ecran se enche de sinais, logótipos e mensagens em movimento durante a exibição das novelas.

Na quadra festiva até a entrada do novo ano mais uns diaszitos o logótipo da SIC soltava faíscas. Este está no canto esquerdo superior do ecran. No direito o número 888, do teletexto, que fornece informação adicional sobre o programa em exibição. Depois em rodapé inferior informação que varia entre programação e uma peça e noticiário e no lado esquerdo ao centro, uns movimentados rectângulos informando o óbvio: o que está a dar e o que vem a seguir.

Quem tem pachorra?
Poluição Visual 20 02 08- Terra Nostra http://br.youtube.com/watch?v=fiZWsFtX7Gg

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domingo, 20 de janeiro de 2008

CHAMADAS DE NOVELA

Estão entre as formas mais eficazes de levar a curiosidade e o interesse do público a ver uma novela por estrear. São tão fortes e poderosas que podem criar um desejo intenso de consumo.

Quero ver essa novela! Quando começa?” – estas eram as palavras pronunciadas por todos quando a SIC começou com as novelas da Globo. Renascer, a primeira, o Rei do Gado, Quatro por Quatro e Irmãos Coragem são exemplos disso.

As chamadas de estreia para estas novelas mostravam uma síntese da história e também focavam individualmente cada personagem. Rápidas, intensas, dinâmicas e com bom grafismo. Mas este tipo de chamadas terminou. E como consequência, deixou-se de escutar as citadas frases. A fome de ver terminou.

Ao deixar de passar as apelativas chamadas, a Sic arranja mais espaço para a venda de publicidade, claro. Mas arranja também uma nova forma de continuar a prejudicar o produto. Sem estas chamadas de elenco, que cumprem uma finalidade específica, não se cria a expectativa e o desejo imediato.

Continua a existir uma ténue divulgação, mas nem sempre recorrendo ás chamadas importadas da Globo. Exemplo disso é Desejo Proibido. Como em todas as novelas brasileiras, a estação que as produziu soube elaborar chamadas apelativas para a história e para o elenco. Em Portugal foi exibida uma única chamada da novela, muito fraca e sem revelar nada da história. Em 10 segundos o espectador fica a saber nada sobre coisa alguma e a conhecer nada das personagens.

Siga os links para entender ao que me refiro, para entender a importância de uma chamada e de um bom texto em off. Sim porque, por vezes, o texto aplicado revela que quem o escreveu nem sabe do que está a falar: o melhor exemplo em Portugal deu-se com as chamadas para a novela Vira-Lata, durante a exibição.
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LINK da chamada portuguesa:
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LINKS das várias chamadas no Brasil:
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Se quiser ver mais chamadas desta novela que passaram no Brasil, pode encontrar mais de uma dúzia de outras no you tube.
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RESPONDA AGORA:
Com quais chamadas de estreia você consegue perceber melhor o que têm para si? E tudo em poucos segundos!

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sábado, 12 de janeiro de 2008

Em que ficamos?

Está para chegar um grande enigma. Um mistério! Um segredo... e ele é:

Saber afinal, que novelas vão os portugueses ver esta segunda-feira!
E será esta segunda-feira?

São já três as novelas anunciadas pela SIC com estreia para segunda. Para minha surpresa, que ainda aguardo por 7 Pedados e Desejo Proibido, mais um anúncio: a reexibição da novela Terra Nostra. Assim, do nada:
«Estreia 2ª feira, ao início da tarde". Mais uma vez, falta o "detalhe" da hora específica.
A "nova" SIC já começa mal. Começa a repetir os mesmos erros do passado. Muitos anúncios, nada de estreias, pouca clareza e muita confusão! Ok. A esperança de uma SIC melhor dissipou-se no dejá-vu!


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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Novelas Brasileiras – Brazilian tv Soaps: the message/a mensagem



Vou entrar numa discussão antiga sobre a telenovela do Brasil. Uns dizem que espelha a realidade. Outros dizem que não. E você?

Fiz um reconhecimento de opiniões através de depoimentos deixados na Internet. Parece-me que a maioria das opiniões divergem, conforme a nacionalidade. O brasileiro diz que as novelas são más, porque mostram uma imagem de “violência, crime e sexo” para os países onde são exportadas. Um não brasileiro diz que esse não é o ponto falso das novelas. A falsidade está no excesso de pessoas muito ricas e bem de vida, que se reflecte um pouco até no pobre, que aparece sempre bem maquilhado e penteado e mora numa casa luxuosa, mesmo se localizada numa favela.

Afinal, que mensagens passa a novela brasileira de mais falso? A violência e a criminalidade, ou o glamour e o luxo?

English Version:
This is an old discussion I bring back to the table. Are brazilian tv soaps true with life reality or not by far? What do you think?

I’ve made a fast recollection of opinions already published on the internet and came to the conclusion that the majority of the opinions change very according to nationality. It seems a brazilian person most commonly says their tv soaps aren’t true to reality, because they show to other countries to much violence, crime and sex. Not Brazilian people say that the biggest lie in their tv soaps are the shown luxury and wealth. Even the extremely poor living in “favelas” have a large and well design space to live in and go around dressing well and looking better.

So, what is it? What’s the fakest message a brasilian soap generates? Violence and crime or glamour and luxury?

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DESEJO versus PECADO


Para quem já conhece estas novelas, quero saber qual devo acompanhar. Ambas estreiam em Portugal na próxima segunda-feira, no horário da tarde. Só posso gravar uma. Qual a melhor?




Sete pecados recebe mais pontos pela divulgação. Desejo proibido tá fraquinha na chamada. Mas para quem acompanha as tramas, qual das duas a melhor? Ou não vale a pena ver nenhuma?

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

GUERRA DOS SEXOS/War of the Sexes

Esta foi uma novela que me marcou, a bem e a mal. Mas águas passadas, voltei a “encontrar” Guerra dos Sexos por acaso, ao encontrar numa velhinha cassete Beta umas cenas finais da novela. Foi então que as lembranças vieram à memória.

Acho que preciso realçar o quanto esta novela foi inovadora. Trouxe uma dinâmica na direcção, com as personagens a interagir com a audiência e a expressar os seus pensamentos olhando directamente para a câmera. Fizeram-se brincadeiras com a imagem gravada e recorreu-se à inserção de melodias famosas para contextualizar determinados momentos. (ex: E Tudo o Vento Levou). O humor físico e o romance cómico foram largamente explorados numa novela que se assumiu uma comédia escancarada. Mas ao rever estas imagens, o que me saltou aos olhos e o que realmente apreciei foi: Guerra dos Sexos não seguiu as regras padrão dos finais felizes.

O mocinho jovem não fica com a mocinha linda que era a Juliana de Maitê Proença. Não. O “macaco barbudo”, alcunha que Nando (Mário Gomes) recebe do seu rival Filipe (Tarcísio Meira), descobre estar apaixonado por outra mulher. Menos jovem, mais madura e experiente. No entanto, a bela Maitê não fica a chorar lágrimas amarguradas nem tão pouco surge do nada um príncipe encantado só para a mocinha deixar de sofrer por falta de amor.
Guerra dos Sexos inovou porque emancipou a heroína. Juliana junta-se a Vânia (Maria Zilda), uma mulher independente e partem num cruzeiro, onde se adivinham imensas aventuras e nenhum compromisso.

Esta mudança no habitual desfecho guardado para as heroínas de novelas está mais próxima da realidade e menos da fantasia a que nos acostumámos. E como facilmente nos deixamos levar por elas, só faz é bem que a ficção nos mostre outros desfechos. É claro que pelo meio desta lufada de ar fresco, continuam as peripécias que todos gostam de ver. A guerra de comida e as tortas arremessadas ao rosto, a troca de alfinetadas sagazes entre os sexos que tanto se atraem como se repelem. Mas o que realmente foi inovador para a época, foi deixar a mocinha bonita da novela livre de amores!
PS: Quando esta novela foi re-exibida pela Sic em 1997, alguém a gravou na íntegra e disponibilizou inumeras imagens no you tube. Encontrei também um site que permite o download da novela, do primeiro ao último capítudo!

English Version:
This was a turning epiphany tv soap to me. I found “War of the Sexes” again, trough some final scenes I’ve found in an old beta tape. Re seen those brought memories back to surface.

I need to enhance how innovated this tv soap was back in its days. It brought a new direction aesthetic, with characters looking directly to the camera, sharing their thoughts with the audience, lots of movement, romantic comedy and physical acting. It was a breath of fresh air but, its main contribution, in my view was not to follow the standard “happy end” rules.

This is the example: the young and beautiful Juliana (Maitê Proença) doesn’t stay with the also young and beautiful Nando (Mário Gomes). Instead, she, who is hopping for him to go to her, stays alone. But she doesn’t cry out of hurt not even a good looking young and rich prince arrives from no were and falls in love with her. No! Juliana and her friend Vânia (Maria Zilda) go in a cruise with a hint of adventures and no compromises. Just fun living!

Having watched this again it became clear to me that what I enjoy more about this tv soap now, is this different approach to romantic endings. A little more of truth to it, although the fantasy remains, in the physical comedy, the playing with the recording images, the use of famous sound tracks to over emphasise the meaning of a message (for example: Gone with the Wind), the face pie throwing, food fights etc.
When this soap was re-exibid in Portugal, someone tape it all. It´s now possible to find inumerous scenes on you tube. I´ve also find a site that alows the complete download of every episode, chapter by chapter!
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The complete sound track here: Faça o download complecto da banda sonora aqui:

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sábado, 15 de dezembro de 2007

DISSECANDO PANTANAL

Foi com um tópico sobre a novela Pantanal que decidi estrear este blogue, mas ainda não dissequei a obra. Então cá vai:

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José Leôncio, ao envelhecer, não só se torna menos hábil com o cavalo mais baixo e gordinho (claro que este é um comentário de brincadeira) como parece fora de personagem. É óbvio que cerca de vinte anos sem ver o filho o deve ter amargurado. Mas ainda assim, parece que não é a mesma pessoa que Paulo Gorgulho retratou. O Leôncio jovem era ignorante, mas possuía uma percepção eficaz para entender as pessoas. E era justo. Já avançado na idade, é bruto e precipitado a julgar os outros. Achei que Claúdio Marzo não foi interessante no papel e ignorou as características que José Leôncio ganhou com Paulo Gorgulho. Mas talvez tenha sido este último que deu demasiado charme ao seu Leôncio, mascarando assim os defeitos da personagem. Afinal, no casamento levou a sua sempre adiante, ignorando as vontades da esposa. O que José Leôncio adulto faz com o filho quando acaba de o conhecer prova que é injusto. Expulsa-o e diz-lhe para não o chamar mais de pai. Ora, se Leôncio não tivesse construído um império, vendo-se por isso obrigado a lidar com todo o tipo de pessoas e em contacto com outros estilos de vida além do pantaneiro, aí sim, ele podia ter evoluído para um bronco. Mas não foi o caso. Aliás, a capacidade clara de ver as coisas sem se precipitar em julgamentos parece transitar para Tibério, o peão com quem Jove consegue falar como se fosse a um pai.

Madeleine é uma personagem cujas acções são muito criticadas na novela. Mas se formos a ver, a pobre teve razão. Claro, gostamos mais de Leôncio e queremos que a razão esteja com ele. Mas quem gostaria de ser recém casada, ir para um lugar desconhecido, isolado da civilização, não ter ninguém mais instruído com quem conversar, não ter o marido a seu lado durante meses, longe dos pais, amigos e a vida que sempre conheceu, e ainda por cima ter o filho fora de um hospital, ajudada por uma governanta, sozinha? E ainda viu o bebé a ser-lhe tirado dos braços para ir cavalgar nos braços do pai, quando este mal tinha saído dentro dela! E depois, continua sozinha e Leôncio decido baptizar o filho com o nome do avô, sabendo que ela não concordava. Ele simplesmente foi fazendo o que queria, achando que ela acabava por aceitar. Aceitar a ida para visitar os pais ao Rio de Janeiro, que nunca surgiu, aceitar as longas ausências do marido, aceitar a solidão. Ora, isto é subjugar o espírito de alguém. O que nunca resulta numa relação. Madeleine não era um boi marruá! Acho que o autor castigou muito esta personagem pelo acto corajoso que tomou de se ir embora com o filho. Castigou-a de mais por ter abandonado Leôncio. Claro que tudo podia ter sido feito de forma diferente mas e daí, talvez não. É preciso ver que Madeleine era uma menina, imatura e acima de tudo, sem experiência de vida. É claro que ela sonhava com a ida do seu príncipe encantado, que a seguia para a arrebatar novamente, pedindo perdão e jurando-lhe maior dedicação. Coisa que Leôncio não estava disposto a fazer. O autor castigou-a fazendo dela uma perua, eternamente frustrada sexualmente deste que abandonou o marido. É muito severo. Acho também que a personagem ficou a perder com ambas as actrizes que lhe deram vida. Não só a inexperiente Ingra Liberato não soube defender a sua personagem muito bem, como a Ítala Nandi transformou a Madeleine numa criatura vazia e antipática, de voz e gestos irritantes. E não se sabendo bem porquê, a personagem sai da história morrendo quando regressava ao Pantanal. O que não fez muito sentido e, mais uma vez, foi de uma severidade extrema!

Depois temos o filho de ambos em adulto. Jove relaciona-se de forma muito diferente da do pai com as mulheres, mas tem o mesmo sucesso. Vive na cidade, já fez de tudo um pouco, mas sente-se vazio e algo o perturba. Claro, é o facto de nunca ter conhecido o pai. Relaciona-se melhor com a tia Irma, que também é severamente castigada pelo autor ao ficar apaixonada por Leôncio e não se interessar por mais ninguém. Jove acaba por contar com a sua cumplicidade e parte para o Pantanal. Aí rapidamente o julgam pela aparência. Surge com uma camisa larga e estampada, com modos educados e uma forma de estar que denuncia o facto de ter sido criado por três mulheres. Todos os homens se riem e lhe lançam olhares de gozação. Até o pai fica profundamente decepcionado, julgando ele que ia receber um filho adulto e peão. Na verdade, todos acham que Jove é homossexual. Só que este homossexual mal chega ao Pantanal e já conquista o interesse das mais belas moças. Rapidamente se envolve com Guta, uma jovem, tal como ele, formada na cidade. Mas ele se apaixona é por Juma, uma pantaneira analfabeta, que não conhece nada da vida sem ser o seu chão e o seu modo de vida. Esta relação dos dois também é razão de chacota por parte da “peãozada”. Igualmente rápidos a julgar a moça, há muito que mantêm a distância dela, pois diz-se que vira onça em noite de lua cheia! Todos a acham bonita, mas mantêm as distâncias por medo. A aproximação destes dois incomoda muito Leôncio, que vê naquilo não o que é, mas o que pensa ser: uma falta de vergonha distorcida, de mulher-homem com homem-mulher! Ele está ansioso por ver o filho a tomar uma atitude de macho e ao saber que este passeia com a bela Juma, aguarda que o filho lhe conte que tiveram sexo. Mas Jove acha essa presunção redutora e é isso que Leôncio não entende. Ao contrário do que pensa o pai, não é na marra que Jove a tenta conquistar. Ele sabe que a “onça selvagem” não é nenhum marruá para ser domado. Ele é o único que realmente vê Juma, “mais mansa que um cordeirinho” – diz ele. E ela também se apaixona por ele por causa desse reconhecimento. Nele encontra aquilo que procurava. Com ele começa a aprender mais sobre a vida, aprende a ler e também a escrever. Melhora o seu vocabulário e assim satisfaz a sede que a sua curiosidade natural de pessoa inteligente procurava saciar, sem ter como.

Filó é outra personagem que me agrada muito, mas só após envelhecer. A Filó mais madura é uma mulher generosa, compreensiva, carinhosa e afectuosa. Quando jovem era só ciumenta e muito metida a besta, se entendem o sentido da coisa. O que não dá para engolir é o facto do parentesco do seu filho Tadeu ser insinuado logo no início da novela como sendo de Leôncio para no final, e um pouco sem sentido, Filó começar a soltar uns ais porque, afinal, tinha mentido. Seria verosímil se antes de ter admitido a Leôncio o parentesco ela já não tivesse andado a dizer ao vento que o filho era dele. Parece um desfecho forçado, embora ao espectador essa dica fosse perpetuamente facultada pelo autor, que ia mostrando as diferenças de personalidade entre Tadeu e os restantes Leôncios.

Outro pormenor, mas que ainda deixa as “marcas” da sua interferência, é o facto da bela Juma, pantaneira que toma banho de rio desde menina com a sua mãe, ter uma cena em que tira a roupa e tem marcas de biquini fio-dental. Se para interpretarem índios é costume maquilhar os actores com um produto especial, porquê não se esforçaram para ocultar as marcas branquinhas na pele de Juma? Não dava para ir a um solário antes de partir para o Pantanal? Juma nem conhece o que é um soutien. Logo, não devia ter marcas dessas peças de vestuário. Aí, nesse pedacinho de história, subitamente o espectador percebe que é falso.

Também achei um tanto forçada a mudança de Jove para pantaneiro. De início está tudo natural mas aos poucos, a mudança é brusca demais. Parece-me que algo na personalidade da personagem está a ser roubado. Contudo e no geral, adoro esta novela. Não lhe encontro muitas mais falhas de importância para mencionar. A história de amor entre estas duas personagens está muito bem feita e gosto ainda mais dela, por se assemelhar à realidade. Juma e Jove gostam um do outro, mas não vivem um conto de cinderela. Chegam até a separar-se devido à intervenção de uma terceira pessoa. Humm… muito semelhante à vida real, não?

Por fim, outra crítica que faço à história, diz respeito à personagem de José Lucas. De início entra bem mas depois, anda ali uns capítulos sem rumo, a tomar umas atitudes pouco credíveis. Para quem quer ser peão acima de tudo e acaba por sê-lo, ter virado político é cá um esticão! Principalmente porque inicialmente é um homem simples, desinformado e desinteressado por política. Surge de repente o interesse, só para ele ter o que conversar com a personagem Irma. A sua história dá muitas voltas: José Lucas interessa-se por Juma e chega a viver com ela, mas também antes disso surge uma jornalista de nariz empinado, vinda do nada, só para se envolver com ele e o retirar por uns tempos da trama. Por sua vez, Irma também não é uma personagem feliz. Eterna apaixonada pelo cunhado, de repente deixa-se seduzir pelos encantos de Trindade, o peão cantor, mas a forma como este sai da história só para dar lugar a José Lucas é um tanto forçada.

Em Pantanal vêm-se já referências a futuras obras do autor Benedito Ruy Barbosa: O “Rei do Gado”, que é como Leôncio é chamado e o “pacto com o Belzebu”, aqui feito por Trindade e mais tarde aproveitado para a personagem “José Inocêncio”, o coronel “Rei do Gado”. As semelhanças não são casualidade.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

FELICIDADE

Novela bem aceite pelo público, da autoria de Manoel Carlos. Marcou o seu regresso à TV Globo após oito anos de ausência. A maior crítica que a novela recebeu diz respeito à prestação de Maitê Proença no papel de protagonista. Tenho de concordar. Ainda hoje, passados tantos anos, continuo a não gostar do que vejo em todas as cenas. Isto de ser actor de TV tem este grande inconveniente! Uma coisa mal feita será perpectuada para todo o sempre!

Estreando-se em televisão, Vivianne Pasmanter deu um show como a vilã Débora. Ela é neurótica no momento certo e consegue transmitir apenas pelas expressões a dualidade da personagem. (veja em: http://br.youtube.com/watch?v=qOpTjPOXcyA e também em http://br.youtube.com/watch?v=Xn1KJNVHxjg) Recordo de algo que vinha na imprensa da época, que fez referência à metodologia de composição da personagem e à exigência da mesma. A actriz teve muito trabalho e foi muito desgastante fazer "Débora". Vivianne ficava fechada no quarto a estudar as cenas, isolando-se um pouco de tudo o resto. Mas também, imagino que essa é a realidade da maioria dos actores que entram numa big personagem em novelas de televisão. A menos, claro, que tenham a sorte de ter uns dias de semana de folga! Vantagem de alguns veteranos que só gravam a dias fixos.

Tatianne Goulart recebeu vaticínios de uma futura brilhante carreira na arte de representar. Ela simplesmente tocou os corações e emoções de todos, com a sua sincera e frontal BIA. Chegando mesmo a "roubar a cena" quando contracena com a "mãe" (Maitê Proença).

Como todas as novelas de Manoel Carlos, ela tem momentos deliciosos mas também alguns outros de "barriga" (incómodos e longos, como uma gravidez). Talvez os mais marcantes eram os momentos de delírio de Ataxerxes e os que se desenrolavam no núcleo da família de "João", o homem que tinha verdadeira adoração e uma relação emocional muito grande com o seu piano. Um núcleo mais depressivo, o núcleo pobre a passar por dificuldades que proporcionou momentos de pura exaustão de tanto se falar de música e de piano.

Brilhante interpretação de Sebastião Vasconcelos, a quem não me canso de elogiar. Elogio também Marcos Winter, que sempre gosto de ver nos seus papéis e que surpreende e intimida quando tem de explodir. Herson Capri deu ao seu Mário, um homem formado, informado e educado um estilo que levaria muitas mulheres no lugar de Helena a dispensar o Tony Ramos (Álvaro)! Laura Cardoso foi uma excelente mãe, Ariclê Perez e Umberto Magnani (Ametista e Ataxerxes) um show de boa interpretação, Cristina Prochaska foi deliciosa como a cobrinha intigrista e falsa que era a sua Sheyla e podia continuar por aí fora, já que o elenco desta novela é bastante vasto.

O que mais gostava de recordar nesta novela é a história contada nos primeiros capítulos. Lembro-me vagamente. Tudo começa em "Vila Feliz", um local pequeno com pessoas de falsa moral, ávidas para massacrar alguém como hobby para passar o tempo morto. O facto de todos os homens se babarem pela menininha mais bonitinha do pedaço e serem sacanas o suficiente para tentarem obter algo à força, mas diante dos amigos e esposas armarem-se em indiferentes. Toda essa atmosfera intriguista, de mesquinhez e mediocridade moral, por vezes típica de zonas pequenas (embora deteste esta presunção e discordo com a generalização) repugna-me e por isso, é a parte que mais mexe comigo.

Gostava de a rever!
E você? Deixe aqui um comentáriozinho sobre o que você acha desta novela!

Álbum sonoro da novela para download: http://rapidshare.com/files/7051341/Felicidade_-_Nacional.rar

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TOP MODEL

Estava a mexer em papéis antigos quando dei com um apontamento a opinar sobre a novela TOP MODEL, que acabava de chegar ao fim. Dizia assim: "...por todos considerada um êxito, mas uma grande seca, que eu teria reduzido a menos de metade." Ao mesmo tempo, deparei-me também com o último capítulo. (veja em: http://br.youtube.com/watch?v=2YZzDxASz8A)


O tempo só reforçou esta opinião. De facto a novela foi um sucesso mas é daqueles sucessos que pertencem a um tempo e não continuam a encantar, porque a qualidade deixa a desejar.


O tempo também não me fez ficar mais fã de Malu Mader. A sua função na trama é demasiado estética. A novela usa e abusa do estilo "teledisco". São longas cenas a cada capítulo de imagens em câmera lenta de "Duda" a trocar de roupa, a experimentar chapéus e a mostrar as longas pernas sobe um qualquer embalo sonoro.


Penso que o encanto e sucesso da história deveu-se ao núcleo infantil e à louca família de "Gaspar" e seus cinco filhos que mais parecem uma dúzia de tanta bagunça e actividade que circula naquele lar. Cada filho de uma mulher diferente, a este núcleo encabeçado por Nuno Leal Maia, responsável pelos momentos de diversão, surf e praia se deve a adesão do público à novela. Em termos de romance, o casal Taumaturgo Ferreira e Malu Mader (eram mesmo um casal nessa altura, se me recordo bem) só ficaram a ganhar com a música "Oceano" de Djavan. (ouvir em: http://br.youtube.com/watch?v=CH6vud7PZck) Top Model foi uma novela que conquistou também pela banda sonora, composta de muitas músicas em inglês, como a célebre "Hey Jude", dos Beatles, numa versão traduzida para português.


Muitos actores e actrizes ganharam projecção nesta novela. Adriana Esteves estreou-se aqui, no papel de Tininha. Gabriela Duarte contracenou pela primeira vez com a mãe, ao caber a esta uma participação especial como uma das ex-mulheres de Gaspar. A novela teve aliás, muitas participações especiais, além do seu vasto núcleo, onde se incluia uns caninos.


Em termos pessoais, sem saber exactamente porquê, a actriz Zezé Polessa irritava-me profundamente. Algo no seu método de representar chocava com o veículo televisivo. Talvez fosse uma certa altivez, o nariz empinado para o ar, que continuou a me irritar também quando entrou em "Vamp". Ás vezes sucedem-se destas coisas e é algo que me lembrei agora. Assim como me recordo de muita gente da família mencionar as semelhanças físicas de Taumaturgo Ferreira com um familiar. É que não conseguiam ver a novela sem estar a pensar nas semelhanças, que estava no seu ar, mas mais na postura e gestos. São coisas que acontecem...


E você? O que quer dizer sobre esta novela?

link para fazer o download de TODA a trilha/banda sonora desta novela:
http://rapidshare.com/files/8162666/Top_Model__1989_.rar.html


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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O CLONE

Não gostei desta novela. Gostava de saber de mais pessoas com esta opinião e saber as razões.

Não gosto da sua linguagem. Tudo soa a falso. A direcção da novela abusa dos planos muito próximos de rosto. Fica claro que é na sala de edição que o texto debitado pelos actores de uma vez só é montado. Um excesso de primeiros-planos, uma história chata, com barriga por todo o lado, que ultrapassa o limite em que nos deixamos levar pela fantasia. Mais alguém concorda?

Numa determinada cena, foram reutilizados os mesmos gritos e palavras da personagem interpretada por Débora Falabella umas três vezes e de forma tão óbvia que achei de uma falta de consideração pelo espectador e de um amadorismo para uma telenovela nobre da Globo. A mesma sensação de insulto emergia com o suposto envelhecimento das personagens. Quem viu Neuza Borges a envelhecer para "A Indomada" e quem a viu a seguir aqui... que fantochada! Li na imprensa que Vera Fisher recusou-se a envelhecer adequadamente. Ela ou outro qualquer, a verdade é que o processo deixou muito a desejar. E a mãe de "Léo"? Podia bem ser sua namorada!

Considero como piores as interpretações de Daniela Escobar e Juca de Oliveira. Não basta ter muitas cenas. É preciso ter o que dar a elas.

Mais razões existiram para desgostar desta novela. Mas não vale a pena aprofundá-las mais. Agora ao de longe, só lhe vejo uma vantagem escondida: mostrar relações afectivas que se regem por regras diferentes das ocidentais a que estamos habituados. Não sei se com muita fidelidade nem o avalio mas, se tiver de apontar um aspecto de interesse, seria esse.

http://br.youtube.com/watch?v=SKFx_tZT_pg

Contem-me vocês o que acharam. Porque não gostam ou porque a consideram a 8ª maravilha do mundo em novelas!


Faça aqui o Download da trilha/banda sonora complecta! Siga o link! É tão simples! http://rapidshare.com/files/51249351/OC-Nac.rar

Veja a novela:
último capítulo (nº 248): http://www.megaupload.com/?d=J4RAOG5A
Cenas de bastidores: http://www.megaupload.com/?d=9OS8NBXQ
Outros episódios: http://www.megaupload.com/?d=QIKYY29H

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

TIETA de Jorge Amado


Adaptada para a televisão em formato de novela em 1989, "Tieta do Agreste" é a obra literária de Jorge Amado. Um grande sucesso a nível mundial, esta novela ultrapassou barreiras e preconceitos.

Tudo nela fez sucesso: as personagens, a banda sonora, até mesmo as roupas. Inesquecíveis interpretações de tantos e tantos actores, destaco Joana Foom como Perpétua e seu pai, Zé Esteves, brilhantemente interpretado por Sebastião Vasconcelos.

Mas o rol não termina aqui. Tieta é um marco nas novelas, por o conjunto inteiro de personagens, interpretações, histórias e banda sonora. Mesmo a abertura, foi inovadora para a época. Até então ninguém tinha visto um corpo se contorcer daquela forma, a lembrar uma árvore a tomar formas humanas e vice-versa!

Em Portugal o êxito foi enorme e para o final foi lançado um desafio, que teve uma adesão em massa: Quem era a mulher de Branco?

Em estilo de concurso, com cupões publicados na imprensa, colavam-se vários cupões originais nos postais dos CTT, para aumentar as hipóteses de acertar e ganhar o prémio (não sei qual era). Toda a gente tinha um palpite e muitos, sabendo já o desfecho da novela no Brasil, apostaram em Cláudia Alencar (a Laura, esposa do capitão). Mas como sempre, a tentativa saíu frustrada porque, nestes casos o autor escreve finais diferentes e cada país pode vir a escolher o seu. Em Portugal, a mulher de Branco foi... Perpétua!

E você? O que achou desta novela? Como é que ela o marcou? Deixe um comentário!

Veja a abertura inicial:


Factos & Curiosidades:
* Foi Betty Faria que adquiriu os direitos de adaptação da obra
* O visual de Betty (Tieta) foi mantido em segredo até ir para o ar
* Esta novela foi a primeira a criar perfís astrológicos consuante as datas de nascimento fictícias das personagens
* A abertura foi feita com a técnica Split Scan
* A região de Mangue Seco, no norte da Baía teve um aumento turístico

Tieta foi a novela que veio revolucionar até a linguagem. Com expressões divertidas e inusitadas, em todos os paises de expressão de língua portuguesa, novas termos foram incluídos. Eis alguns deles e seu significado:
. Nos Trinques (que correu na boca de toda a gente) -Perfeito. Quenga - prostituta. Descaração e vadiagem - acto sexual. Capar o gato - ir embora. Bater o caçolete - morrer. Caxixe - negociata. Canguinho - avarento. chibungo - homossexual. Esgrovinhado - alto e magro. Estar de calunha - triste. Tabacudo - feio. Tribufu - Maltrapilho. Jabiraca - Bruxa, roupa mal feita. Nos azeites - chateado, Teuda e Manteúda - amante, Entupigaitado - Confuso, atrapalhado. Gaiteira - mulher assanhada.

E depois existiram casos em que, a ENTOAÇÃO das palavras é que remetia o imaginário para a novela. Por exemplo, a expressão "Mistéeerio" de D. Milu.

English Version:
"Tieta do Agreste" is based on the written novel by Jorge Amado. It arrive on television in the year 1989 being an huge success and was a barrier breaker. It has great performances, the eye-light going to Joana Foom, who interpreted Perpéctua, and her father Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos). But it doesn’t stops here. Tieta was a mark in this type of production, with its phenomenal characters, actor’s interpretations and amazing music contribution. The opening credits were also something new. Until then, no one had seen a female figure transform herself that way in nature!

It was a huge success in Portugal! By the end the television network lanced a challenge: who was the women en white? Coupons where published in magazines and the public responded well. By that time, the answer to the question in Brazil was already known and many tried to win some prize with the same guess. But different ends were made so itch country could choose one and in Portugal, the woman in white was Laura!

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terça-feira, 2 de outubro de 2007

VAMP

Vamp conta a história de Natacha, uma cantora que faz um pacto com Vlad, um poderoso vampiro. Em troca de fama, ela vende sua alma mas arrepende-se da sua condição de vampira. Tudo o que passa a desejar, é a reversão do pacto. Para isso, decide viajar até Armação dos Anjos, lugar onde poderá encontrar Vlad e quebrar a maldição.

Vamp é essencialmente uma comédia. Despretensiosa, consegue captar a atenção e agradar a públicos de todas as idades, porque se baseia no humor simples e ligeiro. Bem escrita, melhor interpretada, conta com um elenco numeroso e com muitas caras conhecidas.

Difícil mesmo, é seleccionar os melhores dos melhores. Está repleta de soberbas interpretações. Patrícia Travassos, como Mary a vampira de porno-chachada, é hilária, principalmente quando à sua personagem se junta a de Octávio Augusto, soberbo como Matoso, o vampiro com dificuldades em sugar sangue, por só ter um dente.

A lista de bons desempenhos em boas personagens é longa. É difícil falar de todos e não deixar alguém de fora. Qual é o seu preferido? Que cena memorável lhe ficou na memória? Vamp ensinou-lhe que lição de vida?

Veja apenas um pouco desta novela, para matar as saudades!


Quer ver a abertura? Carregue no link: http://br.youtube.com/watch?v=h7-tZ6_r9WM

FACTOS & CURIOSIDADES de VAMP:
* a abertura só ficou finalizada 10 m antes da estreia
* Luís Fernando de Carvalho ficou encarregue da narrativa da abertura
* Cláudia Ohana sentia-se aflita e má-humorada quando colocava as lentes de contacto coloridas
* Fábio Assunção foi alvo das maiores piadas quando tentava dizer as suas falas com a prótese de vampiro
* A capa que "Natasha" usa na dança na praça de S. Marcos é da actriz e foi emprestada à personagem
* Parece que a música de "Vangelis" sob a qual dançou, estava proibida em toda a Itália e apareceu a polícia
* Vamp foi também filmada em Veneza e em Lisboa
* Os dentes de vampiro são feitos de latex
* Claúdia Ohana estava a lançar-se como cantora quando surgiu o papel na novela

English Version:
This is the story of "Natacha", a singer-to-be that makes a pact with a powerfull vampire. In exchange of sucess she gives him her soul. Regretting the pact, she then starts to find ways to reverse it and for that she travels to “Armação dos Anjos”, a place were she can find an artefact that will help her destroy the powerful vampire named Vlad.

Vamp is essentially a comedy. Not pretentious, the achieved success is mainly due to it’s simplicity. A wonderful product to watch, well written, with a great cast and great performances. Is difficult to point out the best ones. But Patrícia Travassos with her porno-vampire Mary, along with her co-star Matoso (Octávio Augusto) is great fun! The list is long! The best thing to do is watch it.

Facts and Curiosities:
The opening credits were only fisnish 10m before exibition.
Luís Fernando Carvalho (respected director) was in charge of giving it a story-line.
Claúdia Ohana (Natasha) felt upset everytime she had to use the colorful contact lenses.
Everyone laugh when Fábio Assunção (Lipe) started to speak whith the false vampire teeth.
During the S. Marcos dance, the music of Vangelis was prohibited in Italy and the policy intervined.
Claúdia Ohana was preparing to lance herself as a singer performer when the role came along.


Complete sound track/Álbum completo sonoro para download: http://rapidshare.com/files/12678949/Vamp_Nacional.rar - national
http://rapidshare.com/files/2434987/1991-I-_Vamp_-_By_DS.zip.html - international

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