Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Porquê "Louco Amor" não funciona

Bom, são demasiadas as razões e estão a acumular. É só pegar num episódio qualquer e surge logo uma lista de erros. Mas vou só apontar um do capítulo de hoje: a PROPAGANDA.


Raramente na novela se vê uma personagem a ver televisão mas hoje, por conveniência, a avó de Margarida está sentada no sofá da sala da mansão que não é dela, o que é estranho, pois sempre fez questão de ficar pela zona da copa como se tivesse nascido com o papel social de empregada doméstica. Ainda por cima, está a ver televisão. E o que está a dar? Propaganda incentivada por Cristina Ferreira, na qual carregar muitas vezes o telemóvel pode dar prémio! 

As duas personagens, avó e neta, ficam super entusiasmadas! Vão logo carregar os respectivos telemóveis porque "nos tempos que correm" ganhar um prémio "vinha mesmo a calhar". É um aproveitamento da situação difícil em que algumas pessoas estão prometendo um prémio que, no fundo, é quase inatingível, pois é preciso muito gastar para algo ganhar.   

Este merchadising mal colocado, ainda por cima com um teor que acho eticamente censurável, é dispensável. A injeção de capital pode ter sido apreciada, mas o produto não se compatibiliza com a história, é posto ali forçadamente. 

Entre todas as falhas no guião da novela, esta injecção  não a beneficia e só faz é reforçar a fragilidade do produto.

Falhas, falhas... podiam colocar uma tesoura naquela franja de Margarida, pois a rapariga, não bastasse os suspiros, está sempre, mas sempre a pestanejar! Além de errarem na indumentária, agora isto  :( Também estar sempre a ouvir que a super-Joana (advogada, empregada doméstica, cantora, empregada de mesa, amiga, mãe e esposa exemplar) tem uma voz especial, linda, que vai fazer  carreira internacional, e escutar que a outra não é tão boa, mas constatar o contrário, é outra ténue coisa que somando a tudo retira credibilidade ao guião. E Bia, a dona da voz doce, também já se está a transformar numa super-tudo-e-mais-alguma-coisa dos coitadinhos. Ela serve às mesas, canta, agora também é empregada interna, cozinheira, arrumadeira, passadeira, lavadeira e costureira. Só lhe falta uns filhos.

E há mais, muito mais! Mas decidi ficar por estes comentários. A novela tem pouquíssima coisa a seu favor e não é com estes atributos que vai vencer a concorrência. Não tem força nenhuma para isso.

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Terra Nostra -

Terra Nostra anda a pastar. De mês em mês o autor decide tentar cativar as audiências criando uma (e só uma) cena de impacto dramático. Há um mês foi o parto de Maria das Dores e agora é a morte do Ruanito. Bem, mas será que morreu mesmo? A coisa ficou em águas de bacalhau. Não se viu corpo, nem enterro nem se percebeu coisa alguma. Entre Mariana ter uma criança nos braços e a notícia ter sido dada às mães, a criança manteve-se com Mariana. Como o médico soube? Concerteza é um mistério intencional.

É lamentável que Terra Nostra não seja coesa. Avança embalada por situações sem interesse ou nexo e excesso de melodias italianas. Aliás, a novela mal tem som ambiente. É só uma banda a tocar, enquanto as personagens se passeiam de um lado para o outro de coche. De mês a mês, algo acontece, mas perde importância logo de seguida. Foi assim com a ameaça da Peste, que desaparece logo após o parto do filho de Guilhermecino, e assim foi com a morte de Ruanito, de difeteria. Quem dera a nós que na vida real as doenças contagiosas e letais se comportassem assim!


Continuo a dizer que a relação de Mateu e Juliana não faz sentido. Os dois brigam e ela diz-lhe que ele percebeu tarde que ela não o quer mais. É uma afirmação muito forte mas não resulta em qualquer acção. A coisa anda tremida mas nada acontece. Para quebrar esta tensão sem sentido entre os dois, o autor decide dar a Juliana a certeza de ser a mãe de Juanito. E por milagre, isto basta para os desentendimentos desaparecerem. Até que, sem motivo credível reaparecem mais uma vez. Entre os dois tudo volta a andar tremido mas nada acontece. Então, numa busca desesperada para despoletar o interesse, o autor decidematar” o filho do casal. Que tragédia, não? Talvez não. É só o mesmo escrito e representado vezes e vezes sem conta.

Terra Nostra começou chatinha, pelo menos achei, mas desenvolveu-se com interesse até o parto de Juliana. Daí adiante descambou no no sense. Vejam hoje: Francesco e Paola entram na mansão de onde este saiu para viver com ela e praticamente dizem à ex-esposa: «nós queremos viver aqui, vai-te embora». Altivos e arrogantes. Não combina com o carácter de nenhum deles. Não faz sentido. O milionário, construtor de sobradinhos, com a casa do filho que ficou quase acabada disponível, decide despejar a ex-mulher, que jurava a pés juntos nunca sair dali ou abandonar as suas coisas e esta aceita de imediato. Mas quem escreve isto?

Os italianos na fazenda continuam a trabalhar de graça mas o que mais os vemos fazer são festas. Todas as noites, como se o trabalho não os cansasse e a labuta não voltasse dali a menos de 6 horas, lá está o povo todo. Sorridente, a beber muito vinho, a tocar, comer, dançar e as crianças a brincar. Humm… porque será que acredito que não foi nada assim?? É tudo a descambar.

Um bocejo com picos de interesse e muitos, muitos coches de lá, para cá. Lá para cá… se juntasse tudo garanto que dava ao menos 10 horas destes passeios!

Afinal não ter assistido à novela em 1999 foi uma decisão baseada numa boa primeira análise dedutiva. A trama lá tem os seus encantos, admito. Mas como já disse, só com uma tesoura na mão! Shop, shop! E pronto! Poucos capítulos dão conta do recado.
Leia o que alguns actores disseram sobre a sua participação nesta novela e consulte estes links com matérias interessantes.



«Na novela Terra Nostra, nem me recordo o nome da personagem, só me lembro de dizer 'Mamá', e Lolita Rodrigues responder: 'Si, hija, depois te explico.' Benedito Rui Barbosa não sabia o que fazer com nossas personagens. Passei seis meses grávida na novela até que um dia dei um toque no Jaime Monjardim para lembrá-lo que já estava na hora. E aí nasceu. Foi uma novela que eu não tinha porque ter entrado, mas é necessário saber lidar, porque nem tudo na vida são só flores e sucesso. Às vezes, mesmo com todo esforço, não rola». * Cláudia Raia In Estado de S. Paulo, 22 agosto de 2007, referindo-se à novela que mais a decepcionou.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/aspas/ent20062000a.htm#aspas24
http://www1.an.com.br/2000/mai/19/0ane.htm

http://www.televidere.blogger.com.br/ - afastamento de José Dumont, o Baptista

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mais Mistérios em Desejo Proibido

Para quem se lembra, a história de Desejo Proibido começa em 1913, com Ana a perder o filho da sua 4ª gravidez. Esta data, 1913, surge novamente no episódio de hoje: é a data de pesquisa que Miguel telegrafou para S. Paulo para saber informações sobre Regina Simões, filha de Lázaro.

Só lamento que Miguel não tivesse a boa percepção de não passar o telegrama assim que percebeu que Henrique era Perfeito. Está claro, agora ele está a par dos seus intentos.

Está a ficar claro para mim que Cândida deu à luz um menino. Talvez quando saiu da cidade aquando o casamento de Viriato já fosse por estar grávida. O bebé nasceu deficiente e se calhar, foi-lhe dito que morreu. Será?

Henrique pode não ser filho de Chico. Interessante será se se descobrir que Cândida não é avó mas mãe deste! Não seria incomum para a época avós criarem netos como filhos e o contrário também deve ser possível. Até seria simples: a mãe fica grávida, convence a filha a se fingir de grávida e providencia uma longa viagem para ambas. Supostamente a mais velha para auxiliar a mais nova, mas na realidade o contrário. Sabe-se que Isabel, ex-mulher de Chico, fazia todas as vontades à mãe.

Uma hipótese rocambolesca porém, possível.

O calcanhar de Aquiles de Henrique é saber que não é amado por ninguém. Ele será o destruidor de Cândida.

A terminar uma omissão já em longa data em falta aqui nas observações do blog: O soldado Brasil é a personificação cómica e crítica do próprio País, através da qual o autor faz alguns desabafos.
"Acorda Brasil!"
"O Brasil é pobre mas sempre foi ajeitadinho"

E o pobre do Brasil, é tão pobre que volta e meia, fica desalojado do seu pobre cantinho na cela da delegacia e tem de dormir no banco da praça, já que ninguém se preocupa em abrigar o pobre. Pobre Brasil!

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domingo, 6 de abril de 2008

Mistérios em Desejo Proibido

Tenho cá para mim que a novela “Desejo Proibido” reserva a todos muitas surpresas. Os mistérios que vão aparecendo, vão sendo parcialmente respondidos. O que é bom, pois as tramas que revelam tudo só no fim são uma grande chatice.

Até agora já se soube qual o “segredo” de Viriato e também o de Galileu. Mas cheira-me que muitos mais estão para vir. O mais surpreendente seria descobrir que existe uma relação de parentesco qualquer entre “Miguel” e “Laura”, que os impeça de viver como marido e mulher. Porque embora a trama se centre no mistério das origens de Laurinha, a verdade é que as de Miguel não são também conhecidas. Uma coisa é certa: se existir sequer essa possibilidade, ao menos uma personagem não deixará de aproveitar isso: Henrique. Este seria capaz de forjar documentos para indicar que Miguel e Laura são irmãos!
.
Cheira-me porém, que também a origem de Henrique não é certa. Ele pode até ser filho do Coronel Chico Fernandes. Neto de D. Cândida. Mas quem diz que a filha desta era do seu falecido marido, que era quem tinha um nome de prestígio? Esta ideia surgiu-me quando Henrique ameaça o pai com o vestido vermelho da bugra e este diz: “não mexa com coisas do passado que você pode sair no prejuízo”. Porquê no prejuízo?

Ás tantas, Chico nunca pôde ser pai… ai, os mistérios que se levantam!
E há ainda que descobrir o que Cândida queria dizer na gruta a Viriato quando se abraçou a ele e disse “porquê não posso ter um filho/neto normal”? Quem é Henrique??
.
A história vai ser reduzida em números de capítulos por não estar a receber os espectadores esperados no Brasil. Espero que isso não prejudique estes enredos misteriosos. E se o amor de “Laura e Miguel” tiver um desfecho trágico como o de “Carlos e Maria Eduarda” em “Os Maias”, que este não seja cortado. Porém não me parece que numa história destas, os protagonistas românticos passassem por tanto para no final não poder consumir o seu amor.

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sábado, 1 de março de 2008

Quinto: afinal, quem diz mal?

Afinal, Quem diz mal?


Tanto tempo passou mas continua controverso, o diz-que-disse sobre a série o Quinto dos Infernos. Afinal, quem diz mal? Se o povo de lá gosta e o povo de cá também, a série desgostou a quem?


Uma coisa é certa: antes de estrear em Portugal, a série foi ganhando contornos de escândalo e o seu fracasso foi gradualmente divulgado e reforçado. Foi com muito receio que, finalmente, a Sic colocou a série no ar. É portanto certo dizer, que antes da sua estreia por aqui, a série já tinha como “herança” a crítica depreciativa. Sobe esse jugo fez a sua estreia e creio que não foi recebida com a hostilidade esperada. Já o disse: o português riu. Gostou da comédia.


Historiadores. Tanto Brasileiros como Portugueses. Parece terem sido estes a gerar a onda de protestos. E fizeram muito bem. Já o disse: se fosse historiadora também não ia gostar, Aliás, ia ficar em cólera.

Mas tenho cá para mim que não foram os únicos. Creio que a própria comunidade artística brasileira caiu em cima. Se existiu sabotagem, isso não me causaria espanto.

Porém, estão a levar o assunto demasiado a sério. Volto a repetir: em ficção tudo é mentira. De real só se aproveitam os nomes. Se fosse historiadora, viveria em sofrimento com a televisão e o cinema, de tantas mentiras que impingem ao público. Não esperem rigor histórico da ficção. Mas distorção.

A televisão é um produto para o povo, essa “massa” incógnita de muitos. O povo não é culto em todas as matérias. Suponho até que, a sua própria história é aquela que desconhece melhor. Este desconhecimento facilita o riso mas também facilita o perigo das interpretações lineares.

Então, de vez em vez, as vozes mais entendidas nos assuntos unem-se em protesto. E fazem bem. Mas é uma luta inglória, pois nunca ninguém conseguiu colocar “nos eixos” a ficção.

Exemplos disso são os filmes de Hollywood. Fascinam-nos há décadas com os seus retratos de figuras históricas. Histórias como: “Sissi, a princesa da Aústria”, “Anastácia” e “Ana e o Rei” resultaram em filmes lindos, mas mentem. Porque é assim que funciona a ficção.

Cabe ao espectador criar consciência desta realidade. Até mesmo por uma questão de defesa pessoal. Para não ser mais um que se deixa manipular. Porque muitas vezes é a ficção que nos apresenta em primeiro lugar realidades que desconhecíamos ou influencia o que mal se conhecia. E no caso das novelas, são meses e meses de injecções diárias.

As histórias servem mais para nos distrair, que para nos formar. É assim que funciona. E é por isso que gostei do “Quinto dos Infernos”. Ri muito com a comédia caricata. Apreciei o talento dos artistas. A parte verdadeira da história? Nem prestei atenção. Havia uma? É comédia escancarada.

Mas pode ser perigoso, não o saber…




PS: próximo tópico: Revisitar o Quinto.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Se7e Pecados

Definitivamente, acho que não me vai agradar acompanhar Sete Pecados. O episódio de hoje foi mais extenso e não vi a altura de terminar logo. Bocejei umas cinco vezes e quando terminou soltei uma “aleluia” interna. Entretanto mais alguém conhecido também tinha deixado de a ver e foi fazer outra coisa.

A novela é uma reciclagem de histórias que já estamos cansados de ver. Até dá para adivinhar o que vai acontecer na cena seguinte. É previsível, porque já se viu tantas vezes aquelas mesmas cenas, gravadas da mesma maneira e interpretadas da mesma forma, por vezes pelo mesmo actor. O Director é o mesmo, determinados elementos do elenco são habituais nas novelas desse director, enfim. Não é só a abertura que foi "reciclada" do anúncio do IKEA, são as histórias também.

No episódio de hoje uma cena me fez lembrar por demasiado “Deus nos Acuda” (também ela realizada por Jorge Fernando e com a mãe deste também no elenco). A cena dos dois anjos na Internet celestial. Bem podia estar a olhar para Claúdio Correa e Castro e Dercy Gonçalves, cujo nome de anjo em Deus nos Acuda também era Celestina.

Por esta e outras razões é que esta novela não me desperta interesse. É um deja-vú pouco oxigenado. Talvez de vez em quando, talvez se não tiver capítulos longos e chatos como o de hoje (foi muito chato, cheio de cenas supérfluas, overacting e excesso de falas para a personagem de Elizabeth Savalla), talvez procure a ver.

Neste blogue perguntei a opinião de quem já acompanha esta novela se valia a pena ver. As respostas ficaram “em cima do muro”, deixando ao meu critério. Pois a avaliação está feita. Depois de emitir as primeiras impressões, um comentário que recebi mostrou surpresa pelo favoritismo a Desejo Proibido e até achou piada ás diferenças de gosto entre os continentes. Pois é isso que é interessante. Ver como são os gostos de região para região, de faixa etária para faixa etária. Se calhar quem mais gosta desta novela ainda não foi submetido massivamente a este tipo de repetição história em quantidade suficiente. Se calhar nunca chegou a ver Deus nos Acuda, ou era muito novo ainda. É este o interesse extra das novelas: permitir a troca de impressões!

Também não gosto de ver a protagonista Priscila Fantin. Nada contra a moça que deve ter os seus méritos, mas não me convence no papel de milionária acostumada a luxo. Também não me parece sedutora o suficiente para as exigências de papel. E depois, espero não estar a ganhar um “ódio” de estimação mas perdoem-me por me repetir ao dizer que Elizabeth Savalla não sabe representar. Faz sempre o mesmo papel. O que varia é o nome da personagem. De resto, até seria interessante alguém se dar ao trabalho de montar cenas de diferentes novelas para mostrar como é sempre tudo igual: os mesmos gestos, como a abertura exagerada dos braços que até parece que vai levantar voo e o mesmo abanar de pescoço quase silábico que mais parece um daqueles bonequinhos de tablier de automóvel.

Personagem favorita e actor predilecto também já tenho: Odilon Wagner, que assim que aparece a ajeitar a peruca, fá-lo de tal modo que é delicioso de ver. De resto critico a linguagem em over acting de praticamente todo o elenco do núcleo rico.

Perdoem-me os fãs desta novela em particular, mas opinião é opinião e este é que é o aspecto interessante das novelas. Partilhar impressões. Abraços!

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sábado, 15 de dezembro de 2007

DISSECANDO PANTANAL

Foi com um tópico sobre a novela Pantanal que decidi estrear este blogue, mas ainda não dissequei a obra. Então cá vai:

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José Leôncio, ao envelhecer, não só se torna menos hábil com o cavalo mais baixo e gordinho (claro que este é um comentário de brincadeira) como parece fora de personagem. É óbvio que cerca de vinte anos sem ver o filho o deve ter amargurado. Mas ainda assim, parece que não é a mesma pessoa que Paulo Gorgulho retratou. O Leôncio jovem era ignorante, mas possuía uma percepção eficaz para entender as pessoas. E era justo. Já avançado na idade, é bruto e precipitado a julgar os outros. Achei que Claúdio Marzo não foi interessante no papel e ignorou as características que José Leôncio ganhou com Paulo Gorgulho. Mas talvez tenha sido este último que deu demasiado charme ao seu Leôncio, mascarando assim os defeitos da personagem. Afinal, no casamento levou a sua sempre adiante, ignorando as vontades da esposa. O que José Leôncio adulto faz com o filho quando acaba de o conhecer prova que é injusto. Expulsa-o e diz-lhe para não o chamar mais de pai. Ora, se Leôncio não tivesse construído um império, vendo-se por isso obrigado a lidar com todo o tipo de pessoas e em contacto com outros estilos de vida além do pantaneiro, aí sim, ele podia ter evoluído para um bronco. Mas não foi o caso. Aliás, a capacidade clara de ver as coisas sem se precipitar em julgamentos parece transitar para Tibério, o peão com quem Jove consegue falar como se fosse a um pai.

Madeleine é uma personagem cujas acções são muito criticadas na novela. Mas se formos a ver, a pobre teve razão. Claro, gostamos mais de Leôncio e queremos que a razão esteja com ele. Mas quem gostaria de ser recém casada, ir para um lugar desconhecido, isolado da civilização, não ter ninguém mais instruído com quem conversar, não ter o marido a seu lado durante meses, longe dos pais, amigos e a vida que sempre conheceu, e ainda por cima ter o filho fora de um hospital, ajudada por uma governanta, sozinha? E ainda viu o bebé a ser-lhe tirado dos braços para ir cavalgar nos braços do pai, quando este mal tinha saído dentro dela! E depois, continua sozinha e Leôncio decido baptizar o filho com o nome do avô, sabendo que ela não concordava. Ele simplesmente foi fazendo o que queria, achando que ela acabava por aceitar. Aceitar a ida para visitar os pais ao Rio de Janeiro, que nunca surgiu, aceitar as longas ausências do marido, aceitar a solidão. Ora, isto é subjugar o espírito de alguém. O que nunca resulta numa relação. Madeleine não era um boi marruá! Acho que o autor castigou muito esta personagem pelo acto corajoso que tomou de se ir embora com o filho. Castigou-a de mais por ter abandonado Leôncio. Claro que tudo podia ter sido feito de forma diferente mas e daí, talvez não. É preciso ver que Madeleine era uma menina, imatura e acima de tudo, sem experiência de vida. É claro que ela sonhava com a ida do seu príncipe encantado, que a seguia para a arrebatar novamente, pedindo perdão e jurando-lhe maior dedicação. Coisa que Leôncio não estava disposto a fazer. O autor castigou-a fazendo dela uma perua, eternamente frustrada sexualmente deste que abandonou o marido. É muito severo. Acho também que a personagem ficou a perder com ambas as actrizes que lhe deram vida. Não só a inexperiente Ingra Liberato não soube defender a sua personagem muito bem, como a Ítala Nandi transformou a Madeleine numa criatura vazia e antipática, de voz e gestos irritantes. E não se sabendo bem porquê, a personagem sai da história morrendo quando regressava ao Pantanal. O que não fez muito sentido e, mais uma vez, foi de uma severidade extrema!

Depois temos o filho de ambos em adulto. Jove relaciona-se de forma muito diferente da do pai com as mulheres, mas tem o mesmo sucesso. Vive na cidade, já fez de tudo um pouco, mas sente-se vazio e algo o perturba. Claro, é o facto de nunca ter conhecido o pai. Relaciona-se melhor com a tia Irma, que também é severamente castigada pelo autor ao ficar apaixonada por Leôncio e não se interessar por mais ninguém. Jove acaba por contar com a sua cumplicidade e parte para o Pantanal. Aí rapidamente o julgam pela aparência. Surge com uma camisa larga e estampada, com modos educados e uma forma de estar que denuncia o facto de ter sido criado por três mulheres. Todos os homens se riem e lhe lançam olhares de gozação. Até o pai fica profundamente decepcionado, julgando ele que ia receber um filho adulto e peão. Na verdade, todos acham que Jove é homossexual. Só que este homossexual mal chega ao Pantanal e já conquista o interesse das mais belas moças. Rapidamente se envolve com Guta, uma jovem, tal como ele, formada na cidade. Mas ele se apaixona é por Juma, uma pantaneira analfabeta, que não conhece nada da vida sem ser o seu chão e o seu modo de vida. Esta relação dos dois também é razão de chacota por parte da “peãozada”. Igualmente rápidos a julgar a moça, há muito que mantêm a distância dela, pois diz-se que vira onça em noite de lua cheia! Todos a acham bonita, mas mantêm as distâncias por medo. A aproximação destes dois incomoda muito Leôncio, que vê naquilo não o que é, mas o que pensa ser: uma falta de vergonha distorcida, de mulher-homem com homem-mulher! Ele está ansioso por ver o filho a tomar uma atitude de macho e ao saber que este passeia com a bela Juma, aguarda que o filho lhe conte que tiveram sexo. Mas Jove acha essa presunção redutora e é isso que Leôncio não entende. Ao contrário do que pensa o pai, não é na marra que Jove a tenta conquistar. Ele sabe que a “onça selvagem” não é nenhum marruá para ser domado. Ele é o único que realmente vê Juma, “mais mansa que um cordeirinho” – diz ele. E ela também se apaixona por ele por causa desse reconhecimento. Nele encontra aquilo que procurava. Com ele começa a aprender mais sobre a vida, aprende a ler e também a escrever. Melhora o seu vocabulário e assim satisfaz a sede que a sua curiosidade natural de pessoa inteligente procurava saciar, sem ter como.

Filó é outra personagem que me agrada muito, mas só após envelhecer. A Filó mais madura é uma mulher generosa, compreensiva, carinhosa e afectuosa. Quando jovem era só ciumenta e muito metida a besta, se entendem o sentido da coisa. O que não dá para engolir é o facto do parentesco do seu filho Tadeu ser insinuado logo no início da novela como sendo de Leôncio para no final, e um pouco sem sentido, Filó começar a soltar uns ais porque, afinal, tinha mentido. Seria verosímil se antes de ter admitido a Leôncio o parentesco ela já não tivesse andado a dizer ao vento que o filho era dele. Parece um desfecho forçado, embora ao espectador essa dica fosse perpetuamente facultada pelo autor, que ia mostrando as diferenças de personalidade entre Tadeu e os restantes Leôncios.

Outro pormenor, mas que ainda deixa as “marcas” da sua interferência, é o facto da bela Juma, pantaneira que toma banho de rio desde menina com a sua mãe, ter uma cena em que tira a roupa e tem marcas de biquini fio-dental. Se para interpretarem índios é costume maquilhar os actores com um produto especial, porquê não se esforçaram para ocultar as marcas branquinhas na pele de Juma? Não dava para ir a um solário antes de partir para o Pantanal? Juma nem conhece o que é um soutien. Logo, não devia ter marcas dessas peças de vestuário. Aí, nesse pedacinho de história, subitamente o espectador percebe que é falso.

Também achei um tanto forçada a mudança de Jove para pantaneiro. De início está tudo natural mas aos poucos, a mudança é brusca demais. Parece-me que algo na personalidade da personagem está a ser roubado. Contudo e no geral, adoro esta novela. Não lhe encontro muitas mais falhas de importância para mencionar. A história de amor entre estas duas personagens está muito bem feita e gosto ainda mais dela, por se assemelhar à realidade. Juma e Jove gostam um do outro, mas não vivem um conto de cinderela. Chegam até a separar-se devido à intervenção de uma terceira pessoa. Humm… muito semelhante à vida real, não?

Por fim, outra crítica que faço à história, diz respeito à personagem de José Lucas. De início entra bem mas depois, anda ali uns capítulos sem rumo, a tomar umas atitudes pouco credíveis. Para quem quer ser peão acima de tudo e acaba por sê-lo, ter virado político é cá um esticão! Principalmente porque inicialmente é um homem simples, desinformado e desinteressado por política. Surge de repente o interesse, só para ele ter o que conversar com a personagem Irma. A sua história dá muitas voltas: José Lucas interessa-se por Juma e chega a viver com ela, mas também antes disso surge uma jornalista de nariz empinado, vinda do nada, só para se envolver com ele e o retirar por uns tempos da trama. Por sua vez, Irma também não é uma personagem feliz. Eterna apaixonada pelo cunhado, de repente deixa-se seduzir pelos encantos de Trindade, o peão cantor, mas a forma como este sai da história só para dar lugar a José Lucas é um tanto forçada.

Em Pantanal vêm-se já referências a futuras obras do autor Benedito Ruy Barbosa: O “Rei do Gado”, que é como Leôncio é chamado e o “pacto com o Belzebu”, aqui feito por Trindade e mais tarde aproveitado para a personagem “José Inocêncio”, o coronel “Rei do Gado”. As semelhanças não são casualidade.

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terça-feira, 2 de outubro de 2007

ABERTURAS - Genéricos/Créditos


De grande importância para qualquer novela que se preze, as ABERTURAS (também designadas de genérico ou créditos) são verdadeiras obras de arte, que englobam toda a criatividade e essência da história. A função da abertura, é prender a atenção do espectador de imediato, e mantê-la.

Uma boa abertura tem de corresponder com nota máxima a três critérios:
1) Ser a síntese perfeita da história da novela;
2) Ter um contributo musical adequado;
3) Deve ser criativa e tentar fugir do aspecto "familiar" (já vi isto antes...)

Assim sendo, aqui ao lado surge um questionário com o nome de algumas novelas com aberturas excepcionais. Vote na sua preferida e deixe aqui um comentário sobre as suas aberturas preferidas desde sempre, e porquê!

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

P- Pantanal

Novela da Manchete, 1990.

Esta novela foi tão inovadora na altura, que foi largamente preferida a qualquer produção da Globo. Penso que toda a gente conhece esta novela!

Em Pantanal estreou-se Paulo Gorgulho (o Lemos de "Essas Mulheres"/2005). A sua personagem, José Leôncio jovem, teve tanto sucesso diante do público que, quando a novela passou para a segunda fase, uma nova personagem foi introduzida, só para permitir o regresso do actor. Foi alugada uma casa de fazenda no Pantanal, que a equipe de produção pintou e deu os seus toques, e aí se passaram a maioria das cenas de interior da novela. Porque de resto, a paisagem natural predomina no ambiente.

Factos&Curiosidades de PANTANAL:
. a avioneta de Leôncio pertencia, na realidade, a Sérgio Reis, o Tibério da novela.
. Almir Satter entrou na novela a pedido de Sérgio Reis, que queria outro cantor
. Ambos possuiem fazendas no Pantanal
. A Globo teve a novela durante anos, mas não achou viável de fazer.
. Até então, Benedito Ruy Barbosa, o autor, só escrevia novela das 6 na Globo e queria o horário nobre
. O Pantanal passou a ser o destino turístico mais procurado após a novela
. As pessoas ficaram mais preocupadas com a ecologia do local
. Marcus Vianna já dava as cartas sonoras da Manchete em produções como "Os filhos do Sol" e "O Canto das Sereias" mas foi com "Pantanal" que ganhou notariedade. Contudo, anos mais tarde, em 2000, na Globo, com o tema central de "O Clone", é que este sentiu o estrelato.

Na opinião desta bloguista, a mensagem mais importante que esta novela transmite, é particular e súbtil. Não parece, mas tanto Juma quanto Jove têm em comum muita coisa: a ambos são atribuídos juízos de valor precipitados pelas aparências.

Jove, é tido como homossexual e Juma como selvagem. Isto desenvolve muitos problemas de comunicação entre eles e as outras pessoas.

A segunda coisa que o casal tem em comum, é que ambos são fiéis a si mesmos. Não alteram a sua natureza por se preocuparem com o que pensam os outros. Sentem-se incompreendidos. Conseguem entender e lamentar as origens das deduções preconceituosas. E quando empenhados em criar laços, continuam a ser o que são, aperfeiçoando as suas aptidões sociais, sem se atraiçoarem a si mesmos.

De modo que, estas duas pessoas, de ambientes diferentes, têm mais em comum um com o outro, do que se possa pensar. São ambos íntegros, honestos e sinceros, sozinhos e incompreendidos, à procura de crescer em si mesmos. E principalmente, são das poucas personagens que não julgam perempetóriamente os outros sem os conhecerem.

E a mensagem que fica é: não julguem as pessoas pelas aparências.

Destaco as actuações de Cristiana, Marcos Winter (sempre tão forte nas suas personagens), António Petrim (brilhante!), Cássia Kiss, José Dumont e desculpem aqueles que são igualmente bons mas por não terem papéis tão marcantes, não vou mencionar.

PANTANAL não devia ter remake. Devia ter continuação!

Veja a abertura inicial em: http://br.youtube.com/watch?v=T1xPuU0WSvY

11/12/2007
Respondendo a muitos pedidos que solicitam empenhadamente mais imagens desta telenovela, decidi brindar os fãs e futuros fãs com mais do que isso. Apartir de hoje e se Deus quiser, todos os dias, coloco aqui um compacto bastante ritmado resumindo a história. Ou seja: O essêncial da novela PANTANAL do início ao fim!

Comece pelo capítulo de hoje:

11/12/2007 - 01 - http://br.youtube.com/watch?v=bIefYIiXBGo
12/12/2007- 02 - http://v1.tinypic.com/player.swf?file=7wfv3w3
13/12/2007- 03 - http://v1.tinypic.com/player.swf?file=87l4fgl
14/12/2007- 04 - http://v1.tinypic.com/player.swf?file=6q1hpud
15/12/2007 - 05- http://videos.sapo.pt/a3ZWGkiVgY7OiaaMww4E
16/12/2007 - 06- http://videos.sapo.pt/GaaPMu8zbrjmmGzuhaM2
17/12/2007 - 07- http://videos.sapo.pt/hvgtMqjZWkZbusKHUqbn
18/12/2007 - 08- http://videos.sapo.pt/4tqcCZy7rgja4f0PZdq4
19/12/2007 - 09- http://videos.sapo.pt/EmosBkVIrzKI0jkBVJdK
20/12/2007 -10- http://videos.sapo.pt/kAS0tsfklBC7jYLbnGLc
21/12/2007 - 11- http://videos.sapo.pt/zsJ0tqzgb3nicKGM8CIV
22/12/2007 -12- http://videos.sapo.pt/WHPhKUTSJKeWkDIGw0zD
23/12/2007 -13- http://videos.sapo.pt/wwPZ1g5OYRbaBLS4ln5t (Maria é assassinada)
24/12/2007 -14- http://videos.sapo.pt/FP9WDiI3TiJ4fSkPbw1J (Jove arrives to Pantanal)
25/12/2007 -15-http://videos.sapo.pt/W7zKwm23vAlLtaR22qbV
26/12/2007 -16-http://videos.sapo.pt/gazGcMZteqhT6um8WKrp password: jovecavalos
27/12/2007 -17-http://videos.sapo.pt/tNVbybao5ku1o0qzci6u
28/12/2007 -18-http://videos.sapo.pt/EKvRhEwvDEgiopEpce2L
29/12/2007 -19-http://videos.sapo.pt/tEULyDa8sL7WoQDek4zG Guta e Jove no rio
30/12/2007 - 20- http://videos.sapo.pt/92BAPNb6BlRzGR2gcpEN
31/12/2007 -21- http://videos.sapo.pt/QNb4ZB3LPs3k7MBIM6zt
01/01/2008 -22- http://videos.sapo.pt/aT3mG4Awz1wDijUmQsh2 - Jove é encontrado vivo
02/01/2008 -23- http://videos.sapo.pt/Zo7uDrtl7NhoN0Gu9eK9
03/01/2008 -24- http://videos.sapo.pt/1GKszHyujfsyWvv0vh5S
04/01/2008 -25- http://videos.sapo.pt/9B2wpibT4TSwoHNk5kQ1 - arranca orelha
05/01/2008 -26-http://br.youtube.com/watch?v=QLWMHyM6lsc Juma e Jove banham-se no rio
06/01/2008 -27- http://br.youtube.com/watch?v=zwLP3S5QTHA Jove é expulso
07/01/2008 -28- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1824367 -Jove pede abrigo a Juma
08/01/2008 -29- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1824484 Jove vai ensinar Juma a ler
09/01/2008 -30- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1825002 Juma sabe o que quer e sem rodeios!
10/01/2008 -31- http://br.youtube.com/watch?v=HVMnw609U6s
11/01/2008 -32- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1840266
12/01/2008 -33- http://br.youtube.com/watch?v=j9UJg_U-GjM Juma aprende a ler nas areias

English Version:
A 1990 tv soap, is still today considered by many as the best ever made. It completely shadowed the biggest Brazilian company of tv soaps; Globo.

The story is simple: Men and women meet and feel mutual attraction. He’s from “Pantanal, Mato Grosso,” an agriculture area in the middle of a Brazilian forest jungle, with mosquitos bites and selvage animals, like crocodiles, enormous snakes, and “piranhas” a small, fast, full of sharp teeth fish that eats meat to the bone faster than a shark. José Leôncio lives here. But he meets Madelaine in a trip to Rio de Janeiro, a developed city where the presence of nature is replaced by concrit. They marry instantly and Leoncio takes he’s wife against her will to Pantanal. There, she stays alone most of the time, because he has to work, conducting cattle during days and months. She misses her friends and family and paciently waits for Leoncio to have a break and take her to see them. When she finds herself pregnant, she immediately concludes the baby is going to be born in the city, where there’re hospitals. But not only she delivers the baby in Pantanal, has she has to do it alone, because her husband is absent working. When he arrives she has just deliver the baby: a boy who, against her will, José Leôncio registers with is father’s name: Joventino. With the baby still worm from being in the womb, Leôncio takes him to a horse ride leaving the just-delivered mother Madeleine worrying about the life of her just born son .

Twenty years pass and Madeleine has run back to her family taking her son with her. Now the boy wants to meet he’s father. Once in Pantanal, he finds a beautiful selvage girl, of who everyone in frighten off and falls in love. The story is about to shyly repeat it self…

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