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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Remake de Tieta


Subitamente soube qual a novela que a Globo ia adorar fazer como remake, obtendo o sucesso que lhe escapa como areia entre os dedos. Trata-se de Tieta. Esta percepção veio dos constantes comentários ao vídeo de abertura que coloquei no Youtube. O mais recente pergunta:

Quem é a gata que aparece nua?

Sabem o que isto significa? Quer dizer que estamos todos muito mais velhos e que uma nova geração de pessoas IGNORAM totalmente a história desta produção. O tempo passa e quem cresce não sabe que é Isadora Ribeiro a rapariga do genérico, que depois virou actriz e com mérito, e antes disso era a mulher da abertura do Fantástico e casada com Hans-Donner, o “mago” das aberturas das novelas da Globo.
Como é possível não saber, desconhecer Tieta?
Mas é. E é por esta razão que este seria o melhor remake da história dos remakes da Globo.

Na primeira versão (como se já houvesse segunda) os direitos de adaptação para televisão foram adquiridos pela actriz Betty Faria. Será que ainda os detém? O que impede legalmente de se fazer este remake?

Eis um que gostaria de ver. Muito!
.

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sábado, 19 de abril de 2008

GABRIELA


A primeira novela a passar em Portugal fez muito sucesso porque veio ao encontro de uma sociedade portuguesa a desabrochar na desconhecida Liberdade. Estávamos no ano de 1977. Portugal tinha saído do regime fascista em 1974 e “Gabriela” chegou neste período em que tudo estava a querer mudar nos lares dos portugueses e na sociedade em geral.

A maior surpresa de “Gabriela” foi mostrar as personagens femininas tão emancipadas, sexuais e liberais. Agradou aos homens e ás mulheres, surpresas por haver quem pudesse viver a sua feminilidade de uma forma mais assumida. Logo neste instante nasceu o mito da “mulher brasileira fogosa”.

Visualizar tal à-vontade, com pessoas a acariciarem-se e a beijarem-se na televisão – coisa que sempre fora proibida durante o fascismo, abalou o público. Alguns percebiam coisas pela primeira vez, outros tomaram decisões de mudança. As mulheres quiseram a sua segunda liberdade: a de 1974 e a da Gabriela.

Na maioria dos lares, à mulher continuava a ser exigida uma certa postura e cumprimento de obrigações. Foi então que começaram a aparecer jovens vestidas e penteadas como as personagens e as mulheres casadas também começaram a pensar em mudanças. Como sempre, uns preocupavam-se com os efeitos perniciosos de tais conteúdos exibidos em televisão e temia-se pela integridade e moral dos mais jovens.

Não deixa de existir uma lógica fundamentada neste receio. Gabriela “mudou” mesmo a sociedade portuguesa. Ou melhor: foi a pioneira de uma série de outras que se seguiram para facilitar as mudanças sociais que se adivinhavam no período pós-liberdade. A primeira mudança a se notar foi na linguagem. Depressa expressões brasileiras ganharam terreno no linguarejar. Era divertido, uma brincadeira e acabou por se enraizar. Hoje todos nós as incluímos corriqueiramente no falar e nem nos damos conta ou delas temos consciência. Já Eça criticava que Portugal era dado a estrangeirismos e se calhar, nesse aspecto, somos realmente abertos a mudanças.

Era muito nova para me lembrar de “Gabriela”. A novela voltou a ser exibida pela SIC há poucos anos, porém não a acompanhei. Hoje tenho pena. Acho que deviam re-exibir todas as “velhas” novelas. Faço aqui o apelo à SIC. Existe um público hávido, principalmente o que então era muito novo e hoje é composto por jovens adultos. É um produto que ainda pode puxar audiência. Se for escolhido um bom horário, como o da madrugada, pode surpreender.

É dito que o último episódio de “Gabriela” em Portugal, fez parar o país. Os deputados da assembleia da República terminaram a sessão mais cedo, justificando que queriam estar em casa a tempo de ver o último episódio. É também dito que o silêncio reinava nas ruas e nas casas só se via a luz trepidante da televisão, homogénea de janela em janela. Por fim, um som invadiu os lares portugueses assim que a palavra “FIM” abandonou o ecran. O som dos autoclismos! *

Deve ter sido mesmo assim e o fenómeno repetiu-se quase à escala noutras ocasiões, com outras telenovelas brasileiras ao longo da década de 80 e até 90. Agora nenhuma pode causar tal impacto, pois massificaram-se e o próprio país começou a produzir com regularidade as suas. Por isso mesmo é que seria bom rever as mais marcantes para a sociedade Portuguesa.



*(Aqui não houve assimilação da expressão estrangeira porém, qualquer português conhece a palavra brasileira para o acto de ir à casa-de-banho puxar o autoclismo: é o mesmo que dizer: “ir à privada dar a descarga!”)


FACTOS:
Data de Estreia em Portugal: 16 de Maio de 1977
Re-exibição em: 1978 , 1983, 1999(?)

um link: http://www.bocc.ubi.pt/pag/cunha-isabel-ferin-revolucao-gabriela.pdf

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

TIETA de Jorge Amado


Adaptada para a televisão em formato de novela em 1989, "Tieta do Agreste" é a obra literária de Jorge Amado. Um grande sucesso a nível mundial, esta novela ultrapassou barreiras e preconceitos.

Tudo nela fez sucesso: as personagens, a banda sonora, até mesmo as roupas. Inesquecíveis interpretações de tantos e tantos actores, destaco Joana Foom como Perpétua e seu pai, Zé Esteves, brilhantemente interpretado por Sebastião Vasconcelos.

Mas o rol não termina aqui. Tieta é um marco nas novelas, por o conjunto inteiro de personagens, interpretações, histórias e banda sonora. Mesmo a abertura, foi inovadora para a época. Até então ninguém tinha visto um corpo se contorcer daquela forma, a lembrar uma árvore a tomar formas humanas e vice-versa!

Em Portugal o êxito foi enorme e para o final foi lançado um desafio, que teve uma adesão em massa: Quem era a mulher de Branco?

Em estilo de concurso, com cupões publicados na imprensa, colavam-se vários cupões originais nos postais dos CTT, para aumentar as hipóteses de acertar e ganhar o prémio (não sei qual era). Toda a gente tinha um palpite e muitos, sabendo já o desfecho da novela no Brasil, apostaram em Cláudia Alencar (a Laura, esposa do capitão). Mas como sempre, a tentativa saíu frustrada porque, nestes casos o autor escreve finais diferentes e cada país pode vir a escolher o seu. Em Portugal, a mulher de Branco foi... Perpétua!

E você? O que achou desta novela? Como é que ela o marcou? Deixe um comentário!

Veja a abertura inicial:


Factos & Curiosidades:
* Foi Betty Faria que adquiriu os direitos de adaptação da obra
* O visual de Betty (Tieta) foi mantido em segredo até ir para o ar
* Esta novela foi a primeira a criar perfís astrológicos consuante as datas de nascimento fictícias das personagens
* A abertura foi feita com a técnica Split Scan
* A região de Mangue Seco, no norte da Baía teve um aumento turístico

Tieta foi a novela que veio revolucionar até a linguagem. Com expressões divertidas e inusitadas, em todos os paises de expressão de língua portuguesa, novas termos foram incluídos. Eis alguns deles e seu significado:
. Nos Trinques (que correu na boca de toda a gente) -Perfeito. Quenga - prostituta. Descaração e vadiagem - acto sexual. Capar o gato - ir embora. Bater o caçolete - morrer. Caxixe - negociata. Canguinho - avarento. chibungo - homossexual. Esgrovinhado - alto e magro. Estar de calunha - triste. Tabacudo - feio. Tribufu - Maltrapilho. Jabiraca - Bruxa, roupa mal feita. Nos azeites - chateado, Teuda e Manteúda - amante, Entupigaitado - Confuso, atrapalhado. Gaiteira - mulher assanhada.

E depois existiram casos em que, a ENTOAÇÃO das palavras é que remetia o imaginário para a novela. Por exemplo, a expressão "Mistéeerio" de D. Milu.

English Version:
"Tieta do Agreste" is based on the written novel by Jorge Amado. It arrive on television in the year 1989 being an huge success and was a barrier breaker. It has great performances, the eye-light going to Joana Foom, who interpreted Perpéctua, and her father Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos). But it doesn’t stops here. Tieta was a mark in this type of production, with its phenomenal characters, actor’s interpretations and amazing music contribution. The opening credits were also something new. Until then, no one had seen a female figure transform herself that way in nature!

It was a huge success in Portugal! By the end the television network lanced a challenge: who was the women en white? Coupons where published in magazines and the public responded well. By that time, the answer to the question in Brazil was already known and many tried to win some prize with the same guess. But different ends were made so itch country could choose one and in Portugal, the woman in white was Laura!

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