Último dia do ano 2012
Não importa realmente, porque são obras intemporais, que continuarão a ser vistas pelas gerações futuras.
Ah! Já me esquecia... e tenham um ano de merda, gente!
Estou confusa com o que estou a ver no ar.
Antes do intervalo, durante a noite soou um tiro na casa de Armando que estava frente a frente com o assassino, ambos armados.
Depois do intervalo já é de dia e o desfecho de muitas personagens é revelado: as três Marias ganham um novo aldrabão para partilharem, Renato é político corrupto mas... e quem vitimou o tiro nocturno? O que foi feito a ângelo, caído no chão com um ferimento de tiro após se meter à frente da bala que era suposto atingir a Aurora, atada a uma cadeira por Helena, junto com Gonçalo?
Já percebi que "Evangelina" foi escolhida para ser a assassina.
As cenas da noite "eclipsada" estão agora no ar e Envangelina, a assassina ferida, começa de imediato a desbobinar as razões. Assim, sem mais nem menos! E depois morre, presumo eu. Veremos se será esse o desfecho ou se ela vai presa.
E pronto. A novela vai acabar. Quer se goste ou não do desfecho, foi uma boa novela, em especial nos momentos de comédia. As três Marias, de início pouco engraçadas, desenvolveram e ficaram engraçadíssimas, o seu sobrinho Edgar Baldé então nem se fala e enfim... rir foi o melhor Remédio.

Desde o tempo do Coronel da Tapitanga com as suas «rolinhas», na novela Tieta, que não tinha visto uma novela onde se aceitasse tão bem uma história sobre várias mulheres para um homem.
Em "Remédio Santo", Renato (Rodrigo Menezes) acaba por envolver-se com cada uma das três irmãs Muleta Negra: Maria Polícia (Rita Loureiro), Maria Coveira (Anabela Brígida) e Maria dos Caixões (Julie Seargent).
É vê-las a tirar á sorte qual das três é que vai passar (primeiro) a noite com o «coxinho». Só que quando elas correm atrás, ele não está para isso... Esta situação engraçada, que o autor consegue engendrar com ligeireza e muito humor, quase que faz esquecer que o que estamos a ver é, em facto, uma situação onde mulheres aceitam um relacionamento de poligamia.
Outra coisa engraçada na trama é que cada uma das Marias tem um último nome religioso que as diferencia. Uma é Maria dos Santos, outra de Jesus e outra de Deus mas como tantas vezes acontece por este país rural, acabam por ser conhecidas pela profissão que exercem. E é assim que a Maria dos Santos virou Maria Polícia, a Maria de Jesus virou Maria Caveira e Maria de Deus virou Maria dos Caixões. Não é difícil adivinhar a actividade de nenhuma, não é mesmo?
Há muito que estou para vir aqui escrever sobre a excelente interpretação que Rodrigo Menezes faz na novela. Desde o início a sua veia cómica destacou a personagem, já de si muito rica e bem conseguida. Mas ultimamente tem andado ainda melhor. E se inicialmente o trio das irmãs Marias parecia-me patético, acho que mais para a frente as três interpretes conseguiram apanhar as personagens. Rejubilo com a prestação de Julie Sergeant, que está delirante nas suas tiradas e tiques. Tanto quanto contracena com a interesseira carpideira Evangelina (Patrícia Tavares) outra bem conseguida interpretação, como quando está com o seu «Zac bebé», as irmãs ou o Naná (Rodrigo Menezes). Estes dois em particular conseguem espremer todo o «sumo» das personagens e deixar o espectador sorver.
Mas há mais casos assim nesta novela. Margarida Marinho sempre tão poderosa surge aqui com uma Violante muito bem conseguida. É sabido que a atriz pediu ao autor para não carregar demasiado a personagem com dramas e cenas e, de facto, não precisa de estar sempre a aparecer para deixar uma forte impressão no ar. A sua personagem tem de falar espanhol e também fazer linguagem gestual. Sofia Alves é outra que está bem numa personagem que facilita por poder ser interpretada quase como uma caricatura mas acaba por ter algo particular.
Quanto a outros mistérios, diria que o sr. Presidente da Junta (Sabri Lucas), outra bem conseguida interpretação, é virgem. Para recusar ser íntimo com Amélia (Marta Melro), outra boa interpretação, aliada à sua conhecida fobia por germes e hipocondria, uma pessoa com estes sintomas pode muito bem nem conseguir beijar alguém na boca sem sentir repulsa pelos germes trocados no acto, quanto mais sexo...Ah,ah,ah!
Quer dizer que a coveira esconde debaixo da terra os pertences que rouba aos cadáveres!
Por isso vive à janela a gritar aos automobilistas, que não quer que estacionem em cima do pavimento...
Sei que estou em falta nos comentários a esta trama e à que passa na SIC. É aguardar...
Mas vou já expressar o meu palpite para a identidade do Assassino: é a filha da Espanhola
As histórias em televisão estão cheias de "primeiras vezes". Principalmente quando se trata de romance. Existe sempre o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira relação...
Conhece Joe Black? é o nome de um filme americano no qual o actor Brad Pitt interpreta o papel da morte. Se já não admirasse o actor, teria obrigação de o admirar muito mais depois de ver a cena romântica que protagoniza neste filme. Sendo ele a morte encarnada num corpo de um jovem, quando se apaixona, é mesmo a primeira vez! E Brad interpreta cada momento como ninguém! É perfeito...
Se formos a pensar num Brad jovem, bonito, louro e de olhos azuis, não demoramos a imaginar que o actor não teve de esperar muito tempo pela sua primeira vez. No entanto, quando a sua personagem no filme se envolve sexualmente pela primeira vez com a mulher que ama, ele fá-lo como se fosse um adolescente em estreia. Assume um ar cândido, meio assustado, meio a descobrir sensações e a gostar, e, a meio, a história mantém-se fiel à realidade do que costuma ser uma primeira vez, dando a entender que "Joe" atinge o climax rapidamente e só instantes depois retoma o acto com mais calma e para acompanhar a parceira.
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Descrever com palavras esta cena do filme não é fácil de fazer, mas achei necessária esta descrição do que considero uma primeira vez perfeitamente encenada, para poder criticar todas as outras primeiras vezes que, com mais regularidade, entram em nossa casa pelo ecrã.
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E elas entram todos os dias, todas as semanas, pela televisão. Em telenovelas, séries e filmes, são exibidas, por semana, um mínimo de uma dúzia de "primeiras vezes". Filmes de Domingo então... são tantos sobre adolescentes excitados e armados em chico-espertos! É uma temática até gasta. Romanceados, os beijos são em câmara lenta, fazer amor é um acto longo com climax simultaneo e ter sexo, um gesto selvagem e acrobático. E tudo isto é "alimentado" ao espectador, homem e mulher, de todas as orientações sexuais e de todas as idades.
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Dito isto, estou a criticar a forma romanceada e pouco realista com que tudo o que é romance surge nas histórias que nos distraem. "Meet Joe Black" segue a mesma linha romântica mas tem, ao mesmo tempo, aquela realidade que é a excepção.
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E é por isso que senti alguma revolta por ver, no episódio de hoje da telenovela Remédio Santo, a "Santinha da Luz" (Aurora) a dar um beijo perfeito ao seu apaixonado. Ok, sei que não é o primeiro beijo da rapariga. É o segundo! Mas sejamos francos: os primeiros beijos das moças puras nas novelas, são sempre muito bem dados! Até parece que já se nasce ensinado!
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Por esta razão gosto quando uma actriz se lembra, tal como Brad Pitt, que, à primeira, ninguém tem prática para o fazer tão bem. Gosto que o façam passando essa inexperiência. Em telenovela isso raramente acontece. As histórias em geral, excepto as biografias, só mostram casais sem problemas de intimidade maior. Dão-se sempre bem à primeira, não existem coisas que os incomodam, problemas funcionais, nada. É só a parte boa da "fruta" que nos é mostrada. Olhem, são como as cerejas da Carolina Patrocínio: já chegam ao prato sem caroço!
Acabei de ponderar se Brígida trocou de bebés, para que fosse a sua filha aquela a ser criada no seio dos Monforte. Será essa a razão pela qual ela trata tão bem Eugénia e tão vilamente Violante?
Brígida detesta Graça Monforte. Esta casou com o homem que ela queria e roubou-lhe a vida que almejava para si. O seu ódio por Graça Monforte fazê-la-ia maltratar a filha desta com toda a sua força e como forma de extravasar o seu imenso ódio. Mas não é a filha de Graça que ela maltrata. Porquê? Porque trocou as crianças! Ela deve tê-lo feito e dá-lhe imenso prazer ver mãe e filha a lutar uma com a outra, enquanto ela dá-se bem com a filha de verdade.
Brígida não é mulher de maltratar o próprio sangue. Ela é condescendente com o filho e não lhe exige uma atitude de adulto, que trabalha para sustentar a família. Ela é condescendente também com a neta, a quem não nega uns trocos. Ela é incapaz de maltratar os seus, por mais defeitos que revelem. Por isso estou convicta: Eugénia é filha de Brígida!
Daí também o seu afecto ilimitado por Gonçalo e os filhos de Eugénia. É tudo o mesmo sangue!
E este gesto de Brígida tornaria mais interessante as relações da família de Violante com a de Graça Monforte. A malvadez de Helena tem raíz na avó Graça e as duas, avó e neta, assim como mãe e filha, vão lutar para se destruírem, desconhecendo que são do mesmo sangue. Brígida sente-se assim vingada de uma vida inteira longe do conforto com que tanto sonhou e quase teve nas mãos.
Concordam?
Acho que é uma história com muito sentido!
(a menos que decidam matar Brígida também)
Bem, este é o tipo de mistério que só tem resposta no final da novela. E será aquilo que o autor quiser, e não aquilo que agora possa dominar a sua mente...
Mas, até lá, vamos às suposições ... ;)
Continuo a apoiar a minha tese de que se trata de um pénis. Para mim, Hortense é hermafrodita!
Isso explicaria também os grandes conflitos que tem com a mãe.
Na vida real existem casos de mães que têm filhos homens, que tratam como se fossem meninas, e vice-versa. Com tanta história fantástica que faz parte da trama, sabe-se que algo de místico rodeia a personagem. Ela fecha-se no quarto com um dos seus potes, abre a janela, estabelece contacto com um gato, e lá vai ela... Depois, dão-se relâmpagos, falta de energia, trovoada!
Outra hipótese prende-se com Graça Monforte ser aquela que é dada a feitiçaria na novela. Terá ela se servido desses meios para conquistar um homem rico? Em troca... compromete a vida da sua descendência. Será? Ela não gosta de nenhuma das filhas e só parece sentir afecto pelo filho que é homem - o padre. Alguém na novela fez um pacto com o Demo. Ela é a candidata mais forte! Em troca, deve andar a matar pessoas de X em X tempo... será?
Acho que o mistério envolvendo o desaparecimento da "mãe" de Ângelo tem muito a ver com estas mortes. Mas achei que o responsável seria o marido. Porém... está tudo em aberto.
Hortense parece adepta de magia branca (a pesar do gato ser preto ;) - o chihuahua é branco e... será que é mais que um simples cãozinho?
Mistéeeerios!
Como já tive dois destes bichinhos, com e sem pêlo, aqui ficam fotografias desta raça canina para aguçar os f
ãs!
PS: Quando Hortense abre a gabardine e mostra-se a um homem para o afugentar, onde está o Chihuahua?? Alguma vez está em cena? Pode ser uma explicação simples e assustadora q.b.!
Não denoto sinceridade (autenticidade) na interpretação de Aurora, a personagem interpretada por Sara Barradas na novela Remédio Santo.
Uma pessoa pensa quase sempre que fazer-se de santinha e pessoa íntegra é muito fácil: basta fazer o que a actriz está a fazer. Mas agora acho que não é bem assim.
Poucas pessoas conseguem transmitir autenticidade a uma figura tão pura, honesta e, ingénua - que é o que falta a esta Aurora. Para se ser bem sucedido, é preciso ou experiência certeira, ou talento certeiro, ou a sorte de conseguir engrenar à primeira.
Sem dúvida que o aspecto físico conta para ajudar a construir tal personagem (vai-se lá saber, mas as santas têm sempre um aspecto angelical. Conheci uma assim, enquanto muito jovem, mas devem existir excepções, principalmente porque os bons sofrem mais e as cicatrizes emocionais transmitem-se em rugas de preocupação e tristeza!).
Mas há algo na expressão/interpretação de Sara Barradas que deixa antever a Aurora que entende da vida, uma pessoa com experiência. A que já foi mostrada ao público nos sonhos da personagem. É curioso porque, nas cenas de intimidade que a actriz tinha com o mesmo actor na novela Espírito Indomável, a impressão que me dava era o oposto: ela parecia muito pouco à vontade com cena de cama, mesmo tendo aquela personagem tão despojada de complexos.
Lamento, mas a "Santinha" não me convence... Vá lá: talvez uns 20%.
Estou sempre a ver aquela em que se vai transformar e não aquela que é suposto ser. Já aqui critiquei a reza, por achar que a mímica não estava bem conseguida. A linguagem corporal não me pareceu estar em sintonia com o que é pretendido. A ver veremos, mais para a frente. Mas é pena! É mesmo, porque é o tipo de personagem que é desafiante, exactamente pela exigência que um carácter ingénuo requer de um intérprete.
Ah! E não queria ser mazinha - não é essa a intenção, mas desde o final de Espírito Indomável que tenho achado a actriz um pouco fora de forma, de rosto inchado. Parece ter mais de 20 anos, que é a idade que tem. Vinte anos! Tão pouquinhos! Ainda tem estrada para percorrer! Ainda bem para si... vai melhorar e muito com o que a vida ainda lhe reserva;)

Tenho que elogiar o enredo desta novela. "Remédio Santo" surpreende, dia após dia e o mérito, embora o atribuamos mais facilmente às boas prestações dos actores, é, acima de tudo, do autor, o primeiro a criar as situações na sua mente. Depois surge o realizador, que escolhe a forma como vemos o que estamos a ver e, acreditem, isto faz diferença (ainda estou traumatizada devido a algumas novelas portuguesas da década de 90- agora falecidas, de planos prolongadamente gerais e de actores estáticos a cuspir diálogo)!
Surge então o talento dos actores - aquilo que é mais visível. Mas há ainda toda uma série de pessoas envolvidas, cuja contribuição é essencial: a cenografia, os figurinos (que não está aqui a 100%) e tanto mais. Novela é, sem quaisquer dúvidas, um trabalho de equipa.
Dito isto tenho de mencionar o núcleo que mais gosto de ver na novela, o qual considero extremamente bem conseguido: A família de Brígida, composta por um filho calão, Renato, a neta Dora, criança em idade escolar que parece sair ao pai nas trafulhices e Sara, a nora, explorada por todos os três. Sara faz todo o trabalho doméstico da casa, passa toda a roupa a ferro, limpa e cuida de levar a filha à escola, mas mal tem tempo para isso, pois trabalha de manhã até de noite como empregada de limpeza em diversas casas e instituições, de modo a ver entrar dinheiro que sustente todos. O marido, Renato, não trabalha e aproveita-se de uma lesão que o deixou coxo para não fazer nenhum. (O dr. House português ;0) Gosta de andar bem vestido de de lançar charme por onde passa, mas a sua missão na vida é dar-se bem, sem ter de trabalhar em troca.
Quando este núcleo entra em cena, é verdadeiramente arrebatador as palavras que saem das bocas das personagens. Não é uma situação que conheça de perto mas sei que esta é a história de muitas famílias, em que uns elementos não trabalham e um outro, normalmente aquele que entra por laços de afinidade, acaba por sustentar todo o peso. A forma impressionante como as personagens argumentam entre si surpreende-me, pois conseguem todas apresentar argumentos de peso, mesmo sem uma razão moral. É impressionante!
Depois temos tantas outras personagens interessantes. A Viúva Branca
, vivida por Sofia Alves, é uma personagem de carácter forte e bem definido, o que provoca admiração no espectador. Cortou relações com a família Monforte, mas só com aqueles que se mostram interesseiros. O seu barómetro moral parece funcionar muito bem e rodeia-se apenas das pessoas que lhe querem bem, conseguindo perceber quem se aproxima com outros interesses. Dei por mim a pensar de onde é que um actor consegue tirar inspiração para criar uma personagem que diz de boca aberta que a mãe é o Diabo e que separa tão bem as águas, cortando relações com aqueles que lhe fazem mal, mas são família. De repente lembrei de ter lido na imprensa que a actriz viveu uma situação semelhante na vida real e aí comecei a achar que, infelizmente, não teve de ir muito longe das suas próprias emoções e traumas de vida para "encontrar" a Viúva Branca. Agora o mistério: afinal, o que tem Hortense por debaixo daquela gabardine? A única coisa que conheço capaz de levar um homem a fugir a correr é uma mulher ter um pénis!
Como dizia outra viúva de sucesso: Mistéeeeerio!!!
Outras personage
ns, das mais centrais às mais secundárias, são muito interessantes. Violante está muito bem conseguida por Margarida Martinho. Outra coisa não seria de esperar e a actriz não desilude. O filho, Miguel, além de sexy é um rapaz maravilha, cuja surdez não o impede de compor música ao piano. Um prodígio! Nazaré era a minha personagem mais detestável. Para mim, era a pior pessoa, revoltada e amarga, sempre a destilar veneno naqueles que não lhe fizeram mal nenhum. Uma incansável invejosa! Horrível! Mas morreu misteriosamente... assassinada a tiro.
Helena, também filha de Violante, é a vilã da história. Para mim não passa de uma stocker, uma obcecada e doente. Normalmente é o tipo de doença que afecta mais o género masculino que o feminino e é muito letal! Pessoas com a doença neurótica de Helena fazem de tudo, mesmo tudo, para atingir o objectivo. Não vivem para outra coisa. O que não me parece que vá acontecer na novela, mas acontece na vida real é que, quando este tipo de pessoa sente que está a perder, deixa de desejar alguém a todo o custo para passar à vingança a todo o custo. E planeia atrocidades, que acabam muitas vezes na morte... É a verdade.
Como se percebe, nesta novela não faltam histórias com interesse. E muitos mistérios por desvendar!
óbvia: o jovem médico anda sempre com uma t-shirt com estampa ao peito (má), um casaco por cima e de jeans. Sempre! Mas fica-lhe mal - o casaco. Por vezes não parece adequado que as personagens, nem dentro de casa, se libertem do casaco e andem de manga curta. Sei que em Viseu faz frio de noite mas... se umas podem andar com grandes decotes, um homem certamente pode andar de T-shirt! É até comum de se ver por todo o lado, porque raio hão-de colocar um blaiser por cima???A novela da TVI parece insinuar a existência de paranormalidade, magia e oculto na trama. Por enquanto, não passam de insinuações e estranhos takes a gatos, Mais adiante, se as insinuações correrem a toda a força, a história corre o risco de cair no absurdo. Mas como a paranormalidade está em alta, até pode ser que o tema seja bem aceite e consiga singrar até ao fim se perturbações de maior.
"Remédio Santo" continua a dar ao espectador gotas de informação, e as histórias que precisam de ser contadas começam assim a ser apresentadas. Exemplo disso é a descoberta da causa de morte dos três maridos da viúva branca: envenenamento. Algum viagra caseiro??
Afinal, o santo da história não deve ser Aurora, mas sim Ângelo: o pastor com o seu rebanho e a flauta... foi estranho, no episódio de ontem, tentar entender o quanto o rapaz estava a influenciar o desfecho do encontro entre Aurora e Gonçalo, no meio da cidade, cada vez que tocava uma melodia na flauta. Mas mais estranho foi o som da mesma, claramente audível demais, límpida e não obtida por aquela flauta caseira com aspecto rústico que, visivelmente, não estava a ser manuseada. A sobreposição foi demasiado perceptível.
Em "Laços de Sangue", há que destacar que esta novela inova completamente num aspecto. AO CONTRÁRIO de todas as outras que a antecedem, ao contrário de qualquer novela da Globo de que tenha conhecimento, em Laços de Sangue, não há problemas em "matar" personagens: ou seja: são muitas personagens que pertencem à história que se provam itinerantes, e que desaparecem subitamente e, em princípio, para sempre. A primeira a partir foi a personagem de Virgílio Castelo. Mas essa, embora influente, já entrou depois da história ter começado. Porém, quem ia prever que uma personagem destas, interpretada por um actor de peso, ia ter um fim abrupto? Um dos rapazes que dividia o apartamento com a estudante foi a segunda personagem na história a desaparecer. Fugiu com a esposa de Berardo para parte incerta, após esta ter ganho a lotaria. Logo de seguida, foi-se o outro, para trabalhar em navios. Bernardo, o rapaz obcecado por idosas, foi o terceiro. Foi para os Algarves, viver com a nova esposa e a avó desta! Agora é Luís que vai desaparecer, ao ser sentenciado a 6 anos de prisão.
Mais personagens preparam-se para abandonar a trama, assim como muitas outras preparam-se para entrar. Este é um aspecto muito inovador da novela. É única na maneira como está a ser feita, e merece destaque. Se a metodologia vingar, acabaram-se as presenças sem muito sentido de personagens na trama, e não é preciso aguentá-las até ao fim da história (por causa de contratos ou peso do nome do actor) se nela não fazem sentido. Nem tão pouco é necessário torná-las vítimas de um acidente ou de um assassino misterioso, para justificar a sua partida. Deixam de existir problemas em explicar a ausência súbita de alguém. Afinal, com tanto que se pode inventar, é até absurdo que, em anos de tramas, os autores mal consigam inventar outros pretextos que não a morte ou a viagem repentina, por repentinamente ter chegado do nada uma oportunidade única.
Claro, existe o revés da medalha. Tais mudanças encarecem muito mais os custos de produção. Novos personagens, novos cenários, diferente dinâmica, tudo isto é mais dispendioso. Uns entram, outros saem, será que fica muito confuso? Mas, na vida, não é assim que acontece? E porquê uns são mais fixos que outros?
O próximo a sair será Tiago, o irmão de Inês. Vai morrer, assassinado com overdose de drogas. Porquê sai agora da trama, é um tanto estranho, mas avançaria como razão o facto do actor não ter conseguido agarrar bem a personagem. Em cena, é demasiado contido e falta-lhe reacções mais dinâmicas e emotivas. Tudo nele passava sem se perceber grande impacto. A namorada é violentada e ele, digamos que... levou a coisa muito na normalidade. Mesmo sem esse entrave ou por causa dele, a relação dos dois não é credível. Ao invés de parecerem um casal, mais parecem dois conhecidos que ocasionalmente se encontram. São frios!
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