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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Último dia do ano 2012

E vai ser neste blogue que vou fazer referência ao ano que se abandona. Mas pelas novelas. No ar estão muitas que vão transitar para 2013. E tem sido um bom ano noveleiro. "Avenida Brasil", no topo, "Gabriela" a divertir muitos, isto só para mencionar as Brasileiras.

Falando das portuguesas, finalmente conseguimos assistir ao final da saga "Remédio Santo", que nos trouxe um final diferente, três para ser precisa, com a opção sendo do espectador. A substituí-la veio "Louco Amor", uma trama igualmente boa mas que depressa revelou imensas fragilidades, valendo apenas por uma ou duas histórias centrais e sendo fraca e às vezes medíocre e previsível nas restantes histórias e personagens. Naturalmente, a concorrência ganhou com isso, e aos poucos sobressai "Dancin'Days", adaptação portuguesa da história brasileira que "La Braga" protagonizou na década de 70, com Joana Santos no seu papel, numa prestação plástica e sem sabor, mas que de resto é fascinante, com excelentes interpretações, destacando a revelação que tem sido a cada episódio o talento de  Joana Santos (Mariana) e a constatação reforçada de outros, como de Pedro Diogo (Cristóvão), João Ricardo (Hernani), Cristina Homem de Melo (Teresa), Igor Sampaio (Alberto Galvão), Guilherme Filipe (Urbano), Miguel Costa (Ivo), Custódia Galego (Áurea), entre muitos outros. 

Sem grandes hipóteses deste ano levar pela 3ª vez consecutiva um Emmy, as novelas portuguesas concorreram ao certame e perderam, pasme-se, para o remake da novela brasileira "O Astro". A meu ver, os juízes não estiveram para ver horas infindáveis de novela, (deviam levar isto em consideração quando submetem obras muito esticadas ao prémio) e preferiram a curta "O Astro". São um total de 64 capítulos contra, a exemplo, os 368 episódios de Remédio Santo! Mas como também se comprovou ao ser exibida na SIC este ano, este remake teve excelentes interpretações de alguns actores veteranos, como é o caso de Regina Duarte, mas de pouco valeu em termos de qualidade na história.

E fiquemos por aqui em termos de novelas.
Algumas vão continuar connosco em 2013, outras deixam-nos em 2012.
Não importa realmente, porque são obras intemporais, que continuarão a ser vistas pelas gerações futuras.

Ah! Já me esquecia... e tenham um ano de merda, gente!


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domingo, 16 de setembro de 2012

Remédio Santo - o desfecho

Estou confusa com o que estou a ver no ar.
Antes do intervalo, durante a noite soou um tiro na casa de Armando que estava frente a frente com o assassino, ambos armados.

Depois do intervalo já é de dia e o desfecho de muitas personagens é revelado: as três Marias ganham um novo aldrabão para partilharem, Renato é político corrupto mas... e quem vitimou o tiro nocturno? O que foi feito a ângelo,  caído no chão com um ferimento de tiro após se meter à frente da bala que era suposto atingir a Aurora, atada a uma cadeira por Helena, junto com Gonçalo?

Já percebi que "Evangelina" foi escolhida para ser a assassina.
As cenas da noite "eclipsada" estão agora no ar e Envangelina, a assassina ferida, começa de imediato a desbobinar as razões. Assim, sem mais nem menos! E depois morre, presumo eu. Veremos se será esse o desfecho ou se ela vai presa.

E pronto. A novela vai acabar. Quer se goste ou não do desfecho, foi uma boa novela, em especial nos momentos de comédia. As três Marias, de início pouco engraçadas, desenvolveram e ficaram engraçadíssimas, o seu sobrinho Edgar Baldé então nem se fala e enfim... rir foi o melhor Remédio.

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Último capítulo novela Remédio Santo

Estou a aproveitar o intervalo do último episódio da duradoura novela "Remédio Santo" para deixar algumas impressões. 

É engraçado que foi preciso esperar até o penúltimo episódio para se ver, finalmente, a polícia prender um grande vilão. E como não há uma sem duas, no episódio de ontem Maria Polícia não só põe atrás das grades a grande vilã, como de seguida e do nada, surge na casa de Ema a tempo de impedir o padrasto de a matar, mais à irmã. Maria Polícia foi incompetente a novela toda, mas ontem conseguiu finalmente mostrar trabalho. Foi totalmente inesperado.

Só nos últimos capítulos é que muitas histórias ganham explicação e isso é deveras aborrecido, criando desfechos apressados que acabam a ter o gostinho da incredibilidade. Já cansou faz muito ver "Gonçalo e Aurora" sempre nas garras da vilã "Helena", sem que, entre tiros, raptos, atropelamentos, afogamentos, bruxedos e enforcamentos de que são alvo, algum mal realmente lhes aconteça. E também já deviam ter ficado fartos do papel de vítima ao ponto de reagir de forma definitiva contra a influência da vilã. 

Dentro de 15 minutos a novela deve voltar ao ar para revelar, finalmente a identidade do assassino. Não será engraçado verificar que, depois do disparo que ecoou pela casa, quem atirou primeiro não foi a assassina, porque esta tem sido exímia durante toda a novela, nunca deixou rasto e sempre foi rápida no gatilho, ganhando até a quem lhe apontava uma arma primeiro. Será decepcionante uma captura tão pouco credível. 

Mas a resposta a isto virá dentro de uns 15 minutos, é esperar.
Curiosidade: a novela sai do ar apenas na véspera da estreia do reality show Casa dos Segredos3. 

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Remédio Santo chega ao fim com escolha de final para o público

A levar em conta a informação no canto superior direito do ecrã da TVI, a telenovela "Remédio Santo"  termina hoje ou amanhã, se o canal considerar que a semana termina ao Sábado.


Uma novidade é introduzida nesta longa trama: o final fica ao encargo do espectador. Não sei até que ponto é que esta inovação será um marco na produção portuguesa de novelas, uma vez que a longevidade e o horário para o qual a novela foi empurrado tornou-a uma espécie de "assombração" na programação. 

Quem ainda assiste a esta novela? Decerto poucas pessoas, os seguidores mais resistentes. 



A novidade introduzida é que calha ao público escolher a identidade do assassino que, ao longo de praticamente um ano e meio, tem somado vítimas. Para o fazer basta votar, através de TELEFONE, em três possíveis candidatos: as irmãs maria, Evangelina e Sara

Com isto verifiquei o pouco entusiasmante que é já saber quais são as possibilidades. Mais nenhum outro pode ser o assassino. A coisa está entre estes três. E pode ser erro mas julgo que a escolha vai recair sobre Sara, caso seja de facto por votos que a decisão é tomada. Sendo o público a escolher, esta é a única personagem que não pertence ao núcleo cómico e as pessoas gostam de quem as faz rir. Sara é dramática, teve comportamentos recrimináveis entre outros tantos admiráveis.

Julgo que o "promo" foi pela primeira vez para o ar apenas na quarta-feira, a três ou quatro dias da emissão do final. Durante a novela surge em rodapé pop-up as três possibilidades, cada qual acompanhada de um número de telefone para o qual se pode ligar. Existe também o sorteio de 10000€, chamarizes que já vêm a ser habituais, mas o que me intrigou foi o dizer "prémio garantido". Será para todas as participações?

Adiante... 
Esperemos que, independentemente sobre quem recai a escolha, esta consiga ser bem justificada. Não há muito que adivinhar: trata-se de uma vingança perpetuada por quem se viu sem nada ou sem um membro familiar, que foi assassinado. Provavelmente esta será o «porquê» que sempre se quer entender. No caso das três irmãs Muleta Negra, nunca existiu uma explicação para a morte da quarta irmã, o que deixa o autor livre para criar um link que justifique a morte de Clarinha e todos os assassinatos. No caso de Evangelina, sozinha no mundo, também não e difícil de compreender que fosse uma assassina, embora sendo ela tão amiga e próxima de alguns membros da família assassinada, isso se tornasse pouco prático. Ainda mais estando grávida do filho de um Monforte. "Sara" supostamente era conhecida na Aldeia do Mundão desde pequena, onde se terá apaixonado por dois rapazes. Conheciam-lhe a família pobre, agora arranjaram-lhe uma irmã... caso seja a assassina aguardo que expliquem bem as suas origens.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Como MATAR uma novela de SUCESSO ainda em vida

Sabem como é que se mata uma novela de sucesso ainda no ar? 
Faz-se aquilo que a TVI está a fazer a "Remédio Santo".

Estreada no mês de Maio de 2011 e finalizada sabe-se que há diversos meses, a novela vai para o ar às mijinhas, com poucas cenas, muitas repetidas do episódio anterior, ora emitidas hoje, ora  depois de amanhã, ora em horário regular ou não regular, desaparecendo para aparecer em seu lugar coisas como "Festa TVI" ou "Touradas TVI".  É uma desonra para com o produto, para com os artistas, para com o bom nível de audiências que a novela alcançou e manteve e claro, para connosco, o espectador.   


- MAS ESTA NOVELA nunca mais acaba??  -  sabem há quantos meses repito esta questão cá com os meus botões? O tempo passa e ela recusa-se a chegar ao fim. Outras tomam-lhe o lugar, estreiam outras na concorrência, têm sucesso e até terminam mas REMÉDIO SANTO não há meio de receber o golpe de misericórdia. 

Num tarda já não vou querer saber de ver o final.  Sinto pena de toda aquela gente que por ali está a fazer as suas personagens sem que haja paciência para continuar a ver toda aquela palhaçada. Eles não têm culpa, mas é que ninguém avisou o PÚBLICO que "Remédio Santo" ia ser uma DALLAS!


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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quem é o ASSASSINO de Remédio Santo?


A novela da TVI "Remédio Santo" está a aproximar-se do final, após um ano no ar. Por resolver continuam as  misteriosas mortes. Hoje tive um palpite que me parece certeiro (se é que este tipo de escrita permite tal coisa). O assassino é O PADRE VENÂNCIO (Vitor de Sousa).

Não faz muito sentido e faz todo o sentido. Se formos a interpretar a morte do anterior padre como uma forma que este encontrou de ficar com a paróquia (embora tenha demorado mais de 6 meses a lá chegar lool), o padre corresponde também há única descrição conhecida do assassino: os trajes NEGROS.


Por desvendar estão também outros mistérios.
Como morreram os pais da santinha e porque motivo? E os pais de Clarinha e o Presidente da Junta? Como é que estes mistérios estão ligados ao das mortes de todos os outros?

Este tipo de escrita, como referi acima, não é  uma que aprecie muito e julgo já o ter mencionado antes. Não que esteja algo de errado com ela mas simplesmente não acho qualquer piada ao facto de não existirem pistas para o espectador seguir na tentativa de descobrir a identidade do criminoso.  Antigamente nas séries policiais como as do Poirot, Agata Christie, essa possibilidade estava sempre lá. As pistas eram dadas em excesso e todos pareciam suspeitos. Nas novelas a coisa passa-se ao contrário e sempre igual. Pistas não existem nenhumas, assassinos são todos aqueles que depois da cena do crime ir para o ar surgem com comportamentos suspeitos ou misteriosos, como entrar em casa sem acender a luz, pé ante pé, mentir onde foi quando confrontado ou simplesmente fazer uma cara má e misteriosa. É tão impossível seguir as pistas para um assassino de novela e a prová-lo está o autor da obra, que sempre diz que podem ser dois ou três mas que é segredo. Bah! Serei só eu que não vê nisto qualquer pica de entusiasmo?


Não quero que me digam a identidade do culpado, mas quero uma lógica que possa ser seguida ao longo da novela, ainda que disfarçada por acção paralela. Quero pistas e mais pistas, não necessariamente falsas. Quero um mistério com suspense, não um crime que só no último episódio é que, por milagre, se fica a saber tudo! E depois, quando a nossa cabeça começa a juntar as peças todas, começa a sentir discrepâncias mas aí já a novela terminou.


Seja como for, o meu palpite agora é este. Este e o de existir um segundo assassino. Talvez o puto «filho-do-demónio», Zacarias. Que, a julgar por estas fotos, sofrerá uma reconversão bem sucedida e ao invés de passar a andar com um bode preto, troca de animal de estimação e fica com um cão branco.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Poligamia em Remédio Santo

Desde o tempo do Coronel da Tapitanga com as suas «rolinhas», na novela Tieta, que não tinha visto uma novela onde se aceitasse tão bem uma história sobre várias mulheres para um  homem.

Em "Remédio Santo", Renato (Rodrigo Menezes) acaba por envolver-se com cada uma das três irmãs Muleta Negra: Maria Polícia (Rita Loureiro), Maria Coveira (Anabela Brígida) e Maria dos Caixões (Julie Seargent).

É vê-las a tirar á sorte qual das três é que vai passar (primeiro) a noite com o «coxinho». Só que quando elas correm atrás, ele não está para isso... Esta situação engraçada, que o autor consegue engendrar com ligeireza e muito humor, quase que faz esquecer que o que estamos a ver é, em facto, uma situação onde mulheres aceitam um relacionamento de poligamia.

Outra coisa engraçada na trama é que cada uma das Marias tem um último nome religioso que as diferencia. Uma é Maria dos Santos, outra de Jesus e outra de Deus mas como tantas vezes acontece por este país rural, acabam por ser conhecidas pela profissão que exercem. E é assim que a Maria dos Santos virou Maria Polícia, a Maria de Jesus virou Maria Caveira e Maria de Deus virou Maria dos Caixões. Não é difícil adivinhar a actividade de nenhuma, não é mesmo?                 



                       

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Remédio Santo - os elogios em falta

Há muito, muito tempo que estou em falta com os «upgrades» sobre a novela Remédio Santo. Um pouco "maltratada" aquando os três meses de exibição do programa "Casa dos Segredos", teve um período de longa exibição após o término do reality show mas voltou à normalidade com a estreia de "Doce Tentação". Quer dizer... mais ou menos. Ao que parece já não é a primeira novela a ir para o ar, mas a segunda. Uma estratégia bem pensada porque se não quisesse continuar a ver Remédio Santo acho que não colocaria muito os olhos na outra.


Há muito que estou para vir aqui escrever sobre a excelente interpretação que Rodrigo Menezes faz na novela. Desde o início a sua veia cómica destacou a personagem, já de si muito rica e bem conseguida. Mas ultimamente tem andado ainda melhor. E se inicialmente o trio das irmãs Marias parecia-me patético, acho que mais para a frente as três interpretes conseguiram apanhar as personagens. Rejubilo com a prestação de Julie Sergeant, que está delirante nas suas tiradas e tiques. Tanto quanto contracena com a interesseira carpideira Evangelina (Patrícia Tavares) outra bem conseguida interpretação, como quando está com o seu «Zac bebé», as irmãs ou o Naná (Rodrigo Menezes). Estes dois em particular conseguem espremer todo o «sumo» das personagens e deixar o espectador sorver.




Mas há mais casos assim nesta novela. Margarida Marinho sempre tão poderosa surge aqui com uma Violante muito bem conseguida. É sabido que a atriz pediu ao autor para não carregar demasiado a personagem com dramas e cenas e, de facto, não precisa de estar sempre a aparecer para deixar uma forte impressão no ar. A sua personagem tem de falar espanhol e também fazer linguagem gestual. Sofia Alves é outra que está bem numa personagem que facilita por poder ser interpretada quase como uma caricatura mas acaba por ter algo particular.

SOBRE A HISTÓRIA que está cheeeeia de mistérios, ainda há muito a adivinhar. Nomeadamente quem é o assassino(s). Se continuar a morrer gente daqui a pouco renovam o elenco inteiro :) Deixou de se perceber se existiam cartas, pelo que não se sabe se só uma pessoa anda a cometer o crime.

Quanto a outros mistérios, diria que o sr. Presidente da Junta (Sabri Lucas), outra bem conseguida interpretação, é virgem. Para recusar ser íntimo com Amélia (Marta Melro), outra boa interpretação, aliada à sua conhecida fobia por germes e hipocondria, uma pessoa com estes sintomas pode muito bem nem conseguir beijar alguém na boca sem sentir repulsa pelos germes trocados no acto, quanto mais sexo...

A grande surpresa nesta altura da trama é descobrir o alto nível de vilanagem do carácter de Sara, a tão sofrida ex-mulher de Renato que trabalhou toda a vida como empregada doméstica para sustentar o marido e a filha. Também muito bem interpretada por Paula Lobo Antunes. Com esta mudança de carácter pode até ter virado uma potencial assassina.

E o que dizer daquela Maria Polícia (Rita Loureiro)? É um zerinho à esquerda! Uma policial que não vale um tostão furado e que, quando coagida, decide forjar provas para parecer uma grande detective que soluciona o caso dos assassinatos, acusando um morto. Mas o lado cómico desta personagem está na quantidade de vezes em que falha miseravelmente como policial. Na ocasião em que leva o sobrinho ao consultório médico e este passa tão mal que tem de ser levado para o hospital, a policial está tão distraída que nem dá pela agitação e saída dos médicos e do paciente. Noutra situação decide proteger a vida de Renato, acaba por adormecer no sofá sem acordar nem quando chamam por ela. Bem que bandidos podiam entrar e sair que ela não dava por nada.

Existem prestações que não acho por aí além bem conseguidas. Adriano Luz não me convence e é demasiado calado e imóvel perante determinadas acções dramáticas. Pode ser que o guião o dite assim mas se assim é não combina com ele e deviam ajustar ao intérprete. Sílvia Rizzo... como me irrita! Irrita-me a postura de inocente e vítima que ganha na história quando cometeu o maior acto de traição e vilania. Mas enerva-me também a sua prestação porque não lhe reconheço a necessária expressividade. Parece de plástico... uma mulher tão bonita mas que andou ali a fazer algo ao rosto que lhe estragou a boca e a expressão natural que esta teria. Por isso não consigo desviar o olhar dali nem acreditar no seu choro ou ódio. De resto de intervenções plásticas também Adriano Luz acusa algumas e a grande Manuela Maria, que faz de Jacinta.

Pelo meio desta história que tem quase um ano de exibição vou destacar também a inclusão de Joaquim da Garça (David Almeida) que faz o papel de um músico que é anão e vai tocar nos salsifreres das manas Maria, acabando por se apaixonar pela «excelentíssima Dona» Graça Monforte, interpretada por Simone de Oliveira.

MAS... E OS MISTÉRIOS?
Descoberta uma razão para andarem a matar todos com ligações aos Monforte, descobre-se o assassino. Ou talvez não. É que em novelas em que o autor nunca decide quem é o assassino não é possível seguir pistas, porque não as há. E se as inventassem só serviam para confundir e não levar a lado algum. É a única mudança na dramaturgia mundial no que respeita a trillers que lamento. Assim sendo a identidade do assassino tanto pode ser alguém DENTRO da trama, que faz sentido, como alguém fora dela. QUEM É O PAI DE SEBASTIÃO? QUEM FORAM OS PAIS DE CLARINHA E EDGAR? QUEM FOI A ESPOSA DE ZÉ TAVARES? OU OS PAIS DA SANTINHA DA LUZ?

Todos defuntos cujas mortes podem ou não estar relacionadas com as actuais. Mas ao menos um dos mistérios creio que posso disparatar um desfecho: os três potes da viúva Branca (Sofia Alves), que contém as cinzas dos falecidos maridos e que são «mágicas», visto que os ditos-cujos continuam a aparecer para cumprir as suas «performances» matrimoniais. Com quem vão ficar? Bem, temos 3 Marias solitárias atrás de um só Renato que gosta é de notas verdinhas. Além disso deve ser pai de uns 456 miúdos e miúdas, já que troca sémen por dinheiro. Três Marias, três Zés em potes. É só fazer a aritmética.


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Remédio Santo - o segredo do pavimento

Ah,ah,ah!

Quer dizer que a coveira esconde debaixo da terra os pertences que rouba aos cadáveres!
Por isso vive à janela a gritar aos automobilistas, que não quer que estacionem em cima do pavimento...

Sei que estou em falta nos comentários a esta trama e à que passa na SIC. É aguardar...

Mas vou já expressar o meu palpite para a identidade do Assassino: é a filha da Espanhola

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Primeiras vezes

As histórias em televisão estão cheias de "primeiras vezes". Principalmente quando se trata de romance. Existe sempre o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira relação...


Conhece Joe Black? é o nome de um filme americano no qual o actor Brad Pitt interpreta o papel da morte. Se já não admirasse o actor, teria obrigação de o admirar muito mais depois de ver a cena romântica que protagoniza neste filme. Sendo ele a morte encarnada num corpo de um jovem, quando se apaixona, é mesmo a primeira vez! E Brad interpreta cada momento como ninguém! É perfeito...

Se formos a pensar num Brad jovem, bonito, louro e de olhos azuis, não demoramos a imaginar que o actor não teve de esperar muito tempo pela sua primeira vez. No entanto, quando a sua personagem no filme se envolve sexualmente pela primeira vez com a mulher que ama, ele fá-lo como se fosse um adolescente em estreia. Assume um ar cândido, meio assustado, meio a descobrir sensações e a gostar, e, a meio, a história mantém-se fiel à realidade do que costuma ser uma primeira vez, dando a entender que "Joe" atinge o climax rapidamente e só instantes depois retoma o acto com mais calma e para acompanhar a parceira.
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Descrever com palavras esta cena do filme não é fácil de fazer, mas achei necessária esta descrição do que considero uma primeira vez perfeitamente encenada, para poder criticar todas as outras primeiras vezes que, com mais regularidade, entram em nossa casa pelo ecrã.
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E elas entram todos os dias, todas as semanas, pela televisão. Em telenovelas, séries e filmes, são exibidas, por semana, um mínimo de uma dúzia de "primeiras vezes". Filmes de Domingo então... são tantos sobre adolescentes excitados e armados em chico-espertos! É uma temática até gasta. Romanceados, os beijos são em câmara lenta, fazer amor é um acto longo com climax simultaneo e ter sexo, um gesto selvagem e acrobático. E tudo isto é "alimentado" ao espectador, homem e mulher, de todas as orientações sexuais e de todas as idades.
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Dito isto, estou a criticar a forma romanceada e pouco realista com que tudo o que é romance surge nas histórias que nos distraem. "Meet Joe Black" segue a mesma linha romântica mas tem, ao mesmo tempo, aquela realidade que é a excepção.
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E é por isso que senti alguma revolta por ver, no episódio de hoje da telenovela Remédio Santo, a "Santinha da Luz" (Aurora) a dar um beijo perfeito ao seu apaixonado. Ok, sei que não é o primeiro beijo da rapariga. É o segundo! Mas sejamos francos: os primeiros beijos das moças puras nas novelas, são sempre muito bem dados! Até parece que já se nasce ensinado!
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Por esta razão gosto quando uma actriz se lembra, tal como Brad Pitt, que, à primeira, ninguém tem prática para o fazer tão bem. Gosto que o façam passando essa inexperiência. Em telenovela isso raramente acontece. As histórias em geral, excepto as biografias, só mostram casais sem problemas de intimidade maior. Dão-se sempre bem à primeira, não existem coisas que os incomodam, problemas funcionais, nada. É só a parte boa da "fruta" que nos é mostrada. Olhem, são como as cerejas da Carolina Patrocínio: já chegam ao prato sem caroço!

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Remédio Santo - troca bebés?


Acabei de ponderar se Brígida trocou de bebés, para que fosse a sua filha aquela a ser criada no seio dos Monforte. Será essa a razão pela qual ela trata tão bem Eugénia e tão vilamente Violante?

Brígida detesta Graça Monforte. Esta casou com o homem que ela queria e roubou-lhe a vida que almejava para si. O seu ódio por Graça Monforte fazê-la-ia maltratar a filha desta com toda a sua força e como forma de extravasar o seu imenso ódio. Mas não é a filha de Graça que ela maltrata. Porquê? Porque trocou as crianças! Ela deve tê-lo feito e dá-lhe imenso prazer ver mãe e filha a lutar uma com a outra, enquanto ela dá-se bem com a filha de verdade.

Brígida não é mulher de maltratar o próprio sangue. Ela é condescendente com o filho e não lhe exige uma atitude de adulto, que trabalha para sustentar a família. Ela é condescendente também com a neta, a quem não nega uns trocos. Ela é incapaz de maltratar os seus, por mais defeitos que revelem. Por isso estou convicta: Eugénia é filha de Brígida!

Daí também o seu afecto ilimitado por Gonçalo e os filhos de Eugénia. É tudo o mesmo sangue!

E este gesto de Brígida tornaria mais interessante as relações da família de Violante com a de Graça Monforte. A malvadez de Helena tem raíz na avó Graça e as duas, avó e neta, assim como mãe e filha, vão lutar para se destruírem, desconhecendo que são do mesmo sangue. Brígida sente-se assim vingada de uma vida inteira longe do conforto com que tanto sonhou e quase teve nas mãos.

Concordam?
Acho que é uma história com muito sentido!
(a menos que decidam matar Brígida também)

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que é que Hortense esconde debaixo da gabardine?

Bem, este é o tipo de mistério que só tem resposta no final da novela. E será aquilo que o autor quiser, e não aquilo que agora possa dominar a sua mente...
Mas, até lá, vamos às suposições ... ;)

Continuo a apoiar a minha tese de que se trata de um pénis. Para mim, Hortense é hermafrodita!
Isso explicaria também os grandes conflitos que tem com a mãe.

Na vida real existem casos de mães que têm filhos homens, que tratam como se fossem meninas, e vice-versa. Com tanta história fantástica que faz parte da trama, sabe-se que algo de místico rodeia a personagem. Ela fecha-se no quarto com um dos seus potes, abre a janela, estabelece contacto com um gato, e lá vai ela... Depois, dão-se relâmpagos, falta de energia, trovoada!

Outra hipótese prende-se com Graça Monforte ser aquela que é dada a feitiçaria na novela. Terá ela se servido desses meios para conquistar um homem rico? Em troca... compromete a vida da sua descendência. Será? Ela não gosta de nenhuma das filhas e só parece sentir afecto pelo filho que é homem - o padre. Alguém na novela fez um pacto com o Demo. Ela é a candidata mais forte! Em troca, deve andar a matar pessoas de X em X tempo... será?

Acho que o mistério envolvendo o desaparecimento da "mãe" de Ângelo tem muito a ver com estas mortes. Mas achei que o responsável seria o marido. Porém... está tudo em aberto.

Hortense parece adepta de magia branca (a pesar do gato ser preto ;) - o chihuahua é branco e... será que é mais que um simples cãozinho?

Mistéeeerios!

Como já tive dois destes bichinhos, com e sem pêlo, aqui ficam fotografias desta raça canina para aguçar os fãs!












PS: Quando Hortense abre a gabardine e mostra-se a um homem para o afugentar, onde está o Chihuahua?? Alguma vez está em cena? Pode ser uma explicação simples e assustadora q.b.!

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A santinha de Remédio Santo


Não denoto sinceridade (autenticidade) na interpretação de Aurora, a personagem interpretada por Sara Barradas na novela Remédio Santo.

Uma pessoa pensa quase sempre que fazer-se de santinha e pessoa íntegra é muito fácil: basta fazer o que a actriz está a fazer. Mas agora acho que não é bem assim.

Poucas pessoas conseguem transmitir autenticidade a uma figura tão pura, honesta e, ingénua - que é o que falta a esta Aurora. Para se ser bem sucedido, é preciso ou experiência certeira, ou talento certeiro, ou a sorte de conseguir engrenar à primeira.

Sem dúvida que o aspecto físico conta para ajudar a construir tal personagem (vai-se lá saber, mas as santas têm sempre um aspecto angelical. Conheci uma assim, enquanto muito jovem, mas devem existir excepções, principalmente porque os bons sofrem mais e as cicatrizes emocionais transmitem-se em rugas de preocupação e tristeza!).

Mas há algo na expressão/interpretação de Sara Barradas que deixa antever a Aurora que entende da vida, uma pessoa com experiência. A que já foi mostrada ao público nos sonhos da personagem. É curioso porque, nas cenas de intimidade que a actriz tinha com o mesmo actor na novela Espírito Indomável, a impressão que me dava era o oposto: ela parecia muito pouco à vontade com cena de cama, mesmo tendo aquela personagem tão despojada de complexos.

Lamento, mas a "Santinha" não me convence... Vá lá: talvez uns 20%.
Estou sempre a ver aquela em que se vai transformar e não aquela que é suposto ser. Já aqui critiquei a reza, por achar que a mímica não estava bem conseguida. A linguagem corporal não me pareceu estar em sintonia com o que é pretendido. A ver veremos, mais para a frente. Mas é pena! É mesmo, porque é o tipo de personagem que é desafiante, exactamente pela exigência que um carácter ingénuo requer de um intérprete.

Ah! E não queria ser mazinha - não é essa a intenção, mas desde o final de Espírito Indomável que tenho achado a actriz um pouco fora de forma, de rosto inchado. Parece ter mais de 20 anos, que é a idade que tem. Vinte anos! Tão pouquinhos! Ainda tem estrada para percorrer! Ainda bem para si... vai melhorar e muito com o que a vida ainda lhe reserva;)

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Remédio Santo EXPLODE em talento


Tenho que elogiar o enredo desta novela. "Remédio Santo" surpreende, dia após dia e o mérito, embora o atribuamos mais facilmente às boas prestações dos actores, é, acima de tudo, do autor, o primeiro a criar as situações na sua mente. Depois surge o realizador, que escolhe a forma como vemos o que estamos a ver e, acreditem, isto faz diferença (ainda estou traumatizada devido a algumas novelas portuguesas da década de 90- agora falecidas, de planos prolongadamente gerais e de actores estáticos a cuspir diálogo)!
Surge então o talento dos actores - aquilo que é mais visível. Mas há ainda toda uma série de pessoas envolvidas, cuja contribuição é essencial: a cenografia, os figurinos (que não está aqui a 100%) e tanto mais. Novela é, sem quaisquer dúvidas, um trabalho de equipa.


Dito isto tenho de mencionar o núcleo que mais gosto de ver na novela, o qual considero extremamente bem conseguido: A família de Brígida, composta por um filho calão, Renato, a neta Dora, criança em idade escolar que parece sair ao pai nas trafulhices e Sara, a nora, explorada por todos os três. Sara faz todo o trabalho doméstico da casa, passa toda a roupa a ferro, limpa e cuida de levar a filha à escola, mas mal tem tempo para isso, pois trabalha de manhã até de noite como empregada de limpeza em diversas casas e instituições, de modo a ver entrar dinheiro que sustente todos. O marido, Renato, não trabalha e aproveita-se de uma lesão que o deixou coxo para não fazer nenhum. (O dr. House português ;0) Gosta de andar bem vestido de de lançar charme por onde passa, mas a sua missão na vida é dar-se bem, sem ter de trabalhar em troca.

Quando este núcleo entra em cena, é verdadeiramente arrebatador as palavras que saem das bocas das personagens. Não é uma situação que conheça de perto mas sei que esta é a história de muitas famílias, em que uns elementos não trabalham e um outro, normalmente aquele que entra por laços de afinidade, acaba por sustentar todo o peso. A forma impressionante como as personagens argumentam entre si surpreende-me, pois conseguem todas apresentar argumentos de peso, mesmo sem uma razão moral. É impressionante!

Depois temos tantas outras personagens interessantes. A Viúva Branca, vivida por Sofia Alves, é uma personagem de carácter forte e bem definido, o que provoca admiração no espectador. Cortou relações com a família Monforte, mas só com aqueles que se mostram interesseiros. O seu barómetro moral parece funcionar muito bem e rodeia-se apenas das pessoas que lhe querem bem, conseguindo perceber quem se aproxima com outros interesses. Dei por mim a pensar de onde é que um actor consegue tirar inspiração para criar uma personagem que diz de boca aberta que a mãe é o Diabo e que separa tão bem as águas, cortando relações com aqueles que lhe fazem mal, mas são família. De repente lembrei de ter lido na imprensa que a actriz viveu uma situação semelhante na vida real e aí comecei a achar que, infelizmente, não teve de ir muito longe das suas próprias emoções e traumas de vida para "encontrar" a Viúva Branca. Agora o mistério: afinal, o que tem Hortense por debaixo daquela gabardine? A única coisa que conheço capaz de levar um homem a fugir a correr é uma mulher ter um pénis!

Como dizia outra viúva de sucesso: Mistéeeeerio!!!


Outras personage
ns, das mais centrais às mais secundárias, são muito interessantes. Violante está muito bem conseguida por Margarida Martinho. Outra coisa não seria de esperar e a actriz não desilude. O filho, Miguel, além de sexy é um rapaz maravilha, cuja surdez não o impede de compor música ao piano. Um prodígio! Nazaré era a minha personagem mais detestável. Para mim, era a pior pessoa, revoltada e amarga, sempre a destilar veneno naqueles que não lhe fizeram mal nenhum. Uma incansável invejosa! Horrível! Mas morreu misteriosamente... assassinada a tiro.

Helena, também filha de Violante, é a vilã da história. Para mim não passa de uma stocker, uma obcecada e doente. Normalmente é o tipo de doença que afecta mais o género masculino que o feminino e é muito letal! Pessoas com a doença neurótica de Helena fazem de tudo, mesmo tudo, para atingir o objectivo. Não vivem para outra coisa. O que não me parece que vá acontecer na novela, mas acontece na vida real é que, quando este tipo de pessoa sente que está a perder, deixa de desejar alguém a todo o custo para passar à vingança a todo o custo. E planeia atrocidades, que acabam muitas vezes na morte... É a verdade.

Como se percebe, nesta novela não faltam histórias com interesse. E muitos mistérios por desvendar!

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sábado, 4 de junho de 2011

Remédio Santo veste mal

Tenho reparado na indumentária de todos os personagens da novela da TVI "Remédio Santo" e não gosto de muito do que vejo.
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As personagens mais ricas - excluindo a da viúva protagonizada por Sofia Alves, estão sempre vestidas de igual. O estilo de Rodrigo, o protagonista romântico, não lhe é nada favorável. Acho até que o actor me passa a sensação de se sentir estranho naquelas roupas. A escolha é simples e bastante óbvia: o jovem médico anda sempre com uma t-shirt com estampa ao peito (má), um casaco por cima e de jeans. Sempre! Mas fica-lhe mal - o casaco. Por vezes não parece adequado que as personagens, nem dentro de casa, se libertem do casaco e andem de manga curta. Sei que em Viseu faz frio de noite mas... se umas podem andar com grandes decotes, um homem certamente pode andar de T-shirt! É até comum de se ver por todo o lado, porque raio hão-de colocar um blaiser por cima???
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As roupas de Rodrigo não lhe acentam bem.
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No geral, os figurinos sentem-se muito como sendo "de caricatura" - estão ali para vestir aquelas personagens - não são as personagens que os vestem, entende-se?

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sábado, 28 de maio de 2011

Remédio Santo/Laços de Sangue - desenvolvimentos

A novela da TVI parece insinuar a existência de paranormalidade, magia e oculto na trama. Por enquanto, não passam de insinuações e estranhos takes a gatos, Mais adiante, se as insinuações correrem a toda a força, a história corre o risco de cair no absurdo. Mas como a paranormalidade está em alta, até pode ser que o tema seja bem aceite e consiga singrar até ao fim se perturbações de maior.

"Remédio Santo" continua a dar ao espectador gotas de informação, e as histórias que precisam de ser contadas começam assim a ser apresentadas. Exemplo disso é a descoberta da causa de morte dos três maridos da viúva branca: envenenamento. Algum viagra caseiro??

Afinal, o santo da história não deve ser Aurora, mas sim Ângelo: o pastor com o seu rebanho e a flauta... foi estranho, no episódio de ontem, tentar entender o quanto o rapaz estava a influenciar o desfecho do encontro entre Aurora e Gonçalo, no meio da cidade, cada vez que tocava uma melodia na flauta. Mas mais estranho foi o som da mesma, claramente audível demais, límpida e não obtida por aquela flauta caseira com aspecto rústico que, visivelmente, não estava a ser manuseada. A sobreposição foi demasiado perceptível.

Em "Laços de Sangue", há que destacar que esta novela inova completamente num aspecto. AO CONTRÁRIO de todas as outras que a antecedem, ao contrário de qualquer novela da Globo de que tenha conhecimento, em Laços de Sangue, não há problemas em "matar" personagens: ou seja: são muitas personagens que pertencem à história que se provam itinerantes, e que desaparecem subitamente e, em princípio, para sempre. A primeira a partir foi a personagem de Virgílio Castelo. Mas essa, embora influente, já entrou depois da história ter começado. Porém, quem ia prever que uma personagem destas, interpretada por um actor de peso, ia ter um fim abrupto? Um dos rapazes que dividia o apartamento com a estudante foi a segunda personagem na história a desaparecer. Fugiu com a esposa de Berardo para parte incerta, após esta ter ganho a lotaria. Logo de seguida, foi-se o outro, para trabalhar em navios. Bernardo, o rapaz obcecado por idosas, foi o terceiro. Foi para os Algarves, viver com a nova esposa e a avó desta! Agora é Luís que vai desaparecer, ao ser sentenciado a 6 anos de prisão.

Mais personagens preparam-se para abandonar a trama, assim como muitas outras preparam-se para entrar. Este é um aspecto muito inovador da novela. É única na maneira como está a ser feita, e merece destaque. Se a metodologia vingar, acabaram-se as presenças sem muito sentido de personagens na trama, e não é preciso aguentá-las até ao fim da história (por causa de contratos ou peso do nome do actor) se nela não fazem sentido. Nem tão pouco é necessário torná-las vítimas de um acidente ou de um assassino misterioso, para justificar a sua partida. Deixam de existir problemas em explicar a ausência súbita de alguém. Afinal, com tanto que se pode inventar, é até absurdo que, em anos de tramas, os autores mal consigam inventar outros pretextos que não a morte ou a viagem repentina, por repentinamente ter chegado do nada uma oportunidade única.

Claro, existe o revés da medalha. Tais mudanças encarecem muito mais os custos de produção. Novos personagens, novos cenários, diferente dinâmica, tudo isto é mais dispendioso. Uns entram, outros saem, será que fica muito confuso? Mas, na vida, não é assim que acontece? E porquê uns são mais fixos que outros?

O próximo a sair será Tiago, o irmão de Inês. Vai morrer, assassinado com overdose de drogas. Porquê sai agora da trama, é um tanto estranho, mas avançaria como razão o facto do actor não ter conseguido agarrar bem a personagem. Em cena, é demasiado contido e falta-lhe reacções mais dinâmicas e emotivas. Tudo nele passava sem se perceber grande impacto. A namorada é violentada e ele, digamos que... levou a coisa muito na normalidade. Mesmo sem esse entrave ou por causa dele, a relação dos dois não é credível. Ao invés de parecerem um casal, mais parecem dois conhecidos que ocasionalmente se encontram. São frios!

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Remédio Santo -

Há uma coisa estranha que se destaca na qualidade da novela: o vestuário.
Ao contrário da maioria das produções, onde mal se repetem roupas, a novela vai já na segunda semana e ainda estou a ver as personagens principais a usar as roupas com que foram apresentadas no primeiro episódio.
Helena continua com um vestido rosa e blusão preto.
O irmão de Gonçalo, Fernando, sempre de fato e camisa branca.
Violante não tira um cordão dourado do pescoço. Até parece ali estar para facilitar uma tentativa de estrangulamento. Não sei porquê este hábito de "embrulhar" em torno do pescoço de actrizes mais velhas algum acessório.
Gosto de Sílvia Rizo, mas é difícil olhar para a sua personagem sem me fixar na estranheza dos lábios da actriz, imóveis e de estranhas proporções.
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De resto, a história é toda muito interessante. A forma como as personagens deviam não se dar bem, mas dão, e aqueles que deviam dar-se bem, não dão. Existe muito potêncial e estou para ver como se vai desenvolver a relação de Violante com o filho bastardo do marido, Armando. Acho que daria ali um romance... E eis como é estranho o facto deste homem defender Violante em oposição às acções da mãe, Nazaré, cujo ódio a Violante, a quem chama de víbora, parece despropositado no sentido de que esta não se deve ter casado com Álvaro durante o interesse que o homem teve pela empregada. Esta história ainda não foi contada, outra razão para continuar a ver a história.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Remédio Santo

Estreou a semana passada, na TVI, a novela "Remédio Santo". Estou a gostar. A história está bem escrita e tem muitos ganchos de interesse. Entre bons e maus carácteres, existem momentos dúbios. As circunstâncias não se arrastam e a história segue o seu rumo com força e desenvolvimento.
As prestações também estão excelentes. Mas dei por mim a não apreciar tanto algumas. O rapaz que faz de campónio Ângelo, amigo de todas as meninas, bondoso ao ponto da ingenuidade, não está muito bem no papel. Das "Tias", a policial não está bem conseguida - está mais para o cliché. A maníaca por limpezas devia ser incorporada de outra maneira, pois não parece muito dada a limpezas, dada a rigidez e linguagem corporal, é pouco activa. Parecem caricaturas. O actor que faz de coxo agarrou bem a sua personagem, assim como a actriz que faz de esposa dele - Paula Lobo Antunes. Não gostei de a ver como protagonista numa novela anterior. Não me convenceu nem um pouco como pescadora nem como tendo passado por um transplante de coração. Mas aqui, na primeira cena, aparece com força e define a sua personagem. Li uma entrevista em que diz: "não há papéis pequenos, há pequenos actores". Discordo de que os actores se meçam pelo tamanho, de resto, claro que os papéis valem pela sua força, não por serem ou não de protagonista.
Por falar em protagonismo, temos Sofia Alves num papel secundário de grande composição. Ela é a viúva branca, que gosta de celebrar um certo dia do ano com os falecidos maridos: que são três! Lá o que ela faz, ou melhor, como faz, que até dá um apagão na zona, isso não se sabe bem... achei-a uma escolha demasiado nova para a personagem, pois tem um filho de uns 20 anos e três maridos cremados, tendo o mais "velho", falecido há 15 anos. Mas a verdade é que a actriz agarra bem o papel, tornando essa impressão muito secundária. A boa notícia é que, daqui a 20 anos, vai poder repetir o papel, que já estará no ponto! Afinal, Miriam Pires (velhota em Tieta e velhota noutras produções muito posteriores, como Pedra sobre Pedra) fez esse papel com convicção por muitos anos.
Numa novela com tantos artistas de topo, todos parecem ter o seu lugar ao sol. Assim torço para que permaneça. A sua antecessora - Espírito Indomável, começou de igual forma: muito interessante, a prender o espectador cena atrás de cena, mas lá enveredou por uma série de pancadas na cabeça, raptos, surras, tiros - que nunca deixavam sequelas de maior, muito menos matavam. A novela foi demasiado esticada, tornou-se previsível e chata de acompanhar.
Outra curiosidade interessante sobre a novela, é o seu horário de exibição. Se antes, "Espírito Indomável" ia para o ar ao mesmo tempo que "Laços de Sangue" (SIC), fazendo com que eu optasse por ver a segunda, agora as duas novelas são emitidas em horários distintos. Por enquanto...

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