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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Remédio Santo

Estreou a semana passada, na TVI, a novela "Remédio Santo". Estou a gostar. A história está bem escrita e tem muitos ganchos de interesse. Entre bons e maus carácteres, existem momentos dúbios. As circunstâncias não se arrastam e a história segue o seu rumo com força e desenvolvimento.
As prestações também estão excelentes. Mas dei por mim a não apreciar tanto algumas. O rapaz que faz de campónio Ângelo, amigo de todas as meninas, bondoso ao ponto da ingenuidade, não está muito bem no papel. Das "Tias", a policial não está bem conseguida - está mais para o cliché. A maníaca por limpezas devia ser incorporada de outra maneira, pois não parece muito dada a limpezas, dada a rigidez e linguagem corporal, é pouco activa. Parecem caricaturas. O actor que faz de coxo agarrou bem a sua personagem, assim como a actriz que faz de esposa dele - Paula Lobo Antunes. Não gostei de a ver como protagonista numa novela anterior. Não me convenceu nem um pouco como pescadora nem como tendo passado por um transplante de coração. Mas aqui, na primeira cena, aparece com força e define a sua personagem. Li uma entrevista em que diz: "não há papéis pequenos, há pequenos actores". Discordo de que os actores se meçam pelo tamanho, de resto, claro que os papéis valem pela sua força, não por serem ou não de protagonista.
Por falar em protagonismo, temos Sofia Alves num papel secundário de grande composição. Ela é a viúva branca, que gosta de celebrar um certo dia do ano com os falecidos maridos: que são três! Lá o que ela faz, ou melhor, como faz, que até dá um apagão na zona, isso não se sabe bem... achei-a uma escolha demasiado nova para a personagem, pois tem um filho de uns 20 anos e três maridos cremados, tendo o mais "velho", falecido há 15 anos. Mas a verdade é que a actriz agarra bem o papel, tornando essa impressão muito secundária. A boa notícia é que, daqui a 20 anos, vai poder repetir o papel, que já estará no ponto! Afinal, Miriam Pires (velhota em Tieta e velhota noutras produções muito posteriores, como Pedra sobre Pedra) fez esse papel com convicção por muitos anos.
Numa novela com tantos artistas de topo, todos parecem ter o seu lugar ao sol. Assim torço para que permaneça. A sua antecessora - Espírito Indomável, começou de igual forma: muito interessante, a prender o espectador cena atrás de cena, mas lá enveredou por uma série de pancadas na cabeça, raptos, surras, tiros - que nunca deixavam sequelas de maior, muito menos matavam. A novela foi demasiado esticada, tornou-se previsível e chata de acompanhar.
Outra curiosidade interessante sobre a novela, é o seu horário de exibição. Se antes, "Espírito Indomável" ia para o ar ao mesmo tempo que "Laços de Sangue" (SIC), fazendo com que eu optasse por ver a segunda, agora as duas novelas são emitidas em horários distintos. Por enquanto...

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As Mensagens nas Novelas (quando são boas)

A novela "Espírito Indomável" está de parabéns pelo tema que trouxe estas semanas ao lume. Os adolescentes Cristiano e Elisabete decidem fazer amor pela primeira vez. A forma como o texto se desenvolve, é notável. Os dois, levados pelo momento, têm relações sexuais sem protecção ou uso de contraceptivo. No dia seguinte "cai a ficha" a Elisabete, que percebe que pode estar grávida. Então decide ir com o namorado até o posto clínico e pedir a pílula do dia seguinte. Também percebe que foram "irresponsáveis", como diz, por terem feito amor sem protecção. Mesmo ambos sendo virgens, preocuparam-se com as doenças sexualmente transmissíveis. No dia seguinte a mãe descobre-a com a pílula e esta descoberta leva a uma conversa familiar e a um planeamento do início da vida sexual dos adolescentes. Achei muito boa esta mensagem. Se os adolescentes a tiverem como ponto de referência, é muito positivo. Mencionaram o uso do preservativo, deixaram claro que é errado que deduzir que todas as raparigas tomam a pílula e que, por isso, o risto de engravidar nunca existe. Frisaram a importância do preservativo para a higiene do casal. Foi muito positivo e é uma daquelas mensagens que dá gosto ver numa novela. Preocuparam-se em passar uma história com naturalidade, sem lições de moral démodés e com os pés assentes na realidade. Gostei.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PErsonagens (Boas e más) Laços de Sangue

Estou a ver o episódio de Laços de Sangue em que os clientes do restaurante M sentem-se mal todos ao mesmo tempo (curioso) e começam a cair para o lado, a vomitar e a espumar da boca. Foi Diana que misturou um produto branco em pó no sal. SURPREENDE-ME os conhecimentos de química da rapariga! Nas novelas, os vilões sabem sempre o que fazer!Alguém sabe o que despejar para dentro do sal que provoque este resultado e não seja perceptível? Eu cá não, mas decerto que uma Diana sabe!
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As personagens:
Há uma personagem nesta novela - a Sandra que, desde a primeira vez que apareceu em cena, convenceu-me pela autenticidade. Daí para a frente, continuou a surpreender. Sim, gosto muito de ver a actriz Joana Pereira da Silva a encarnar esta personagem. Acho que a faz com mestria, perfeita em todos os detalhes. Sandra é provocadora o suficiente quando precisa de ser, sendo, em simultâneo, falsamente ingénua e dedicada às tarefas domésticas e à patroa. Está um primor! O sotaque também está bem conseguido e o seu aspecto de Lolita, é muito bom! Está bem conseguido pelo vestuário, sem exagero mas com credibilidade. Quando a actriz diz as falas, acreditamos nela e não censuramos Sandra por querer sair do campo para viver a vida da cidade. Mesmo que o queira fazer dormindo com o patrão...
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Por outro lado, há uma personagem que não suporto ouvir, porque sei que quando abrir a boca vai sair sempre aquele timbre démodé, junto com aquela forma antiquada de representar... É a de Lia Gama, que faz de Eunice, mãe de Diana e de Inês. Desculpe-me a senhora, respeito a experiência que tem, mas aquela voz afectada, que arrasta as vogais... não dá!
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Pela excelência surge ainda Jorge Mourato. Outro que acho que faz a personagem na perfeição. A sua submissão à esposa, a forma como aguenta os seus maus tratos e agressões verbais, a forma como se deixou ficar uma espécie de "cinderela" do lar, de avental ao pescoço e colher de pau na mão, obedecendo às ordens da mulher. Esteve espectacular. Mais ainda quando "dá a volta" e decide deixá-la. A história muda e o casal fica mais unido e sincero um com o outro, ficando claro como é que as pessoas podem mudar e chegar àquela situação. Uma boa história, a destes dois, bem escrita e interpretada. Muito boa mesmo.
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Curiosa e estranha é a relação de Adelaide e Gastão. O que é aquilo??! Infelizmente, não é nada que não aconteça aí por muitos lares mas, a "frontalidade" de Adelaide e a forma como está sempre a destilar veneno e a provocar o marido e aqueles que a rodeiam... é demasiado familiar para gostar de ver. Uma história muito, muito bem conseguida! É claro que, continua-se a perpectuar a "velha máxima" que as pessoas que têm dinheiro são infelicíssimas e vivem trágicos dramas, enquanto que as pobres (como as do mercado) não têm dinheiro, mas são felizes e, no geral, honestíssimas! O pobre é honesto e o rico ladrão. Bem, se calhar tem o seu fundamento ;-)
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Nota mais para o negativo para Joana Seixas (Rita) que, tendo uma personagem um tanto apagada, consegue ser um pouco igual ao que sempre é e não convence quase nada na "conversão" de economista da Bolsa de valores para agricultora de azeite. Carlos Vieira (Ricardo), também não convence. Muita dessa culpa é daquele cabelo exagerado, que reforça a falta de geito com a personagem e a rigidez da interpretação, só por isso, uns 50%.
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A novela aborda ainda uns temas interessantes de forma muito actual: a deliquência infantil, as relações extra-conjugais e a forma como são aceites pela sociedade com naturalidade(Jaime conhece o marido de Adelaide em casa do casal e, no final do jantar, deixa-o plantado à mesa e vai com Adelaide para um motel para dormir com ela. No dia seguinte, beijam-se no local de trabalho dele, em frente aos amigos da família dela e do marido). A novela é interessante, até mais por estas histórias secundárias do que pela principal. A personagem de "João" é apagadinha e sem sal. Nem mesmo a revolta que devia expressar diante do julgamento do assassino da irmã o fez perder as estribeiras como gostaria de ver. Não está muito bem conseguida.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Horários de Novelas SIC-TVI

Ontem mencionei que "Espírito Indomável" estava a passar ás 19.30h, seguida do telejornal. Não disse que voltava a passar depois da nova novela, no seu horário habitual das 21.30h. Ou seja: era repartida em partes. Há uns dias mencionei que a nova novela da SIC "Escrito nas Estrelas" estava a passar de noite e que, sendo assim, iria vê-la. Bem, alguém deve andar muito sintonizado com este blogue, pois foi só mencionar que no dia a seguir mudaram tudo!

Ás 19.30h de hoje a novela "Espírito Indomável" já não passou. A seguir ao telejornal deu a nova novela e, por volta das 22.30, começou então Espírito Indomável. Na SIC, no dia a seguir a aqui ter escrito que gostava de ter a novela da tarde a passar também à noite, preferindo esse horário, no dia a seguir deixaram de emiti-la no horário nocturno. Coincidência? Provavelmente... mas duas vezes seguidas? Só não acerto no primeiro prémio do euromilhões :)

Bom, estas novas mudanças horárias vieram a facilitar acompanhar "Laços de Sangue" porque, quando a nova da TVI vai para o ar, a da SIC também começa e assim posso vê-la sem grandes preocupações. Depois segue-se Espírito Indomável e, de volta à SIC, um pouco de Passione. A baixa foi "Escrito nas Estrelas" que, de tarde, começa tão cedo que é impossível acompanhar. Vão mudar-lhe o horário? 19.00h ou mesmo 19.15h parece-me bem... 'Bora a mudar?

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Novelas na TVI

Neste momento está a dar na TVI a novela "Espírito Indomável". Durante todos os meses em que está no ar, esteve a passar no horário as 21.30h. Agora surge neste incómoda hora das 19.39h, antes do telejornal. Não gosto, acho que vai perder audiência. A razão desta ingrata deslocação, deduzo, tem a ver com a nova novela que querem colocar em primetime e, ocasionalmente, com A Casa dos Segredos.

A "prata da casa" ainda não cansa, mas pode vir a cansar. Refiro-me a Pedro Granger e a Júlia Pinheiro, que acumulam outros trabalhos com a apresentação do reality show. São registos diferentes pelo que, não parece que uma coisa interfira na outra mas, a meu ver, Júlia Pinheiro tem falhas demasiado recorrentes na apresentação das nomeações e das galas da Casa dos Segredos. As suas confusões de "ora vamos agora até... há, não! Ainda não! Antes disso, vamos a..." o ter de escrever o nome dos nomeados num papel (Vitor, Renato e Hugo M) porque senão vai esquecer-se e enganar-se, provando assim que ainda não conhece quem são os concorrentes porque não tem capacidade de memorização dos seus nomes, as partes em que tem de "empatar" tempo com algo que ocupe o silêncio que são cada vez menos interessantes ou bem feitas, as vezes em que, no directo, os concorrentes fazem-lhe perguntas que a deixam atrapalhada e sem saber o que responder porque desconhece a situação a que se referem ou desconhece quem está na plateia, as partes em que se percebe que algo aconteceu e que os segredos já são do conhecimento dos concorrentes mas isso não é para passar para o público...

Não sei se a culpa está em parte na produção do programa, que não consegue dinamizar esses periodos e engana-se muito a transmitir as informações, existindo então a dificuldade em seguir o alinhamento ou se é a Júlia que anda cansada. Já Pedro Ranger, começa a faltar aos especiais da Casa dos Segredos, deixando Leonor Poeiras sozinha...o que não tem mal mas transmite uma certa falha porque, se não era para ter disponibilidade, para quê começar o projecto? Ou é a nova novela feita tão em cima do joelho? Só vi um bocado desta mas o que vi não foi para mim cativante. Quanto aos especiais do reality show, ponto negativo para aquelas cadeiras brancas rotativas. É sabido que são uma inconveniência em televisão mas, neste caso, neste formato, lá acharam piada a elas. Eu não gosto nada de os ter ali a abanar de um lado para o outro. É muito bom para quem está sentado, mau para quem tenta ver. No final, apesar de ser um tanto batido, até podiam insistir na marca registada do formato e fazer o gesto do silêncio, virando as costas para a câmara girando a cadeira. Mas durante, vê-los ali a balançar como se estivessem diante o movimento das ondas do mar é desnecessário.

Bom, espero que o leitor comprenda este desabafo consequente do tema "novelas" :)

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Novelas SIC e TVI

Espírito Indomável V Laços de Sangue


Estou a ver ambas as novelas, com a atenção possível nos dias que correm. (Com a internet e o computador a trabalhar em simultaneo... )
Antes de mais, o título não visa traçar um perfil onde uma novela sai triunfante perante outra. Tratam-se apenas de opiniões, reparos, impressões, leves e descompremetidas (como habitualmente).


Uma coisa que repAlinhar à esquerdaarei: em ambas as novelas existe um café mas... só numa delas se sabe tirar um café. Sabem qual é? Bem, adivinhem! Dêm palpites. Só dou a seguinte "pista", que é de onde tirei esta impressão. Numa novela a pessoa atrás do balcão simula os gestos habituais (até bater com o manípulo para remover a borra) e entrega o café ao cliente com a rapidez e normalmente, com prato e chávena ao mesmo tempo. Na outra novela, a pessoa atrás do balcão faz tudo em câmara lenta, não se vê ou escuta os sons e movimentos habituais e o café chega ao cliente às prestações: primeiro o prato, depois a chávena, seguido do pacote de açucar e depois a colher. (Lembrei de uma pista valiosa: um dos cafés é em Lisboa, o outro no Alentejo, ah,ah,ah!).


Seja qual forem as preferências, acho que ambas as novelas provam que se sabe fazer comédia em Portugal. Drama também, mas é na comédia que as novelas estão de se tirar o chapéu. Em Laços de Sangue, Geraldina e o seu marido são uma delícia. Boas frases, bons diálogos, boas tiradas. Em Espírito Indomável, Susana, sempre Susana... que tem a quem sair, como o comprovam as loucuras de Rogério e Mimi.
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Mas tenho de dizer que acho ser Espírito Indomável aquela que melhor sabe prender o público e manter o interesse. Ainda mais porque já vai a meio, são já muitos meses de exibição. E mantém-se. Laços de Sangue começou muito bem e forte, acho que, na primeira semana, foi uma verdadeira ameaça, mas depois perdeu um tanto o interesse. Aponto já uma série de coisas que não achei bem. Dei por mim o tempo todo a comentar internamente a reacção das personagens à morte de Inês (em fase final de gravidez e assassinada na casa da família com um tiro). Faltou ali muita coisa. Mais dor, mais veracidade nas lágrimas, mais maquilhagem vermelha nos olhos :) Mas esse nem é o detalhe mais importante. É no texto e nas atitudes das personagens que faltou o mais importante. Estava tudo muito conformado. Depois morre outra pessoa na família, o pilar, o avô, e a coisa repete-se. Ninguém exasperado, revoltado, a gritar ou a partir alguma coisa. Ninguém a temer que a morte chegue em três, nada de... mais realista. Há ali falhas que passam menos depercebidas. Não ajuda não acreditar no amor dos protagonistas. Sei que se esforçaram, porque ouvi-os dizê-lo nas entrevistas mas, Diogo Morgado e Diana Chaves... não acho que resulte. Ali também faltou BRILHO no olhar. Ao menos de início, para convencer o público, já que os dois se conhecem à bastante tempo mas o público não. Acreditei muito mais em Diana Chaves como lésbica e apaixonada pela actriz que agora entra nesta novela a fazer de manipuladora. (não lembro o nome da personagem mas é a rapariga que vive com dois rapazes na mesma casa, namora ambos ao mesmo tempo sem que um saiba do outro, é mentirosa compulsiva e não se fixa em nenhum curso superior que diz estar a tirar na faculdade). Se calhar os dois juntos simplesmente não fazem um par que convença em televisão. Tenho uma teoria: dois bonitinhos nunca resultam muito bem. Nem dois "lourinhos" (ah,ah,ah!). A malévola é morena...

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domingo, 5 de setembro de 2010

O talento das SARAS


Sara Barradas e Sara Prata, duas actrizes da série "Morangos com Açucar", estão a provar que a ideia de que jovens actores sem o percurso "legítimo" do conservatório e com carreira iniciada precocemente em televisão são desprovidos de talento, não tem qualquer fundamento.
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Na novela "Espírito Indomável", as duas dão provas de saber muito bem como compor uma personagem e é vê-las a esbanjar talento que até delicia os sentidos! Com 19 anos, Sara Barradas começou a representar na televisão com 11 e na novela interpreta Cláudia, uma vilãnzinha deliciosa. Graças às nuances que a actriz empresta à personagem, "Cláudia" surge com força nas cenas, verosímel e deliciosa de ver. Sara Barradas sabe explorar as expressões faciais certas, no momento certo e é vê-la "saltar" de má para inocente numa fracção de segundo, numa mesma cena, convincente em ambos os registos. Sempre que vejo Claúdia, tenho um só pensamento: "Esta rapariga vai acabar assassinada!". Claúdia é tão cheia de artimanhas, ardilosa e inteligente, que parece que já a vejo no seu leito de morte, bela como a Branca de Neve, no caixão...
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Sara Pratas desde logo fez a sua personagem, Susana, destacar-se das demais. Pertencente ao núcleo cómico, Susana é também a antagonista de e de Tininha, envolvendo-se em situações ímpares, que a actriz sabe encarnar com mestria. Apesar da graça da personagem, há momentos em que "Susana" é séria e profunda, o que faz com que o espectador simpatize com ela e não leve a mal as suas maneiras algo afectadas de ser. Todas estas emoções que a personagem provoca a quem a vê são fruto do trabalho da actriz, que é maravilhosa na composição de Susana.
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Recomendo que, quem ainda não as viu, vá espreitar na TVI. Nesta novela e com estas personagens, estas duas actrizes de nome Sara souberam, como ninguém, tirar TUDO das personagens que tinham no papel, compondo-as com tudo, não deixando de fora nem uma migalha de talento. Uma nova geração com tudo para dar certo e voar longe!
Estão ambas a representar na novela Espírito Indomável.

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domingo, 1 de agosto de 2010

Espírito Indomável - boa novela porquê?

Tenho feito elogios à novela da TVI "Espírito Indomável" e acho que há que ilustrar com imagem o que procuro transmitir por palavras. Os diálogos fluidos e “espontâneos” como poucas vezes consegue-se ver numa novela portuguesa, o bom texto, a credibilidade das personagens… Está tudo aqui, nestes pequenos mas irresistíveis vídeos!







Fantástico, ou não?

Para quem já para aqui escreveu a acusar-me de favorecer as novelas da TVI, fiquem todos agora a saber que esta é apenas a SEGUNDA novela portuguesa que acompanho sempre desde que existem canais privados de televisão. Portanto, “engulam”… :) .



Uma crítica menos positiva que faço a “Espírito Indomável” é dirigida aos protagonistas. A prestação de ambos não está tão bem conseguida quanto a dos restantes que cercam estes dois. Não existe química e isso é o que mais prejudica o trabalho dos actores. As cenas entre os dois parecem coreografadas, como a que posto aqui em baixo.



Acreditar naquela paixão avassaladora, que nem podem estar na mesma sala... é difícil. Depois tem a dicção… essa malandra que tanto nos prejudicou estes anos… a deles não é suficiente. Ambos falam num registo que, por vezes, não se percebe o que disseram. A personagem de Vera… tem uma composição pouco credível. Ela não transmite o ENCANTO, a magia de Zé, a que está no guião e que as outras personagens dizem por palavras que ela tem. O que faz com que todos se sintam atraídos por ela? Esse fascínio está no texto, não está na representação. Simplesmente não tem. Cristiana Oliveira (Pantanal) consegui apanhar isso logo e a razão do sucesso da sua “Juma” prendeu-se muito por isso. “Zé” perde ao ter sido encarnada por "Koldzig" (mal escrito, bem sei, confirmo a caligrafia depois, ok?). Lamento, mas ponho-me a imaginar outras actrizes da própria novela a fazê-la e acho que se sairiam melhor.

E já agora, aqui vai um vídeo da deliciosa personagem “Susana”. Ela é encantadora, porque está construída com muita humanidade. É uma construção sincera e que, cá está, foge à caricatura, onde tão facilmente podia ter caído. Bravo!

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espírito Indomável - episódio de hoje

Continuo a achar, cada vez com mais convicção, que Hugo é o responsável pelos tiros e acidentes quase mortais e mesmo os mortais na novela Espírito Indomável. No episódio de hoje João é baleado. A sorte que normalmente reina nas novelas e filmes, (claro) faz com que o tiro não seja mortal. Vejamos quanto tempo passa para que volte de homem baleado à normalidade.

Digo que o responsável é o Hugo, porque este é o único que encaixa-se no perfil. Mais ninguém, a não ser Cláudia, seria capaz de tamanha barbaridade. Mas esta não ia disparar em joão, mesmo no pico de raiva. Acho eu... ainda não, enquanto ainda achar que tem truques na manga. E depois, estava ali ao lado. Mesmo colocando a hipótese que tenha feito um pacto com Hugo, uma parceria.

tinha lido sobre esta parte do tiro no João numa revista, onde também dizia que Rodrigo, na praça da vila, exibe a Zé um teste de DNA que prova que ela é sua filha. Esta parte é interessante! E volta a dizer que HUGO é o assassino a soldo. Porquê?

Pelo que entendi, Zé e toda a gente vai ficar a saber que ela é filha de Rodrigo. Mas não vão saber que não é de Hermínia. O próprio Rodrigo só deve ter suspeitado após aquela estranho flash-back que teve da conversa com Hermínia nas suas terras. Porquê haveria ele de estar a pensar nisso? Porque as palavras de Hermínia "Fazer mal à Zé é a última coisa que tu queres fazer na vida e ainda vais agradecer-me por isso" deviam fazer sentido para ele? Porque ele andou com ela, obviamente. Se a minha teoria de que João é filho dela estiver certa, complica um pouco as coisas mas não invalida nada. Também podia ser filho de uma conhecida de Hermínia ou, quiça, da mãe desta?? Bem, mas isso já é demasiada especulação. O que interessa é que só uma pessoa sabe que Hermínia não é mãe de Zé: Hugo. Se este ainda não associou a tragédia com a chegada de Zé à sua família então fazê-lo-à agora, ao saber que Rodrigo é pai dela. Será o único a saber que Teresa é a mãe.

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sábado, 3 de julho de 2010

Espírito Indomável - Parentescos

Li algures que Rafael e Zé não ficam juntos porque são irmãos. Duvido muito desta teoria, porque a pessoa que a escreveu deve ter feito confusão ao entregar a paternidade de Rafael também a Rodrigo.
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Acho que estão a fugir ao mistério maior sobre parentesco na novela que é a verdadeira origem de João. Este é adoptado... mas porquê? Rodrigo não parece o tipo de homem que aceita criar um rapaz de outra pessoa. Se o fez, ou era um homem diferente, ou o fez por lhe ser conveniente. Às tantas, há mais possibilidades de existirem laços de sangue entre Zé e João que outra eventualidade.
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Acho que o mistério está relaccionado com Hermínia. Rodrigo deve ter dormido com ela, ela engravidou e ele foi tirar-lhe a criança, descartando-a. Tempos depois, ele deve ter mandado queimar a casa onde ela morava, já com a Zé. Isso explica o facto desta ter assumido Constância como sua e absolverá o silêncio de Hermínia todo este tempo. Rodrigo, nesta perspectiva, é mesmo um canalha!
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Já agora... naquele princípio de novela, quando Zé é atacada de noite durante a festa de recepção de Rafael no Uruguai (fez lembrar a festa de recepção de Jove no Pantanal), quem a ataca é Hugo. Não só tem a fisionomia, como a silhueta mostra que o homem traja roupa local. Além disso, surge a correr atrás dela logo a seguir. É demais evidente.

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Espírito Indomável - 1º episódio

Estou neste instante a ver o primeiro episódio, pois a primeira vez que sintonizei a novela já a Amazona saltava do cavalo para atar uma corda à cintura e remover um acidentado no rio. Tudo o que se passou antes, não vi. Agora reforço tudo o que disse antes, pois esta parte parece reforçar que o ato assassino da morte de Júnior foi da autoria de Hugo. Também não pude deixar de exclamar "PANTANAL!" quando vejo aquela que é o equivalente da personagem de JOVE pilotar um aviãozinho! Ainda por cima, foi criado na cidade... querem mais coincidências, ou é preciso fazer um desenho? :-) Até seria possível dividir o ecran ao meio e passar cenas de cada novela para se notarem as semelhanças. Mas, como disse, logo de início deu para entender que esta teria a sua própria identidade, apesar de tão descaradamente inspirada nesta que é a melhor obra do género que é Pantanal.

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Espírito Indomável - O Assassino é... Hugo!


Cada vez mais acredito ser Hugo o assassino da história da novela "Espírito Indomável". Ontem ficámos a saber o quase óbvio: o irmão assassinado de Rafael estava apaixonado por Zé e ia pedi-la em casamento. Mas morreu mesmo antes do acto!
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Ora pensem lá quem é que ia querer vê-lo morto. Só alguém com muitos ciúmes! É um crime passional.

Actores, personagens & história:

Falta expressividade ao actor que faz de Hugo. Isso prejudica a personagem e faz com que os seus actos de fúria pareçam teatrais. É pena, porque tem um rosto que se prestaria a expressões interessantes, mas é sempre o mesmo. Aquela cabeça sempre baixa também já irrita, pois só reforça a falta de expressividade. Seja a planear conspirar contra Rafael, quer seja outra emoção, o rosto é sempre o mesmo. Está muito cru e devia libertar-se mais.

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Por vezes o actor que faz de Joaquim (António Capelo) parece-me gay. Até o pode ser, ou não, não me interessa. Mas é o que vejo em alguns momentos em que dá vida à personagem.
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Até simpatizo com Ana Padrão, que faz a mãe Beatriz, mas tenho de admitir que não consegue levar a personagem ao nível que ela merece. Há ali algo que por vezes fica aquém. Salva-a o belíssimo texto, as boas falas da personagem que, em alguns momentos, disfarçam a ausência da necessária emoção com que uma mãe deve falar da morte de um filho e o medo que deve transmitir quando sabe que a vida dos outros está em risco. Mesmo que tenha maneiras de "tia"...
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... nossa, como é que aquela mulher desperta mais paixões que Marilyn Monroe??

Esta é a parte da história que custa a acreditar, pois sei que a vida não é assim. Os homens gostam de olhar e ficar é com as boas, não para as disfarçadas de feias. Isso é garantido. Ainda que haja um que saiba olhar duas vezes, existem mil que deixam passar ao lado! Desde que a história começou já são QUATRO os muito apaixonados por ela, que dispensam gajas "boas" como a empregada de João, para se encantarem pela selvagem e exageradamente despenteada Zé. Isso não acontece, acreditem!

.~A realçar pela positiva, uma mão cheia de outras interpretações. Tão cheia, que é difícil chegar a todos! Ambrósio (Adriano Luz), Rogério (José Raposo), Mimi (Luísa Cruz), Susana (Sara Pratas), Cláudia (Sara Barradas) e outros tantos que têm boas personagens e conseguem fazê-las boas como são, e outros que, ainda não tendo muito para mostrar, o fazem bem.


E mais uma vez, BELO TEXTO!!

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

espírito Indomável - lides domésticas

Por vezes, um pequeno pormenor que incutem na história para lhe dar autenticidade, acaba por ter o efeito oposto ao desejado. Na novela "Espírito Indomável", já é a segunda personagem que vejo a passar a ferro... um pano da loiça!

A primeira a aparecer a passar a ferro foi uma das raparigas que ajuda Cris & Companhia. Acompanhada da amiga, passava a ferro durante o diálogo. Estavam as duas ali, bem vestidas, todos os dias com uma roupa diferente, com conjuntos de saias, calças, camisas, blusas e uma série de acessórios e a pobre passava a ferro... um cesto cheio de panos da loiça! Deve-se lavar muita louça nesta novela! Mais do que a roupa que se veste! E devem ter cá uma adoração pelos panos que hoje, uma das personagens mais domésticas da história - a mãe de Chico, passava a ferro... um pano!

Ao menos, dessem-lhe uma camisa! Não importa que o ferro esteja desligado, que não se veja vapor (pode ser eléctrico), mas não andem só a engomar panos da louça! Please! Não estraguem a novela por falta de preocupação com detalhes...

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Espírito Indomável - quem disparou?

Também acham que foi o irmão de Zé o autor do disparo que a levou a cair do cavalo?

O outro candidato é a filha do capataz de Lourenço.
(Pelas suas vilanices e carácter julgo que vai acabar morta...)


Quem atirou não queria acertar.

Os suspeitos têm pontaria logo, não iam falhar. Se o objectivo foi assustar, aproveitando a guerra entre as famílias para libertar suspeitas, então o autor do disparo é o irmão de Zé.

Se quem atirou queria mesmo acertar e falhou, então é porque não sabe manusear bem uma arma. Se for o caso, é a má carácter da rapariga.

Continuo a achar que foi o irmão de Zé.
(numa de mais uma patética tentativa de a fazer regressar com ele ao Uruguai).

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Espírito Indomável - As plásticas

Já não é um exclusivo dos artistas das novelas brasileiras. As plásticas, esta "virose" que atinge há décadas os artistas de televisão brasileira e lhes rouba a expressividade, é agora praga cada vez mais presente também nos artistas portugueses.
Estou a ver a novela Espírito Indomável e não consigo, abstrair-me do rosto de alguns actores e concentrar-me na representação. A cena na cadeia, com Lourenço preso entre duas mulheres... todos ali têm plásticas. Ao menos, é o que parece. As sobrancelhas da que faz de cozinheira são pavorosamente elevadas e, nesta cena, desfavoreciam-na totalmente. Lourenço também parece puxadinho... menos mal porque preserva os traços naturais, está a outra.
Mas, nisto tudo... lá estão as malditas, tão presentes também no rosto de Helena Laureano, que surge na novela a seguir, a estragar a expressividade dos artistas, a interferirem no que estamos a ver...

Não é uma crítica negativa mas um lamento, porque não passam despercebidas e interferem na credibilidade do trabalho. Até porque, no lugar deles, faria o mesmo, provavelmente... já é difícil para quem não se movimenta nestes meios em que a aparência conta tanto, portanto...
Daqui a uns bons anos talvez inventem coisas melhores!

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domingo, 20 de junho de 2010

Tudo sobre Espírito Indomável


Tenho acompanhado a novela da TVI com gosto. Gosto da escrita de Espírito Indomável, já tenho a Susana e a actriz que lhe dá vida eleita como a personagem mais divertida e bem conseguida em toda a novela, enfim... já me apanhou.

É uma história cheia de mistérios. E, como tal, acho que descobri o maior dele todos.

Foi na quarta-feira passada que cheguei à conclusão que o assassino da história é o irmão de Zé. Que ele está doido pela irmã, daquele jeito que irmão não deve sentir por irmã, acho que isso já ficou claro para a maioria. A sorte é que o telespectador sabe, assim como a personagem, que não existem laços sanguíneos entre os dois. O rapaz revela-se possessivo e está determinado em tirar do seu caminho todos os que se aproximem de Zé. Foi isso que ele disse à rapariga que anda atrás de "João", quando esta acusou Zé da esfaquear. A forma como o disse não deixou dúvidas: ele é capaz de matar. Na véspera, deve ter cortado as correias do cavalo de Rafael, durante os 5 minutos em que este esteve apeado. Daí a pensar que foi ele o responsável pela morte do irmão de Rafael, foi um instantinho. Afinal, logo no início, Rafael diz que Zé era apaixonada por ele. Quem se aproximar dela, corre riscos!

Quem é o irmão de Zé? Quem é a "mãe" deles? Como foi parar áquela casa? Espero que não seja uma "moça de corrotela", pois não ia aguentar essa semelhança entre esta história e Pantanal! Já Luís Esparteiro está bem no seu papel, mas o bigode e barbas compridas, aliadas à indumentária, fazem por demais lembrar José Leôncio.

Uma coisa é certa: quem escreveu esta história viu e adorou Pantanal!

De início achei que as personagens principais ainda não estavam bem conseguidas pelos actores - o que acho normal. Gosto de ver actores que normalmente ficam com a parte de galãs a encarnar personagens do campo. Fico contente por terem esse desafio. Gostei que os que são sempre os "bonzinhos" fossem aqui os maus. Nota-se uma "inversão" de papéis que uns não apanham tão bem quanto outros. João Catarré, por exemplo, convenceu-me que é um excelente bonzinho, pois nos momentos em que lhe dá para a sinceridade, é mais convincente do que quando tenta ser mau. Não que seja um mau vilão, mas é um excelente bom carácter! Pedro Lima, o galã em quase tudo o que faz, sempre com ar "clean", é agora um camponês que cuida de gado. Bem... não me convence a 100% e sinto que está fora do seu ambiente e da sua forma de falar. Mas gosto do esforço. Critico-lhe o físico, que não é tão musculado ou atraente quanto a personagem da Susana está sempre a sublinhar, mas gostos são gostos... :). Critico-lhe o facto de ser tão branquinho, tão branquinho que mais parece da cor da farinha. Um homem que trabalha sem camisa no campo devia ter um tom de pele mais queimada pelo sol... o inverno não é todos os dias! Um pouco de bronze, por favor! Ao menos para as cenas em que tal é exigido.

O irmão de Zé (Hugo?) faz lembrar-me o Tadeu, de Pantanal. Foi buscar aquele olhar de baixo para cima, aquela cabeça inclinada para baixo, em sinal de humildade e simplicidade... mas aqui ele é é um bixo atrás da moita...

A lembrar Marcos Winter, mais na novela "Felicidade" pela indumentária e aparência, está a dupla romântica mais genuína e matura da novela: o jovem casal filhos de pais rivais. "Eduardo" está bem conseguido e tem traços românticos que fazem lembrar os do actor brasileiro em algumas produções.


Gosto da interpretação genuína de Angélico Vieira, que nunca tinha visto representar antes. Gosto do diálogo e das situações entre ele e a amante. Está bem conseguido, assim como a relacção entre aqueles dois cozinheiros no restaurante. Os diálogos são bons. Muito bons aqui. Pensei que tão cedo Pedro Górgia não ia aparecer na TV, porque deduzi que a "má publicidade" que teve (embora bem abafada) há uns tempos atrás lhe fosse fechar as portas. Não é como se não existisse por aí tantos ao mesmo... mas regressou, e num estilo que lhe cai bem.

No restaurante só a empregada, coitada, a que farta-se de trabalhar mas que nunca a vemos a fazer coisa alguma, é que já começa a cair mal. "Plantada" no mesmo sítio atrás do balcão, num restaurante com dois grandes chefs mas que vive vazio de clientela... este núcleo está menos bem conseguido. Mas compreendo...

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Juma está de volta

Foi na capa da revista de sexta-feira que vem com o jornal Correio da Manhã que vi pela primeira vez a imagem da personagem da nova novela da TVI "Espírito Indomável". Olhei e achei que já tinha visto aquela imagem antes... era a Juma!

Pantanal está de volta, ao estilo português. Vi um pouco destes três episódios que foram para o ar e, para ser sincera, cativaram-me mais que a história de Passione. Tony Ramos novamente com sotaque, outra vez italiano... mas que paixão tem o Brasil por Itália :)! Que tal um dialecto Russo? Ou Ucraniano, para variar?







Brincadeiras à parte, Vera kolodzig surge tal e qual uma "Juma Pantaneira", indumentária e tudo... é aqui que teço a primeira crítica menos positiva. Que haja semelhanças e até inspiração, tudo bem... mas que vistam a personagem igual, isso é que não! Reparem que o encanto de Juma estava pouco naquilo que ela parecia ser e muito mais naquilo que era! Nesse sentido, julgo que é impossível fazer igual ou parecido, pois a novela não entra por aí. Até no nome de baptismo "Espírito Indomável", temos um "não-sei-quê" de Juma Marruá...


Até já oiço a música de Marcus Viana! "Estrela natureza... precisamos demais... te ter sempre por perto, na calma e santa paz..."

Tenho até algures no meu arquivo fotográfico imagens idênticas a estas, só que a pessoa nelas é Cristiana Oliveira. Até a espingarda não foge à regra...


Bem... os bem minunciosos vão descartar todas estas observações básicas e realçar que na novela Portuguesa, Vera surge nas primeiras cenas de calças... mas isso é detalhe, até porque os vestidos fazem parte das restantes cenas. Juma era mesmo uma criatura que viveu isolada da civilização, das pessoas e dos homens. A não é decerto o mesmo tipo de pessoa, logo, não poderá ser a Juma Marruá...



Os mais atentos irão decerto lembrar-se de Juma ao ler a frase da imagem aqui ao lado... Juma era muitas vezes referida como tendo "O Diabo no corpo", muitas dessas vezes por Zé Leôncio pai, que não entendia as razões dos jovens...



Cristiana Oliveira, tal como Vera Kolodzig, teve de aprender a andar a cavalo e a manusear armas de fogo. Ambas, curiosamente, tinham medo de cavalos... mas a portuguesa tem a vantagem de ter acabado a instrução e realmente conseguir fazer as cenas de cavalo... Cristiana, a bela e sempre convincente pantaneira, como se sabe, era pouco vista a partir a galope... mesmo quando a cena o exigía, por ter ficado furiosa! Já "Jove", rapaz citadino que tinha medo de cavalo na novela ao ponto de fugir deles, galopava que parecia um relâmpago!

Quanto a Juma, ou melhor "Espírito Indomável", que até no protagonista masculino foi encontrar um actor tão parecido à imagem de Marcos Winter na altura de Pantanal, espero que venha a agradar os telespectadores. A protagonista tem quase a mesma idade que Cristiana Oliveira tinha quando fez Pantanal... só que, na altura, esta já era mãe de Rafaela e chegaram a ser publicadas fotos das duas junto ao rio... enfim: detalhes que intessam muito pouco ou nada... mas não deixa de ser louvável a interpretação de uma virgem e inocente criatura por parte de quem já era mãe...




Apenas curiosidades para o leitor reflectir!




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