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domingo, 16 de setembro de 2012
Estou a aproveitar o intervalo do último episódio da duradoura novela "Remédio Santo" para deixar algumas impressões.
É engraçado que foi preciso esperar até o penúltimo episódio para se ver, finalmente, a polícia prender um grande vilão. E como não há uma sem duas, no episódio de ontem Maria Polícia não só põe atrás das grades a grande vilã, como de seguida e do nada, surge na casa de Ema a tempo de impedir o padrasto de a matar, mais à irmã. Maria Polícia foi incompetente a novela toda, mas ontem conseguiu finalmente mostrar trabalho. Foi totalmente inesperado.
Só nos últimos capítulos é que muitas histórias ganham explicação e isso é deveras aborrecido, criando desfechos apressados que acabam a ter o gostinho da incredibilidade. Já cansou faz muito ver "Gonçalo e Aurora" sempre nas garras da vilã "Helena", sem que, entre tiros, raptos, atropelamentos, afogamentos, bruxedos e enforcamentos de que são alvo, algum mal realmente lhes aconteça. E também já deviam ter ficado fartos do papel de vítima ao ponto de reagir de forma definitiva contra a influência da vilã.
Dentro de 15 minutos a novela deve voltar ao ar para revelar, finalmente a identidade do assassino. Não será engraçado verificar que, depois do disparo que ecoou pela casa, quem atirou primeiro não foi a assassina, porque esta tem sido exímia durante toda a novela, nunca deixou rasto e sempre foi rápida no gatilho, ganhando até a quem lhe apontava uma arma primeiro. Será decepcionante uma captura tão pouco credível.
Mas a resposta a isto virá dentro de uns 15 minutos, é esperar.
Curiosidade: a novela sai do ar apenas na véspera da estreia do reality show Casa dos Segredos3.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
A Favorita: Os melhores
Não há dúvidas: quer se goste ou não, alguns actores são melhores que outros. Está bem que factores externos influenciam a prestação das pessoas: a qualidade da personagem, o momento em que é interpretada, a relação com os colegas e o autor,etc, etc...
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No episódio de ontem da novela "Favorita", deliciei-me com a interpretação de Ary Fontora (Silveirinha). Brilhante! Simplesmente, genial! A lembrar o sucesso que fez como «seu Nôno» em Amor com Amor se Paga. Registo diferente, igual talento. A forma como muda, o facto de nunca sabermos o que vai fazer ou agir, é tudo mérito do actor e das palavras escritas para a personagem. Acredito que os autores rejubilam com os vilões. Através deles, devem exorcisar muita malícia. Só assim se explica os M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S diálogos de Patrícia Pillar (Flora). A actriz não só agarrou a personagem à altura, como elevou a barra e vai mais além. Fico a vê-la e fico a pensar: deve ser maravilhoso fazer esta figura tão má e dizer tantas maldades!
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Murilo Benício (Dodi), que de início não pareceu agarrar a personagem e vice-versa, também está a sair um vilãozinho de respeito. O cabelo oxigenado de louro só lhe fica bem.
Mauro Mendonça (Gonçalo) é aquele que, sendo do núcleo dos bons, melhor soube agarrar a sua personagem. Esteve à altura e soube fazer o seu "Gonçalo" de forma perfeita.
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"Orlandinho e Céu" (Iran Malfitano e Seborah Secco) também estão bem entrosados. Parece fácil de fazer esta dupla mas, se formos a reparar aqui e ali, é puro talento. Foram arranjar uma "vovó" (Suely Franco) que também diz umas coisas muito interessantes e revela ver a vida de um modo muito despreconceituoso. Nada a ver com a "vovó" enjoada de Glória Menezes.
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Digam o que disserem, se Claúdia Raia (Donatella) tivesse sido a escolhida para ser a desfavorita, nunca teria feito o papel de forma tão convincente. Ela já fez de vilã em "7 Pecados" e foi péssima - uma das suas piores interpretações.
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Outros atores e atrizes também estiveram bem nas personagens mas, por mais ou menos desenvolvimento na trama, os seus talentos brilharam muito mas não até ao fim, ou brilharam pouco, mas ficaram para brilhar. É o caso de Ângela Vieira (Arlete), Helena Ranaldi (Dedina), Christine Fernandes (Rita), Mário Gomes (Gurgel), Genésio de Barros (seu Pedro), Fabrício Boliveira (Didu), Selma Egrei (Dulce), Roberta Gualda (Greice), Lilia Cabral (Catarina) e Giulia Gam (Diva).
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Mas o tempo passa, a roda gira, e nunca que sabe o que nos vai surprender. Mas uma coisa é certa: as plásticas que tantos atores e atrizes fazem para parecer mais jovens, não ajudam em nada quando querem convencer num papel. Em nada mesmo... poucos conseguem manter o aspecto com naturalidade. Como será que Regina Duarte conseguiu? Ela lá mantém a sua carinha laroca e a plástica não parece ter prejudicado a sua face. Sortuda! Deve ser das poucas...
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