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sábado, 26 de novembro de 2011

Laços de Sangue arrecada Emmy em NY

É oficial! A novela portuguesa  «Laços de Sangue», escrita por Pedro Lopes, venceu um Emmy atribuído pela Academia Internacional das Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos na  categoria de  «Melhor Telenovela Internacional», batendo a brasileira Araguaia, da TV Globo (o que não é um grande feito) e outras duas concorrentes, "Contra las cuerdas", da Argentina e "Precious hearts romances presents: impostor", das Filipinas. É a segunda vez consecutiva que Portugal vence o prestigiado Emmy, algo inédito até hoje. Portugal vê assim reconhecida a qualidade da ficção portuguesa.

A 39ª cerimónia dos Emmys decorreu em Nova Iorque esta semana, tendo sido apresentada pelo actor Jason Prestley.







Convém frisar que a novela "da nossa gente" é uma criação da SIC em parceria com a SP Televisão (responsável por "Conta-me como Foi") e a TV Globo (supervisão de textos de Aguinaldo Silva e alguma direcção de actores ex: cena da queda das crianças ao rio).

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Laços de sangue SEM RODEIOS

Ao que parece a novela Laços de Sangue está a 3 meses de terminar. Isto a julgar pelas informações que passam na imprensa que, cumprindo o seu novo papel de grande alcoviteira que gosta de atirar baldes de água fria sobre os mistérios que estão longe de ser descobertos, já relatou, com imagens, o fim de Diana.

Esta é, por isso, uma boa altura para fazer um "apanhadinho".
Acho que o melhor desta novela é mesmo a história. É difícil uma novela vingar quando toda a sua atmosfera é citadina. Ela tem um bocadinho de campo através do Alentejo, mas aquilo não resulta lá muito bem. E não é a única coisa. Se formos a avaliar com um pouco mais de critério e isenção, são quase inumeráveis as discrepâncias da trama e de algumas interpretações. Mas como se gosta do fio condutor e existem momentos muito bons da representação da realidade, com interpretações que chegam à excelência, aceita-se o todo.


INTERPRETAÇÕES

Ultimamente tenho ponderado muito sobre a necessidade de se ter um talento especial e bem desenvolvido para apanhar um papel numa novela e entendo agora que, como em tudo, as coisas pouco têm a ver com talento. Considero esta novela 50% por 50% por cento de bons talentos versus outros ainda algo crus. Dou como exemplo o actor que faz de Manel. Já aqui tinha dito que quando a cena do assassinato da mulher de "Manel" foi para o ar, aquilo estava muito mau! Muito pouco credível. O "marido" em particular, vê a esposa gravidíssima ensanguentada no chão e, ao invés de correr de imediato até ela, fica parado na beira da porta. Quando finalmente se chega, o choro (sem lágrimas) é a coisa mais fingida e mal feita que já vi. A cena mereceu flashback recentemente e isso fez-me reforçar esta opinião. Claro que aqui a responsabilidade é sempre um pouco de grupo, pois é o realizador que dirige os actores e, se calhar, achou por bem que um marido ficasse parado e de pé à entrada da porta, a olhar a esposa morrer numa poça de sangue. Quem sabe?? Tivessem excluído esse momento, e a cena ganhava logo mais credibilidade.

Mas existem interpretações perto de serem 100% credíveis. Não as vou nomear, porque é um pouco injusto atribuí-lo apenas pela prestação do actor pois este tanto sai beneficiado quanto prejudicado pela capacidade de terceiros, como o director, os colegas, etc... além da sua capacidade pessoal. Novela é mesmo um trabalho de equipa! O público só vê as caras que a câmara mostra mas, por vezes, consegue-se perceber o trabalho de quem está nos bastidores ou atrás das câmaras.

Se tivesse de atribuir um globo de ouro a uma interpretação que me convence a 100%, ele vai para a menina que interpreta a Filipinha (Daniela Marques), pois considero que não estou a ver uma criança a representar, mas a personagem a quem ela dá vida. De resto, tenho muitas interpretações que considero menos bem e não havia uma válida razão para isso acontecer. Por isso, sinto que tenho de mencionar que os intérpretes de Ricardo, Manel, Tiago foram dos piores que apareceram na novela. Ricardo Carriço não fica muito atrás, sempre igual a si próprio. O intérprete de Gastão (Alexandre de Sousa) é constante na interpretação hirta e acho que Diogo Morgado não teve de se esforçar muito para interpretar "João", apenas manteve-se fiel a si próprio com um pouco mais de romantismo e temperamento. Mas isto é porque a personagem se assemelha a ele, não porque lhe falte alguma coisa para a saber suportar. A única coisa negativa a apontar é que é o médico com mais tempo livre que alguma vez já vi!

Nas mulheres as interpretações são muito mais equilibradas. Mas nunca gostei de nenhuma das personagens do mercado. Acho todo aquele ambiente uma palhaçada retro, que não mais diverte como nos anos 80 a "Tancinha" divertia em "Sassaricando", a vender os seus melões na feira. (Também nunca lhe achei piada). É um tanto forçado e estereotipado. Não gosto de Sheila e a relação desta com Gastão nunca foi credível, até pelas interpretações. Mas o pior é que não teve nem pés nem cabeça as circunstâncias que conduziram nem à aproximação (em frente a Gastão, Sheila comportava-se com muita vulgaridade e ofendia terceiros intencionalmente, isso não condiz com o sentido de rectidão moral do advogado, que não devia confundir frontalidade com mesquinhez) nem ao afastamento (a falta de tempo entre os dois sempre existiu).


INCONSTÂNCIAS e CONCISÕES
A cena em que Ricardo se suicida na casa de Graciete é deveras pouco credível, mesmo para quem não entende nada de procedimentos médico legais ou logísticos. É que nessa mesma tarde os habitantes da casa voltam a caminhar por entre aquele espaço como se nada se tivesse passado. Ver Filipinha posicionar-se na sala no exacto lugar onde Ricardo estourou os miolos foi algo pouco credível. Mesmo que a perícia tivesse liberado a cena de crime (deduzo que suicídio é crime contra o direito à vida), é ainda mais estranho (e totalmente imperdoável) que a manta de crochet colocada sobre o sofá não tivesse sido substituída! Ao suicidar-se com um tiro em frente de Diana, o rosto da vilã foi salpicado com o sangue de Ricardo. E o restante espaço? Seria de esperar que o sofá, que estava ali mesmo ao lado do cadáver, também recebesse salpicos do impacto da bala no cérebro. Alguém teve de limpar o chão e toda aquela sujeira mas o ambiente da sala, apenas algumas horas depois, estava igualzinho! É um grande erro para a credibilidade da história.

Outra falha à qual não consigo fechar os olhos é que o café de Álvaro tinha tanta clientela que Sandra nem podia ausentar-se muito tempo sem fazer falta. Achei exagerado que fossem precisas duas pessoas para estar ali a trabalhar, mas a história reforçava que havia muito trabalho e ambos os empregados se desdobravam a atender os clientes. Logo que Sandra sai para o Alentejo, a clientela ficou reduzida de 0 a 1 pessoa por cena! A miúda devia ser o amuleto da sorte de Álvaro, que logo a seguir deixou de ter dinheiro para pagar ao empregado César. Mas até então andou a pagar dois ordenados sem se queixar... É muito irrealista e fica-se com a sensação de que era preciso justificar a presença de Sandra em Lisboa, então inventou-se que a rapariga era indispensável ao café. Mas não fez sentido.



Por outro lado adorei as cenas de tribunal, onde Diana é julgada. Achei toda a dinâmica entre os advogados e o juíz credível e, entre tantas cenas de tribunais que já se viram serem representadas em televisão, julgo que o telespectador este diante da mais bem feita de todas. Não foram nada de excepcionais mas foram por isso mesmo muito credíveis. E acreditei em todo o diálogo trocado entre os advogados e a condução da audiência feita pelo juíz. Nunca fui a um tribunal assim, mas acredito ter, pela primeira vez, visto uma representação muito fidedigna do que se passa neste tipo de ambientes.


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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Final de Diana em Laços de Sangue

Uma das questões que a novela Laços de Sangue apresenta ao público é:
Que final deve ter Diana?

Esta é uma pergunta simples: a maldade de Diana merece o castigo máximo. A morte? Não! Nada de morrer afogada ou assim...

Diana deve viver. Muito. Até os 100 anos, se necessário for. Mas a viver uma existência que é a realidade de alguns e, espero, nunca se aproxime de mim ou de alguém perto de mim! Diana merece ficar sem qualquer mobilidade no corpo e impossibilitada de comunicar até por fala, mas com o cérebro a funcionar na perfeição! Numa instituição ranhosa, onde desconhecidos piedosos cuidam dela, uma vez que ninguém que conhece alguma vez conseguirá ter piedade dela.


E se acha que isto é um desfecho muito maldoso, vamos recapitular os principais actos de Diana:
1) Em criança, só deseja mal à irmã e cobiça-lhe os brinquedos;
2) Em adulta, maltrata os pais adoptivos;
3) Rouba o namorado da irmã às portas do casamento desta;
4) É simultaneamente amante do primo do namorado e do pai do namorado;
5) Mata o avô do namorado;
6) Envenena a mãe adoptiva quase até à morte, para esta não denunciar a sua verdadeira identidade ao futuro marido;
7) Mata o amante, pai do noivo;
8) Planta provas incriminatórias do crime na casa do agora ex-marido que levam a mãe deste para a cadeia;
9) Faz chantagem com o ex-marido e incrimina a empregada doméstica do crime de assassinato;
10) Manda esfaquear o irmão;
11) Bate na mãe e conduz-a ao estado catatónico;
12) Rapta a irmã para que morra de fome e depois atira-a de um penhasco;
13) Manda matar todos os cúmplices;

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sábado, 28 de maio de 2011

Remédio Santo/Laços de Sangue - desenvolvimentos

A novela da TVI parece insinuar a existência de paranormalidade, magia e oculto na trama. Por enquanto, não passam de insinuações e estranhos takes a gatos, Mais adiante, se as insinuações correrem a toda a força, a história corre o risco de cair no absurdo. Mas como a paranormalidade está em alta, até pode ser que o tema seja bem aceite e consiga singrar até ao fim se perturbações de maior.

"Remédio Santo" continua a dar ao espectador gotas de informação, e as histórias que precisam de ser contadas começam assim a ser apresentadas. Exemplo disso é a descoberta da causa de morte dos três maridos da viúva branca: envenenamento. Algum viagra caseiro??

Afinal, o santo da história não deve ser Aurora, mas sim Ângelo: o pastor com o seu rebanho e a flauta... foi estranho, no episódio de ontem, tentar entender o quanto o rapaz estava a influenciar o desfecho do encontro entre Aurora e Gonçalo, no meio da cidade, cada vez que tocava uma melodia na flauta. Mas mais estranho foi o som da mesma, claramente audível demais, límpida e não obtida por aquela flauta caseira com aspecto rústico que, visivelmente, não estava a ser manuseada. A sobreposição foi demasiado perceptível.

Em "Laços de Sangue", há que destacar que esta novela inova completamente num aspecto. AO CONTRÁRIO de todas as outras que a antecedem, ao contrário de qualquer novela da Globo de que tenha conhecimento, em Laços de Sangue, não há problemas em "matar" personagens: ou seja: são muitas personagens que pertencem à história que se provam itinerantes, e que desaparecem subitamente e, em princípio, para sempre. A primeira a partir foi a personagem de Virgílio Castelo. Mas essa, embora influente, já entrou depois da história ter começado. Porém, quem ia prever que uma personagem destas, interpretada por um actor de peso, ia ter um fim abrupto? Um dos rapazes que dividia o apartamento com a estudante foi a segunda personagem na história a desaparecer. Fugiu com a esposa de Berardo para parte incerta, após esta ter ganho a lotaria. Logo de seguida, foi-se o outro, para trabalhar em navios. Bernardo, o rapaz obcecado por idosas, foi o terceiro. Foi para os Algarves, viver com a nova esposa e a avó desta! Agora é Luís que vai desaparecer, ao ser sentenciado a 6 anos de prisão.

Mais personagens preparam-se para abandonar a trama, assim como muitas outras preparam-se para entrar. Este é um aspecto muito inovador da novela. É única na maneira como está a ser feita, e merece destaque. Se a metodologia vingar, acabaram-se as presenças sem muito sentido de personagens na trama, e não é preciso aguentá-las até ao fim da história (por causa de contratos ou peso do nome do actor) se nela não fazem sentido. Nem tão pouco é necessário torná-las vítimas de um acidente ou de um assassino misterioso, para justificar a sua partida. Deixam de existir problemas em explicar a ausência súbita de alguém. Afinal, com tanto que se pode inventar, é até absurdo que, em anos de tramas, os autores mal consigam inventar outros pretextos que não a morte ou a viagem repentina, por repentinamente ter chegado do nada uma oportunidade única.

Claro, existe o revés da medalha. Tais mudanças encarecem muito mais os custos de produção. Novos personagens, novos cenários, diferente dinâmica, tudo isto é mais dispendioso. Uns entram, outros saem, será que fica muito confuso? Mas, na vida, não é assim que acontece? E porquê uns são mais fixos que outros?

O próximo a sair será Tiago, o irmão de Inês. Vai morrer, assassinado com overdose de drogas. Porquê sai agora da trama, é um tanto estranho, mas avançaria como razão o facto do actor não ter conseguido agarrar bem a personagem. Em cena, é demasiado contido e falta-lhe reacções mais dinâmicas e emotivas. Tudo nele passava sem se perceber grande impacto. A namorada é violentada e ele, digamos que... levou a coisa muito na normalidade. Mesmo sem esse entrave ou por causa dele, a relação dos dois não é credível. Ao invés de parecerem um casal, mais parecem dois conhecidos que ocasionalmente se encontram. São frios!

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Remédio Santo

Estreou a semana passada, na TVI, a novela "Remédio Santo". Estou a gostar. A história está bem escrita e tem muitos ganchos de interesse. Entre bons e maus carácteres, existem momentos dúbios. As circunstâncias não se arrastam e a história segue o seu rumo com força e desenvolvimento.
As prestações também estão excelentes. Mas dei por mim a não apreciar tanto algumas. O rapaz que faz de campónio Ângelo, amigo de todas as meninas, bondoso ao ponto da ingenuidade, não está muito bem no papel. Das "Tias", a policial não está bem conseguida - está mais para o cliché. A maníaca por limpezas devia ser incorporada de outra maneira, pois não parece muito dada a limpezas, dada a rigidez e linguagem corporal, é pouco activa. Parecem caricaturas. O actor que faz de coxo agarrou bem a sua personagem, assim como a actriz que faz de esposa dele - Paula Lobo Antunes. Não gostei de a ver como protagonista numa novela anterior. Não me convenceu nem um pouco como pescadora nem como tendo passado por um transplante de coração. Mas aqui, na primeira cena, aparece com força e define a sua personagem. Li uma entrevista em que diz: "não há papéis pequenos, há pequenos actores". Discordo de que os actores se meçam pelo tamanho, de resto, claro que os papéis valem pela sua força, não por serem ou não de protagonista.
Por falar em protagonismo, temos Sofia Alves num papel secundário de grande composição. Ela é a viúva branca, que gosta de celebrar um certo dia do ano com os falecidos maridos: que são três! Lá o que ela faz, ou melhor, como faz, que até dá um apagão na zona, isso não se sabe bem... achei-a uma escolha demasiado nova para a personagem, pois tem um filho de uns 20 anos e três maridos cremados, tendo o mais "velho", falecido há 15 anos. Mas a verdade é que a actriz agarra bem o papel, tornando essa impressão muito secundária. A boa notícia é que, daqui a 20 anos, vai poder repetir o papel, que já estará no ponto! Afinal, Miriam Pires (velhota em Tieta e velhota noutras produções muito posteriores, como Pedra sobre Pedra) fez esse papel com convicção por muitos anos.
Numa novela com tantos artistas de topo, todos parecem ter o seu lugar ao sol. Assim torço para que permaneça. A sua antecessora - Espírito Indomável, começou de igual forma: muito interessante, a prender o espectador cena atrás de cena, mas lá enveredou por uma série de pancadas na cabeça, raptos, surras, tiros - que nunca deixavam sequelas de maior, muito menos matavam. A novela foi demasiado esticada, tornou-se previsível e chata de acompanhar.
Outra curiosidade interessante sobre a novela, é o seu horário de exibição. Se antes, "Espírito Indomável" ia para o ar ao mesmo tempo que "Laços de Sangue" (SIC), fazendo com que eu optasse por ver a segunda, agora as duas novelas são emitidas em horários distintos. Por enquanto...

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Grande Coutinho!

Na verdade, o elogio vai todo para João Ricardo, actor que dá vida a esta personagem do núcleo cómico da novela Laços de Sangue. E se dúvidas existem sobre este "casamento" perfeito entre as palavras do autor (outro que merece o seu crédito) com a interpretação do actor, cá vão dois vídeos inegáveis. Vale a pena ver até ao fim!





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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Brasil adapta novela Portuguesa

O título é ficcional, mas acho que é também futurista, uma vez que hoje tive como que a certeza que a novela Laços de Sangue pode ter um remake... brasileiro!

E porque não? A novela é excelente. Tem mais interesse e puxa mais por mim, pelo menos. Adoro a história que envolve a personagem de Beraldo. Um rapaz fixado em velhotas! Mas a história está tão bem feita que é refrescante. O moço só se sente atraido por sexagenárias... o que fazer?? A mãe bem que quer que ele se envolva com jovens da sua idade, mas ele sofre tanto por amar as mais velhas... é hilário!

Mas mais hilário ainda é o pai de Beraldo. Com o seu mau português a ser constantemente corrigido pela esposa, espanta-me e agrada-me a forma como está tão bem construída a personagem, até neste pormenor. Porque no linguajar português existem mesmo certas expressões que são mal pronunciadas sempre de uma certa maneira por um certo tipo de pessoas, e o actor diz tudo "bem"! Por vezes nem sequer percebo a mestria do "erro"... se não fossem as correcções que lhes seguem. Está muito bem conseguido.

Por este motivo e muitos outros, estou mesmo a ver os muito conhecidos artistas Brasileiros a interpretar esta história que começa portuguesa. Claro que, João e Inês teriam de decidir casar em Lisboa, porque o espaço geográfio ia mudar. A novela tem muitas voltas, personagens novas a aparecer e outras a desaparecer, como foi o caso dos dois rapazes que dividiam a casa com a rapariga que estudava tudo e mais alguma coisa, sem se fixar em nada.


Se formos a ver bem, algumas personagens sofreram já mudanças radicais - o que só costuma acontecer ao longo de um grande percurso de vida - aqui levou meses. Falo do irmão de Inês e do filho de Álvaro, o Marco. Ambos começam deliquentes e problemáticos, para agora serem cidadãos exemplares. Mas uma coisa aflige-me: é a postura de Tiago não ter mudado de forma a ele carregar como cruz o facto de ter sido o assassino de uma amiga, disparando sobre o seu ventre bem grávido, matando-a a ela e à criança. Acho que isso devia estar, de algum modo, sempre presente no dia-a-dia. Por exemplo, agora que está apaixonado, devia começar a perceber melhor o que o seu gesto implicou. E se a rapariga ficar grávida, ele devia chorar prandos, por saber que já matou alguém assim... Tiago é para ser perdoado, mas tem de carregar a cruz. Não dá, mesmo que por acidente, para matar uma grávida, amiga íntima, durante um assalto e não lhe pesar mais na consciência.


Mas sim, esta novela é excelente para ser também interpretada pelos artistas brasileiros. Agora o apelo... QUEM é que escolheriam para os papéis?? Quem seria o João brasileiro, a Inês, a Diana, o carequinha, o Beraldo e todas estas fantásticas personagens?

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Laços de Sangue - nucleo infantil

Antes de entrar no tema do título, há que dizê-lo.... Joana Seixas apareceu no capítulo de ontem a falar ao telefone. Enquanto segurava o aparelho com uma mão, a outra estava... dentro do bolso!!! É tão estática a sua postura que é ridículo ouvir as personagens reclamarem que esta devia abrandar um pouco... está praticamente parada! Bem, mas se há uns anos era complicado ver muitas crianças a fazer parte do núcleo de uma novela portuguesa, a chegada das TVs privadas vieram alterar isso também. Asssim sendo, hoje estava a ver um pouco de Laços de Sangue e voltei a reparar na prestação da miúda que faz de filha de Marisa. A rapariga está bem no papel. Muito bem. O mesmo já não se pode dizer de igual forma para a que faz de "Jessica" em Espírito Indomável. Outro rapaz que está no bom caminho é o que faz de filho do Álvaro. Uma excelente personagem para alguém daquela faxa etária. É raro escrever-se tão bem para miúdos. Jà os mais adolescentes em Espírito Indomável, estão ali, nem bem, nem mal... mas se tivesse de escolher, estão ainda demasiado crus para dizer que estão bem. Depois temos o menino que faz de David em Laços de Sangue... é tão irritante quanto o "Dino", de "Passione"! Em conclusão, é bom que a televisão tenha aberto portas para actores de todas as faxas etárias. Crianças, adolescentes, trintões, quarentões, cinquentões, maiores de 60... estão todos na TV!

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Mãos nos bolsos!

Mas será que Joana Seixas sabe representar sem as mãos nos bolsos?


É sério... não há cena na novela "Laços de Sangue" em que a actriz tenha outra postura. Já o disse e agora repito: para uma ex-correctora da bolsa, agora fazendeira produtora de azeite - não só azeite, mas "o melhor do mundo", a moça parece uma múmia!

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Cada vez que surge em cena, fico a torcer para ver algo dinâmico, uma postura diferente mas, sempre, ainda sem excepções, ou a personagem está sentada na sala, ou está a andar nos campos sempre (sempre!) de mãos nos bolsos.


Será que quem a dirige não sabe que "mãos nos bolsos" é conotado como um sinal de quem não faz nada? Uma vez por outra, claro, as pessoas levam as mãos aos bolsos. Mas sempre?? Eu é que não queria esta "produtora" de azeite a trabalhar para mim!

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Assim que sai de uma viatura, enfia as mãos nos bolsos. Há umas semanas, deparou-se com os filhos do vizinho e aí pensei: "Não ponhas as mãos nos bolsos! Não ponhas! Baixa-te e cumprimenta-os!". O que a personagem faz? - Coloca as mãos nos bolsos e também cruza os braços!


É preciso uma prova maior que esta?? A atitude que uma pessoa tem quando conhece duas crianças e se fazem as apresentações... é ficar estática, hirta, pôr as mãos nos bolsos, para depois cruzar os braços? Que pessoa dinâmica esta! É mesmo o que a personagem manda no guião :(((


Detesto esta interpretação. Mais alguém nota isto? Vão pôr um fim a este disparate? Ó mulher: páre de colocar as mãos nos bolsos! Usem um truque semelhante ao que se usa com as crianças quando levam a mão à boca: dêem-lhe algo para segurar!


Fico a aguardar que Rita - a personagem interpretada por Joana Seixas, ganhe algo para transportar nas mãos. Afinal, uma "grande" produtora de azeite, não faz nada? Não a ponham é sempre a carregar uma garrafa do "oliveira da Serra", pois a publicidade à marca é chata e mal feita, o que, a meu ver, até pode prejudicar o produto.

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Se nada mais resultar, então, que tal uma tragédia? Um acidente na quinta, em que seja necessário amputar uma mão, ao menos uma... lá teria de arranjar maneira de andar com um braço atado! Talvez fosse pior. Ideia para riscar! Mas a primeira, por favor: dêem-lhe uns óculos de sol, uma peça de equipamento qualquer, uma caneta e um caderno de anotações, um estojo, uma flor, uma folhagem seca... algo! Algo para que páre de estar sempre com ar de quem não faz nada!

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Laços de Sangue, enredos e prestações

Tenho vindo a querer escrever sobre o quanto são originais e refrescantes os temas abordados na novela portuguesa Laços de Sangue.

Começo pela "Missão Impossível" - o negócio que três jovens resolvem montar. Quando aqueles miúdos tiveram a ideia (até pode ser inspirada numa outra trama qualquer), escutei-a e pensei: "É uma boa ideia!". A "Missão Impossível" presta todo o tipo de serviço, tudo aquilo que os outros não querem ou não sabem como resolver. Achei o máximo! Será que não há por aí quem queira passá-la da ficção para a realidade?
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Depois temos todas as tramas paralelas, bem desenvolvidas, actuais... são muitas e dá gosto de assistir ao seu desenrolar. Gostei particularmente do momento em que Álvaro, transtornado com a situação familiar (o filho menor foi deliquente e acabou num reformatório), resolve descarregar as suas frustrações para cima do empregado, explodindo de impaciência e despedindo-o de seguida. Achei que estava muito bem interpretado e conseguido. É tão igual e genuíno ao que realmente se passa por aí, que chegou a assustar. Não foi só a interpretação dele e dos coadjuvantes, mas a situação em si estava toda conseguida na perfeição. Até a "crise" veio à baila.
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A situação laboral na Iô-iô também tem muita história interessante. A inveja entre colegas, a sabotagem, o superior que age de forma a tramar a vida pessoal do subalterno, dando-lhe tarefas à última da hora para o impedir de sair para falar com amigos ou namorar, a directora financeira coagida a aderir a falcatruas. São boas histórias! E são muitas, muitas mesmo...



Lia Gama, que interpreta a mãe de Inês, parece agora controlar-se no arrastar das vogais. Ainda bem! Estava mesmo mal e assim, está bem melhor :)
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O que continuo a não gostar é do núcleo do "azeite" e em particular da interpretação da "ex-correctora da bolsa" Rita, agora agricultora. Simplesmente não dá para acreditar que aquela mulher dedica-se a qualquer actividade que exija um mínimo de movimento. Ela é muito estática, rígida e surge sempre sentada ou de mãos nos bolsos. Não reage fisicamente às boas notícias. Vejo-a mais encaixada no perfil da Carolina Patrocínio, ou seja: uma "patricinha" a quem lhe são dadas a comer cerejas frescas já sem caroço. ;)
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Sobre esta novela li ainda na imprensa que o actor Gonçalo Waddington "aceitou" entrar na novela porque "tem de pagar as contas", mas não o faz com gosto. Ao que parece, o actor reza por aquela cartilha tão velha como o velho do Restelo... Diz ele que, se pudesse, não fazia televisão e por aí...


Pensei que nunca mais ia ouvir um discurso destes. Que antiquado! Isto ainda existe? Até comentei com os meus botões: Não gostas, sai! Há tantos a querer! Declarações destas acabam por ser um desrespeito para com o público. Um desdém! Podem estar descontextualizadas ou demasiado simplificadas... mas não devem estar longe da realidade.
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Voltando ao enredo e às histórias bem conseguidas, há ainda o núcleo humorístico, muito bem conseguido por aquele Self-made-man, que é bom a fazer negócios e a produzir riqueza mas mal sabe falar português. É hilariante! E muito genuíno. O filho apaixonar-se por uma mulher na casa dos 60... o máximo! Não é que acredito na relação dos dois? Está muito bem feito e é diferente, uma lufada de frescura entre o que se costuma ver.


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Diana vai continuar a aprontar, estando a planear incriminar a sogra, Francisca, pela morte do marido, morte esta que só a vilã e o cúmplice têm conhecimento. Inês está a lutar pela sua felicidade e Adelaide está a ver a sua vida mudar radicalmente. Esta novela é, actualmente, a mais forte de todas.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PErsonagens (Boas e más) Laços de Sangue

Estou a ver o episódio de Laços de Sangue em que os clientes do restaurante M sentem-se mal todos ao mesmo tempo (curioso) e começam a cair para o lado, a vomitar e a espumar da boca. Foi Diana que misturou um produto branco em pó no sal. SURPREENDE-ME os conhecimentos de química da rapariga! Nas novelas, os vilões sabem sempre o que fazer!Alguém sabe o que despejar para dentro do sal que provoque este resultado e não seja perceptível? Eu cá não, mas decerto que uma Diana sabe!
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As personagens:
Há uma personagem nesta novela - a Sandra que, desde a primeira vez que apareceu em cena, convenceu-me pela autenticidade. Daí para a frente, continuou a surpreender. Sim, gosto muito de ver a actriz Joana Pereira da Silva a encarnar esta personagem. Acho que a faz com mestria, perfeita em todos os detalhes. Sandra é provocadora o suficiente quando precisa de ser, sendo, em simultâneo, falsamente ingénua e dedicada às tarefas domésticas e à patroa. Está um primor! O sotaque também está bem conseguido e o seu aspecto de Lolita, é muito bom! Está bem conseguido pelo vestuário, sem exagero mas com credibilidade. Quando a actriz diz as falas, acreditamos nela e não censuramos Sandra por querer sair do campo para viver a vida da cidade. Mesmo que o queira fazer dormindo com o patrão...
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Por outro lado, há uma personagem que não suporto ouvir, porque sei que quando abrir a boca vai sair sempre aquele timbre démodé, junto com aquela forma antiquada de representar... É a de Lia Gama, que faz de Eunice, mãe de Diana e de Inês. Desculpe-me a senhora, respeito a experiência que tem, mas aquela voz afectada, que arrasta as vogais... não dá!
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Pela excelência surge ainda Jorge Mourato. Outro que acho que faz a personagem na perfeição. A sua submissão à esposa, a forma como aguenta os seus maus tratos e agressões verbais, a forma como se deixou ficar uma espécie de "cinderela" do lar, de avental ao pescoço e colher de pau na mão, obedecendo às ordens da mulher. Esteve espectacular. Mais ainda quando "dá a volta" e decide deixá-la. A história muda e o casal fica mais unido e sincero um com o outro, ficando claro como é que as pessoas podem mudar e chegar àquela situação. Uma boa história, a destes dois, bem escrita e interpretada. Muito boa mesmo.
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Curiosa e estranha é a relação de Adelaide e Gastão. O que é aquilo??! Infelizmente, não é nada que não aconteça aí por muitos lares mas, a "frontalidade" de Adelaide e a forma como está sempre a destilar veneno e a provocar o marido e aqueles que a rodeiam... é demasiado familiar para gostar de ver. Uma história muito, muito bem conseguida! É claro que, continua-se a perpectuar a "velha máxima" que as pessoas que têm dinheiro são infelicíssimas e vivem trágicos dramas, enquanto que as pobres (como as do mercado) não têm dinheiro, mas são felizes e, no geral, honestíssimas! O pobre é honesto e o rico ladrão. Bem, se calhar tem o seu fundamento ;-)
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Nota mais para o negativo para Joana Seixas (Rita) que, tendo uma personagem um tanto apagada, consegue ser um pouco igual ao que sempre é e não convence quase nada na "conversão" de economista da Bolsa de valores para agricultora de azeite. Carlos Vieira (Ricardo), também não convence. Muita dessa culpa é daquele cabelo exagerado, que reforça a falta de geito com a personagem e a rigidez da interpretação, só por isso, uns 50%.
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A novela aborda ainda uns temas interessantes de forma muito actual: a deliquência infantil, as relações extra-conjugais e a forma como são aceites pela sociedade com naturalidade(Jaime conhece o marido de Adelaide em casa do casal e, no final do jantar, deixa-o plantado à mesa e vai com Adelaide para um motel para dormir com ela. No dia seguinte, beijam-se no local de trabalho dele, em frente aos amigos da família dela e do marido). A novela é interessante, até mais por estas histórias secundárias do que pela principal. A personagem de "João" é apagadinha e sem sal. Nem mesmo a revolta que devia expressar diante do julgamento do assassino da irmã o fez perder as estribeiras como gostaria de ver. Não está muito bem conseguida.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Laços de Sangue - Diana



Já começo a ter pena da pobre Diana na novela "Laços de Sangue". Ter de gerir três amantes ao mesmo tempo e ainda lhe aparece outro! Com tanto assédio, não admira que a rapariga precise de ir eliminando alguns pelo caminho... matando-os!

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Horários de Novelas SIC-TVI

Ontem mencionei que "Espírito Indomável" estava a passar ás 19.30h, seguida do telejornal. Não disse que voltava a passar depois da nova novela, no seu horário habitual das 21.30h. Ou seja: era repartida em partes. Há uns dias mencionei que a nova novela da SIC "Escrito nas Estrelas" estava a passar de noite e que, sendo assim, iria vê-la. Bem, alguém deve andar muito sintonizado com este blogue, pois foi só mencionar que no dia a seguir mudaram tudo!

Ás 19.30h de hoje a novela "Espírito Indomável" já não passou. A seguir ao telejornal deu a nova novela e, por volta das 22.30, começou então Espírito Indomável. Na SIC, no dia a seguir a aqui ter escrito que gostava de ter a novela da tarde a passar também à noite, preferindo esse horário, no dia a seguir deixaram de emiti-la no horário nocturno. Coincidência? Provavelmente... mas duas vezes seguidas? Só não acerto no primeiro prémio do euromilhões :)

Bom, estas novas mudanças horárias vieram a facilitar acompanhar "Laços de Sangue" porque, quando a nova da TVI vai para o ar, a da SIC também começa e assim posso vê-la sem grandes preocupações. Depois segue-se Espírito Indomável e, de volta à SIC, um pouco de Passione. A baixa foi "Escrito nas Estrelas" que, de tarde, começa tão cedo que é impossível acompanhar. Vão mudar-lhe o horário? 19.00h ou mesmo 19.15h parece-me bem... 'Bora a mudar?

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Novelas SIC e TVI

Espírito Indomável V Laços de Sangue


Estou a ver ambas as novelas, com a atenção possível nos dias que correm. (Com a internet e o computador a trabalhar em simultaneo... )
Antes de mais, o título não visa traçar um perfil onde uma novela sai triunfante perante outra. Tratam-se apenas de opiniões, reparos, impressões, leves e descompremetidas (como habitualmente).


Uma coisa que repAlinhar à esquerdaarei: em ambas as novelas existe um café mas... só numa delas se sabe tirar um café. Sabem qual é? Bem, adivinhem! Dêm palpites. Só dou a seguinte "pista", que é de onde tirei esta impressão. Numa novela a pessoa atrás do balcão simula os gestos habituais (até bater com o manípulo para remover a borra) e entrega o café ao cliente com a rapidez e normalmente, com prato e chávena ao mesmo tempo. Na outra novela, a pessoa atrás do balcão faz tudo em câmara lenta, não se vê ou escuta os sons e movimentos habituais e o café chega ao cliente às prestações: primeiro o prato, depois a chávena, seguido do pacote de açucar e depois a colher. (Lembrei de uma pista valiosa: um dos cafés é em Lisboa, o outro no Alentejo, ah,ah,ah!).


Seja qual forem as preferências, acho que ambas as novelas provam que se sabe fazer comédia em Portugal. Drama também, mas é na comédia que as novelas estão de se tirar o chapéu. Em Laços de Sangue, Geraldina e o seu marido são uma delícia. Boas frases, bons diálogos, boas tiradas. Em Espírito Indomável, Susana, sempre Susana... que tem a quem sair, como o comprovam as loucuras de Rogério e Mimi.
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Mas tenho de dizer que acho ser Espírito Indomável aquela que melhor sabe prender o público e manter o interesse. Ainda mais porque já vai a meio, são já muitos meses de exibição. E mantém-se. Laços de Sangue começou muito bem e forte, acho que, na primeira semana, foi uma verdadeira ameaça, mas depois perdeu um tanto o interesse. Aponto já uma série de coisas que não achei bem. Dei por mim o tempo todo a comentar internamente a reacção das personagens à morte de Inês (em fase final de gravidez e assassinada na casa da família com um tiro). Faltou ali muita coisa. Mais dor, mais veracidade nas lágrimas, mais maquilhagem vermelha nos olhos :) Mas esse nem é o detalhe mais importante. É no texto e nas atitudes das personagens que faltou o mais importante. Estava tudo muito conformado. Depois morre outra pessoa na família, o pilar, o avô, e a coisa repete-se. Ninguém exasperado, revoltado, a gritar ou a partir alguma coisa. Ninguém a temer que a morte chegue em três, nada de... mais realista. Há ali falhas que passam menos depercebidas. Não ajuda não acreditar no amor dos protagonistas. Sei que se esforçaram, porque ouvi-os dizê-lo nas entrevistas mas, Diogo Morgado e Diana Chaves... não acho que resulte. Ali também faltou BRILHO no olhar. Ao menos de início, para convencer o público, já que os dois se conhecem à bastante tempo mas o público não. Acreditei muito mais em Diana Chaves como lésbica e apaixonada pela actriz que agora entra nesta novela a fazer de manipuladora. (não lembro o nome da personagem mas é a rapariga que vive com dois rapazes na mesma casa, namora ambos ao mesmo tempo sem que um saiba do outro, é mentirosa compulsiva e não se fixa em nenhum curso superior que diz estar a tirar na faculdade). Se calhar os dois juntos simplesmente não fazem um par que convença em televisão. Tenho uma teoria: dois bonitinhos nunca resultam muito bem. Nem dois "lourinhos" (ah,ah,ah!). A malévola é morena...

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Laços de Sangue - estreia não desaponta!

Ainda estou a ver mas já tenho sobre o que escrever sobre a estreia da nova novela da SIC "Laços de Sangue". Tinha cá para mim que ia gostar... e até agora, estou a adorar! Assim vale a pena! Duas novelas boas, ao mesmo tempo, em canais diferentes! Viva a produção Nacional. Estamos a crescer... não é ternurento? Finalmente, o bebé está a virar adulto ;)

Sobre a novela começa bem, continua bem, com actuações credíveis, mesmo das duas crianças. Muito boa a passagem do tempo marcada pelo morfing do reflexo do rosto da menina "má" no vidro da camioneta para, 20 anos depois (?) o reflexo no vidro do autocarro... já se viu antes, foi até muito usado (não mais que a passagem de tempo no reflexo do rosto na água, claro) mas este foi tão bem feito! Com aqueles olhões da menina no centro, dá para acreditar que são a mesma pessoa.

Diálogos bons, texto bom, história que prende, credibilidade nas interpretações... ao ver aquela cena do mercado logo me lembrei de Sassaricando. Aquele espalhafato, exagero de adornos e roupas decotadas... que não se vê por aí nas praças portuguesas, mas vá lá... depois fugiram da "Peixarada" para situar a personagem no seu contexto e relaccionamento "familiar". Que tipo de menina finge estar morta para a mãe e irmã e aceita ir viver com uma desconhecida? A história promete! Ainda está a dar, e vou continuar a ver. Diogo Morgado entra em cena.

Estou feliz. Duas boas novelas! O vídeo vai andar ocupado nos próximos meses :)

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