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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Último dia do ano 2012

E vai ser neste blogue que vou fazer referência ao ano que se abandona. Mas pelas novelas. No ar estão muitas que vão transitar para 2013. E tem sido um bom ano noveleiro. "Avenida Brasil", no topo, "Gabriela" a divertir muitos, isto só para mencionar as Brasileiras.

Falando das portuguesas, finalmente conseguimos assistir ao final da saga "Remédio Santo", que nos trouxe um final diferente, três para ser precisa, com a opção sendo do espectador. A substituí-la veio "Louco Amor", uma trama igualmente boa mas que depressa revelou imensas fragilidades, valendo apenas por uma ou duas histórias centrais e sendo fraca e às vezes medíocre e previsível nas restantes histórias e personagens. Naturalmente, a concorrência ganhou com isso, e aos poucos sobressai "Dancin'Days", adaptação portuguesa da história brasileira que "La Braga" protagonizou na década de 70, com Joana Santos no seu papel, numa prestação plástica e sem sabor, mas que de resto é fascinante, com excelentes interpretações, destacando a revelação que tem sido a cada episódio o talento de  Joana Santos (Mariana) e a constatação reforçada de outros, como de Pedro Diogo (Cristóvão), João Ricardo (Hernani), Cristina Homem de Melo (Teresa), Igor Sampaio (Alberto Galvão), Guilherme Filipe (Urbano), Miguel Costa (Ivo), Custódia Galego (Áurea), entre muitos outros. 

Sem grandes hipóteses deste ano levar pela 3ª vez consecutiva um Emmy, as novelas portuguesas concorreram ao certame e perderam, pasme-se, para o remake da novela brasileira "O Astro". A meu ver, os juízes não estiveram para ver horas infindáveis de novela, (deviam levar isto em consideração quando submetem obras muito esticadas ao prémio) e preferiram a curta "O Astro". São um total de 64 capítulos contra, a exemplo, os 368 episódios de Remédio Santo! Mas como também se comprovou ao ser exibida na SIC este ano, este remake teve excelentes interpretações de alguns actores veteranos, como é o caso de Regina Duarte, mas de pouco valeu em termos de qualidade na história.

E fiquemos por aqui em termos de novelas.
Algumas vão continuar connosco em 2013, outras deixam-nos em 2012.
Não importa realmente, porque são obras intemporais, que continuarão a ser vistas pelas gerações futuras.

Ah! Já me esquecia... e tenham um ano de merda, gente!


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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Astro despede-se


A novela "O Astro" vai terminar esta sexta-feira e foi a novela (?) mais rápida de sempre.

Estreou dia 2 de Julho e em pleno Setembro 21 chega ao fim. Para quem acabou de sair da ressaca de uma novela com a duração de um ano e meio (Remédio Santo) isto parece inacreditável!

Infelizmente a novela é curta, mas nem por isso dispensou momentos de "barriga" ou muitas cenas do tipo "já vi isto antes e demasiadas vezes". Numa história narrada num registo que já ganhou a designação "à lá Globo", inovação não existiu muita. Uma novela com bangue-bangue, romance, magia e intriga. Mas muito fraquita.

Os Remakes têm destas coisas: são histórias velhas. Inovadoras no seu tempo mas repetidas e copiadas até a exaustão desde então. Apresentadas na mesma fórmula (direcção, edição, representação, ritmo) vira receita de bolo chinfrim.

Adeus "O Astro"!

Mesmo sobre estes reparos pareceu ser uma novela agradável de se ver, com uma prestação digna de um
troféu por parte de Regina Duarte. O tomate podre terá de ir para Carolina Ferraz :)
.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Remakes a MAIS!

Como se já não bastassem "O Astro" e "Dancin Days", a SIC vai emitir o remake de "Gabriela", outra novela da Globo que fez sucesso nos anos 70.


Falo por mim mas não sinto grande apelo por esta "Gabriela" nem por remakes no geral. Não que não goste da ideia, porque gosto sempre desde que me mostrem um produto bem feito, convincente e cuja história me agarre, porque não basta "acenar" com um nome sonante de um sucesso passado para servir de atractivo. E a meu ver, o recurso aos "engarrafados" já começa a cansar. Três de uma vez?? O que mais prezo nisto de fazer novelas é a criatividade e quando se cruzam os braços e aceita-se copiar, bem ou mal, algo que já está estruturado num guião, tratam-se de facilistismos que podem prejudicar o resultado. Bem sei que tudo é "copiado", ou melhor, re-inventado vezes sem conta, mas existe uma diferença entre fazer a 199ª versão de "Romeu e Julieta" e fazer um "remake de..." e essa pode ser  o comprometer da componente artística, criativa, a visão. 

A busca pelas audiências junto com a suposta poupança devido à crise que não surgiu hoje, convém frisar, conduzem a produção noveleira por estes caminhos regressivos, tentando lhes dar um ar "fresco", mas, até agora, ainda não vi um remake de novela que conseguisse superar os encantos do original ou não falhar gravemente em certos temas. Não por lhes faltar conteúdo, história ou outros atractivos, mas porque os "encantos" não são fáceis de copiar. Aliás, nunca se copiam ou se reproduzem. E por isso tantas vezes um remake fica "aquém".  


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sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Astro (remake)


Estreou na SIC faz pouco tempo esta que é outra novela remake da Globo. Estrelada por vários actores conhecidos, "O Astro" é agradável de ver. Pelo que li, no  Brasil não foi lá muito bem recebida mas também desconheço as expectativas geradas em torno da mesma ou o horário em que vai para o ar. 

Sem ter sido muito publicitada, como já há muito acontece, a novela da Globo estreou para o horário das 22.30, logo após a «portuguesa» "Dancin´Days", que também tem o dedo da Globo. Com uma linguagem que, de algum modo, é mais acessível para o povo português que outras novelas brasileiras mais recentes, é bom voltar a ver o talento de actores como Regina Duarte, que faz de esposa de Daniel Filho, Rosamaria Murtinho e muitos outros bem estabelecidos actores, desde os mais novos aos veteranos. 

No episódio de estreia achei que certos factos não foram bem explicados. Viu-se Herculano (Rodrigo Lombardi) correr de uma multidão enraivecida sem se perceber muito bem qual a real contribuição de Neco (Humberto Martins) para esse desfecho trágico que, inclusive, o leva a anos na prisão. A mudança que este sofre enquanto enclausurado e a aprendizagem que supostamente adquire, não é bem explorada e Francisco Cuoco aparece mesmo só para dar um ar de sua graça, já que foi ele que interpretou o protagonista na versão de 77. De resto, todas as cenas de magia estão ali a encher, sem terem realmente um protagonismo que por si só seria capaz de prender o interesse do público. Outra situação que não ficou bem clara para mim, é entender os problemas na relação de Márcio (Thiago Fragoso) com o pai (Daniel Filho) e as queixas de Clô (Regina Duarte) sobre o marido. Ele não parece nem metade do homem mau com que é descrito. 

Outra coisa menos boa da novela é a total falta de CUMPLICIDADE entre o casal romântico Carolina Ferraz e Rodrigo Lombardi. Qual atracção fatal e paixão avassaladora qual quê! Nada. Absolutamente nada. E nem bem representado está. Quando aqueles dois se juntam, não é credível que exista qualquer atracção. E as cenas de sexo selvagem? Orquestradas para a câmara, um tédio para o espectador, uma anedota. Um estilo que já me faz rir e depois mudar de canal. Estes dois como casal não têm nenhuma química juntos.

E depois existe ainda outro fenómeno difícil de relegar para segundo plano quando se assiste a esta novela: as plásticas. As intervenções nos rostos dos protagonistas quase são protagonistas por si próprias. Não falo só de Regina Duarte que, para mim fez tudo bem feito, pois mantém alguma credibilidade, com as sobrancelhas a mexer para cima e para baixo e as expressões dos músculos da face preservadas. As intervenções estéticas observam-se em qualquer rosto ali, feminino ou masculino, desde os muito veteranos aos mais jovens como o de Fernanda Rodrigues (para quem não se lembra fez o papel de filha caçula de Reginaldo Faria na novela Vamp) ou o da já não tão jovem Carolina Ferraz (Amanda), cuja testa é totalmente inexpressiva, pois ali não brota nem um esboço de uma ruga, por mais que a personagem sofra e chore. 
Embora adore admirar a beleza etérea de Selma Egrey (mãe de Alinne Morais na novela), a verdade é que todos e todas parecem ter escorregado algures e caído num frasco de fermol. Uns ficaram mais bem preservados, outros não. 
Poucas excepções têm a coragem de deixar ficar algumas das rugas... 

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