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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os três finais de REMÉDIO SANTO


A TVI colocou online os três finais gravados para a novela "Remédio Santo".
A meu ver desde o início a preferência do autor recaia para que as três irmãs Marias fossem as assassinas. Agora que vi este final, fiquei mais convicta que esta era a intenção original.



Nas versões alternativas para o final, esta das três Marias é a única que explica bem e com total coerência a sequência narrativa de todas as histórias e mortes. As cartas deixadas pela «morte», coisa que não convenceu no final de "Evangelina", batem muito certo com este final. O facto do "filho do Diabo" aceitar tão bem viver na casa das três irmãs e ter-lhes dito que "sabia dos seus segredos", por exemplo. O termos visto Maria Polícia invadir a casa dos Monforte e remexer nuns papéis (afinal foi para falsificar a letra para o bilhete suicida da mãe Monforte) e, claro, só sendo três é que explicaria tão bem a forma como o assassino movia-se rapidamente e sem falhar o seu plano. Explicaria melhor as sabotagens recorrendo a explosivos. Evangelina não entendia nada disso nem de máquinas ou mecânica. Mas MARIA POLÍCIA, com um passado como TERRORISTA que veio a lume aquando se descobriu a sua amizade com Zé Larau, um dos maridos de Hortense, certamente não teria tido nenhuma dificuldade em sabotar o carro da primeira vítima ou armadilhar com explosivos a mota do latinhas, usando um controlo remoto para os detonar. Agora a Evangelina?? Pleeeeease! É preciso ter algum bom e específico conhecimento de explosivos e mecânica -  coisa que EVANGELINA não tinha. 

Também este é o final que faz mais sentido para a morte de Amélia que roubara o livrinho de apontamentos de Maria Polícia e de Clarinha. Com mais credibilidade conseguimos acreditar que Clarinha entraria no quarto das tias e se pusesse a mexer em tudo, pois vimo-la a fazer exactamente isso outras vezes. Imaginá-la a bisbilhotar o quarto das tias é natural, mas o de Evagelina nem por isso. Além de que Evangelina conseguiu guardar debaixo da cama as roupas de stripper, sem alguma vez ser descoberta. Julgo que para um assunto mais sério como o ser assassina esta teria então ainda mais cuidado para ocultar a sua identidade.

Ainda não vi o final em que Sara é a assassina que intuo que também fará mais sentido mas desde já acho que este das três Marias é o mais coerente de todos. Além de que explica comportamentos que as mesmas tiveram na trama que ficam, de outra forma, sem explicação. A seguir decerto seria o de Sara. O de Evagelina seria o último que alguma vez ia escolher. Ela merecia viver finalmente a sua história de amor em paz, criar a sua filha e viver no seu casarão. Ainda por cima ela vira escritora de livros de auto-ajuda e sobrevivência à crise no final em que não é uma assassina. Uma pena mesmo...

PS: Veja aqui os finais:
As TRÊS MARIAS são as assassinas.
Sara é a assassina.
Evangelina é a assassina.

DIVIRTAM-SE!


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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Remédio Santo chega ao fim com escolha de final para o público

A levar em conta a informação no canto superior direito do ecrã da TVI, a telenovela "Remédio Santo"  termina hoje ou amanhã, se o canal considerar que a semana termina ao Sábado.


Uma novidade é introduzida nesta longa trama: o final fica ao encargo do espectador. Não sei até que ponto é que esta inovação será um marco na produção portuguesa de novelas, uma vez que a longevidade e o horário para o qual a novela foi empurrado tornou-a uma espécie de "assombração" na programação. 

Quem ainda assiste a esta novela? Decerto poucas pessoas, os seguidores mais resistentes. 



A novidade introduzida é que calha ao público escolher a identidade do assassino que, ao longo de praticamente um ano e meio, tem somado vítimas. Para o fazer basta votar, através de TELEFONE, em três possíveis candidatos: as irmãs maria, Evangelina e Sara

Com isto verifiquei o pouco entusiasmante que é já saber quais são as possibilidades. Mais nenhum outro pode ser o assassino. A coisa está entre estes três. E pode ser erro mas julgo que a escolha vai recair sobre Sara, caso seja de facto por votos que a decisão é tomada. Sendo o público a escolher, esta é a única personagem que não pertence ao núcleo cómico e as pessoas gostam de quem as faz rir. Sara é dramática, teve comportamentos recrimináveis entre outros tantos admiráveis.

Julgo que o "promo" foi pela primeira vez para o ar apenas na quarta-feira, a três ou quatro dias da emissão do final. Durante a novela surge em rodapé pop-up as três possibilidades, cada qual acompanhada de um número de telefone para o qual se pode ligar. Existe também o sorteio de 10000€, chamarizes que já vêm a ser habituais, mas o que me intrigou foi o dizer "prémio garantido". Será para todas as participações?

Adiante... 
Esperemos que, independentemente sobre quem recai a escolha, esta consiga ser bem justificada. Não há muito que adivinhar: trata-se de uma vingança perpetuada por quem se viu sem nada ou sem um membro familiar, que foi assassinado. Provavelmente esta será o «porquê» que sempre se quer entender. No caso das três irmãs Muleta Negra, nunca existiu uma explicação para a morte da quarta irmã, o que deixa o autor livre para criar um link que justifique a morte de Clarinha e todos os assassinatos. No caso de Evangelina, sozinha no mundo, também não e difícil de compreender que fosse uma assassina, embora sendo ela tão amiga e próxima de alguns membros da família assassinada, isso se tornasse pouco prático. Ainda mais estando grávida do filho de um Monforte. "Sara" supostamente era conhecida na Aldeia do Mundão desde pequena, onde se terá apaixonado por dois rapazes. Conheciam-lhe a família pobre, agora arranjaram-lhe uma irmã... caso seja a assassina aguardo que expliquem bem as suas origens.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quem é o ASSASSINO de Remédio Santo?


A novela da TVI "Remédio Santo" está a aproximar-se do final, após um ano no ar. Por resolver continuam as  misteriosas mortes. Hoje tive um palpite que me parece certeiro (se é que este tipo de escrita permite tal coisa). O assassino é O PADRE VENÂNCIO (Vitor de Sousa).

Não faz muito sentido e faz todo o sentido. Se formos a interpretar a morte do anterior padre como uma forma que este encontrou de ficar com a paróquia (embora tenha demorado mais de 6 meses a lá chegar lool), o padre corresponde também há única descrição conhecida do assassino: os trajes NEGROS.


Por desvendar estão também outros mistérios.
Como morreram os pais da santinha e porque motivo? E os pais de Clarinha e o Presidente da Junta? Como é que estes mistérios estão ligados ao das mortes de todos os outros?

Este tipo de escrita, como referi acima, não é  uma que aprecie muito e julgo já o ter mencionado antes. Não que esteja algo de errado com ela mas simplesmente não acho qualquer piada ao facto de não existirem pistas para o espectador seguir na tentativa de descobrir a identidade do criminoso.  Antigamente nas séries policiais como as do Poirot, Agata Christie, essa possibilidade estava sempre lá. As pistas eram dadas em excesso e todos pareciam suspeitos. Nas novelas a coisa passa-se ao contrário e sempre igual. Pistas não existem nenhumas, assassinos são todos aqueles que depois da cena do crime ir para o ar surgem com comportamentos suspeitos ou misteriosos, como entrar em casa sem acender a luz, pé ante pé, mentir onde foi quando confrontado ou simplesmente fazer uma cara má e misteriosa. É tão impossível seguir as pistas para um assassino de novela e a prová-lo está o autor da obra, que sempre diz que podem ser dois ou três mas que é segredo. Bah! Serei só eu que não vê nisto qualquer pica de entusiasmo?


Não quero que me digam a identidade do culpado, mas quero uma lógica que possa ser seguida ao longo da novela, ainda que disfarçada por acção paralela. Quero pistas e mais pistas, não necessariamente falsas. Quero um mistério com suspense, não um crime que só no último episódio é que, por milagre, se fica a saber tudo! E depois, quando a nossa cabeça começa a juntar as peças todas, começa a sentir discrepâncias mas aí já a novela terminou.


Seja como for, o meu palpite agora é este. Este e o de existir um segundo assassino. Talvez o puto «filho-do-demónio», Zacarias. Que, a julgar por estas fotos, sofrerá uma reconversão bem sucedida e ao invés de passar a andar com um bode preto, troca de animal de estimação e fica com um cão branco.

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Remédio Santo - os elogios em falta

Há muito, muito tempo que estou em falta com os «upgrades» sobre a novela Remédio Santo. Um pouco "maltratada" aquando os três meses de exibição do programa "Casa dos Segredos", teve um período de longa exibição após o término do reality show mas voltou à normalidade com a estreia de "Doce Tentação". Quer dizer... mais ou menos. Ao que parece já não é a primeira novela a ir para o ar, mas a segunda. Uma estratégia bem pensada porque se não quisesse continuar a ver Remédio Santo acho que não colocaria muito os olhos na outra.


Há muito que estou para vir aqui escrever sobre a excelente interpretação que Rodrigo Menezes faz na novela. Desde o início a sua veia cómica destacou a personagem, já de si muito rica e bem conseguida. Mas ultimamente tem andado ainda melhor. E se inicialmente o trio das irmãs Marias parecia-me patético, acho que mais para a frente as três interpretes conseguiram apanhar as personagens. Rejubilo com a prestação de Julie Sergeant, que está delirante nas suas tiradas e tiques. Tanto quanto contracena com a interesseira carpideira Evangelina (Patrícia Tavares) outra bem conseguida interpretação, como quando está com o seu «Zac bebé», as irmãs ou o Naná (Rodrigo Menezes). Estes dois em particular conseguem espremer todo o «sumo» das personagens e deixar o espectador sorver.




Mas há mais casos assim nesta novela. Margarida Marinho sempre tão poderosa surge aqui com uma Violante muito bem conseguida. É sabido que a atriz pediu ao autor para não carregar demasiado a personagem com dramas e cenas e, de facto, não precisa de estar sempre a aparecer para deixar uma forte impressão no ar. A sua personagem tem de falar espanhol e também fazer linguagem gestual. Sofia Alves é outra que está bem numa personagem que facilita por poder ser interpretada quase como uma caricatura mas acaba por ter algo particular.

SOBRE A HISTÓRIA que está cheeeeia de mistérios, ainda há muito a adivinhar. Nomeadamente quem é o assassino(s). Se continuar a morrer gente daqui a pouco renovam o elenco inteiro :) Deixou de se perceber se existiam cartas, pelo que não se sabe se só uma pessoa anda a cometer o crime.

Quanto a outros mistérios, diria que o sr. Presidente da Junta (Sabri Lucas), outra bem conseguida interpretação, é virgem. Para recusar ser íntimo com Amélia (Marta Melro), outra boa interpretação, aliada à sua conhecida fobia por germes e hipocondria, uma pessoa com estes sintomas pode muito bem nem conseguir beijar alguém na boca sem sentir repulsa pelos germes trocados no acto, quanto mais sexo...

A grande surpresa nesta altura da trama é descobrir o alto nível de vilanagem do carácter de Sara, a tão sofrida ex-mulher de Renato que trabalhou toda a vida como empregada doméstica para sustentar o marido e a filha. Também muito bem interpretada por Paula Lobo Antunes. Com esta mudança de carácter pode até ter virado uma potencial assassina.

E o que dizer daquela Maria Polícia (Rita Loureiro)? É um zerinho à esquerda! Uma policial que não vale um tostão furado e que, quando coagida, decide forjar provas para parecer uma grande detective que soluciona o caso dos assassinatos, acusando um morto. Mas o lado cómico desta personagem está na quantidade de vezes em que falha miseravelmente como policial. Na ocasião em que leva o sobrinho ao consultório médico e este passa tão mal que tem de ser levado para o hospital, a policial está tão distraída que nem dá pela agitação e saída dos médicos e do paciente. Noutra situação decide proteger a vida de Renato, acaba por adormecer no sofá sem acordar nem quando chamam por ela. Bem que bandidos podiam entrar e sair que ela não dava por nada.

Existem prestações que não acho por aí além bem conseguidas. Adriano Luz não me convence e é demasiado calado e imóvel perante determinadas acções dramáticas. Pode ser que o guião o dite assim mas se assim é não combina com ele e deviam ajustar ao intérprete. Sílvia Rizzo... como me irrita! Irrita-me a postura de inocente e vítima que ganha na história quando cometeu o maior acto de traição e vilania. Mas enerva-me também a sua prestação porque não lhe reconheço a necessária expressividade. Parece de plástico... uma mulher tão bonita mas que andou ali a fazer algo ao rosto que lhe estragou a boca e a expressão natural que esta teria. Por isso não consigo desviar o olhar dali nem acreditar no seu choro ou ódio. De resto de intervenções plásticas também Adriano Luz acusa algumas e a grande Manuela Maria, que faz de Jacinta.

Pelo meio desta história que tem quase um ano de exibição vou destacar também a inclusão de Joaquim da Garça (David Almeida) que faz o papel de um músico que é anão e vai tocar nos salsifreres das manas Maria, acabando por se apaixonar pela «excelentíssima Dona» Graça Monforte, interpretada por Simone de Oliveira.

MAS... E OS MISTÉRIOS?
Descoberta uma razão para andarem a matar todos com ligações aos Monforte, descobre-se o assassino. Ou talvez não. É que em novelas em que o autor nunca decide quem é o assassino não é possível seguir pistas, porque não as há. E se as inventassem só serviam para confundir e não levar a lado algum. É a única mudança na dramaturgia mundial no que respeita a trillers que lamento. Assim sendo a identidade do assassino tanto pode ser alguém DENTRO da trama, que faz sentido, como alguém fora dela. QUEM É O PAI DE SEBASTIÃO? QUEM FORAM OS PAIS DE CLARINHA E EDGAR? QUEM FOI A ESPOSA DE ZÉ TAVARES? OU OS PAIS DA SANTINHA DA LUZ?

Todos defuntos cujas mortes podem ou não estar relacionadas com as actuais. Mas ao menos um dos mistérios creio que posso disparatar um desfecho: os três potes da viúva Branca (Sofia Alves), que contém as cinzas dos falecidos maridos e que são «mágicas», visto que os ditos-cujos continuam a aparecer para cumprir as suas «performances» matrimoniais. Com quem vão ficar? Bem, temos 3 Marias solitárias atrás de um só Renato que gosta é de notas verdinhas. Além disso deve ser pai de uns 456 miúdos e miúdas, já que troca sémen por dinheiro. Três Marias, três Zés em potes. É só fazer a aritmética.


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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espírito Indomável - episódio de hoje

Continuo a achar, cada vez com mais convicção, que Hugo é o responsável pelos tiros e acidentes quase mortais e mesmo os mortais na novela Espírito Indomável. No episódio de hoje João é baleado. A sorte que normalmente reina nas novelas e filmes, (claro) faz com que o tiro não seja mortal. Vejamos quanto tempo passa para que volte de homem baleado à normalidade.

Digo que o responsável é o Hugo, porque este é o único que encaixa-se no perfil. Mais ninguém, a não ser Cláudia, seria capaz de tamanha barbaridade. Mas esta não ia disparar em joão, mesmo no pico de raiva. Acho eu... ainda não, enquanto ainda achar que tem truques na manga. E depois, estava ali ao lado. Mesmo colocando a hipótese que tenha feito um pacto com Hugo, uma parceria.

tinha lido sobre esta parte do tiro no João numa revista, onde também dizia que Rodrigo, na praça da vila, exibe a Zé um teste de DNA que prova que ela é sua filha. Esta parte é interessante! E volta a dizer que HUGO é o assassino a soldo. Porquê?

Pelo que entendi, Zé e toda a gente vai ficar a saber que ela é filha de Rodrigo. Mas não vão saber que não é de Hermínia. O próprio Rodrigo só deve ter suspeitado após aquela estranho flash-back que teve da conversa com Hermínia nas suas terras. Porquê haveria ele de estar a pensar nisso? Porque as palavras de Hermínia "Fazer mal à Zé é a última coisa que tu queres fazer na vida e ainda vais agradecer-me por isso" deviam fazer sentido para ele? Porque ele andou com ela, obviamente. Se a minha teoria de que João é filho dela estiver certa, complica um pouco as coisas mas não invalida nada. Também podia ser filho de uma conhecida de Hermínia ou, quiça, da mãe desta?? Bem, mas isso já é demasiada especulação. O que interessa é que só uma pessoa sabe que Hermínia não é mãe de Zé: Hugo. Se este ainda não associou a tragédia com a chegada de Zé à sua família então fazê-lo-à agora, ao saber que Rodrigo é pai dela. Será o único a saber que Teresa é a mãe.

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sábado, 3 de julho de 2010

Espírito Indomável - O Assassino é... Hugo!


Cada vez mais acredito ser Hugo o assassino da história da novela "Espírito Indomável". Ontem ficámos a saber o quase óbvio: o irmão assassinado de Rafael estava apaixonado por Zé e ia pedi-la em casamento. Mas morreu mesmo antes do acto!
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Ora pensem lá quem é que ia querer vê-lo morto. Só alguém com muitos ciúmes! É um crime passional.

Actores, personagens & história:

Falta expressividade ao actor que faz de Hugo. Isso prejudica a personagem e faz com que os seus actos de fúria pareçam teatrais. É pena, porque tem um rosto que se prestaria a expressões interessantes, mas é sempre o mesmo. Aquela cabeça sempre baixa também já irrita, pois só reforça a falta de expressividade. Seja a planear conspirar contra Rafael, quer seja outra emoção, o rosto é sempre o mesmo. Está muito cru e devia libertar-se mais.

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Por vezes o actor que faz de Joaquim (António Capelo) parece-me gay. Até o pode ser, ou não, não me interessa. Mas é o que vejo em alguns momentos em que dá vida à personagem.
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Até simpatizo com Ana Padrão, que faz a mãe Beatriz, mas tenho de admitir que não consegue levar a personagem ao nível que ela merece. Há ali algo que por vezes fica aquém. Salva-a o belíssimo texto, as boas falas da personagem que, em alguns momentos, disfarçam a ausência da necessária emoção com que uma mãe deve falar da morte de um filho e o medo que deve transmitir quando sabe que a vida dos outros está em risco. Mesmo que tenha maneiras de "tia"...
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... nossa, como é que aquela mulher desperta mais paixões que Marilyn Monroe??

Esta é a parte da história que custa a acreditar, pois sei que a vida não é assim. Os homens gostam de olhar e ficar é com as boas, não para as disfarçadas de feias. Isso é garantido. Ainda que haja um que saiba olhar duas vezes, existem mil que deixam passar ao lado! Desde que a história começou já são QUATRO os muito apaixonados por ela, que dispensam gajas "boas" como a empregada de João, para se encantarem pela selvagem e exageradamente despenteada Zé. Isso não acontece, acreditem!

.~A realçar pela positiva, uma mão cheia de outras interpretações. Tão cheia, que é difícil chegar a todos! Ambrósio (Adriano Luz), Rogério (José Raposo), Mimi (Luísa Cruz), Susana (Sara Pratas), Cláudia (Sara Barradas) e outros tantos que têm boas personagens e conseguem fazê-las boas como são, e outros que, ainda não tendo muito para mostrar, o fazem bem.


E mais uma vez, BELO TEXTO!!

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