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domingo, 9 de setembro de 2012

Onde já vi isto antes? - as semelhanças entre "Por Amor" e actuais novelas

Um momento de nostalgia que me remeteu para os posts sobre a novela da Globo "Por Amor" (1997) fez-me perceber que esta novela e o actual remake de Dancin Days ou mesmo a portuguesa "Louco Amor" têm muitos temas em comum. Ora vejam:

Homossexualidade no casamento:
Rafael e Virgínia (Por Amor) - Aníbal e Áurea (Dancin Days)

A matriarca autoritária e controladora:
Branca (Por Amor) - Teresa (Dancin Days)

Imaturidade no casamento jovem:
Marcelo e Eduarda (Por Amor) - Gui e Mariana (Dancin Days)

O marido infiel com amantes interesseiras:
Arnaldo (Por Amor) - Francisco Sousa Prado (Dancin Days)

Atracção pelo companheiro da melhor amiga:
Flávia e Atílio (Por Amor) - Gi e Carlos (Louco Amor)

A paixão obsessiva:
Laura (Por Amor) - Patrícia (Louco Amor)

E para matar saudades, aqui fica uma deliciosa cena de "Por Amor" em que as consequências da obsessão doentia de Laura resultam num desfecho que podia ser trágico.  Uma excelente interpretação de Viviane Pasmanter, que  em nada fica a dever à «nossa» ciumenta "Patrícia", tão autenticamente interpretada por Sara Prata na novela portuguesa "Louco Amor" (2012 TVI).


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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A importância de algumas personagens secundárias

"Hurbano" e "Alexandre", duas personagens secundárias na trama de "Dancin Days" são daquelas que merecem uma atenção particular. 

"Hurbano", nutricionista numa clínica, é um homem de meia-idade que fala pouco, não se sabe nada sobre a sua vida pessoal, seus gostos ou preferências e é tão introvertido que mal consegue saudar as pessoas com quem se cruza. E por isso os outros imaginam tudo e mais qualquer coisa sobre o seu temperamento e carácter, tendo até sido considerado suspeito de um crime. Até ao momento em que se declara perdido de amores, ninguém o suspeitava como um ser humano normal, tão emotivo que acaba por se conter para proteger as suas emoções. É sincero e não mente, mas mantêm uma inocência que o torna algo ingénuo para com o interesse do mulherio na sua pessoa.

"Alexandre" aparece pouco em cena, ele faz de arquitecto e é o patrão para o qual Inês farta-se de trabalhar. Ela é de dia, é horas extras, é em casa, é de noite, ela deixa de sair com o namorado e ter fins-de-semana livres para terminar um projecto a tempo e para o ver aprovado pelo cliente. Um dia o namorado surpreende-a com um pedido de casamento no local de trabalho e ela pede-lhe para se ir embora, constrangida com o conflito da situação. O patrão retoma o trabalho como se nada fosse e só então demonstra algum contentamento pela forma como Inês se livra do namorado de anos. Claro está, o noivado é rompido e o patrão começa a perguntar à estagiária se ela quer ir beber um copo com ele. Quando Inês diz claramente que não está à procura de nenhum relacionamento e só quer se dedicar à carreira, o patrão adopta uma postura fria e indiferente. Ela apresenta-lhe um projecto ao qual muito se dedicou, ele nem lhe põe os olhos em cima e diz-lhe que outro empregado o vai finalizar, já que o promoveu ao invés dela. 

Duas PEQUENAS personagens, muito que se lhes diga... 

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Astro (remake)


Estreou na SIC faz pouco tempo esta que é outra novela remake da Globo. Estrelada por vários actores conhecidos, "O Astro" é agradável de ver. Pelo que li, no  Brasil não foi lá muito bem recebida mas também desconheço as expectativas geradas em torno da mesma ou o horário em que vai para o ar. 

Sem ter sido muito publicitada, como já há muito acontece, a novela da Globo estreou para o horário das 22.30, logo após a «portuguesa» "Dancin´Days", que também tem o dedo da Globo. Com uma linguagem que, de algum modo, é mais acessível para o povo português que outras novelas brasileiras mais recentes, é bom voltar a ver o talento de actores como Regina Duarte, que faz de esposa de Daniel Filho, Rosamaria Murtinho e muitos outros bem estabelecidos actores, desde os mais novos aos veteranos. 

No episódio de estreia achei que certos factos não foram bem explicados. Viu-se Herculano (Rodrigo Lombardi) correr de uma multidão enraivecida sem se perceber muito bem qual a real contribuição de Neco (Humberto Martins) para esse desfecho trágico que, inclusive, o leva a anos na prisão. A mudança que este sofre enquanto enclausurado e a aprendizagem que supostamente adquire, não é bem explorada e Francisco Cuoco aparece mesmo só para dar um ar de sua graça, já que foi ele que interpretou o protagonista na versão de 77. De resto, todas as cenas de magia estão ali a encher, sem terem realmente um protagonismo que por si só seria capaz de prender o interesse do público. Outra situação que não ficou bem clara para mim, é entender os problemas na relação de Márcio (Thiago Fragoso) com o pai (Daniel Filho) e as queixas de Clô (Regina Duarte) sobre o marido. Ele não parece nem metade do homem mau com que é descrito. 

Outra coisa menos boa da novela é a total falta de CUMPLICIDADE entre o casal romântico Carolina Ferraz e Rodrigo Lombardi. Qual atracção fatal e paixão avassaladora qual quê! Nada. Absolutamente nada. E nem bem representado está. Quando aqueles dois se juntam, não é credível que exista qualquer atracção. E as cenas de sexo selvagem? Orquestradas para a câmara, um tédio para o espectador, uma anedota. Um estilo que já me faz rir e depois mudar de canal. Estes dois como casal não têm nenhuma química juntos.

E depois existe ainda outro fenómeno difícil de relegar para segundo plano quando se assiste a esta novela: as plásticas. As intervenções nos rostos dos protagonistas quase são protagonistas por si próprias. Não falo só de Regina Duarte que, para mim fez tudo bem feito, pois mantém alguma credibilidade, com as sobrancelhas a mexer para cima e para baixo e as expressões dos músculos da face preservadas. As intervenções estéticas observam-se em qualquer rosto ali, feminino ou masculino, desde os muito veteranos aos mais jovens como o de Fernanda Rodrigues (para quem não se lembra fez o papel de filha caçula de Reginaldo Faria na novela Vamp) ou o da já não tão jovem Carolina Ferraz (Amanda), cuja testa é totalmente inexpressiva, pois ali não brota nem um esboço de uma ruga, por mais que a personagem sofra e chore. 
Embora adore admirar a beleza etérea de Selma Egrey (mãe de Alinne Morais na novela), a verdade é que todos e todas parecem ter escorregado algures e caído num frasco de fermol. Uns ficaram mais bem preservados, outros não. 
Poucas excepções têm a coragem de deixar ficar algumas das rugas... 

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dancin ' Days portuguesa - melhores personagens (so far...)

Após um longo período em que se deu mais importância a histórias rurais e a realidades mais afastadas daquelas que correspondem à maioria da vida das pessoas actualmente, heis que surgem 2 novelas nacionais com trama contemporâneaDancin'Days (SIC) e Louco Amor (TVI) podem ter títulos de anteriores telenovelas brasileiras de sucesso feitas nos anos 80, mas nada têm de desactuais. 

Em Dancin'Days o que mais me impressiona em toda a trama é a forma ampla de abordar as diferentes realidades dos relacionamentos entre homem e mulher, desde os casados aos divorciados até os casais que se namoram, ou aqueles que andam no mercado em busca de namorar.   

Teresa Sousa Prado
Temos Teresa Sousa Prado (Cristina Homem de Melo), talvez a minha personagem feminina favorita  até ao momento, esposa de Francisco (Júlio César). Teresa tem a postura típica das mulheres bem criadas sob um conjunto de valores tradicionais dentro do seio de uma família de posses. Ela não tem profissão nem ocupação que não seja cuidar da casa e da família e talvez por ter tanto tempo livre, acaba por meter-se demasiado nas decisões de vida dos dois filhos adultos, Duarte, o diplomata que quer ser artista e Guilherme, que faz faculdade de Direito mas não sabe se é isso que quer. Teresa sente-se só e acaba por não ser valorizada, nem pelos filhos nem pelo marido, o qual quase nunca vê, pois este está sempre ocupado profissionalmente ou sempre de saída para o trabalho. Francisco trabalha no ministério Público, como juiz, parece-me. Ao final do dia Teresa também não vê muito o marido, sendo frequente este passar noites sem ir dormir a casa, por se encontrar "a trabalhar no escritório". De manhã, sozinha ou brevemente acompanhada à mesa do pequeno almoço, Teresa toma o seu comprimido para a tensão, enquanto vê os filhos irem às suas vidas sem terem também muito tempo para lhe dispensar mais atenção e sem demonstrarem muita paciência para as perguntas invasivas da mãe. E como nem tudo o que parece é, aquilo que Teresa dá como certo, está em risco de perder: a sua casa. Sem sequer sonhar, o marido deve muito dinheiro ao fisco e corre o risco de ter os seus bens apreendidos. A falta de dinheiro e a grave situação financeira é algo que Teresa desconhece. A sua maior felicidade é a casa onde habita com a família, o seu porto seguro, casa que herdou do pai e que tem estado há gerações na família.
Francisco Sousa Prado
Francisco não é um esposo fiel, como já deu para perceber e acaba por embeiçar-se por uma jovem, acabando por lhe dar presentes caros e por lhe prometer ajudar a realizar os seus sonhos para obter os seus favores sexuais. Na cobardia que caracteriza este comportamento típico do género masculino, ele mente constantemente e oculta a vida dupla e a situação de emergência económica em que colocou a família. Francisco também parece pouco habilitado de capacidades para dar a volta à situação. A catástrofe está eminente... Porém, como pai, Francisco não fracassa como acontece como chefe de família e esposo. Ele escuta os filhos e tenta perceber se estes estão felizes com as escolhas de rumo de vida que fazem, disponibilizando-se para os ajudar, mas não desonestamente, como se verificou quando o filho mais novo pede-lhe para meter uma palavrinha a um professor da faculdade por causa de um fraco desempenho seu num exame.  

Num outro extremo temos a família Galvão, outra com origens na tradição de um nome e no dinheiro. Encabeçada (mas só aparentemente) pelo patriarca Alberto Galvão (Igor Sampaio), esposo de Ester (Margarida Carpinteiro), Alberto é a minha personagem masculina predilecta com uma interpretação que considero perfeita.


Aqui o dinheiro já desapareceu faz muito tempo. A família vive enterrada em dívidas que o próprio Alberto contrai, a um ritmo quase diário, tanto em negócios falhados nos quais sempre se mete, como no jogo ou em compras supérfluas como um televisor plasma. Mesmo não tendo dinheiro para pagar a conta da água, a luz, o gás, mesmo sobrecarregando a filha que se mata a trabalhar e a pedir ajuda a todos para conseguir dinheiro para manter o pouco que ainda têm  - a casa onde vivem, ainda assim Alberto não é capaz de mudar de postura. Ele é um sonhador, que ainda se vê sem dificuldades financeiras e acredita mesmo que um dia vai criar algo no mercado que vai ser um tremendo sucesso e lhe vai dar prestígio e uma enorme riqueza. Mas enquanto o tenta sem contenções, vai submetendo a família a muita pressão e preocupações. 
Carminho
Carminho (Joana Seixas), a filha solteira, toma as rédeas e as responsabilidades para si e com isso o sonho de casar, ter casa e construir uma vida independente é adiada há anos. A família Galvão tem muitos problemas mas salta à vista que ninguém é individualista e ali todos dão apoio uns aos outros. Até a empregada Amélia (Catarina Avelar), que não perde uma oportunidade de dizer na cara do patrão e diante de quem estiver a escutar que este não lhe paga salário faz meses e fracassa em todos os negócios em que se mete, acaba por disponibilizar as suas economias para pagar uma das suas dívidas. Mas pelos vistos o afecto fala mais alto e isso é o denominador comum deste núcleo familiar, que é ainda composto por uma outra filha do casal, Áurea (Custódia Galego), casada com Aníbal  (Vitor Norte), mãe de dois filhos: Inês (Maya Booth), uma jovem  licenciada que vive para o trabalho num atelier de arquitectura com vista a construir uma sólida carreira e mal tem tempo para o noivo e Bruno (Diogo Carmona), de 12 anos. A juntar a todos estes vivem ainda debaixo do mesmo tecto Paulo (Henrique Gil), neto da empregada Amélia e Vera (Vitoria Dias), filha de uma prima de Alberto, que ficou órfã aos seis anos e foi acolhida pelo casal. Ao todo são 10 bocas para sustentar, ás quais se vai juntar a protagonista, Júlia Matos (Joana Santos), cujo dinheiro da renda de um quarto vai permitir à família subsistir. 

Áurea
E assim foquei detalhadamente as minhas duas personagens favoritas até ao momento, por toda a complexidade que as suas escolhas e relações como casal e a família se desenrolam em aparências, mentiras e dificuldades. Mas mais há para falar, como por exemplo Hernani Peixoto (João Ricardo), que vive a querer se aproximar da ex-mulher, que o apanhou em flagrante adultério dentro da própria casa e ainda é censurada por alguns por ter pedido o divórcio, ao invés de aguentar calada as traições. Hernani quer a esposa de volta não para deixar de ser boémio e vigarista, mas para ter uma empregada em casa e uma mulher fixa na cama. Ainda está por descobrir se lhe tem afecto genuíno. Outra coisa que está por descobrir é o que está mal na relação de Áurea e Aníbal. Os dois vivem frustrados e em constante picardia. Sabe-se que mais para a frente vai-se descobrir que Aníbal é, na verdade, um homossexual não assumido e Áurea também tem os seus problemas... Uma realidade que acontece para além das paredes de alguns lares, e que continua a fazer os seus estragos. 


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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Remédio Santo EXPLODE em talento


Tenho que elogiar o enredo desta novela. "Remédio Santo" surpreende, dia após dia e o mérito, embora o atribuamos mais facilmente às boas prestações dos actores, é, acima de tudo, do autor, o primeiro a criar as situações na sua mente. Depois surge o realizador, que escolhe a forma como vemos o que estamos a ver e, acreditem, isto faz diferença (ainda estou traumatizada devido a algumas novelas portuguesas da década de 90- agora falecidas, de planos prolongadamente gerais e de actores estáticos a cuspir diálogo)!
Surge então o talento dos actores - aquilo que é mais visível. Mas há ainda toda uma série de pessoas envolvidas, cuja contribuição é essencial: a cenografia, os figurinos (que não está aqui a 100%) e tanto mais. Novela é, sem quaisquer dúvidas, um trabalho de equipa.


Dito isto tenho de mencionar o núcleo que mais gosto de ver na novela, o qual considero extremamente bem conseguido: A família de Brígida, composta por um filho calão, Renato, a neta Dora, criança em idade escolar que parece sair ao pai nas trafulhices e Sara, a nora, explorada por todos os três. Sara faz todo o trabalho doméstico da casa, passa toda a roupa a ferro, limpa e cuida de levar a filha à escola, mas mal tem tempo para isso, pois trabalha de manhã até de noite como empregada de limpeza em diversas casas e instituições, de modo a ver entrar dinheiro que sustente todos. O marido, Renato, não trabalha e aproveita-se de uma lesão que o deixou coxo para não fazer nenhum. (O dr. House português ;0) Gosta de andar bem vestido de de lançar charme por onde passa, mas a sua missão na vida é dar-se bem, sem ter de trabalhar em troca.

Quando este núcleo entra em cena, é verdadeiramente arrebatador as palavras que saem das bocas das personagens. Não é uma situação que conheça de perto mas sei que esta é a história de muitas famílias, em que uns elementos não trabalham e um outro, normalmente aquele que entra por laços de afinidade, acaba por sustentar todo o peso. A forma impressionante como as personagens argumentam entre si surpreende-me, pois conseguem todas apresentar argumentos de peso, mesmo sem uma razão moral. É impressionante!

Depois temos tantas outras personagens interessantes. A Viúva Branca, vivida por Sofia Alves, é uma personagem de carácter forte e bem definido, o que provoca admiração no espectador. Cortou relações com a família Monforte, mas só com aqueles que se mostram interesseiros. O seu barómetro moral parece funcionar muito bem e rodeia-se apenas das pessoas que lhe querem bem, conseguindo perceber quem se aproxima com outros interesses. Dei por mim a pensar de onde é que um actor consegue tirar inspiração para criar uma personagem que diz de boca aberta que a mãe é o Diabo e que separa tão bem as águas, cortando relações com aqueles que lhe fazem mal, mas são família. De repente lembrei de ter lido na imprensa que a actriz viveu uma situação semelhante na vida real e aí comecei a achar que, infelizmente, não teve de ir muito longe das suas próprias emoções e traumas de vida para "encontrar" a Viúva Branca. Agora o mistério: afinal, o que tem Hortense por debaixo daquela gabardine? A única coisa que conheço capaz de levar um homem a fugir a correr é uma mulher ter um pénis!

Como dizia outra viúva de sucesso: Mistéeeeerio!!!


Outras personage
ns, das mais centrais às mais secundárias, são muito interessantes. Violante está muito bem conseguida por Margarida Martinho. Outra coisa não seria de esperar e a actriz não desilude. O filho, Miguel, além de sexy é um rapaz maravilha, cuja surdez não o impede de compor música ao piano. Um prodígio! Nazaré era a minha personagem mais detestável. Para mim, era a pior pessoa, revoltada e amarga, sempre a destilar veneno naqueles que não lhe fizeram mal nenhum. Uma incansável invejosa! Horrível! Mas morreu misteriosamente... assassinada a tiro.

Helena, também filha de Violante, é a vilã da história. Para mim não passa de uma stocker, uma obcecada e doente. Normalmente é o tipo de doença que afecta mais o género masculino que o feminino e é muito letal! Pessoas com a doença neurótica de Helena fazem de tudo, mesmo tudo, para atingir o objectivo. Não vivem para outra coisa. O que não me parece que vá acontecer na novela, mas acontece na vida real é que, quando este tipo de pessoa sente que está a perder, deixa de desejar alguém a todo o custo para passar à vingança a todo o custo. E planeia atrocidades, que acabam muitas vezes na morte... É a verdade.

Como se percebe, nesta novela não faltam histórias com interesse. E muitos mistérios por desvendar!

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domingo, 24 de maio de 2009

Observações com Humor

Cada vez que vejo certos núcleos nas novelas, fico com a mesma sensação. Podem passar-se meses e achar que já não vou achar o mesmo mas... pimba! Lá está tudo novamente. Por exemplo: em "Caminho das Índias", acho uma palhaçada tantos pinotes indianos. Na novela, os indianos só sabem andar aos pulos com cara de parvos. Ora festejam isto, ou aquilo... tenho a sensação que se um dia for à Índia e não os encontrar envoltos em tecidos de muitas cores, a ameaçar morrer no Ganges e de braços no ar aos pulinhos, não é a Índia... estão sempre a dançar aquela música que parece dizer com pronúncia inglesa: "nagina, nagina, nagina, vagi...".
Em "O Cravo e a Rosa" a expressão parva de "Bianca" continua a atingir aquele nervo. Acho a personagem idiota. No início irritava-me estar sempre a ouvir a sua respiração a cada palavra que dizia. Agora os suspiros não são mais ruídosos (como um ronco) mas aquela boca aberta enquanto a personagem pensa... é demais! Não gosto!
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Mas como é tudo humor, vamos lá dançar:
"Na gina, Na gina, Na gina, vagi..."

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desculpem qualquer coisinha...

Muitas vezes demostro aqui no blog a opinião que tenho das interpretações dos artistas. Eles estão assim sobre o jugo de todos aqueles que os vêm e se submetem (assim é a profissão) à apreciação alheia e a todas as coisas que tal acarreta.
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Se tenho decidido não andar em rodeios e ser genuina nas apreciações, não me sentiria bem se não salientasse um aspecto que sempre me ocorre.
.f
Quando escrevo que "Patrícia Pillar" está excelente e "Claúdia Raia" não tem muito talento, não posso de maneira alguma estar a projectar estas coisas positivas e negativas para as pessoas em si. Primeiro que tudo, é obvio que não as conheço de lugar nenhum . Não sei como são -só sei o que são a fazer as suas personagens.
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São estas as avaliadas, e com elas, de facto, aqueles que lhes dão vida. Pode parecer difícil desassociar uma coisa da outra. Mas não são poucas as vezes que fico a imaginar como é o carácter das pessoas na vida real... se aquele ator cujo talento tanto admiro, é uma boa pessoa, etc. Muitas vezes imagino que não são nada do que se vê, em termos de linguagem corporal, expressões, firmeza, etc. Outras, acho que são exactamente o que retratam e mil vezes pior... pura intuição.
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A beleza deste universo, é mesmo esse. Vemos sem ver, gostamos sem saber. Não é por isso difícil, separar uma coisa da outra.

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