Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um rapto na Novela

Era bom que assim fosse!

Na novela Remédio Santo, Sara rapta a filha à porta da escola, usando clorofórmio para a entorpecer e foge rumo à fronteira no carro roubado à patroa Violante.

Horas ou minutos mais tarde, a patroa dá conta do roubo e telefona à polícia para o participar.
Depois Celso, pai da menina, recebe um telefonema da ESCOLA a perguntar pelo PARADEIRO da filha, que tinha sido vista à porta da escola a falar com a mãe, junto a um carro.

CELSO telefona para a polícia e faz de imediato uma participação de rapto. Ninguém viu que a menina partiu com a mãe, muito menos percebeu a forma como isso aconteceu.

Não faço  ideia como se participa um rapto ou como é a acção da POLÍCIA, mas DUVIDO MUITO, ainda mais neste país burocrático e tecnologicamente atrasado, que a coisa possa passar-se COMO NA NOVELA. Aqui se seguem as dúvidas:

A polícia aceita POR TELEFONE sem documentos ou testemunhas uma participação de rapto?
A polícia faz bloqueios na estrada antecipando-se em distância à fugitiva?
A polícia apenas com uma participação por telefone (vamos supor que entretanto Celso passou por uma esquadra) manda imprimir as fotografias das pessoas desaparecidas?
A  polícia avista um carro que fica parado à distância na estrada e não acha suspeito ao ponto de averiguar?
A polícia algema Sara depois de a apanhar a tentar atravessar a fronteira e quando chega outro veículo, continua a algemar sem alertar a pessoa para se afastar? (Podia ser um agressor)
A polícia deixa que Celso, que é quem chega de carro, corra em  direcção à filha e a agarre sem provar a sua      identidade?

Ou seja: a história é toda muito bonita e nós gostamos de ver coisas que funcionam tão bem, mas é pouco autêntica. Tomara que não fosse! Tomara que qualquer criança raptada pudesse ser socorrida com esta eficácia. Tomara... que a polícia se antecipasse na fronteira, que a participação fosse rápida, que chegar à fronteira não fosse fácil de acontecer antes mesmo de se dar conta de um desaparecimento.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Apagão Analógico - RIP a 12 de Janeiro

Está a aproximar-se o dia em que as EMISSÕES de televisão no formato analógico vão MORRER.
A 12 de Janeiro de 2012, em todo o Portugal Continental, a forma tradicional de assistir televisão DESAPARECE, para sempre. Assim o dita uma norma europeia. E será substituída pela televisão Digital Terrestre (TDT). A mesma coisa, só que mais lucrativa para quem a controla!


Esta substituição do analógico para o digital é inevitável, mas causa alguma estranheza. É como ter de dizer «adeus» ao conforto da «velha lareira», que vai ser substituída por um qualquer aparelho aquecedor eléctrico. E será que gera uma onda de calor equiparável ao de uma lareira?



O apagão analógico dita o fim da televisão que crescemos a ver. As próximas gerações, e mesmo estas, não imaginam a simplicidade de ver televisão com uma antena no telhado para receber o sinal de ondas hertezianas do emissor e um televisor para as exibir. Falta-lhes a "parnafenalha" toda que entretanto se associou ao hábito. E a evolução para o digital está a eliminar o equipamento analógico. Mesmo não existindo playstations, X-box ou Wiis nos anos 80, surgiram os Atari, os Timex, os Spectrum e outros computadores de ligar à televisão, cujos jogos eram carregados via analógica através de uma cassete normal (agora extintas). Estava-se já a evoluir da «lareira» para o «aquecedor eléctrico».

E o «aquecedor eléctrico» implica outros cuidados, requer o consumo de mais energia, dura menos, necessita de ser substituído com maior regularidade, precisa de upgrades e manutenção, é um investimento contínuo e mais dispendioso que a «lareira», que para funcionar só precisa de uns troncos de madeira.

Bom, brincadeiras à parte, a televisão analógica serviu muito bem os lares Portugueses e o seu desaparecimento merece uma referência. Tem de se aceitar o progresso e as coisas «boas» que o digital pode proporcionar, mas como suporte de registo é algo em que não confio. Não parece que seja tão vantajoso quanto a película magnética, essa invenção «analógica» fantástica, que nos permite 120 anos volvidos, ainda ver os primeiros filmes dos irmãos Lumière (1895), ou as primeiras animações (ler link). A película magnética é recuperável, se danificada numa secção, salvam-se as outras e é um processo mais envolvente, mais emotivo. E rápido! O digital... ?? Um erro apaga tudo, um azar, apaga tudo, um risco, apaga tudo, um abanão, destrói tudo...
Mas vamos a ver! Há que ter fé e acreditar que se evolui também para coisas boas, que superam eventuais perdas. Uma CERTEZA porém o DIGITAL nos traz: é excelente para «extorquir» milhares de euros extra aos cidadãos, que têm de pagar um equipamento descodificador, uma box, canais de televisão em sinal fechado e sei lá mais o quê... Um crescendo de zumbidos electricos pela casa lol!

Este AUMENTO de aparelhos e caixinhas electrónicas além de produzir mais ruído, também produz mais lixo, o que é mau para o ambiente. Produzem-se milhares de aparelhos de plástico que vão ser constantemente substituídos por outros mais avançados, mais novos, com um design diferente ou características mais específicas às necessidades do utilizador. E, claro, todos estes extras, geram dinheiro, porque custam dinheiro e tudo se paga!

Mas não vou alongar-me nesta «homenagem» de despedida às EMISSÕES ANALÓGICAS.

RIP (rest in peaceTV analógica. Foste a melhor e lamento que vás partir!

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Remédio Santo - o segredo do pavimento

Ah,ah,ah!

Quer dizer que a coveira esconde debaixo da terra os pertences que rouba aos cadáveres!
Por isso vive à janela a gritar aos automobilistas, que não quer que estacionem em cima do pavimento...

Sei que estou em falta nos comentários a esta trama e à que passa na SIC. É aguardar...

Mas vou já expressar o meu palpite para a identidade do Assassino: é a filha da Espanhola

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sábado, 26 de novembro de 2011

Laços de Sangue arrecada Emmy em NY

É oficial! A novela portuguesa  «Laços de Sangue», escrita por Pedro Lopes, venceu um Emmy atribuído pela Academia Internacional das Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos na  categoria de  «Melhor Telenovela Internacional», batendo a brasileira Araguaia, da TV Globo (o que não é um grande feito) e outras duas concorrentes, "Contra las cuerdas", da Argentina e "Precious hearts romances presents: impostor", das Filipinas. É a segunda vez consecutiva que Portugal vence o prestigiado Emmy, algo inédito até hoje. Portugal vê assim reconhecida a qualidade da ficção portuguesa.

A 39ª cerimónia dos Emmys decorreu em Nova Iorque esta semana, tendo sido apresentada pelo actor Jason Prestley.







Convém frisar que a novela "da nossa gente" é uma criação da SIC em parceria com a SP Televisão (responsável por "Conta-me como Foi") e a TV Globo (supervisão de textos de Aguinaldo Silva e alguma direcção de actores ex: cena da queda das crianças ao rio).

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Homenagem a Adriano Reys

ADRIANO REYS
(20/7/1934 - 20/11/2011)

Vimo-lo no écran da TV nos anos 90. Adriano Reys destacou-se no papel de Barone, na novela "Barriga de Aluguer" (1990). Embora nós, público mais jovem, o estivesse a «descobrir» nessa altura, o ator, então com 56 anos, já havia tido outros momentos altos na televisão.




Ele foi o melhor amigo e concelheiro de Marco Aurélio (Reginaldo Faria) na novela "Vale Tudo" (1988), onde interpretou Renato, homem de muitos affairs, dono de revista de moda, amigo dos seus funcionários, entre os quais se destacava Lídia Brondy, como a jornalista Solange, namorada de «Afonso» (Cássio Gabus Mendes). 

Habituado a que lhe fossem dados papéis de homem de posses, Adriano Reys volta a ter uma personagem do núcleo rico na novela "Mulheres de Areia" (1993). Aqui volta a interpretar um homem integro, amigo e confidente, algo semelhante ao "Renato" de Vale Tudo, exceptuando que aqui é pai de família e não um solteirão convicto e bon vivant. Apesar de rico, o seu "Barone" (excerto de vídeo aqui) era um mau-carácter, um médico de sucesso mas que se revelou fraco e covarde.

No ano seguinte volta a fazer uma participação especial como médico na novela "Quatro por Quatro" (1994). Ele é Meirelles, o nome que atormentava Bruno (Humberto Martins). Embora a novela fosse de comédia, Adriano fez parte do núcleo dramático, tendo a sua personagem sido responsável por um assassinato. Mas Adriano tinha uma veia cómica que deixava transparecer e, depois de passar pela novela luso-brasileira "A Idade da Loba" (1995) interpretando um galã de meia-idade, foi parar a Kubanacan (2003), num papel cómico. Fez mais três novelas.


Adriano trabalhou sempre, fez cinema, teatro e televisão. Nasceu no Porto (sim, cá em terras tugas) e mais informações sobre a vida pessoal e a pessoa encontram-se neste link. A não perder.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Araguaia - conclusão


Há muito que estou em falta com esta novela, ARAGUAIA, cuja exibição está quase a terminar aqui em Portugal. Mas será que alguém dá por ela?

Tenho de dizê-lo: é a pior trama que alguma vez já vi na vida!
É a pior coisa que já foi escrita, é uma vergonha, uma trampa!
Tudo visto, tudo previsível, muito inverosímel e prestações fracas como tudo! Diria até que são caricaturas em quinta mão daquilo que estamos cansados de ver em anos e anos de novelas e personagens da Globo.

A história fala sobre uma maldição índia que faz com que todos os homens de uma família acabem por morrer se viverem na região do Araguaia. O "mocinho" vítima desta maldição é Solano, interpretado por Murilo Rosa. Pelo meio há muitas (demasiadas) personagens secundárias de pouco interesse ou credibilidade, como a inocente Janaína, dona de armazém, que logo pela estampa não convence nada. Temos a palhaçada, muita palhaçada, que só faz patetices... e não há mais nada. As histórias na trama enrolam, enrolam, enrolam e não saiem do mesmo. Os pares românticos não passam a cumplicidade necessária e toda a exacerbada paixão de uns até se torna ri-dí-cu-la. Entram mais personagens mas o "embrulho" é igual. O espectador adivinha de imediato o que lhes vai acontecer e como vão agir. É uma tristeza!

Tudo é cliché e é contado com muita, muita fantasia. Nem fazer com que a mocinha da trama encontre um novo interesse romântico é feito de forma diferente: ela sempre tem de ter um acidente e cair do cavalo! É um tédio, um INSULTO ao intelecto do espectador. Mas, para mim, o pior a apontar na trama é a forma como qualquer personagem que precise de descobrir algo importante para a trama consiga-o de imediato, como que por milagre! E é assim em relacção a tudo. Por exemplo: Mencionam pela primeira vez uma carta importante que tem a capacidade de esclarecer a verdade, mas a carta está desaparecida. Logo de seguida a empregada abre uma caixa e o que procuram está logo ali. Assim tão simples! Se forem precisas provas incriminatórias, elas surgem como que por milagre. É sempre assim e só reforça a bosta de trama!

A única gargalhada que dei foi quando Solano, interpretado por Murilo Rosa, ao conhecer o avô, diz o seguinte:
-"E você acha que eu lá tenho cara de (já) ter 30 anos?".

Ah,ah,ah! Claro que não! Parece muito passado dos 30, muito para lá dos 40 para ser sincera e, com os tratamentos anti-envelhicimento a prejudicarem as expressões do rosto, diria-se próximo dos 50! Mas está a fazer o papel de um afoito jovem de 20 e poucos... é claro que não convence. É como já disse: a estampa é pouco verosímel.

O seu par romântico peca pelo oposto: tem uma aparência demasiado jovem para conseguir convencer que é uma excelente veterinária e, dizendo a verdade, não conseguiu nada apanhar a personagem. Está mesmo mal. É um bocejo, não há beleza que nos agarre ao ecrãn, quando não nos transmitem substância.

E agora que já mencionei tudo o que acho de PIOR, vou falar do que realmente destaco pela POSITIVA.

Quando digo que uma interpretação é boa, quero dizer que o actor consegue conduzir a personagem com veracidade pelos altos e baixos da trama e não a perde na sua essência, mostra-a com autenticidade e alguma frescura. Neste sentido aponto três boas interpretações na novela Araguaia.

Começo por Cléo Pires. Nunca lhe reconheci nenhuma interpretação bem conseguida e isso mudou com Estela. É com satisfação que a vejo "domar" esta índia, fico muito contente! Cléo consegue fazer com que a personagem, que não é simples de interpretar devido à sua complexidade, esteja sempre coerente. "Estela" surge como uma rapariga simples e pobre, depois descobre-se que é índia e tem a missão de destruir a descendência de Solano, mas a maior dificuldade em interpretá-la é fazer com que pareça autêntica toda aquela palhaçada da sua relação com Solano. Ora a rapariga luta pelo amor dele, ora o perde, ora o recupera, ora o oferece a outra, volta para o reconquistar, reconquista-o e volta a dizer à rival para ficar com ele. Enfim: "Estela" já tem a sua complexidade de índia, dispensava ficar ainda mais complicada com esta relação amorosa. Ainda por cima deste amor dá-se uma gravidez, que só lhe retira a paz de espírito, já que a criança que espera é também aquela que jurou matar.

Mesmo que não tivesse que interpretar esta relação iô-iô com Solano, conseguindo sempre transmitir muita paixão (o mesmo não se passa com o par Milena e Murilo), a personagem já de si tem complexidades suficientes para esgotar a energia do seu intérprete.

Outra interpretação que achei uma presença forte e bem conseguida é a do jovem Luciano Scalioni, que faz de Bruno, o filho de Janaína. Gostei de ver a maturidade que deu ao papel, a autenticidade. Tem também o actor que faz de "Julão" - quer dizer, um nome parecido a este. Como a sua personagem é muito secundária, não aparece nos créditos que pesquisei, mas assim que o vi numa ou noutra cena passou muita segurança e eu acreditei no que estava a ver. É um peão que ajuda Solano a lidar com a plantação e os trabalhadores. A intérprete de Aspácia (Flávia Guedes) também tem muita graça, o que lhe dá graça. Thiago Fragoso teve momentos muito bons e fortes, embora não me convença nem um pouco que gosta de mulheres mais velhas! :)

De resto, e com todo o respeito por todos os envolvidos, respeito pelo esforço em fazer esta novela uma mega-produção, respeito pela história da região, respeito pelos actores consagrados, equipa técnica e até mesmo o autor, que muito desilude - não há nada mais que se destaque assim tanto pela positiva. Até as cenas de transição - as paisagens do Araguaia, principalmente a forma como quiseram passar a mensagem de que aquilo é um bom lugar para fazer turismo, essas então... arrepiam! São de mau gosto, vulgares. Lembram-se de toda a beleza paisagística e do poder de sedução das paisagens da novela "Pantanal"? Pois, Araguaia não tem nada a ver! É o oposto. As mulheres vão para a beira da água em trajes justos para, em contra-luz, fazerem um video-clip musical pretenciosamente erótico em que dão destaque às suas curvas. Filmam as motas de água a "infestar" as águas do rio, e toda aquela "turistada"... dá vontade de fugir! Não souberam dar destaque ao que realmente é importante - a beleza do lugar. Filmaram outras coisas e então foi isso que apareceu! (PS: aprendam com Pantanal, dirigida por Monjardim).

Fiquei triste ao ler numa revista uma notícia que até caíu como um apelo desesperado. Cléo Pires queixava-se de não ter emprego e de estar sem projectos em mão porque "não a convidavam". Fiquei triste porque, se até esta altura não soube de nenhuma queixa deste tipo, agora que, a meu ver, conseguiu subir de nível com a interpretação de "Estela", devia ser mais abordada com propostas. Mas a vida não é justa, não é?? E estas suas palavras - tenham sido realmente pronunciadas por ela e desta forma, ou não, são uma espécie de "tabu" de mau agoiro no meio. Um actor tem de fingir que tem sempre algo em vista. Isto é algo que se sabe, e eu entendo porquê: por vezes as pessoas dão mais valor às outras se estas parecerem ser mais requisitadas. Seja como for, a profissão de actor/actriz parece-me «tramada», porque exige muita luta, é preciso criar as próprias oportunidades, ter logo sorte e fazer muita presença para "vender" algo que não devia ser comercializado desta forma. É difícil, mas as coisas são como são.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Laços de sangue SEM RODEIOS

Ao que parece a novela Laços de Sangue está a 3 meses de terminar. Isto a julgar pelas informações que passam na imprensa que, cumprindo o seu novo papel de grande alcoviteira que gosta de atirar baldes de água fria sobre os mistérios que estão longe de ser descobertos, já relatou, com imagens, o fim de Diana.

Esta é, por isso, uma boa altura para fazer um "apanhadinho".
Acho que o melhor desta novela é mesmo a história. É difícil uma novela vingar quando toda a sua atmosfera é citadina. Ela tem um bocadinho de campo através do Alentejo, mas aquilo não resulta lá muito bem. E não é a única coisa. Se formos a avaliar com um pouco mais de critério e isenção, são quase inumeráveis as discrepâncias da trama e de algumas interpretações. Mas como se gosta do fio condutor e existem momentos muito bons da representação da realidade, com interpretações que chegam à excelência, aceita-se o todo.


INTERPRETAÇÕES

Ultimamente tenho ponderado muito sobre a necessidade de se ter um talento especial e bem desenvolvido para apanhar um papel numa novela e entendo agora que, como em tudo, as coisas pouco têm a ver com talento. Considero esta novela 50% por 50% por cento de bons talentos versus outros ainda algo crus. Dou como exemplo o actor que faz de Manel. Já aqui tinha dito que quando a cena do assassinato da mulher de "Manel" foi para o ar, aquilo estava muito mau! Muito pouco credível. O "marido" em particular, vê a esposa gravidíssima ensanguentada no chão e, ao invés de correr de imediato até ela, fica parado na beira da porta. Quando finalmente se chega, o choro (sem lágrimas) é a coisa mais fingida e mal feita que já vi. A cena mereceu flashback recentemente e isso fez-me reforçar esta opinião. Claro que aqui a responsabilidade é sempre um pouco de grupo, pois é o realizador que dirige os actores e, se calhar, achou por bem que um marido ficasse parado e de pé à entrada da porta, a olhar a esposa morrer numa poça de sangue. Quem sabe?? Tivessem excluído esse momento, e a cena ganhava logo mais credibilidade.

Mas existem interpretações perto de serem 100% credíveis. Não as vou nomear, porque é um pouco injusto atribuí-lo apenas pela prestação do actor pois este tanto sai beneficiado quanto prejudicado pela capacidade de terceiros, como o director, os colegas, etc... além da sua capacidade pessoal. Novela é mesmo um trabalho de equipa! O público só vê as caras que a câmara mostra mas, por vezes, consegue-se perceber o trabalho de quem está nos bastidores ou atrás das câmaras.

Se tivesse de atribuir um globo de ouro a uma interpretação que me convence a 100%, ele vai para a menina que interpreta a Filipinha (Daniela Marques), pois considero que não estou a ver uma criança a representar, mas a personagem a quem ela dá vida. De resto, tenho muitas interpretações que considero menos bem e não havia uma válida razão para isso acontecer. Por isso, sinto que tenho de mencionar que os intérpretes de Ricardo, Manel, Tiago foram dos piores que apareceram na novela. Ricardo Carriço não fica muito atrás, sempre igual a si próprio. O intérprete de Gastão (Alexandre de Sousa) é constante na interpretação hirta e acho que Diogo Morgado não teve de se esforçar muito para interpretar "João", apenas manteve-se fiel a si próprio com um pouco mais de romantismo e temperamento. Mas isto é porque a personagem se assemelha a ele, não porque lhe falte alguma coisa para a saber suportar. A única coisa negativa a apontar é que é o médico com mais tempo livre que alguma vez já vi!

Nas mulheres as interpretações são muito mais equilibradas. Mas nunca gostei de nenhuma das personagens do mercado. Acho todo aquele ambiente uma palhaçada retro, que não mais diverte como nos anos 80 a "Tancinha" divertia em "Sassaricando", a vender os seus melões na feira. (Também nunca lhe achei piada). É um tanto forçado e estereotipado. Não gosto de Sheila e a relação desta com Gastão nunca foi credível, até pelas interpretações. Mas o pior é que não teve nem pés nem cabeça as circunstâncias que conduziram nem à aproximação (em frente a Gastão, Sheila comportava-se com muita vulgaridade e ofendia terceiros intencionalmente, isso não condiz com o sentido de rectidão moral do advogado, que não devia confundir frontalidade com mesquinhez) nem ao afastamento (a falta de tempo entre os dois sempre existiu).


INCONSTÂNCIAS e CONCISÕES
A cena em que Ricardo se suicida na casa de Graciete é deveras pouco credível, mesmo para quem não entende nada de procedimentos médico legais ou logísticos. É que nessa mesma tarde os habitantes da casa voltam a caminhar por entre aquele espaço como se nada se tivesse passado. Ver Filipinha posicionar-se na sala no exacto lugar onde Ricardo estourou os miolos foi algo pouco credível. Mesmo que a perícia tivesse liberado a cena de crime (deduzo que suicídio é crime contra o direito à vida), é ainda mais estranho (e totalmente imperdoável) que a manta de crochet colocada sobre o sofá não tivesse sido substituída! Ao suicidar-se com um tiro em frente de Diana, o rosto da vilã foi salpicado com o sangue de Ricardo. E o restante espaço? Seria de esperar que o sofá, que estava ali mesmo ao lado do cadáver, também recebesse salpicos do impacto da bala no cérebro. Alguém teve de limpar o chão e toda aquela sujeira mas o ambiente da sala, apenas algumas horas depois, estava igualzinho! É um grande erro para a credibilidade da história.

Outra falha à qual não consigo fechar os olhos é que o café de Álvaro tinha tanta clientela que Sandra nem podia ausentar-se muito tempo sem fazer falta. Achei exagerado que fossem precisas duas pessoas para estar ali a trabalhar, mas a história reforçava que havia muito trabalho e ambos os empregados se desdobravam a atender os clientes. Logo que Sandra sai para o Alentejo, a clientela ficou reduzida de 0 a 1 pessoa por cena! A miúda devia ser o amuleto da sorte de Álvaro, que logo a seguir deixou de ter dinheiro para pagar ao empregado César. Mas até então andou a pagar dois ordenados sem se queixar... É muito irrealista e fica-se com a sensação de que era preciso justificar a presença de Sandra em Lisboa, então inventou-se que a rapariga era indispensável ao café. Mas não fez sentido.



Por outro lado adorei as cenas de tribunal, onde Diana é julgada. Achei toda a dinâmica entre os advogados e o juíz credível e, entre tantas cenas de tribunais que já se viram serem representadas em televisão, julgo que o telespectador este diante da mais bem feita de todas. Não foram nada de excepcionais mas foram por isso mesmo muito credíveis. E acreditei em todo o diálogo trocado entre os advogados e a condução da audiência feita pelo juíz. Nunca fui a um tribunal assim, mas acredito ter, pela primeira vez, visto uma representação muito fidedigna do que se passa neste tipo de ambientes.


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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Planos e realização (à portuguesa)

Estou a ver uma série portuguesa muito engraçada, na RTP Memória.
Durante uns 7 a 10 minutos de uma cena toda realizada em plano muito geral, duas personagens filmadas entre contra-luz ou total sombra estão a passear numa herdade enquanto ditam (mesmo) as falas. Nem por um instante consegue-se perceber os seus rostos. Ouvem-se vozes, mas não dá para perceber as bocas a mexer, tão longínquas da lente estão as personagens. Quanto ao enredo, demorei metade do tempo desta cena a tentar perceber se a mulher era invisual. Só quando esta dita a fala de que "conhece quantos degraus existem" é que confirmo que a personagem é invisual. Mas logo a seguir, esta invisual desce uma escadaria e, mesmo de longe, percebe-se que esta cega está a olhar para baixo, para os degraus, que desce um a um (colocando ambos os pés em cada degrau). Assim que chega ao fim, a cabeça volta à posição horizontal. Uma invisual muito bem representada!

Finalmente, rostos! Os actores estão a ser filmados de frente mas, a câmera corta o pescoço a um, mas filma muita parede branca por cima da cabeça deste! E lá estão eles, uns quatro, cada qual sentado (sempre sentados) no seu lugar, a ditar as falas.

Durante todo este tempo, já uns 15 minutos de série, existe uma melodia constantemente a tocar, sem que faça qualquer ligação entre a acção ou a reforce.

Quanto à cenografia, obedece à pobreza da altura, com cenários vazios com dois ou três adereços. Existe uma ou talvez duas boas representações que, como que por milagre, fogem à postura "dictafone" tão característica da altura em que a série foi feita: 1982!

Agora podem pensar: mas porquê esta "dissecação" técnica a uma série portuguesa da década de 80, ainda mais num blogue sobre novelas?

É porque a série faz-me lembrar o estilo de produção e interpretação que, durante anos, caracterizou as nossas produções noveleiras. Excepções feitas para algumas mais famosas e até, mais antigas, outras que apareceram não tinham dinamismo, não tinham cenários, não tinham acção, movimento e pecavam por planos excessivamente afastados e débito de texto em posições estáticas.

A série, de nome Dick Haskins, pretende ser uma espécie de Poirot de Aghata Christie, mas muito longe do nível que a produção britânica "Aghata Christie's Poirot" popularizou em 1989. É engraçada de ver porque não se percebe NADA da história. E, no entanto, continua-se a ver, com fascínio. Más cenas, brigas nada convincentes que incluem murros flácidos, personagens estáticas como estátuas de pedra enquanto são revelados segredos, e, para cúmulo, enquanto o detective (?) relata as suas descobertas, um relógio fora de cena dá sonoramente as horas, abafando por completo as falas que a personagem está a ditar! É lindo de ver! L-I-N-D-O! Faz-me lembrar as maratonas de visionamento de filmes americanos da série B, principalmente os de terror, hoje super ranhosos! :)

Vale pelo esforço. Só posso imaginar as dificuldades técnicas e as limitações que podiam existir nesta altura em televisão. Mas, por outro lado, não posso aceitar isto como desculpa, porque também se fizeram coisas muito boas antes, durante e à volta de 1982. Temos como produção portuguesa os filmes dos anos 40, feitos 40 anos antes desta série! Surgem bem filmados e bem interpretados, com acção e planos de todo o género. No que respeita a novelas, foi exactamente em 1982 que estreou a primeira telenovela portuguesa - Vila-Faia, ainda hoje muito boa de se ver, inspirada no estilo produtivo da Globo, que nos arrebatava na altura com as suas produções. Logo de seguida, em 1983, outra boa produção noveleira: Origens.

Portanto... não há razão para esta série ser tão má feita! Não é como se não se tivesse meios ou não se soubesse como se fazer muito melhor. A razão de tanta obra ter sido feita desta forma dictafone (vou baptizar este estilo assim), é outra e totalmente desconhecida. Palpito que tem a ver com boa vontade, boas ideias, ousadia de arriscar, pouco e mal direccionado $$$ e amadorismo...

Mas é boa para rir!
Ah,ah,ah! Espreitem que vão perceber...

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Primeiras vezes

As histórias em televisão estão cheias de "primeiras vezes". Principalmente quando se trata de romance. Existe sempre o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira relação...


Conhece Joe Black? é o nome de um filme americano no qual o actor Brad Pitt interpreta o papel da morte. Se já não admirasse o actor, teria obrigação de o admirar muito mais depois de ver a cena romântica que protagoniza neste filme. Sendo ele a morte encarnada num corpo de um jovem, quando se apaixona, é mesmo a primeira vez! E Brad interpreta cada momento como ninguém! É perfeito...

Se formos a pensar num Brad jovem, bonito, louro e de olhos azuis, não demoramos a imaginar que o actor não teve de esperar muito tempo pela sua primeira vez. No entanto, quando a sua personagem no filme se envolve sexualmente pela primeira vez com a mulher que ama, ele fá-lo como se fosse um adolescente em estreia. Assume um ar cândido, meio assustado, meio a descobrir sensações e a gostar, e, a meio, a história mantém-se fiel à realidade do que costuma ser uma primeira vez, dando a entender que "Joe" atinge o climax rapidamente e só instantes depois retoma o acto com mais calma e para acompanhar a parceira.
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Descrever com palavras esta cena do filme não é fácil de fazer, mas achei necessária esta descrição do que considero uma primeira vez perfeitamente encenada, para poder criticar todas as outras primeiras vezes que, com mais regularidade, entram em nossa casa pelo ecrã.
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E elas entram todos os dias, todas as semanas, pela televisão. Em telenovelas, séries e filmes, são exibidas, por semana, um mínimo de uma dúzia de "primeiras vezes". Filmes de Domingo então... são tantos sobre adolescentes excitados e armados em chico-espertos! É uma temática até gasta. Romanceados, os beijos são em câmara lenta, fazer amor é um acto longo com climax simultaneo e ter sexo, um gesto selvagem e acrobático. E tudo isto é "alimentado" ao espectador, homem e mulher, de todas as orientações sexuais e de todas as idades.
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Dito isto, estou a criticar a forma romanceada e pouco realista com que tudo o que é romance surge nas histórias que nos distraem. "Meet Joe Black" segue a mesma linha romântica mas tem, ao mesmo tempo, aquela realidade que é a excepção.
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E é por isso que senti alguma revolta por ver, no episódio de hoje da telenovela Remédio Santo, a "Santinha da Luz" (Aurora) a dar um beijo perfeito ao seu apaixonado. Ok, sei que não é o primeiro beijo da rapariga. É o segundo! Mas sejamos francos: os primeiros beijos das moças puras nas novelas, são sempre muito bem dados! Até parece que já se nasce ensinado!
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Por esta razão gosto quando uma actriz se lembra, tal como Brad Pitt, que, à primeira, ninguém tem prática para o fazer tão bem. Gosto que o façam passando essa inexperiência. Em telenovela isso raramente acontece. As histórias em geral, excepto as biografias, só mostram casais sem problemas de intimidade maior. Dão-se sempre bem à primeira, não existem coisas que os incomodam, problemas funcionais, nada. É só a parte boa da "fruta" que nos é mostrada. Olhem, são como as cerejas da Carolina Patrocínio: já chegam ao prato sem caroço!

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Remédio Santo - troca bebés?


Acabei de ponderar se Brígida trocou de bebés, para que fosse a sua filha aquela a ser criada no seio dos Monforte. Será essa a razão pela qual ela trata tão bem Eugénia e tão vilamente Violante?

Brígida detesta Graça Monforte. Esta casou com o homem que ela queria e roubou-lhe a vida que almejava para si. O seu ódio por Graça Monforte fazê-la-ia maltratar a filha desta com toda a sua força e como forma de extravasar o seu imenso ódio. Mas não é a filha de Graça que ela maltrata. Porquê? Porque trocou as crianças! Ela deve tê-lo feito e dá-lhe imenso prazer ver mãe e filha a lutar uma com a outra, enquanto ela dá-se bem com a filha de verdade.

Brígida não é mulher de maltratar o próprio sangue. Ela é condescendente com o filho e não lhe exige uma atitude de adulto, que trabalha para sustentar a família. Ela é condescendente também com a neta, a quem não nega uns trocos. Ela é incapaz de maltratar os seus, por mais defeitos que revelem. Por isso estou convicta: Eugénia é filha de Brígida!

Daí também o seu afecto ilimitado por Gonçalo e os filhos de Eugénia. É tudo o mesmo sangue!

E este gesto de Brígida tornaria mais interessante as relações da família de Violante com a de Graça Monforte. A malvadez de Helena tem raíz na avó Graça e as duas, avó e neta, assim como mãe e filha, vão lutar para se destruírem, desconhecendo que são do mesmo sangue. Brígida sente-se assim vingada de uma vida inteira longe do conforto com que tanto sonhou e quase teve nas mãos.

Concordam?
Acho que é uma história com muito sentido!
(a menos que decidam matar Brígida também)

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Final de Diana em Laços de Sangue

Uma das questões que a novela Laços de Sangue apresenta ao público é:
Que final deve ter Diana?

Esta é uma pergunta simples: a maldade de Diana merece o castigo máximo. A morte? Não! Nada de morrer afogada ou assim...

Diana deve viver. Muito. Até os 100 anos, se necessário for. Mas a viver uma existência que é a realidade de alguns e, espero, nunca se aproxime de mim ou de alguém perto de mim! Diana merece ficar sem qualquer mobilidade no corpo e impossibilitada de comunicar até por fala, mas com o cérebro a funcionar na perfeição! Numa instituição ranhosa, onde desconhecidos piedosos cuidam dela, uma vez que ninguém que conhece alguma vez conseguirá ter piedade dela.


E se acha que isto é um desfecho muito maldoso, vamos recapitular os principais actos de Diana:
1) Em criança, só deseja mal à irmã e cobiça-lhe os brinquedos;
2) Em adulta, maltrata os pais adoptivos;
3) Rouba o namorado da irmã às portas do casamento desta;
4) É simultaneamente amante do primo do namorado e do pai do namorado;
5) Mata o avô do namorado;
6) Envenena a mãe adoptiva quase até à morte, para esta não denunciar a sua verdadeira identidade ao futuro marido;
7) Mata o amante, pai do noivo;
8) Planta provas incriminatórias do crime na casa do agora ex-marido que levam a mãe deste para a cadeia;
9) Faz chantagem com o ex-marido e incrimina a empregada doméstica do crime de assassinato;
10) Manda esfaquear o irmão;
11) Bate na mãe e conduz-a ao estado catatónico;
12) Rapta a irmã para que morra de fome e depois atira-a de um penhasco;
13) Manda matar todos os cúmplices;

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

O que é que Hortense esconde debaixo da gabardine?

Bem, este é o tipo de mistério que só tem resposta no final da novela. E será aquilo que o autor quiser, e não aquilo que agora possa dominar a sua mente...
Mas, até lá, vamos às suposições ... ;)

Continuo a apoiar a minha tese de que se trata de um pénis. Para mim, Hortense é hermafrodita!
Isso explicaria também os grandes conflitos que tem com a mãe.

Na vida real existem casos de mães que têm filhos homens, que tratam como se fossem meninas, e vice-versa. Com tanta história fantástica que faz parte da trama, sabe-se que algo de místico rodeia a personagem. Ela fecha-se no quarto com um dos seus potes, abre a janela, estabelece contacto com um gato, e lá vai ela... Depois, dão-se relâmpagos, falta de energia, trovoada!

Outra hipótese prende-se com Graça Monforte ser aquela que é dada a feitiçaria na novela. Terá ela se servido desses meios para conquistar um homem rico? Em troca... compromete a vida da sua descendência. Será? Ela não gosta de nenhuma das filhas e só parece sentir afecto pelo filho que é homem - o padre. Alguém na novela fez um pacto com o Demo. Ela é a candidata mais forte! Em troca, deve andar a matar pessoas de X em X tempo... será?

Acho que o mistério envolvendo o desaparecimento da "mãe" de Ângelo tem muito a ver com estas mortes. Mas achei que o responsável seria o marido. Porém... está tudo em aberto.

Hortense parece adepta de magia branca (a pesar do gato ser preto ;) - o chihuahua é branco e... será que é mais que um simples cãozinho?

Mistéeeerios!

Como já tive dois destes bichinhos, com e sem pêlo, aqui ficam fotografias desta raça canina para aguçar os fãs!












PS: Quando Hortense abre a gabardine e mostra-se a um homem para o afugentar, onde está o Chihuahua?? Alguma vez está em cena? Pode ser uma explicação simples e assustadora q.b.!

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A santinha de Remédio Santo


Não denoto sinceridade (autenticidade) na interpretação de Aurora, a personagem interpretada por Sara Barradas na novela Remédio Santo.

Uma pessoa pensa quase sempre que fazer-se de santinha e pessoa íntegra é muito fácil: basta fazer o que a actriz está a fazer. Mas agora acho que não é bem assim.

Poucas pessoas conseguem transmitir autenticidade a uma figura tão pura, honesta e, ingénua - que é o que falta a esta Aurora. Para se ser bem sucedido, é preciso ou experiência certeira, ou talento certeiro, ou a sorte de conseguir engrenar à primeira.

Sem dúvida que o aspecto físico conta para ajudar a construir tal personagem (vai-se lá saber, mas as santas têm sempre um aspecto angelical. Conheci uma assim, enquanto muito jovem, mas devem existir excepções, principalmente porque os bons sofrem mais e as cicatrizes emocionais transmitem-se em rugas de preocupação e tristeza!).

Mas há algo na expressão/interpretação de Sara Barradas que deixa antever a Aurora que entende da vida, uma pessoa com experiência. A que já foi mostrada ao público nos sonhos da personagem. É curioso porque, nas cenas de intimidade que a actriz tinha com o mesmo actor na novela Espírito Indomável, a impressão que me dava era o oposto: ela parecia muito pouco à vontade com cena de cama, mesmo tendo aquela personagem tão despojada de complexos.

Lamento, mas a "Santinha" não me convence... Vá lá: talvez uns 20%.
Estou sempre a ver aquela em que se vai transformar e não aquela que é suposto ser. Já aqui critiquei a reza, por achar que a mímica não estava bem conseguida. A linguagem corporal não me pareceu estar em sintonia com o que é pretendido. A ver veremos, mais para a frente. Mas é pena! É mesmo, porque é o tipo de personagem que é desafiante, exactamente pela exigência que um carácter ingénuo requer de um intérprete.

Ah! E não queria ser mazinha - não é essa a intenção, mas desde o final de Espírito Indomável que tenho achado a actriz um pouco fora de forma, de rosto inchado. Parece ter mais de 20 anos, que é a idade que tem. Vinte anos! Tão pouquinhos! Ainda tem estrada para percorrer! Ainda bem para si... vai melhorar e muito com o que a vida ainda lhe reserva;)

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Remédio Santo EXPLODE em talento


Tenho que elogiar o enredo desta novela. "Remédio Santo" surpreende, dia após dia e o mérito, embora o atribuamos mais facilmente às boas prestações dos actores, é, acima de tudo, do autor, o primeiro a criar as situações na sua mente. Depois surge o realizador, que escolhe a forma como vemos o que estamos a ver e, acreditem, isto faz diferença (ainda estou traumatizada devido a algumas novelas portuguesas da década de 90- agora falecidas, de planos prolongadamente gerais e de actores estáticos a cuspir diálogo)!
Surge então o talento dos actores - aquilo que é mais visível. Mas há ainda toda uma série de pessoas envolvidas, cuja contribuição é essencial: a cenografia, os figurinos (que não está aqui a 100%) e tanto mais. Novela é, sem quaisquer dúvidas, um trabalho de equipa.


Dito isto tenho de mencionar o núcleo que mais gosto de ver na novela, o qual considero extremamente bem conseguido: A família de Brígida, composta por um filho calão, Renato, a neta Dora, criança em idade escolar que parece sair ao pai nas trafulhices e Sara, a nora, explorada por todos os três. Sara faz todo o trabalho doméstico da casa, passa toda a roupa a ferro, limpa e cuida de levar a filha à escola, mas mal tem tempo para isso, pois trabalha de manhã até de noite como empregada de limpeza em diversas casas e instituições, de modo a ver entrar dinheiro que sustente todos. O marido, Renato, não trabalha e aproveita-se de uma lesão que o deixou coxo para não fazer nenhum. (O dr. House português ;0) Gosta de andar bem vestido de de lançar charme por onde passa, mas a sua missão na vida é dar-se bem, sem ter de trabalhar em troca.

Quando este núcleo entra em cena, é verdadeiramente arrebatador as palavras que saem das bocas das personagens. Não é uma situação que conheça de perto mas sei que esta é a história de muitas famílias, em que uns elementos não trabalham e um outro, normalmente aquele que entra por laços de afinidade, acaba por sustentar todo o peso. A forma impressionante como as personagens argumentam entre si surpreende-me, pois conseguem todas apresentar argumentos de peso, mesmo sem uma razão moral. É impressionante!

Depois temos tantas outras personagens interessantes. A Viúva Branca, vivida por Sofia Alves, é uma personagem de carácter forte e bem definido, o que provoca admiração no espectador. Cortou relações com a família Monforte, mas só com aqueles que se mostram interesseiros. O seu barómetro moral parece funcionar muito bem e rodeia-se apenas das pessoas que lhe querem bem, conseguindo perceber quem se aproxima com outros interesses. Dei por mim a pensar de onde é que um actor consegue tirar inspiração para criar uma personagem que diz de boca aberta que a mãe é o Diabo e que separa tão bem as águas, cortando relações com aqueles que lhe fazem mal, mas são família. De repente lembrei de ter lido na imprensa que a actriz viveu uma situação semelhante na vida real e aí comecei a achar que, infelizmente, não teve de ir muito longe das suas próprias emoções e traumas de vida para "encontrar" a Viúva Branca. Agora o mistério: afinal, o que tem Hortense por debaixo daquela gabardine? A única coisa que conheço capaz de levar um homem a fugir a correr é uma mulher ter um pénis!

Como dizia outra viúva de sucesso: Mistéeeeerio!!!


Outras personage
ns, das mais centrais às mais secundárias, são muito interessantes. Violante está muito bem conseguida por Margarida Martinho. Outra coisa não seria de esperar e a actriz não desilude. O filho, Miguel, além de sexy é um rapaz maravilha, cuja surdez não o impede de compor música ao piano. Um prodígio! Nazaré era a minha personagem mais detestável. Para mim, era a pior pessoa, revoltada e amarga, sempre a destilar veneno naqueles que não lhe fizeram mal nenhum. Uma incansável invejosa! Horrível! Mas morreu misteriosamente... assassinada a tiro.

Helena, também filha de Violante, é a vilã da história. Para mim não passa de uma stocker, uma obcecada e doente. Normalmente é o tipo de doença que afecta mais o género masculino que o feminino e é muito letal! Pessoas com a doença neurótica de Helena fazem de tudo, mesmo tudo, para atingir o objectivo. Não vivem para outra coisa. O que não me parece que vá acontecer na novela, mas acontece na vida real é que, quando este tipo de pessoa sente que está a perder, deixa de desejar alguém a todo o custo para passar à vingança a todo o custo. E planeia atrocidades, que acabam muitas vezes na morte... É a verdade.

Como se percebe, nesta novela não faltam histórias com interesse. E muitos mistérios por desvendar!

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Casal lésbico - Laços de Sangue

Desde há muito que acho que "Sara", a personagem que entrou na novela Laços de Sangue para ajudar Adelaide a recuperar do alcoolismo, será também o seu novo interesse romântico. Será que a novela vai dar um passo em frente neste sentido?

E porque não? Relembro que a agora protagonista da novela, Diana Chaves, junto com Ana Guiomar (Liliana em Laços de Sangue), fizeram par romântico na novela "Podia acabar o Mundo". A coisa não parecer levantar ondas de protestos. Não que devesse mas, numa sociedade em que alguns dizem que há muito preconceito, não lembro de ouvir nada a este respeito na altura.

"Vale Tudo" é a novela que carrega a reputação de mostrar, pela primeira vez dentro do género dramático, o primeiro casal de lésbicas. Lembro-me que no último episódio, Bia Seidl foi a actriz escolhida para ser a nova companheira de Laís (Cristina Prochasca), uma mulher que logo no início da novela perde num acidente de viação o grande amor da sua vida: Cecília.

Depois destas duas, pouca coisa apareceu nas novelas brasileiras, mas sempre esteve alguma coisa no ar, mais ainda devido às histórias nos filmes e séries americanas.

Agora novamente, uma possível insinuação... será que Adelaide (Sofia Sá da Bandeira) vai mudar tanto de vida, mas tanto que, após a catástrofe que foi um casamento de mais de 30 anos, ao encontrar a amizade, apoio e carinho de uma mulher, acaba por se deixar levar pela emoção?

Se calhar o público gosta é de histórias de amor, de insinuações, de preliminares... a coisa preto no branco é tão monótona quanto outra qualquer. Gosta-se é de romance! ;)



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sábado, 4 de junho de 2011

Remédio Santo veste mal

Tenho reparado na indumentária de todos os personagens da novela da TVI "Remédio Santo" e não gosto de muito do que vejo.
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As personagens mais ricas - excluindo a da viúva protagonizada por Sofia Alves, estão sempre vestidas de igual. O estilo de Rodrigo, o protagonista romântico, não lhe é nada favorável. Acho até que o actor me passa a sensação de se sentir estranho naquelas roupas. A escolha é simples e bastante óbvia: o jovem médico anda sempre com uma t-shirt com estampa ao peito (má), um casaco por cima e de jeans. Sempre! Mas fica-lhe mal - o casaco. Por vezes não parece adequado que as personagens, nem dentro de casa, se libertem do casaco e andem de manga curta. Sei que em Viseu faz frio de noite mas... se umas podem andar com grandes decotes, um homem certamente pode andar de T-shirt! É até comum de se ver por todo o lado, porque raio hão-de colocar um blaiser por cima???
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As roupas de Rodrigo não lhe acentam bem.
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No geral, os figurinos sentem-se muito como sendo "de caricatura" - estão ali para vestir aquelas personagens - não são as personagens que os vestem, entende-se?

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sábado, 28 de maio de 2011

Remédio Santo/Laços de Sangue - desenvolvimentos

A novela da TVI parece insinuar a existência de paranormalidade, magia e oculto na trama. Por enquanto, não passam de insinuações e estranhos takes a gatos, Mais adiante, se as insinuações correrem a toda a força, a história corre o risco de cair no absurdo. Mas como a paranormalidade está em alta, até pode ser que o tema seja bem aceite e consiga singrar até ao fim se perturbações de maior.

"Remédio Santo" continua a dar ao espectador gotas de informação, e as histórias que precisam de ser contadas começam assim a ser apresentadas. Exemplo disso é a descoberta da causa de morte dos três maridos da viúva branca: envenenamento. Algum viagra caseiro??

Afinal, o santo da história não deve ser Aurora, mas sim Ângelo: o pastor com o seu rebanho e a flauta... foi estranho, no episódio de ontem, tentar entender o quanto o rapaz estava a influenciar o desfecho do encontro entre Aurora e Gonçalo, no meio da cidade, cada vez que tocava uma melodia na flauta. Mas mais estranho foi o som da mesma, claramente audível demais, límpida e não obtida por aquela flauta caseira com aspecto rústico que, visivelmente, não estava a ser manuseada. A sobreposição foi demasiado perceptível.

Em "Laços de Sangue", há que destacar que esta novela inova completamente num aspecto. AO CONTRÁRIO de todas as outras que a antecedem, ao contrário de qualquer novela da Globo de que tenha conhecimento, em Laços de Sangue, não há problemas em "matar" personagens: ou seja: são muitas personagens que pertencem à história que se provam itinerantes, e que desaparecem subitamente e, em princípio, para sempre. A primeira a partir foi a personagem de Virgílio Castelo. Mas essa, embora influente, já entrou depois da história ter começado. Porém, quem ia prever que uma personagem destas, interpretada por um actor de peso, ia ter um fim abrupto? Um dos rapazes que dividia o apartamento com a estudante foi a segunda personagem na história a desaparecer. Fugiu com a esposa de Berardo para parte incerta, após esta ter ganho a lotaria. Logo de seguida, foi-se o outro, para trabalhar em navios. Bernardo, o rapaz obcecado por idosas, foi o terceiro. Foi para os Algarves, viver com a nova esposa e a avó desta! Agora é Luís que vai desaparecer, ao ser sentenciado a 6 anos de prisão.

Mais personagens preparam-se para abandonar a trama, assim como muitas outras preparam-se para entrar. Este é um aspecto muito inovador da novela. É única na maneira como está a ser feita, e merece destaque. Se a metodologia vingar, acabaram-se as presenças sem muito sentido de personagens na trama, e não é preciso aguentá-las até ao fim da história (por causa de contratos ou peso do nome do actor) se nela não fazem sentido. Nem tão pouco é necessário torná-las vítimas de um acidente ou de um assassino misterioso, para justificar a sua partida. Deixam de existir problemas em explicar a ausência súbita de alguém. Afinal, com tanto que se pode inventar, é até absurdo que, em anos de tramas, os autores mal consigam inventar outros pretextos que não a morte ou a viagem repentina, por repentinamente ter chegado do nada uma oportunidade única.

Claro, existe o revés da medalha. Tais mudanças encarecem muito mais os custos de produção. Novos personagens, novos cenários, diferente dinâmica, tudo isto é mais dispendioso. Uns entram, outros saem, será que fica muito confuso? Mas, na vida, não é assim que acontece? E porquê uns são mais fixos que outros?

O próximo a sair será Tiago, o irmão de Inês. Vai morrer, assassinado com overdose de drogas. Porquê sai agora da trama, é um tanto estranho, mas avançaria como razão o facto do actor não ter conseguido agarrar bem a personagem. Em cena, é demasiado contido e falta-lhe reacções mais dinâmicas e emotivas. Tudo nele passava sem se perceber grande impacto. A namorada é violentada e ele, digamos que... levou a coisa muito na normalidade. Mesmo sem esse entrave ou por causa dele, a relação dos dois não é credível. Ao invés de parecerem um casal, mais parecem dois conhecidos que ocasionalmente se encontram. São frios!

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Circo nas Novelas

Detesto circo.
Espectáculos de circo dentro das novelas então, é mesmo pavoroso! Não têm nada de nada a ver com a história, prolongam-se por uns dois ou três capítulos, e as histórias que tentam intercalar pelo meio não tinham necessidade de acontecer nesse contexto.
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"Araguaia" está em exibição e de momento decorre um circo. A acção é lenta, cheia de imagens coloridas, mas com pouca história. Truques de circo enchem o capítulo, sem lhe dar qualquer substância. A novela, no geral, é muito blazé. É fraca e cheia de situações cliché que já vimos centenas de vezes antes.
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Quanto ao circo, há ainda de referir que, nas novelas, nunca existe dinheiro para montar um espectáculo de tamanha envergadura e é necessário a colaboração dos amigos para levar a coisa adiante. No entanto, a quantidade de parafernalha que surge em cena, denúncia um caché milionário. EM "Araguaia", o dinheiro deve ter caído do céu, pois nem a soma da bilheteira daria para pagar apenas as decorações de papel. Quanto mais as indumentárias, a maquilhagem, perucas, equipamentos... Sim, existiu um circo que ardeu e os artistas podem muito bem montar um espectáculo com o pouco que lhes tenha sobrado. Convenhamos, nem com muita sorte as sobras seriam coisa de grande envergadura! Até choveram papelinhos coloridos! A cidade toda colorida, com fitas, flores e tudo o mais em papel multicolor. Tudo isto, como se não custasse dinheiro e, pior, fosse material fácil de encontrar na longínqua e rural Araguaia.
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Porquê não gosto de circo? Bem, gosto de certos espectáculos dentro do circo, nem sempre gosto de um género tanto quanto gosto da mestria do artista. Mas, no geral, descobri que não gosto nada de circo. Acho que tudo no circo é falso. A começar pela suposta boa disposição e alegria dos palhaços. Os artistas são pessoas agressivas e frustradas, na generalidade, brutas e secas. Podem estar ali a trabalhar, mas são distantes do público ou frios com este. Quantas vezes não fui ao circo e reparei no clima pesado, a tensão, a preocupação com o fazer muita receita, com o controle excessivo pelos bilhetes, os gritos com palavrões dirigidos a alguém que não está a fazer o seu trabalho como era suposto fazer, acompanhados de uma frieza ou indiferença. Nem contacto visual estabeleciam ao pedir os bilhetes. E apressavam-nos para dentro, sem sequer esboçar um sorriso. Depois tem o crescente merchandising de produtos, a quantidade de ofertas para se gastar mais dinheiro em carrinhos de choque, carróceis e outros divertimentos ou doces como pipocas, farturas, algodão-doce, águas, refrigerantes, balões e, claro, sempre a FOTOGRAFIA ao lado de um elefante ou outro animal qualquer. Cada criança ou adulto, uma moeda ou nota... Não, não gosto de sentir que as pessoas não passam de um cifrão e ver cada uma a ser confrontada com uma série de oportunidades para lhes extorquir dinheiro. Através das criancinhas que querem tudo e mais alguma coisa, o circo traça estratagemas tais, que os pais têm de vir com a carteira preparada para desembolsar no mínimo um total de 20€. E em coisas efémeras, que a criança rapidamente esquece.
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Por tudo isto, não gosto de circo. Mas não gosto muito mais, em novela!

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Remédio Santo -

Há uma coisa estranha que se destaca na qualidade da novela: o vestuário.
Ao contrário da maioria das produções, onde mal se repetem roupas, a novela vai já na segunda semana e ainda estou a ver as personagens principais a usar as roupas com que foram apresentadas no primeiro episódio.
Helena continua com um vestido rosa e blusão preto.
O irmão de Gonçalo, Fernando, sempre de fato e camisa branca.
Violante não tira um cordão dourado do pescoço. Até parece ali estar para facilitar uma tentativa de estrangulamento. Não sei porquê este hábito de "embrulhar" em torno do pescoço de actrizes mais velhas algum acessório.
Gosto de Sílvia Rizo, mas é difícil olhar para a sua personagem sem me fixar na estranheza dos lábios da actriz, imóveis e de estranhas proporções.
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De resto, a história é toda muito interessante. A forma como as personagens deviam não se dar bem, mas dão, e aqueles que deviam dar-se bem, não dão. Existe muito potêncial e estou para ver como se vai desenvolver a relação de Violante com o filho bastardo do marido, Armando. Acho que daria ali um romance... E eis como é estranho o facto deste homem defender Violante em oposição às acções da mãe, Nazaré, cujo ódio a Violante, a quem chama de víbora, parece despropositado no sentido de que esta não se deve ter casado com Álvaro durante o interesse que o homem teve pela empregada. Esta história ainda não foi contada, outra razão para continuar a ver a história.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Remédio Santo

Estreou a semana passada, na TVI, a novela "Remédio Santo". Estou a gostar. A história está bem escrita e tem muitos ganchos de interesse. Entre bons e maus carácteres, existem momentos dúbios. As circunstâncias não se arrastam e a história segue o seu rumo com força e desenvolvimento.
As prestações também estão excelentes. Mas dei por mim a não apreciar tanto algumas. O rapaz que faz de campónio Ângelo, amigo de todas as meninas, bondoso ao ponto da ingenuidade, não está muito bem no papel. Das "Tias", a policial não está bem conseguida - está mais para o cliché. A maníaca por limpezas devia ser incorporada de outra maneira, pois não parece muito dada a limpezas, dada a rigidez e linguagem corporal, é pouco activa. Parecem caricaturas. O actor que faz de coxo agarrou bem a sua personagem, assim como a actriz que faz de esposa dele - Paula Lobo Antunes. Não gostei de a ver como protagonista numa novela anterior. Não me convenceu nem um pouco como pescadora nem como tendo passado por um transplante de coração. Mas aqui, na primeira cena, aparece com força e define a sua personagem. Li uma entrevista em que diz: "não há papéis pequenos, há pequenos actores". Discordo de que os actores se meçam pelo tamanho, de resto, claro que os papéis valem pela sua força, não por serem ou não de protagonista.
Por falar em protagonismo, temos Sofia Alves num papel secundário de grande composição. Ela é a viúva branca, que gosta de celebrar um certo dia do ano com os falecidos maridos: que são três! Lá o que ela faz, ou melhor, como faz, que até dá um apagão na zona, isso não se sabe bem... achei-a uma escolha demasiado nova para a personagem, pois tem um filho de uns 20 anos e três maridos cremados, tendo o mais "velho", falecido há 15 anos. Mas a verdade é que a actriz agarra bem o papel, tornando essa impressão muito secundária. A boa notícia é que, daqui a 20 anos, vai poder repetir o papel, que já estará no ponto! Afinal, Miriam Pires (velhota em Tieta e velhota noutras produções muito posteriores, como Pedra sobre Pedra) fez esse papel com convicção por muitos anos.
Numa novela com tantos artistas de topo, todos parecem ter o seu lugar ao sol. Assim torço para que permaneça. A sua antecessora - Espírito Indomável, começou de igual forma: muito interessante, a prender o espectador cena atrás de cena, mas lá enveredou por uma série de pancadas na cabeça, raptos, surras, tiros - que nunca deixavam sequelas de maior, muito menos matavam. A novela foi demasiado esticada, tornou-se previsível e chata de acompanhar.
Outra curiosidade interessante sobre a novela, é o seu horário de exibição. Se antes, "Espírito Indomável" ia para o ar ao mesmo tempo que "Laços de Sangue" (SIC), fazendo com que eu optasse por ver a segunda, agora as duas novelas são emitidas em horários distintos. Por enquanto...

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Grande Coutinho!

Na verdade, o elogio vai todo para João Ricardo, actor que dá vida a esta personagem do núcleo cómico da novela Laços de Sangue. E se dúvidas existem sobre este "casamento" perfeito entre as palavras do autor (outro que merece o seu crédito) com a interpretação do actor, cá vão dois vídeos inegáveis. Vale a pena ver até ao fim!





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Incongruências

No capítulo de hoje de Passione, deu-se a fuga de Clara da prisão. É incrível como uma ou duas prisioneiras encostam um objecto ao pescoço de uns guardas e outras quatro entram de arma em punho e ali ficam, paradas e cercadas, para lhes tomarem as armas...

Quer dizer: numa situação destas, a polícia entra e dá as armas directamente para as mãos das bandidas? Difícil de engolir. Tudo é muito difícil de engolir. Mas como já se sabe que é fantasia...

No capítulo de hoje de Laços de Sangue, novela cada vez melhor, Joana Seixas volta a interpretar a sua personagem com um rigori-mortis que tanto me afecta como espectador. A personagem encontra-se agora apaixonada, na fase inicial de namoro. Pois entra em casa do namorado com a filha deste ao colo, directa para o sofá e, antes mesmo de pousar a criança no chão, já a bunda estava primeiro no sofá. Só depois despe o casaco. Sempre, sentada no sofá. Como uma pedra que, mal entra em cena, tem de se afundar em qualquer mobiliário que por lá ande. O "namorado", ficou de pé, deu diálogo, aproximou-se do sofá, senta-se de maneira diferente. Aliás, como qualquer outro actor. Mas esta... é como uma pedra no charco!

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Brasil adapta novela Portuguesa

O título é ficcional, mas acho que é também futurista, uma vez que hoje tive como que a certeza que a novela Laços de Sangue pode ter um remake... brasileiro!

E porque não? A novela é excelente. Tem mais interesse e puxa mais por mim, pelo menos. Adoro a história que envolve a personagem de Beraldo. Um rapaz fixado em velhotas! Mas a história está tão bem feita que é refrescante. O moço só se sente atraido por sexagenárias... o que fazer?? A mãe bem que quer que ele se envolva com jovens da sua idade, mas ele sofre tanto por amar as mais velhas... é hilário!

Mas mais hilário ainda é o pai de Beraldo. Com o seu mau português a ser constantemente corrigido pela esposa, espanta-me e agrada-me a forma como está tão bem construída a personagem, até neste pormenor. Porque no linguajar português existem mesmo certas expressões que são mal pronunciadas sempre de uma certa maneira por um certo tipo de pessoas, e o actor diz tudo "bem"! Por vezes nem sequer percebo a mestria do "erro"... se não fossem as correcções que lhes seguem. Está muito bem conseguido.

Por este motivo e muitos outros, estou mesmo a ver os muito conhecidos artistas Brasileiros a interpretar esta história que começa portuguesa. Claro que, João e Inês teriam de decidir casar em Lisboa, porque o espaço geográfio ia mudar. A novela tem muitas voltas, personagens novas a aparecer e outras a desaparecer, como foi o caso dos dois rapazes que dividiam a casa com a rapariga que estudava tudo e mais alguma coisa, sem se fixar em nada.


Se formos a ver bem, algumas personagens sofreram já mudanças radicais - o que só costuma acontecer ao longo de um grande percurso de vida - aqui levou meses. Falo do irmão de Inês e do filho de Álvaro, o Marco. Ambos começam deliquentes e problemáticos, para agora serem cidadãos exemplares. Mas uma coisa aflige-me: é a postura de Tiago não ter mudado de forma a ele carregar como cruz o facto de ter sido o assassino de uma amiga, disparando sobre o seu ventre bem grávido, matando-a a ela e à criança. Acho que isso devia estar, de algum modo, sempre presente no dia-a-dia. Por exemplo, agora que está apaixonado, devia começar a perceber melhor o que o seu gesto implicou. E se a rapariga ficar grávida, ele devia chorar prandos, por saber que já matou alguém assim... Tiago é para ser perdoado, mas tem de carregar a cruz. Não dá, mesmo que por acidente, para matar uma grávida, amiga íntima, durante um assalto e não lhe pesar mais na consciência.


Mas sim, esta novela é excelente para ser também interpretada pelos artistas brasileiros. Agora o apelo... QUEM é que escolheriam para os papéis?? Quem seria o João brasileiro, a Inês, a Diana, o carequinha, o Beraldo e todas estas fantásticas personagens?

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Porquê as novelas Brasileiras perderam o interesse

Ontem à noite, ao ver a cena em que Clara é desmascarada pela família de Totó em casa da mãe deste, percebi porque é que as novelas brasileiras já não têm o brilho de antes.



Todo o diálogo pareceu-me com grandes partes em excesso. As reacções das partes, totalmente previsíveis e pouco credíveis. Totó, que é mesmo um totó, reforçou esse seu lado medíocre ao voltar a repetir que amava Clara, que a amou muito etc... para quê voltar a dizer isso? Só se enfraquece e dá força a Clara. Por essa altura, depois de saber que ela o queria morto e lhe deu um tiro, ele nem devia abrir a boca para falar. Quando ela se pôs a dizer que o amava, ele só a olhou e a deixou falar, falar, falar... tem cabimento? Devia era ter cuspido na cara dela assim que ela insistiu na mentira! E, depois, expulsá-la dizendo que ia para a cadeia.


Só isso e mais nada. Tudo o resto foi palha e uma cena que podia ser forte, não foi nada memorável. A reacção dos filhos é cliché, com tiradas comuns... e é esta a razão pela qual as novelas brasileiras são apontadas como sendo incapazes de se renovarem e voltar a prender a atenção do público como antigamente. Continuamos a vê-las, talvez por nostalgia, por costume ou por, simplesmente, sentirmos saudades de escutar o sotaque brasileiro numa obra de longa duração. Mas esta cena fez-me entender que, de facto, as novelas brasileiras estão a precisar descarrilar daquela fórmula patética.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Laços de Sangue - nucleo infantil

Antes de entrar no tema do título, há que dizê-lo.... Joana Seixas apareceu no capítulo de ontem a falar ao telefone. Enquanto segurava o aparelho com uma mão, a outra estava... dentro do bolso!!! É tão estática a sua postura que é ridículo ouvir as personagens reclamarem que esta devia abrandar um pouco... está praticamente parada! Bem, mas se há uns anos era complicado ver muitas crianças a fazer parte do núcleo de uma novela portuguesa, a chegada das TVs privadas vieram alterar isso também. Asssim sendo, hoje estava a ver um pouco de Laços de Sangue e voltei a reparar na prestação da miúda que faz de filha de Marisa. A rapariga está bem no papel. Muito bem. O mesmo já não se pode dizer de igual forma para a que faz de "Jessica" em Espírito Indomável. Outro rapaz que está no bom caminho é o que faz de filho do Álvaro. Uma excelente personagem para alguém daquela faxa etária. É raro escrever-se tão bem para miúdos. Jà os mais adolescentes em Espírito Indomável, estão ali, nem bem, nem mal... mas se tivesse de escolher, estão ainda demasiado crus para dizer que estão bem. Depois temos o menino que faz de David em Laços de Sangue... é tão irritante quanto o "Dino", de "Passione"! Em conclusão, é bom que a televisão tenha aberto portas para actores de todas as faxas etárias. Crianças, adolescentes, trintões, quarentões, cinquentões, maiores de 60... estão todos na TV!

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segunda-feira, 21 de março de 2011

Gosto de novelas rurais, mas Araguaia não parece trazer nada de novo. Neste instante a passar o primeiro episódio, o que vejo é um elenco escolhido por simpatias, com protagonistas que já contracenaram todos em novelas semelhantes. Desejo Proibido, por exemplo.
E lá está Lima Duarte, novamente "coronel", novamente a proferir juras de amor eternas a uma antiga paixão. A sua esposa não é mais Nívea Maria mas Julia Lemmertz, que é mais nova.
Murilo Rosa, novamente no papel de um jovem apaixonado, desta feita não é padre, tem mais rugas no rosto, mas vai dar ao mesmo. Lá está ele a devolver o cavalo à moçinha acidentada... onde já vi isto? Há, claro: no segundo episódio de "Desejo Proibido".
As mocinhas essas, são sempre tãão jovens... e desconhecidas.
A determinada altura da história, Laura Cardoso, outra que esteve em Desejo Proibido, diz, a respeito da relação de Edson Celulari com Cléo Pires que "bode velho com cabritinha nova" nunca dá grande coisa.
É este o sentimento que "Araguaia" desperta em mim. Logo pela personagem de Murilo Rosa, que repete com uma semelhança horripilante um encontro com uma jovem protagonista (elas cada vez mais jovens e eles, cada vez mais velhos) que se revela teimosa, arredia e... noiva de outro! Os dois se atraem mas se desentendem. Já vi isto... onde?? Pois é... "Desejo Proibido"!

Temos uma grande mansão, uma casa senhoral, tal e qual como aquela em que vivia José de Abreu em "Desejo Proibido".

São demasiadas as semelhanças para se poder dizer que tem algo de novo. Dizia a voz-off durante o intervalo comercial, que vinha aí uma novela "com grandes actores nossos conhecidos e jovens promessas" (mais ou menos assim), e dão como exemplo nomes: Lima Duarte, Edson Celulari, Regina Duarte (como os grandes da velha-guarda) e os novos, Cléo Pires, filha (dos velhos) Fábio Júnior e Glória Pires. Cá para mim, mais parece genes reciclados... Não deixa de ser mais do mesmo :)

Nisto tudo, acabo a dizer: lá por ser mais do mesmo, não significa que não se vá ver...

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