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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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sexta-feira, 6 de junho de 2008

DESEJO NA DESPEDIDA


Está a terminar aquela que é a melhor novela dos últimos tempos. Desejo Proibido chega ao fim e vai deixar saudades. Em exibição continuam as enfadonhas “Terra Nostra” e a novela “Duas Caras” que se estreou muitos meses antes de “Desejo” mas nunca mais chega ao fim.

Em substituição está Ciranda de Pedra e espero que não seja tão enfadonha quanto parece. O tempo dirá. Feitas as contas, não é fácil encontrar uma boa substituta para preencher com igual qualidade “Desejo Proibido”.

Desejo Proibido carregou demasiado no pedal do acelerador para o final. É pena que tenha passado por um breve período de “estica a trama”, quando teria ido parar ao mesmo lugar se mantivesse o ritmo de desenvolvimento apenas um nadica menos veloz que o ritmo a que vai este final. Três episódios para a audiência no tribunal do divórcio de Laura e Henrique, muitos abraços e beijos de Miguel e Laura, que ardiam em desejo por consumir, para depois consumarem tanta paixão sem pompa ou circunstância.
Desde o início uma bela trama, de humor inteligente e interpretações gostosas como aquele caramelo que você deseja que derreta na boca.

Sinto pena que tenha corrido para o fim, sem deixar que se apreciasse mais as novidades. Ainda assim, realça-se pela positiva ao apresentar um final apressado, porém coerente e gostoso de ver. São poucos os autores que, face a este imprevisto, conseguem respeitar a trama e o espectador. Vejam o exemplo de “Cidadão Brasileiro”.

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Terra Nostra -

Terra Nostra anda a pastar. De mês em mês o autor decide tentar cativar as audiências criando uma (e só uma) cena de impacto dramático. Há um mês foi o parto de Maria das Dores e agora é a morte do Ruanito. Bem, mas será que morreu mesmo? A coisa ficou em águas de bacalhau. Não se viu corpo, nem enterro nem se percebeu coisa alguma. Entre Mariana ter uma criança nos braços e a notícia ter sido dada às mães, a criança manteve-se com Mariana. Como o médico soube? Concerteza é um mistério intencional.

É lamentável que Terra Nostra não seja coesa. Avança embalada por situações sem interesse ou nexo e excesso de melodias italianas. Aliás, a novela mal tem som ambiente. É só uma banda a tocar, enquanto as personagens se passeiam de um lado para o outro de coche. De mês a mês, algo acontece, mas perde importância logo de seguida. Foi assim com a ameaça da Peste, que desaparece logo após o parto do filho de Guilhermecino, e assim foi com a morte de Ruanito, de difeteria. Quem dera a nós que na vida real as doenças contagiosas e letais se comportassem assim!


Continuo a dizer que a relação de Mateu e Juliana não faz sentido. Os dois brigam e ela diz-lhe que ele percebeu tarde que ela não o quer mais. É uma afirmação muito forte mas não resulta em qualquer acção. A coisa anda tremida mas nada acontece. Para quebrar esta tensão sem sentido entre os dois, o autor decide dar a Juliana a certeza de ser a mãe de Juanito. E por milagre, isto basta para os desentendimentos desaparecerem. Até que, sem motivo credível reaparecem mais uma vez. Entre os dois tudo volta a andar tremido mas nada acontece. Então, numa busca desesperada para despoletar o interesse, o autor decidematar” o filho do casal. Que tragédia, não? Talvez não. É só o mesmo escrito e representado vezes e vezes sem conta.

Terra Nostra começou chatinha, pelo menos achei, mas desenvolveu-se com interesse até o parto de Juliana. Daí adiante descambou no no sense. Vejam hoje: Francesco e Paola entram na mansão de onde este saiu para viver com ela e praticamente dizem à ex-esposa: «nós queremos viver aqui, vai-te embora». Altivos e arrogantes. Não combina com o carácter de nenhum deles. Não faz sentido. O milionário, construtor de sobradinhos, com a casa do filho que ficou quase acabada disponível, decide despejar a ex-mulher, que jurava a pés juntos nunca sair dali ou abandonar as suas coisas e esta aceita de imediato. Mas quem escreve isto?

Os italianos na fazenda continuam a trabalhar de graça mas o que mais os vemos fazer são festas. Todas as noites, como se o trabalho não os cansasse e a labuta não voltasse dali a menos de 6 horas, lá está o povo todo. Sorridente, a beber muito vinho, a tocar, comer, dançar e as crianças a brincar. Humm… porque será que acredito que não foi nada assim?? É tudo a descambar.

Um bocejo com picos de interesse e muitos, muitos coches de lá, para cá. Lá para cá… se juntasse tudo garanto que dava ao menos 10 horas destes passeios!

Afinal não ter assistido à novela em 1999 foi uma decisão baseada numa boa primeira análise dedutiva. A trama lá tem os seus encantos, admito. Mas como já disse, só com uma tesoura na mão! Shop, shop! E pronto! Poucos capítulos dão conta do recado.
Leia o que alguns actores disseram sobre a sua participação nesta novela e consulte estes links com matérias interessantes.



«Na novela Terra Nostra, nem me recordo o nome da personagem, só me lembro de dizer 'Mamá', e Lolita Rodrigues responder: 'Si, hija, depois te explico.' Benedito Rui Barbosa não sabia o que fazer com nossas personagens. Passei seis meses grávida na novela até que um dia dei um toque no Jaime Monjardim para lembrá-lo que já estava na hora. E aí nasceu. Foi uma novela que eu não tinha porque ter entrado, mas é necessário saber lidar, porque nem tudo na vida são só flores e sucesso. Às vezes, mesmo com todo esforço, não rola». * Cláudia Raia In Estado de S. Paulo, 22 agosto de 2007, referindo-se à novela que mais a decepcionou.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/aspas/ent20062000a.htm#aspas24
http://www1.an.com.br/2000/mai/19/0ane.htm

http://www.televidere.blogger.com.br/ - afastamento de José Dumont, o Baptista

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Actualizações das Novelas

Terra Nostra:
Espero que chegue depressa ao fim. Já cansei. Não pensei que a esta altura da trama tudo ia voltar ao início. Guilhermecino a ser dócil e simpático com Mateu, assim como toda a família, para ver se este volta a se interessar pela filha. E Mateu vai cair na mesma esparrela outra vez? Isto torna a trama tediosa, repetitiva. Continuo a achar a relação de Mateu e Juliana uma estupidez sem sentido. Não faz sentido que esta esteja de mal com ele. Supostamente, porque ele é ciumento, mas quem se comporta como tal é ela. O carácter que nos foi apresentado dos dois no início da história não é o mesmo que verificamos desde que chegaram à pensão e juntaram os trapinhos. Esta história é uma estupidez pegada.

Estreias:
Sete Pecados e Desejo proibido estrearam no mesmo dia: 14 de Janeiro. Mas a primeira já está a terminar. Em substituição vem “Beleza Pura”. Quando? Não se sabe. Vai estrear “em Maio” e é tudo o que anunciam.

Ainda não estreou e já uma coisa me incomoda: os rostos plastificados. Protagonistas e coadjuvantes que conhecemos de outras novelas, com uma aparência com algo de errado… este é um tópico á muito em falta neste blog, que quero mesmo explorar.


Sobre “Beleza Pura” sei apenas que Edson Celulari, de 50 anos, vai ser o par romântico de Regiane Alves, que deve estar nos trinta ou quase. O problema é que esta é filha de Cristiane Torloni, também com 50 anos de idade na vida real mas que na novela, é uma mulher de 30 e muitos. Ora bolas! Será que não arranjam protagonistas mais jovens, quando é suposto estes serem jovens na casa dos 30 e muitos? Daqui a 25 anos vamos ver Regiane Alves a protagonizar uma novela onde esta ela é uma jovem recém-licenciada.

Não sou apologista de tudo ser juventude, mas dispenso a aparência madura porém plastificada. Cirurgias e injecções para aparentar ter 20. Fica horroroso! E pior é quando as de 20 também fazem o mesmo. Pelas imagens que já vi de Regiane Alves na novela, achei a sua fisionomia já algo plastificada. Ora, porquê uma jovem que ainda tem o frescor da juventude vai fazer coisas ao rosto para parecer uma velha que quer parecer nova? No capisco, pronto!


Mistérios:
Os de Desejo Proibido até parecem de simples explicação. Como um bom mistério deve ser. Ao que parece, André, o filho de Viriato, é também de Cândida e anda na casa dos 30 e poucos. Confesso que não aparenta mas na história, essa é a idade apontada da personagem. Se mais mistérios houverem, espero que seja um que envolva Henrique.

Continuo a adorar a prestação de José de Abreu e a do protagonista Murilo. Esta novela destaca-se também por um outro feito: a de ter no elenco actores já de uma certa idade, que incorporam as suas personagens condicionados ao que a idade muitas vezes impõe: a mobilidade mais limitada, alguns movimentos involuntários enfim, toda uma linguagem visual e corporal muda.

Mas aqui existe um cuidado, uma atenção, um carinho, um respeito e reconhecimento para com os actores séniores e assim vemos Claúdio Marzo (dizem que com 67 anos), Eva Wilma (75) e Lima Duarte (78). Uns mais condicionados que outros, todos a encarnar as suas personagens com uma entrega e profissionalismo que sobressai mais que qualquer outra coisa. Parabéns.

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Em exibição: Terra Nostra


A trama de Terra Nostra continua a avançar, por entre páteos, portões, corredores e passeios de charrete, com as suas incongruências. Por onde começar? Talvez pelo parto do filho de Guilhemercino. Decerto uma cena importante para a história, porém foi de pouca credibilidade o pretexto arranjado para que este tivesse de ocorrer no meio do mato.

A impressão que passa é que o autor queria porque queria que assim acontecesse mas não soube ser convincente nas tramas que desenvolveu para obter esse resultado. E o resultado é que Leonora, Mariana, Guilhemercino e Maria do Socorro saiem de S. Paulo para a fazenda em fuga da peste. Porém, Leonora viaja sem a filha e Guilhemercino abandona à má sorte da peste o tão protegido neto.

Estas acções não combinam com a conduta das personagens até então. Além disso, antes da partida a filha Rosana diz ao pai que ela e o filho dela vão com eles para a fazenda, e na cena seguinte partem e ela fica na cidade. Explicação? Não houve. E assim, para fugir da peste, os quatro vão para a fazenda, porém Guilhemercino deixa o adorado neto à mercê da doença, assim como Leonora a filha e Mariana o filho no convento. E porquê? Porque se viajassem com as crianças, nenhuma podia fazer o parto no meio do mato. E com quem ficam em S. Paulo a filha da empregada e o neto do patrão? Com Mdm. Janete!

Depois do parto feito, todos regressam para S. Paulo e por milagre, a mencionada peste que prometia complicar a história, desaparece do texto.

Outro desenvolvimento difícil de acreditar é o desenrolar da relação de Mateu e Juliana. Desde que os dois se juntaram, uma coisa não bate certo com a outra. Primeiro é sabido que um casal quando se ama e concretiza a união, a primeira fase é sempre de “rosas”. “Amor e uma cabana”. Só depois vêm as dificuldades. Mas com Mateu e Juliana foi ao contrário.


Assim que chegam à pensão já não se entendem, desconversam, estão inseguros e traíem o carácter que até então mostraram ter, que é a sinceridade. Exactamente quando a fase de rosas devia terminar para se começar a viver as dificuldades, é quando o casal se acerta, por milagre. Mais para a frente voltam a desentender-se e o pretexto é fraco. Voltam a acertar os ponteiros e estão agora novamente tremidos, tendo Juliana confirmado a Mateu no episódio de ontem, que o quer abandonar há muito. Aposto que isto não vai dar em nada, tal como as anteriores ridículas tensões entre o casal.

A forma como os trabalhadores italianos aceitam a “proposta” imposta de Angélica quanto a terem direito a metade dos lucros da colheita, é patética. Aqui pode ser o sangue português a falar, mas penso que até em Itália aplica-se o provérbio “quando a esmola é muita o santo desconfia”. Além disso, não faz sentido não ter surgido naquela multidão um líder, para estreitar a comunicação entre o grupo e o patronato. Assim que chegam à fazenda, Mateu e Bartollo assumiram a liderança. Depois partiu um, ficou o outro. Agora partiram os dois e ninguém naquela italianada se destaca. Nem para assumir a venda, cuja partida do novo empregado ficou ainda por perceber. A venda ficou entregue a quem? A única ambição daquela italianada prende-se somente ás necessidades da trama, e isso irrita.


Voltando aos trabalhadores, que começam a bater palmas e a gritar vivas de alegria com a imposição de Angélica, acho estranho que não percebam que metade de “nada” é “nada”. E que correm mais riscos e têm pouco proveito próprio nessa divisão em dois: metade para o patrão, a outra metade por centenas de cabeças.


O triste destas histórias é que, por entre estas incongruências, percebe-se que o “Destino” de algumas personagens está planeado para se intercalar no futuro. Nomeadamente o das crianças que estão a nascer, mais Tisio e o primo. Porém, como o autor fica sempre aquém das suas intenções quando escreve as suas tramas, é sabido que não houve nenhuma Terra Nostra 2 (ainda bem). Logo, a trama vai deixar muitas pontas soltas que nunca voltarão a ser reatadas. De certa forma isto confirma as suspeitas que me fizeram não querer ver a novela quando surgiu pela primeira vez.

Em termos das escolhas da direcção e edição, também teço umas críticas. Já aqui falei o chato que é estar sempre a ver o sol nascer e a noite a se pôr, cerca de quatro vezes por capítulo. Pelo meio muitas vezes nem interessa a cena que vai para o ar. Tudo isto é acompanhado por muita música, que avança adentro das cenas seguintes. É melodia atrás de melodia, o que confirma novamente a impressão inicial, desta ser uma novela de pouco diálogo e muito embalo. Manter a TV ligada na novela sem a estar a ver é ser agredido pela violenta sucessão destes diferentes sons de embalo.

Algo nela é belo de se acompanhar. Acho que até a cena do parto do primeiro filho de Juliana, a coisa esteve quase sempre perfeita. Daí para a frente existiu um “boom” de incongruências. Esta novela é muito boa de ver, mas com um par de “tesouras” na mão!

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sexta-feira, 7 de março de 2008

EM EXIBIÇÃO 03

Actualizações esporádicas das novelas em exibição em Portugal

Desde a última actualização, Terra Nostra sofreu mais uma mudança na trama. Mateu sai da fazenda e vai viver com Juliana. As razões para a personagem tomar esta atitude neste instante não me convenceram. Se era para abandonar a esposa e o filho, que o tivesse feito antes de ver o bebé e se afeiçoar a este. Mas fê-lo agora, numa altura em que Rosana, a esposa, não lhe estava a infernizar a vida e meses depois de saber que tinham mentido a Juliana a respeito do filho deles os dois. Se Mateu tivesse abandonado tudo no instante em que soube que a sua amada estava a ser enganada, compreendia. Mas neste momento da trama, após sentir um filho nos braços e não viver problemas de maior, a saída de Mateu da fazenda não convence. Ainda mais por o reencontro com Juliana não ter sido tão arrebatador como podia prometer. No ar fica a sensação que a união será de pouca dura. Além disso, Juliana está novamente grávida e de Marco António. Nem mesmo o amor de Mateu seria suficiente para esse choque. Terra Nostra vinha a irritar-me nas últimas semanas pelo excesso de cenas supérfluas. São bonitas, pois claro, mas quantas vezes é preciso ver os emigrantes a acordar para a lavoura? Mas nem são estas as cenas a que me referia. Refiro-me ás entradas e saídas das casas, aos passos pelos corredores, pelas divisões, pelo espaço, que nenhuma personagem dá, sem que a câmera vá atrás. Só não as seguem para a casa-de-banho quando têm de fazer as suas necessidades! São quase 20 cenas por episódio a ver o pátio e átrio da casa de Guamercino a ser atravessado, para lá, depois para cá. O mesmo se passa na casa dos Maleano. O coche vem da rua, as personagens passam pelo portão, atravessam o jardim, depois chegam à entrada e a trama se estende assim, só com as personagens a andar de um lado para o outro, em pátios, jardins e corredores. Outro exemplo de cenas excessivas é as de comboio. Quando uma personagem vai a algum lado, não só tem que atravessar os pátios, átrios e jardins mais uma vez, como tem de ir para lá de comboio e depois para cá de comboio. Sem diálogo, sempre a ir e vir, e assim se preenchem vários minutos de história.
No Brasil a reexibição desta novela foi um fracasso. A TV Globo viu-se forçada a compactar as cenas, chegando a colocar 9 capítulos em um. Convenhamos que há novelas que não se prestam a isso mas decerto, esta não é uma delas.

DESEJO PROIBIDO
O mistério em torno do segredo de Viriato depressa foi desvendado. Em parte, porque o autor levanta sempre o véu, mas só deixa a descoberto parte dos mistérios… ao que parece, o prefeito Viriato é pai de um menino com trissomia 21, que esconde num local longínquo e isolado. Mas não por vergonha, porque ele parece adorar mais aquele filho que as filhas juntas. Se ele é o pai, quem é a mãe? Ora, a Cândida é a candidata mais provável. Os dois eram amantes e quiçá estava ali o resultado. Não dá para perceber que idade tem o rapaz mas sendo muito novo, não se pode exagerar atribuindo a Cândida uma proeza que a idade já não lhe permite. Contudo, acredito que existe no seu percurso de vida, uma história semelhante. Quando Henrique sofre o acidente, ela vai à gruta e, ao receber consolo nos braços de Viriato, pergunta porque não lhe deixam ter um rapaz normal, dando a entender que no seu passado existe uma história de deficiência com descendentes. Será que André, o filho de Viriato, é mesmo filho de Cândida mas esta desconhece que sobreviveu? Mistééérios…. Que o autor vai desvendando e mantendo.
O colchão de Nezinho foi a vítima do episódio de hoje. A sua própria mula começou a comer a palha do interior, colocando assim as suas economias em risco. Um religioso vem pedir o colchão velho para dormir na gruta e ao que tudo indica, as suas preces por dinheiro vão ser ouvidas! Não vai cair dinheiro do céu, mas do colchão! E Nezinho? Será que a trama já chegou ao momento em que o actor faleceu? Será que este vai desaparecer de Passaperto atrás do seu dinheiro ou morre de desespero? Como irá a personagem sair do ar, agora que o actor foi actuar para outras bandas?

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

EM EXIBIÇÃO 01

Actualizações esporádicas das novelas em exibição em Portugal

Terra Nostra

Já está na fase da barriga (ou pastilha elástica). Terra Nostra, já por si uma novela longa, teve hoje um capítulo redundante. Várias cenas nocturnas, depois diurnas, a novela toda passou e a única coisa que saiu da boca das personagens foi a repetição do filho de Mateu com Juliana e a pobre Rosana poder ser abandonada. O importante, a cena que se devia ver, essa não existiu. Mateu diz ao sogro que no percurso da viagem vai contar a Rosana o propósito da mesma e quando estes chegam a casa da irmã, Rosana já está a par da situação e aparentemente de bem com o assunto.
Sempre temi as fases de barriga das novelas que, no caso das de Ruy Barbosa são realmente uma gravidez prolongada. Lembro de cenas muito enfadonhas nesta novela, de diálogos desnecessários e close-ups enfadonhos. A ver vamos.

Sete Pecados

Embora a aprecie mais, continuo a dizer que não traz nenhuma novidade e sublinho tudo o que disse anteriormente a respeito da história e das interpretações. Assisto a novela e a primeira risada gostosa que dei, foi quando a Anja pede a um rapaz para a deixar vê-lo nu. De resto, com anjos assim, estamos todos mal. Ou melhor: estão os ricos e poderosos mal, mas com a quantidade de dinheiro que têm, nem dão conta. A pesar das preces por anjos-da-guarda ser alta, a novela demonstra que anjos é só para alguns. Os que têm os bolsos bem recheados!
Continuo a achar que Giovanna Antonelli devia ter o papel da milionária, e vice-versa. Nas cenas em que se referem à Clarice como “cafona” é impossível não ver que Clarice tem uma figura mais elegante que a rival, mesmo fantasiada de pobre. Infelizmente, quando assisto a novela, vejo duas actrizes a representar. Porém, quando surge Gianachinni (sim, tá mal escrito, e depois?) nunca sei o que ele está a pensar, sentir ou o que vai fazer. Vejo a personagem. Entretanto chegou a Portugal a notícia do final da novela no Brasil. Sabe-se apenas que Dante percebe no último minuto que gosta de Clarice, ficam juntos e a outra é presa. Que final previsível. Tenho pena que não tenha sido o contrário, pelas razões que já disse antes. Serviu de consolo porém, ter lido nessa mesma revista que anunciou o final, que a opinião de Giovanna Antonelli era que os dois deviam terminar separados e amigos. Para quem vê os primeiros capítulos, não há nada a influenciar a atracção de Dante por Beatriz. E a relação dele com a mulher é de amizade pura, assim que os vemos na neve, onde ele já exibe um porte elegante e um certo incómodo pela falta de requinte da esposa. Depois é só abraços e “apaga a luz que preciso descansar, amor”.

Desejo Proibido
Também aqui sublinho tudo o que já disse antes sobre a novela. É deliciosa como um caramelo! Em conversa com uma amiga que demonstrou espanto por certas novelas desta categoria não terem tido sucesso no Brasil, veio à tona o nome de outra, também com Desejo no título: Força de um Desejo. Em comum estas novelas têm o facto de serem de época, com uma história fascinante, um elenco soberbo, interpretações maravilhosas. Outro caramelo, que não passou de bala-de-gude no Brasil. As novelas mudam, mas o público também. A primeira “decepção” de Desejo Proibido foi ver D. Ana, praticamente uma mulher amazona de tanta prática que tem de caminhar por entre o mato, no dia em que decide fugir do marido, tropeça e torce o pé ao ponto de sangrar (sim, é estranho) e logo de seguida, ao entrar para uma canoa, cai e bate com a cabeça na tábua do assento, ficando desacordada. Não faltava mais nada! Logo de seguida este azar é bem explicado na história mas, na altura, fiquei decepcionada com a forma encontrada de impedir a fuga. No entanto compreendo: que outro bom motivo iriam arranjar?
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A novela continua cheia dos seus mistérios. Que quero desvendar! A começar pelo primeiro: a origem de Laurinha. Com a introdução de novas personagens e respectiva relação misteriosa entre elas, não dá para adivinhar se o destino de Laura está ligado ao pessoal do circo. Que papel tinha o barqueiro, que foi chamado de doutor pelo artista Camaleão, ao ser libertado da prisão? A chegada de uma nova personagem, irmã de D. Purezinha, e seu envolvimento total com um homem mais novo que a abandonou também poderia sugerir que… mas não deve ser o caso. O mistério intensifica-se! Porém, o barqueiro deve ter ficado na cidade, na margem do rio, por aí ter sido “depositada” Laura. E será que as ervas que ele deu a beber anteontem ao menino morto que ressuscita, tinham sido administradas à bebé Laura pouco antes de ter sido encontrada por Ana? Que milagre vai finalmente a Santa de Pedra realizar no último capítulo?
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Outro mistério por desvendar, é a relação do perfeito e do químico da cidade. Fiquei com a impressão que o primeiro gostava de vestir roupas de mulher. Se calhar, não tem nada a ver, mas será o segredo o gosto por travesti? E onde pára Ana? Parece que quatro pessoas estão a par do seu paradeiro. O marido Chico, Henrique, o filho deste, o capataz de D. Cândida e a própria, é claro. Todos envolvidos num enclausuramento encoberto? Como já dizia uma outra personagem de grande sucesso: Mistééééé´rio!

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Quando partilhamos uma opinião com terceiros, espera-se cortesia. Os outros podem não pensar exactamente da mesma forma (quem é que pensa exactamente igual?), mas o princípio do respeito ao outro ainda que discordando do seu ponto de vista é uma VIRTUDE.

Após deixar um comentário bem simpático no blog de uma pessoa que me pediu que o visitasse recebi como resposta uma mensagem num tom pessoal e precipitadamente agressivo, à qual respondi em pronto. Tudo porque a minha opinião sobre a novela 7 Pecados não corresponde à sua. Mas estava a pensar: e é assim que se coloca um ponto de vista? Há necessidade de partir para o nível pessoal e agredir a pessoa que expressa uma opinião diferente?

Comecei a pensar nos PECADOS e nas VIRTUDES. No ler tudo o que se escreve e ler apenas o que se quer ler. A Virtude de respeitar os outros. A inteligência de facultar oportunidades para mudar de opinião. Continuo a ver esta novela porque quero dar-lhe a oportunidade de me cativar. Nem tudo nela me desagrada e nem tão pouco sinto que fui extremista na minha opinião. Penso que justifiquei bem os pontos de vista e o que foi e não foi concluído com base em primeiras impressões.

Quando pessoas mais velhas me dizem que no seu tempo é que as novelas eram interessantes, não lhes retiro o seu quê de verdade. Sempre achei que quem recorda com saudosismo as grandes histórias da extinta TV Tupi e elogia as primeiras novelas brasileiras, ainda a preto e branco, tem a sua razão. No seu tempo, naquela altura, para aquelas pessoas, estas tiveram um impacto enorme. Cada geração será para sempre influenciada por novelas diferentes. E se vão buscar êxitos do passado para atrair o público novo? Claro que vão! Portanto os que viram as novelas a preto e branco da TV Tupi têm tanta razão quanto os que viram Roque Santeiro, Vale Tudo, Tieta, assim como os que estão agora para nascer hão de elogiar obras que vão desgostar os de hoje.

Detectar semelhanças entre os géneros é normal. Aqueles que já viram muita comédia, drama ou sagas decerto são capazes de o fazer. Os que conhecem as obras dos autores, dos directores e dos actores sabem quando algo é parecido a algo visto no passado. Penso que esta condição decerto altera a apreciação de uma obra.

Creio que no final, o derradeiro PECADO daquele que precipitadamente condena é mais tarde, virar-se contra os seus princípios e atirar pedras ao que outrora amou incondicionalmente.

Por fim, falemos mais de NOVELAS em EXIBIÇÃO.

Tenho acompanhado Terra Nostra. Sempre soube que esta era uma boa novela, apenas não tive paciência para a acompanhar. Quando perco os primeiros capítulos costuma ser assim. Além disso, o timming é também importante. Na altura Benedito Ruy Barbosa tinha escrito muitas novelas dentro do género “saga familiar” e existiu de minha parte uma certa saturação pelo género e tema. Continuo a achar que lhe faz falta mais dinamismo, mas ao mesmo tempo, a sua linguagem é aquela. A história, comprida mas boa. E sem dúvida, isso nunca pus em causa, Terra Nostra é uma novela LINDA de ver em termos de fotografia. A reconstituição história, nos cenários e na edição, mesclando imagens antigas sem cor com as das personagens é primorosa. Nota-se o empenho de toda a produção e dos actores para fazer daquela novela algo marcante.

Desejo Proibido continua bem e os primeiros episódios de 7 Pecados já lá vão.

Caríssimos leitores, continuem a visitar este blog, para recordar novelas e expressem a vossa opinião. Esta é sempre bem vinda, mas quer-se respeitosa. O blog foi criado num ímpeto nostálgico e por isso, a sua finalidade de raiz sempre foi o partilhar da influência de cada novela na vida de quem as vê. Abraços!

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Segundas Impressões

Para quem desconhece, estrearam em Portugal 3 novelas brasileiras da Tv Globo. Terra Nostra passa ás 14.00 horas e é uma reprise. Sei que é uma boa novela mas julgo que o formato dos primeiros capítulos, com muita imagem enfaticamente romântica, muita melodia e pouquíssimo texto, contribui para um “desligar” rápido. Contudo, tenho me esforçado para apanhar a sua essência e é fácil de acompanhar. Só temo as conhecidas fases de “barriga” lá mais para adiante.

A seguir passa Sete Pecados, ás 18.00 horas. Acredito que o primeiro capítulo é fraco mas continuo a acreditar no poder da história. É light, é deja-vú e é linear mas, o povo gosta de simplicidade misturada com fantasia angelical!

Depois ás 22.00 temos Desejo Proibido. Esta novela teve o primeiro capítulo reexibido hoje, antes de Sete Pecados! Mais uma vez, sem anúncio, sem lógica, repetem o primeiro capítulo na tarde em que vão exibir o terceiro, e não na tarde seguinte à estreia. Enfim! Desejo Proibido é a novela que, no arranque, desperta mais interesse. É dinâmica e deixa no ar a promessa que muito se vai desenrolar. Adoro o timbre que Marcos Caruso encontrou para dar voz ao seu padre Inácio.
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Aguardo então pela repetição do primeiro capítulo de 7 Pecados, talvez nessas sagas de fim-de-semana, já que este foi o que não vi na integra.
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Links Banda Sonora Complecta:
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PS: 17/01/08: Desejo Proibido, não teve o segundo capítulo reexibido. Dá para entender uma lógica racional da SIC??
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Também Sete Pecados não foi para o ar há hora prevista. Já sofreu uma alteração horária: começa ás 18.30 e dura até ir para o ar o telejornal: 20.00h. Das duas umas: ou exibem hora e meia de novela, ou ficam pelos 45 minutos intercalados por muita, muita publicidade.
Desejo Proibido também viu o seu horário adiado para as 22.30. Logo depois segue Duas Caras, cada vez atirada para um horário tardio.
Só se pode tirar uma conclusão: nunca se sabe o que esperar da SIC. O melhor e deixar o aparelho gravar e usar o fastfoward. Um sinal que esta será a mais valia da televisão do futuro.

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