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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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domingo, 3 de julho de 2022

Assistir Remake está a causar-me saudades de Juma e Jove

 

Este Pantanal (2022) está a deixar-me a sentir SAUDADES da Juma e do Jove. 
Estes que surgem aqui só têm o nome e mimicam a história. Mas não são iguais na essência. E isso é triste.

Pantanal devia ter sido re-escrito por alguém apaixonado pela história. Não por quem partilha genes com o autor. 

No episódio que assisti hoje - Jove leva Juma para a cidade. 

Ai.. que falta de emoção!
Todas as frases chave REMOVIDAS. 

A Juma a ser interpretada como uma menina com conhecimento das coisas da cidade e a agir como alguém com deficiência mental só por não saber onde colocar o olhar. Nossa! Na história original Cristiana Oliveira fez isso mas estava de acordo com o momento que a personagem estava a viver naquele instante. Não é para fazer SEMPRE. Parece parvinha e idiota. 

Neste episódio notei também que o autor foi tirar inspiração - conscientemente ou não - das cenas icónicas do filme Titanic. 

O quê?? O Titanic e o Pantanal?
Sim, meus amigos. 

Braços abertos??

Quando vi Juma de braços estendidos em frente ao avião pensei: 


"Porque é que esta menina que nunca foi criada na cidade, nunca conheceu mais ninguém que não fosse a mãe, estende os braços?" Ela não tem essa referência. No máximo, para ela, abrir os braços seria se alguma vez tivesse visto uma ave a abrir as asas para voar. A Juma original... nossa. Nunca pensei que ia gostar muito mais da interpretação da Cristiana Oliveira e lhe dar ainda mais valor passados todos estes 30 anos. Ela e Marcos Winter... nossa, que SAUDADE do Jove meio debochado, corajoso, brincalhão... este diz uma fala, fazem-lhe uma pergunta ele demora 5 segundos para responder.

Parece que foi ele o criado na lerdeza da vida do campo. O Jove original era um miúdo esperto, rápido, que nunca perdia as palavras. No entanto nesta nova versão a Juma fala mais que ele!

E a forma como aprendeu as letras na areia? Que apressadinhos! Pegou na faca e rabiscou com a mestria de quem já fez aquilo centenas de vezes. Traçou o "a, e, i, o, u" em dois segundos. Até mesmo os detalhes de traçar da esquerda para a direita ou de baixo para cima, ou sem interromper o traço ao fazer a curva do "A"... Para quem desenhou esta letra pela primeira vez FALTOU SENTIR ISSO!!!!

Faltou levar tempo, pensar, assimilar... tudo o que Cristiana Oliveira fez num areal com uma extensão de respeito, com um pauzinho que havia por ali. Estes acharam melhor encontrar um pedacinho pequeno de areal molhado e serem rápidos a rabiscar as letras usando uma faca. Pronto. Feito. Aprendido. Sério??

Totalmente sem sal! Sem impacto. Sem envolvência. Só factual. Sem sabor.  

Estou neste instante a SOFRER. 

A sofrer porque podiam fazer 1000 remakes e mudar muita coisa. Mas JAMAIS a essência destas duas personagens. 

Esta geração é mesmo apressadinha. Só é lerda a falar. Nos beijos - todos modernos à Hollywood e bem descarados - vai com língua logo. Total peganço. Se o guião não dissesse que Juma não quer sexo, estes dois teriam ido para a cama no instante em que se aceitaram. Logo ali, nas águas do rio. Passado dois anos, no máximo, estavam separados e cada qual sem poder ver o outro. 

A inspiração no Titanic não se limitou aos braços abertos, o grito do "casalinho romantico" do filme também foi transferido para o guião de Pantanal. Assim não sei se terei coragem para continuar a ver. Salva-me Zaqueu! Volta, núcleo citadino! Não morras, Madeleine! 


Estou na capitulo 40 e pouco e desde o 30 que anseio para que termine logo porque é um tanto maçante.  

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sábado, 2 de julho de 2022

Pantanal: Decepção atrás de decepção

 Volta MANCHETE!!

Alguém tem de terminar com aquele padrão globo de contar histórias. O remake de Pantanal é algo insonso, feito para se enquadrar nos tempos modernos e por isso não tem de seguir à risca os diálogos e circunstâncias do original.

Mas, caramba!
O que fizeram foi ELIMINAR as partes mais importantes, que nos emocionaram e também estão um pouco a destruir as qualidades e características de cada personagem. Em particular Juma e Jove. 

Para onça, que reage quando ameaçada, esta tá mais para gatinha sem sal. Nunca pensei que ia ver uma Juma com menos força, com menos doçura com Jove, tão modernizada que tá mais para oferecida e até, pasme-se, quando Jove pega na máquina de retrato para a fotografar no rio, ela POUSA para ele. Sem ser instruída. Uma mulher que até então NUNCA tinha visto uma camera e tão pouco sabe o que esta faz, soube instantaneamente os ângulos e os olhares que devia exibir diante da lente. Por pouco não fez biquinho.

Repulsa.

Isto descaracteriza a personagem totalmente.  

Depois vem esta cena: Zé Leôncio vai até a tapera de Juma para levar Joventino com ele e ao ouvir que ele pretende mandar a tapera a baixo, Juma corre para o interior da casa e aparece com uma arma apontada mesmo no meio da testa de Leôncio. "Pai e mãe tão enterrado aqui!" - diz com raiva nos olhos e emoção na voz. 

Uma cena forte. Descrevi-a como a vi na novela original. Para mim foi filmada (e editada) de uma maneira que fez sentido. Mas no remake, Juma parece usar a arma como adereço. Surge logo com ela erguida, depois, parece que se cansa e baixa em arma sem mais nada. Para a voltar a erguer depois. No original é Jove que lhe dá o toque, porque ela estava em "modo defesa" e só Jove a podia tranquilizar.  Esta segunda Juma recorre à arma como se fosse uma brincadeirinha. Nesta versão desta cena quiseram dar mais força a Leôncio e este, com arma na frente, caminha até a mira e exige que Juma dispare, mostrando que é onça.

Ora, todo mundo sabe que Juma não ia ter problemas. Pelo menos antes dele avançar, ela daria um tiro de aviso. Nem o deixaria dar um passo. Amedrontando, porque o som e a bala a sair do rifle ia com certeza, ser bastante dissuasor da aproximação que este Leôncio decide fazer. A sua tapera foi ameaçada e isso sempre a fez reagir. Por isso ela ficaria com RAIVA e teria agido menos... sem sal. 

No remake desta cena, Juma surge fraca, sem coragem, notou-se no olhar que nunca iria atirar. Se o povo descobre isto, porquê haveriam de ter medo dela? Isto não é a Juma. 


E é por isso que este remake falha. Os únicos que podem dizer o contrário são os milenais, que não viram ou só espreitaram cenas cortadas da novela original e nem têm paciência para dedicar mais tempo a uma obra que não tem sequer a qualidade digital que nasceram acostumados a ver. Logo aí, já julgam estar a assistir a um produto inferior e anseiam pela familiaridade padrão. Padrão de agir, padrão de falar, padrão de reações... Padrão. 

Volta Manchete - que eras fora do padrão! 


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Galo de Barcelos no Pantanal

 A novela Pantanal 2022 está em exibição na televisão portuguesa, com apenas um mês de atraso respeitante à sua emissão no Brasil. Mas lá naquele remoto lugar que é o Pantanal, encontra-se sempre um português. 


Vejam só o que Bruaca tem na sua cozinha.


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quarta-feira, 22 de junho de 2022

Pantanal sem Tuiuius só vegetação

 

A impressão com que fico ao ver este remake de Pantanal é que a região em si continuou a sofrer grandes impactos ambientais, estando hoje, 30 anos depois, muito vazio da natureza que a habitava. 


A novela mostra exteriores onde só se vê vegetação e água. Aves a cruzar os céus? Nos ramos das árvores? Jacarés a ondular a água? Isso não aparece mais.

O que se vê? Um bando de árvores secas, mortas, retorcidas. 

É isto o Pantanal?

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sábado, 18 de junho de 2022

Remake de Pantanal: O que deveria ter mudado

 

Há trinta anos não haviam muitos telemóveis nem a tecnologia de que dispomos hoje. Fica bem, aqui e ali, o remake da novela Pantanal introduzir essas mudanças - fazendo a pálida e esquisita pretendente paulista de Jove entrar na sua conta do facebook e postar instagrams. 

Mas não basta isso para trazer a trama para os tempos de hoje. ENTENDER as personagens e dar-lhes um rumo mais consistente teria sido uma mudança mais acolhedora. 

IRMA é uma desgraçada. Tem força e é agradável enquanto a viver em S. Paulo, mas quando, por preguiça, o autor original decidiu mudar todas as personagens para o Pantanal - inclusive D. Mariana - Irma foi das que mais perdeu força. Ficou uma iludida, quase de doença, querendo voltar atrás no tempo. 

Mas o que o episódio do Remake de hoje me fez entender (ep. 34) é que, há 20 anos, nós não chegámos a saber qual o desfecho imaginado para Madeleine e José Leôncio. Porque a actriz que interpretou Madeleine PEDIU para abandonar a novela. O autor, ao invés de a substituir por outra, achou melhor MATAR a personagem. 

E assim, uma actriz MUDOU o ruma desta história que se tornou um MARCO nas novelas.
O que será que ela nos roubou?

Hoje percebi - pelo entusiasmo de José Leôncio ao informar a ex-esposa de que o filho está vivo - que os dois iam juntar-se novamente - graças a Jove. O impulso que o fez pensar nela foi AMOR. E o ciúme no olhar de Filó - por saber que ele NUNCA parou de amar a esposa, mesmo depois de todos aqueles anos. 

Era ESTA a história que nos estava destinada. E a que fazia mais sentido. Ia atar as pontas soltas, explicar porquê, em 20 anos,  e com outros companheiros, os dois nunca se divorciaram. 

Hoje acredito que MADELEINE e LEÔNCIO iam VOLTAR A FICAR JUNTOS.

Para mal da doce Filó - que Jussara Freire interpretou com tanta douçura, inteligência emocional e autenticidade. O ciúme de Filó por Madeleine - sempre presente, sempre nos olhos doces de Filó que entendia até o pensamento de Leôncio a pensar nela. 

Creio que a descoberta de que Tadeu não é seu filho - teria sido o ponto em que Leôncio ia esquecer Filó para sempre e aproximar-se de Madeleine. Filó acabou por mentir para ele por 20 anos! Para quem não gosta de ser enganado, a versão original simplificou e descaracterizou a reacção de Leôncio.  Ele devia ficar furioso, não grato. Continuaria a adoptar Tadeu como seu, mostrando assim que, mesmo sabendo-o não seu, o aceitava e o amava. Fazendo com que Tadeu, FINALMENTE, sinta a validação que procurou a novela inteirinha. 

MADELEINE e LEÔNCIO juntos - faz sentido para mim. Junta as pontas soltas da trama: porquê o casal nunca se divorciou, porquê continuavam a sentir algo quando se viam. Ainda que dissessem que era raiva - ainda era amor. Adulto, o filho dos dois ia UNI-LOS, não separá-los. 

Oh! Que pena que não foi esta a história original!
E uma pena que o Remake não tenha ousado alterar o rumo de algumas personagens, principalmente Madeleine.  

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quarta-feira, 15 de junho de 2022

Remake de Pantanal: nada a ver

 
Não foi só a PAIXÃO que tiraram desta nova versão da trama de Benedito Ruy Barbosa. Foi também a emoção. Aquele "olhar" especial, aquele "enquadramento" e principalmente, aquelas PAUSAS e SILÊNCIOS.

Ah, a falta que faz um Monjardim no comando!

Por vezes parece que os actores estão a citar um roteiro. Um guião. As falas saem disparadas com a velocidade de uma trama dos tempos modernos - influência dos seriados médicos e dos dramas americanos. Não fica bem no Brasil de fala arrastada e mansa...

A primeira versão entendia isso. 
Esta segunda, até entretém. Vou ver com apreço. Mas a EMOÇÃO é o que mais faz falta na forma como a história está a ser contada. Todo o drama e dor que Claúdio Marzo deu quando julgou Juventino morto - não está lá. E eu que não gostei na altura, achei que não batia bem... gostava agora de ver aflição, desespero, angústia, dor, culpa - tudo o que Cláudio deu ao seu José Leôncio. 

Falta também CARISMA. 
Os interpretes até podem ser competentes para dar vida às personagens. Mas tem aquele mel na voz da Guta, aquele olhar de índia, aquele rebolar, e, principalmente, as PAUSAS. Não só nos diálogos, como também nos sentidos. A música de fundo parece que invade todas as cenas, muitas vezes soa desnecessária. Também não é bem escolhida. A primeira versão tinha aqueles acordes, sons únicos que eram tão eficientes a demonstrar tensão, perigo, amor, medo. Esta versão tem um violino a tocar constantemente, quer seja perigo, tensão... Acabei de ver Guta confrontar Juma na sua tapera em busca de Joventino e aquele violino, a forma como o diálogo saiu rápido, sem termos tempo para absorver os pensamentos das personagens.... não fiquei convencida que Juma estava a proteger sua área, que mete medo. Ela fez tudo direitinho: quase a copiar os movimentos da primeira e carregando no sotaque. Mas faltou... uma pausa. Um olhar. Uma tensão no ar. 

Foi representado. Mas não foi sentido.

Convenceu. Mas não emocionou.

Acho que é isto a segunda versão de Pantanal. 

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O pioneirismo e as telenovelas como PANTANAL


Há uns anos perguntaram-me se ia mesmo gravar uma novela inteira que estava a passar na TV. Disse que sim. Essa novela foi PANTANAL.



Na altura não era habitual gravar-se na totalidade todos os capítulos de uma novela. Parece inacreditável mas naquele tempo que não parece tão distante assim, os DVDs de música começavam a tirar o lugar aos leitores de cassetes de audio mas de resto não existia NADA das tecnologias nas formas de que hoje dispomos. Pouca gente tinha celular/telemóvel ou computador caseiro, muito menos estes eram laptops. Nenhum era capacitado de gravação de imagem e para atingir esse objectivo ainda era preciso estar na posse de um aparelho video-gravador VHS. Gravar uma telenovela implicava ter de adquirir várias cassetes para a armazenar. Era uma despesa não prioritária que nem sempre vinha a calhar. Mas na altura já tinha meios e então percebi que era exatamente isso que pretendia fazer. 

Calhou que esta emissão que gravei da novela PANTANAL foi também a última exibição da novela em Portugal. Já passou da hora desta telenovela regressar aos nossos ecrãs - agora tecnologicamente mais capacitados e com qualidade digital. Porque muita coisa mudou desde então. Agora gravações do género não fazem espécie a ninguém. "Todo o mundo" começou a gravar novelas inteiras, a coleccionar, a fazer um pouco de pirataria com objectivos comerciais, as próprias emissoras lançam em DVD colecções com compactos de algumas novelas e surgiu um novo comércio de filmes, séries, concertos e novelas disponíveis em DVD ou Blu-ray. E tem também a internet e a sua revolução de hábitos e costumes. Aqui se encontra o prático Youtube, um site onde se podem alojar vídeos e onde tudo se encontra. Estas mudanças vieram  para sempre mudar a forma como dispomos e partilhamos as imagens que nos fascinam, as histórias que nos encantam, as músicas que nos tocam. 

A telenovela lançada em DVD

E assim sinto-me contente por ter sido uma espécie de pioneira, capaz de prever as tendências, os gostos e práticas futuras do grande público. Uma prática prazerosa que vinha comigo desde a infância - a gravação de cenas na TV das quais gostava, sons que me interessavam, informações ou acontecimentos que me pareciam relevantes - tudo isso antes estranhado ou até mal visto é agora corriqueiro. A sociedade evoluiu para a generalização e massificação dos meios e formas de comunicação. Tudo se quer rápido, fast, curto, visual, dinâmico, interactivo, em multiplataformas. Hoje carrega-se no bolso a pequena máquina que grava vídeo, faz chamadas de voz, tem video-imagem, tira selfies e permite o acesso à internet em qualquer lugar que disponibilize wi-fi. As crianças de hoje já nascem com aparelhos destes nas mãos, fazem gravações de video a qualquer instante e com a simplicidade do toque de um botão. Aprendem no ciclo noções básicas de captação e enquadramento de imagens, sabem usar e recorrer a diversas ferramentas e plataformas para adquirir, ver e fazer o que pretenderem. Os fornecedores de televisão sabem que o QUERER VER e ter disponível em gravação tornou-se uma necessidade comum e assim disponibilizam serviços de VIDEO CLUBE ou "viagem no tempo" junto com o sinal de televisão, para que seja possível a todas as pessoas, na comodidade do lar, aceder às suas séries, filmes ou programas favoritos quando e quantas vezes quiserem. Algo que só a gravação em vídeo e aquelas cassetes de fita VHS ou Beta tornavam possível ao cidadão comum em anos passados. 

PANTANAL foi também uma novela pioneira. E como justa merecedora dessa designação ainda hoje seria capaz de conquistar público como qualquer outra. Devia ser re-exibida para voltar a conquistar quem ainda era demasiado novo para a ter visto ou ainda não tinha nascido. Talvez ainda conquiste mais que outras recentes porque de facto é uma telenovela com uma aura especial. Com ela estreei este blogue corria o ano de 2007 - não podia ser outra! E com ela me despeço, com um vídeo. 




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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Afinal é bicho SIM!!

ARIRANHA

É este o nome pelo qual MonaLisa (Avenida Brasil) se refere a Sueli.
E não é que é bicho? Ariranha é uma espécie de lontra que se pode achar à beira dos rios no Pantanal, América do Sul.


E como familiar de lontra que é, a ariranha gosta, de facto, de água! Não admira que MonaLisa, perante o desalojamento de Sueli durante uma tempestade, simplesmente diga:  
"E ariranha lá tem medo da chuva?".

Não. Não tem. E é um bicho bem engraçadito, quer conhecer?

Ariranha se bronzeando ao sol pantanense

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sábado, 3 de julho de 2010

Espírito Indomável - 1º episódio

Estou neste instante a ver o primeiro episódio, pois a primeira vez que sintonizei a novela já a Amazona Zé saltava do cavalo para atar uma corda à cintura e remover um acidentado no rio. Tudo o que se passou antes, não vi. Agora reforço tudo o que disse antes, pois esta parte parece reforçar que o ato assassino da morte de Júnior foi da autoria de Hugo. Também não pude deixar de exclamar "PANTANAL!" quando vejo aquela que é o equivalente da personagem de JOVE pilotar um aviãozinho! Ainda por cima, foi criado na cidade... querem mais coincidências, ou é preciso fazer um desenho? :-) Até seria possível dividir o ecran ao meio e passar cenas de cada novela para se notarem as semelhanças. Mas, como disse, logo de início deu para entender que esta teria a sua própria identidade, apesar de tão descaradamente inspirada nesta que é a melhor obra do género que é Pantanal.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A MAIS PEDIDA: PANTANAL

Olá caros leitores!

Hoje estou radiante por ter aberto o email e ter visto muitas pessoas que lêm este blogue a entrarem em contacto comigo. O que mais me pediram foram mais cenas da novela "Pantanal". Pois bem: aguardem, que mais virão! Não só mas pediram para o email ou através do youtube, como neste blog está para encerrar a enquete que pergunta PROCURA CENAS DE ALGUMA NOVELA? e adivinhem qual a mais procurada? - Pantanal!


Pois há que honrar os leitores e participantes, dando-lhes o que pedem! A vocês só vos peço, que continuem a visitar este blogue e que comentem, pois faz bem partilhar experiências!

Agora com o natal a 15 dias de distância e com tanta coisa para fazer (até custa lembrar!), sejam pacientes. No entanto, não terão de esperar muito. Chega a tempo de ser presente para o sapatinho!

Abraços e uma quadra feliz para todos!


11/12/07- O primeiro presente no sapatinho já cá está: espreite na primeira entrada deste blogue: Pantanal. No mês de Setembro! É para lamber os dedos!

English version:
Hello readers!

Today I’m radiant to see how many people got in touch with me to ask for more of tv soap Pantanal. Well, you will not have to wait long!

11/12/07- Here’s your first present on your Xmas stoking: the links to a résumé from beginning to end of this soap are in SEPTEMBER ENTRANCE! Go and enjoy!



This is my favorite scene / Esta é a minha cena predilecta


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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A MELHOR TELENOVELA DE SEMPRE

Está na hora de revelar qual a novela brasileira melhor de todas.

Costumava pensar que escolher a melhor telenovela brasileira era uma equação impossível. Cada uma se expressa num género e retrata uma época. É injusto comparar e eleger vencedores que não pertencem á mesma categoria, ou à mesma idade ou geração.

Mas há uns tempos atrás deu-se o impossível. De todas as novelas a que assisti na minha vida, consigo eleger a que merece o impulso. Para surpresa minha, trata-se de Fera Ferida. A melhor das melhores. Porquê?

Basta revê-la. Tem actuações soberbas e um elenco tão vasto, que de facto a enriquece, ao invés de a tornar fraca. Todas as personagens têm o seu destaque e a sua importância. Todas inseridas na trama e com os seus momentos de desenvolvimento. Depois temos as histórias. Toda a fantasia, o carácter das personagens, a forma como se brinca e desconstrói alusões a factos políticos e históricos. Cada personagem está bem construída e cada uma delas retrata o que de facto se passa na sociedade. As nuances que os actores atribuem às personagens parecem-me planeadas ao milímetro, e no entanto, naturais. É que cada expressão, cada insinuação, por mais leve que seja, recebe do “adversário” a respectiva resposta corporal. E não é massante. Não tem partes muito longas e monótonas (ok, talvez as da mocinha Sigrifida Weber, e as suas intermináveis referências à cultura alemã e ás operas de Wagner). Adoro ver. É um tesouro.

Aqui encontro a interpretação de Lima Duarte. (http://br.youtube.com/watch?v=PlNdghvDuIY)

Confesso que nunca lhe achei tanta graça quanto a que lhe atribuem, mas também pouco vi e acho que não me cabe ousar criticar. Contudo, tiro-lhe o chapéu com o uso que deu a esta personagem. O major é um velho pérfido, sempre atrás de cuequinhas de menininhas e só o olhar de predador a planear apanhar a presa me repulsa.

Mas não há como destacar uma interpretação, sem desmerecer todas as outras. São todas deliciosas! Como fazer jus a todas? Desde as principais, ás secundárias e mais secundárias ainda. As histórias que as envolvem são tão cativantes, que as projectam. Mesmo inexperientes actores e estreantes com muita falta de jeito, tudo se encaixa tão bem que não importa.

O senhor Ataliba Tibó, sempre com uma boa performance por parte de Paulo Gorgulho, é uma das personagens que são como o vinho: quanto mais tempo passa, melhor ficam.

O mesmo para a Ilka Tibiriça de Cássia Kiss. Imagino só o prazer que deve ter sido interpretar aquela figura e os seus traquejos!

José Wilker consegue ser um perfeito que sabemos corrupto, ganancioso e envolvido em podres escabrosos, mas projecta aquele charme de “malandro” que acaba por ludibriar o povo com galanteios. Tem o lado de pai, que é sensível e amoroso, e o lado de homem, que ama uma mulher. Muito bem construída a personagem.

Temos também Marcos Winter, um actor que acho que merece mais reconhecimento que aquele que parece possuir. Algo mais proporcional ao talento que já mostrou nos papéis que fez na Tv. Faz uma dupla inquietante com Joana Foom, que interpreta uma vilã que nada fica a dever à sua Perpéctua em “Tieta” no que respeita à malvadez, mas que tem identidade própria que nem dá para lembrar que uma e outra são interpretadas pela mesma actriz.

E o Chico da Tirana? Uma personagem secundária, mas que tem ali uma interpretação de Tonico Pereira que é fantástica. Aliás, são todas! É mesmo necessário frisar que nesta dissertação alguns ficam de fora. Como Rubra Rosa, a perua que se acha o máximo. Sem classe, sem educação, e com vestimentas que revelam a sua vulgaridade, produz-se dessa maneira achando-se a mais formosa de todas. Ama o marido, diz adorar o filho, mas anula-os e não dispensa sexo tórrido com o amante. E conheci eu depois da novela jovens iguais a esta personagem, todas uma a mais do que gostava de ter conhecido!

A MELHOR TELENOVELA

Como vem explicado, se tivesse de eleger a melhor novela do meu tempo, seria Fera Ferida. Curiosa a respeito das opiniões alheias, levantei uma pesquisa a este respeito e aos poucos, fui percebendo que PANTANAL e POR AMOR são as novelas mais mencionadas.

Devo dizer que me agrada estas escolhas porque, de facto, PANTANAL será sempre a melhor novela em muitos sentidos e POR AMOR também. A primeira é detentora de um fascínio hipnotizador, que nos faz envolver vezes sem conta na história daquelas personagens que já tão bem conhecemos. Estou sempre pronta a rever a Juma, o Jove, aquelas paisagens embaladas pelas melodias de Marcus Viana. Aliás, acho que fui conquistada primeiro pelo som, depois pela imagem! E claro, as personagens.

O que penso de Por Amor já está aqui noutro tópico. É uma novela fenomenal, com situações muito bem exploradas pelo autor e com interpretações fantásticas. É uma Bomba!

Temos o tesouro, a magia e a bomba.


English Version:
Is time to elect the best brazilian tv soap ever. A task that used to seam impossible to me, suddenly became possible. That happened when I re-seen Fera Ferida. It became clear this is the best of my time. Why?

Because is a treasure. It as a large range of characters that actually makes the plot richer, instead of weakening it, what is more common to happen. This characters are very well interpreted by the actors to the minimum detail. That’s why it’s the greatest!

THE BEST EVER GENERAL OPINION:

Curious about other’s people opinion, I lanced this question to the web public and realized the more referred soaps are PANTANAL and POR AMOR. I must confess to be satisfied with the choices. Competing head to head, the “winner” as soon is one as is the other. Both get in first place. And I agree. Pantanal will always be the best soap ever. It has a charming to it, almost a hypnotising ability, in witch the music gets to you first, and then the sceneries and characters enter to the kill. Is a great tv soap, intemporal. I’m always ready to watch it again. About POR AMOR, I’ve already wrote here why I found it to be a great soap. Also intemporal its strength is to be powerful. It’s a bomb!

There you have it: the treasure, the magic and the bomb!

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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Resultados Inquéritos

Caros Leitores,

Tenho uma surpresa para vocês. Os que responderam devem estar lembrados que um dos inquéritos que encerrou pergunta: "qual das seguintes novelas tem o maior número de actores que entraram em Pantanal"? As opções eram: Bicho do Mato, Essas Mulheres, Agora é que são Elas, Quem é Você, 5º dos Infernos, Coração de Estudante e Fera Ferida.

Todos os inqueridos responderam Bicho do Mato. A resposta está... ERRADA!

Pois é! Podem ir confirmar! Este inquérito tinha truque! E todos cairam na esparrela de achar que "Bicho do Mato", por ser inspirada na outra trama, tinha o maior número de actores que entraram em Pantanal. Mas não.

Na verdade, só quatro actores de Pantanal entraram em Bicho do Mato: a dupla de cantores Sérgio Reis e Almir Satter, Paulo Gorgulho e Ewerton de Castro. Quatro é também o número de Coração de Estudante e Quinto dos Infernos. Até mesmo "Fera Ferida" teve mais actores: cinco. Cássia Kiss (Ilka), Paulo Gorgulho (Ataliba), Cláudio Marzo (Orestes), Marcos Winter (Cassi Jones) e Ewerton de Castro (Gusmão).

E a vencedora é... por exclusão de partes... ESSAS MULHERES!

Pois é! A novela Essas Mulheres contou com o impressionante número de 7 actores que também fizeram Pantanal. Quem acompanhou de perto esta bela novela de época, deve se lembrar, pois foi a vê-la que me diverti a imaginar o processo de selecção de elenco. Eis os nomes:

Paulo Gorgulho (Lemos/José Lucas/Leôncio)
Luciene Adami (Professora Ordália/Guta)
Marcos Winter (Eduardo Abreu/Jove)
Ingra Liberato (Marli/Madeleine)
Tânia Alves (Filó/Firmina)
Ewerton de Castro (Peão Quim/Ministro Duarte)
António Petrim (Inácio/Tenório)

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

P- Pantanal

Novela da Manchete, 1990.

Esta novela foi tão inovadora na altura, que foi largamente preferida a qualquer produção da Globo. Penso que toda a gente conhece esta novela!

Em Pantanal estreou-se Paulo Gorgulho (o Lemos de "Essas Mulheres"/2005). A sua personagem, José Leôncio jovem, teve tanto sucesso diante do público que, quando a novela passou para a segunda fase, uma nova personagem foi introduzida, só para permitir o regresso do actor. Foi alugada uma casa de fazenda no Pantanal, que a equipe de produção pintou e deu os seus toques, e aí se passaram a maioria das cenas de interior da novela. Porque de resto, a paisagem natural predomina no ambiente.

Factos&Curiosidades de PANTANAL:
. a avioneta de Leôncio pertencia, na realidade, a Sérgio Reis, o Tibério da novela.
. Almir Satter entrou na novela a pedido de Sérgio Reis, que queria outro cantor
. Ambos possuiem fazendas no Pantanal
. A Globo teve a novela durante anos, mas não achou viável de fazer.
. Até então, Benedito Ruy Barbosa, o autor, só escrevia novela das 6 na Globo e queria o horário nobre
. O Pantanal passou a ser o destino turístico mais procurado após a novela
. As pessoas ficaram mais preocupadas com a ecologia do local
. Marcus Vianna já dava as cartas sonoras da Manchete em produções como "Os filhos do Sol" e "O Canto das Sereias" mas foi com "Pantanal" que ganhou notariedade. Contudo, anos mais tarde, em 2000, na Globo, com o tema central de "O Clone", é que este sentiu o estrelato.

Na opinião desta bloguista, a mensagem mais importante que esta novela transmite, é particular e súbtil. Não parece, mas tanto Juma quanto Jove têm em comum muita coisa: a ambos são atribuídos juízos de valor precipitados pelas aparências.

Jove, é tido como homossexual e Juma como selvagem. Isto desenvolve muitos problemas de comunicação entre eles e as outras pessoas.

A segunda coisa que o casal tem em comum, é que ambos são fiéis a si mesmos. Não alteram a sua natureza por se preocuparem com o que pensam os outros. Sentem-se incompreendidos. Conseguem entender e lamentar as origens das deduções preconceituosas. E quando empenhados em criar laços, continuam a ser o que são, aperfeiçoando as suas aptidões sociais, sem se atraiçoarem a si mesmos.

De modo que, estas duas pessoas, de ambientes diferentes, têm mais em comum um com o outro, do que se possa pensar. São ambos íntegros, honestos e sinceros, sozinhos e incompreendidos, à procura de crescer em si mesmos. E principalmente, são das poucas personagens que não julgam perempetóriamente os outros sem os conhecerem.

E a mensagem que fica é: não julguem as pessoas pelas aparências.

Destaco as actuações de Cristiana, Marcos Winter (sempre tão forte nas suas personagens), António Petrim (brilhante!), Cássia Kiss, José Dumont e desculpem aqueles que são igualmente bons mas por não terem papéis tão marcantes, não vou mencionar.

PANTANAL não devia ter remake. Devia ter continuação!

Veja a abertura inicial em: http://br.youtube.com/watch?v=T1xPuU0WSvY

11/12/2007
Respondendo a muitos pedidos que solicitam empenhadamente mais imagens desta telenovela, decidi brindar os fãs e futuros fãs com mais do que isso. Apartir de hoje e se Deus quiser, todos os dias, coloco aqui um compacto bastante ritmado resumindo a história. Ou seja: O essêncial da novela PANTANAL do início ao fim!

Comece pelo capítulo de hoje:

11/12/2007 - 01 - http://br.youtube.com/watch?v=bIefYIiXBGo
12/12/2007- 02 - http://v1.tinypic.com/player.swf?file=7wfv3w3
13/12/2007- 03 - http://v1.tinypic.com/player.swf?file=87l4fgl
14/12/2007- 04 - http://v1.tinypic.com/player.swf?file=6q1hpud
15/12/2007 - 05- http://videos.sapo.pt/a3ZWGkiVgY7OiaaMww4E
16/12/2007 - 06- http://videos.sapo.pt/GaaPMu8zbrjmmGzuhaM2
17/12/2007 - 07- http://videos.sapo.pt/hvgtMqjZWkZbusKHUqbn
18/12/2007 - 08- http://videos.sapo.pt/4tqcCZy7rgja4f0PZdq4
19/12/2007 - 09- http://videos.sapo.pt/EmosBkVIrzKI0jkBVJdK
20/12/2007 -10- http://videos.sapo.pt/kAS0tsfklBC7jYLbnGLc
21/12/2007 - 11- http://videos.sapo.pt/zsJ0tqzgb3nicKGM8CIV
22/12/2007 -12- http://videos.sapo.pt/WHPhKUTSJKeWkDIGw0zD
23/12/2007 -13- http://videos.sapo.pt/wwPZ1g5OYRbaBLS4ln5t (Maria é assassinada)
24/12/2007 -14- http://videos.sapo.pt/FP9WDiI3TiJ4fSkPbw1J (Jove arrives to Pantanal)
25/12/2007 -15-http://videos.sapo.pt/W7zKwm23vAlLtaR22qbV
26/12/2007 -16-http://videos.sapo.pt/gazGcMZteqhT6um8WKrp password: jovecavalos
27/12/2007 -17-http://videos.sapo.pt/tNVbybao5ku1o0qzci6u
28/12/2007 -18-http://videos.sapo.pt/EKvRhEwvDEgiopEpce2L
29/12/2007 -19-http://videos.sapo.pt/tEULyDa8sL7WoQDek4zG Guta e Jove no rio
30/12/2007 - 20- http://videos.sapo.pt/92BAPNb6BlRzGR2gcpEN
31/12/2007 -21- http://videos.sapo.pt/QNb4ZB3LPs3k7MBIM6zt
01/01/2008 -22- http://videos.sapo.pt/aT3mG4Awz1wDijUmQsh2 - Jove é encontrado vivo
02/01/2008 -23- http://videos.sapo.pt/Zo7uDrtl7NhoN0Gu9eK9
03/01/2008 -24- http://videos.sapo.pt/1GKszHyujfsyWvv0vh5S
04/01/2008 -25- http://videos.sapo.pt/9B2wpibT4TSwoHNk5kQ1 - arranca orelha
05/01/2008 -26-http://br.youtube.com/watch?v=QLWMHyM6lsc Juma e Jove banham-se no rio
06/01/2008 -27- http://br.youtube.com/watch?v=zwLP3S5QTHA Jove é expulso
07/01/2008 -28- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1824367 -Jove pede abrigo a Juma
08/01/2008 -29- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1824484 Jove vai ensinar Juma a ler
09/01/2008 -30- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1825002 Juma sabe o que quer e sem rodeios!
10/01/2008 -31- http://br.youtube.com/watch?v=HVMnw609U6s
11/01/2008 -32- http://br.video.yahoo.com/video/play?vid=1840266
12/01/2008 -33- http://br.youtube.com/watch?v=j9UJg_U-GjM Juma aprende a ler nas areias

English Version:
A 1990 tv soap, is still today considered by many as the best ever made. It completely shadowed the biggest Brazilian company of tv soaps; Globo.

The story is simple: Men and women meet and feel mutual attraction. He’s from “Pantanal, Mato Grosso,” an agriculture area in the middle of a Brazilian forest jungle, with mosquitos bites and selvage animals, like crocodiles, enormous snakes, and “piranhas” a small, fast, full of sharp teeth fish that eats meat to the bone faster than a shark. José Leôncio lives here. But he meets Madelaine in a trip to Rio de Janeiro, a developed city where the presence of nature is replaced by concrit. They marry instantly and Leoncio takes he’s wife against her will to Pantanal. There, she stays alone most of the time, because he has to work, conducting cattle during days and months. She misses her friends and family and paciently waits for Leoncio to have a break and take her to see them. When she finds herself pregnant, she immediately concludes the baby is going to be born in the city, where there’re hospitals. But not only she delivers the baby in Pantanal, has she has to do it alone, because her husband is absent working. When he arrives she has just deliver the baby: a boy who, against her will, José Leôncio registers with is father’s name: Joventino. With the baby still worm from being in the womb, Leôncio takes him to a horse ride leaving the just-delivered mother Madeleine worrying about the life of her just born son .

Twenty years pass and Madeleine has run back to her family taking her son with her. Now the boy wants to meet he’s father. Once in Pantanal, he finds a beautiful selvage girl, of who everyone in frighten off and falls in love. The story is about to shyly repeat it self…

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