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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

As novelas da SIC


Não me passou despercebida a nova abordagem de divulgação das novelas da SIC, embora ainda as ache discretas e curtas. Já a meio da novela “7 Pecados” deu para perceber que havia alguma promoção entre a publicidade.

Não querendo desperdiçar tempo para a mesma, a altura de maior divulgação está nos separadores. Aquelas imagens rápidas de um segundo, que passam para dividir os programas dos anúncios.

Noutro momento, também de um minuto, a SIC ressuscita uma abordagem dos seus primórdios: o concurso. O espectador liga para um certo número e indica qual das três opções de caracácá é a resposta à pergunta do dia sobre a novela que se segue.

Beleza Pura também teve direito a um pouco de promoção. Cerca de 2 ou 3 minutos, na semana antes da estreia, levantavam um pouco o véu ás personagens.

Longe vai o tempo em que as promoções ocupavam maior destaque e eram mais interessantes de ver, com as chamadas de elenco importadas da Globo. Mas regressou á SIC o esforço e a consciência que, mesmo sendo novela da Globo, a audiência tem de ser namorada.

Outra mudança da SIC em relação ás novelas é que está a apressar o final de Desejo Proibido, com episódios que passaram a ter mais de uma hora de duração diária. O que contrasta bastante com a média de 40 minutos com a qual nos acostumou. Mas ainda bem. Talvez esta termine ao mesmo tempo que “Duas Caras”, que se estreou bastante antes mas ainda dura. Fiquemos apenas com uma novela da noite: Ciranda de Pedra.

Desejo Proibido no Brasil também foi forçada a precipitar um desfecho. A trama andava parada sem necessidade. Miguel e Laura não saíam daquele impasse dos beijos e abraços, o resto das personagens também andaram num passo pouco desenvolvido. A ordem de encurtar a novela trouxe de volta a dinâmica que teve quase sempre. Talvez agora até se desenvolva rapidamente demais. Com a filha do delegado a perder a virgindade sem mais nem menos, a outra com autorização imediata para namorar um comunista e este a investigar a morte de Henrique antes mesmo do corpo sair do posto médico para a autópsia.

Desejo Proibido é uma boa novela. Com um bom elenco e boas interpretações. Mas tem na história algumas incongruências. Uma delas é introduzir a enfermeira oportunista que fica grávida de Chico com olho na sua fortuna. No entanto, desapareceu, ao invés de andar atrás dela a marcar terreno. A novela começa com a necessidade de se construir uma ferrovia. Porém, as personagens lá conseguem viajar para S. Paulo com rapidez. Henrique chegou a fazê-lo em 24 horas, saindo de noite pela socapa até à cidade vizinha para apanhar o trem, e estando logo cedo de manhã já na penitenciária com o pai de Laura. Não é impossível mas… se calhar devemos perguntar a Lima Duarte, qual a distância que fica entre S. Paulo e PassaPerto. É que todos os Passapertences têm de apanhar o trem na cidade vizinha de Desemboque. Talvez por coincidência, ou quem sabe não, é esta a cidade onde o actor nasceu, em Minas Gerais.

José de Abreu está fantástico no desempenho de Chico. Como ele chorou pelo filho! Sem lágrimas, porque a Globo deixou de investir nesse efeito (todos choram sem verter água) porém com muita emoção e com um timming perfeito. Outro exímio é Murilo Rosa. Como está bem no papel. Apesar da plástica, que me faz confusão de olhar (aqueles rostos de cera, brrr....) a expressividade está um mimo.

A terminar, será que chegou a ir para o ar o último capítulo da série Amazónia, que é exibida na SIC entre as 3.30 da madrugada e as 5.30 de Domingo?

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Actualizações das Novelas

Terra Nostra:
Espero que chegue depressa ao fim. Já cansei. Não pensei que a esta altura da trama tudo ia voltar ao início. Guilhermecino a ser dócil e simpático com Mateu, assim como toda a família, para ver se este volta a se interessar pela filha. E Mateu vai cair na mesma esparrela outra vez? Isto torna a trama tediosa, repetitiva. Continuo a achar a relação de Mateu e Juliana uma estupidez sem sentido. Não faz sentido que esta esteja de mal com ele. Supostamente, porque ele é ciumento, mas quem se comporta como tal é ela. O carácter que nos foi apresentado dos dois no início da história não é o mesmo que verificamos desde que chegaram à pensão e juntaram os trapinhos. Esta história é uma estupidez pegada.

Estreias:
Sete Pecados e Desejo proibido estrearam no mesmo dia: 14 de Janeiro. Mas a primeira já está a terminar. Em substituição vem “Beleza Pura”. Quando? Não se sabe. Vai estrear “em Maio” e é tudo o que anunciam.

Ainda não estreou e já uma coisa me incomoda: os rostos plastificados. Protagonistas e coadjuvantes que conhecemos de outras novelas, com uma aparência com algo de errado… este é um tópico á muito em falta neste blog, que quero mesmo explorar.


Sobre “Beleza Pura” sei apenas que Edson Celulari, de 50 anos, vai ser o par romântico de Regiane Alves, que deve estar nos trinta ou quase. O problema é que esta é filha de Cristiane Torloni, também com 50 anos de idade na vida real mas que na novela, é uma mulher de 30 e muitos. Ora bolas! Será que não arranjam protagonistas mais jovens, quando é suposto estes serem jovens na casa dos 30 e muitos? Daqui a 25 anos vamos ver Regiane Alves a protagonizar uma novela onde esta ela é uma jovem recém-licenciada.

Não sou apologista de tudo ser juventude, mas dispenso a aparência madura porém plastificada. Cirurgias e injecções para aparentar ter 20. Fica horroroso! E pior é quando as de 20 também fazem o mesmo. Pelas imagens que já vi de Regiane Alves na novela, achei a sua fisionomia já algo plastificada. Ora, porquê uma jovem que ainda tem o frescor da juventude vai fazer coisas ao rosto para parecer uma velha que quer parecer nova? No capisco, pronto!


Mistérios:
Os de Desejo Proibido até parecem de simples explicação. Como um bom mistério deve ser. Ao que parece, André, o filho de Viriato, é também de Cândida e anda na casa dos 30 e poucos. Confesso que não aparenta mas na história, essa é a idade apontada da personagem. Se mais mistérios houverem, espero que seja um que envolva Henrique.

Continuo a adorar a prestação de José de Abreu e a do protagonista Murilo. Esta novela destaca-se também por um outro feito: a de ter no elenco actores já de uma certa idade, que incorporam as suas personagens condicionados ao que a idade muitas vezes impõe: a mobilidade mais limitada, alguns movimentos involuntários enfim, toda uma linguagem visual e corporal muda.

Mas aqui existe um cuidado, uma atenção, um carinho, um respeito e reconhecimento para com os actores séniores e assim vemos Claúdio Marzo (dizem que com 67 anos), Eva Wilma (75) e Lima Duarte (78). Uns mais condicionados que outros, todos a encarnar as suas personagens com uma entrega e profissionalismo que sobressai mais que qualquer outra coisa. Parabéns.

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mais Mistérios em Desejo Proibido

Para quem se lembra, a história de Desejo Proibido começa em 1913, com Ana a perder o filho da sua 4ª gravidez. Esta data, 1913, surge novamente no episódio de hoje: é a data de pesquisa que Miguel telegrafou para S. Paulo para saber informações sobre Regina Simões, filha de Lázaro.

Só lamento que Miguel não tivesse a boa percepção de não passar o telegrama assim que percebeu que Henrique era Perfeito. Está claro, agora ele está a par dos seus intentos.

Está a ficar claro para mim que Cândida deu à luz um menino. Talvez quando saiu da cidade aquando o casamento de Viriato já fosse por estar grávida. O bebé nasceu deficiente e se calhar, foi-lhe dito que morreu. Será?

Henrique pode não ser filho de Chico. Interessante será se se descobrir que Cândida não é avó mas mãe deste! Não seria incomum para a época avós criarem netos como filhos e o contrário também deve ser possível. Até seria simples: a mãe fica grávida, convence a filha a se fingir de grávida e providencia uma longa viagem para ambas. Supostamente a mais velha para auxiliar a mais nova, mas na realidade o contrário. Sabe-se que Isabel, ex-mulher de Chico, fazia todas as vontades à mãe.

Uma hipótese rocambolesca porém, possível.

O calcanhar de Aquiles de Henrique é saber que não é amado por ninguém. Ele será o destruidor de Cândida.

A terminar uma omissão já em longa data em falta aqui nas observações do blog: O soldado Brasil é a personificação cómica e crítica do próprio País, através da qual o autor faz alguns desabafos.
"Acorda Brasil!"
"O Brasil é pobre mas sempre foi ajeitadinho"

E o pobre do Brasil, é tão pobre que volta e meia, fica desalojado do seu pobre cantinho na cela da delegacia e tem de dormir no banco da praça, já que ninguém se preocupa em abrigar o pobre. Pobre Brasil!

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domingo, 6 de abril de 2008

Mistérios em Desejo Proibido

Tenho cá para mim que a novela “Desejo Proibido” reserva a todos muitas surpresas. Os mistérios que vão aparecendo, vão sendo parcialmente respondidos. O que é bom, pois as tramas que revelam tudo só no fim são uma grande chatice.

Até agora já se soube qual o “segredo” de Viriato e também o de Galileu. Mas cheira-me que muitos mais estão para vir. O mais surpreendente seria descobrir que existe uma relação de parentesco qualquer entre “Miguel” e “Laura”, que os impeça de viver como marido e mulher. Porque embora a trama se centre no mistério das origens de Laurinha, a verdade é que as de Miguel não são também conhecidas. Uma coisa é certa: se existir sequer essa possibilidade, ao menos uma personagem não deixará de aproveitar isso: Henrique. Este seria capaz de forjar documentos para indicar que Miguel e Laura são irmãos!
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Cheira-me porém, que também a origem de Henrique não é certa. Ele pode até ser filho do Coronel Chico Fernandes. Neto de D. Cândida. Mas quem diz que a filha desta era do seu falecido marido, que era quem tinha um nome de prestígio? Esta ideia surgiu-me quando Henrique ameaça o pai com o vestido vermelho da bugra e este diz: “não mexa com coisas do passado que você pode sair no prejuízo”. Porquê no prejuízo?

Ás tantas, Chico nunca pôde ser pai… ai, os mistérios que se levantam!
E há ainda que descobrir o que Cândida queria dizer na gruta a Viriato quando se abraçou a ele e disse “porquê não posso ter um filho/neto normal”? Quem é Henrique??
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A história vai ser reduzida em números de capítulos por não estar a receber os espectadores esperados no Brasil. Espero que isso não prejudique estes enredos misteriosos. E se o amor de “Laura e Miguel” tiver um desfecho trágico como o de “Carlos e Maria Eduarda” em “Os Maias”, que este não seja cortado. Porém não me parece que numa história destas, os protagonistas românticos passassem por tanto para no final não poder consumir o seu amor.

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quinta-feira, 27 de março de 2008

EM Exibição 04

Há muito se soube do falecimento do actor que fazia o Nezinho na novela "Desejo Proibído" mas em Portugal os fãs poderam continuar a vê-lo até o episódio de ontem. Subitamente D. Purezinha acompanhada do filho Argemiro vai até à paróquia onde o Padre Inácio pergunta pelo paradeiro do seu sacristão e, banhados em lágrimas verdadeiras, dizem que este sonhou com a mãe, ficou com saudades e por isso abandonou a cidade. E esta foi a desculpa que o argumentista achou por bem dar para o necessário desaparecimento da personagem.

A cena foi vivida a lágrimas verdadeiras, com os actores que fazem de Purezinha e Argemiro fora de personagem, a chorar de verdade pelo falecimento súbito do actor. Marcos Caruso porém, manteve-se diante da câmera como padre Inácio, sabe-se lá com que força para encorporar com profissionalismo a personagem e não a dor do momento. Talvez seja a maturidade de quem já viu muitos partir, por muitos já chorou e acredita verdadeiramente que quem partiu está num bom lugar. O tabu que é este tema da morte, passa a ser motivo de maior reflexão para aqueles que têm a maior parte do tempo para trás e menos para a frente.
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Nezinho partiu, como se para ir em viagem atrás da mãe não necessitasse de dinheiro para as despesas e assim, o colchão onde em segredo mantinha o seu dinheiro, é dado por sua indicação ao Padre Inácio, para ajudar os pobres. Sim de facto, para onde Nezinho foi, o dinheiro não faz falta. A cena termina com imagens anteriores do actor montado na sua mula.
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Se no início me interroguei porquê Murilo Rosa foi escalado para interpretar um jovem inexperiente no amor que é padre, agora compreendo melhor. De facto, pela idade, o actor não corresponde mais ao perfil de "Miguel" mas esse é somente o único pormenor. Porque de resto, nele vejo maior impetosidade e jovialidade que nos jovens que com ele compõem o trio: "Laura" e "Henrique". A isso se deve a "tarimba", a experiência que de resto se nota faltar aos outros dois. E por isso é que Murilo é uma boa escolha. Sem ele, aquele trio ficava mais insonso. Se por um lado a intérprete de "Laura" não me conquistou completamente, o intérprete de "Henrique" também não. Sei que a sua personagem se presta a ser interpretada com teatralismo e exagero, mas ainda assim não gosto de o ver. Falta ao actor a tal "tarimba", algo semelhante à demonstrada por José de Abreu que, ao interpretar um carácter semelhante, não deixa de ser em simultâneo convincente como obececado doente ou compreensivo e sensível.
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A linguagem corporal diante de uma câmera não ajuda os jovens intérpretes. "Henrique" devia ganhar um óscar especial, pelo exagero do movimento das sobrancelhas e do dedo em riste. Mas se o último gesto se adapta melhor à personagem, o primeiro podia diminuir em frequência. É que não consigo olhar para outro lado, sem ser para as sobrancelhas dançantes. Parece-me até que lhe encontrei uma característica invulgar: o actor consegue erguê-as de fora tão bem quanto de dentro. Já "Laurinha" sai prejudicada com o excesso de branco daqueles dentes. Outra característica para a qual não devia estar a centrar a minha atenção quando vejo a novela mas lá está: parece incadescente, fluorescente, uma coisa tão dominante que rouba a cena. Depois a actriz está ainda crua em muitas coisas e ultimamente o que me tem enervado é ouvir a sua respiração. A cada palavra pronunciada ou que vai pronunciar, até mesmo durante os silêncios, lá se escuta a respiração pela boca. Além disso, "Miguel" parece muito apaixonado por ela mas ela limita-se a olhar para ele como se estivesse apaixonada. É a tarimba.
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A elogiar tem-me faltado mencionar a cumplicidade que os actores de "Miguel" e "Escobar", muitas vezes regada com a participação do "Padre Inácio". É uma parte bonita de se ver. Parecem uns meninos traquinas!
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TERRA NOSTRA:
Não tenho estado em cima dos episódios diários mas pelo que vi, as personagens continuam a repetir as mesmas histórias vezes e vezes sem conta, diálogos desnecessários continuam a embalar a trama, os passeios por entre coches e portões de casas, corredores e páteos continuam, o comboio continua a ser uma cena para encher, assim como as de trasições da noite para o dia, com os emigrantes a acordar para a lavoura. Além disso, quando o armazém ficou sem dono, não houve nenhum italiano que se apresentasse com a ambição de ficar à frente da venda. Será que a ambição italiana é exclusiva para as duas personagens centrais, Mateu e o amigo, e mais ninguém que trabalha duro naquele cafezal ambiciona largar a enxada? Essa parte não convenceu.

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domingo, 9 de março de 2008

Nova Moda?


A SIC colocou um novo símbolo fixo no ecrã durante a exibição de uma das novelas da tv Globo. O logótipo dessa novela! Vejam só a redundância: temos o aviso do que está no ar, aqui na imagem no canto esquerdo ao centro (3). Mas caso o espectador mesmo assim não saiba o que vê, no canto superior direito (2) lá está o novo elemento poluente: o logótipo da novela em exibição.

Costumo tapar os símbolos dos canais com o logótipo dos programas quando se tratam de vídeos-amostra para colocar no Youtube e sites semelhantes de partilha. Com esta "nova" moda, pouco original, num tarda nada, o ecrã da televisão vai ser como os vidros das janelas dos anos 80: autocolantes por todo o lado!

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sexta-feira, 7 de março de 2008

EM EXIBIÇÃO 03

Actualizações esporádicas das novelas em exibição em Portugal

Desde a última actualização, Terra Nostra sofreu mais uma mudança na trama. Mateu sai da fazenda e vai viver com Juliana. As razões para a personagem tomar esta atitude neste instante não me convenceram. Se era para abandonar a esposa e o filho, que o tivesse feito antes de ver o bebé e se afeiçoar a este. Mas fê-lo agora, numa altura em que Rosana, a esposa, não lhe estava a infernizar a vida e meses depois de saber que tinham mentido a Juliana a respeito do filho deles os dois. Se Mateu tivesse abandonado tudo no instante em que soube que a sua amada estava a ser enganada, compreendia. Mas neste momento da trama, após sentir um filho nos braços e não viver problemas de maior, a saída de Mateu da fazenda não convence. Ainda mais por o reencontro com Juliana não ter sido tão arrebatador como podia prometer. No ar fica a sensação que a união será de pouca dura. Além disso, Juliana está novamente grávida e de Marco António. Nem mesmo o amor de Mateu seria suficiente para esse choque. Terra Nostra vinha a irritar-me nas últimas semanas pelo excesso de cenas supérfluas. São bonitas, pois claro, mas quantas vezes é preciso ver os emigrantes a acordar para a lavoura? Mas nem são estas as cenas a que me referia. Refiro-me ás entradas e saídas das casas, aos passos pelos corredores, pelas divisões, pelo espaço, que nenhuma personagem dá, sem que a câmera vá atrás. Só não as seguem para a casa-de-banho quando têm de fazer as suas necessidades! São quase 20 cenas por episódio a ver o pátio e átrio da casa de Guamercino a ser atravessado, para lá, depois para cá. O mesmo se passa na casa dos Maleano. O coche vem da rua, as personagens passam pelo portão, atravessam o jardim, depois chegam à entrada e a trama se estende assim, só com as personagens a andar de um lado para o outro, em pátios, jardins e corredores. Outro exemplo de cenas excessivas é as de comboio. Quando uma personagem vai a algum lado, não só tem que atravessar os pátios, átrios e jardins mais uma vez, como tem de ir para lá de comboio e depois para cá de comboio. Sem diálogo, sempre a ir e vir, e assim se preenchem vários minutos de história.
No Brasil a reexibição desta novela foi um fracasso. A TV Globo viu-se forçada a compactar as cenas, chegando a colocar 9 capítulos em um. Convenhamos que há novelas que não se prestam a isso mas decerto, esta não é uma delas.

DESEJO PROIBIDO
O mistério em torno do segredo de Viriato depressa foi desvendado. Em parte, porque o autor levanta sempre o véu, mas só deixa a descoberto parte dos mistérios… ao que parece, o prefeito Viriato é pai de um menino com trissomia 21, que esconde num local longínquo e isolado. Mas não por vergonha, porque ele parece adorar mais aquele filho que as filhas juntas. Se ele é o pai, quem é a mãe? Ora, a Cândida é a candidata mais provável. Os dois eram amantes e quiçá estava ali o resultado. Não dá para perceber que idade tem o rapaz mas sendo muito novo, não se pode exagerar atribuindo a Cândida uma proeza que a idade já não lhe permite. Contudo, acredito que existe no seu percurso de vida, uma história semelhante. Quando Henrique sofre o acidente, ela vai à gruta e, ao receber consolo nos braços de Viriato, pergunta porque não lhe deixam ter um rapaz normal, dando a entender que no seu passado existe uma história de deficiência com descendentes. Será que André, o filho de Viriato, é mesmo filho de Cândida mas esta desconhece que sobreviveu? Mistééérios…. Que o autor vai desvendando e mantendo.
O colchão de Nezinho foi a vítima do episódio de hoje. A sua própria mula começou a comer a palha do interior, colocando assim as suas economias em risco. Um religioso vem pedir o colchão velho para dormir na gruta e ao que tudo indica, as suas preces por dinheiro vão ser ouvidas! Não vai cair dinheiro do céu, mas do colchão! E Nezinho? Será que a trama já chegou ao momento em que o actor faleceu? Será que este vai desaparecer de Passaperto atrás do seu dinheiro ou morre de desespero? Como irá a personagem sair do ar, agora que o actor foi actuar para outras bandas?

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

EM EXIBIÇÃO 02

Actualizações esporádicas das novelas em exibição em Portugal

Terra Nostra, apesar de manter alguma redundância na história, é no momento a novela em exibição na SIC a ter maior desenvolvimento e interesse. Desejo Proibido não lhe fica atrás mas, surpreendentemente a fuga de Laura da Igreja e respectivas consequências não resultou num interesse maior. Mas vamos por partes:

.............................. ....... ..........Lição de Culinária

Terra Nostra teve hoje um capítulo que foi uma autêntica lição de culinária. Falou-se de pão com linguiça, bananas, fábricas de macarrão e alcachofras. É uma informação factual histórica de valor que gosto de ver nas novelas, mas que neste capítulo foi em demasia. Estas iguarias passam quase todas pelas mãos de D. Leonora e a família de Gumercino tem de se submeter a novos paladares à mesa. A história em si, continua com vários momentos de redundância porém, a mentira arranjada que leva Giulianna achar que tem o seu filho nos braços é tão revoltante, que mantém a curiosidade por novas situações.

Sete Pecados bem podia aprender esta lição com Terra Nostra. A de dar umas voltas interessantes de vez em vez, ao invés de prometê-las apenas para o último capítulo. Sobre os capítulos desta semana pouco posso dizer, pois fui perdendo o interesse com a palhaçada mais que vista do objecto perdido e cobiçado (a estátua) que passa pelas mãos do elenco inteiro e desaparece assim que seus perseguidores a localizam novamente.

Desejo Proibido continua a proporcionar-me aquela risada de satisfação, a cada trecho de diálogo de humor inteligente e subtil que o autor escreve numa tirada. Aqui a forma como os actores percebem e incorporam estas mensagens tem muito a ver com a nossa percepção delas. No episódio de ontem, Nezinho sai-se com esta: “então se o afilhado de padre afinal é padre, a sobrinha de padre é o quê, madre?” – como se vê, assim só no papel, a graça pode perder-se. Mas não na linguagem que a novela tem e consegue transmitir.

Observações menos positivas costumam recair sobre as personagens principais e aqui não é excepção. A história toda consiste no amor de Laura por Miguel, que é padre e por consequência, esta paixão não pode se consumar de uma vez. Tem de passar por provações e mal-entendidos. A questão é que Laura comete tantos mal-entendidos, a rapariga é tão precipitada a tirar conclusões, que a coisa começa a ganhar contornos forçados. E é por isto que convém que o papel seja bem dominado pelo actor. Só um bom actor sabe dar credibilidade a estes momentos de puxa-estica. Miguel está muito bem, como o outro lado deste enredo. Mas se fosse ele, as últimas atitudes de Laura me fariam abraçar o sacerdócio com total convicção. Isto de ter paixão por um padre deve ter sido mais usual do que se imagina, no seu tempo.


Reflexão sobre a paixão por um padre:

Comecei a pensar no antigamente, quando todos frequentavam a igreja e o padre e o confessionário era um local muito concorrido pelas beatas. Temos uma noção muito fantasiosa destes tempos devido à contribuição da ficção. Os padres nos filmes ou novelas são sempre homens praticamente santos. Recebem a devoção dos fiéis mas nada que atravesse a fronteira do pecado. Penso porém que na realidade, esta fronteira deve ter sido atravessada com regularidade. Imagine-se um padre de comarca, condescendente, bondoso, atencioso e compreensivo. Ainda que não o fosse como homem, se mostraria assim como padre. E agora imagine-se toda aquela mulherada, vinda de casamentos arranjados, de submissão à figura masculina, muitas vezes maltratadas e usadas como objecto de usufruto, sem um carinho genuíno, sem preliminares. Imagine-se, pois certamente esta realidade na vida da mulher de antigamente era mais real que excepcional. Todos os dias a ir à missa onde uma figura santa, mas homem, lhes dá uma palavra amiga e compreensiva. Quiçá um simples gesto de afago na cabeça significasse mais para uma delas que qualquer outra coisa. Imagino então a quantidade de olhares de carneiro manso que um padre, lá no altar, recebia das suas fiéis mulheres. Agora depende do homem por detrás da batina, a coisa ficar por aí ou extravasar. Tenho cá para mim que a fronteira foi passada sem qualquer pudor, várias vezes. Até porque, as informações que nos chegam actualmente sobre os “desvios” de carácter do clérigo colocam num cantinho qualquer escândalo de um relacionamento entre um homem e uma mulher, ainda que ele fosse padre. Imagino também o pesadelo que não foi, para tantas crianças “ajeitadas”, que naquele tempo, não tinham quem mais se preocupasse, ir parar aos cuidados de um clérigo que usa a batina para dissimular desejos sexuais escusos. Mas estes casos envolvendo uma conduta sexual criminosa de um padre chegam poucas vezes ao ecrãs da ficção. Confesso porém, que se vivesse em Passaperto e tivesse que me apaixonar por um padre, como manda a história, seria pelo Inácio, não por Miguel. O primeiro é cheio das virtudes e os seus pecados, de cozinhar mal e ser teimoso, não causam má impressão. Ao menos o homem cozinha! E lava a louça a seguir.


PS: Não sei em que época ou local o celibato não era condição para o clérigo servir a igreja e os padres podiam ser homens casados e com filhos. Também não sei quando isso mudou para a presente condição mas padres com filhos houveram muitos. O progenitor da primeira filha de D. Beija é atribuído a um padre, embora na novela esta seja de António. A verdade, essa quem a sabe?










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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

DESEJO Proibido

Ainda mal começou, mas já estou a gostar muito de ver a novela Desejo Proibido. Está muito bem escrita. As falas das personagens e determinados cuidados de composição, produção, caracterização e cenário são coisas que saltam à vista.

Estava curiosa para saber como a novela foi recebida no Brasil, visto que ainda não deve ter sido exportada para muitos outros países e muito menos para os que partilham a língua portuguesa. É que é muito interessante observar as reacções em diferentes lugares, diferentes culturas. E não é só isso. Diferentes climas também. No Brasil é verão de 40 graus e aqui em Portugal é Inverno de chuva diária e pouco sol. No Brasil esta novela passa no horário das 18.00 horas em Portugal hoje já foi empurrada para as 22.30. Estas “peculiaridades” fazem diferença. Um brasileiro em Portugal, de noite e com chuva, ia gostar mais de ver esta novela se não estivesse numa tarde de calor de verão do Brasil?

Independentemente da região geográfica esta é uma boa novela. Tem uma boa história e esta é apresentada com uma sequência lógica e apelativa capítulo a capítulo. Estou curiosa para saber porquê Murilo Rosa ficou com o papel de protagonista. Não por ele não ser bom no papel. Ele é. Mas já passou da idade de “mocinho”, que tem aquela impetuosidade de escalar rochas, nadar no rio etc. Quando no primeiro capítulo os padres o chamam de “jovem” pensei: é jovem, para padre. Porque há 14 anos atrás, já Murilo fazia este tipo de papel, do jovem romântico. Lembro do par que fez com Carla Regina em Xica da Silva e com Christine Fernandes em Chiquinha Gonzaga.

Mas também há que apontar uma coisa nas telenovelas brasileiras: ou os protagonistas são jovens ou não tão jovens. Ainda que muito bons actores a verdade é que a maioria das novelas tem como protagonistas os jovens. É o caso desta e de muitas outras. Em Essas Mulheres, por exemplo, Christine Fernandes defendeu a sua personagem muito bem. Mas a questão da juventude de Aurélia pedia uma menina de menos de vinte anos. Assim como o resto do elenco: estava todo a passar da idade dos protagonistas no guião. Mas teve importância? Não. Cada qual defendeu o seu papel muito bem, apesar das rugas, ocultadas aqui e ali pelo botox e outras coisas mais que em alguns caso atrapalham porque tiram a expressividade do rosto.

Voltando a Desejo Proibido, repito que está a começar bem e promete continuar a se desenvolver com interesse. Parabéns a toda a equipa, desde a pessoa que limpa o chão ás que vemos na tv! Parabéns.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Segundas Impressões

Para quem desconhece, estrearam em Portugal 3 novelas brasileiras da Tv Globo. Terra Nostra passa ás 14.00 horas e é uma reprise. Sei que é uma boa novela mas julgo que o formato dos primeiros capítulos, com muita imagem enfaticamente romântica, muita melodia e pouquíssimo texto, contribui para um “desligar” rápido. Contudo, tenho me esforçado para apanhar a sua essência e é fácil de acompanhar. Só temo as conhecidas fases de “barriga” lá mais para adiante.

A seguir passa Sete Pecados, ás 18.00 horas. Acredito que o primeiro capítulo é fraco mas continuo a acreditar no poder da história. É light, é deja-vú e é linear mas, o povo gosta de simplicidade misturada com fantasia angelical!

Depois ás 22.00 temos Desejo Proibido. Esta novela teve o primeiro capítulo reexibido hoje, antes de Sete Pecados! Mais uma vez, sem anúncio, sem lógica, repetem o primeiro capítulo na tarde em que vão exibir o terceiro, e não na tarde seguinte à estreia. Enfim! Desejo Proibido é a novela que, no arranque, desperta mais interesse. É dinâmica e deixa no ar a promessa que muito se vai desenrolar. Adoro o timbre que Marcos Caruso encontrou para dar voz ao seu padre Inácio.
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Aguardo então pela repetição do primeiro capítulo de 7 Pecados, talvez nessas sagas de fim-de-semana, já que este foi o que não vi na integra.
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Links Banda Sonora Complecta:
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PS: 17/01/08: Desejo Proibido, não teve o segundo capítulo reexibido. Dá para entender uma lógica racional da SIC??
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Também Sete Pecados não foi para o ar há hora prevista. Já sofreu uma alteração horária: começa ás 18.30 e dura até ir para o ar o telejornal: 20.00h. Das duas umas: ou exibem hora e meia de novela, ou ficam pelos 45 minutos intercalados por muita, muita publicidade.
Desejo Proibido também viu o seu horário adiado para as 22.30. Logo depois segue Duas Caras, cada vez atirada para um horário tardio.
Só se pode tirar uma conclusão: nunca se sabe o que esperar da SIC. O melhor e deixar o aparelho gravar e usar o fastfoward. Um sinal que esta será a mais valia da televisão do futuro.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

ESTREOU!

Estrearam realmente, três novelas esta segunda-feira, aqui em Portugal, no canal SIC, estação que detém a exclusividade de tudo o que é produzido pela TV Globo.

Esperei até agora para poder fazer uma avaliação.

Terra Nostra não vi. Também já passou por cá mas do pouco que entendi, continuei a achar maçante e com falta de dinamismo.

Perdi o início de Sete Pecados, apanhei apenas os últimos 25 minutos e não me surpreendeu. A história já foi vista noutras histórias e continuo a achar a prestação de Elizabeth Savala sempre igual a tudo o que já fez. Mas aguardo por mais com optimismo. Deu para entender que a virtude está toda do lado "pobre" encabeçado por Reynaldo Gianecchini e o pecado na personagem de Priscila Fantin. Também reparei na presença da música "Anjo" dos Roupa Nova, que fez parte da banda sonora da telenovela "Guerra dos Sexos" cantada na voz que me pareceu ser de Fábio Júnior.
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A estreia para o horário das 22.00 horas de Desejo Probido, nem preciso de espreitar as audiências amanhã, para saber que ganhou pontos. A novela começa bem, tem mistério e profundidade. Cativa logo de início e deixa no ar a promessa de muitos, muitos enredos entre sogra e genro, irmãos adoptivos, médico e paciente, milagre e padre. Boa mesmo! Só depois entendi que se trata de uma novela de época, sobre as quais recaiem as minhas preferências.
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E é tudo para primeiras impressões!

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