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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012

A voz off no final das novelas - chamariz


A  novela da TVI terminou o episódio de hoje e surge a voz-off:

«Boa noite, juntos criamos a sua televisão, em português, com ficção nacional.»  - não precisei de ouvir mais nada para me lembrar que a novela Gabriela estava a dar na concorrência, estreando hoje.


Pouca coisa é por acaso e decerto que não foi por acaso que não foi para o ar aquele período enorme de anúncios publicitários entre novelas da TVI. A voz-off lá continuou a narrar a sua chamada de atenção:  «Já a seguir, Esperança vai regressar ao passado em Doce tentação» -   e foi mesmo logo a seguir. Não satisfeito, ao invés da voz terminar a sua despedida com a habitual e repulsiva frase: "Deixe-se ficar, vai ver que vai gostar", que me nauseabunda os sentidos ao ponto de mudar de canal imediatamente para me poupar à pronúncia destas melosas palavras, a voz ainda consegue mencionar que Remédio Santo se segue com os últimos episódios e reforça uma vez mais: «já a seguir, com Doce Tentação. Boa noite. Até já». E soam os primeiros acordes da música do genérico da terrível novela que é Doce Tentação.


São pequenos detalhes que vão passando para o espectador um pouco dos «bastidores» das audiências, do funcionamento da televisão. 
Até o próprio desfecho de "Remédio Santo" pode ter sido esticado (porque foi) propositadamente para coincidir com esta semana em que estreia na concorrência o remake de Gabriela, uma novela que possui um título especial, e sempre o ostentará. "Gabriela" é a razão pela qual a voz-off da TVI mencionou hoje que numa televisão feita «em português», convém distinguir que a TVI dedica-se à «ficção nacional». 

 Nota complementar 
Consultei as páginas das principais novelas da TVI e da SIC no facebook e não existem dúvidas: até online Dacing'Days tem a preferência. E não é de surpreender. É uma página mais dinâmica, que coloca perguntas aos leitores, interactividade com os actores e dinamismo. Os comentários revelam interesse, curiosidade e entusiasmo por parte dos leitores.

A página online da novela da TVI parece feita por alguém que não quer saber daquilo. Distante e fria, não apela ao espectador. Não descreve a trama, limita-se a publicar títulos com pouco mais de três ou quatro palavras. Por vezes o destaque nem menciona o nome da personagem. Nem sempre dão destaque ao principal da trama, os posts são pequenas imagens com hiperligações para o episódio no site oficial e nem sempre estão actualizados. Nenhum dá um "cheirinho" do que para aí vem - coisa que já se conhece pelas revistas. Os comentários são essencialmente SPAM. 
 Ao não colocar questões ao público (big, hudge mistake - como diz a mítica personagem de Julia Roberts no filme Pretty Woman erguendo os sacos de compras numa loja em Rodeo Drive da qual foi expulsa como cliente) estão a declarar um desconhecimento atroz sobre os gostos do público e as tendências das novas tecnologias. 

Os posts pouco entusiastas da página oficial da novela Louco Amor da TVI remetem para o leitor a obrigação de se informar, (só têm «título» e está em falta uma breve descrição do acontecido), deixa a dedução para o leitor (impondo-lhe o conhecimento da trama) e a explicação, para o link na still photo.

Mas estas explicações, vão de graça!



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sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Astro (remake)


Estreou na SIC faz pouco tempo esta que é outra novela remake da Globo. Estrelada por vários actores conhecidos, "O Astro" é agradável de ver. Pelo que li, no  Brasil não foi lá muito bem recebida mas também desconheço as expectativas geradas em torno da mesma ou o horário em que vai para o ar. 

Sem ter sido muito publicitada, como já há muito acontece, a novela da Globo estreou para o horário das 22.30, logo após a «portuguesa» "Dancin´Days", que também tem o dedo da Globo. Com uma linguagem que, de algum modo, é mais acessível para o povo português que outras novelas brasileiras mais recentes, é bom voltar a ver o talento de actores como Regina Duarte, que faz de esposa de Daniel Filho, Rosamaria Murtinho e muitos outros bem estabelecidos actores, desde os mais novos aos veteranos. 

No episódio de estreia achei que certos factos não foram bem explicados. Viu-se Herculano (Rodrigo Lombardi) correr de uma multidão enraivecida sem se perceber muito bem qual a real contribuição de Neco (Humberto Martins) para esse desfecho trágico que, inclusive, o leva a anos na prisão. A mudança que este sofre enquanto enclausurado e a aprendizagem que supostamente adquire, não é bem explorada e Francisco Cuoco aparece mesmo só para dar um ar de sua graça, já que foi ele que interpretou o protagonista na versão de 77. De resto, todas as cenas de magia estão ali a encher, sem terem realmente um protagonismo que por si só seria capaz de prender o interesse do público. Outra situação que não ficou bem clara para mim, é entender os problemas na relação de Márcio (Thiago Fragoso) com o pai (Daniel Filho) e as queixas de Clô (Regina Duarte) sobre o marido. Ele não parece nem metade do homem mau com que é descrito. 

Outra coisa menos boa da novela é a total falta de CUMPLICIDADE entre o casal romântico Carolina Ferraz e Rodrigo Lombardi. Qual atracção fatal e paixão avassaladora qual quê! Nada. Absolutamente nada. E nem bem representado está. Quando aqueles dois se juntam, não é credível que exista qualquer atracção. E as cenas de sexo selvagem? Orquestradas para a câmara, um tédio para o espectador, uma anedota. Um estilo que já me faz rir e depois mudar de canal. Estes dois como casal não têm nenhuma química juntos.

E depois existe ainda outro fenómeno difícil de relegar para segundo plano quando se assiste a esta novela: as plásticas. As intervenções nos rostos dos protagonistas quase são protagonistas por si próprias. Não falo só de Regina Duarte que, para mim fez tudo bem feito, pois mantém alguma credibilidade, com as sobrancelhas a mexer para cima e para baixo e as expressões dos músculos da face preservadas. As intervenções estéticas observam-se em qualquer rosto ali, feminino ou masculino, desde os muito veteranos aos mais jovens como o de Fernanda Rodrigues (para quem não se lembra fez o papel de filha caçula de Reginaldo Faria na novela Vamp) ou o da já não tão jovem Carolina Ferraz (Amanda), cuja testa é totalmente inexpressiva, pois ali não brota nem um esboço de uma ruga, por mais que a personagem sofra e chore. 
Embora adore admirar a beleza etérea de Selma Egrey (mãe de Alinne Morais na novela), a verdade é que todos e todas parecem ter escorregado algures e caído num frasco de fermol. Uns ficaram mais bem preservados, outros não. 
Poucas excepções têm a coragem de deixar ficar algumas das rugas... 

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Laços de Sangue - estreia não desaponta!

Ainda estou a ver mas já tenho sobre o que escrever sobre a estreia da nova novela da SIC "Laços de Sangue". Tinha cá para mim que ia gostar... e até agora, estou a adorar! Assim vale a pena! Duas novelas boas, ao mesmo tempo, em canais diferentes! Viva a produção Nacional. Estamos a crescer... não é ternurento? Finalmente, o bebé está a virar adulto ;)

Sobre a novela começa bem, continua bem, com actuações credíveis, mesmo das duas crianças. Muito boa a passagem do tempo marcada pelo morfing do reflexo do rosto da menina "má" no vidro da camioneta para, 20 anos depois (?) o reflexo no vidro do autocarro... já se viu antes, foi até muito usado (não mais que a passagem de tempo no reflexo do rosto na água, claro) mas este foi tão bem feito! Com aqueles olhões da menina no centro, dá para acreditar que são a mesma pessoa.

Diálogos bons, texto bom, história que prende, credibilidade nas interpretações... ao ver aquela cena do mercado logo me lembrei de Sassaricando. Aquele espalhafato, exagero de adornos e roupas decotadas... que não se vê por aí nas praças portuguesas, mas vá lá... depois fugiram da "Peixarada" para situar a personagem no seu contexto e relaccionamento "familiar". Que tipo de menina finge estar morta para a mãe e irmã e aceita ir viver com uma desconhecida? A história promete! Ainda está a dar, e vou continuar a ver. Diogo Morgado entra em cena.

Estou feliz. Duas boas novelas! O vídeo vai andar ocupado nos próximos meses :)

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Caminho das Índias - críticas


CAMINHO DAS ÍNDIAS

A estreia foi ontem, na SIC. Com base no primeiro (e segundo) episódio da novela, tenho de fazer uma crítica negativa, que penso merecer destaque.
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São todos branquelas! Os brasileiros já nos habituaram a grandes produções, com pompa e circunstância. Mergulham naquilo com autenticidade, fazem «laboratório», viajam até os países para ficar a conhecer a cultura, o clima, os hábitos. Têm professores particulares para os ensinar como agir, como se comportar, como pensar, como falar. Têm figurinistas que estudam os trajes a fundo, etc, etc, etc.
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É por isso que considero grave o facto destes indianos serem todos muito deslavados. Já se viu? Qual é a desculpa?
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Num país que atinge facilmente mais de 40º à sombra, no Brasil da praia e dos bronzes, quando tantas vezes por uma personagem um actor já se fez ao sol, não compreendo porquê dão agora ao público os indianos mais brancolas da história. Se ao menos para ficarem com a pele numa tonalidade mais escura fosse necessário recorrer ao bronze artificial ou à pintura do corpo, mas o Brasil tem sol! Para quem viu muitos actores brancos a interpretar índios do amazonas, isto dos indianos brancos é indesculpável.
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Tirando a palidez da malta, o resto também não surpreende por aí além. Basta recordar a novela «Explode Coração», ou «O Clone» e lá está a mesma história escrita vezes e vezes sem conta. Só muda o traje. Nem os actores mudam assim tanto. São sempre os mesmos! A repetir a mesma lenga-lenga, lá está novamente Eliane Geraldini a cobrar um filho homem à nora... e lá estava a criança a dançar, a única naquele rol que, se calhar, realmente sabe fazê-lo. Temos o casal e o cliché da rapariga que fica de compromisso com o rapaz escolhido pelos pais, etc, etc...


Tal como temi, este primeiro episódio parece comprovar que a autora vai dar-nos mais do mesmo... quem quer estar sempre a ler o mesmo livro, mudando apenas a capa? Veremos... de tudo isso sempre esperei por um pingo de originalidade e diferença. Só um pinguinho. Se ao menos fossem apanhar sol ... :)

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

DESEJO NA DESPEDIDA


Está a terminar aquela que é a melhor novela dos últimos tempos. Desejo Proibido chega ao fim e vai deixar saudades. Em exibição continuam as enfadonhas “Terra Nostra” e a novela “Duas Caras” que se estreou muitos meses antes de “Desejo” mas nunca mais chega ao fim.

Em substituição está Ciranda de Pedra e espero que não seja tão enfadonha quanto parece. O tempo dirá. Feitas as contas, não é fácil encontrar uma boa substituta para preencher com igual qualidade “Desejo Proibido”.

Desejo Proibido carregou demasiado no pedal do acelerador para o final. É pena que tenha passado por um breve período de “estica a trama”, quando teria ido parar ao mesmo lugar se mantivesse o ritmo de desenvolvimento apenas um nadica menos veloz que o ritmo a que vai este final. Três episódios para a audiência no tribunal do divórcio de Laura e Henrique, muitos abraços e beijos de Miguel e Laura, que ardiam em desejo por consumir, para depois consumarem tanta paixão sem pompa ou circunstância.
Desde o início uma bela trama, de humor inteligente e interpretações gostosas como aquele caramelo que você deseja que derreta na boca.

Sinto pena que tenha corrido para o fim, sem deixar que se apreciasse mais as novidades. Ainda assim, realça-se pela positiva ao apresentar um final apressado, porém coerente e gostoso de ver. São poucos os autores que, face a este imprevisto, conseguem respeitar a trama e o espectador. Vejam o exemplo de “Cidadão Brasileiro”.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

ESTREOU!

Estrearam realmente, três novelas esta segunda-feira, aqui em Portugal, no canal SIC, estação que detém a exclusividade de tudo o que é produzido pela TV Globo.

Esperei até agora para poder fazer uma avaliação.

Terra Nostra não vi. Também já passou por cá mas do pouco que entendi, continuei a achar maçante e com falta de dinamismo.

Perdi o início de Sete Pecados, apanhei apenas os últimos 25 minutos e não me surpreendeu. A história já foi vista noutras histórias e continuo a achar a prestação de Elizabeth Savala sempre igual a tudo o que já fez. Mas aguardo por mais com optimismo. Deu para entender que a virtude está toda do lado "pobre" encabeçado por Reynaldo Gianecchini e o pecado na personagem de Priscila Fantin. Também reparei na presença da música "Anjo" dos Roupa Nova, que fez parte da banda sonora da telenovela "Guerra dos Sexos" cantada na voz que me pareceu ser de Fábio Júnior.
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A estreia para o horário das 22.00 horas de Desejo Probido, nem preciso de espreitar as audiências amanhã, para saber que ganhou pontos. A novela começa bem, tem mistério e profundidade. Cativa logo de início e deixa no ar a promessa de muitos, muitos enredos entre sogra e genro, irmãos adoptivos, médico e paciente, milagre e padre. Boa mesmo! Só depois entendi que se trata de uma novela de época, sobre as quais recaiem as minhas preferências.
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E é tudo para primeiras impressões!

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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

ESTREIA EM PORTUGAL

No tópico anterior falei das novelas que Portugal aguarda pela estreia. As revistas já publicam os resumos e deram a exibição dos primeiros capítulos para as tardes do dia 7. Ontem manisfestei o meu desagrado e critiquei severamente o descaso com que fazem televisão e tratam a audiência.
Na apresentação de hoje surgiu a primeira referência desde semanas, quanto à real data de estreia. A chamada de hoje da novela Sete Pecados diz assim: "Estreia segunda-feira, ás 18.00 horas". Finalmente! Uma data!!
Presume-se que a dita segunda feira seja a próxima. Ma repare-se no pormenor não mencionado.
A SIC passa neste momento por um periodo de transição. A Estação recebeu ontem, dia 7 o novo director de programas. Estou optimista por uma estação melhor! Até que enfim! Uma luz ao fim do túnel. Luz essa que vejo apagada desde o ano 2000.
Agora é esperar para ver. Mas já estou a torcer para o merecido retorno em força. A Sic foi quem deu aos portugueses o que estes precisavam ver. Chegou fresca, moderna e colorida. Ofuscou e erradicou o cinzento da RTP. Vinham jovens, frescos e idealistas. Faz falta uma oxigenação! Vamos a ver se volta o casamento com o público.

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