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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dancin Days Portugal - as discrepâncias

Deixei de ver a novela Dancin Days faz muito tempo. Não me sobrou paciência para assistir ao esticar das histórias de vai-e-vem de casais...  Ainda tem o agravante da personagem principal não estar bem conseguida e sendo assim, fica difícil de ver durante mais tempo após o ponto de saturação. Abandonei o visionamento gradualmente, assistindo a um episódio "quando dava" mas ainda antes do 100º episódio. Ora, se já estava cansada de toda aquela enrolação antes do 100º e decididamente já no 120º, reparei que hoje foi para o ar o 226º episódio. Haja paciência!! Para nada mudar e estar a ver as mesmas histórias serem apresentadas continuamente e alternadamente. E não há meio daquilo terminar. Pelos vistos está tudo muito igual à altura em que abandonei a trama. Mesmo! Para quê, pergunto eu, tanta enrolação e tanta história repetida? E depois dois graves erros saltam à vista e torna ainda todas as fragilidades da trama ainda mais frágeis. Foi PENOSO assistir as personagens durante todo o RIGOROSO inverno, de vestidinhos de mangas curtas e cheias de calor, a falar de idas à praia em pleno Dezembro... com um vendaval de deitar abaixo árvores e destruir infraestruturas, as personagens "iam para a praia".... Isto não é o Brasil, lá é que é verão no Natal. Para uma história que se apresentou como portuguesa, esta falha é brutal e prolongou-se ao longo de toda a trama. A discrepância das estações continua e agora, que, acreditem ou não, chegou por cá a Primavera e os primeiros raios de sol começam timidamente e sem grande força a começar a substituir o frio, é que as personagens surgem de polos de mangas compridas, casacos com camisas abotoadas até ao pescoço e gravatas. Ou seja: agora que vem o tempo de "praia", vamos ver as personagens a prepararem-se para o Inverno. Quando chegar a Agosto, o pico do Verão, e esta novela ainda estiver a alongar-se como uma lesma na programação da SIC, então é que será Natal em Dacin Days! E provavelmente, para comemorarem alguma felicidade, as personagens ainda vão todas para um passeio na neve na Serra da Estrela.

Mas deixei para o fim a PIOR discrepância de todas. Aquela Carolina é criança que não cresce!!! Nunca mais gatinha, nunca mais caminha, não cresce. Ou melhor, tem um crescimento muito, muito lento. Calculo que o seu "nascimento" deu-se por volta de Julho do ano passado, no entanto a criança ainda nem palra, ou gatinha...  E mesmo os outros personagens parecendo ter uma passagem de tempo bem mais extendida, a pequena Carolina continua pequena, continua a andar no colo e no ovinho...  Uns casam, divorciam, voltam a casar, matam, são chantageados, voltam a matar, voltam a juntar, voltam a separar, casam, descasam, morrem, vão presos e saem da prisão e NADA da criança crescer.

Pode ter sido uma novela interessante no início mas acabou por se desgraçar. A protagonista não segura a trama e esta não tinha de ser esticada da forma que tem sido, só para dar algum share à SIC. Programas como a Casa dos Segredos 3, especial, A tua cara não me é estranha 3, 4, e até um Big Brother chegaram e se foram na concorrência. E NADA da SIC largar o osso...

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sábado, 11 de outubro de 2008

Portuguesa na sic

Estou a fazer por ver a novela portuguesa na sic. Afinal, se senti que tinha o que era preciso para dar certo, tinha de confirmar se a intuição está correcta. Ainda vai no início para conclusões definitivas mas, estas são as impressões que me ficam. Já me surpreendeu em inúmeras coisas. Enumero-as ao acaso. Em termos de interpretação, começo por Rui Unas. Péssimo actor, tem feito coisas tão horríveis que, com base nelas, deduzi que nunca conseguiria chegar lá. Surpreendeu-me. Como é possível? Tão canastrão que ele era, olha-o agora… Aulinhas? Onde as andaste a ter?


Diogo Morgado, o que dizer? O gajo é bom! Ele é possante. A sua co-intérprete não está tão convincente. Neste aspecto, as «meninas» estão fraquinhas. São elas a grávida disputada por três homens (vá-se lá saber que encanto tem para não haver homem na localidade que não lute por ela!), a jovem rebelde proveniente de uma família rica mas desestruturada e as advogadas. Alguns dos «meninos» também não vão bem. Como o advogado criminalista, que está ali entre o bom e o ruim. Mas retiro o Gonçalo Diniz da equação. O pobre ficou a perder bastante com a «promo» lançado pela sic. Incluíram imagens da sua personagem em momentos clichés de comédia com uma pitada homossexual que, descontextualizados, ridicularizaram a interpretação. Até agora está bem conseguida, com requintes de malvadez. Outros precisam, tal como as «meninas» de tempo, tarimba, experiência. Todos merecem mais oportunidades para poderem chegar mais longe. Olhem, perguntem ao Unas onde ele andou a aprender a deixar de ser o mega-canastrão que sempre foi. Pode dar geitinho….


Depois temos outras características, que já entram na parte da história, que fazem certas personagens sobressair. Não posso neste aspecto deixar de fora Paulo Azevedo, o rapaz sem mãos. A sua personagem está inserida perfeitamente na história, não é explorada pela condição mas ao mesmo tempo, não deixa de ser uma mensagem que está a ser transmitida. Ali está, uma pessoa normal, que faz o que os outros fazem, com a diferença de não ter mãos e ter de adaptar-se a isso. A primeira cena em me lembro de vê-lo aparecer é quando vem a conduzir uma «moto quatro». Depois, banalmente, vai a um café e juntamente com a sua mãe, maníaca por pastéis-de-nata (não há nada mais português também, em termos de confeitaria!) e põe-se a comer um. E assim, acaba o mistério para quem não imagina como uma pessoa sem mãos consegue levar um bolo à boca para o trincar.

Ainda temos a parte Castelhana. Que estou a adorar ver. É para onde se inclina o meu maior elogio: para a história. Tão portuguesa! Com forcados, pastéis-de-nata, Alentejo, Castelhanos, África, retornados e claro, imagens paisagísticas de referência geográfica portuguesa: a urbana Lisboa, com o Saldanha em destaque, e as pontes sobre o Tejo. Só falta mesmo um pouco de fado e então teremos tudo. Tudo da identidade de um povo pelo passado e pelo presente.

Ponho-me a imaginar a novela a ser exportada. Há que apostar nisto. No Brasil faz-se à «séculos», e dá resultado. É preciso colocar imagens de marca do país para habituar os que vêm a novela lá fora. Depois de acostumados saberão reconhecê-las e talvez gostem de se informar sobre este canto do mundo. É assim que se começa. Foi assim que o Brasil «exportou» o Concorvado, as praias idílicas que afinal estão poluídas e conseguiu colocar o Cristo redentor na lista das 10 maiores maravilhas do Mundo. Pelas novelas! E porque é um país enorme, com uma população votante gigante…

Portugal tem muito. Até gostaria que poucos soubessem o quanto tem para dar mas, isso não é possível nos dias que correm. O padrão dos descobrimentos, os monumentos, o belo Tejo, as maravilhosas, deliciosas, adoráveis praias de cima a baixo por esta costa, a água cristalina, as cachoeiras escondidas por aí que nem 1/3 da população portuguesa conhece, as maravilhosas ilhas dos Açores e da Madeira, alguma imagem rural, um Alentejo plano, com sobreiros, cortiça e um casebre ao sol. O sol e a praia do Algarve. Os montes verdes do Norte. O tomate, a azeitona e as laranjas do Algarve. Há muito (tanto) deste Portugal para mostrar, que as possibilidades de exploração em TV se apresentam ilimitadas.

Se esquecida estava da dita “pendenga” entre portugueses e espanhóis, da rivalidade de há séculos atrás, do tempo dos Mouros e de Viriato, dos reis e das rainhas, (ups! Por lá ainda é assim…) um pouco deste nosso passado regressa ao colocarem na historia este aspecto da actualidade: as propriedades no Alentejo adquiridas por espanhóis. Facto.
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Na trama temos «Mercedes», a castelhana que se introduz na família tradicional alentejana por casamento, para conseguir se apossar das terras. Fez-me sentir orgulho (desculpem, é verdade) estar a ver esta parte da novela e, subitamente, aperceber-me desta característica do povo português: a capacidade de entender os outros na sua língua. Lá estavam as personagens, a dialogar em espanhol, e não precisamos de legendas. Nem legendas para o espanhol, nem para o português do Brasil, nem para o português com sotaque africano. Nada. Lá vamos entendendo tudo. Mas imagino que, a passar no Brasil, precisariam traduzir a novela inteira. Pela falta de costume em ouvir outras línguas e sotaques.

Agrada-me que falem dos forcados. De certa forma, vem a enaltecer o sangue português. Deve ser uma tradição do conhecimento de poucos. Quem sabe que em Portugal, apanham-se touros pelos cornos? Há que dizê-lo: há, valente!

Touradas em si, com aquela coisa de espetar o animal, não é bem algo que me cative. Se bem que me lembro de ter apreciado uma, uma vez, pela televisão, há muitos anos atrás. Os movimentos de mestria do cavaleiro e da montada mais a personalidade admirável do touro, levou para aquele espectáculo algo belo. Beleza como se encontra num bom ballet, num bom filme, num bom livro. É uma tradição, tem o quê de respeito, embora não pare para ver. Também lembro de achar aquilo triste, com o animal ensaguentado, a ser ferido, meio manso, com ar de quem quer ser deixado em paz, a ser forçado àquilo, e achar que os homens são inseguros ao ponto de precisarem disto para se sentirem de valor.
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Já a parte que inclui os forcados, sempre foi mais apreciada pela maioria. É puro «mano-a-mano». Nunca ninguém sabe o que pode acontecer. Ali está: Homem e touro. Homem e Besta. Frente a frente, olhos nos olhos. E cornos pontiagudos enfiados numa força bruta e de peso, a vir em velocidade de galope na nossa direcção. Até para imaginar é preciso ter chegado perto de um animal deste porte, para compreender que sensação poderá ser esta…

Em termos de direcção, a novela também vai bem. Tem falhas. Se calhar, muitas delas devidas a pressa, a prazos, que sei eu? O que mais me custa são as coisas do costume… aquelas, que não me descem pela goela. Quando se discute (assimilem isso de uma vez por todas), as pessoas mexem-se! Movimentam o pescoço, saiem do enquadramento, para ser mais específica. Ver pessoas a discutir sem a cabeça mexer já é mau, mas vê-las discutir sem sair do lugar, sem o corpo assumir uma determinada postura ou movimento, é mau também. Em diálogos longos então, é terrível. Uma mãe que vê a filha a apontar uma caçadeira a outro filho a meio de um jantar, não permanece sentada na cadeira o tempo todo. Mesmo depois da filha sair do local, ela não desabafa «Ai, meu deus», ainda sentada na cadeira diante da mesa. Não é geneticamente possível.

Se você teve paciência para ler este texto até ao fim, não fique por isso. Deixe o quê da sua opinião. Tem uma, não?



Cumprimentos!

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sexta-feira, 4 de julho de 2008


















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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

ESTREIA EM PORTUGAL

No tópico anterior falei das novelas que Portugal aguarda pela estreia. As revistas já publicam os resumos e deram a exibição dos primeiros capítulos para as tardes do dia 7. Ontem manisfestei o meu desagrado e critiquei severamente o descaso com que fazem televisão e tratam a audiência.
Na apresentação de hoje surgiu a primeira referência desde semanas, quanto à real data de estreia. A chamada de hoje da novela Sete Pecados diz assim: "Estreia segunda-feira, ás 18.00 horas". Finalmente! Uma data!!
Presume-se que a dita segunda feira seja a próxima. Ma repare-se no pormenor não mencionado.
A SIC passa neste momento por um periodo de transição. A Estação recebeu ontem, dia 7 o novo director de programas. Estou optimista por uma estação melhor! Até que enfim! Uma luz ao fim do túnel. Luz essa que vejo apagada desde o ano 2000.
Agora é esperar para ver. Mas já estou a torcer para o merecido retorno em força. A Sic foi quem deu aos portugueses o que estes precisavam ver. Chegou fresca, moderna e colorida. Ofuscou e erradicou o cinzento da RTP. Vinham jovens, frescos e idealistas. Faz falta uma oxigenação! Vamos a ver se volta o casamento com o público.

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sábado, 20 de outubro de 2007

ARTISTAS EM PORTUGAL

Ao longo dos anos, muitos actores de telenovelas têm vindo a Portugal. Quando a SIC surgiu com a TV Globo como accionista, este intercâmbio tornou-se mais amiúde. Antes, vinham menos. Convidados para os carnavais, esperando patrocínios e convites de trabalho, que eram poucos, porque poucas eram as entidades. Por isso, a imprensa dava mais destaque a estas chegadas. Pouco mudou com o tempo, mas é certo que a SIC intensificou estes intercâmbios. E também a afluência de artistas portugueses para o Brasil, se tornou mais amiúde. Se é verdade que, por causa da abrangência de uma novela, o artista brasileiro está acostumado a fazer viagens de promoção e divulgação, que vão da China à Rússia, parece que Portugal é um destino especial, por partilhar a língua. Afinal, na China o Rubens de Falco e a Lucélia Santos, na Escrava Isaura, falam chinês. Na Rússia russo e por aí adiante. Com o aparecimento de dois canais de televisão privados, o meio audiovisual contorceu-se todo. Produtoras foram criadas, produtos, ideias viam um caminho a seguir. E fascinados que somos pelas novelas brasileiras, a SIC aproveitou o facto para trazer actores a Portugal. Trouxe o conceituado Tarcísio Meira e Cristiana Oliveira para promover "De Corpo e Alma", Christiane Torloni andou por cá e promoveu também novelas, como Renascer, e Irmãos Coragem foi promovida por Gabriela Duarte e Murílo Benício. Todos receberam muito destaque e grande pompa.

A verdade é que não nos cansamos nunca de novelas. Mesmo com a nossa produção finalmente a arrancar (muita dela com mão de obra especializada do Brasil). E mesmo isto, devemo-lo ás brasileiras. Porque foi o alargar do mercado que fez profissionais do outro lado querer experimentar trabalhar cá. Alguns vieram e foram, outros ficaram. Claro que quem fica, tem interesse em criar, em produzir. E quando a SIC ficou com o exclusivo das novelas da Globo, os outros dois canais ficaram histéricos. Falaram em deslealdade. Foram buscar novelas de outras emissoras brasileiras, mas não tiveram o resultado esperado. Era inútil combater uma novela da Globo com outra qualquer. Penso que aguardavam o final de um prazo mas, como este não ia acontecer, criaram juízo: ao invés de se lamentarem, puseram mãos há obra. E com directores como Atílio Ricó, calejado profissionalmente no Brasil, entre outros, portugueses e brasileiros, a produção portuguesa passou também, a ser amiúde.

http://http://br.youtube.com/watch?v=ExtK55j2aPw

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