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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Porquê as novelas Brasileiras perderam o interesse

Ontem à noite, ao ver a cena em que Clara é desmascarada pela família de Totó em casa da mãe deste, percebi porque é que as novelas brasileiras já não têm o brilho de antes.



Todo o diálogo pareceu-me com grandes partes em excesso. As reacções das partes, totalmente previsíveis e pouco credíveis. Totó, que é mesmo um totó, reforçou esse seu lado medíocre ao voltar a repetir que amava Clara, que a amou muito etc... para quê voltar a dizer isso? Só se enfraquece e dá força a Clara. Por essa altura, depois de saber que ela o queria morto e lhe deu um tiro, ele nem devia abrir a boca para falar. Quando ela se pôs a dizer que o amava, ele só a olhou e a deixou falar, falar, falar... tem cabimento? Devia era ter cuspido na cara dela assim que ela insistiu na mentira! E, depois, expulsá-la dizendo que ia para a cadeia.


Só isso e mais nada. Tudo o resto foi palha e uma cena que podia ser forte, não foi nada memorável. A reacção dos filhos é cliché, com tiradas comuns... e é esta a razão pela qual as novelas brasileiras são apontadas como sendo incapazes de se renovarem e voltar a prender a atenção do público como antigamente. Continuamos a vê-las, talvez por nostalgia, por costume ou por, simplesmente, sentirmos saudades de escutar o sotaque brasileiro numa obra de longa duração. Mas esta cena fez-me entender que, de facto, as novelas brasileiras estão a precisar descarrilar daquela fórmula patética.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Críticas a Passione

Já aqui referi alguns comentários sobre a pronuncia Italiana na novela Passione mas o episódio de hoje afectou-me nos nervos. Estou cansada, como telespectadora, de estar sempre a ver o mesmo. E refiro-me ao enredo. Não existem ideias novas, renovadas, arejadas com lufadas de ar fresco?
O núcleo Italiano nesta novela parece-me uma caricatura. Podiamos estar a ver as personagens em desenho animado, que não notariamos diferenças. O reforço da ideia de que os Italianos são um povo explosivo, que conversa aos gritos e estão sempre a discutir "bem", porque se adoram e são muitos unidos, já chega. Nem em "Os Imigrantes" os esterótipos foram tão reduzidos na sua simplicidade. As personagens eram mais complexas, mais humanas, revelavam sentimentos e emoções comuns a Homens e Mulheres - independentemente de serem italianos ou não. Se os Italianos são todos assim tão expressivos e explosivos, ainda estou por confirmar.
Mas a crítica que desejo reforçar é mesmo a do enredo. As histórias repetidas sem originalidade. Sinceramente, a personagem de Aracy Balabanian é tão chata que dá vontade de abater! O irmão não pode ir ao WC sem que ela dê conta. Está muito mal aproveitada e blasé, delineada por baixo, redutora. O núcleo é caricatura pura. As situações vistas e esperadas. Agora o amante jovem de Maitê Proença vai deixar a filha da senhora perdida de amores. Já foi visto! E da mesma maneira, com a mesma troca de olhares, gerada por um encontrão ocasional em que os pertences caiem ao chão.... é tão "já vi" que decepciona!
Não vejo futuro para o sucesso das novelas Brasileiras em Portugal. E é isto que querem que prenda uma pessoa ao écran até quase há 1 da manhã? Sim, porque até esta hora, a TVI com as suas novelas portuguesas, reina e domina! Tem o trono. Trono este, defendo, dado pela própria SIC, que o montou, arrumou, cuidou, adornou e lhe deu com pompa e circunstância, ao abusar da exibição excessiva dos produtos Globo durante anos (não davam outra coisa!). Uma opção tão imbecil, que ainda hoje me custa só de lembrar. Para uma estação que inovou, conquistou, surpreendeu... como ficou tão depressa tão imbecil? Não sei, mas custa só de lembrar!
Ainda que a SIC aposte em Aguinaldo Silva como autor da sua próxima novela, desconfio que as novelas da TVI tão depressa não perdem o trono. Porque se o "registro" não mudar, esse registro tão brasileiro, tão igual de se fazer novelas, duvido que as audiências engulam mais do mesmo, por mais que mudem as cores da embalagem. Duvido muito, muito mesmo.
Comparo a novela Passione a pastilha elástica. Tanto faz ter como não ter - não nutre ou tem especial serventia. Não prende, não tem sabor, és capaz de ver os primeiros minutos porque não há mais nada a dar mas preferes qualquer outra coisa.

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sábado, 19 de abril de 2008

GABRIELA


A primeira novela a passar em Portugal fez muito sucesso porque veio ao encontro de uma sociedade portuguesa a desabrochar na desconhecida Liberdade. Estávamos no ano de 1977. Portugal tinha saído do regime fascista em 1974 e “Gabriela” chegou neste período em que tudo estava a querer mudar nos lares dos portugueses e na sociedade em geral.

A maior surpresa de “Gabriela” foi mostrar as personagens femininas tão emancipadas, sexuais e liberais. Agradou aos homens e ás mulheres, surpresas por haver quem pudesse viver a sua feminilidade de uma forma mais assumida. Logo neste instante nasceu o mito da “mulher brasileira fogosa”.

Visualizar tal à-vontade, com pessoas a acariciarem-se e a beijarem-se na televisão – coisa que sempre fora proibida durante o fascismo, abalou o público. Alguns percebiam coisas pela primeira vez, outros tomaram decisões de mudança. As mulheres quiseram a sua segunda liberdade: a de 1974 e a da Gabriela.

Na maioria dos lares, à mulher continuava a ser exigida uma certa postura e cumprimento de obrigações. Foi então que começaram a aparecer jovens vestidas e penteadas como as personagens e as mulheres casadas também começaram a pensar em mudanças. Como sempre, uns preocupavam-se com os efeitos perniciosos de tais conteúdos exibidos em televisão e temia-se pela integridade e moral dos mais jovens.

Não deixa de existir uma lógica fundamentada neste receio. Gabriela “mudou” mesmo a sociedade portuguesa. Ou melhor: foi a pioneira de uma série de outras que se seguiram para facilitar as mudanças sociais que se adivinhavam no período pós-liberdade. A primeira mudança a se notar foi na linguagem. Depressa expressões brasileiras ganharam terreno no linguarejar. Era divertido, uma brincadeira e acabou por se enraizar. Hoje todos nós as incluímos corriqueiramente no falar e nem nos damos conta ou delas temos consciência. Já Eça criticava que Portugal era dado a estrangeirismos e se calhar, nesse aspecto, somos realmente abertos a mudanças.

Era muito nova para me lembrar de “Gabriela”. A novela voltou a ser exibida pela SIC há poucos anos, porém não a acompanhei. Hoje tenho pena. Acho que deviam re-exibir todas as “velhas” novelas. Faço aqui o apelo à SIC. Existe um público hávido, principalmente o que então era muito novo e hoje é composto por jovens adultos. É um produto que ainda pode puxar audiência. Se for escolhido um bom horário, como o da madrugada, pode surpreender.

É dito que o último episódio de “Gabriela” em Portugal, fez parar o país. Os deputados da assembleia da República terminaram a sessão mais cedo, justificando que queriam estar em casa a tempo de ver o último episódio. É também dito que o silêncio reinava nas ruas e nas casas só se via a luz trepidante da televisão, homogénea de janela em janela. Por fim, um som invadiu os lares portugueses assim que a palavra “FIM” abandonou o ecran. O som dos autoclismos! *

Deve ter sido mesmo assim e o fenómeno repetiu-se quase à escala noutras ocasiões, com outras telenovelas brasileiras ao longo da década de 80 e até 90. Agora nenhuma pode causar tal impacto, pois massificaram-se e o próprio país começou a produzir com regularidade as suas. Por isso mesmo é que seria bom rever as mais marcantes para a sociedade Portuguesa.



*(Aqui não houve assimilação da expressão estrangeira porém, qualquer português conhece a palavra brasileira para o acto de ir à casa-de-banho puxar o autoclismo: é o mesmo que dizer: “ir à privada dar a descarga!”)


FACTOS:
Data de Estreia em Portugal: 16 de Maio de 1977
Re-exibição em: 1978 , 1983, 1999(?)

um link: http://www.bocc.ubi.pt/pag/cunha-isabel-ferin-revolucao-gabriela.pdf

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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

ESTREIA EM PORTUGAL

No tópico anterior falei das novelas que Portugal aguarda pela estreia. As revistas já publicam os resumos e deram a exibição dos primeiros capítulos para as tardes do dia 7. Ontem manisfestei o meu desagrado e critiquei severamente o descaso com que fazem televisão e tratam a audiência.
Na apresentação de hoje surgiu a primeira referência desde semanas, quanto à real data de estreia. A chamada de hoje da novela Sete Pecados diz assim: "Estreia segunda-feira, ás 18.00 horas". Finalmente! Uma data!!
Presume-se que a dita segunda feira seja a próxima. Ma repare-se no pormenor não mencionado.
A SIC passa neste momento por um periodo de transição. A Estação recebeu ontem, dia 7 o novo director de programas. Estou optimista por uma estação melhor! Até que enfim! Uma luz ao fim do túnel. Luz essa que vejo apagada desde o ano 2000.
Agora é esperar para ver. Mas já estou a torcer para o merecido retorno em força. A Sic foi quem deu aos portugueses o que estes precisavam ver. Chegou fresca, moderna e colorida. Ofuscou e erradicou o cinzento da RTP. Vinham jovens, frescos e idealistas. Faz falta uma oxigenação! Vamos a ver se volta o casamento com o público.

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