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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sem paciência para a cara enjoada da Margarida

Não há PACIÊNCIA para as constantes caretas de Margarida! Mas a miúda só sabe é lamentar-se!! Que heroina da treta. Concordam?

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tenho cá para mim... (duelo de audiências)

... que é desta que a SIC leva o horário nobre.

"Casa dos Segredos 3" a fazer concorrência às novelas Dancin'Days e Gabriela é um erro, não tem força suficiente.  E a  novela "Louco Amor" a ir para o ar depois do reality show, começando na TVI quando na SIC Gabriela já está no ar, é uma estratégia que vai falhar porque o público da novela cansa-se de esperar e distraí-se pela SIC, por onde pode acabar por se deixar ficar. 

"Casa dos Segredos 3" (CS3) é maçudo e repetitivo. O cenário é sempre o mesmo, as histórias também não são muito diferentes. Enjoa. Os sons estridentes, as apresentações «histéricas» a fórmula satura. Não é com isso que vão combater a curiosidade e o prazer em ir ver uma boa história que está a dar no outro canal. E é já neste Domingo que o programa vai ter de «concorrer» com um outro reality show da SIC. Se inicialmente achei que só o humor teria força para combater um programa com os parâmetros da CS3 e nenhum de dança, perda de peso ou qualquer patetice de jogos-sem-fronteiras podia fazer-lhe sombra, achei o formato aborrecido e fragilizado ao ponto de isso acontecer. A ver vamos.


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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Representar com convicção e sem tiques

Não quero passar algum juízo de valor mas tenho de fazer uma crítica que julgo construtiva no que respeita às interpretações dos actores que fazem par romântico na novela "Louco Amor" (tvi) nas personagens de Margarida e Duarte.

Começando por ela: a sinopse revela uma rapariga muito activa, diria eu hiperactiva, que fala muito depressa, tem sempre a cabeça a mil e não pára para descansar. Contudo, a «encarnação» dessa personagem parece oposta ao que seria o comportamento de tal pessoa. "Margarida" surge apagada, vagarosa, suspirante e sempre cheia de lamentos. Parece acometida da doença da Dama das Camélias, a tuberculose e o romantismo trágico.  


Como devia a personagem surgir no ecrã: dinâmica, sempre em movimento. Quando nas lides domésticas mostrar mais genica, ao invés de ficar ali parada. O máximo que a vi fazer foi afagar umas almofadas. Outras personagens foram bem mais convincentes. Por vezes ela está ali de braços cruzados. Na rua, "Margarida" caminha vagarosamente. Para quem anda sempre a correr de um lado para o outro, principalmente para a paragem do autocarro, garanto que aquilo não é a passada de uma pessoa sempre com pressa. Quase todas as falas da personagem são entregues em suspiros. Margarida suspira antes de começar a falar, ela faz respirações profundas antes de entregar a fala e acabei de ver uma cena em que a actriz antecipou cada fala com o som "tsch", o que tira credibilidade e é enervante. 


E já sei até a exaustão que a personagem está "cansada", a palavra é dita quase em todas as falas faz vários episódios, entre suspiros e lamentos. Quem escreve as falas da personagem devia parar de repetir isto, pois só reforça tudo o que venho vindo a apontar. Por fim, o vestuário que ostenta devia ser outro. Vir da «aldeia» não significa um vestuário simplório e até enerva ver que está sempre de casaco vestido, ainda mais com o verão já a acabar.

Duarte não é muito diferente. Devia ser mais desenvolto. Também este actor antecipa ou termina muito do que diz com longos suspiros. Uma vez até me enervou, pareceu-me ficar uma eternidade à espera que após mais um suspiro entregasse a fala, que até já adivinhava qual seria. Por vezes não se entende bem o que é dito, por uma certa tendência para falar para «dentro».

Não quero dizer que sejam maus actores, mas não dominam estas personagens. O que pode ser visto como algo positivo (existe espaço para evolução). O curioso é que nem sempre um actor que faz bem umas emoções, consegue ser convincente noutras. E depois há aqueles que conseguem surpreender sempre em qualquer registo. Nesta novela tenho de destacar Sara Prata. Delicio-me com excelentes interpretações! 

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Personagens trocadas em LOUCO AMOR



O episódio da novela Louco Amor de ontem (TVI) mostrou a morte de "Leonor" (Susana Borges) que morre assassinada em consequência da encenação de um roubo com vista a assassinar a tiro ora a própria Leonor ou Carlos (a mando de Rafael) ora Margarida (a mando de Patrícia).


E assim, numa suposta bala perdida que foi claramente intencional, desaparece uma personagem encantadora para ser substituída por outra. O final do telejornal da TVI anunciou hoje num trocadilho «ranhoso» que Luciana Abreu é a nova "cara que não é estranha" na novela Louco Amor. Ela aparece para... aparecer. E para atrapalhar ainda mais aquele romance sem sal e mal interpretado e escalado de "Margarida e Duarte". Mas por quanto tempo temos de ver aqueles dois a fingir que existem motivos fortes o suficientes para estarem separados até o último episódio?

Com a morte de Leonor, "Carlos" ficou de rastos. Foi o que todas as personagens comentaram, e mais que uma vez, para ver se acreditávamos. Embora "Carlos" não tivesse gritado, barafustado ou chorado mesmo no quente da situação, ainda assim todas as personagens reforçaram esta ideia. Não fosse Gi soluçar um pouco, nenhuma das personagens mais próximas da "defunta" mostrou esse tipo de consternação.

E Gi, coitada, dou-lhe razão nos seus argumentos, mas está no guião que a personagem tem de alienar aqueles que lhe são próximos e, ao que parece, nenhum deles estará na disposição de a tentar compreender e auxiliar sem a condenarem ao primeiro erro. 

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tomás (eles existem!) - Louco Amor

Em novelas reproduzem-se muitas histórias que despertam emoções ao espectador, mas aquelas que nos tocam em especial são aquelas que, de repente, percebemos que podiam ser as nossas. É por isso que enquanto adolescentes a ver novelas, nos centramos nas personagens jovens e suas paixões e problemas familiares e não tanto nos amores e dissabores das questões laborais. A menos que se passe por isso,    directa ou indirectamente, já em jovem idade, uma mensagem sobre o universo laboral está para quem ainda não passou por isso apenas entre o "bem" e o "mal", o "correcto e o errado", faltando a experiência. E é por esta razão que hoje vou destacar a personagem "Tomás", da novela Louco Amor (TVI). 

Recentes cenas que foram para o ar fizeram-me perceber que já tive um "Tomás" como colega de trabalho. É o tipo de indivíduo engatatão, que lança charme a todas as mulheres que lhe aparecem pela frente, diz abertamente que só lhe interessam as jeitosas mas até as que diz serem trambolhos espera que se rendam ao seu charme e se derretam com as suas frases pirosas e opiniões sempre críticas. Quase sempre este tipo de profissional entrega-se a uma função individualista, onde só ele possa comandar e detesta ter de responder seja a quem for. Funções simples que não exijam grande raciocínio, só técnica.  Espera sempre ser ajudado e queixa-se frequentemente, mas dificilmente se disponibiliza a ajudar, a menos que tenha algo a ganhar. Não tolera escutar ninguém dizer nada sobre o trabalho ou sequer admite a alguém esse direito e apresenta-se logo como o melhor no seu campo. E quando cisma com alguém, nada o faz parar. Podem passar anos, o seu intuito nunca desaparece. 

Nos últimos capítulos da novela "Louco Amor", Tomás está a tentar expulsar Gi da empresa e para isso pretende que todos pensem que ela é má profissional. Lá vai fazendo os seus comentários depreciativos mas o estratagema mais recente foi retirar do lugar os microfones que esta havia guardado, para depois a poder acusar de ter falhado e colocado a empresa em risco, e assim se sentir no direito de exigir que Gi não volte sequer a dar a sua opinião sobre qualquer coisa que diga respeito à sua função. "Comigo as coisas nunca dão problemas. Ontem com a Gi deram" - diz numa calma fria. Ele também já havia sabotado o quadro de electricidade causando danos de milhares de euros e depois também se recusou a ajudar a servir às mesas quando o trabalho ficou mais intenso e faltaram "mãos" para a quantidade de clientela. "Não. Eu não aceito ordens tuas." - foi logo o que o empregado disse à supervisora, num tom prepotente e arrogante. Além disso, está a fazer chantagem com uma rapariga e é capaz de formar alianças para destruir alguém.

Este "Tomás" da ficção encaixa-se perfeitamente no Tomás da realidade. Que crápula, não é mesmo? E é nisso que as novelas fazem sentido. Ás vezes diz-se que nas novelas tudo é exagerado, mas isso não é verdade. A ficção imita a realidade, até no absurdo. Além de mau profissional, anti-social, criminoso, ambicioso e mulherengo, tem também algo de psicopata, pois "Tomás" sentiu-se satisfeito ao provocar a morte de um outro rapaz. Ele não olha a meios para atingir os seus objectivos, nenhum deles honroso. 


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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O machado da discórdia

Saiu na imprensa: vão existir cortes no elenco da novela "Louco Amor" e as DUAS (somente) personagens escolhidas para sair de trama são Custódia e Leonor (Isabel Medina e Suzana Borges). 

Nunca como nestas duas últimas semanas se viram tantas cenas com estas duas num só episódio de novela. E se "Filipe" (Tó Zé Martinho) repetir mais uma vez que "Leonor" corre perigo de vida devido à reportagem de Carlos acho que grito! Já percebemos que a coitada vai ter de morrer à força toda. Porém lá escreve o seu "caderninho de memórias", decerto será útil para comprometer alguém no futuro sem que a personagem precise estar presente. 

Se concordo com estas saídas, não sei, porque não se entende a NECESSIDADE para os cortes. O motivo. Se foi uma questão de contenção de despesas, então se calhar deveriam "cortar" mais cabeças. Se cortaram estas em particular devido a um ordenado mensal superior ao desejável, já que ambas contam com  uma carreira já reconhecida, não sei. Se é politiquices, também não sei... Nem interessa. Mas levanta a questão: se fossemos "cortar" personagens da novela "LOUCO AMOR", em quem é que nós, público, colocaríamos a machadada?


Louco Amor estreou na TVI bem antes de Dancin'Days estrear no mesmo horário na SIC. Mas quando digo «mesmo» horário estou a falar muito sério. Ao segundo de sério. Durante muito tempo a novela da SIC guiou-se pela emissão da da TVI para ditar a durabilidade da sua novela. A estratégia parece ter resultado e de momento já a abandonaram. Dancin'Days é agora a novela que começa um minuto depois da outra e termina também mais cedo. Agora talvez seja a TVI a colocar mais cedo a sua novela no ar e a tirá-la um pouco depois,  para ver se o público "perde" a outra. 

Na verdade, Dancin'Days tem um ritmo menos parado e embora Louco Amor tenha muito desenvolvimento, é mais estagnada e alguns núcleos não têm tanto interesse por viverem situações que já foram vistas da mesma forma "n" vezes. (PEX: para quê uns três ou cinco capítulos só para se falar de uma insignificante "serenata"??) 
Dancin é mais apelativa e ritmada. Em poucas semanas tivemos um casamento, um parto, uma traição, um retorno, um divórcio, outra traição, outro retorno, outra traição, um tiro, outra traição, mais outra traição de consanguinidade, uma doença, um desentendimento, outra traição  loool  :)


 Os "cortes" de elenco de Louco Amor podem dever-se ao momento em que "Dancin" ultrapassou a novela nas audiências. Mas pode uma «machadinha» alterar alguma coisa? Penso que não. Até porque as personagens que saem, embora de início não parecessem ir muito além, acabaram por ter algo para dar.

 Outras existem que pouca relevância têm ou se têm, bem que a podiam perder. Acho "Duarte" um banana, a coisa não está bem conseguida entre o que devia ser e o que é. Mas entendo que como personagem que namora com a principal vá ser precisa no núcleo. Na Brodway colocaria umas boas machadadas. Aquele elenco vai progredir para onde? De que interessa ver aquela relação sem  sabor de Ricky com a empregada de mesa/cantora? E convenhamos: os papéis que calham a Ruy de Carvalho são variações do mesmo... ele é sempre o avôzinho bonzinho que trabalha numa loja de comércio e mete-se na vida de todos, principalmente na das criancinhas. Também já se viu outras tantas vezes. Pelo mesmo critério, mais uma milionária para Simone de Oliveira... Pelo menos, ela lá varia entre ser um tanto "mázinha" ou "boazinha". Vá lá... Ruy de Carvalho é sempre o bonzinho, mas sempre do mesmo tipo.  


E por mais que adore ver a forma como a actriz que faz de "Patrícia" consegue levar aquela personagem, interrogo-me se alguma vez esta terá outra progressão além daquilo que começou a se revelar no início da novela. Sei que ela ainda tem de conseguir separar mais uma vez o casalinho ou fazer mal de alguma forma a eles ou a alguém próximo deles, mas ainda assim em termos de progresso, não sei se a personagem permite muitas variações, embora tenha a certeza que está tão bem entregue que assim vai parecer. 

Talvez também colocasse o machadinho em "Mafalda". Já perdeu o seu "Rui" e ficou de luto de forma pouco convincente, na verdade bem que podia ter «voado» daquela varanda abaixo junto com o seu «amado», colada no colarinho deste até se estatelar no chão. Isto se formos a levar em conta apenas as personagens que não têm muito interesse para a trama, ou nela não sobressaem por aí além, ainda que se desconheça a forma como o autor(es) pretende as relacionar.


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Louco Amor - históriass


O episódio de hoje da novela da TVI "Louco Amor" teve como principal desenvolvimento a morte de "Rui", uma personagem que entrou na trama para ser "assassinado" por Tomás, que não gosta que este lhe tivesse tirado a namorada rica. Vai então e numa discussão o rival acaba estatelado no chão, após cair de um terceiro andar.

Acontece que na  manhã seguinte Berta informa Óscar, tio de Tomás, do falecimento do "namorado da Mafalda". Falam, falam e JAMAIS Óscar faz a pergunta óbvia: "Como é que isso aconteceu?"


Já reparei que nas novelas NUNCA fazem esta pergunta óbvia quando são informados da morte súbita de alguém. Ainda mais quando se trata de alguém jovem que ainda à instantes estava vivo e com saúde. Parece-me a pergunta óbvia mas Óscar fica apenas a saber que o rapaz morreu em frente à namorada Mafalda, e não pergunta como

Uma morte em consequência de uma queda de um terceiro andar não é propriamente o mesmo que morrer de causas naturais... Tem de existir investigação, autópsia ao corpo, medições no local, interrogatório da única testemunha... mas na novela, na manhã seguinte à morte que decorreu de noite, o corpo já tinha ido "para o Norte", para ser enterrado. Duvido muito que apenas umas meras 8h nocturnas, máximo, chegassem para tudo isso...


E já que escrevo sobre discrepâncias, há muito que estou para falar de Ricky e o seu vocabulário.
Supostamente deveria ter piada o facto da personagem trocar palavras por outras parecidas mas com significado muito diferente. Metem o jingle cómico, colocam as personagens ao redor a dar risadinhas, mas piada, não tem NENHUMA. Ainda por cima uma pessoa que não sabe falar correctamente a língua portuguesa por falta de melhor formação não costuma equivocar-se da forma com que Ricky se engana. Trocar palavras foneticamente parecidas não é o mesmo que as pronunciar mal. Ricky limita-se a trocar de significado e isso é exactamente o que não é habitual acontecer com quem se engana ao expressar-se em português.  Isotérico e Isotérmico assim como outros exemplos, não tem piada nenhuma, pois trata-se apenas do uso de palavras de fonética parecida, ao invés de se aproximar da realidade que é não conhecer bem as palavras e trocar algumas sílabas, normalmente as menos conhecidas, por outras, mas sem criar uma palavra já existente e com outro significado. No exemplo da palavra acima dada, "Isotémico", "Isotrémico" ou algo do género se aproximaria mais do real oral. Mas a troca de palavras por outras de significado diferente mas fonética parecida não tem qualquer sentido.

Outra coisa que não me convence pessoalmente é esta suposta falta de "cultura" e conhecimentos de Ricky. Simplesmente não convence, assim como não fico convencida que "Berta" é o seu oposto intelectual. Principalmente quando numa das cenas mais importantes para a personagem, logo no início da novela e após se perceber que esta passa a vida a corrigir "Ricky", quando o namorado ajoelha-se no meio da rua para a pedir em namoro, "Berta" responde-lhe:
-"Alevanta-te! Alevanta-te vá!".

Ora, heis o perfeito exemplo do que é falar mal! Não se trata de usar outra palavra parecida, mas de recorrer a um mau hábito linguístico comum. E "Berta", coitada, para mim perdeu logo tanta credibilidade ao mandar "Chico" alevantar-se!!

Outra discrepância que sempre ocorre nas novelas quando se dá uma morte por queda de um andar, é que o corpo parece que ganha asas e vai parar a metros de distância da parede do edifício. A verdade é que isso não acontece. Teriam de existir condições muito especiais, como uma altura brutal e uma velocidade enorme de vento. Estou a lembrar que infelizmente vimos isto acontecer aquando o incêndio nas Torres Gémeas em NY. Mas em televisão e cinema, deve ser por uma questão de ângulo e enquadramento que os corpos estão sempre a uma distância considerável do passeio. Para usar de precisão, todos eles vão parar à estrada.

E Margarida, para quem é suposto ser hiperactiva ao ponto de acordar de madrugada para fazer limpezas profundas, ir para a faculdade e depois trabalhar de noite até às 2h da manhã (deve dormir 3h por noite) é muito paradinha. "Carlinha", ao lado dela, lavava a louça com maior credibilidade no episódio que hoje foi para o ar.  Não é a  primeira vez que "Margarida" não convence nas coisas que faz, mas além disso também está a virar demasiado parva ao acabar o namoro sem questionar se Patrícia está a ser verdadeira e ainda por cima vai ter com ela para lhe contar que desiste do namorado e ao meter-se num bairro perigoso por não poder esperar 24h para se encontrar com um "tio" que nunca viu e que sabe ser criminoso e revoltado com a irmã, para assim que o vir abrir a boca para dizer: "Dá-me um rim!". Só se o indivíduo morrer de morte cerebral no decorrer da sua actividade criminosa e como a lei portuguesa desde de 1994 dita que somos todos DADORES de órgãos a menos que estejamos inscritos no RENNA (Registo de Não Dadores), é provável que lá consiga o rim. Mas é incrível como a personagem se chega perto de um parente de quem nunca antes quis saber e à porta de uma igreja simplesmente lhe diz: pode dar um rim?  -  como se fosse uma coisa banal. E depois de perceber que o indivíduo não podia doar nem uma gota de sangue, o interesse por esse parente que 20 anos antes fora abandonado por toda a família que nunca quis saber dele, desapareceu novamente. 

E toda a "campanha" na novela que visa a recolha de sangue para o Banco Nacional de Saúde, certamente irá desencadear que se desconfie do parentesco de Violeta e Margarida, ou melhor: de Carlos e Margarida. Se ambos tiverem sangue do raro, sobressaem dos restantes. Seja como for, Margarida, que estuda veterinária, poderá aqui ter a hipótese de descobrir por ela mesma que seria impossível ser filha e neta de quem julga. Nas novelas o tipo de sangue ajuda sempre, visto que alguém sempre tem o mais raro.

Apesar de tudo isto, Louco Amor é uma boa novela, mas ao contrário de Dancin Days, que por ironia é um remake, é mais fácil de adivinhar as histórias das personagens. Que "Berta" é rica e tem um pai empresário, isso já há muito que todos perceberam, assim como a ascendência de Margarida já está mais do que óbvia: ela é filha de Violeta com Carlos. Violeta deve ter engravidado na mesma altura em que Carlos estava casado e à espera de um filho. Esta é a parte que não ficou bem explicada: como é que eles passaram de casal para ex-casal ao ponto de Carlos a substituir por outro amor. Violeta sofreu muito e talvez até por sugestão da melhor amiga, que tinha a mãe na terra enquanto Violeta estava sozinha no mundo, aceitou que a criança passasse por filha de outra pessoa para que fosse criada longe da vida de acompanhantes de luxo que ambas levavam na cidade. Assim, Margarida pode receber uma educação normal, com transmissão de bons exemplos e valores. Foi um gesto altruísta de Violeta, que deu a filha para outra pessoa criar quando se fosse optar pela via prática teria abortado, coisa que não foi capaz de fazer sendo um filho de Carlos.

Carlos entretanto foi preso por matar a mulher, mas pelo que se percebe a irmã deste guarda um segredo sobre esse dia em que foi dado à esposa excesso de comprimidos para que não sofresse com a doença que a estava a matar. Cá para mim ambos os irmãos sabem que quem administrou os remédios foi Leonor. O primeiro admitiu o crime para poupar a irmã, o segundo ocultou o crime para penalizar o irmão. Visto que a personagem "Leonor" vai desaparecer da trama cometendo suicídio (transpirou esta semana numa revista), julgo que seria um bom desfecho, embora inicialmente as suspeitas recaíssem sobre Rafael e suas tramóias. Mas este também não pode ser responsável por todas as desgraças da novela, senão  não tinha graça só existir um vilão...

Entre tantos possíveis desfechos, a novela mantém o interesse e ainda os seus mistérios. Como e quando Chico vai perceber quem é Rafael? Como vai ficar a vida de Mafalda agora que é refém de Tomás? Correrá risco de vida após o casamento ou ficará protegida por Rafael e sua cautela com os bens? São tantos, tantos mais mistérios...



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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Louco Amor X Dancin' Days - os rostos invisíveis por detrás das audiências

Muito a imprensa tem falado sobre a suposta "guerra" de audiências entre as principais novelas das estações privadas de televisão e quando Dancin' Days (SIC) supera as audiências da novela da TVI Louco Amor, vira notícia como se fosse algo inesperado.

Vamos lá ver:  São ambas boas novelas, com boas histórias, bons actores e autores. Mas se formos a espreitar profundamente pelo buraco da fechadura, quem está por detrás de cada uma? 


Os principais rostos por detrás de Dancin Days são estes: António Parente, Jorge Marecos Duarte, Guilherme Bokel. Todos GIGANTES no meio, profissionais experientes e responsáveis ao longo dos anos pela criação de grandes sucessos em televisão. António Parente é um empresário que ficou fortemente ligado à produtora  NBP, Jorge Marecos Duarte será para sempre recordado como o produtor que trouxe a standing sitcom para os ecrans de televisão e o programa de humor Os Malucos do Riso e Guilherme Bokel basta dizer que é o director internacional de produção da TV Globo, o gigante brasileiro que há mais de 40 anos domina o mercado das novelas.  

Por enquanto este trio está empenhado em trabalhar junto na criação de sucessos, podendo contar com os recursos uns dos outros para produzir em Portugal novelas para passar na SIC. De quem foi a ideia, não se sabe, mas a verdade é que a TV Globo está a tentar internacionalizar-se como produtora de conteúdos e estes são os primeiros passos. A SP Televisão apesar do sucesso mantém-se uma produtora independente, à semelhança de outras que trabalham no mercado português, como a Endemol ou a Fremantle, com a pequena-grande diferença que a SP é nacional e as mencionadas últimas produtoras são mega-estruturas internacionais, à semelhança da TV Globo. Outras produtoras nacionais que apostam nos produtos de ficção de longa duração foram adquiridas por estações de televisão, não produzindo mais de forma independente, como é o caso da NBP, agora propriedade da TVI mas mais conhecida pelo nome do aglomerado que acabou por gerar: PLURAL entertainment, se bem entendi o processo. 

Resta dizer que a SIC pertence ao grupo SGPS de Pinto Balsemão (Portugal) e a TVI é detida pelo grupo Media Capital (Espanha). 
Heis os "rostos" e os "donos" de cada qual, se se pode falar assim. São os rostos e mãos "invisíveis" por detrás dos sucessos televisivos e são quem detém o poder de decisão.

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dancin ' Days portuguesa - melhores personagens (so far...)

Após um longo período em que se deu mais importância a histórias rurais e a realidades mais afastadas daquelas que correspondem à maioria da vida das pessoas actualmente, heis que surgem 2 novelas nacionais com trama contemporâneaDancin'Days (SIC) e Louco Amor (TVI) podem ter títulos de anteriores telenovelas brasileiras de sucesso feitas nos anos 80, mas nada têm de desactuais. 

Em Dancin'Days o que mais me impressiona em toda a trama é a forma ampla de abordar as diferentes realidades dos relacionamentos entre homem e mulher, desde os casados aos divorciados até os casais que se namoram, ou aqueles que andam no mercado em busca de namorar.   

Teresa Sousa Prado
Temos Teresa Sousa Prado (Cristina Homem de Melo), talvez a minha personagem feminina favorita  até ao momento, esposa de Francisco (Júlio César). Teresa tem a postura típica das mulheres bem criadas sob um conjunto de valores tradicionais dentro do seio de uma família de posses. Ela não tem profissão nem ocupação que não seja cuidar da casa e da família e talvez por ter tanto tempo livre, acaba por meter-se demasiado nas decisões de vida dos dois filhos adultos, Duarte, o diplomata que quer ser artista e Guilherme, que faz faculdade de Direito mas não sabe se é isso que quer. Teresa sente-se só e acaba por não ser valorizada, nem pelos filhos nem pelo marido, o qual quase nunca vê, pois este está sempre ocupado profissionalmente ou sempre de saída para o trabalho. Francisco trabalha no ministério Público, como juiz, parece-me. Ao final do dia Teresa também não vê muito o marido, sendo frequente este passar noites sem ir dormir a casa, por se encontrar "a trabalhar no escritório". De manhã, sozinha ou brevemente acompanhada à mesa do pequeno almoço, Teresa toma o seu comprimido para a tensão, enquanto vê os filhos irem às suas vidas sem terem também muito tempo para lhe dispensar mais atenção e sem demonstrarem muita paciência para as perguntas invasivas da mãe. E como nem tudo o que parece é, aquilo que Teresa dá como certo, está em risco de perder: a sua casa. Sem sequer sonhar, o marido deve muito dinheiro ao fisco e corre o risco de ter os seus bens apreendidos. A falta de dinheiro e a grave situação financeira é algo que Teresa desconhece. A sua maior felicidade é a casa onde habita com a família, o seu porto seguro, casa que herdou do pai e que tem estado há gerações na família.
Francisco Sousa Prado
Francisco não é um esposo fiel, como já deu para perceber e acaba por embeiçar-se por uma jovem, acabando por lhe dar presentes caros e por lhe prometer ajudar a realizar os seus sonhos para obter os seus favores sexuais. Na cobardia que caracteriza este comportamento típico do género masculino, ele mente constantemente e oculta a vida dupla e a situação de emergência económica em que colocou a família. Francisco também parece pouco habilitado de capacidades para dar a volta à situação. A catástrofe está eminente... Porém, como pai, Francisco não fracassa como acontece como chefe de família e esposo. Ele escuta os filhos e tenta perceber se estes estão felizes com as escolhas de rumo de vida que fazem, disponibilizando-se para os ajudar, mas não desonestamente, como se verificou quando o filho mais novo pede-lhe para meter uma palavrinha a um professor da faculdade por causa de um fraco desempenho seu num exame.  

Num outro extremo temos a família Galvão, outra com origens na tradição de um nome e no dinheiro. Encabeçada (mas só aparentemente) pelo patriarca Alberto Galvão (Igor Sampaio), esposo de Ester (Margarida Carpinteiro), Alberto é a minha personagem masculina predilecta com uma interpretação que considero perfeita.


Aqui o dinheiro já desapareceu faz muito tempo. A família vive enterrada em dívidas que o próprio Alberto contrai, a um ritmo quase diário, tanto em negócios falhados nos quais sempre se mete, como no jogo ou em compras supérfluas como um televisor plasma. Mesmo não tendo dinheiro para pagar a conta da água, a luz, o gás, mesmo sobrecarregando a filha que se mata a trabalhar e a pedir ajuda a todos para conseguir dinheiro para manter o pouco que ainda têm  - a casa onde vivem, ainda assim Alberto não é capaz de mudar de postura. Ele é um sonhador, que ainda se vê sem dificuldades financeiras e acredita mesmo que um dia vai criar algo no mercado que vai ser um tremendo sucesso e lhe vai dar prestígio e uma enorme riqueza. Mas enquanto o tenta sem contenções, vai submetendo a família a muita pressão e preocupações. 
Carminho
Carminho (Joana Seixas), a filha solteira, toma as rédeas e as responsabilidades para si e com isso o sonho de casar, ter casa e construir uma vida independente é adiada há anos. A família Galvão tem muitos problemas mas salta à vista que ninguém é individualista e ali todos dão apoio uns aos outros. Até a empregada Amélia (Catarina Avelar), que não perde uma oportunidade de dizer na cara do patrão e diante de quem estiver a escutar que este não lhe paga salário faz meses e fracassa em todos os negócios em que se mete, acaba por disponibilizar as suas economias para pagar uma das suas dívidas. Mas pelos vistos o afecto fala mais alto e isso é o denominador comum deste núcleo familiar, que é ainda composto por uma outra filha do casal, Áurea (Custódia Galego), casada com Aníbal  (Vitor Norte), mãe de dois filhos: Inês (Maya Booth), uma jovem  licenciada que vive para o trabalho num atelier de arquitectura com vista a construir uma sólida carreira e mal tem tempo para o noivo e Bruno (Diogo Carmona), de 12 anos. A juntar a todos estes vivem ainda debaixo do mesmo tecto Paulo (Henrique Gil), neto da empregada Amélia e Vera (Vitoria Dias), filha de uma prima de Alberto, que ficou órfã aos seis anos e foi acolhida pelo casal. Ao todo são 10 bocas para sustentar, ás quais se vai juntar a protagonista, Júlia Matos (Joana Santos), cujo dinheiro da renda de um quarto vai permitir à família subsistir. 

Áurea
E assim foquei detalhadamente as minhas duas personagens favoritas até ao momento, por toda a complexidade que as suas escolhas e relações como casal e a família se desenrolam em aparências, mentiras e dificuldades. Mas mais há para falar, como por exemplo Hernani Peixoto (João Ricardo), que vive a querer se aproximar da ex-mulher, que o apanhou em flagrante adultério dentro da própria casa e ainda é censurada por alguns por ter pedido o divórcio, ao invés de aguentar calada as traições. Hernani quer a esposa de volta não para deixar de ser boémio e vigarista, mas para ter uma empregada em casa e uma mulher fixa na cama. Ainda está por descobrir se lhe tem afecto genuíno. Outra coisa que está por descobrir é o que está mal na relação de Áurea e Aníbal. Os dois vivem frustrados e em constante picardia. Sabe-se que mais para a frente vai-se descobrir que Aníbal é, na verdade, um homossexual não assumido e Áurea também tem os seus problemas... Uma realidade que acontece para além das paredes de alguns lares, e que continua a fazer os seus estragos. 


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sábado, 9 de junho de 2012

Discrepâncias cénicas de Louco Amor

Salta-me à vista como as decorações dos apartamentos das personagens da novela "Louco Amor" são muito idênticas. A casa de Tomás tem uma decoração demasiado feminina. Está certo que foram ali colocados uns elementos para "disfarçar" mas no tudo e todo, em pouco ou nada se diferencia do apartamento de Berta (Bárbara Norton de Matos) e outros que por ali dão o seu ar de graça.

Pastelaria em Castelo de Vide

O café do sr. Óscar, situado em Lisboa, tem um aspecto a seu favor: um background com figurantes sentados às mesas, a fazer de clientela, coisa muito em falta no café de Hortense (novela da TVI Remédio Santo). Mas peca pelas portas. Onde já se viu um café com, não UMA, mas DUAS portas duplas de abrir? Que ainda por cima estão sempre fechadas. A menos que se trate de um café de beira de estrada, não é comum ver pastelarias de portas de madeira, opacas e DUPLAS, ainda por cima FECHADAS. Obrigar o cliente a abrir a porta, seguida de outra porta é o suficiente para ele ir a outro lado cuja porta envidraçada e transparente já se encontra aberta e convida a entrar.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Escalagem em novelas

Toda a gente sabe. Basta ver algumas novelas seguidas para se perceber que os actores que entram numa, entram noutra, formando novamente equipa com os mesmos produtores e directores. Existe um claro desgaste de imagem para o público e acho que a história também perde um pouco de credibilidade mas tirando isso, o fenómeno da ESCALAGEM dos mesmos actores não é muito de estranhar. Se formos a pensar que qualquer pessoa em qualquer ramo de actividade dada a possibilidade de escolha, faria o mesmo. Ia escolher trabalhar com bons profissionais e amigos. Mas não é esta a questão que vou levantar.   

Quando intitulei o post de ESCALAGEM, queria referir ao actor preencher os requisitos da personagem. Porque temos de ser realistas: se um papel exige determinado tipo físico, dificilmente algo diferente vai permitir uma adaptação credível. Por isso é que ver um lingrinhas sem musculatura ser o grande herói em todas as brigas é pouco credível.

Nas novelas DANCIN DAYS (SIC) e LOUCO AMOR (TVI) existem grandes erros de escalagem. E todos se prendem, presumo, com o factor "AMIZADE". 

Por amizade o autor de Louco Amor, Tozé Martinho fez questão de reunir um elenco da "velha guarda". Os seus amigos pioneiros nestas andanças, os grandes atores, as grandes promessas. E assim temos Nicolay Breyner no papel de galã, papel que não veste na perfeição. Não só fisicamente não está para isso mas também na composição o seu "Carlos" é suposto ser dotado de carisma, charme e eloquência, quando não entrega nada daquilo. É desapontante ver as personagens a reagir ao que está no guião mas não sai pelo actor. O problema de "Louco Amor" é que temos um homem de 82 anos a fazer-se passar por um de 50. Ver Nicolau como par romântico de Fernanda Serrano (39) é pouco ou nada credível. Ela está perfeita ao incorporar essa sua paixão irresistível por Carlos mas mesmo que se tenha apaixonado muito nova por aquele homem, as idades continuam a não bater muito bem. Serrano teria de ser frangota demais para entretanto esperar 18 anos até este sair da prisão. Supondo que ela está no final dos 30 ou mesmo início dos 40 anos de idade, tirando 18, sobra pouco... Outro erro de casting é Helena Isabel, pelos mesmos motivos de incompatibilidade física com o perfil da personagem. Nós sabemos a idade que Helena tem e mesmo que não se soubesse e embora a ache uma das mulheres portuguesas que melhor conservou o seu rostinho, a idade manifesta-se no corpo de outras formas, formas que ninguém disfarça... no modo demorado como se senta no sofá, os gestos mais vagarosos... É impossível que Helena Isabel seja mãe biológica de uma criança que não tem mais de 12 anos de idade.
Mais um erro de casting é o protagonista masculino Duarte, vivido por José Carlos Pereira. Nota-se que é requerido a "Duarte" uma aparência mais jovial, mais solta, mais de moleque. E JCP parece um trintão quase nos 40 que tenta passar por 18 ou 20 e assim fazer par romântico com a heroína da história, uma moça jovem que acabou de entrar na faculdade. Não pega. E ela, coitada, também não está lá muito bem conseguida. Se ao menos as restantes personagens parassem de elogiar a sua estonteante beleza, referindo-se a ela como a rapariga "mais gira" da Brodway (espécie de bar-discoteca, outro erro da novela que não especifica o que aquele espaço é) ainda passava... é que, por terem escalado uma jovem normal sem uma beleza estonteante, é pelo CARISMA que "Margarida" tem de convencer o espectador. E os outros podem dizer que ela é fantástica e fala muito rápido e é brilhante que não nos convencem, porque não é isso que se vê. O que passa é uma rapariga extremamente comum e sem grandes brilhantismos. Como pode uma pessoa assim brilhar como é suposto no guião? Erro de escalagem.


Dancyn Days peca pelo mesmo. Ao escalarem Joana Santos como protagonista e, o que é PIOR, fazerem-na passar por 16 anos na prisão sem sequer lhe mudarem o corte ou comprimento do cabelo, é uma perfeita estupidez. Já se sabia que não veríamos rugas e que ia ficar com aquele ar angelical de jovem menina. Era por isso mesmo Tão MAIS IMPORTANTE incutirem uma diferença substancial no seu look. Ao menos mudavam-lhe o cabelo!! Metiam algodão nas bochechas para parecer que tinha um rosto mais arredondado, usavam truques de maquilhagem, vestiam-lhe roupas que visassem aparentar outra idade... Não foi feito. E assim vamos ver uma miúda de 26 anos a emocionar-se com uma que deve ter no mínimo uns 18 e chamá-la de filha... No sense!! Um bom actor faz bons papéis mas há limites para tudo. Acho que ia preferir ver a Ana Guiomar como protagonista porque, apesar de jovem, parece mais camaleão e capaz de "envelhecer" e endurecer como manda o guião.

Nota curiosa: Actores de Dancin' Days que transitam da novela "Laços de Sangue": num total de 17 pessoas (por enquanto):  Alexandre de Sousa, Ana Guiomar, Ana Teixeira, Custódia Gallego, Emília Silvestre, Fernando Pires, Gracinda Nave, Joana Santos, Joana Seixas, João Ricardo, José Fidalgo,  Margarida Carpinteiro, Pedro Diogo, Pêpê Rapazote, Sofia Sá da Bandeira, Sílvia Filipe, Sisley Dias.  

"Louco Amor" vale por reunir um elenco de "cotas da antiga guarda". É uma oportunidade única, última, de voltar a juntar "a  malta". É uma novela que não é toda feita só para os jovens, o que é bom. Mas nem por isso se torna credível.

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sábado, 2 de junho de 2012

Louco amor e os amores

O que é que os patrões têm a ver com a vida amorosa dos empregados? O que é que os empregados têm de meter o bedelho nos afectos dos colegas?

Na novela "Louco Amor", os empregados têm uma atitude de subserviência e receio dos patrões, se estes aprovam ou desaprovam as pessoas com quem namoram. Para mim isto não faz qualquer sentido. Que os colegas dêm as suas  bocas, ainda vá lá, agora que a opinião seja decisiva e imposta com legitimidade, isso não é muito realista.

Violeta põe tudo em pratos limpos: se um empregado que namora com  uma empregada magoar os sentimentos da rapariga, é imediatamente despedido. Uau! Mas quem lhe deu DIREITO de sentenciar as relações alheias?                                         

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Louco Amor - TVI


Estrategicamente colocada no ar a um Domingo, antes do concurso " A tua cara não me é estranha", está desde então no ar a nova novela da TVI "Louco Amor".

Estou a gostar. A história não tem nada de mais nem menos que seja diferente de umas tantas outras, mas também não é insultuosamente idêntica e previsível como a maioria (Sendo a grande vencedora desta categoria a pavorosa Doce Tentação). "Louco Amor" comporta mistérios que deixam o espectador intrigado. Será Rafael o pai de Margarida?

E por falar nele, eis que daqui tem de sair um grande e sentido elogio para Luís Esparteiro, pela incorporação que faz da sua personagem. Há quem diga que não é nada de especial porque o ator já nos habituou a tantos vilões e tal, mas eu acho isso ridículo. "Rafael", a personagem de Luís, é soberba. Está bem conseguida na sinopse e bem conseguida pelo ator. É mesmo de meter medo!  Rafael é intimidativo e entende-se perfeitamente o que leva a esposa a ser tão submissa às suas tiranias. Ele "joga" com o sentido de gratidão que nutrem por ele, mas a verdade é que não faz nada que não seja motivado por aquilo que pode lucrar depois. E é por isso que casa com uma mulher com dois filhos pequenos para criar, é por isso que arranja uma amante a quem dá a gestão de um bar, e por isso cria o filho do irmão dizendo que é seu.  Rafael praticamente exige a ALMA e a DEVOÇÃO TOTAL daqueles a quem ajuda. Gosta de manter todos à sua volta, dependentes e eternamente gratos.  Rafael é um chantagista emocional, um agressor e com toda a certeza, como é da praxe, o  verdadeiro assassino da trama. 


Como antagonista a Rafael, temos o herói: Carlos (Nicolau Breyner).
Aqui a minha opinião já não é tão favorável. Sinto "Carlos" uma personagem muito mais agradável na sinopse do que em carne e osso. Não que tenha problemas com a interpretação, mas sinto que fica aquém da personagem escrita. "Carlos" deve ser um homem de tamanho impacto pessoal que impressiona até a Margarida, que só o vê de relance. Supostamente, ele entra no café e chama a atenção. Ele também deve ser irresistível para Violeta (Fernanda Serrano) e quando a melhor amiga de Violeta tenta sacar informações sobre a presença deste no café do sr. Oscar (Ruy de Carvalho), descreve-o como um "senhor com presença", sem o descrever fisicamente, e logo é identificado. Impossível de acontecer. É mais convincente quando tem de ser "chato" e um grande teimoso do que quando tem de ter o carácter "valente e nobre" descrito na sinopse e que era suposto vir ao de cima aquando a rebelião na prisão. Não veio. Não dá para galã.

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