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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Fernanda Serrano má actriz...


Segundo a TVGuia a mulher de Nicolau Breyner disse em público que Fernanda Serrano é má actriz.
(ambos contracenam como par romântico na novela Louco Amor)


Ahh,ah,ah! Se ela é má actriz, venham mais como ela!

E assim se percebe quem está em casa consumida em ciúmes provocados por cenas românticas na ficção...
Enfim, são coisas que acontecem, coisas de casais, que ás vezes transpiram para a imprensa, sem direito ou com algum, não sei. O pior é quando a imprensa fala por meias-verdades.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Porquê "Louco Amor" não funciona

Bom, são demasiadas as razões e estão a acumular. É só pegar num episódio qualquer e surge logo uma lista de erros. Mas vou só apontar um do capítulo de hoje: a PROPAGANDA.


Raramente na novela se vê uma personagem a ver televisão mas hoje, por conveniência, a avó de Margarida está sentada no sofá da sala da mansão que não é dela, o que é estranho, pois sempre fez questão de ficar pela zona da copa como se tivesse nascido com o papel social de empregada doméstica. Ainda por cima, está a ver televisão. E o que está a dar? Propaganda incentivada por Cristina Ferreira, na qual carregar muitas vezes o telemóvel pode dar prémio! 

As duas personagens, avó e neta, ficam super entusiasmadas! Vão logo carregar os respectivos telemóveis porque "nos tempos que correm" ganhar um prémio "vinha mesmo a calhar". É um aproveitamento da situação difícil em que algumas pessoas estão prometendo um prémio que, no fundo, é quase inatingível, pois é preciso muito gastar para algo ganhar.   

Este merchadising mal colocado, ainda por cima com um teor que acho eticamente censurável, é dispensável. A injeção de capital pode ter sido apreciada, mas o produto não se compatibiliza com a história, é posto ali forçadamente. 

Entre todas as falhas no guião da novela, esta injecção  não a beneficia e só faz é reforçar a fragilidade do produto.

Falhas, falhas... podiam colocar uma tesoura naquela franja de Margarida, pois a rapariga, não bastasse os suspiros, está sempre, mas sempre a pestanejar! Além de errarem na indumentária, agora isto  :( Também estar sempre a ouvir que a super-Joana (advogada, empregada doméstica, cantora, empregada de mesa, amiga, mãe e esposa exemplar) tem uma voz especial, linda, que vai fazer  carreira internacional, e escutar que a outra não é tão boa, mas constatar o contrário, é outra ténue coisa que somando a tudo retira credibilidade ao guião. E Bia, a dona da voz doce, também já se está a transformar numa super-tudo-e-mais-alguma-coisa dos coitadinhos. Ela serve às mesas, canta, agora também é empregada interna, cozinheira, arrumadeira, passadeira, lavadeira e costureira. Só lhe falta uns filhos.

E há mais, muito mais! Mas decidi ficar por estes comentários. A novela tem pouquíssima coisa a seu favor e não é com estes atributos que vai vencer a concorrência. Não tem força nenhuma para isso.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Maria de Fátima em "Avenida Brasil"


"Avenida Brasil" vai ainda nos primeiros capítulos mas já tem uma dinâmica muito cativante. Ver Adriana Esteves (Carminha) enrolada com Max se transformar numa cândida viúva triste com a aproximação de "Tufão", faz lembrar "Maria de Fátima" em Vale Tudo.

Toda a dinâmica do golpe, a cumplicidade e o planeamento com o cúmplice, a forma como se "descartam" dos que se metem pelo caminho, traz de volta "Maria de Fátima". Suspeito que Carminha não vai ser uma vilã que só é odiada, ela vai também fascinar. Vai partilhar com "Maria de Fátima" alguma compaixão e compreensão, porque adivinha-se que a vilã deve ter passado o "pão que o diabo amassou" na sua meninice. Mas isso não desculpa as escolhas de vida...   

A história é tão boa que se desculpam todas as partes menos credíveis. A forma como "MonaLisa" , uma autêntica Raquel Acioli, adopta de imediato aquela criança sem se perguntar se além de mãe ela tinha pai, tios, tias ou avós, por exemplo*. Desculpa-se que se mostre uma realidade com que muitos embirram, por não desejarem que se evidencie em novelas, que é os meninos que catam lixo no Brasil. A história é bem feita, é doce, cativa. Cativa como poucas conseguem nos dias que correm. 

E isto é um bom sinal. Espelha também as mudanças sociais e económicas que progressivamente ocorrem no Brasil. Há não tão pouco tempo boas novelas como esta teriam sido um tanto ou quanto preteridas em favor de tramas mais fáceis e menos complexas. (ver abordagem aqui). Boas novelas não espelhavam boa audiência, perdendo para boletim básicos. Isso está a mudar. E pelo todo, é um excelente sinal!  

* MonaLisa depois de se apegar ao miúdo, lá lhe pergunta sobre os familiares. Esta nova "Raquel Aciolli" não teve de tirar meninos da rua para vender sandes na praia, mas haverá decerto na trama alguém que tente ajudar os meninos da lixeira. Muito bom, muito parecido, bela história

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Já não se fazem boas novelas como antigamente?


Gosto de falar sobre novelas, sobre as impressões que elas me deixam, de como influenciam a vida, a sociedade, o que se aprende, o que não se aprende... Mas uma coisa que nunca me deverão ver fazer quando expressar uma opinião é recorrer aos bordões:

- "Já não se fazem novelas como antigamente!". 
- "Antigamente é que a Globo sabia fazer novela!"
-"Ah saudade, essa é do tempo em que se faziam boas novelas! Agora não prestam!"


Já havia explicado anos atrás que as novelas são tão boas quanto a nossa receptividade para as ver. Somos nós que vemos a nossa vida alterada e é mais do que normal que uma novela que conte aquela história que você já viu antes, comece a cansar. Os atores também são os mesmos, o ritmo também...


Mas será que já não se fazem grandes novelas? Acho que se fazem sim. Concordo que é difícil fazer uma boa novela, mais ainda nos dias de hoje. Mesmo que seja boa, a dificuldade está em mantê-la na memória das pessoas como a grande novela que é. Actualmente elas são um produto de consumo tão rápido, no meio de outros tantos produtos de consumo rápido, que mesmo sendo boa, dificilmente chega a memorável. Não quando temos computadores, internet, telemóveis, Ipods, Playstations, etc..

Se as novelas de antigamente eram «melhores», os tempos também eram outros. Foram anos em que a tecnologia como veículo de entretenimento se resumia a TV, cinema e pouco mais. Mas agora já não é assim e falta tempo para se fazer tudo o que se gostaria com os meios de que se dispõe.

Vejo uma novela como "Avenida Brasil" e penso: ora aqui está uma novela com potencial de vir a ser memorável. Se tivesse sido feita nos anos 80 ficaria tão conhecida como "Vale Tudo".

Mas já não dá. Não somos mais os jovens sem grandes responsabilidades de outrora, mudámos. As novelas e tudo o que mais gostamos parecem remeter sempre para os anos da adolescência ou infância. É assim em qualquer geração. Também já havia escrito sobre isso: as novelas que gostámos de ver na década de 80, não são as melhores novelas de sempre para quem nos anos 60/70 as começou a assistir ainda a preto e branco! Essas pessoas têm "Beto Rockfeller" e outros nomes que para mim não passam disso como as novelas mais memoráveis das suas vidas. E não serão?

E tal como os mais velhos, os mais novos também indicam como novelas favoritas algumas que, para os adolescentes de 80, não são nada de especiais. Vão buscar novelas da década de 90 ou mesmo do começo do ano 2000 e falam com nostalgia das mesmas, com saudade e vontade de ver de novo, como se elas fossem velhinhas e pertencessem a um passado bom, que não volta mais. "Caminho das Índias", "O Clone", "O Beijo do Vampiro"... novelas que já não disseram muito aos adolescentes de 80, que são apontadas como as melhores para os adolescentes de 2000.

Cristiana Oliveira, a "Juma" de "Pantanal"
Mas nisto tudo existe sempre um consenso. E a prová-lo esteve a re-exibição da novela "Pantanal" no Brasil, faz já quatro anos. Eu não tive dúvida que a novela ia agradar um novo público, conquistando-o e arrebatando-o como este não estava à espera que viesse a acontecer. E graças a isso, parte dos adolescentes de 2000 puderam apreciar uma novela de 90 e acharam que era uma delícia. Alguns nem eram nascidos quando a história foi gravada. 

Por isso, as novelas que vemos na adolescência são as melhores e mais marcantes. Algumas são-no mesmo e se voltarem a exibir, voltam a conquistar. Histórias bem contadas que não têm idade! E se formos a ver, hoje ainda se fazem umas tramas danadas de boas. Mas dificilmente conseguem ser memoráveis, a menos que o espírito de quem as vê pela primeira vez as descubra como um tesouro desconhecido, que acrescenta algo a uma certa inocência particular da juventude. 

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sábado, 29 de setembro de 2012

Avenida Brasil - primeiras impressões

Estou a gostar dos primeiros episódios da novela "Avenida Brasil". Mas sempre se encontram coisinhas a apontar. Uma delas é o quanto é pouco credível que não existam vizinhos e conhecidos numa rua familiar, onde a família de Genésio morou a vida toda. Conveniente é para a trama, pois assim não existem testemunhas ou intrometidos que possam desmascarar as mentiras da vilã. A menina Rita grita por socorro ao ser arrastada para o carro que a vai levar para a lixeira e não tem um único vizinho para a socorrer. Porque eles não existem! Nem um velhote, outra criança, um intrometido... nada.

Outra coisa que ficou um pouquinho mal foi ver Tufão (Murilo  Benício) como grande jogador de futebol a golear ostentando uma barriguinha de respeito. Julgo que a "blubber" até ondulou em câmera lenta. Existem cintas bem apertadinhas que o impedem, as mulheres sabem bem isso. É o mínimo que podiam ter feito... Percebe-se que a idade dos protagonistas nesta fase ultrapassa largamente a que era suposto terem (Tufão deve andar na casa dos vinte, não dos 40, «Max» também...) mas como a trama vai avançar até a criança virar maior de idade, compreendo que usem já os actores que vão ficar com as personagens nessa fase mais adulta. Mas aposto que os pais de Tufão não vão envelhecer 20 anos!

E para falar nas interpretações e nas histórias, dá para perceber que a mãe de Tufão vai engolir cada palavrinha maldosa que disse sobre MonaLisa, a namorada do filho. Esta é trabalhadora, decente, ajudou tufão a livrar-se de vícios como o álcool, tornou-o uma pessoa capaz outra vez. Mas de acordo com a mãe, MonaLisa é uma interesseira, que só quer saber do dinheiro do filho, uma cangaceira que não serve para ele. Já estou mesmo a ver que a ideia de ter «a outra» como nora lhe vai agradar imenso mas é tão arriscado como correr risco de vida!

Outras personagens interessantes pertencem ao núcleo cómico, como Cadinho, o homem casado com duas mulheres e duas famílias. Aquilo é tão extenuante que para relaxar ele tem umas amantes de lado. Vai que numa dessas noites de procura, encontra uma rapariga que após um interrogatório sobre os seus "contributos" genéticos aceita ter sexo com ele por querer engravidar. Ainda não sei se ela é uma mulher profissional de sucesso que apenas não quer esperar mais tempo para passar pela maternidade ou se é lésbica e assim resolve a situação. Não creio que seja esta segunda hipótese, mas ia gostar muito que assim fosse.

Adriana Esteves como Carminha está a dar um show gostoso de ver, variando com mestria entre a víbora que interpreta e a Santa pela qual se quer fazer passar. Algo que já nos habituou mas que ainda assim, dá sempre gosto ver. Agora é esperar pelo "pulo" da trama e ver que distracções esta vai trazer. 

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dancin Days diverte mas não convence

Sinto-me defraudada com a trama principal de "Dancin Days".

A relação daquelas irmãs não está a ser bem apresentada.
Não vi a novela original, mas gostava que esta viesse a passar na SIC já a seguir a esta. Mesmo não vendo o original, sinto que nesta adaptação a relação das duas irmãs ficou muito, mas muito longe do desejado.


Na actual trama existem referências que entram em conflito com o que já vimos ou estamos a ver. O famoso amor unido das irmãs, a paixão avassaladora e libertadora das duas pela dança, elementos essenciais para unir a trama e colmatar no batismo da discoteca "Dancin Days"  -  tudo isto, deitado no lixo porque não dá para acreditar no que não se viu: a cumplicidade destas irmãs. Logo, não dá para LAMENTAR a deterioração nem torcer pelo entendimento entre as duas. Nesta versão uma coisa tão simplesmente complexa como esta ficou reduzida ao paradigma "vilã" versus "heroína". E não devia ser só assim. Primeiro, "Raquel" não é tão vilã assim. O seu lado, com egoísmo é verdade, devia ter ficado melhor explicado para que a reconciliação não fosse de todo impossível. Júlia, que entendo bem devido ao gesto que teve, também não está muito bem conseguida.

Fica esta sensação de insatisfação, que julgo só poder saciar se conseguir ver aquilo que quero ver. E que deve estar na original Dancin Days.

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