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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Por Amor 25 anos depois: O que aconteceu às personagens?

 Vinte e cinco anos se passaram desde que a novela Por Amor foi para o ar. Facto que não é relevante para o assunto que vou abordar. Afinal, quantos anos tem o quadro da Mona Lisa? Os Lusíadas foram escritos há quanto tempo? Alguém conta?

O exercício interessante de se fazer é tentar adivinhar o RUMO que as personagens seguiram passados todo este tempo. Marcelinho - um dos bebés da história, já está homem feito, pronto para casar. E Eduarda, será a mãe babosa a ver o filho a subir ao altar e a ganhar o estatuto de "sogra". 

Vamos imaginar a vida de algumas personagens?


Marcelo e Eduarda:

Vivem juntos. Muito amadurecidos e confiantes um no outro. Ela forte, fortaleza. Ele amando mas com problemas de fígado. Que um dia lhe ditará o abrandar nos negócios. Os dois acabaram por ter mais uma criança - fruto de barriga de aluguer. Pouco depois adoptaram outra, cuja história trágica de como veio a ser órfã os impressionou. Consideram "Marcelinho" como um filho. O casal acabou por criar os filhos de Marcelo com Laura e Eduarda é tratada e amada como mãe de sangue. Trajano e Meg continuam muito presentes e são avós babados mas souberam abdicar da criação dos bebés com exclusividade. 

Helena e Atílio:
Vivem juntos. Criaram Marcelinho como o filho que sempre mereceram ter por perto. Souberam partilhar o afecto com Marcelo e Eduarda mas se tornaram os pais legítimos. Helena teve de enfrentar o escrutínio legal das suas acções o que fez com estoísmo. 


Marcelinho:

É um estudioso de arte e vive mais em Itália do que no Brasil. Ganhou do pai o gosto por mulheres, pelos prazeres da mesa, da carne e da arte. Muito boémio e bon-vivant. Mas por vezes é confundido. 


Rodrigo:
Fez carreira no cinema mas nunca produziu uma obra marcante. Vive dividido entre assumir o seu gosto por mulheres e por homens ao mesmo tempo. 

Irmã de Rodrigo: 

Foi estudar no exterior e se deu bem. Casou com um homem de boa posição social e reproduziu a harmonia no lar que presenciou no casamento dos pais na grande parte da sua duração. 



Milena e Nando:

Não sei porquê mas quero estes dois separados. Afinal, não há alegria que dure para sempre. Prevejo que Nando sofreu uma fatalidade súbita e inesperada e veio a falecer. Milena é agora viúva de marido muito amado. Como será que ela vai lidar com as emoções dessa perda? Infelizmente o casal nunca chegou a ter filhos. Nando não os podia gerar e o casal ficou de adoptar crianças mas não chegou a vias de facto. Quer dizer, chegaram a ter uma menina por uns tempos. Mas existiram complicações e acabaram por a perder o que os tornou relutantes em enveredar novamente nesse processo. 

Sandrinha:
Não sei que destino dar... parece-me mais provável que tenha aprendido alguma coisa da profissão da mãe e assumido o salão desta. Ficando ali mesmo, pelo bairro onde cresceu. Continua melhor amiga da sua amiga de infância. Mesmo esta tendo-se mudado para longe, outro país, o contacto é mantido ocasionalmente.


Orestes e esposa:

Orestes faleceu. Mas Lídia continua viva. Incapacitada de se movimentar devido a problemas de saúde. Vive na parte de cima do salão, cuidada pela filha, nora e antes disso, filho. Ficou devastada com a morte de Nando e teve um enfarte, o que a tornou incapaz de continuar a exercer a profissão na velhice até mesmo incapaz de falar claramente. Prefere o silêncio. Vive a querer esquecer a vida, a amargura, os arrependimentos, a sua condição física tão limitada e dependente. É frequentemente visitada por Milena mas a perda que ambas sentiram faz com que esses encontros fiquem mais raros.

Sandrinha dedica todo o tempo a trabalhar duro como viu a mãe fazer e não se casou com nenhum dos muitos namorados. Não vê uma relação de casamento como o seu objectivo, já que casou cedo e cedo se divorciou de marido que se verificou um aldrabão que a roubou e abandonou. Daí adiante ficou mais parecida com a mãe e como principal cuidadora desta, divide o seu tempo entre o salão e os cuidados com a mãe inválida.

Milena faz ocasionais viagens mas de pouco adianta. Vai tendo relacionamentos fugazes e procura um "Nando" em todos os cantos. Vai acabar por se deixar seduzir por um jovem de 26 anos que conhece em Angra e em tudo a faz lembrar o seu jovem amor que virou seu marido. Ela não vai resistir ao jovem playboy e vai dar em cima dele, se deixando usar.


Gostaram destes enredos?
Que mais história iam inventar?


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Atores, personagens, considerações e divagações

Vinha falar de actores, quando soube do falecimento repentino de Luiz Carlos Tourinho, que na novela Desejo Proibido faz brilhantemente o língua-solta Nezinho, ajudante do padre e alcoviteiro na cidade de Passa Perto.

Cada vez gosto mais desta novela, repleta de representações deliciosas como um caramelo. Mesmo Othon Bastos, que até agora tem uma participação curta, como o hiper preguiçoso Cides quando surge, ocupa o seu lugar. Típico de grandes actores que, não sendo vedetas de cabeça, fazem uma obra valer mais pelo talento e experiência que fornecem.

O mesmo digo de Odilon Wagner, que em Sete Pecados rouba a cena, mesmo contracenando com várias personagens e tendo pouco diálogo, com a sua linguagem gestual diria que perfeita para a essência da personagem.

É tudo uma questão de timming e composição. Que estes três citados actores dominam muito bem. Mais poderia dizer sobre outros mas queria mesmo falar destes. Dos que não têm a fama de um Fagundes, não vêm o seu talento gerar aquele frenesim nas massas que assistem televisão, mas que sabem “domar” a arte.

Já mencionei também Marcos Caruso, o padre Inácio de Desejo Proibido, cujo timbre de voz da personagem com o respectivo sotaque põe de lado qualquer lembrança do apagado e passivo Alex de Páginas da Vida. Além de actor é também autor. Não esqueço o seu peão Tião em Pantanal. Participação pequena, curta, mas marcante.

E é assim. É preciso é encarnar bem as personagens. Experiência vale por muito mas mesmo sem ela, se um actor jovem a começar carreira mostrar que sabe agarrar a personagem, vale mais do que por aqueles que, tendo a fama, não sabem vestir uma.

Já mencionei que não aprecio por aí além a novela que em Portugal passa de tarde: Sete Pecados. Mas não é por isso que não reconheço quem representa bem e encarna o seu papel de forma convincente. A preferência inclina para o núcleo que representa personagens mais reais, como a directora da escola e núcleo envolvente. Não tem fantasia na vida da personagem, nada de anjos a voar, demónios etc. Por enquanto. Mas quando vejo Gabriela Duarte, Marcelo Novaes e depois Odilon Wagner na novela, lembro da força das suas personagens em Chiquinha Gonzaga.

Gabriela é que parece não ter envelhecido nada na última década. Tem o mesmo aspecto da época em que encarnou a impressionante Maria Eduarda, na novela Por Amor, excepção para um pormenor que aumentou de tamanho.

Na sua segunda semana de exibição, a Sic passou a exibir “dois capítulos em um” da novela Sete Pecados. São quase duas horas de duração, que começa pouco depois das 18.00 horas e termina pontualmente ás 20.00h, sem intervalo! Ufa! Será que mesmo os fãs acérrimos aguentam? A minha teoria é: não gostam da novela e querem “despachá-la rapidamente. Será?
Há! E falta acrescentar também José de Abreu. A sua prestação pode passar mais despercebida, já que não se compõe de características distintas, mas é uma das mais bem feitas também. São inumeras as emoções que o actor passa através da expressão do rosto. O Chico tem amor à mulher. O Chico é rude. O Chico sofre pelo filho, o Chico é indeciso, etc. Muitas nuances comuns, bem encarnadas.

E fico por aqui, no que respeita a novelas, actores e alguma fofoquice!

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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A MELHOR TELENOVELA DE SEMPRE

Está na hora de revelar qual a novela brasileira melhor de todas.

Costumava pensar que escolher a melhor telenovela brasileira era uma equação impossível. Cada uma se expressa num género e retrata uma época. É injusto comparar e eleger vencedores que não pertencem á mesma categoria, ou à mesma idade ou geração.

Mas há uns tempos atrás deu-se o impossível. De todas as novelas a que assisti na minha vida, consigo eleger a que merece o impulso. Para surpresa minha, trata-se de Fera Ferida. A melhor das melhores. Porquê?

Basta revê-la. Tem actuações soberbas e um elenco tão vasto, que de facto a enriquece, ao invés de a tornar fraca. Todas as personagens têm o seu destaque e a sua importância. Todas inseridas na trama e com os seus momentos de desenvolvimento. Depois temos as histórias. Toda a fantasia, o carácter das personagens, a forma como se brinca e desconstrói alusões a factos políticos e históricos. Cada personagem está bem construída e cada uma delas retrata o que de facto se passa na sociedade. As nuances que os actores atribuem às personagens parecem-me planeadas ao milímetro, e no entanto, naturais. É que cada expressão, cada insinuação, por mais leve que seja, recebe do “adversário” a respectiva resposta corporal. E não é massante. Não tem partes muito longas e monótonas (ok, talvez as da mocinha Sigrifida Weber, e as suas intermináveis referências à cultura alemã e ás operas de Wagner). Adoro ver. É um tesouro.

Aqui encontro a interpretação de Lima Duarte. (http://br.youtube.com/watch?v=PlNdghvDuIY)

Confesso que nunca lhe achei tanta graça quanto a que lhe atribuem, mas também pouco vi e acho que não me cabe ousar criticar. Contudo, tiro-lhe o chapéu com o uso que deu a esta personagem. O major é um velho pérfido, sempre atrás de cuequinhas de menininhas e só o olhar de predador a planear apanhar a presa me repulsa.

Mas não há como destacar uma interpretação, sem desmerecer todas as outras. São todas deliciosas! Como fazer jus a todas? Desde as principais, ás secundárias e mais secundárias ainda. As histórias que as envolvem são tão cativantes, que as projectam. Mesmo inexperientes actores e estreantes com muita falta de jeito, tudo se encaixa tão bem que não importa.

O senhor Ataliba Tibó, sempre com uma boa performance por parte de Paulo Gorgulho, é uma das personagens que são como o vinho: quanto mais tempo passa, melhor ficam.

O mesmo para a Ilka Tibiriça de Cássia Kiss. Imagino só o prazer que deve ter sido interpretar aquela figura e os seus traquejos!

José Wilker consegue ser um perfeito que sabemos corrupto, ganancioso e envolvido em podres escabrosos, mas projecta aquele charme de “malandro” que acaba por ludibriar o povo com galanteios. Tem o lado de pai, que é sensível e amoroso, e o lado de homem, que ama uma mulher. Muito bem construída a personagem.

Temos também Marcos Winter, um actor que acho que merece mais reconhecimento que aquele que parece possuir. Algo mais proporcional ao talento que já mostrou nos papéis que fez na Tv. Faz uma dupla inquietante com Joana Foom, que interpreta uma vilã que nada fica a dever à sua Perpéctua em “Tieta” no que respeita à malvadez, mas que tem identidade própria que nem dá para lembrar que uma e outra são interpretadas pela mesma actriz.

E o Chico da Tirana? Uma personagem secundária, mas que tem ali uma interpretação de Tonico Pereira que é fantástica. Aliás, são todas! É mesmo necessário frisar que nesta dissertação alguns ficam de fora. Como Rubra Rosa, a perua que se acha o máximo. Sem classe, sem educação, e com vestimentas que revelam a sua vulgaridade, produz-se dessa maneira achando-se a mais formosa de todas. Ama o marido, diz adorar o filho, mas anula-os e não dispensa sexo tórrido com o amante. E conheci eu depois da novela jovens iguais a esta personagem, todas uma a mais do que gostava de ter conhecido!

A MELHOR TELENOVELA

Como vem explicado, se tivesse de eleger a melhor novela do meu tempo, seria Fera Ferida. Curiosa a respeito das opiniões alheias, levantei uma pesquisa a este respeito e aos poucos, fui percebendo que PANTANAL e POR AMOR são as novelas mais mencionadas.

Devo dizer que me agrada estas escolhas porque, de facto, PANTANAL será sempre a melhor novela em muitos sentidos e POR AMOR também. A primeira é detentora de um fascínio hipnotizador, que nos faz envolver vezes sem conta na história daquelas personagens que já tão bem conhecemos. Estou sempre pronta a rever a Juma, o Jove, aquelas paisagens embaladas pelas melodias de Marcus Viana. Aliás, acho que fui conquistada primeiro pelo som, depois pela imagem! E claro, as personagens.

O que penso de Por Amor já está aqui noutro tópico. É uma novela fenomenal, com situações muito bem exploradas pelo autor e com interpretações fantásticas. É uma Bomba!

Temos o tesouro, a magia e a bomba.


English Version:
Is time to elect the best brazilian tv soap ever. A task that used to seam impossible to me, suddenly became possible. That happened when I re-seen Fera Ferida. It became clear this is the best of my time. Why?

Because is a treasure. It as a large range of characters that actually makes the plot richer, instead of weakening it, what is more common to happen. This characters are very well interpreted by the actors to the minimum detail. That’s why it’s the greatest!

THE BEST EVER GENERAL OPINION:

Curious about other’s people opinion, I lanced this question to the web public and realized the more referred soaps are PANTANAL and POR AMOR. I must confess to be satisfied with the choices. Competing head to head, the “winner” as soon is one as is the other. Both get in first place. And I agree. Pantanal will always be the best soap ever. It has a charming to it, almost a hypnotising ability, in witch the music gets to you first, and then the sceneries and characters enter to the kill. Is a great tv soap, intemporal. I’m always ready to watch it again. About POR AMOR, I’ve already wrote here why I found it to be a great soap. Also intemporal its strength is to be powerful. It’s a bomb!

There you have it: the treasure, the magic and the bomb!

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sábado, 3 de novembro de 2007

Por Amor - novela



Há novelas que melhoram com a idade. É o caso de "Por Amor".

Estive a rever dois episódios riquíssimos em tramas e pude percebê-lo. Isso se deve não só à novela mas como ao receptor. Nós também envelhecemos, colectamos mais experiências e então interpretamos as mensagens da história através da sensibilidade de um maior número de nervos sensitivos.

Quando "Por Amor" foi para o ar "Milena" era a personagem que mais atraia as jovens da minha geração, sendo que muitas se inspiravam nela para viver as suas relações amorosas. Pessoalmente não cheguei a esse ponto. Até porque a beleza de "Por Amor" é ser rica em todas as histórias de todas as personagens. Em comum com "Milena" só tive um pouco da sua situação familiar - decerto a parte não invejável por entre aqueles que admiravam a personagem e copiavam o seu estilo de "moleca" adulta. Esta característica rica da novela é o que lhe faculta uma áurea itemporal. Em "Por Amor" são explorados temas de uma variedade surpreendente. Isto permite a qualquer indivíduo se identificar com vários pontos da trama, por já ter passado, estar a passar ou poder vir a passar por situações idênticas ou semelhantes. Eis alguns dos assuntos explorados:

1) A família Dupla - nas figuras de Sirléia, Catarina e Nestor
(veja em:
http://br.youtube.com/watch?v=2xebPwM0_dc)
2) Abuso Psicológico a filhos - nas figuras de Branca, Milena, Leonardo e Marcelo
3) As Amantes - na figura de Isabel e Sílvia
4) O homossexualismo no casamento - nas figuras de Virgínia e Rafael
5) O amor Doentio - Na figura de Laura
(ver em:
http://br.youtube.com/watch?v=ApIT_iNJG90)
6) Amor Maternal - em Helena
(veja em:
http://br.youtube.com/watch?v=AdnZdPtL3Pk)
7) Atração pelo marido de amiga - em Flávia
8) Imaturidade no Casamento - em Marcelo e Eduarda
(ver em:
http://br.youtube.com/watch?v=R-Kg4D9op4E)

Considero todos estes tópicos interessantes para serem debatidos. O modo como o autor nos apresenta estes quotidianos é feito de uma forma tão natural que é mesmo necessário reflectir. Sirléia, por exemplo, a mulher que aceita a traição do marido por ter 50 anos, não trabalhar e para isso ter sido educada, necessita de ser "acordada" pela jovem filha, aqui interpretada de forma ainda muito crua por Carolina Dieckman. Até mesmo a mãe, D. Leonor, aconcelha-a a relevar, porque todo o homem trái. E assim o autor explora este tópico atravessando-o pelas gerações. É muito inteligente.

Laura é uma personagem toda especial. A vilã da história não passa de uma doente com uma obsessão: Marcelo. Ela anula-se, não tem auto-estima, só sabe funcionar naquele modo. Mas é um óptimo empecilho entre a relação de Eduarda com o marido. Por sua vez, este casal jovem e imaturo, consegue passar a mensagem do que é um casamento nesses parâmetros. A interpretação dos actores está bem conseguida, na medida em que, mesmo a brigar e no meio de um divórcio litigioso, ambos conseguem passar ao espectador a atracção mútua que sentem, dando assim esperanças que talvez dali a uns tempos os dois se acertem.
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Isabel e Sílvia são as amantes. Mas diferentes. Uma é independente e totalmente dedicada ao trabalho, sendo uma profissional bastante eficaz, que ás tantas se revolta com a sua condição de solteira mal amada, lutadora, trabalhadora mas pobre e decide viver as regalias de amante. Uma personagem interessante, bem interpretada por Cássia Kiss a quem o autor fornece diálogos fascinantes. A outra chegou a essa condição ainda menina, ao engravidar de um homem mais velho, casado e com filhos, acabando por aceitar com normalidade o que o destino lhe colocou na frente. Não lhe faz impressão dividir um homem com a esposa, nem saber que este almoça numa casa e janta noutra.
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Temos também a fascinante e assustadora história de Rafael e Virgínia. Formam o casal perfeito. Com demonstrações de afecto e carinho constantes, um casamento duradouro, filhos adolescentes, dinheiro e um negócio bem sucedido. Mas quando o marido decide se aposentar, Virgínia não vai tê-lo só para si, para viverem ambos a sonhada aposentadoria de luxo e conforto com que muitos sonham. Rafael esconde de si mesmo um segredo e é nessa altura da vida que o deixa sair do armário, ao conhecer e se entregar a um amor homossexual. A família vai sofrer muito com o desmoronar de tudo o que conheciam até então. Finalmente, o amor que Helena sente pela filha. Um amor protector e altruísta. Helena é mesmo o tipo de mãe que se põe diante de um camião para ser atropelada no lugar da filha. E assim sendo, quando esta sofre o trauma de perder o filho recém-nascido e ver as suas trompas laqueadas em consequência do parto complicado Helena, que está também a ter outro filho, opta por assumir a maternidade do nato-morto, colocando o irmão nos braços da irmã para ser criado como filho. Quando o casamento de Eduarda e Marcelo está a extinguir-se, a custódia da criança é muito disputada e Helena vai sofrer várias acusações e privações das quais não consegue se aliviar.

Ainda temos Flávia, melhor amiga de Helena que não consegue disfarçar a atracção que sente pelo marido desta, sendo que aproveita a oportunidade assim que os dois se separam. E finalmente surge Branca. A grande matriarca da família do núcleo nobre (pobre só empregada né?). Branca dita as leis em casa. Tem uma preferência óbvia pelo filho mais velho, Marcelo, a quem trata bem e mima incondicionalmente. De resto, trata mal o marido e os restantes dois filhos, Milena e Leonardo. Se faz de tudo para fazer a filha se sentir inútil, o mesmo faz com o filho e o marido. Aliás, tudo o que faz é semear a discórdia e o conflicto, minando a auto-estima de Leonardo com constantes observações de pura maldade e recusando os gestos afectuosos e carentes do filho. Milena já está numa fase mais evolutiva na sua relação com a mãe. Ela não procura mais o seu afecto nem aprovação. Só quer ser livre e feliz e é exactamente isso que a mãe não permite ao conspirar contra o seu namoro. Branca "mina" a relação entre os elementos da própria família, fazendo com que o pai se mostre também tendencioso em relação aos filhos e fazendo com que os próprios filhos sintam entre si uma diferença de valor. A maneira como Marcelo trata os irmãos revela isso mesmo.

"Por Amor" é uma novela recheada de histórias perturbadoras. Todas bem escritas, bem executadas e representadas, que se desenrolam num cenário requintado e de luxo, talvez para equilibrar com um pouco de glamour as tramas que se desenrolam na vida de todas estas personagens.
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Ora veja lá um pouco e delicie-se:




Faça o DOWNLOAD complecto da excelente Banda Sonora desta novela em:
http://rapidshare.com/files/15577787/Por_Amor_Nacional.rar

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