Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

email desactivado por google devido a spam
alternativa: novelas para recordar npr arroba gmail.com

Mostrar mensagens com a etiqueta Remake. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Remake. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Remakes que ofendem os originais

 

Se é um remake e mete o Marcos Palmeira: não veja!


Qual o meu espanto quando vejo na Globo Portugal uma still da novela Renascer, como Marcos Palmeira no papel de filho e a Adriana Esteves no papel da jovem sedutora. 

Quando carrego no play não encontro os personagens. Outros rostos, pouco expressivos, pouco destintos uns dos outros, pouco credíveis, sem carisma algum, estão a soltar suas falas. "Paínho"... Paínho? Mas isso é expressão da novela Renascer... será que fizeram uma segunda versão? 



Ao que parece sim. Reconheço o mais envelhecido Marcos Palmeira a desempenhar um papel, que presumo ser o do Protagonista. Parece que está na moda. À sua volta, outros atores, mais jovens, desbobinam suas falas. Não se entende o que dizem. Não se entende onde estão, o que fazem, qual o assunto. O ambiente também não se distingue. As roupas que usam todas em tons pastéis, sem padrões, o cenário pastel, sem identidade - tudo contribuí para a nova norma de inviabilidade que parece ser a marca registada das produções de novela da Globo. Só se consegue confundir ainda mais os rostos sem expressão ou tónica distinta, que desbobinam texto que não soa credível ou desperta interesse. 

O monitor diz que se trata de uma novela, por episódios, chamada "Renascer". Se o pedaço que tentei ver era a personagem principal rodeada dos seus "filhos", então é mesmo caso para se dizer: ACABEM com os REMAKES! É que estão a humilhar, não a honrar a história... a primeira era bonita, colorida, tinha uma boa vibe. Fica tudo substituído por uma gosma sem credibilidade, em que os "jovens" de 20 são interpretados por trintões para os quarenta anos de aparência, que vestem todos igual, falam igual, têm a mesma forma de entregar o texto... 

Que praga é esta?
O Brasil - e a GLOBO, deixou de saber fazer novela? 

Read more...

domingo, 3 de julho de 2022

Assistir Remake está a causar-me saudades de Juma e Jove

 

Este Pantanal (2022) está a deixar-me a sentir SAUDADES da Juma e do Jove. 
Estes que surgem aqui só têm o nome e mimicam a história. Mas não são iguais na essência. E isso é triste.

Pantanal devia ter sido re-escrito por alguém apaixonado pela história. Não por quem partilha genes com o autor. 

No episódio que assisti hoje - Jove leva Juma para a cidade. 

Ai.. que falta de emoção!
Todas as frases chave REMOVIDAS. 

A Juma a ser interpretada como uma menina com conhecimento das coisas da cidade e a agir como alguém com deficiência mental só por não saber onde colocar o olhar. Nossa! Na história original Cristiana Oliveira fez isso mas estava de acordo com o momento que a personagem estava a viver naquele instante. Não é para fazer SEMPRE. Parece parvinha e idiota. 

Neste episódio notei também que o autor foi tirar inspiração - conscientemente ou não - das cenas icónicas do filme Titanic. 

O quê?? O Titanic e o Pantanal?
Sim, meus amigos. 

Braços abertos??

Quando vi Juma de braços estendidos em frente ao avião pensei: 


"Porque é que esta menina que nunca foi criada na cidade, nunca conheceu mais ninguém que não fosse a mãe, estende os braços?" Ela não tem essa referência. No máximo, para ela, abrir os braços seria se alguma vez tivesse visto uma ave a abrir as asas para voar. A Juma original... nossa. Nunca pensei que ia gostar muito mais da interpretação da Cristiana Oliveira e lhe dar ainda mais valor passados todos estes 30 anos. Ela e Marcos Winter... nossa, que SAUDADE do Jove meio debochado, corajoso, brincalhão... este diz uma fala, fazem-lhe uma pergunta ele demora 5 segundos para responder.

Parece que foi ele o criado na lerdeza da vida do campo. O Jove original era um miúdo esperto, rápido, que nunca perdia as palavras. No entanto nesta nova versão a Juma fala mais que ele!

E a forma como aprendeu as letras na areia? Que apressadinhos! Pegou na faca e rabiscou com a mestria de quem já fez aquilo centenas de vezes. Traçou o "a, e, i, o, u" em dois segundos. Até mesmo os detalhes de traçar da esquerda para a direita ou de baixo para cima, ou sem interromper o traço ao fazer a curva do "A"... Para quem desenhou esta letra pela primeira vez FALTOU SENTIR ISSO!!!!

Faltou levar tempo, pensar, assimilar... tudo o que Cristiana Oliveira fez num areal com uma extensão de respeito, com um pauzinho que havia por ali. Estes acharam melhor encontrar um pedacinho pequeno de areal molhado e serem rápidos a rabiscar as letras usando uma faca. Pronto. Feito. Aprendido. Sério??

Totalmente sem sal! Sem impacto. Sem envolvência. Só factual. Sem sabor.  

Estou neste instante a SOFRER. 

A sofrer porque podiam fazer 1000 remakes e mudar muita coisa. Mas JAMAIS a essência destas duas personagens. 

Esta geração é mesmo apressadinha. Só é lerda a falar. Nos beijos - todos modernos à Hollywood e bem descarados - vai com língua logo. Total peganço. Se o guião não dissesse que Juma não quer sexo, estes dois teriam ido para a cama no instante em que se aceitaram. Logo ali, nas águas do rio. Passado dois anos, no máximo, estavam separados e cada qual sem poder ver o outro. 

A inspiração no Titanic não se limitou aos braços abertos, o grito do "casalinho romantico" do filme também foi transferido para o guião de Pantanal. Assim não sei se terei coragem para continuar a ver. Salva-me Zaqueu! Volta, núcleo citadino! Não morras, Madeleine! 


Estou na capitulo 40 e pouco e desde o 30 que anseio para que termine logo porque é um tanto maçante.  

Read more...

sábado, 2 de julho de 2022

Pantanal: Decepção atrás de decepção

 Volta MANCHETE!!

Alguém tem de terminar com aquele padrão globo de contar histórias. O remake de Pantanal é algo insonso, feito para se enquadrar nos tempos modernos e por isso não tem de seguir à risca os diálogos e circunstâncias do original.

Mas, caramba!
O que fizeram foi ELIMINAR as partes mais importantes, que nos emocionaram e também estão um pouco a destruir as qualidades e características de cada personagem. Em particular Juma e Jove. 

Para onça, que reage quando ameaçada, esta tá mais para gatinha sem sal. Nunca pensei que ia ver uma Juma com menos força, com menos doçura com Jove, tão modernizada que tá mais para oferecida e até, pasme-se, quando Jove pega na máquina de retrato para a fotografar no rio, ela POUSA para ele. Sem ser instruída. Uma mulher que até então NUNCA tinha visto uma camera e tão pouco sabe o que esta faz, soube instantaneamente os ângulos e os olhares que devia exibir diante da lente. Por pouco não fez biquinho.

Repulsa.

Isto descaracteriza a personagem totalmente.  

Depois vem esta cena: Zé Leôncio vai até a tapera de Juma para levar Joventino com ele e ao ouvir que ele pretende mandar a tapera a baixo, Juma corre para o interior da casa e aparece com uma arma apontada mesmo no meio da testa de Leôncio. "Pai e mãe tão enterrado aqui!" - diz com raiva nos olhos e emoção na voz. 

Uma cena forte. Descrevi-a como a vi na novela original. Para mim foi filmada (e editada) de uma maneira que fez sentido. Mas no remake, Juma parece usar a arma como adereço. Surge logo com ela erguida, depois, parece que se cansa e baixa em arma sem mais nada. Para a voltar a erguer depois. No original é Jove que lhe dá o toque, porque ela estava em "modo defesa" e só Jove a podia tranquilizar.  Esta segunda Juma recorre à arma como se fosse uma brincadeirinha. Nesta versão desta cena quiseram dar mais força a Leôncio e este, com arma na frente, caminha até a mira e exige que Juma dispare, mostrando que é onça.

Ora, todo mundo sabe que Juma não ia ter problemas. Pelo menos antes dele avançar, ela daria um tiro de aviso. Nem o deixaria dar um passo. Amedrontando, porque o som e a bala a sair do rifle ia com certeza, ser bastante dissuasor da aproximação que este Leôncio decide fazer. A sua tapera foi ameaçada e isso sempre a fez reagir. Por isso ela ficaria com RAIVA e teria agido menos... sem sal. 

No remake desta cena, Juma surge fraca, sem coragem, notou-se no olhar que nunca iria atirar. Se o povo descobre isto, porquê haveriam de ter medo dela? Isto não é a Juma. 


E é por isso que este remake falha. Os únicos que podem dizer o contrário são os milenais, que não viram ou só espreitaram cenas cortadas da novela original e nem têm paciência para dedicar mais tempo a uma obra que não tem sequer a qualidade digital que nasceram acostumados a ver. Logo aí, já julgam estar a assistir a um produto inferior e anseiam pela familiaridade padrão. Padrão de agir, padrão de falar, padrão de reações... Padrão. 

Volta Manchete - que eras fora do padrão! 


Read more...

Galo de Barcelos no Pantanal

 A novela Pantanal 2022 está em exibição na televisão portuguesa, com apenas um mês de atraso respeitante à sua emissão no Brasil. Mas lá naquele remoto lugar que é o Pantanal, encontra-se sempre um português. 


Vejam só o que Bruaca tem na sua cozinha.


Read more...

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Pantanal sem Tuiuius só vegetação

 

A impressão com que fico ao ver este remake de Pantanal é que a região em si continuou a sofrer grandes impactos ambientais, estando hoje, 30 anos depois, muito vazio da natureza que a habitava. 


A novela mostra exteriores onde só se vê vegetação e água. Aves a cruzar os céus? Nos ramos das árvores? Jacarés a ondular a água? Isso não aparece mais.

O que se vê? Um bando de árvores secas, mortas, retorcidas. 

É isto o Pantanal?

Read more...

sábado, 18 de junho de 2022

Remake de Pantanal: O que deveria ter mudado

 

Há trinta anos não haviam muitos telemóveis nem a tecnologia de que dispomos hoje. Fica bem, aqui e ali, o remake da novela Pantanal introduzir essas mudanças - fazendo a pálida e esquisita pretendente paulista de Jove entrar na sua conta do facebook e postar instagrams. 

Mas não basta isso para trazer a trama para os tempos de hoje. ENTENDER as personagens e dar-lhes um rumo mais consistente teria sido uma mudança mais acolhedora. 

IRMA é uma desgraçada. Tem força e é agradável enquanto a viver em S. Paulo, mas quando, por preguiça, o autor original decidiu mudar todas as personagens para o Pantanal - inclusive D. Mariana - Irma foi das que mais perdeu força. Ficou uma iludida, quase de doença, querendo voltar atrás no tempo. 

Mas o que o episódio do Remake de hoje me fez entender (ep. 34) é que, há 20 anos, nós não chegámos a saber qual o desfecho imaginado para Madeleine e José Leôncio. Porque a actriz que interpretou Madeleine PEDIU para abandonar a novela. O autor, ao invés de a substituir por outra, achou melhor MATAR a personagem. 

E assim, uma actriz MUDOU o ruma desta história que se tornou um MARCO nas novelas.
O que será que ela nos roubou?

Hoje percebi - pelo entusiasmo de José Leôncio ao informar a ex-esposa de que o filho está vivo - que os dois iam juntar-se novamente - graças a Jove. O impulso que o fez pensar nela foi AMOR. E o ciúme no olhar de Filó - por saber que ele NUNCA parou de amar a esposa, mesmo depois de todos aqueles anos. 

Era ESTA a história que nos estava destinada. E a que fazia mais sentido. Ia atar as pontas soltas, explicar porquê, em 20 anos,  e com outros companheiros, os dois nunca se divorciaram. 

Hoje acredito que MADELEINE e LEÔNCIO iam VOLTAR A FICAR JUNTOS.

Para mal da doce Filó - que Jussara Freire interpretou com tanta douçura, inteligência emocional e autenticidade. O ciúme de Filó por Madeleine - sempre presente, sempre nos olhos doces de Filó que entendia até o pensamento de Leôncio a pensar nela. 

Creio que a descoberta de que Tadeu não é seu filho - teria sido o ponto em que Leôncio ia esquecer Filó para sempre e aproximar-se de Madeleine. Filó acabou por mentir para ele por 20 anos! Para quem não gosta de ser enganado, a versão original simplificou e descaracterizou a reacção de Leôncio.  Ele devia ficar furioso, não grato. Continuaria a adoptar Tadeu como seu, mostrando assim que, mesmo sabendo-o não seu, o aceitava e o amava. Fazendo com que Tadeu, FINALMENTE, sinta a validação que procurou a novela inteirinha. 

MADELEINE e LEÔNCIO juntos - faz sentido para mim. Junta as pontas soltas da trama: porquê o casal nunca se divorciou, porquê continuavam a sentir algo quando se viam. Ainda que dissessem que era raiva - ainda era amor. Adulto, o filho dos dois ia UNI-LOS, não separá-los. 

Oh! Que pena que não foi esta a história original!
E uma pena que o Remake não tenha ousado alterar o rumo de algumas personagens, principalmente Madeleine.  

Read more...

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Remake de Pantanal: nada a ver

 
Não foi só a PAIXÃO que tiraram desta nova versão da trama de Benedito Ruy Barbosa. Foi também a emoção. Aquele "olhar" especial, aquele "enquadramento" e principalmente, aquelas PAUSAS e SILÊNCIOS.

Ah, a falta que faz um Monjardim no comando!

Por vezes parece que os actores estão a citar um roteiro. Um guião. As falas saem disparadas com a velocidade de uma trama dos tempos modernos - influência dos seriados médicos e dos dramas americanos. Não fica bem no Brasil de fala arrastada e mansa...

A primeira versão entendia isso. 
Esta segunda, até entretém. Vou ver com apreço. Mas a EMOÇÃO é o que mais faz falta na forma como a história está a ser contada. Todo o drama e dor que Claúdio Marzo deu quando julgou Juventino morto - não está lá. E eu que não gostei na altura, achei que não batia bem... gostava agora de ver aflição, desespero, angústia, dor, culpa - tudo o que Cláudio deu ao seu José Leôncio. 

Falta também CARISMA. 
Os interpretes até podem ser competentes para dar vida às personagens. Mas tem aquele mel na voz da Guta, aquele olhar de índia, aquele rebolar, e, principalmente, as PAUSAS. Não só nos diálogos, como também nos sentidos. A música de fundo parece que invade todas as cenas, muitas vezes soa desnecessária. Também não é bem escolhida. A primeira versão tinha aqueles acordes, sons únicos que eram tão eficientes a demonstrar tensão, perigo, amor, medo. Esta versão tem um violino a tocar constantemente, quer seja perigo, tensão... Acabei de ver Guta confrontar Juma na sua tapera em busca de Joventino e aquele violino, a forma como o diálogo saiu rápido, sem termos tempo para absorver os pensamentos das personagens.... não fiquei convencida que Juma estava a proteger sua área, que mete medo. Ela fez tudo direitinho: quase a copiar os movimentos da primeira e carregando no sotaque. Mas faltou... uma pausa. Um olhar. Uma tensão no ar. 

Foi representado. Mas não foi sentido.

Convenceu. Mas não emocionou.

Acho que é isto a segunda versão de Pantanal. 

Read more...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O próximo REMAKE devia ser...

Recentemente o Globo decidiu gravar uma nova versão da novela "Guerra dos Sexos" (GS) e foi o que se viu: um desastre! De todas as novelas que podiam ser feitas e adaptadas aos dias de hoje, GS foi talvez a escolha menos adequada. Não só porque 20 anos se passaram, mas principalmente porque o fio condutor da história está completamente ultrapassado. 


TOP MODEL, novela que estou a rever graças a tecnologias que em 1989 não existiam, está a mostrar-me que ESTA É uma novela que podia muito bem ser refeita. Nem os sinais da passagem do tempo iriam prejudicar um remake da trama. A existência de um telemóvel e outras tecnologias não fariam diferença. O remake desta novela é totalmente viável e com grandes possibilidades de atingir igual ou mais sucesso, se ao menos conseguissem reunir um elenco tão especial quanto foi o de então. 

Nuno Leal Maia (Gaspar), Malu Mader (Duda), Cécil Thiré (Alex) e Rodrigo Penna (Jr)


1) A NATURALIDADE
EM Top Model, algumas personagens - principalmente as infantis, parecem-se essencialmente com eles mesmos. Todos têm um aspecto real, clean, verdadeiro. Mesmo um cabelo pintado não tem aquele aspecto de cabelo demasiado produzido e sempre no lugar que há anos invade a teledramaturgia brasileira. Todo o pessoal da praia anda despenteado pelo vento como é natural acontecer. Combinando com o cenário: as ondas do mar. Ninguém tem extensões ou acrescentos de coisa alguma. Tudo é real: os peitos das garotas não são duas bolas de silicone implantadas no meio do tronco, "Duda" (Malu Mader), a TOP MODEL da história faz o género "tábua" e é isso que lhe dá charme e torna possível ela usar roupas decotadas até o umbigo e ser modelo. Outra com as costumeiras bóias ao peito não iam conseguir usar aqueles decotes quadrados que descem até os quadris. Não se notam PLÁSTICAS e retoques notórios nos rostos dos protagonistas. Ter protagonistas com ar natural faz os olhos acreditarem naquilo que estão a ver. As pessoas aparentam ser tão naturais quanto a paisagem do mar. Ali não estou a pensar: "olha o olhar estranho deste". "O que se passa com o rosto desta?". "Que peito horrível!" - coisas que indubitavelmente me passam pela mente hoje, ainda que não queira, e que atrapalham a história, porque se misturam com a visualização. São uma "distração". Se hoje fosse possível reunir um elenco natura, em que as alterações estéticas não atingem camadas tão jovens quanto as idades que vemos retratadas nos filhos de Gaspar (15 anos para baixo), só isso aumentaria o potencial do remake da novela como um novo êxito.

 2) A MODA
Convenhamos que aqui a mudança teria de ser radical. O que seria um desafio delicioso para os criativos da Globo. Nos finais da década de 80 moda era usar roupas King Size - três números acima, tudo cheio de pano. Quanto mais pano de xadrez, listas ou de uma cor sólida desde com um exagero de acessórios iguais pelo cabelo, pulsos, pescoço, etc, melhor. Está vendo essas cortinas ou essa toalha de mesa em sua casa? Pois mal bastariam para fazer um outfit na década de 80. Na novela todos os personagens abrem a boca de espanto e satisfação ao ver uma roupa virar o que hoje apelidamos de horrorosa. "Lucas" (Taumaturgo Ferreira) desmancha um modelo bonito, pega num retalho de tecido, enfia-o entre as pernas da sua modelo, dá um nó naquilo e pronto: o vestido vira sensação que todos gostariam de vestir. Vira "alta costura". Hoje é tirar tudo o que é pano em excesso! E aqui reside o outro aspecto aliciante de um remake: ajudar a mostrar uma moda, a criar uma "brand".

3) MERCHANDISING
Estive a ver os primeiros 20 e poucos episódios da novela e não existe merchandising. O que é fantástico numa novela cheia de potencial para o mesmo. Pranchas de surf, equipamento para surf, barraquinha de sumos, o universo de moda - tudo isto é um iman para merchandising. Pessoalmente DETESTO merchandising nas novelas - quase sempre exagerado ou notório. Em Top Model não existe. Por exemplo: Lucas e Duda estão no jipe bebendo guaraná pela garrafa. Quase nem se percebe que se trata de guaraná. Eles até fazem brinde mas a cena serve a história e não o contrário. Hoje teriam feito planos e planos dos guaranás, a casa de Gaspar seria um iman publicitário a marcas de cereais de pequeno-almoço e comida de cão - pois existe o Maradona e a pobre "Jane" (Carol Machado) não poderia ter a sua primeira menstruação sem fazer publicidade a uma marca qualquer de absorvente. 

Sinceramente, não encontro um conhecido rosto para protagonizar nenhum destas personagens. O certo, a meu ver, seria abrir castings a novos talentos - pelo menos para encontrar jovens actores para o núcleo infantil e assim poder usufruir do mesmo encanto que estes jovens nos trouxeram: eles mesmos para as personagens. Rapazes e raparigas dadas ao surf, seria um plus, já que neste elenco só Marcelo Faria (Elvis) parece saber ficar de pé numa prancha. Muitos rostos tiveram aqui a sua primeira aparição: Adriana Esteves que arrebenta ainda na TV Portuguesa como "Carminha", fez aqui o papel de "Tininha", moça que engravida do namorado logo nas primeiras transas. Drica Moraes (Violante em Xica da Silva) e suas sobrancelhas grossas também estrearam aqui, assim como as de Carol Machado, Flávia Alessandra, Gabriela Duarte etc. 

Read more...

terça-feira, 5 de março de 2013

Guerra dos Sexos - o remake

Ainda vai no 3º episódio mas já dá para tirar umas conclusões. O remake de "Guerra dos Sexos" é uma novela que se vê. Por nostalgia, por o povo gostar de se divertir. Mas em comparação à primeira versão não parece que vá conseguir divertir tanto.

O ENREDO em 2013
Primeiro, está um tanto desactualizado o próprio tema da novela. Isso de Homens de um lado, mulheres para o outro já não faz sentido nos dias que correm. A novela ainda assim podia explorar isso, mas restringindo esse preconceito ao universo laboral nas lojas Charlot. Julgo que "Roberta", de início uma «dondoca» dona de casa algo alienada do grosso dos negócios do marido, ao invés de entrar "a matar" nesse preconceito de género, assim como outras personagens femininas podia revelar uma atitude mais actual, apenas se vendo forçadas a «manter» uma mentalidade separatista em casos particulares. E as restantes personagens deviam manter essa postura no ambiente laboral, por receio e imposição do dono das lojas. 

Que o MACHISMO caracterize Otávio e seu sobrinho, ainda vá lá. Mas os restantes homens deviam ser mais liberais. Engraçado é que, na trama, as mulheres são mais de lados do que os restantes homens. Tirando estes dois, os restantes têm um pouco mais com que se preocupar, mas também, os restantes são quase todos núcleo pobre.

O AMBIENTE E ENVOLVÊNCIA
Após um excesso de planos de uma idosa polícia de trânsito (ainda se usa disso?) sempre a assoprar o apito frente às lojas Charlot, em termos de estética a novela segue um pouco a primeira, não fosse o director Jorge Fernando o mesmo e não fosse, se não erro, filho na vida real da "polícia de trânsito" eheh!

Em termos musicais pouco impacto se fez sentir nestes primeiros episódios. Algumas melodias mantém-se, como a da abertura e o tema romântico de "Juliana", embora já não na voz dos "Roupa Nova". Mas... e quem é que canta aquela melodia «pavorosa» quando aparece a personagem de "Nené"? Julgo que a voz é do próprio actor (Daniel Boaventura) mas ele que me desculpe se for e desculpe quem for, mas não gosto não...

E até agora, acho que ainda não vi (tirando a cena de Victorio) nenhuma personagem com um telemóvel. E que falta fez ele a "Nando", quando descobriu que tinha sido raptado pela «noiva em fuga»... A menos que tenha passado despercebido o instante em que a moça atirou o aparelho para longe da viatura, julgo mesmo que o motorista não transportava um "celular" consigo.

ACTUAÇÕES

Soberbo! Soberbo é como caracterizo a prestação de Tony Ramos como "Octávio". Cada vez que ele fala, acredito em cada palavra que diz. Tal é a autenticidade que passa, acredito mesmo que estou a ver uma pessoa que está convicta das ideias que transmite. Quando ele critica as mulheres, ele é autêntico em cada expressão e entoação. A actuação no conjunto é brilhante. Este é um actor de comédia. Tony Ramos já não me fazia gostar dele desta forma desde o tempo do hipocondríaco de "Bebé a Bordo" (que devia ter reprise, gente! Ele e muitos outros foram show nessa novela). Ele está tão bem neste papel, que "eclipsou" totalmente a lembrança do saudoso Paulo Autran na mesma personagem. Eu quero ver este. Este "Octávio". E nem lembro do outro... Acho que mais nenhuma outra personagem entra assim na trama, com uma força por si só. Aliás, logo na primeira fala quando "Octávio" reage ao ouvir o seu apelido mencionado no testamento do tio, Tony Ramos arrancou de mim a primeira risadinha. Logo ali e continuou cena adentro... Por isto tudo merecia um post só para ele.

Edson Celulari também tem bom momentos no registo de comédia. A primeira cena com "Roberta Leoni" (Glória Pires) teve química e prometeu algo interessante daí para a frente. Ele e Tony fazendo comédia sabem dar espaço um ao outro, dando e recebendo. Mas perfeito não está, acho que devia vincar mais o lado mulherengo do lado de pai. Lembro do "lado de pai" da personagem ser muito mais vincado na versão "Tarcísio Meira". 

O ELENCO
De resto, heis algumas «caras» que gostei de rever: Fernando Eiras (Dinorah), que acho que não via na globo faz um tempão, Marilu Bueno, que vai aparecer na mesma personagem a que deu vida na versão de 1983 - a governanta do "castelo" Charlot, a actriz andava pela TV Record fazendo personagens fantásticas e agora regressou a convite do director para fazer novamente a governanta, sendo a única actriz, que eu saiba, a participar nas DUAS versões. Depois surgem «rostos» novos ou menos conhecidos, que ainda pouco posso avaliar mas gostei do pequeníssimo momento que teve em cena Ronnie Marruda (Baltazar), que foi quase actor silencioso numa cena no escritório de Octávio, mas cuja presença física foi tão forte que se destacou aos meus olhos. Uma espécie de postura cómica sem abrir a boca...

Porém acho que ia gostar se outros actores que participaram na primeira novela pudessem, de alguma forma, participar nesta também, em género de «homenagem». Sei que «polítiquices» entre outras coisas influenciam quem é escalado numa novela mas a verdade é que o publico é saudosista e por vezes essa coisa de levar actores da «primeira safra» a fazer «perninhas especiais» na segunda é coisa que agrada. Como não faço ideia do que é feito de Mário Gomes, nem sei se tem compromissos com outra emissora, esse é um dos actores que gostava de ver aparecer por ali. Faz tempo que não se vê e foi memorável como "Nando". As pernas de Maria Zilda bem que também podiam voltar a aparecer por ali, e voltar a fazer humor com essa referencia recorrendo a planos bem generosos desse «dote» que tenho a certeza que a actriz conserva «nos trinques». E Lucélia Santos? Existirá outra actriz que consiga dar a uma jovem personagem um ar tão angelical e de menina quanto ela? Toca a meter ela aí também gente... São actores que gostaria de rever no ambiente desta novela.













Read more...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Remakes a MAIS!

Como se já não bastassem "O Astro" e "Dancin Days", a SIC vai emitir o remake de "Gabriela", outra novela da Globo que fez sucesso nos anos 70.


Falo por mim mas não sinto grande apelo por esta "Gabriela" nem por remakes no geral. Não que não goste da ideia, porque gosto sempre desde que me mostrem um produto bem feito, convincente e cuja história me agarre, porque não basta "acenar" com um nome sonante de um sucesso passado para servir de atractivo. E a meu ver, o recurso aos "engarrafados" já começa a cansar. Três de uma vez?? O que mais prezo nisto de fazer novelas é a criatividade e quando se cruzam os braços e aceita-se copiar, bem ou mal, algo que já está estruturado num guião, tratam-se de facilistismos que podem prejudicar o resultado. Bem sei que tudo é "copiado", ou melhor, re-inventado vezes sem conta, mas existe uma diferença entre fazer a 199ª versão de "Romeu e Julieta" e fazer um "remake de..." e essa pode ser  o comprometer da componente artística, criativa, a visão. 

A busca pelas audiências junto com a suposta poupança devido à crise que não surgiu hoje, convém frisar, conduzem a produção noveleira por estes caminhos regressivos, tentando lhes dar um ar "fresco", mas, até agora, ainda não vi um remake de novela que conseguisse superar os encantos do original ou não falhar gravemente em certos temas. Não por lhes faltar conteúdo, história ou outros atractivos, mas porque os "encantos" não são fáceis de copiar. Aliás, nunca se copiam ou se reproduzem. E por isso tantas vezes um remake fica "aquém".  


Read more...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

REMAKE ou RE-EXIBIÇÃO ?

Faz pouco tempo que entendi porquê se fazem remakes. É que os donos da TV, sempre hávidos por audiências, querem conquistar o público jovem e atiçar a nostalgia do não tão jovem. De modo que repetir uma fórmula de sucesso, com actores que hoje são jovens e atribuir uma nova dinâmica e modernidade, é a fórmula para as receitas que todos procuram. Um risco calculado, com boas garantias. E assim, surgem os remakes.

Na actualidade, os jovens na casa dos 12 - 16 já ouviram falar de produções como "A Escrava Isaura", "Pantanal" ou "Dona Beija", mas alarga-se cada vez mais a massa jovem que não viu estas novelas. Se as mesmas forem re-exibidas, os jovens reconhecem os rostos já mais envelhecidos dos protagonistas e conseguem identificar a idade do produto também pela técnica. A adesão não promete ser tão fantástica como a que se teria na hipótese de um remake. Também aqueles que viram e gostaram, apesar de possuirem um sentido crítico apurado, têm curiosidade e certamente irão acompanhar a trama. Logo, pensando como um empresário, porque não?

Bem, eu devo dizer que aguardo as reexibições mais do que aguardo estreias. Absolutamente adoro ver novelas de que gostei, com os mesmos protagonistas e recordar aquelas imagens, frame a frame. Reconheço-lhes as falhas e defeitos que o tempo sublinha, entre outras características mais ou menos fantásticas e adoro.

Julgo que há um mercado igualmente gigantesco de público que só quer ver reexibições. Há uns tempos tinha a mesma opinião sobre séries de TV e sua venda em DVD. Não havia nada no mercado e era a única coisa que me interessava nesse formato. Agora vejam só o mercado que tem! Com novelas passa-se o mesmo. aliás: Até mercado para DVD as mesmas têm. Só burro não vê. Mesmo!

DONA BEIJA foi a última menção que ouvi em relação a Remakes. Não sei se vai para a frente ou não, até porque a questão dos direitos deve ser um obstáculo de respeito para contornar. Mas talvez não seja um obstáculo tão grande quanto aquele que existe para a REEXIBIÇÃO. É que espero por "D. Beija", a feiticeira dos Araxás, há mais de uma década.

Sendo propriedade da Manchete, uma empresa há muito falida, devem existir questões que tornam dificeis as reexibições dos produtos desta estação. Excepção feita para a novela "PANTANAL", não sei ainda bem porquê, quem adquiriu os direitos de exibição, mas é a única produção da extinta Manchete que ainda corre nos canais mundiais. ONDE PÁRA D. BEIJA? Porquê o público ávido não a pode voltar a ver?

Actrizes aspirantes ao papel de Beija, talentosas e com outras qualidades estéticas a que o papel obriga, até acredito que são inúmeras. Mas nada pode ser igual à magia que queremos recuperar na memória. Porque essa pertence àquela produção, àquela equipa, a Maitê, á sonoridade fantástica, aos figurinos e à direcção que resultou naquele produto. Outra Beija? Até pode ser. Mas antes, matem-nos a sede da original. Queremos "D. Beija" da TV Manchete no ar novamente! EM PORTUGAL!

LISTA DE ALGUNS REMAKES E MINHA APRECIAÇÃO:

1) Irmãos Coragem: comó já fiz parte dessa geração que não viu o primeiro, posso dizer que gostei, talvez mais pela fotografia do que por qualquer outra coisa, deste Remake.

2) Escrava Isaura: detestei. Não: de-tes-tei! Assim é que forneço o devido ênfase ao desapreço deste remake feito pela TV Record. Não é por ser aquele tipo de fã incondicional das novelas originais, ou das actrizes que viraram celebridade após um papel de sucesso. É por não ter mesmo gostado das interpretações. E aquela Isaura... brrrr! Que horror! Não aprecio quando uma actriz que faz um papel onde se tem de mostrar virginal, pura e inocente, tem ar de tudo menos isso! Esse trunfo reconheço e devolvo a Lucélia Santos.

3) Sinhá Moça: não gostei. Mais uma vez, a "culpa" está na protagonista. Mais uma vez, não me parecia inocente nem magnânima e uma cena em que supostamente a sua candura e gesto de carinho para com um escravo torturado o faz admirá-la, desaparece totalmente no remake. É forçado. Está no guião, conhece-se na história, mas não está no sentimento da cena. Atenção, adorei o protagonista masculino. Dalton de Melo esteve muito bem. Gosto mais dele do que de Marcos Paulo, que aliás, não gostei de ver neste papel pois sempre pareceu, mais em jovem do que agora, passar um ar de arrogância ás suas personagens que não combinava com o "Rodolfo" de Sinhá Moça.

English Version:
I now understand why remakes are done. In desperation for ratings, TV owners have interest in conquest the young public that have heard about this our that soap, but are to young to have seen them. A re-exhibition doesn’t offer the same promises as a re-done. The product is old, the age of the protagonists is much younger that actuality and also the technique used reveals a certain product age. Besides this, a remake will give it a fresh look, a modern one, with young faces from actuality that can after bring their success to other productions. Even those who what the re-exhibitions have curiosity in watch a new version. So, the profits are much more appealing than reruns.

I for myself have to confess I egger for reruns more that for new comes. I just love to go back and watch the same product I once enjoyed. I can recognize the flaws, the good and the bad that time has the ability to underline, but love it anyway.

In my opinion there’s a huge large marked for soap on DVD. It’s amazing no one starts profit from this! It stunning and dumb! I’ve once felt the same about tv-series, and now anyone can see the space they occupied in the stores and the success of them.

The last rerun I’ve heard there was some interest on making, is the mini-séries Dona Beija. I don’t know if is true or how is going but will be difficult to satisfy the public that connect the image of Maitê so much with the character. There’re lots of god talented young actresses for it, I’m sure. It could be a success. But, what about the original D. Beija? Where is this amazing passionate story of the extinct tv-Manchete? Why is it not rerun?

Pantanal, seems to be the only Manchete product that keep on being showed. I don’t know who as the rights for it but, bring us back D. Beija! And in Portugal!

My appreciation of some remakes:
1) Irmãos Coragem: I’m already part of the second generation and haven’t seen the first version, probably made in the year I was about to be born. But I liked this second one, more so for the amazing photography that anything else.
2) Escrava Isaura: Hated it. No: H-a-t-e-d! Let me give it the wright emphasis. This Tv Record version have poor acting performances and poor directing decisions. But what I hated the most was the leading female actress. I´m sorry for that, but is true. In my view is a very bad performance. But what I criticise even more, is the lack of innocence and purity of this “Isaura”. That credit I have to attribute to Lucélia Santos (the actress of the original Isaura).

3) Sinhá Moça: didn’t like it. Again, much of it goes to the leading female actress performance. She didn’t convince me as the character. Again, there seems to lack innocence and a naive posture to this supposedly virginal and inexperience young women. A doll face is not enough! There’s a energy in the eye, in the posture, that I miss. I couldn’t be happier about the male protagonist, thought. Dalton de Mello delivers a believable young man from that century and I enjoyed is performance much more that the one original performed by Marcos Paulo, who gave is Rodolfo a presumption or arrogance that the character was not suppose to have.

Read more...

face

    © Blogger template by Emporium Digital 2008

Back to TOP