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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Chorar como uma Maria Madalena

Vocês leitores não sabem mas eu pertenço àquela categoria a que os outros chamam de "Maria Madalena". Porquê? Porque verto água com facilidade quando vejo televisão. Sempre fui assim desde pequena, sendo alvo de alguma gozação e piadinha por ter esta sensibilidade que leva às lágrimas. Mas também, assim como  sei chorar, também sei rir, e é me ouvir a dar risadas quando outros não encontram a piada (ou não a alcançam) naquilo que estão a ver.

O que também não sabem é que nas últimas semanas, tenho chorado durante todo um episódio da novela Éramos Seis. O episódio inteiro... se alguém me vir logo depois percebe que estive a lacrimejar, mas não sabem que fico assim por assistir TV. Um dia dei por mim a perceber que não existiu um dia de minha vida em que a lágrima não estivesse presente, eheh. É como se fosse uma alergia de Primavera: é inevitável. O que às vezes não se consegue é controlar estas emoções em público, como nas poucas vezes a que assisti a algum espetáculo ou TV na presença de estranhos. Acho até que nem deveria me conter, acho que faz mal mas a verdade é que para não revelar essa sensibilidade que é algo tão pessoal, as lágrimas são rapidamente limpas com a manga da camisa, ou começo a olhar para o alto a ver se a coisa funciona... É curioso.

Enfim. Mas tudo isto para revelar a capacidade extraordinária que os produtos de ficção têm de mexer com as emoções e o quanto nesta novela em particular - Éramos 6 - isso tem acontecido. "Fartei-me" de chorar nos últimos episódios! E nem é porque aquilo é para chorar. É porque é muito emotivo. É humano. São sentimentos, fragilidades, receios...


Éramos 6 é uma novela da SBT datada de 1994, com uma trama familiar, numa adaptação da obra literária que Maria José Dupré brilhantemente escreveu em 1943, já adaptada anteriormente para TV três vezes. (1977, 1967 e 1958) e certamente continuará a ter essa distinção por largos anos. Quando a vi pela primeira vez, lembro de a achar ligeiramente parada. Mas não é. Eu é que era jovem e apreciava melhor acções dinâmicas. Uma novela destas é como o vinho do porto: com a idade fica melhor. 

De todas actualmente em exibição, esta é a que me agrada mais. Outras vejo também com interesse mas me proporcionam mais descontracção e menos emoção. Éramos 6 faz reflectir. Qualquer um se identifica com as questões ali abordadas. Eu vejo-a e penso no que seria viver naqueles anos 30, em São Paulo ou no Rio de Janeiro... ou aqui. Aqui tenho as minhas noções, as coisas mudaram mas não tanto assim. Aquele "Júlio" foi meu avô, bisavô, tetravô... Existiram muitas "Lolas" mas talvez não tantas quanto seria desejável e também algumas Clotildes, mais do que desejável, algumas Olgas, Emílias, Alfredos, Carlos e Julinhos... Enfim. Todas as personagens são reais. Deliciosas.

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terça-feira, 23 de abril de 2013

As personagens com as quais sonhamos ser nas novelas

Acho que é normal, no sub-consciente (ou nem tanto), quando as pessoas assistem a uma novela, terem personagens preferidas ora porque os actores são lindos, ou porque a personagem é maravilhosa, ou porque se identificam ou gostavam e ser como aquela «pessoa».

Se é verdade que nunca ninguém se revê no bandido, todos se gostam de rever nas «mocinhas» e mocinhos, nas heroínas romanticas e sofridas. Enquanto na adolescência, os jovens casais das novelas captam a atenção e fantasia dos jovens que os assistem, assim como provavelmente os casais mais maduros captam a atenção dos casais mais maduros. Cada qual fantasia um pouco. "Acho que eu sou um pouco assim" - pensam para si mesmos.

Ora, já alguém parou para pensar QUEM realmente seria numa personagem de novela? Vou buscar como exemplo Avenida Brasil. Todos gostariam de ser o Tufão, grande jogador de bola, ricaço a viver às custas do dinheiro amealhado, mas aposto que ninguém se revê nele por ser um grande chifrudo. Logo, não escolheriam essa personagem para se identificarem com ela. Talvez escolheriam Jorginho, mas mais uma vez, por ser jogador de futebol e um rapaz que pega todas e que se dá com todos. Mas o lado da maluqueira dele aposto que dispensavam. 

Na vida real, digo eu, se calhar é esse lado «relegado» e pouco atraente das personagens ficcionais aquele que se aproxima mais da pessoa comum. O homem que leva o chifre da mulher ( e que também dá), o rapaz doidinho da cabeça que tem todas as miúdas atrás dele achando que aquele tipo «problemático» é deveras atraente mas depois se cansam...

É surpreendente perceber quem «somos» nas novelas que assistimos. Por vezes não somos quem gostariamos ser. Não somos os personagens principais e sim, coadjuvantes. Não somos os mais jovens, somos mais velhos, ou não somos tão velhos, somos crianças. Gostava de colocar o DESAFIO de me dizerem que personagens acham que são e em que novelas. E pensem nas que preferiam ser. Experimentem e depois, contem tudo!

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domingo, 21 de abril de 2013

Momentos forçados *2 - Avenida Brasil

No seguimento dos "momentos forçados" nas novelas - todos aqueles que não batem muito bem, quem reparou que naquele quartinho de empregada da Nina só não é possível escutar o que se diz e faz lá dentro quando CONVÉM?

Exemplo1: 
Nina e Jorginho entregam-se em paixão ou então discutem alto, gritam. Nunca ninguém os ouve! Aliás, em todo este tempo, ninguém alguma vez deu conta do rapaz andar por aquela bandas. 

Exemplo2:
Quando MAX manda assaltar a mansão e Nina activa o alarme, depois esconde Lúcio no seu quarto. A sempre desconfiada e atenta Zézé nem aparece. Terá tido uma noite de folga ou foi mesmo falta de credibilidade na história? Nina já havia dito que o quarto dela era mesmo ao lado e ela tinha sono leve...

Exemplo3:
Quando Nina está a conversar com Max no quarto, falando alto, escuta a voz de Janaína gritando para que se apresentasse à patroa. Nina responde através da porta. Mas para escutarem os sons de Max lá dentro é que nada...

Exemplo4:
Carminha manda Zézé escutar atrás da porta a conversa de Nina com a irmã. Esta não tem muita dificuldade em as ouvir, tim tim por tim tim o que as duas conversavam no quarto, quase a sussurrar. Haja ouvidos!

Uns MOUCOS para não escutarem os sons da paixão e os gritos da discussão. Outros bem apuradinhos, para escutar uma agulha a cozer um tecido. Novelas...

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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Prémios revista CONTIGO!

A Revista "Contigo" (br) está a promover mais uma votação para eleger o melhor dos melhores em televisão de entretenimento, nas categorias de Melhor Novela, Melhor Actor, Melhor Actriz, Melhor ator coadjuvante, melhor atriz coadjuvante, melhor actor e atriz mirim e por aí fora... No total de 13 categorias, todas recaindo sobre as produções televisivas brasileiras, não só de programas da rede Globo mas de todas as outras networks também.

Eu já votei! Nas categorias que achei que podia, claro está, pois não tendo acesso a todas as mini-séries e prestações, torna-se injusto votar com base em critérios parciais. Mas todo a noção em si é um tanto parcial e sem sentido, pelo que mais vale «entrar na brincadeira». Aqui fica o link, caso apeteça ao leitor também dar uma opiniãozinha. E porque não revelar minhas preferências? Cá vão:

Assinalado com a cor rosa, surge a prestação preferida e a amarelo o piorzinho, porque sempre tem mais graça. Se concordar ou discordar, é favor comentar! :)

                                                                                      

    
    


   


 E é isto gente. Para alguns pode parecer injusto mas pesando o todo estas são as minhas escolhas. Um tanto injusto para aqueles cujas novelas não vi mas tendo em conta o "papelão" dos que vi e o todo do conjunto de personagens dos actores, deu nisto. É pra brincar...


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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Momentos forçados *1 - Avenida Brasil

Este post já está para sair faz tempo. A novela Avenida Brasil é das melhores que tem sido feita nos últimos tempos no registo contemporâneo mas, ainda assim, tem vários momentos em que a trama se desenrola com base em situações forçadas. Vejamos algumas sobre as quais tenho vindo a querer falar.

1- JORGINHO
E a sua memória prodigiosa.
Com que idade é que ele foi para o lixão? Eu digo: três anos. Mas ainda assim ele consegue-se lembrar da existência da mãe, do homem que seria o pai e também da casa, da arquitectura da casa, como das escadas, depois do cachorro... Como se não bastasse tudo isto, tem uma sorte para caraças: não é que descobre uma madrinha, depois o nome de baptismo e para cúmulo, no lixão está a sua roupa de bebé e o peluche, do qual se lembra. É aí que ele lembra que teve cachorro e como este era. Mas olhem só a sorte deste perturbado com o passado, que não acaba aqui. Ele logo de seguida entra em casa e está ali na sua frente um porta-retrato de Carminha, segurando o cachorro que ele acabou de lembrar. Associa logo uma coisa à outra. Isto é um momento forçado. Carminha rica ia guardar uma foto dos tempos em que era jovem e pobre a segurar um cachorro e ainda por cima mandar emoldurar no meio da sala. Tudo o que levou à descoberta de Jorginho foi forçado demais.

2- NINA
E a sua incapacidade de reunir provas incriminatórias mais cedo
Nossa! Com acesso a dinheiro, esperta, capaz até de se meter no meio de um sequestro sem ser detectada e ainda sair com metade do dinheiro que ia servir de resgate, é um feito! No entanto, a esperteza não lhe serviu para comprar um telemóvel com câmara de filmar... Tentou fotografar Carminha a beijar Max mas enquanto pressionava o obliterador, o momento passou! Tadinha... Teve de ralar mais 80 capítulos para conseguir alguma coisa. É que nem se lembrou de colocar minúsculas câmaras de vigilância nos locais de rendezvous dos dois namorados. Não tem cabimento.    


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terça-feira, 5 de março de 2013

Guerra dos Sexos - o remake

Ainda vai no 3º episódio mas já dá para tirar umas conclusões. O remake de "Guerra dos Sexos" é uma novela que se vê. Por nostalgia, por o povo gostar de se divertir. Mas em comparação à primeira versão não parece que vá conseguir divertir tanto.

O ENREDO em 2013
Primeiro, está um tanto desactualizado o próprio tema da novela. Isso de Homens de um lado, mulheres para o outro já não faz sentido nos dias que correm. A novela ainda assim podia explorar isso, mas restringindo esse preconceito ao universo laboral nas lojas Charlot. Julgo que "Roberta", de início uma «dondoca» dona de casa algo alienada do grosso dos negócios do marido, ao invés de entrar "a matar" nesse preconceito de género, assim como outras personagens femininas podia revelar uma atitude mais actual, apenas se vendo forçadas a «manter» uma mentalidade separatista em casos particulares. E as restantes personagens deviam manter essa postura no ambiente laboral, por receio e imposição do dono das lojas. 

Que o MACHISMO caracterize Otávio e seu sobrinho, ainda vá lá. Mas os restantes homens deviam ser mais liberais. Engraçado é que, na trama, as mulheres são mais de lados do que os restantes homens. Tirando estes dois, os restantes têm um pouco mais com que se preocupar, mas também, os restantes são quase todos núcleo pobre.

O AMBIENTE E ENVOLVÊNCIA
Após um excesso de planos de uma idosa polícia de trânsito (ainda se usa disso?) sempre a assoprar o apito frente às lojas Charlot, em termos de estética a novela segue um pouco a primeira, não fosse o director Jorge Fernando o mesmo e não fosse, se não erro, filho na vida real da "polícia de trânsito" eheh!

Em termos musicais pouco impacto se fez sentir nestes primeiros episódios. Algumas melodias mantém-se, como a da abertura e o tema romântico de "Juliana", embora já não na voz dos "Roupa Nova". Mas... e quem é que canta aquela melodia «pavorosa» quando aparece a personagem de "Nené"? Julgo que a voz é do próprio actor (Daniel Boaventura) mas ele que me desculpe se for e desculpe quem for, mas não gosto não...

E até agora, acho que ainda não vi (tirando a cena de Victorio) nenhuma personagem com um telemóvel. E que falta fez ele a "Nando", quando descobriu que tinha sido raptado pela «noiva em fuga»... A menos que tenha passado despercebido o instante em que a moça atirou o aparelho para longe da viatura, julgo mesmo que o motorista não transportava um "celular" consigo.

ACTUAÇÕES

Soberbo! Soberbo é como caracterizo a prestação de Tony Ramos como "Octávio". Cada vez que ele fala, acredito em cada palavra que diz. Tal é a autenticidade que passa, acredito mesmo que estou a ver uma pessoa que está convicta das ideias que transmite. Quando ele critica as mulheres, ele é autêntico em cada expressão e entoação. A actuação no conjunto é brilhante. Este é um actor de comédia. Tony Ramos já não me fazia gostar dele desta forma desde o tempo do hipocondríaco de "Bebé a Bordo" (que devia ter reprise, gente! Ele e muitos outros foram show nessa novela). Ele está tão bem neste papel, que "eclipsou" totalmente a lembrança do saudoso Paulo Autran na mesma personagem. Eu quero ver este. Este "Octávio". E nem lembro do outro... Acho que mais nenhuma outra personagem entra assim na trama, com uma força por si só. Aliás, logo na primeira fala quando "Octávio" reage ao ouvir o seu apelido mencionado no testamento do tio, Tony Ramos arrancou de mim a primeira risadinha. Logo ali e continuou cena adentro... Por isto tudo merecia um post só para ele.

Edson Celulari também tem bom momentos no registo de comédia. A primeira cena com "Roberta Leoni" (Glória Pires) teve química e prometeu algo interessante daí para a frente. Ele e Tony fazendo comédia sabem dar espaço um ao outro, dando e recebendo. Mas perfeito não está, acho que devia vincar mais o lado mulherengo do lado de pai. Lembro do "lado de pai" da personagem ser muito mais vincado na versão "Tarcísio Meira". 

O ELENCO
De resto, heis algumas «caras» que gostei de rever: Fernando Eiras (Dinorah), que acho que não via na globo faz um tempão, Marilu Bueno, que vai aparecer na mesma personagem a que deu vida na versão de 1983 - a governanta do "castelo" Charlot, a actriz andava pela TV Record fazendo personagens fantásticas e agora regressou a convite do director para fazer novamente a governanta, sendo a única actriz, que eu saiba, a participar nas DUAS versões. Depois surgem «rostos» novos ou menos conhecidos, que ainda pouco posso avaliar mas gostei do pequeníssimo momento que teve em cena Ronnie Marruda (Baltazar), que foi quase actor silencioso numa cena no escritório de Octávio, mas cuja presença física foi tão forte que se destacou aos meus olhos. Uma espécie de postura cómica sem abrir a boca...

Porém acho que ia gostar se outros actores que participaram na primeira novela pudessem, de alguma forma, participar nesta também, em género de «homenagem». Sei que «polítiquices» entre outras coisas influenciam quem é escalado numa novela mas a verdade é que o publico é saudosista e por vezes essa coisa de levar actores da «primeira safra» a fazer «perninhas especiais» na segunda é coisa que agrada. Como não faço ideia do que é feito de Mário Gomes, nem sei se tem compromissos com outra emissora, esse é um dos actores que gostava de ver aparecer por ali. Faz tempo que não se vê e foi memorável como "Nando". As pernas de Maria Zilda bem que também podiam voltar a aparecer por ali, e voltar a fazer humor com essa referencia recorrendo a planos bem generosos desse «dote» que tenho a certeza que a actriz conserva «nos trinques». E Lucélia Santos? Existirá outra actriz que consiga dar a uma jovem personagem um ar tão angelical e de menina quanto ela? Toca a meter ela aí também gente... São actores que gostaria de rever no ambiente desta novela.













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