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terça-feira, 23 de abril de 2013

As personagens com as quais sonhamos ser nas novelas

Acho que é normal, no sub-consciente (ou nem tanto), quando as pessoas assistem a uma novela, terem personagens preferidas ora porque os actores são lindos, ou porque a personagem é maravilhosa, ou porque se identificam ou gostavam e ser como aquela «pessoa».

Se é verdade que nunca ninguém se revê no bandido, todos se gostam de rever nas «mocinhas» e mocinhos, nas heroínas romanticas e sofridas. Enquanto na adolescência, os jovens casais das novelas captam a atenção e fantasia dos jovens que os assistem, assim como provavelmente os casais mais maduros captam a atenção dos casais mais maduros. Cada qual fantasia um pouco. "Acho que eu sou um pouco assim" - pensam para si mesmos.

Ora, já alguém parou para pensar QUEM realmente seria numa personagem de novela? Vou buscar como exemplo Avenida Brasil. Todos gostariam de ser o Tufão, grande jogador de bola, ricaço a viver às custas do dinheiro amealhado, mas aposto que ninguém se revê nele por ser um grande chifrudo. Logo, não escolheriam essa personagem para se identificarem com ela. Talvez escolheriam Jorginho, mas mais uma vez, por ser jogador de futebol e um rapaz que pega todas e que se dá com todos. Mas o lado da maluqueira dele aposto que dispensavam. 

Na vida real, digo eu, se calhar é esse lado «relegado» e pouco atraente das personagens ficcionais aquele que se aproxima mais da pessoa comum. O homem que leva o chifre da mulher ( e que também dá), o rapaz doidinho da cabeça que tem todas as miúdas atrás dele achando que aquele tipo «problemático» é deveras atraente mas depois se cansam...

É surpreendente perceber quem «somos» nas novelas que assistimos. Por vezes não somos quem gostariamos ser. Não somos os personagens principais e sim, coadjuvantes. Não somos os mais jovens, somos mais velhos, ou não somos tão velhos, somos crianças. Gostava de colocar o DESAFIO de me dizerem que personagens acham que são e em que novelas. E pensem nas que preferiam ser. Experimentem e depois, contem tudo!

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sábado, 14 de janeiro de 2012

Doce Tentação - 1ª semana


A prova de que "Doce Tentação" consiste num conjunto de conhecidas histórias recicladas pode ser vista logo no genérico da novela. É clara a alusão à Branca de Neve, à maçã envenenada e à bruxa má. Mas também pelas indumentárias dos protagonistas se tira a prova dos nove.

Tal e qual um Pedrito dos Alpes, Diogo Amaral, o protagonista masculino desta trama, vive algures numa zona remota, numa casa de madeira. É um rapaz (passado da idade) revoltado, pouco instruído, irado mas de bom coração. Diogo Amaral troca assim de papel com a sua namorada e desta feita é ele o «bronco» e pouco instruído do par romântico, papel que de resto já pertenceu a Vera Kolodzic na novela "Espírito Indomável". A sua personagem, tal e qual o avozinho da Heidi, tem o cabelo desalinhado, uma barba e bigode a condizer e veste sempre um colete. 

No outro lado está a protagonista feminina, interpretada por Mariana Monteiro. Trajando um vestido folhado sempre amparado por um corpete/colete com cordõezinhos, a roupa, a lembrar o próprio desenho animado da Branca de Neve, fica-lhe muito, muito mal! Além disso aqueles «espartilhos» parecem ser desconfortáveis, pois a actriz quando se levanta ou se movimenta tem de reajustar aquele coletezito. Esta má escolha de vestuário até retira credibilidade à personagem como aliás, já havia acontecido com a «Zé» de Espírito Indomável. É possível recriar a partir desse conceito mas saber fazê-lo bem é que marca a diferença. Espero que com o tempo reajustem aquela escolha patética de vestuário para uma versão modernizada. Para uma miúda caída do céu, que não tem roupa própria, foi logo criar um estilo de uma época remota e importada, cujas roupas não se encontram em qualquer loja de esquina por ai, ainda mais num lugarejo qualquer algures no país.

Mas não são só as histórias recicladas a fazer lembrar os contos de fantasia da Walt Disney e o respectivo plágio do vestuário que faz «pecar» Doce Tentação. 
Aos poucos vamos reconhecendo os rostos da maioria dos actores e percebe-se que bastantes deles fizeram também parte do elenco da novela "Espírito Indomável". Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove rostos... e mais um, e outro.... hi, tanta repetição! É demais. Tantos desempregados e a implorar por uma oportunidade e sempre os mesmos rostos. O exemplo mais flagrante é o de Pedro Lima. De  pobre e simples passa a «rico e instruído» mas o seu papel na história é repetir aquilo que fez na novela antecessora. 

Já aqui disse que a repetição não é tanto o problema tanto quanto é que o façam da mesma maneira e com as mesmas pessoas ou da mesma forma. 

Uma Casa na Pradaria? Séc. XVII? Não! Mas parece... 

Quanto às melhores prestações, esta primeira semana parece confirmar as primeiras impressões do primeiro capítulo desta história em que a Branca de Neve e o Pedrinho dos Alpes se apaixonam, mas a madrasta má não vai deixar!



Sofia Ribeiro, Miguel Guilherme, a jornalista e também Pedro Lima são os que melhor conseguiram apanhar as personagens. Aquelas duas pindéricas que fazem mãe e filha (Jessica Athayde e Carla Andrino) entraram numa linha muito estereotipada que francamente não gosto nem acho piada alguma. Pode ser que com o tempo ganhem "unha" naquilo mas agora.... que frustrante é ver sempre a mesma coisa. Carla Andrino que esteve tão bem como doméstica em Espírito Indomável deve pensar que está a fazer um sketch dos Malucos do Riso. 


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