Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Remédio Santo chega ao fim com escolha de final para o público

A levar em conta a informação no canto superior direito do ecrã da TVI, a telenovela "Remédio Santo"  termina hoje ou amanhã, se o canal considerar que a semana termina ao Sábado.


Uma novidade é introduzida nesta longa trama: o final fica ao encargo do espectador. Não sei até que ponto é que esta inovação será um marco na produção portuguesa de novelas, uma vez que a longevidade e o horário para o qual a novela foi empurrado tornou-a uma espécie de "assombração" na programação. 

Quem ainda assiste a esta novela? Decerto poucas pessoas, os seguidores mais resistentes. 



A novidade introduzida é que calha ao público escolher a identidade do assassino que, ao longo de praticamente um ano e meio, tem somado vítimas. Para o fazer basta votar, através de TELEFONE, em três possíveis candidatos: as irmãs maria, Evangelina e Sara

Com isto verifiquei o pouco entusiasmante que é já saber quais são as possibilidades. Mais nenhum outro pode ser o assassino. A coisa está entre estes três. E pode ser erro mas julgo que a escolha vai recair sobre Sara, caso seja de facto por votos que a decisão é tomada. Sendo o público a escolher, esta é a única personagem que não pertence ao núcleo cómico e as pessoas gostam de quem as faz rir. Sara é dramática, teve comportamentos recrimináveis entre outros tantos admiráveis.

Julgo que o "promo" foi pela primeira vez para o ar apenas na quarta-feira, a três ou quatro dias da emissão do final. Durante a novela surge em rodapé pop-up as três possibilidades, cada qual acompanhada de um número de telefone para o qual se pode ligar. Existe também o sorteio de 10000€, chamarizes que já vêm a ser habituais, mas o que me intrigou foi o dizer "prémio garantido". Será para todas as participações?

Adiante... 
Esperemos que, independentemente sobre quem recai a escolha, esta consiga ser bem justificada. Não há muito que adivinhar: trata-se de uma vingança perpetuada por quem se viu sem nada ou sem um membro familiar, que foi assassinado. Provavelmente esta será o «porquê» que sempre se quer entender. No caso das três irmãs Muleta Negra, nunca existiu uma explicação para a morte da quarta irmã, o que deixa o autor livre para criar um link que justifique a morte de Clarinha e todos os assassinatos. No caso de Evangelina, sozinha no mundo, também não e difícil de compreender que fosse uma assassina, embora sendo ela tão amiga e próxima de alguns membros da família assassinada, isso se tornasse pouco prático. Ainda mais estando grávida do filho de um Monforte. "Sara" supostamente era conhecida na Aldeia do Mundão desde pequena, onde se terá apaixonado por dois rapazes. Conheciam-lhe a família pobre, agora arranjaram-lhe uma irmã... caso seja a assassina aguardo que expliquem bem as suas origens.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Teresa Sousa Prado uma assassina?

A primeira página de uma revista dá a conhecer novos desenvolvimentos na novela "Dancin'Days".
Um deles é a morte de Francisco (Júlio César), assassinato pela esposa (Teresa Sousa Prado), que sabendo da sua infidelidade empurra-o de uma montanha nos Alpes.

Quando li isto não gostei. Não acho que o acto tenha a ver com a personagem. "Teresa" é uma das minhas personagens favoritas e transformá-la numa assassina parece exagero. A personagem é rica em muitas outras vertentes. Fazia mais sentido ser "Francisco" a matar "Teresa", já que dela está cansado e não suporta a sua presença por muito tempo. O mesmo artigo revela que esse foi o desfecho original de Dancin Days e ao ler isto fez mais sentido na história. A morte de "Teresa" iria também fazer os filhos reflectir sobre a sua relação com a mãe e as suspeitas que pudessem recair sobre o pai iriam alertá-los para o carácter do pai.


"Teresa" é uma  mulher que recebeu uma educação de família de posses, ela tem valores familiares. Está certo que existem socialites que já foram capazes de «eliminar» os companheiros sem pestanejar, mas neste caso creio que o amor aos filhos e os valores jamais transformaria Teresa numa assassina calculista e fria. Num momento passional ainda poderia ser mas parece-me exagero o planeamento. Até porque "Francisco" jamais partiria de férias com a mulher, tal como jamais o fez durante todos estes anos, a menos que isso lhe trouxesse a vantagem de usar a viagem como pretexto para ocorrer um "acidente" que vitimasse a esposa.


Mas vejamos o que os autores vão fazer para tornar esta história cada vez mais emocionante.

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Personagens trocadas em LOUCO AMOR



O episódio da novela Louco Amor de ontem (TVI) mostrou a morte de "Leonor" (Susana Borges) que morre assassinada em consequência da encenação de um roubo com vista a assassinar a tiro ora a própria Leonor ou Carlos (a mando de Rafael) ora Margarida (a mando de Patrícia).


E assim, numa suposta bala perdida que foi claramente intencional, desaparece uma personagem encantadora para ser substituída por outra. O final do telejornal da TVI anunciou hoje num trocadilho «ranhoso» que Luciana Abreu é a nova "cara que não é estranha" na novela Louco Amor. Ela aparece para... aparecer. E para atrapalhar ainda mais aquele romance sem sal e mal interpretado e escalado de "Margarida e Duarte". Mas por quanto tempo temos de ver aqueles dois a fingir que existem motivos fortes o suficientes para estarem separados até o último episódio?

Com a morte de Leonor, "Carlos" ficou de rastos. Foi o que todas as personagens comentaram, e mais que uma vez, para ver se acreditávamos. Embora "Carlos" não tivesse gritado, barafustado ou chorado mesmo no quente da situação, ainda assim todas as personagens reforçaram esta ideia. Não fosse Gi soluçar um pouco, nenhuma das personagens mais próximas da "defunta" mostrou esse tipo de consternação.

E Gi, coitada, dou-lhe razão nos seus argumentos, mas está no guião que a personagem tem de alienar aqueles que lhe são próximos e, ao que parece, nenhum deles estará na disposição de a tentar compreender e auxiliar sem a condenarem ao primeiro erro. 

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

A voz off no final das novelas - chamariz


A  novela da TVI terminou o episódio de hoje e surge a voz-off:

«Boa noite, juntos criamos a sua televisão, em português, com ficção nacional.»  - não precisei de ouvir mais nada para me lembrar que a novela Gabriela estava a dar na concorrência, estreando hoje.


Pouca coisa é por acaso e decerto que não foi por acaso que não foi para o ar aquele período enorme de anúncios publicitários entre novelas da TVI. A voz-off lá continuou a narrar a sua chamada de atenção:  «Já a seguir, Esperança vai regressar ao passado em Doce tentação» -   e foi mesmo logo a seguir. Não satisfeito, ao invés da voz terminar a sua despedida com a habitual e repulsiva frase: "Deixe-se ficar, vai ver que vai gostar", que me nauseabunda os sentidos ao ponto de mudar de canal imediatamente para me poupar à pronúncia destas melosas palavras, a voz ainda consegue mencionar que Remédio Santo se segue com os últimos episódios e reforça uma vez mais: «já a seguir, com Doce Tentação. Boa noite. Até já». E soam os primeiros acordes da música do genérico da terrível novela que é Doce Tentação.


São pequenos detalhes que vão passando para o espectador um pouco dos «bastidores» das audiências, do funcionamento da televisão. 
Até o próprio desfecho de "Remédio Santo" pode ter sido esticado (porque foi) propositadamente para coincidir com esta semana em que estreia na concorrência o remake de Gabriela, uma novela que possui um título especial, e sempre o ostentará. "Gabriela" é a razão pela qual a voz-off da TVI mencionou hoje que numa televisão feita «em português», convém distinguir que a TVI dedica-se à «ficção nacional». 

 Nota complementar 
Consultei as páginas das principais novelas da TVI e da SIC no facebook e não existem dúvidas: até online Dacing'Days tem a preferência. E não é de surpreender. É uma página mais dinâmica, que coloca perguntas aos leitores, interactividade com os actores e dinamismo. Os comentários revelam interesse, curiosidade e entusiasmo por parte dos leitores.

A página online da novela da TVI parece feita por alguém que não quer saber daquilo. Distante e fria, não apela ao espectador. Não descreve a trama, limita-se a publicar títulos com pouco mais de três ou quatro palavras. Por vezes o destaque nem menciona o nome da personagem. Nem sempre dão destaque ao principal da trama, os posts são pequenas imagens com hiperligações para o episódio no site oficial e nem sempre estão actualizados. Nenhum dá um "cheirinho" do que para aí vem - coisa que já se conhece pelas revistas. Os comentários são essencialmente SPAM. 
 Ao não colocar questões ao público (big, hudge mistake - como diz a mítica personagem de Julia Roberts no filme Pretty Woman erguendo os sacos de compras numa loja em Rodeo Drive da qual foi expulsa como cliente) estão a declarar um desconhecimento atroz sobre os gostos do público e as tendências das novas tecnologias. 

Os posts pouco entusiastas da página oficial da novela Louco Amor da TVI remetem para o leitor a obrigação de se informar, (só têm «título» e está em falta uma breve descrição do acontecido), deixa a dedução para o leitor (impondo-lhe o conhecimento da trama) e a explicação, para o link na still photo.

Mas estas explicações, vão de graça!



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domingo, 9 de setembro de 2012

Onde já vi isto antes? - as semelhanças entre "Por Amor" e actuais novelas

Um momento de nostalgia que me remeteu para os posts sobre a novela da Globo "Por Amor" (1997) fez-me perceber que esta novela e o actual remake de Dancin Days ou mesmo a portuguesa "Louco Amor" têm muitos temas em comum. Ora vejam:

Homossexualidade no casamento:
Rafael e Virgínia (Por Amor) - Aníbal e Áurea (Dancin Days)

A matriarca autoritária e controladora:
Branca (Por Amor) - Teresa (Dancin Days)

Imaturidade no casamento jovem:
Marcelo e Eduarda (Por Amor) - Gui e Mariana (Dancin Days)

O marido infiel com amantes interesseiras:
Arnaldo (Por Amor) - Francisco Sousa Prado (Dancin Days)

Atracção pelo companheiro da melhor amiga:
Flávia e Atílio (Por Amor) - Gi e Carlos (Louco Amor)

A paixão obsessiva:
Laura (Por Amor) - Patrícia (Louco Amor)

E para matar saudades, aqui fica uma deliciosa cena de "Por Amor" em que as consequências da obsessão doentia de Laura resultam num desfecho que podia ser trágico.  Uma excelente interpretação de Viviane Pasmanter, que  em nada fica a dever à «nossa» ciumenta "Patrícia", tão autenticamente interpretada por Sara Prata na novela portuguesa "Louco Amor" (2012 TVI).


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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Tomás (eles existem!) - Louco Amor

Em novelas reproduzem-se muitas histórias que despertam emoções ao espectador, mas aquelas que nos tocam em especial são aquelas que, de repente, percebemos que podiam ser as nossas. É por isso que enquanto adolescentes a ver novelas, nos centramos nas personagens jovens e suas paixões e problemas familiares e não tanto nos amores e dissabores das questões laborais. A menos que se passe por isso,    directa ou indirectamente, já em jovem idade, uma mensagem sobre o universo laboral está para quem ainda não passou por isso apenas entre o "bem" e o "mal", o "correcto e o errado", faltando a experiência. E é por esta razão que hoje vou destacar a personagem "Tomás", da novela Louco Amor (TVI). 

Recentes cenas que foram para o ar fizeram-me perceber que já tive um "Tomás" como colega de trabalho. É o tipo de indivíduo engatatão, que lança charme a todas as mulheres que lhe aparecem pela frente, diz abertamente que só lhe interessam as jeitosas mas até as que diz serem trambolhos espera que se rendam ao seu charme e se derretam com as suas frases pirosas e opiniões sempre críticas. Quase sempre este tipo de profissional entrega-se a uma função individualista, onde só ele possa comandar e detesta ter de responder seja a quem for. Funções simples que não exijam grande raciocínio, só técnica.  Espera sempre ser ajudado e queixa-se frequentemente, mas dificilmente se disponibiliza a ajudar, a menos que tenha algo a ganhar. Não tolera escutar ninguém dizer nada sobre o trabalho ou sequer admite a alguém esse direito e apresenta-se logo como o melhor no seu campo. E quando cisma com alguém, nada o faz parar. Podem passar anos, o seu intuito nunca desaparece. 

Nos últimos capítulos da novela "Louco Amor", Tomás está a tentar expulsar Gi da empresa e para isso pretende que todos pensem que ela é má profissional. Lá vai fazendo os seus comentários depreciativos mas o estratagema mais recente foi retirar do lugar os microfones que esta havia guardado, para depois a poder acusar de ter falhado e colocado a empresa em risco, e assim se sentir no direito de exigir que Gi não volte sequer a dar a sua opinião sobre qualquer coisa que diga respeito à sua função. "Comigo as coisas nunca dão problemas. Ontem com a Gi deram" - diz numa calma fria. Ele também já havia sabotado o quadro de electricidade causando danos de milhares de euros e depois também se recusou a ajudar a servir às mesas quando o trabalho ficou mais intenso e faltaram "mãos" para a quantidade de clientela. "Não. Eu não aceito ordens tuas." - foi logo o que o empregado disse à supervisora, num tom prepotente e arrogante. Além disso, está a fazer chantagem com uma rapariga e é capaz de formar alianças para destruir alguém.

Este "Tomás" da ficção encaixa-se perfeitamente no Tomás da realidade. Que crápula, não é mesmo? E é nisso que as novelas fazem sentido. Ás vezes diz-se que nas novelas tudo é exagerado, mas isso não é verdade. A ficção imita a realidade, até no absurdo. Além de mau profissional, anti-social, criminoso, ambicioso e mulherengo, tem também algo de psicopata, pois "Tomás" sentiu-se satisfeito ao provocar a morte de um outro rapaz. Ele não olha a meios para atingir os seus objectivos, nenhum deles honroso. 


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