Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Doce Tentação - Estreia com primeiras impressões

Estreou na TVI a nova novela que é a aposta da estação: DOCE TENTAÇÃO. E pergunto:

Porque é que os começos de novelas são tão mauzinhos?

E porquê são quase sempre os mesmos «jovens» actores a protagonizar as histórias?


Pouca segurança na interpretação, pouca noção da personagem, algum exagero, clichés, Virgílio Castelo a voltar a aparecer só para morrer, lágrimas que nunca se vêm e sofrimento muito mal fingido. 

Mas existem alguns que entram «mais» bem: são eles o actor que fez “Duarte e Companhia” (Luis Vicente), o eterno António (Miguel Guilherme) de “Conta-me como  foi”. Sofia Ribeiro (Francisca na novela) e uma miúda cujo nome da personagem não apanhei mas que faz de jornalista. Foram mais naturais e credíveis, fugindo um pouco a protótipos muito antes vistos. Deixaram conteúdo no ar e fugiram a uma primeira aparição um tanto crua. Mas será o tempo a dizer o resto. Novela é assim…

Mas aqui ficam as primeiras impressões.

Daqui a uns meses botam mais mão nisto. Mas os começos… são uma decepção. Se a história não for forte para intrigar o espectador chega até a ser patético a forma repetitiva, previsível e crua com que nos apresentam a trama. Não é só pela interpretação, mas principalmente pela forma como a novela é dirigida, com cenas e planos previsíveis e mais do que vistos. Ventanias que chegam do nada como que premonições… histórias repetidas muitas vezes e, pior, da mesma forma, cansam!


Não vai demorar muito tempo até as novelas nacionais começarem a sofrer do mal das brasileiras globais: as fórmulas são todas as mesmas e as histórias perdem também por isso o interesse.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um rapto na Novela

Era bom que assim fosse!

Na novela Remédio Santo, Sara rapta a filha à porta da escola, usando clorofórmio para a entorpecer e foge rumo à fronteira no carro roubado à patroa Violante.

Horas ou minutos mais tarde, a patroa dá conta do roubo e telefona à polícia para o participar.
Depois Celso, pai da menina, recebe um telefonema da ESCOLA a perguntar pelo PARADEIRO da filha, que tinha sido vista à porta da escola a falar com a mãe, junto a um carro.

CELSO telefona para a polícia e faz de imediato uma participação de rapto. Ninguém viu que a menina partiu com a mãe, muito menos percebeu a forma como isso aconteceu.

Não faço  ideia como se participa um rapto ou como é a acção da POLÍCIA, mas DUVIDO MUITO, ainda mais neste país burocrático e tecnologicamente atrasado, que a coisa possa passar-se COMO NA NOVELA. Aqui se seguem as dúvidas:

A polícia aceita POR TELEFONE sem documentos ou testemunhas uma participação de rapto?
A polícia faz bloqueios na estrada antecipando-se em distância à fugitiva?
A polícia apenas com uma participação por telefone (vamos supor que entretanto Celso passou por uma esquadra) manda imprimir as fotografias das pessoas desaparecidas?
A  polícia avista um carro que fica parado à distância na estrada e não acha suspeito ao ponto de averiguar?
A polícia algema Sara depois de a apanhar a tentar atravessar a fronteira e quando chega outro veículo, continua a algemar sem alertar a pessoa para se afastar? (Podia ser um agressor)
A polícia deixa que Celso, que é quem chega de carro, corra em  direcção à filha e a agarre sem provar a sua      identidade?

Ou seja: a história é toda muito bonita e nós gostamos de ver coisas que funcionam tão bem, mas é pouco autêntica. Tomara que não fosse! Tomara que qualquer criança raptada pudesse ser socorrida com esta eficácia. Tomara... que a polícia se antecipasse na fronteira, que a participação fosse rápida, que chegar à fronteira não fosse fácil de acontecer antes mesmo de se dar conta de um desaparecimento.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Apagão Analógico - RIP a 12 de Janeiro

Está a aproximar-se o dia em que as EMISSÕES de televisão no formato analógico vão MORRER.
A 12 de Janeiro de 2012, em todo o Portugal Continental, a forma tradicional de assistir televisão DESAPARECE, para sempre. Assim o dita uma norma europeia. E será substituída pela televisão Digital Terrestre (TDT). A mesma coisa, só que mais lucrativa para quem a controla!


Esta substituição do analógico para o digital é inevitável, mas causa alguma estranheza. É como ter de dizer «adeus» ao conforto da «velha lareira», que vai ser substituída por um qualquer aparelho aquecedor eléctrico. E será que gera uma onda de calor equiparável ao de uma lareira?



O apagão analógico dita o fim da televisão que crescemos a ver. As próximas gerações, e mesmo estas, não imaginam a simplicidade de ver televisão com uma antena no telhado para receber o sinal de ondas hertezianas do emissor e um televisor para as exibir. Falta-lhes a "parnafenalha" toda que entretanto se associou ao hábito. E a evolução para o digital está a eliminar o equipamento analógico. Mesmo não existindo playstations, X-box ou Wiis nos anos 80, surgiram os Atari, os Timex, os Spectrum e outros computadores de ligar à televisão, cujos jogos eram carregados via analógica através de uma cassete normal (agora extintas). Estava-se já a evoluir da «lareira» para o «aquecedor eléctrico».

E o «aquecedor eléctrico» implica outros cuidados, requer o consumo de mais energia, dura menos, necessita de ser substituído com maior regularidade, precisa de upgrades e manutenção, é um investimento contínuo e mais dispendioso que a «lareira», que para funcionar só precisa de uns troncos de madeira.

Bom, brincadeiras à parte, a televisão analógica serviu muito bem os lares Portugueses e o seu desaparecimento merece uma referência. Tem de se aceitar o progresso e as coisas «boas» que o digital pode proporcionar, mas como suporte de registo é algo em que não confio. Não parece que seja tão vantajoso quanto a película magnética, essa invenção «analógica» fantástica, que nos permite 120 anos volvidos, ainda ver os primeiros filmes dos irmãos Lumière (1895), ou as primeiras animações (ler link). A película magnética é recuperável, se danificada numa secção, salvam-se as outras e é um processo mais envolvente, mais emotivo. E rápido! O digital... ?? Um erro apaga tudo, um azar, apaga tudo, um risco, apaga tudo, um abanão, destrói tudo...
Mas vamos a ver! Há que ter fé e acreditar que se evolui também para coisas boas, que superam eventuais perdas. Uma CERTEZA porém o DIGITAL nos traz: é excelente para «extorquir» milhares de euros extra aos cidadãos, que têm de pagar um equipamento descodificador, uma box, canais de televisão em sinal fechado e sei lá mais o quê... Um crescendo de zumbidos electricos pela casa lol!

Este AUMENTO de aparelhos e caixinhas electrónicas além de produzir mais ruído, também produz mais lixo, o que é mau para o ambiente. Produzem-se milhares de aparelhos de plástico que vão ser constantemente substituídos por outros mais avançados, mais novos, com um design diferente ou características mais específicas às necessidades do utilizador. E, claro, todos estes extras, geram dinheiro, porque custam dinheiro e tudo se paga!

Mas não vou alongar-me nesta «homenagem» de despedida às EMISSÕES ANALÓGICAS.

RIP (rest in peaceTV analógica. Foste a melhor e lamento que vás partir!

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Remédio Santo - o segredo do pavimento

Ah,ah,ah!

Quer dizer que a coveira esconde debaixo da terra os pertences que rouba aos cadáveres!
Por isso vive à janela a gritar aos automobilistas, que não quer que estacionem em cima do pavimento...

Sei que estou em falta nos comentários a esta trama e à que passa na SIC. É aguardar...

Mas vou já expressar o meu palpite para a identidade do Assassino: é a filha da Espanhola

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sábado, 26 de novembro de 2011

Laços de Sangue arrecada Emmy em NY

É oficial! A novela portuguesa  «Laços de Sangue», escrita por Pedro Lopes, venceu um Emmy atribuído pela Academia Internacional das Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos na  categoria de  «Melhor Telenovela Internacional», batendo a brasileira Araguaia, da TV Globo (o que não é um grande feito) e outras duas concorrentes, "Contra las cuerdas", da Argentina e "Precious hearts romances presents: impostor", das Filipinas. É a segunda vez consecutiva que Portugal vence o prestigiado Emmy, algo inédito até hoje. Portugal vê assim reconhecida a qualidade da ficção portuguesa.

A 39ª cerimónia dos Emmys decorreu em Nova Iorque esta semana, tendo sido apresentada pelo actor Jason Prestley.







Convém frisar que a novela "da nossa gente" é uma criação da SIC em parceria com a SP Televisão (responsável por "Conta-me como Foi") e a TV Globo (supervisão de textos de Aguinaldo Silva e alguma direcção de actores ex: cena da queda das crianças ao rio).

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Homenagem a Adriano Reys

ADRIANO REYS
(20/7/1934 - 20/11/2011)

Vimo-lo no écran da TV nos anos 90. Adriano Reys destacou-se no papel de Barone, na novela "Barriga de Aluguer" (1990). Embora nós, público mais jovem, o estivesse a «descobrir» nessa altura, o ator, então com 56 anos, já havia tido outros momentos altos na televisão.




Ele foi o melhor amigo e concelheiro de Marco Aurélio (Reginaldo Faria) na novela "Vale Tudo" (1988), onde interpretou Renato, homem de muitos affairs, dono de revista de moda, amigo dos seus funcionários, entre os quais se destacava Lídia Brondy, como a jornalista Solange, namorada de «Afonso» (Cássio Gabus Mendes). 

Habituado a que lhe fossem dados papéis de homem de posses, Adriano Reys volta a ter uma personagem do núcleo rico na novela "Mulheres de Areia" (1993). Aqui volta a interpretar um homem integro, amigo e confidente, algo semelhante ao "Renato" de Vale Tudo, exceptuando que aqui é pai de família e não um solteirão convicto e bon vivant. Apesar de rico, o seu "Barone" (excerto de vídeo aqui) era um mau-carácter, um médico de sucesso mas que se revelou fraco e covarde.

No ano seguinte volta a fazer uma participação especial como médico na novela "Quatro por Quatro" (1994). Ele é Meirelles, o nome que atormentava Bruno (Humberto Martins). Embora a novela fosse de comédia, Adriano fez parte do núcleo dramático, tendo a sua personagem sido responsável por um assassinato. Mas Adriano tinha uma veia cómica que deixava transparecer e, depois de passar pela novela luso-brasileira "A Idade da Loba" (1995) interpretando um galã de meia-idade, foi parar a Kubanacan (2003), num papel cómico. Fez mais três novelas.


Adriano trabalhou sempre, fez cinema, teatro e televisão. Nasceu no Porto (sim, cá em terras tugas) e mais informações sobre a vida pessoal e a pessoa encontram-se neste link. A não perder.

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