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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
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sábado, 11 de junho de 2022

Tiraram a paixão (remake Pantanal)

 No episodio de hoje Guta confronta obpai com a existência da sua segunda familia. Ela desbobina tudo sobre a forma como descobriu: quase foi para a cama com o irmão.

Porém neste remake Guta não se mostra apaixonada. Diz que descobriu mesmo antes de ir para a cama com ele e que fugiu, ele nem ficou sabendo.

Se bem me lembro da versao original, o sofrimento de Guta deriva de ter se apaixonado de verdade por um homem, ser correspondida e aos poucos acharem muita coincidencia que os pais tinham coisas em comum. Quando se descobrem irmaos ficam.arrasados.

Mas AMBOS decobriam juntos. E Guta ia provocando Tenório, mandando indirectas, fala que sabe que ele tem outra familia mas nao diz logo como o descobriu.

No remake Guta perde força e vantagem. Afinal ela so queria ir para a cama com.um gajo. Não existia amor.

Mataram a paixão nesta versão.

Mas andam a anunciar que esta novela e sobre o AMOR. O AMOR é que move tudo.

Outra coisa que, por comparação, achei que ficou muito aquem foi toda a cena de Jove ser mordido pela cobra. Para que cobrir o rapaz de folhas ate lhe taparem o rosto e corpo? Para que mostrar o velho do rio? Ficou muito enrolado mesmo ao estilo Globo.

E o velho do rio? Aparece porquê? Na primeira novela esta era uma figura muito enigmatica. So aparecia quando queria. Aparecia quase como espirito. Com cenas que cortavam para o seu rosto em perfil. Era misterioso. Ao mesmo tempo intimidava.

Acho este velho do rio mais fraco nesse aspecto.

Jose leoncio tambem me pateceu bem mais tranquilo aquando recebe a noticia de aue o filho sumiu e provavelmente esta morto. 

Gosto de ver a novela mas o que de mais valor existiu na manchete - é o que estão a negligenciar mais na globo: a emoção que motiva as personagens. E a forma de o mostrar.

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sexta-feira, 10 de junho de 2022

REMAKE PANTANAL

 

Está no ar na SIC, no "belo" horário da meia-noite. 

Ao contrário do que pareceu ser a previsão de uma maioria, aquando a notícia de que a Globo ia fazer um remake da clássica Pantanal (Manchete) não achei que ia "estragar um clássico". Não achei que ia fazer pior e falhar. Temi, no máximo, que não conseguisse desligar-se daquele "padrão Globo" - que faz todas as personagens parecer que sairam de um salão de beleza e enquadra os planos de uma história quase sempre da mesma maneira. Tirando esse temor, achei que podia dar certo. 

Depois começou a debater-se qual versão seria melhor. Mais uma vez, impor que uma tem de ser melhor que a outra, não faz sentido. Comparações são naturais de surgir. Preferências na forma como se mostra uma cena ou um ator interpreta uma situação. Mas definir que só uma pode ser boa é muito limitado. É a mesma história, mas recriada em épocas distintas. Ambas podem ser boas. 

E não é isso que se quer? Ter uma história bem contada?

Romeu e Julieta, Amor e Preconceito - há histórias contadas vezes sem conta e não é por isso que perdem para o seu original - perdido no tempo. 

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

A primeira impressão começa pelo genérico (abertura). Gostei. Recorre à tecnologia que não estava disponível na altura, é todo digital mas está ali escarrapachado o Pantanal que a história quer contar. Pegaram a música do grupo Sagrado Coração da Terra - Pantanal, deram uma re-leitura e temperaram as imagens com essa melodia. Está bem feito. Não temos mais a mulher nua a virar onça - mas não tem importância. Está um genérico contemporâneo. Qual o melhor? Mais uma vez, essa questão não faz sentido. São ambos bons e cada qual pertence ao seu tempo. Se for a ponderar todos os "ses" - vou dar mais valor ao primeiro. Porque TUDO na primeira novela foi mais DIFÍCIL de fazer. Foi um trabalho pioneiro, arriscado, desconhecido. Filmar no Pantanal? A Globo recusou a novela por isso. Portanto, nada nem ninguém pode retirar da Manchete e da novela de 1991 esse marco, essa conquista. 

Se para a versão de 2022 muitos atores lutariam para ter um papel nesta novela, é porque ela já vem com o rótulo de "vencedora". Mas em 1991 ninguém fazia a mínima ideia de como a novela ia singrar na opinião do público. A verba era reduzida. O patriocínio difícil. O amor à arte, a visão de um realizador, o acreditar com paixão na história, o empenho de actores - levou-a para a frente.

Preocupações que não existiram para a versão de 2022. 
A novela mais recente já sabe que vai ter um guião de sucesso. Tem até as cenas todas filmadas, a posição das cameras e dos atores em determinados momentos - que já constatei ser, em muitos casos, um copy-paste das decisões tomadas pelos realizadores há 31 anos. 

Trinta e um anos gente! Nossa! O tempo voa!

Nesse tempo, o que realmente quero saber é COMO ESTÁ O PANTANAL?

Se na altura já se falava na importância de preservar aquele refúgio ecológico, o que lhe aconteceu nesse tempo?

Pelo pouco que a nova versão mostra da zona, sinto-me desapontada. Não vejo o esplendor, a peculiaridade da natureza. Vejo mato. Igual a mato em qualquer outro lado. Aquela cena fantástica que o Jaime Monjardim nos mostrou no seu "Pantanal", da ponta do barco a cruzar as águas e subitamente as cores das mesmas vão mudando para o vermelho, laranja, amarelo, dourado e transparente, até bater no areal... não vejo mais. 

Não vejo as garças a voar. Não vejo o crocodilo a espreitar nas águas. Não SINTO a presença da natureza nesta segunda versão da novela. Em imagens filmadas do céu, sim, dá para perceber a magnitude da área. Mas rasteirinho.... nada. Tudo seco. Sem vida. 

Numa cena em que Juventino diz ao pai que quer ir visitar o Ninhal - este lhe responde que o ninhal ainda existe mas não é nada daquilo que era há uns anos. Juventino pergunta como era antes. E a descrição é mais grandiosa. 

Sinto que este diálogo representa a realidade do Pantanal, 31 anos depois do que já foi uma altura de alerta máximo e consciencialização. 

Isso é triste. 
............

Voltanto à novela, acho que tem momentos chave em que a escolha fica aquém do impacto do original. Vi a cena em que Juma rouba as roupas de Jove e Guta. Essa cena, que impunha alguma nudez, parece ter recebido um grau de censura maior. Ficou muito fraquinha. Não que quisesse ver os atores nus - queria mais autenticidade nessa nudez. Queria sentir o embaraço de Guta - ao invés disso estava bem desembaraçada. Queria perceber o interesse de Juventino com um plano próximo de rosto e um certo "olhar". Queria perceber que Guta nem se deu conta disso. Mas nesta versão ela até brinca que sabe muito bem porquê ele rondava a casa de Juma. Jove até lhe pergunta se ela está com ciúmes. 

O que sinto falta nesta versão são esses detalhes que enaltecem o sentimento vivido na altura. O olhar, a cumplicidade, o embaraço. Não basta reproduzir com detalhe a posição com que o casal faz amor nas águas e conversa à beira-rio. O que importa é a forma como essas emoções nos são transmitidas.

Outro exemplo no episódio 30 é quando Leôncio, que viajou a negócios, recebe no hotel um telefonema da fazenda. Na primeira versão, sempre me surpreendi porquê o actor decidiu entrar "em pânico" assim que foi pegar o telefone. Ele próprio diz: "desembucha logo! Aconteceu alguma coisa com o meu filho?" - parece que estava a adivinhar. Agora percebo. Ele SABIA que só algo muito grave ia fazer com que a fazenda o contactasse. Logo, ele ADIVINHOU. A sua preocupação anterior com o filho em ir sozinho para o Ninhal e aquele telefonema... ele ADIVINHOU.

Nesta versão faltou esse "pânico", essa certeza que não queria ser confirmada mas vai ouvir o que receia, o horror nos olhos do pai que perdeu seu pai sumido nas matas e agora perdia o filho da mesma forma... A dor, o trauma a regressarem ao coração e à emoção. 

E eu que nem gostei muito da interpretação do Leoncio original, vejo agora que aqui ele foi precipitado mas entendeu bem o seu personagem. 
 

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quarta-feira, 8 de junho de 2022

VAMP - novamente no ar em Portugal

 


Vamp é uma novela escrita por António Calmon e foi para o ar em 1991. É uma comédia com vampiros. Está de volta em exibição no canal Globo Portugal. 

Está a ser uma delícia revisitar a história e as performances. Impossível não soltar umas risadas com o ridículo vampiresco. O fracasso das tentativas em morder pescocinhos e as tiradas fantásticas e canastronas. Destaque para Octávio Augusto e Patrícia Travassos - responsáveis pelas personagens mais engraçadas da trama a quem dão uma interpretação cheia de detalhes humorísticos. 


A família "do bem", os Rocha, são uma seca - vistos sobre uma lupa do tempo. Nada mais natural - as personagens certinhas são quase sempre assim. O capitão "lobo do mar" que parece pouco ou nada familiarizado com a arte, sempre correcto, armado em Popey tendo como parceira a sua "Olívia Palito" - Carmen, interpretada por Joanna Foom. 


E das crianças destaco a interpretação de Fred Mayrink - a quem calhou talvez uma das personagens do núcleo mirim mais complexas e ricas para interpretar. Acho que fez o "Pedro" de forma sublime, acima da média do que se via por ali - adulto ou criança.

O delicioso padre Eusébio inunda-nos com bondade e esperança. Características reconhecidas e valorizadas por "Jurandir" - intepretado por Nuno Leal Maia. Um bandido que se vê forçado a tomar a identidade de um padre para escapar de um bandido bem pior que ele. E que afinal, tem bom fundo. 

Natasha - a roqueira triste por se ter transformado numa vampira e Simão, o coalho - uma personagem da qual continuo a não gostar mesmo passados todos estes anos. Tem em comum com os Rocha a capacidade de falar muito sem dizer nada que não soe a propaganda. Aparece para esticar a trama quando falta tempo para desenvolver as principais. Toda a turma do circo não tem realmente qualquer finalidade na história, podia ser descartada. 


Tem o "anjo" Rafa - interpretado por Marcos Breda, que combate as forças do mal, aqui personificado por Vlad (Ney Latorraca). 

Uma história ainda bonita de se ver, que mantém o interesse exatamente pela crueza com que foi conseguia, pela forma declarada como se homenageia mitos da arte, tanto de filmes de terror como cenas marcantes de filmes e videoclips. É uma novela feita com leveza para divertir, despretensiosa e com efeitos especiais de quinta, que só a tornam mais divertida de assistir. 

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domingo, 30 de janeiro de 2022

Novela Por Amor: Lídia, Branca e Helena: As mães

 

Dizem que todas as mães são iguais. 

Na novela "Por Amor" Lídia era uma mãe que adorava os filhos. Branca era uma mãe que adorava um filho e hostilizava os outros dois. E Helena, mãe de filha única, fez de tudo pela felicidade da filha. 

Parece uma descrição de diferentes mães. Mas em muitas ocasiões o ditado de que "mãe é tudo igual" teve muito fundamento. 

Enquanto Branca escancarava que se intrometia na vida deles, Lídia negava sempre. Mas metia a mão na carteira do filho, bisbilhotava-lhe as gavetas e estava sempre a opinar sobre as suas namoradas. Além disso destratava Helena por puro despeito. Despeito pelo seu sucesso, pela sua posição, pela sua beleza, pela sua relação com Orestes e pela sua formação. Não dispensava uma oportunidade para a estraçalhar. 

Lídia é a personagem que mais me irritou a novela inteira. Por não se assumir, por não admitir a sua inveja, por estar sempre a lamentar-se que é velha e precisa de plástica mas depois meter a pau em quem podia realizar essas coisas. Ela gritava sempre com a família mas era um doce no emprego.    

Mais semelhanças ou diferenças?



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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Por Amor 25 anos depois: O que aconteceu às personagens?

 Vinte e cinco anos se passaram desde que a novela Por Amor foi para o ar. Facto que não é relevante para o assunto que vou abordar. Afinal, quantos anos tem o quadro da Mona Lisa? Os Lusíadas foram escritos há quanto tempo? Alguém conta?

O exercício interessante de se fazer é tentar adivinhar o RUMO que as personagens seguiram passados todo este tempo. Marcelinho - um dos bebés da história, já está homem feito, pronto para casar. E Eduarda, será a mãe babosa a ver o filho a subir ao altar e a ganhar o estatuto de "sogra". 

Vamos imaginar a vida de algumas personagens?


Marcelo e Eduarda:

Vivem juntos. Muito amadurecidos e confiantes um no outro. Ela forte, fortaleza. Ele amando mas com problemas de fígado. Que um dia lhe ditará o abrandar nos negócios. Os dois acabaram por ter mais uma criança - fruto de barriga de aluguer. Pouco depois adoptaram outra, cuja história trágica de como veio a ser órfã os impressionou. Consideram "Marcelinho" como um filho. O casal acabou por criar os filhos de Marcelo com Laura e Eduarda é tratada e amada como mãe de sangue. Trajano e Meg continuam muito presentes e são avós babados mas souberam abdicar da criação dos bebés com exclusividade. 

Helena e Atílio:
Vivem juntos. Criaram Marcelinho como o filho que sempre mereceram ter por perto. Souberam partilhar o afecto com Marcelo e Eduarda mas se tornaram os pais legítimos. Helena teve de enfrentar o escrutínio legal das suas acções o que fez com estoísmo. 


Marcelinho:

É um estudioso de arte e vive mais em Itália do que no Brasil. Ganhou do pai o gosto por mulheres, pelos prazeres da mesa, da carne e da arte. Muito boémio e bon-vivant. Mas por vezes é confundido. 


Rodrigo:
Fez carreira no cinema mas nunca produziu uma obra marcante. Vive dividido entre assumir o seu gosto por mulheres e por homens ao mesmo tempo. 

Irmã de Rodrigo: 

Foi estudar no exterior e se deu bem. Casou com um homem de boa posição social e reproduziu a harmonia no lar que presenciou no casamento dos pais na grande parte da sua duração. 



Milena e Nando:

Não sei porquê mas quero estes dois separados. Afinal, não há alegria que dure para sempre. Prevejo que Nando sofreu uma fatalidade súbita e inesperada e veio a falecer. Milena é agora viúva de marido muito amado. Como será que ela vai lidar com as emoções dessa perda? Infelizmente o casal nunca chegou a ter filhos. Nando não os podia gerar e o casal ficou de adoptar crianças mas não chegou a vias de facto. Quer dizer, chegaram a ter uma menina por uns tempos. Mas existiram complicações e acabaram por a perder o que os tornou relutantes em enveredar novamente nesse processo. 

Sandrinha:
Não sei que destino dar... parece-me mais provável que tenha aprendido alguma coisa da profissão da mãe e assumido o salão desta. Ficando ali mesmo, pelo bairro onde cresceu. Continua melhor amiga da sua amiga de infância. Mesmo esta tendo-se mudado para longe, outro país, o contacto é mantido ocasionalmente.


Orestes e esposa:

Orestes faleceu. Mas Lídia continua viva. Incapacitada de se movimentar devido a problemas de saúde. Vive na parte de cima do salão, cuidada pela filha, nora e antes disso, filho. Ficou devastada com a morte de Nando e teve um enfarte, o que a tornou incapaz de continuar a exercer a profissão na velhice até mesmo incapaz de falar claramente. Prefere o silêncio. Vive a querer esquecer a vida, a amargura, os arrependimentos, a sua condição física tão limitada e dependente. É frequentemente visitada por Milena mas a perda que ambas sentiram faz com que esses encontros fiquem mais raros.

Sandrinha dedica todo o tempo a trabalhar duro como viu a mãe fazer e não se casou com nenhum dos muitos namorados. Não vê uma relação de casamento como o seu objectivo, já que casou cedo e cedo se divorciou de marido que se verificou um aldrabão que a roubou e abandonou. Daí adiante ficou mais parecida com a mãe e como principal cuidadora desta, divide o seu tempo entre o salão e os cuidados com a mãe inválida.

Milena faz ocasionais viagens mas de pouco adianta. Vai tendo relacionamentos fugazes e procura um "Nando" em todos os cantos. Vai acabar por se deixar seduzir por um jovem de 26 anos que conhece em Angra e em tudo a faz lembrar o seu jovem amor que virou seu marido. Ela não vai resistir ao jovem playboy e vai dar em cima dele, se deixando usar.


Gostaram destes enredos?
Que mais história iam inventar?


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domingo, 16 de janeiro de 2022

De volta à vida!

 Prometi que regressava e aqui estou eu. 

Sete anos parece-me um óptimo tempo de interregno. Sete são os dias da semana. Sete são os principais shakras. Sete é um número que termina e recomeça.

Irei voltar a falar de telenovelas, artistas, histórias que nos emocionaram. 

A "próxima vítima" será a novela Por Amor, estrelada por Regina Duarte, Gabriela Duarte (um show de interpretação), António Fagundes e muitos mais. Que tal relembrar a trama principal e as muitas inter-histórias que Manoel Carlos nos trouxe com mais uma Helena? 

Será esta a melhor novela do autor?

Dê a sua opinião.

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