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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

A importância dos BONS atores e as pessoas CERTAS no papel certo.... (AVENIDA BRASIL)


O rapto de "Carminha" na novela "Avenida Brasil" ocupou grande parte da novela a semana passada e proporcionou os momentos mais hilariantes de sempre. Quando ela manda vir com os bandidos e após perceber que o condutor do carro de fuga podia enfartar a qualquer instante e o outro não sabia conduzir, dispara: "Mas que bandidos de merda!" , fiquei para morrer de rir! É que há que saber fazer... e ali sabem. O bandido "Moreira", actor cujo  nome por enquanto desconheço, também esteve brilhante no seu papel. E quando isto acontece... 

Voltei a refletir na importância de uma actriz/actor no seu respectivo papel. Ver Adriana Esteves a desempenhar a sua Carminha e pensar:
"Que bem que ela fez esta expressão! Que bem que ela muda de expressão! Que bem que ela sabe passar duas emoções opostas em simultâneo!" É que não é para todos. Requer prática e mesmo alguns com ela, não chegam lá tão bem. E Max (Marcelo Novaes) ao contracenar com Adriana, parece «morrer» um pouco ali, não desfazendo o talento mais que comprovado do actor, dei por mim a pensar: "ele podia ter roubado a cena deste jeito. Podia ter aproveitado este plano para inserir esta emoção..." Coisas até técnicas e chatas, mas que somando todas depois sai dali algo melhor, mais requintado. 

Ao mesmo tempo que constatava estas coisas, ia pensando na carreira e no quanto a profissão pode ser ingrata. Adriana Esteves entrou na novela "Meu Bem Meu Mal" mas depois recebeu fortes comentários negativos ao seu talento na representação na altura em que fez o papel principal da novela "Renascer". Diz-se que chegou a pensar em desistir e entrou em depressão. Depois voltou como protagonista em "A Indomada", num papel duplo, e  conquistou o público com uma postura mais madura. E claro, depois veio "O Cravo e a Rosa", e consagrou-se na comédia... Mas ainda teve "Sandrinha", em "Torre de Babel", uma miúda que era uma víbora mas desempenhava o papel de santa, só queria dar o golpe do baú. Que bom que foi deixarem-na amadurecer, porque o esforço valeu a pena: está ali uma boa actriz, pequenina em estatura mas GRANDE em talento. Ainda me lembro da sua estreia na novela "Top Model", no papel da adolescente "Tininha", que acaba grávida do namorado e tem de contar à avó que a criou o que lhe está acontecendo. Começou crua e cresceu para se firmar uma excelente actriz. Que bom para o público, não é mesmo? 

O resultado final de uma cena que consideramos perfeita, depende de muito mais que o talento de uma só pessoa. Na verdade depende da equipa toda, dos colegas, do realizador, dos câmaras, dos sonoplastas, do editor de imagem, dos figurinistas, do timming até... Mas cada vez que aparece essa "cereja em cima do bolo", é como deixar um rebuçado derreter lentamente na boca... de tão bom que é de ver.


Como antagonista desta vilã temos outra personagem bem escrita: Rita/Nina. Quando soube quem a ia interpretar o entusiasmo não foi grande, não por ter algo contra o talento da actriz, mas simplesmente porque espero sempre para ver, o mesmo acontecendo com Adriana. Por vezes são coisas insignificantes que contribuem para uma cumplicidade menor entre personagens que se querem antagonistas. Coisas pequenas, que não se identificam bem... mas gostava de ver menos maneirismos do passado, mais garra e ódio em "Rita", ainda mais porque optou por esse sentimento como rumo de vida. Daí a se transformar numa "Carminha" deve existir uma ténue linha... Quando se revolta, "Rita" só age quase sempre da mesma forma e só desabafa com uma pessoa. Algo não fica bem, vê-la o tempo todo educada e instruída, a ensinar todos na família de Carminha como vestir, o que é bom comer, o que é bom ler... é até enervante. Deviam existir ali momentos explosivos que ninguém entendesse... um misto de emoções. Afinal, ela escolheu a VINGANÇA como rumo de vida...

Porque o resultado de uma dupla em novela, seja de antagonistas ou de namorados, nunca pode ser 100% garantida... depende de muitos factores. Algumas duplas têm surpreendido e ficaram na memória televisiva dos que as viram, como "Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires)" em "Vale Tudo", Fernanda Montenegro e Paulo Autran em "Guerra dos Sexos", Fefé (Cristina Pereira) e Leozinho (Diogo Vilela) em Sassaricando....  Mas na verdade nunca se sabe. O resultado depende não só da cumplicidade entre actores, até porque muitas das vezes os melhores pares são protagonizados por pessoas que não se suportam,  depende também do mesmo conjunto que remete à equipa toda: desde os cérebros que escrevem as tramas, aos que as vão interpretar. Tudo conta. É ou não é isto fascinante?  

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Ivana e Max em Avenida Brasil


Episódio 31º da novela "Avenida Brasil" no ar.
Entra em cena "Ivana" (Letícia Isnard), que grita para o marido "Max" (Marcelo Novaes):

-"Neném! Ai Neném! Estou com saudade! Pitxuquinho!!" - tudo isto dito num tom de voz de bebé.

Ahahh! Ninguém agueeenta!

É que nem o pior dos vilões merece eheeehe! Ivana é insuportável quando fica "romântica". Em qualquer outra circunstância é uma personagem perspicaz, inteligente, mulher de negócios... Mas quando entra em "romance mode" LOL, é tortura pura. Max, que se casou por interesse, merece uma punição, é verdade, mas conviver com aquilo é um castigo constante. Beinziiiiinho!! Xuxxurriiinhoooo! Pitxuquinhoooo!! - a toda a hora. Mas porquê ele nunca lhe disse: "Amô, gosto muito de'ocê, ma mata essa vois infantiu si qué augo cumigu!"


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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Fernanda Serrano má actriz...


Segundo a TVGuia a mulher de Nicolau Breyner disse em público que Fernanda Serrano é má actriz.
(ambos contracenam como par romântico na novela Louco Amor)


Ahh,ah,ah! Se ela é má actriz, venham mais como ela!

E assim se percebe quem está em casa consumida em ciúmes provocados por cenas românticas na ficção...
Enfim, são coisas que acontecem, coisas de casais, que ás vezes transpiram para a imprensa, sem direito ou com algum, não sei. O pior é quando a imprensa fala por meias-verdades.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Porquê "Louco Amor" não funciona

Bom, são demasiadas as razões e estão a acumular. É só pegar num episódio qualquer e surge logo uma lista de erros. Mas vou só apontar um do capítulo de hoje: a PROPAGANDA.


Raramente na novela se vê uma personagem a ver televisão mas hoje, por conveniência, a avó de Margarida está sentada no sofá da sala da mansão que não é dela, o que é estranho, pois sempre fez questão de ficar pela zona da copa como se tivesse nascido com o papel social de empregada doméstica. Ainda por cima, está a ver televisão. E o que está a dar? Propaganda incentivada por Cristina Ferreira, na qual carregar muitas vezes o telemóvel pode dar prémio! 

As duas personagens, avó e neta, ficam super entusiasmadas! Vão logo carregar os respectivos telemóveis porque "nos tempos que correm" ganhar um prémio "vinha mesmo a calhar". É um aproveitamento da situação difícil em que algumas pessoas estão prometendo um prémio que, no fundo, é quase inatingível, pois é preciso muito gastar para algo ganhar.   

Este merchadising mal colocado, ainda por cima com um teor que acho eticamente censurável, é dispensável. A injeção de capital pode ter sido apreciada, mas o produto não se compatibiliza com a história, é posto ali forçadamente. 

Entre todas as falhas no guião da novela, esta injecção  não a beneficia e só faz é reforçar a fragilidade do produto.

Falhas, falhas... podiam colocar uma tesoura naquela franja de Margarida, pois a rapariga, não bastasse os suspiros, está sempre, mas sempre a pestanejar! Além de errarem na indumentária, agora isto  :( Também estar sempre a ouvir que a super-Joana (advogada, empregada doméstica, cantora, empregada de mesa, amiga, mãe e esposa exemplar) tem uma voz especial, linda, que vai fazer  carreira internacional, e escutar que a outra não é tão boa, mas constatar o contrário, é outra ténue coisa que somando a tudo retira credibilidade ao guião. E Bia, a dona da voz doce, também já se está a transformar numa super-tudo-e-mais-alguma-coisa dos coitadinhos. Ela serve às mesas, canta, agora também é empregada interna, cozinheira, arrumadeira, passadeira, lavadeira e costureira. Só lhe falta uns filhos.

E há mais, muito mais! Mas decidi ficar por estes comentários. A novela tem pouquíssima coisa a seu favor e não é com estes atributos que vai vencer a concorrência. Não tem força nenhuma para isso.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Maria de Fátima em "Avenida Brasil"


"Avenida Brasil" vai ainda nos primeiros capítulos mas já tem uma dinâmica muito cativante. Ver Adriana Esteves (Carminha) enrolada com Max se transformar numa cândida viúva triste com a aproximação de "Tufão", faz lembrar "Maria de Fátima" em Vale Tudo.

Toda a dinâmica do golpe, a cumplicidade e o planeamento com o cúmplice, a forma como se "descartam" dos que se metem pelo caminho, traz de volta "Maria de Fátima". Suspeito que Carminha não vai ser uma vilã que só é odiada, ela vai também fascinar. Vai partilhar com "Maria de Fátima" alguma compaixão e compreensão, porque adivinha-se que a vilã deve ter passado o "pão que o diabo amassou" na sua meninice. Mas isso não desculpa as escolhas de vida...   

A história é tão boa que se desculpam todas as partes menos credíveis. A forma como "MonaLisa" , uma autêntica Raquel Acioli, adopta de imediato aquela criança sem se perguntar se além de mãe ela tinha pai, tios, tias ou avós, por exemplo*. Desculpa-se que se mostre uma realidade com que muitos embirram, por não desejarem que se evidencie em novelas, que é os meninos que catam lixo no Brasil. A história é bem feita, é doce, cativa. Cativa como poucas conseguem nos dias que correm. 

E isto é um bom sinal. Espelha também as mudanças sociais e económicas que progressivamente ocorrem no Brasil. Há não tão pouco tempo boas novelas como esta teriam sido um tanto ou quanto preteridas em favor de tramas mais fáceis e menos complexas. (ver abordagem aqui). Boas novelas não espelhavam boa audiência, perdendo para boletim básicos. Isso está a mudar. E pelo todo, é um excelente sinal!  

* MonaLisa depois de se apegar ao miúdo, lá lhe pergunta sobre os familiares. Esta nova "Raquel Aciolli" não teve de tirar meninos da rua para vender sandes na praia, mas haverá decerto na trama alguém que tente ajudar os meninos da lixeira. Muito bom, muito parecido, bela história

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Já não se fazem boas novelas como antigamente?


Gosto de falar sobre novelas, sobre as impressões que elas me deixam, de como influenciam a vida, a sociedade, o que se aprende, o que não se aprende... Mas uma coisa que nunca me deverão ver fazer quando expressar uma opinião é recorrer aos bordões:

- "Já não se fazem novelas como antigamente!". 
- "Antigamente é que a Globo sabia fazer novela!"
-"Ah saudade, essa é do tempo em que se faziam boas novelas! Agora não prestam!"


Já havia explicado anos atrás que as novelas são tão boas quanto a nossa receptividade para as ver. Somos nós que vemos a nossa vida alterada e é mais do que normal que uma novela que conte aquela história que você já viu antes, comece a cansar. Os atores também são os mesmos, o ritmo também...


Mas será que já não se fazem grandes novelas? Acho que se fazem sim. Concordo que é difícil fazer uma boa novela, mais ainda nos dias de hoje. Mesmo que seja boa, a dificuldade está em mantê-la na memória das pessoas como a grande novela que é. Actualmente elas são um produto de consumo tão rápido, no meio de outros tantos produtos de consumo rápido, que mesmo sendo boa, dificilmente chega a memorável. Não quando temos computadores, internet, telemóveis, Ipods, Playstations, etc..

Se as novelas de antigamente eram «melhores», os tempos também eram outros. Foram anos em que a tecnologia como veículo de entretenimento se resumia a TV, cinema e pouco mais. Mas agora já não é assim e falta tempo para se fazer tudo o que se gostaria com os meios de que se dispõe.

Vejo uma novela como "Avenida Brasil" e penso: ora aqui está uma novela com potencial de vir a ser memorável. Se tivesse sido feita nos anos 80 ficaria tão conhecida como "Vale Tudo".

Mas já não dá. Não somos mais os jovens sem grandes responsabilidades de outrora, mudámos. As novelas e tudo o que mais gostamos parecem remeter sempre para os anos da adolescência ou infância. É assim em qualquer geração. Também já havia escrito sobre isso: as novelas que gostámos de ver na década de 80, não são as melhores novelas de sempre para quem nos anos 60/70 as começou a assistir ainda a preto e branco! Essas pessoas têm "Beto Rockfeller" e outros nomes que para mim não passam disso como as novelas mais memoráveis das suas vidas. E não serão?

E tal como os mais velhos, os mais novos também indicam como novelas favoritas algumas que, para os adolescentes de 80, não são nada de especiais. Vão buscar novelas da década de 90 ou mesmo do começo do ano 2000 e falam com nostalgia das mesmas, com saudade e vontade de ver de novo, como se elas fossem velhinhas e pertencessem a um passado bom, que não volta mais. "Caminho das Índias", "O Clone", "O Beijo do Vampiro"... novelas que já não disseram muito aos adolescentes de 80, que são apontadas como as melhores para os adolescentes de 2000.

Cristiana Oliveira, a "Juma" de "Pantanal"
Mas nisto tudo existe sempre um consenso. E a prová-lo esteve a re-exibição da novela "Pantanal" no Brasil, faz já quatro anos. Eu não tive dúvida que a novela ia agradar um novo público, conquistando-o e arrebatando-o como este não estava à espera que viesse a acontecer. E graças a isso, parte dos adolescentes de 2000 puderam apreciar uma novela de 90 e acharam que era uma delícia. Alguns nem eram nascidos quando a história foi gravada. 

Por isso, as novelas que vemos na adolescência são as melhores e mais marcantes. Algumas são-no mesmo e se voltarem a exibir, voltam a conquistar. Histórias bem contadas que não têm idade! E se formos a ver, hoje ainda se fazem umas tramas danadas de boas. Mas dificilmente conseguem ser memoráveis, a menos que o espírito de quem as vê pela primeira vez as descubra como um tesouro desconhecido, que acrescenta algo a uma certa inocência particular da juventude. 

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