Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um rapto na Novela

Era bom que assim fosse!

Na novela Remédio Santo, Sara rapta a filha à porta da escola, usando clorofórmio para a entorpecer e foge rumo à fronteira no carro roubado à patroa Violante.

Horas ou minutos mais tarde, a patroa dá conta do roubo e telefona à polícia para o participar.
Depois Celso, pai da menina, recebe um telefonema da ESCOLA a perguntar pelo PARADEIRO da filha, que tinha sido vista à porta da escola a falar com a mãe, junto a um carro.

CELSO telefona para a polícia e faz de imediato uma participação de rapto. Ninguém viu que a menina partiu com a mãe, muito menos percebeu a forma como isso aconteceu.

Não faço  ideia como se participa um rapto ou como é a acção da POLÍCIA, mas DUVIDO MUITO, ainda mais neste país burocrático e tecnologicamente atrasado, que a coisa possa passar-se COMO NA NOVELA. Aqui se seguem as dúvidas:

A polícia aceita POR TELEFONE sem documentos ou testemunhas uma participação de rapto?
A polícia faz bloqueios na estrada antecipando-se em distância à fugitiva?
A polícia apenas com uma participação por telefone (vamos supor que entretanto Celso passou por uma esquadra) manda imprimir as fotografias das pessoas desaparecidas?
A  polícia avista um carro que fica parado à distância na estrada e não acha suspeito ao ponto de averiguar?
A polícia algema Sara depois de a apanhar a tentar atravessar a fronteira e quando chega outro veículo, continua a algemar sem alertar a pessoa para se afastar? (Podia ser um agressor)
A polícia deixa que Celso, que é quem chega de carro, corra em  direcção à filha e a agarre sem provar a sua      identidade?

Ou seja: a história é toda muito bonita e nós gostamos de ver coisas que funcionam tão bem, mas é pouco autêntica. Tomara que não fosse! Tomara que qualquer criança raptada pudesse ser socorrida com esta eficácia. Tomara... que a polícia se antecipasse na fronteira, que a participação fosse rápida, que chegar à fronteira não fosse fácil de acontecer antes mesmo de se dar conta de um desaparecimento.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Apagão Analógico - RIP a 12 de Janeiro

Está a aproximar-se o dia em que as EMISSÕES de televisão no formato analógico vão MORRER.
A 12 de Janeiro de 2012, em todo o Portugal Continental, a forma tradicional de assistir televisão DESAPARECE, para sempre. Assim o dita uma norma europeia. E será substituída pela televisão Digital Terrestre (TDT). A mesma coisa, só que mais lucrativa para quem a controla!


Esta substituição do analógico para o digital é inevitável, mas causa alguma estranheza. É como ter de dizer «adeus» ao conforto da «velha lareira», que vai ser substituída por um qualquer aparelho aquecedor eléctrico. E será que gera uma onda de calor equiparável ao de uma lareira?



O apagão analógico dita o fim da televisão que crescemos a ver. As próximas gerações, e mesmo estas, não imaginam a simplicidade de ver televisão com uma antena no telhado para receber o sinal de ondas hertezianas do emissor e um televisor para as exibir. Falta-lhes a "parnafenalha" toda que entretanto se associou ao hábito. E a evolução para o digital está a eliminar o equipamento analógico. Mesmo não existindo playstations, X-box ou Wiis nos anos 80, surgiram os Atari, os Timex, os Spectrum e outros computadores de ligar à televisão, cujos jogos eram carregados via analógica através de uma cassete normal (agora extintas). Estava-se já a evoluir da «lareira» para o «aquecedor eléctrico».

E o «aquecedor eléctrico» implica outros cuidados, requer o consumo de mais energia, dura menos, necessita de ser substituído com maior regularidade, precisa de upgrades e manutenção, é um investimento contínuo e mais dispendioso que a «lareira», que para funcionar só precisa de uns troncos de madeira.

Bom, brincadeiras à parte, a televisão analógica serviu muito bem os lares Portugueses e o seu desaparecimento merece uma referência. Tem de se aceitar o progresso e as coisas «boas» que o digital pode proporcionar, mas como suporte de registo é algo em que não confio. Não parece que seja tão vantajoso quanto a película magnética, essa invenção «analógica» fantástica, que nos permite 120 anos volvidos, ainda ver os primeiros filmes dos irmãos Lumière (1895), ou as primeiras animações (ler link). A película magnética é recuperável, se danificada numa secção, salvam-se as outras e é um processo mais envolvente, mais emotivo. E rápido! O digital... ?? Um erro apaga tudo, um azar, apaga tudo, um risco, apaga tudo, um abanão, destrói tudo...
Mas vamos a ver! Há que ter fé e acreditar que se evolui também para coisas boas, que superam eventuais perdas. Uma CERTEZA porém o DIGITAL nos traz: é excelente para «extorquir» milhares de euros extra aos cidadãos, que têm de pagar um equipamento descodificador, uma box, canais de televisão em sinal fechado e sei lá mais o quê... Um crescendo de zumbidos electricos pela casa lol!

Este AUMENTO de aparelhos e caixinhas electrónicas além de produzir mais ruído, também produz mais lixo, o que é mau para o ambiente. Produzem-se milhares de aparelhos de plástico que vão ser constantemente substituídos por outros mais avançados, mais novos, com um design diferente ou características mais específicas às necessidades do utilizador. E, claro, todos estes extras, geram dinheiro, porque custam dinheiro e tudo se paga!

Mas não vou alongar-me nesta «homenagem» de despedida às EMISSÕES ANALÓGICAS.

RIP (rest in peaceTV analógica. Foste a melhor e lamento que vás partir!

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Remédio Santo - o segredo do pavimento

Ah,ah,ah!

Quer dizer que a coveira esconde debaixo da terra os pertences que rouba aos cadáveres!
Por isso vive à janela a gritar aos automobilistas, que não quer que estacionem em cima do pavimento...

Sei que estou em falta nos comentários a esta trama e à que passa na SIC. É aguardar...

Mas vou já expressar o meu palpite para a identidade do Assassino: é a filha da Espanhola

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sábado, 26 de novembro de 2011

Laços de Sangue arrecada Emmy em NY

É oficial! A novela portuguesa  «Laços de Sangue», escrita por Pedro Lopes, venceu um Emmy atribuído pela Academia Internacional das Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos na  categoria de  «Melhor Telenovela Internacional», batendo a brasileira Araguaia, da TV Globo (o que não é um grande feito) e outras duas concorrentes, "Contra las cuerdas", da Argentina e "Precious hearts romances presents: impostor", das Filipinas. É a segunda vez consecutiva que Portugal vence o prestigiado Emmy, algo inédito até hoje. Portugal vê assim reconhecida a qualidade da ficção portuguesa.

A 39ª cerimónia dos Emmys decorreu em Nova Iorque esta semana, tendo sido apresentada pelo actor Jason Prestley.







Convém frisar que a novela "da nossa gente" é uma criação da SIC em parceria com a SP Televisão (responsável por "Conta-me como Foi") e a TV Globo (supervisão de textos de Aguinaldo Silva e alguma direcção de actores ex: cena da queda das crianças ao rio).

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Homenagem a Adriano Reys

ADRIANO REYS
(20/7/1934 - 20/11/2011)

Vimo-lo no écran da TV nos anos 90. Adriano Reys destacou-se no papel de Barone, na novela "Barriga de Aluguer" (1990). Embora nós, público mais jovem, o estivesse a «descobrir» nessa altura, o ator, então com 56 anos, já havia tido outros momentos altos na televisão.




Ele foi o melhor amigo e concelheiro de Marco Aurélio (Reginaldo Faria) na novela "Vale Tudo" (1988), onde interpretou Renato, homem de muitos affairs, dono de revista de moda, amigo dos seus funcionários, entre os quais se destacava Lídia Brondy, como a jornalista Solange, namorada de «Afonso» (Cássio Gabus Mendes). 

Habituado a que lhe fossem dados papéis de homem de posses, Adriano Reys volta a ter uma personagem do núcleo rico na novela "Mulheres de Areia" (1993). Aqui volta a interpretar um homem integro, amigo e confidente, algo semelhante ao "Renato" de Vale Tudo, exceptuando que aqui é pai de família e não um solteirão convicto e bon vivant. Apesar de rico, o seu "Barone" (excerto de vídeo aqui) era um mau-carácter, um médico de sucesso mas que se revelou fraco e covarde.

No ano seguinte volta a fazer uma participação especial como médico na novela "Quatro por Quatro" (1994). Ele é Meirelles, o nome que atormentava Bruno (Humberto Martins). Embora a novela fosse de comédia, Adriano fez parte do núcleo dramático, tendo a sua personagem sido responsável por um assassinato. Mas Adriano tinha uma veia cómica que deixava transparecer e, depois de passar pela novela luso-brasileira "A Idade da Loba" (1995) interpretando um galã de meia-idade, foi parar a Kubanacan (2003), num papel cómico. Fez mais três novelas.


Adriano trabalhou sempre, fez cinema, teatro e televisão. Nasceu no Porto (sim, cá em terras tugas) e mais informações sobre a vida pessoal e a pessoa encontram-se neste link. A não perder.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Araguaia - conclusão


Há muito que estou em falta com esta novela, ARAGUAIA, cuja exibição está quase a terminar aqui em Portugal. Mas será que alguém dá por ela?

Tenho de dizê-lo: é a pior trama que alguma vez já vi na vida!
É a pior coisa que já foi escrita, é uma vergonha, uma trampa!
Tudo visto, tudo previsível, muito inverosímel e prestações fracas como tudo! Diria até que são caricaturas em quinta mão daquilo que estamos cansados de ver em anos e anos de novelas e personagens da Globo.

A história fala sobre uma maldição índia que faz com que todos os homens de uma família acabem por morrer se viverem na região do Araguaia. O "mocinho" vítima desta maldição é Solano, interpretado por Murilo Rosa. Pelo meio há muitas (demasiadas) personagens secundárias de pouco interesse ou credibilidade, como a inocente Janaína, dona de armazém, que logo pela estampa não convence nada. Temos a palhaçada, muita palhaçada, que só faz patetices... e não há mais nada. As histórias na trama enrolam, enrolam, enrolam e não saiem do mesmo. Os pares românticos não passam a cumplicidade necessária e toda a exacerbada paixão de uns até se torna ri-dí-cu-la. Entram mais personagens mas o "embrulho" é igual. O espectador adivinha de imediato o que lhes vai acontecer e como vão agir. É uma tristeza!

Tudo é cliché e é contado com muita, muita fantasia. Nem fazer com que a mocinha da trama encontre um novo interesse romântico é feito de forma diferente: ela sempre tem de ter um acidente e cair do cavalo! É um tédio, um INSULTO ao intelecto do espectador. Mas, para mim, o pior a apontar na trama é a forma como qualquer personagem que precise de descobrir algo importante para a trama consiga-o de imediato, como que por milagre! E é assim em relacção a tudo. Por exemplo: Mencionam pela primeira vez uma carta importante que tem a capacidade de esclarecer a verdade, mas a carta está desaparecida. Logo de seguida a empregada abre uma caixa e o que procuram está logo ali. Assim tão simples! Se forem precisas provas incriminatórias, elas surgem como que por milagre. É sempre assim e só reforça a bosta de trama!

A única gargalhada que dei foi quando Solano, interpretado por Murilo Rosa, ao conhecer o avô, diz o seguinte:
-"E você acha que eu lá tenho cara de (já) ter 30 anos?".

Ah,ah,ah! Claro que não! Parece muito passado dos 30, muito para lá dos 40 para ser sincera e, com os tratamentos anti-envelhicimento a prejudicarem as expressões do rosto, diria-se próximo dos 50! Mas está a fazer o papel de um afoito jovem de 20 e poucos... é claro que não convence. É como já disse: a estampa é pouco verosímel.

O seu par romântico peca pelo oposto: tem uma aparência demasiado jovem para conseguir convencer que é uma excelente veterinária e, dizendo a verdade, não conseguiu nada apanhar a personagem. Está mesmo mal. É um bocejo, não há beleza que nos agarre ao ecrãn, quando não nos transmitem substância.

E agora que já mencionei tudo o que acho de PIOR, vou falar do que realmente destaco pela POSITIVA.

Quando digo que uma interpretação é boa, quero dizer que o actor consegue conduzir a personagem com veracidade pelos altos e baixos da trama e não a perde na sua essência, mostra-a com autenticidade e alguma frescura. Neste sentido aponto três boas interpretações na novela Araguaia.

Começo por Cléo Pires. Nunca lhe reconheci nenhuma interpretação bem conseguida e isso mudou com Estela. É com satisfação que a vejo "domar" esta índia, fico muito contente! Cléo consegue fazer com que a personagem, que não é simples de interpretar devido à sua complexidade, esteja sempre coerente. "Estela" surge como uma rapariga simples e pobre, depois descobre-se que é índia e tem a missão de destruir a descendência de Solano, mas a maior dificuldade em interpretá-la é fazer com que pareça autêntica toda aquela palhaçada da sua relação com Solano. Ora a rapariga luta pelo amor dele, ora o perde, ora o recupera, ora o oferece a outra, volta para o reconquistar, reconquista-o e volta a dizer à rival para ficar com ele. Enfim: "Estela" já tem a sua complexidade de índia, dispensava ficar ainda mais complicada com esta relação amorosa. Ainda por cima deste amor dá-se uma gravidez, que só lhe retira a paz de espírito, já que a criança que espera é também aquela que jurou matar.

Mesmo que não tivesse que interpretar esta relação iô-iô com Solano, conseguindo sempre transmitir muita paixão (o mesmo não se passa com o par Milena e Murilo), a personagem já de si tem complexidades suficientes para esgotar a energia do seu intérprete.

Outra interpretação que achei uma presença forte e bem conseguida é a do jovem Luciano Scalioni, que faz de Bruno, o filho de Janaína. Gostei de ver a maturidade que deu ao papel, a autenticidade. Tem também o actor que faz de "Julão" - quer dizer, um nome parecido a este. Como a sua personagem é muito secundária, não aparece nos créditos que pesquisei, mas assim que o vi numa ou noutra cena passou muita segurança e eu acreditei no que estava a ver. É um peão que ajuda Solano a lidar com a plantação e os trabalhadores. A intérprete de Aspácia (Flávia Guedes) também tem muita graça, o que lhe dá graça. Thiago Fragoso teve momentos muito bons e fortes, embora não me convença nem um pouco que gosta de mulheres mais velhas! :)

De resto, e com todo o respeito por todos os envolvidos, respeito pelo esforço em fazer esta novela uma mega-produção, respeito pela história da região, respeito pelos actores consagrados, equipa técnica e até mesmo o autor, que muito desilude - não há nada mais que se destaque assim tanto pela positiva. Até as cenas de transição - as paisagens do Araguaia, principalmente a forma como quiseram passar a mensagem de que aquilo é um bom lugar para fazer turismo, essas então... arrepiam! São de mau gosto, vulgares. Lembram-se de toda a beleza paisagística e do poder de sedução das paisagens da novela "Pantanal"? Pois, Araguaia não tem nada a ver! É o oposto. As mulheres vão para a beira da água em trajes justos para, em contra-luz, fazerem um video-clip musical pretenciosamente erótico em que dão destaque às suas curvas. Filmam as motas de água a "infestar" as águas do rio, e toda aquela "turistada"... dá vontade de fugir! Não souberam dar destaque ao que realmente é importante - a beleza do lugar. Filmaram outras coisas e então foi isso que apareceu! (PS: aprendam com Pantanal, dirigida por Monjardim).

Fiquei triste ao ler numa revista uma notícia que até caíu como um apelo desesperado. Cléo Pires queixava-se de não ter emprego e de estar sem projectos em mão porque "não a convidavam". Fiquei triste porque, se até esta altura não soube de nenhuma queixa deste tipo, agora que, a meu ver, conseguiu subir de nível com a interpretação de "Estela", devia ser mais abordada com propostas. Mas a vida não é justa, não é?? E estas suas palavras - tenham sido realmente pronunciadas por ela e desta forma, ou não, são uma espécie de "tabu" de mau agoiro no meio. Um actor tem de fingir que tem sempre algo em vista. Isto é algo que se sabe, e eu entendo porquê: por vezes as pessoas dão mais valor às outras se estas parecerem ser mais requisitadas. Seja como for, a profissão de actor/actriz parece-me «tramada», porque exige muita luta, é preciso criar as próprias oportunidades, ter logo sorte e fazer muita presença para "vender" algo que não devia ser comercializado desta forma. É difícil, mas as coisas são como são.

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