Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Remédio Santo -

Há uma coisa estranha que se destaca na qualidade da novela: o vestuário.
Ao contrário da maioria das produções, onde mal se repetem roupas, a novela vai já na segunda semana e ainda estou a ver as personagens principais a usar as roupas com que foram apresentadas no primeiro episódio.
Helena continua com um vestido rosa e blusão preto.
O irmão de Gonçalo, Fernando, sempre de fato e camisa branca.
Violante não tira um cordão dourado do pescoço. Até parece ali estar para facilitar uma tentativa de estrangulamento. Não sei porquê este hábito de "embrulhar" em torno do pescoço de actrizes mais velhas algum acessório.
Gosto de Sílvia Rizo, mas é difícil olhar para a sua personagem sem me fixar na estranheza dos lábios da actriz, imóveis e de estranhas proporções.
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De resto, a história é toda muito interessante. A forma como as personagens deviam não se dar bem, mas dão, e aqueles que deviam dar-se bem, não dão. Existe muito potêncial e estou para ver como se vai desenvolver a relação de Violante com o filho bastardo do marido, Armando. Acho que daria ali um romance... E eis como é estranho o facto deste homem defender Violante em oposição às acções da mãe, Nazaré, cujo ódio a Violante, a quem chama de víbora, parece despropositado no sentido de que esta não se deve ter casado com Álvaro durante o interesse que o homem teve pela empregada. Esta história ainda não foi contada, outra razão para continuar a ver a história.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Remédio Santo

Estreou a semana passada, na TVI, a novela "Remédio Santo". Estou a gostar. A história está bem escrita e tem muitos ganchos de interesse. Entre bons e maus carácteres, existem momentos dúbios. As circunstâncias não se arrastam e a história segue o seu rumo com força e desenvolvimento.
As prestações também estão excelentes. Mas dei por mim a não apreciar tanto algumas. O rapaz que faz de campónio Ângelo, amigo de todas as meninas, bondoso ao ponto da ingenuidade, não está muito bem no papel. Das "Tias", a policial não está bem conseguida - está mais para o cliché. A maníaca por limpezas devia ser incorporada de outra maneira, pois não parece muito dada a limpezas, dada a rigidez e linguagem corporal, é pouco activa. Parecem caricaturas. O actor que faz de coxo agarrou bem a sua personagem, assim como a actriz que faz de esposa dele - Paula Lobo Antunes. Não gostei de a ver como protagonista numa novela anterior. Não me convenceu nem um pouco como pescadora nem como tendo passado por um transplante de coração. Mas aqui, na primeira cena, aparece com força e define a sua personagem. Li uma entrevista em que diz: "não há papéis pequenos, há pequenos actores". Discordo de que os actores se meçam pelo tamanho, de resto, claro que os papéis valem pela sua força, não por serem ou não de protagonista.
Por falar em protagonismo, temos Sofia Alves num papel secundário de grande composição. Ela é a viúva branca, que gosta de celebrar um certo dia do ano com os falecidos maridos: que são três! Lá o que ela faz, ou melhor, como faz, que até dá um apagão na zona, isso não se sabe bem... achei-a uma escolha demasiado nova para a personagem, pois tem um filho de uns 20 anos e três maridos cremados, tendo o mais "velho", falecido há 15 anos. Mas a verdade é que a actriz agarra bem o papel, tornando essa impressão muito secundária. A boa notícia é que, daqui a 20 anos, vai poder repetir o papel, que já estará no ponto! Afinal, Miriam Pires (velhota em Tieta e velhota noutras produções muito posteriores, como Pedra sobre Pedra) fez esse papel com convicção por muitos anos.
Numa novela com tantos artistas de topo, todos parecem ter o seu lugar ao sol. Assim torço para que permaneça. A sua antecessora - Espírito Indomável, começou de igual forma: muito interessante, a prender o espectador cena atrás de cena, mas lá enveredou por uma série de pancadas na cabeça, raptos, surras, tiros - que nunca deixavam sequelas de maior, muito menos matavam. A novela foi demasiado esticada, tornou-se previsível e chata de acompanhar.
Outra curiosidade interessante sobre a novela, é o seu horário de exibição. Se antes, "Espírito Indomável" ia para o ar ao mesmo tempo que "Laços de Sangue" (SIC), fazendo com que eu optasse por ver a segunda, agora as duas novelas são emitidas em horários distintos. Por enquanto...

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terça-feira, 3 de maio de 2011

Grande Coutinho!

Na verdade, o elogio vai todo para João Ricardo, actor que dá vida a esta personagem do núcleo cómico da novela Laços de Sangue. E se dúvidas existem sobre este "casamento" perfeito entre as palavras do autor (outro que merece o seu crédito) com a interpretação do actor, cá vão dois vídeos inegáveis. Vale a pena ver até ao fim!





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Incongruências

No capítulo de hoje de Passione, deu-se a fuga de Clara da prisão. É incrível como uma ou duas prisioneiras encostam um objecto ao pescoço de uns guardas e outras quatro entram de arma em punho e ali ficam, paradas e cercadas, para lhes tomarem as armas...

Quer dizer: numa situação destas, a polícia entra e dá as armas directamente para as mãos das bandidas? Difícil de engolir. Tudo é muito difícil de engolir. Mas como já se sabe que é fantasia...

No capítulo de hoje de Laços de Sangue, novela cada vez melhor, Joana Seixas volta a interpretar a sua personagem com um rigori-mortis que tanto me afecta como espectador. A personagem encontra-se agora apaixonada, na fase inicial de namoro. Pois entra em casa do namorado com a filha deste ao colo, directa para o sofá e, antes mesmo de pousar a criança no chão, já a bunda estava primeiro no sofá. Só depois despe o casaco. Sempre, sentada no sofá. Como uma pedra que, mal entra em cena, tem de se afundar em qualquer mobiliário que por lá ande. O "namorado", ficou de pé, deu diálogo, aproximou-se do sofá, senta-se de maneira diferente. Aliás, como qualquer outro actor. Mas esta... é como uma pedra no charco!

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Brasil adapta novela Portuguesa

O título é ficcional, mas acho que é também futurista, uma vez que hoje tive como que a certeza que a novela Laços de Sangue pode ter um remake... brasileiro!

E porque não? A novela é excelente. Tem mais interesse e puxa mais por mim, pelo menos. Adoro a história que envolve a personagem de Beraldo. Um rapaz fixado em velhotas! Mas a história está tão bem feita que é refrescante. O moço só se sente atraido por sexagenárias... o que fazer?? A mãe bem que quer que ele se envolva com jovens da sua idade, mas ele sofre tanto por amar as mais velhas... é hilário!

Mas mais hilário ainda é o pai de Beraldo. Com o seu mau português a ser constantemente corrigido pela esposa, espanta-me e agrada-me a forma como está tão bem construída a personagem, até neste pormenor. Porque no linguajar português existem mesmo certas expressões que são mal pronunciadas sempre de uma certa maneira por um certo tipo de pessoas, e o actor diz tudo "bem"! Por vezes nem sequer percebo a mestria do "erro"... se não fossem as correcções que lhes seguem. Está muito bem conseguido.

Por este motivo e muitos outros, estou mesmo a ver os muito conhecidos artistas Brasileiros a interpretar esta história que começa portuguesa. Claro que, João e Inês teriam de decidir casar em Lisboa, porque o espaço geográfio ia mudar. A novela tem muitas voltas, personagens novas a aparecer e outras a desaparecer, como foi o caso dos dois rapazes que dividiam a casa com a rapariga que estudava tudo e mais alguma coisa, sem se fixar em nada.


Se formos a ver bem, algumas personagens sofreram já mudanças radicais - o que só costuma acontecer ao longo de um grande percurso de vida - aqui levou meses. Falo do irmão de Inês e do filho de Álvaro, o Marco. Ambos começam deliquentes e problemáticos, para agora serem cidadãos exemplares. Mas uma coisa aflige-me: é a postura de Tiago não ter mudado de forma a ele carregar como cruz o facto de ter sido o assassino de uma amiga, disparando sobre o seu ventre bem grávido, matando-a a ela e à criança. Acho que isso devia estar, de algum modo, sempre presente no dia-a-dia. Por exemplo, agora que está apaixonado, devia começar a perceber melhor o que o seu gesto implicou. E se a rapariga ficar grávida, ele devia chorar prandos, por saber que já matou alguém assim... Tiago é para ser perdoado, mas tem de carregar a cruz. Não dá, mesmo que por acidente, para matar uma grávida, amiga íntima, durante um assalto e não lhe pesar mais na consciência.


Mas sim, esta novela é excelente para ser também interpretada pelos artistas brasileiros. Agora o apelo... QUEM é que escolheriam para os papéis?? Quem seria o João brasileiro, a Inês, a Diana, o carequinha, o Beraldo e todas estas fantásticas personagens?

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Porquê as novelas Brasileiras perderam o interesse

Ontem à noite, ao ver a cena em que Clara é desmascarada pela família de Totó em casa da mãe deste, percebi porque é que as novelas brasileiras já não têm o brilho de antes.



Todo o diálogo pareceu-me com grandes partes em excesso. As reacções das partes, totalmente previsíveis e pouco credíveis. Totó, que é mesmo um totó, reforçou esse seu lado medíocre ao voltar a repetir que amava Clara, que a amou muito etc... para quê voltar a dizer isso? Só se enfraquece e dá força a Clara. Por essa altura, depois de saber que ela o queria morto e lhe deu um tiro, ele nem devia abrir a boca para falar. Quando ela se pôs a dizer que o amava, ele só a olhou e a deixou falar, falar, falar... tem cabimento? Devia era ter cuspido na cara dela assim que ela insistiu na mentira! E, depois, expulsá-la dizendo que ia para a cadeia.


Só isso e mais nada. Tudo o resto foi palha e uma cena que podia ser forte, não foi nada memorável. A reacção dos filhos é cliché, com tiradas comuns... e é esta a razão pela qual as novelas brasileiras são apontadas como sendo incapazes de se renovarem e voltar a prender a atenção do público como antigamente. Continuamos a vê-las, talvez por nostalgia, por costume ou por, simplesmente, sentirmos saudades de escutar o sotaque brasileiro numa obra de longa duração. Mas esta cena fez-me entender que, de facto, as novelas brasileiras estão a precisar descarrilar daquela fórmula patética.

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