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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 8 de junho de 2022

VAMP - novamente no ar em Portugal

 


Vamp é uma novela escrita por António Calmon e foi para o ar em 1991. É uma comédia com vampiros. Está de volta em exibição no canal Globo Portugal. 

Está a ser uma delícia revisitar a história e as performances. Impossível não soltar umas risadas com o ridículo vampiresco. O fracasso das tentativas em morder pescocinhos e as tiradas fantásticas e canastronas. Destaque para Octávio Augusto e Patrícia Travassos - responsáveis pelas personagens mais engraçadas da trama a quem dão uma interpretação cheia de detalhes humorísticos. 


A família "do bem", os Rocha, são uma seca - vistos sobre uma lupa do tempo. Nada mais natural - as personagens certinhas são quase sempre assim. O capitão "lobo do mar" que parece pouco ou nada familiarizado com a arte, sempre correcto, armado em Popey tendo como parceira a sua "Olívia Palito" - Carmen, interpretada por Joanna Foom. 


E das crianças destaco a interpretação de Fred Mayrink - a quem calhou talvez uma das personagens do núcleo mirim mais complexas e ricas para interpretar. Acho que fez o "Pedro" de forma sublime, acima da média do que se via por ali - adulto ou criança.

O delicioso padre Eusébio inunda-nos com bondade e esperança. Características reconhecidas e valorizadas por "Jurandir" - intepretado por Nuno Leal Maia. Um bandido que se vê forçado a tomar a identidade de um padre para escapar de um bandido bem pior que ele. E que afinal, tem bom fundo. 

Natasha - a roqueira triste por se ter transformado numa vampira e Simão, o coalho - uma personagem da qual continuo a não gostar mesmo passados todos estes anos. Tem em comum com os Rocha a capacidade de falar muito sem dizer nada que não soe a propaganda. Aparece para esticar a trama quando falta tempo para desenvolver as principais. Toda a turma do circo não tem realmente qualquer finalidade na história, podia ser descartada. 


Tem o "anjo" Rafa - interpretado por Marcos Breda, que combate as forças do mal, aqui personificado por Vlad (Ney Latorraca). 

Uma história ainda bonita de se ver, que mantém o interesse exatamente pela crueza com que foi conseguia, pela forma declarada como se homenageia mitos da arte, tanto de filmes de terror como cenas marcantes de filmes e videoclips. É uma novela feita com leveza para divertir, despretensiosa e com efeitos especiais de quinta, que só a tornam mais divertida de assistir. 

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domingo, 30 de janeiro de 2022

Novela Por Amor: Lídia, Branca e Helena: As mães

 

Dizem que todas as mães são iguais. 

Na novela "Por Amor" Lídia era uma mãe que adorava os filhos. Branca era uma mãe que adorava um filho e hostilizava os outros dois. E Helena, mãe de filha única, fez de tudo pela felicidade da filha. 

Parece uma descrição de diferentes mães. Mas em muitas ocasiões o ditado de que "mãe é tudo igual" teve muito fundamento. 

Enquanto Branca escancarava que se intrometia na vida deles, Lídia negava sempre. Mas metia a mão na carteira do filho, bisbilhotava-lhe as gavetas e estava sempre a opinar sobre as suas namoradas. Além disso destratava Helena por puro despeito. Despeito pelo seu sucesso, pela sua posição, pela sua beleza, pela sua relação com Orestes e pela sua formação. Não dispensava uma oportunidade para a estraçalhar. 

Lídia é a personagem que mais me irritou a novela inteira. Por não se assumir, por não admitir a sua inveja, por estar sempre a lamentar-se que é velha e precisa de plástica mas depois meter a pau em quem podia realizar essas coisas. Ela gritava sempre com a família mas era um doce no emprego.    

Mais semelhanças ou diferenças?



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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Por Amor 25 anos depois: O que aconteceu às personagens?

 Vinte e cinco anos se passaram desde que a novela Por Amor foi para o ar. Facto que não é relevante para o assunto que vou abordar. Afinal, quantos anos tem o quadro da Mona Lisa? Os Lusíadas foram escritos há quanto tempo? Alguém conta?

O exercício interessante de se fazer é tentar adivinhar o RUMO que as personagens seguiram passados todo este tempo. Marcelinho - um dos bebés da história, já está homem feito, pronto para casar. E Eduarda, será a mãe babosa a ver o filho a subir ao altar e a ganhar o estatuto de "sogra". 

Vamos imaginar a vida de algumas personagens?


Marcelo e Eduarda:

Vivem juntos. Muito amadurecidos e confiantes um no outro. Ela forte, fortaleza. Ele amando mas com problemas de fígado. Que um dia lhe ditará o abrandar nos negócios. Os dois acabaram por ter mais uma criança - fruto de barriga de aluguer. Pouco depois adoptaram outra, cuja história trágica de como veio a ser órfã os impressionou. Consideram "Marcelinho" como um filho. O casal acabou por criar os filhos de Marcelo com Laura e Eduarda é tratada e amada como mãe de sangue. Trajano e Meg continuam muito presentes e são avós babados mas souberam abdicar da criação dos bebés com exclusividade. 

Helena e Atílio:
Vivem juntos. Criaram Marcelinho como o filho que sempre mereceram ter por perto. Souberam partilhar o afecto com Marcelo e Eduarda mas se tornaram os pais legítimos. Helena teve de enfrentar o escrutínio legal das suas acções o que fez com estoísmo. 


Marcelinho:

É um estudioso de arte e vive mais em Itália do que no Brasil. Ganhou do pai o gosto por mulheres, pelos prazeres da mesa, da carne e da arte. Muito boémio e bon-vivant. Mas por vezes é confundido. 


Rodrigo:
Fez carreira no cinema mas nunca produziu uma obra marcante. Vive dividido entre assumir o seu gosto por mulheres e por homens ao mesmo tempo. 

Irmã de Rodrigo: 

Foi estudar no exterior e se deu bem. Casou com um homem de boa posição social e reproduziu a harmonia no lar que presenciou no casamento dos pais na grande parte da sua duração. 



Milena e Nando:

Não sei porquê mas quero estes dois separados. Afinal, não há alegria que dure para sempre. Prevejo que Nando sofreu uma fatalidade súbita e inesperada e veio a falecer. Milena é agora viúva de marido muito amado. Como será que ela vai lidar com as emoções dessa perda? Infelizmente o casal nunca chegou a ter filhos. Nando não os podia gerar e o casal ficou de adoptar crianças mas não chegou a vias de facto. Quer dizer, chegaram a ter uma menina por uns tempos. Mas existiram complicações e acabaram por a perder o que os tornou relutantes em enveredar novamente nesse processo. 

Sandrinha:
Não sei que destino dar... parece-me mais provável que tenha aprendido alguma coisa da profissão da mãe e assumido o salão desta. Ficando ali mesmo, pelo bairro onde cresceu. Continua melhor amiga da sua amiga de infância. Mesmo esta tendo-se mudado para longe, outro país, o contacto é mantido ocasionalmente.


Orestes e esposa:

Orestes faleceu. Mas Lídia continua viva. Incapacitada de se movimentar devido a problemas de saúde. Vive na parte de cima do salão, cuidada pela filha, nora e antes disso, filho. Ficou devastada com a morte de Nando e teve um enfarte, o que a tornou incapaz de continuar a exercer a profissão na velhice até mesmo incapaz de falar claramente. Prefere o silêncio. Vive a querer esquecer a vida, a amargura, os arrependimentos, a sua condição física tão limitada e dependente. É frequentemente visitada por Milena mas a perda que ambas sentiram faz com que esses encontros fiquem mais raros.

Sandrinha dedica todo o tempo a trabalhar duro como viu a mãe fazer e não se casou com nenhum dos muitos namorados. Não vê uma relação de casamento como o seu objectivo, já que casou cedo e cedo se divorciou de marido que se verificou um aldrabão que a roubou e abandonou. Daí adiante ficou mais parecida com a mãe e como principal cuidadora desta, divide o seu tempo entre o salão e os cuidados com a mãe inválida.

Milena faz ocasionais viagens mas de pouco adianta. Vai tendo relacionamentos fugazes e procura um "Nando" em todos os cantos. Vai acabar por se deixar seduzir por um jovem de 26 anos que conhece em Angra e em tudo a faz lembrar o seu jovem amor que virou seu marido. Ela não vai resistir ao jovem playboy e vai dar em cima dele, se deixando usar.


Gostaram destes enredos?
Que mais história iam inventar?


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domingo, 16 de janeiro de 2022

De volta à vida!

 Prometi que regressava e aqui estou eu. 

Sete anos parece-me um óptimo tempo de interregno. Sete são os dias da semana. Sete são os principais shakras. Sete é um número que termina e recomeça.

Irei voltar a falar de telenovelas, artistas, histórias que nos emocionaram. 

A "próxima vítima" será a novela Por Amor, estrelada por Regina Duarte, Gabriela Duarte (um show de interpretação), António Fagundes e muitos mais. Que tal relembrar a trama principal e as muitas inter-histórias que Manoel Carlos nos trouxe com mais uma Helena? 

Será esta a melhor novela do autor?

Dê a sua opinião.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O pioneirismo e as telenovelas como PANTANAL


Há uns anos perguntaram-me se ia mesmo gravar uma novela inteira que estava a passar na TV. Disse que sim. Essa novela foi PANTANAL.



Na altura não era habitual gravar-se na totalidade todos os capítulos de uma novela. Parece inacreditável mas naquele tempo que não parece tão distante assim, os DVDs de música começavam a tirar o lugar aos leitores de cassetes de audio mas de resto não existia NADA das tecnologias nas formas de que hoje dispomos. Pouca gente tinha celular/telemóvel ou computador caseiro, muito menos estes eram laptops. Nenhum era capacitado de gravação de imagem e para atingir esse objectivo ainda era preciso estar na posse de um aparelho video-gravador VHS. Gravar uma telenovela implicava ter de adquirir várias cassetes para a armazenar. Era uma despesa não prioritária que nem sempre vinha a calhar. Mas na altura já tinha meios e então percebi que era exatamente isso que pretendia fazer. 

Calhou que esta emissão que gravei da novela PANTANAL foi também a última exibição da novela em Portugal. Já passou da hora desta telenovela regressar aos nossos ecrãs - agora tecnologicamente mais capacitados e com qualidade digital. Porque muita coisa mudou desde então. Agora gravações do género não fazem espécie a ninguém. "Todo o mundo" começou a gravar novelas inteiras, a coleccionar, a fazer um pouco de pirataria com objectivos comerciais, as próprias emissoras lançam em DVD colecções com compactos de algumas novelas e surgiu um novo comércio de filmes, séries, concertos e novelas disponíveis em DVD ou Blu-ray. E tem também a internet e a sua revolução de hábitos e costumes. Aqui se encontra o prático Youtube, um site onde se podem alojar vídeos e onde tudo se encontra. Estas mudanças vieram  para sempre mudar a forma como dispomos e partilhamos as imagens que nos fascinam, as histórias que nos encantam, as músicas que nos tocam. 

A telenovela lançada em DVD

E assim sinto-me contente por ter sido uma espécie de pioneira, capaz de prever as tendências, os gostos e práticas futuras do grande público. Uma prática prazerosa que vinha comigo desde a infância - a gravação de cenas na TV das quais gostava, sons que me interessavam, informações ou acontecimentos que me pareciam relevantes - tudo isso antes estranhado ou até mal visto é agora corriqueiro. A sociedade evoluiu para a generalização e massificação dos meios e formas de comunicação. Tudo se quer rápido, fast, curto, visual, dinâmico, interactivo, em multiplataformas. Hoje carrega-se no bolso a pequena máquina que grava vídeo, faz chamadas de voz, tem video-imagem, tira selfies e permite o acesso à internet em qualquer lugar que disponibilize wi-fi. As crianças de hoje já nascem com aparelhos destes nas mãos, fazem gravações de video a qualquer instante e com a simplicidade do toque de um botão. Aprendem no ciclo noções básicas de captação e enquadramento de imagens, sabem usar e recorrer a diversas ferramentas e plataformas para adquirir, ver e fazer o que pretenderem. Os fornecedores de televisão sabem que o QUERER VER e ter disponível em gravação tornou-se uma necessidade comum e assim disponibilizam serviços de VIDEO CLUBE ou "viagem no tempo" junto com o sinal de televisão, para que seja possível a todas as pessoas, na comodidade do lar, aceder às suas séries, filmes ou programas favoritos quando e quantas vezes quiserem. Algo que só a gravação em vídeo e aquelas cassetes de fita VHS ou Beta tornavam possível ao cidadão comum em anos passados. 

PANTANAL foi também uma novela pioneira. E como justa merecedora dessa designação ainda hoje seria capaz de conquistar público como qualquer outra. Devia ser re-exibida para voltar a conquistar quem ainda era demasiado novo para a ter visto ou ainda não tinha nascido. Talvez ainda conquiste mais que outras recentes porque de facto é uma telenovela com uma aura especial. Com ela estreei este blogue corria o ano de 2007 - não podia ser outra! E com ela me despeço, com um vídeo




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terça-feira, 8 de julho de 2014

Merchadising ao banco Itaú na novela Amor à Vida

SUBTIL

mas óbvia a referência ao banco Itaú no episódio de hoje (nº216) na novela AMOR à VIDA.
Aquele médico que já foi jogador de futebol gay na novela Avenida Brasil dirige-se a um MB (Multibanco/caixa automática) com um telemóvel na orelha. Fala com a namorada e aproveita para lhe perguntar se deixou a carteira em cima da mesa. Pelos vistos deixou porque ele lhe diz que não é preciso ela ir lhe entregar, pois ele não precisa de cartões para sacar dinheiro. Nisto surge a imagem dele a colocar o indicador da mão direita num botão scanner. Ou seja, foi uma forma óbvia mas ao mesmo tempo subil de fazer referência ao facto daquele banco permitir transacções através da impressão digital.


Agora pergunto: então pode-se andar por aí a cortar dedos? Ou existe alguma outra medida de segurança? Sim porque impressão digital, quem já viu filmes de espionagem suficientes sabe que até alguns conseguem copiar direitinho e fazer uma positivo-negativo da impressão e já está: dedo novo. Mas se o bandido não tiver nem aí para essas babuseiras tecnológicas avançadas, demoradas, para caras que gostam de puxar pelos neurónios, ele simplesmente saca de uma faca e trata de se apropriar do dedo milionário.

Custa-me então a crer que a mensagem que o banco quis passar tenha sido SOMENTE essa.


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