Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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sábado, 9 de junho de 2012

Discrepâncias cénicas de Louco Amor

Salta-me à vista como as decorações dos apartamentos das personagens da novela "Louco Amor" são muito idênticas. A casa de Tomás tem uma decoração demasiado feminina. Está certo que foram ali colocados uns elementos para "disfarçar" mas no tudo e todo, em pouco ou nada se diferencia do apartamento de Berta (Bárbara Norton de Matos) e outros que por ali dão o seu ar de graça.

Pastelaria em Castelo de Vide

O café do sr. Óscar, situado em Lisboa, tem um aspecto a seu favor: um background com figurantes sentados às mesas, a fazer de clientela, coisa muito em falta no café de Hortense (novela da TVI Remédio Santo). Mas peca pelas portas. Onde já se viu um café com, não UMA, mas DUAS portas duplas de abrir? Que ainda por cima estão sempre fechadas. A menos que se trate de um café de beira de estrada, não é comum ver pastelarias de portas de madeira, opacas e DUPLAS, ainda por cima FECHADAS. Obrigar o cliente a abrir a porta, seguida de outra porta é o suficiente para ele ir a outro lado cuja porta envidraçada e transparente já se encontra aberta e convida a entrar.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Escalagem em novelas

Toda a gente sabe. Basta ver algumas novelas seguidas para se perceber que os actores que entram numa, entram noutra, formando novamente equipa com os mesmos produtores e directores. Existe um claro desgaste de imagem para o público e acho que a história também perde um pouco de credibilidade mas tirando isso, o fenómeno da ESCALAGEM dos mesmos actores não é muito de estranhar. Se formos a pensar que qualquer pessoa em qualquer ramo de actividade dada a possibilidade de escolha, faria o mesmo. Ia escolher trabalhar com bons profissionais e amigos. Mas não é esta a questão que vou levantar.   

Quando intitulei o post de ESCALAGEM, queria referir ao actor preencher os requisitos da personagem. Porque temos de ser realistas: se um papel exige determinado tipo físico, dificilmente algo diferente vai permitir uma adaptação credível. Por isso é que ver um lingrinhas sem musculatura ser o grande herói em todas as brigas é pouco credível.

Nas novelas DANCIN DAYS (SIC) e LOUCO AMOR (TVI) existem grandes erros de escalagem. E todos se prendem, presumo, com o factor "AMIZADE". 

Por amizade o autor de Louco Amor, Tozé Martinho fez questão de reunir um elenco da "velha guarda". Os seus amigos pioneiros nestas andanças, os grandes atores, as grandes promessas. E assim temos Nicolay Breyner no papel de galã, papel que não veste na perfeição. Não só fisicamente não está para isso mas também na composição o seu "Carlos" é suposto ser dotado de carisma, charme e eloquência, quando não entrega nada daquilo. É desapontante ver as personagens a reagir ao que está no guião mas não sai pelo actor. O problema de "Louco Amor" é que temos um homem de 82 anos a fazer-se passar por um de 50. Ver Nicolau como par romântico de Fernanda Serrano (39) é pouco ou nada credível. Ela está perfeita ao incorporar essa sua paixão irresistível por Carlos mas mesmo que se tenha apaixonado muito nova por aquele homem, as idades continuam a não bater muito bem. Serrano teria de ser frangota demais para entretanto esperar 18 anos até este sair da prisão. Supondo que ela está no final dos 30 ou mesmo início dos 40 anos de idade, tirando 18, sobra pouco... Outro erro de casting é Helena Isabel, pelos mesmos motivos de incompatibilidade física com o perfil da personagem. Nós sabemos a idade que Helena tem e mesmo que não se soubesse e embora a ache uma das mulheres portuguesas que melhor conservou o seu rostinho, a idade manifesta-se no corpo de outras formas, formas que ninguém disfarça... no modo demorado como se senta no sofá, os gestos mais vagarosos... É impossível que Helena Isabel seja mãe biológica de uma criança que não tem mais de 12 anos de idade.
Mais um erro de casting é o protagonista masculino Duarte, vivido por José Carlos Pereira. Nota-se que é requerido a "Duarte" uma aparência mais jovial, mais solta, mais de moleque. E JCP parece um trintão quase nos 40 que tenta passar por 18 ou 20 e assim fazer par romântico com a heroína da história, uma moça jovem que acabou de entrar na faculdade. Não pega. E ela, coitada, também não está lá muito bem conseguida. Se ao menos as restantes personagens parassem de elogiar a sua estonteante beleza, referindo-se a ela como a rapariga "mais gira" da Brodway (espécie de bar-discoteca, outro erro da novela que não especifica o que aquele espaço é) ainda passava... é que, por terem escalado uma jovem normal sem uma beleza estonteante, é pelo CARISMA que "Margarida" tem de convencer o espectador. E os outros podem dizer que ela é fantástica e fala muito rápido e é brilhante que não nos convencem, porque não é isso que se vê. O que passa é uma rapariga extremamente comum e sem grandes brilhantismos. Como pode uma pessoa assim brilhar como é suposto no guião? Erro de escalagem.


Dancyn Days peca pelo mesmo. Ao escalarem Joana Santos como protagonista e, o que é PIOR, fazerem-na passar por 16 anos na prisão sem sequer lhe mudarem o corte ou comprimento do cabelo, é uma perfeita estupidez. Já se sabia que não veríamos rugas e que ia ficar com aquele ar angelical de jovem menina. Era por isso mesmo Tão MAIS IMPORTANTE incutirem uma diferença substancial no seu look. Ao menos mudavam-lhe o cabelo!! Metiam algodão nas bochechas para parecer que tinha um rosto mais arredondado, usavam truques de maquilhagem, vestiam-lhe roupas que visassem aparentar outra idade... Não foi feito. E assim vamos ver uma miúda de 26 anos a emocionar-se com uma que deve ter no mínimo uns 18 e chamá-la de filha... No sense!! Um bom actor faz bons papéis mas há limites para tudo. Acho que ia preferir ver a Ana Guiomar como protagonista porque, apesar de jovem, parece mais camaleão e capaz de "envelhecer" e endurecer como manda o guião.

Nota curiosa: Actores de Dancin' Days que transitam da novela "Laços de Sangue": num total de 17 pessoas (por enquanto):  Alexandre de Sousa, Ana Guiomar, Ana Teixeira, Custódia Gallego, Emília Silvestre, Fernando Pires, Gracinda Nave, Joana Santos, Joana Seixas, João Ricardo, José Fidalgo,  Margarida Carpinteiro, Pedro Diogo, Pêpê Rapazote, Sofia Sá da Bandeira, Sílvia Filipe, Sisley Dias.  

"Louco Amor" vale por reunir um elenco de "cotas da antiga guarda". É uma oportunidade única, última, de voltar a juntar "a  malta". É uma novela que não é toda feita só para os jovens, o que é bom. Mas nem por isso se torna credível.

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sábado, 2 de junho de 2012

Louco amor e os amores

O que é que os patrões têm a ver com a vida amorosa dos empregados? O que é que os empregados têm de meter o bedelho nos afectos dos colegas?

Na novela "Louco Amor", os empregados têm uma atitude de subserviência e receio dos patrões, se estes aprovam ou desaprovam as pessoas com quem namoram. Para mim isto não faz qualquer sentido. Que os colegas dêm as suas  bocas, ainda vá lá, agora que a opinião seja decisiva e imposta com legitimidade, isso não é muito realista.

Violeta põe tudo em pratos limpos: se um empregado que namora com  uma empregada magoar os sentimentos da rapariga, é imediatamente despedido. Uau! Mas quem lhe deu DIREITO de sentenciar as relações alheias?                                         

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

SMILE :) - (though your heart is aching)


Um  recente comentário a este vídeo fez com que voltasse a querer falar da música
que o embala: SORRI. (SMILE).



Na novela "Cidadão Brasileiro"(Rede Record, 2006) o cantor J. Neto dá voz a esta melodia, que há décadas tem vindo a passar pelos lábios de inúmeros artistas por todo o mundo. Desde Nat King Cole, que lhe deu voz em 1954, até Michael Jackson. Mas, afinal, quem é o autor?

Para os conhecedores de todos os filmes de Charlie Chaplin a resposta pode estar mais acessível, já que no filme Modern Times (Tempos Modernos, 1936), um dos mais célebres do ator, esta é a melodia instrumental do tema romântico. A composição é do próprio Chaplin. 
    


Como se trata de cinema mudo, só anos mais tarde, precisamente em 1954, é que a melodia ganha também letra. Isso ficou ao encargo de John Turner e Geoffrey Parsons e é aqui que a melodia vira canção e surge pela primeira vez nos lábios de Nat King Cole. É um sucesso imediato e muitos outros artistas se seguem. Acho que só mesmo Elvis Presley e afinal Frank Sinatra deixaram escapar esta. Nos dias de hoje, a canção tem sido cantada por muitos, como o demonstra esta recente versão do elenco da série de TV "Glee".   


A preferência pelas muitas versões de SMILE fica ao critério da sensibilidade do ouvinte. 

Glee  (estúdio)
Nat King Cole  (estúdio)
Judy Garland  (vivo)
Josh Groban   (vivo)
Rod Stwart (estúdio)
Natalie Cole  (vivo)
Dean Martin  (vivo)
Sammy Davis Jr  (vivo)
Tony  Bennett (estúdio)
Sonja Gorniak (vivo)
Barbra Streisand   (vivo)
Celine Dion (vivo)
Diana  Ross  (estúdio)
Michael Jackson (estúdio)

(carregar no nome dos artistas para escutar a correspondente versão numa nova janela)

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Louco Amor - TVI


Estrategicamente colocada no ar a um Domingo, antes do concurso " A tua cara não me é estranha", está desde então no ar a nova novela da TVI "Louco Amor".

Estou a gostar. A história não tem nada de mais nem menos que seja diferente de umas tantas outras, mas também não é insultuosamente idêntica e previsível como a maioria (Sendo a grande vencedora desta categoria a pavorosa Doce Tentação). "Louco Amor" comporta mistérios que deixam o espectador intrigado. Será Rafael o pai de Margarida?

E por falar nele, eis que daqui tem de sair um grande e sentido elogio para Luís Esparteiro, pela incorporação que faz da sua personagem. Há quem diga que não é nada de especial porque o ator já nos habituou a tantos vilões e tal, mas eu acho isso ridículo. "Rafael", a personagem de Luís, é soberba. Está bem conseguida na sinopse e bem conseguida pelo ator. É mesmo de meter medo!  Rafael é intimidativo e entende-se perfeitamente o que leva a esposa a ser tão submissa às suas tiranias. Ele "joga" com o sentido de gratidão que nutrem por ele, mas a verdade é que não faz nada que não seja motivado por aquilo que pode lucrar depois. E é por isso que casa com uma mulher com dois filhos pequenos para criar, é por isso que arranja uma amante a quem dá a gestão de um bar, e por isso cria o filho do irmão dizendo que é seu.  Rafael praticamente exige a ALMA e a DEVOÇÃO TOTAL daqueles a quem ajuda. Gosta de manter todos à sua volta, dependentes e eternamente gratos.  Rafael é um chantagista emocional, um agressor e com toda a certeza, como é da praxe, o  verdadeiro assassino da trama. 


Como antagonista a Rafael, temos o herói: Carlos (Nicolau Breyner).
Aqui a minha opinião já não é tão favorável. Sinto "Carlos" uma personagem muito mais agradável na sinopse do que em carne e osso. Não que tenha problemas com a interpretação, mas sinto que fica aquém da personagem escrita. "Carlos" deve ser um homem de tamanho impacto pessoal que impressiona até a Margarida, que só o vê de relance. Supostamente, ele entra no café e chama a atenção. Ele também deve ser irresistível para Violeta (Fernanda Serrano) e quando a melhor amiga de Violeta tenta sacar informações sobre a presença deste no café do sr. Oscar (Ruy de Carvalho), descreve-o como um "senhor com presença", sem o descrever fisicamente, e logo é identificado. Impossível de acontecer. É mais convincente quando tem de ser "chato" e um grande teimoso do que quando tem de ter o carácter "valente e nobre" descrito na sinopse e que era suposto vir ao de cima aquando a rebelião na prisão. Não veio. Não dá para galã.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quem é o ASSASSINO de Remédio Santo?


A novela da TVI "Remédio Santo" está a aproximar-se do final, após um ano no ar. Por resolver continuam as  misteriosas mortes. Hoje tive um palpite que me parece certeiro (se é que este tipo de escrita permite tal coisa). O assassino é O PADRE VENÂNCIO (Vitor de Sousa).

Não faz muito sentido e faz todo o sentido. Se formos a interpretar a morte do anterior padre como uma forma que este encontrou de ficar com a paróquia (embora tenha demorado mais de 6 meses a lá chegar lool), o padre corresponde também há única descrição conhecida do assassino: os trajes NEGROS.


Por desvendar estão também outros mistérios.
Como morreram os pais da santinha e porque motivo? E os pais de Clarinha e o Presidente da Junta? Como é que estes mistérios estão ligados ao das mortes de todos os outros?

Este tipo de escrita, como referi acima, não é  uma que aprecie muito e julgo já o ter mencionado antes. Não que esteja algo de errado com ela mas simplesmente não acho qualquer piada ao facto de não existirem pistas para o espectador seguir na tentativa de descobrir a identidade do criminoso.  Antigamente nas séries policiais como as do Poirot, Agata Christie, essa possibilidade estava sempre lá. As pistas eram dadas em excesso e todos pareciam suspeitos. Nas novelas a coisa passa-se ao contrário e sempre igual. Pistas não existem nenhumas, assassinos são todos aqueles que depois da cena do crime ir para o ar surgem com comportamentos suspeitos ou misteriosos, como entrar em casa sem acender a luz, pé ante pé, mentir onde foi quando confrontado ou simplesmente fazer uma cara má e misteriosa. É tão impossível seguir as pistas para um assassino de novela e a prová-lo está o autor da obra, que sempre diz que podem ser dois ou três mas que é segredo. Bah! Serei só eu que não vê nisto qualquer pica de entusiasmo?


Não quero que me digam a identidade do culpado, mas quero uma lógica que possa ser seguida ao longo da novela, ainda que disfarçada por acção paralela. Quero pistas e mais pistas, não necessariamente falsas. Quero um mistério com suspense, não um crime que só no último episódio é que, por milagre, se fica a saber tudo! E depois, quando a nossa cabeça começa a juntar as peças todas, começa a sentir discrepâncias mas aí já a novela terminou.


Seja como for, o meu palpite agora é este. Este e o de existir um segundo assassino. Talvez o puto «filho-do-demónio», Zacarias. Que, a julgar por estas fotos, sofrerá uma reconversão bem sucedida e ao invés de passar a andar com um bode preto, troca de animal de estimação e fica com um cão branco.

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