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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Adriana Esteves e Cauã Reymond - os namorados

A dupla de actores que faz de mãe e filho respectivamente na novela "Avenida Brasil" podiam muito bem fazer par romântico. A diferença de idades entre os dois não é assim tão grande, é de apenas 10 anos. E nem por isso deixamos de acreditar que "Carminha" é mãe daquele marmanjão. Mesmo a actriz mantendo os seus traços algo de menina. Já ele, fica mais difícil de acreditar que está a treinar para virar um grande futebolista, pois já indica que não está com a idade adequada para essa oportunidade. Contudo, é assim que se sabe quando uma novela nos agrada: quando estas coisas não são mais relevantes que a história.

"Carminha" e "Jorginho" bem podiam fazer novamente par numa novela qualquer, mas como casal romântico. Eu ia gostar de ver, essa inversão de papéis, essa noção "incestuosa" que fica no ar devido à força das personagens nesta novela actual.

Mas o bom nesta arte de representar é esta mesma de se conseguir passar por cima da memória desse último registo e entregar outro, totalmente verosímil, totalmente credível, mesmo quando devia «chocar» com as impressões anteriores.

Nas novelas já estamos acostumados a ver a menina que fez de filha virar namorada do "pai" uns anos depois. A própria "Avenida Brasil" é prova disso, pois "Nina" (Débora Fallabela) e "Tufão" (Murilo Benício) já foram pai e filha na novela "O Clone". Mas inversamente, ser a "mãe" e "filho" a virar casal, isso é que é muito raro. (Serão vestígios da sociedade machista?). Pelo que gostaria sim, de ver uma "mãe" virar namorada de "filho" de novela...


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Prova de talento

Querem saber uma coisa?



Os atores que, um dia fizeram parte dos recorrentes das novelas de Carlos Lombardi, sofreram sempre, por causa disso, de preconceito. Achava-se que não eram lá os melhores talentos já que, tudo o que precisavam, era ter corpo para andar sem camisa...



Pois o tempo veio a provar que desta safra, vieram os melhores. Se para "descamisados" de Lombardi não servem mais (ou não querem) , o talento que mostram agora noutras produções comprova bem a injustiça das observações. Vamos lá à lista de heróis descamisados:



1) Mário Gomes (Vereda Tropical, Guerra dos Sexos, Perigosas Peruas, Vira Lata, Uga Uga, Kubanacan)

2) Guilherme Leme (Bebé a Bordo)

3) Rômulo Arantes (Perigosas Peruas, Quatro por Quatro, Vira Lata)

3) Humberto Martins (Quatro por Quatro, Vira Lata, Quinto dos Infernos, Uga Uga, Kubanacan)

4) Marcelo Novaes (Quatro por Quatro, Vira Lata,

5) Marcos Pasquim (Uga Uga, Kubanacan, Quinto dos Infernos)

6) Marcelo Faria (Quatro por Quatro, Uga Uga)



Comparem então a prestação actual de Marcelo Novaes com a de Marcos Palmeira na novela "Três Irmãs". Qual dos galãs se sai melhor? E como é a interpretação de Humberto Martins em "Beleza Pura", mesmo que comparada à de Edson Celulari, o galã de olhos azuis?


Para além disso, muitos outros actores de talento, entretanto esquecidos, reaparecem nas suas tramas e têm sempre um papel interessante reservado para si. Como é o caso da excelente Nair Bello, já falecida, do talento de Betty Lago, de pessoas como Mário Cardoso, Maria Zilda, Nuno Leal Maia, e outras tantas, que aparecem pouco e cujo talento já foi muito louvado pelo público.


Nas suas histórias os actores conseguem brilhar com um brilho raramente atingido noutras produções. Com ousadia, com profundidade, com emoção e muito drama. Silvia Bandeira teve em Bebé a Bordo talvez o seu melhor papel desde a juventude. E mais oportunidades não lhe devem ter sido dadas. Françoise Forton teve oportunidades nas novelas de Lombardi, mas é esquecida por outros. Ela e Marilu Bueno estão agora na tv Record, assim como muitos outros de muito talento.

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As personagens de Lombardi permitiram aos mais diversos atores e atrizes explorar caminhos muito diferentes e ousados. Vai para além do redutor desnudar físico. A nudez é da alma e as personagens são cheias de complexidades.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

POSSO USAR AURICULAR?


A única coisa no universo das novelas que permanece uma espécie de mistério para mim é a memorização de páginas de diálogo.
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Reflictam um pouco nisto: o actor com um papel de destaque, tem de memorizar falas todos os dias. Algumas cenas são longas e intensas. Está certo: em televisão é possível uma pessoa retomar do ponto onde se enganou e repetir novamente, as vezes que quiser. Mas será assim que se faz televisão?
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Uma vez tive oportunidade de ouvir um comentário meio disfarçado, já dado de costas e num tom recriminatório, que é tudo através do auricular.
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Ora que boa invenção! O auricular é o auxílio electrónico que faz em televisão, as vezes do “ponto” que existe (ia?) no teatro. É a “muleta” televisiva através da qual o actor recebe as deixas.
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Marlon Brando não decorava uma só frase. Quando soube disto em criança, achei de uma arrogância e uma mania de superioridade que não me agradou. Ora, porquê não decorava ele como os outros? Espalhavam-se cartazes com letras enormes para ele ir lendo por todo o cenário: deste o abajur para onde olha parecendo estar num momento de reflexão, até ao tecto, ás mãos, a um desgraçado qualquer que tinha de andar atrás dele com cartazes. Afinal, a maioria dos famosos olhares de Brando eram na realidade, espreitadelas para as cábulas.
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Miguel Fallabela e sua turpe fez as delicias da plateia televisiva e do teatro com a sitcom "Sai de Baixo", onde era frequente ver o actor esquecer-se do que tinha de dizer ou fazer, o que causava ainda mais momentos de diversão. Ouvia-se, ás vezes, o próprio a pedir a deixa ou a mesma a lhe ser facultada.
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Então, se as interpretações beneficiam de ajuda externa, no teatro, no cinema e na televisão, porquê o tom recriminatório ao uso de auricular? Parecem insinuar que não são verdadeiros actores os que actuam com as palavras ditadas ao ouvido.
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Não me incomoda nada ou faz diferença se souber que aquela grande cena de Regina Duarte e de Lília Cabral foi feita com a ajuda do aparelho. Continuam a ser excelentes representações. Não me parece que o aparelho ensine a representar.
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E se uma pessoa sabe representar mas não memoriza bem? Ou perde o jeito ou fica exausta? Ou mesmo, é só preguiçosa e não está para isso? Usar auricular requer perícia. Todos os dias vemos isso. Com os pivots do telejornal quando dão as notícias, com os apresentadores de programas que recebem indicações da régie, e até mesmo em momentos bruscos em que se percebe um fim precipitado pela “voz” desse “grilo tecnológico”.
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Então… vá lá. Sejam meiguinhos! Tentem não ter preconceitos. Afinal, se não viesse a irritar o seu ego de estrela e a lhe fazer cócegas no ouvido, Marlon Brando também o usaria. Acho que apenas não o fez por não o ter disponível.
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ENGLISH TRANSLATION:
The only thing about making tv soap operas that amazes me, is how actors do it to memorise dialog.
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Think about it: an actor with a major role has to memorise many pages every day. Ok. In television it’s possible to a person to make a series of mistakes and pick up upon them. But is that the way they do it?
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One time I had the opportunity to listen to an actress that said that a major television star made everything with the help of an ear devise. She said it with depreciation.
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What a great invention! An electronic ear plug! It makes the turns of the theatre line giver, who used to be in a little box on floor level in the center of the stage following the play’s words in the text form so he/she could provide the words if the actor/actress forgot them.
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Marlon Brando didn’t memorize a single word. When I knew it, has a child, I felt he had to be arrogant and with an auto-sense of superiority, because he didn’t want to do it has all others. It didn’t please me. Line cards were put everywhere for him to read. In the light chandeliers, on his hands, on billboard-size cardboard signs that some poor guy had to carry around has the actor moved. After all, that famous way his eyes used to express themselves were indeed his moments of looking for the words.
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Miguel Fallabela and the rest of the cast to the sitcom “Sai de Baixo” used to provide serious laughs to tv and theatre audience, when the actor forgotten his words or where he was suppose to do or be. It was common for the audience to listen to the lines being given to him.
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So, if the interpretation benefits from exterior help in theatre, cinema and television, why a certain tone of recrimination given to the ear plug? It seems to be implied that those who use it are not real actors from doing it.
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It doesn’t disturb me to know that Regina Duarte or Lilia Cabral did that great major scene with the electronic help of the little ear cricket. It’s still great performance and the device doesn’t teach them how to act.
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And what about if a person knows how to act but is not a good memorizer? Or if the person looses that ability or is just lazy? To use a electronic ear plug requires acquired practice. We see it every day on the news, or in programming presentation. The presence of the electronic ear cricket is very conscience to television audience.
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So, don’t be mean! Be free of prejudices. After all, if Marlon Brando’s sensitivity would not be hurt and the equipment would not disturb his ego or scratch his ear, he would certainly used one, only there were any to use around on is time!

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CLUBE DO BOLINHA


Modelos e Bonitinhos não entram!

Alguma polémica tem surgido, de tempos em tempos, no universo das novelas, sobre a colocação de pessoas sem grande ou nenhuma formação como actores de novelas em papéis com ou menos destaque. Alguns manifestam-se claramente contra. A maioria não é tão directa e outros ainda, convencem quando dizem não ter problema algum.

Eis exemplos de boas actrizes que têm um passado noutras áreas (ou em nenhumas). É o caso de Mónica Carvalho, Cristiana Oliveira, Isadora Ribeiro, Betty Lago ou Sílvia Pfeifer. Também se dão os casos de “descobertas”, pessoas que foram abordadas na rua e sem qualquer experiência prévia, ou semelhante, começaram a representar em novelas. Aconteceu com Carolina Dieckman e Viviane Pasmanter.

Devo confessar que, no meu ponto de vista, também não tem problema algum. E já vou dizer porquê. Talento não se mede pela profissão que se tem. E é por isso, que não vejo mal algum. Além do mais, quem tem alma de artista, tanto pode um dia querer pintar, esculpir, como dirigir, representar, escrever ou filmar. A arte não se limita a um meio.

POLÉMICAS QUE VIERAM AO LUME:
Fundamentadas ou não, na imprensa surgem notícias de casos de insatisfação com a escalação em novelas. O mais recente talvez tenha sido o de Grazielli Massafera em Páginas da Vida. Por ter participado no Big-Brother, a coisa não foi bem vista. Já no passado casos semelhantes se deram.
Mas o mais flagrante deu-se talvez na novela “Quatro por Quatro”, em que ofensas verbais e agressões físicas foram reportadas nos bastidores, entre Elizabeth Savalla e Betty Lago. Ao que consta, a primeira, detentora de um currículo comprido, sentiu inveja do sucesso da outra, com um currículo curto mas a transbordar de talento. O autor então desenvolveu mais nuances para a personagem de Elizabeth, que iam de negra da favela, a Lady condessa. Uma fantochada! Onde na realidade, Elizabeth só provou que é sempre a mesma, com os mesmos tiques, interprete lá o que quiser.

O que me leva ao aspecto menos falado de todo este criticismo. O facto de existirem actores de renome, com fama criada, que não têm tanto talento assim. Alguns “nasceram e foram criados” no início da época das novelas, quando eram jovens e a beleza os ajudou imenso. Mas não se desenvolveram por aí além. Têm de facto um currículo extenso e merecem sem dúvida todo o respeito. Mas nem todos podemos ser iguais e há uns melhores que outros. Principalmente quando o veículo deixa de ser o teatro para ser a televisão. Isto não devia perturbar ninguém.

O TALENTO SE PERDE?
A meu ver sim. Tal como se ganha, também se perde. Deve ser necessário a um actor o exercício constante, para não cair em fórmulas das quais depois não se consegue regressar. Há casos provados de tal ter acontecido.

DEVE-SE SELECCIONAR PESSOAS?
Não me parece. Sei que existem muitos e bons actores, e é lamentável que não tenham todos iguais oportunidades. Mas a vida é assim em tudo. Uns pouco aparecem e são muito bons, mas vêm a TV como um veículo menor, dizem que a nobreza está no teatro, e só frequentam a televisão quando precisam de dinheiro para uma peça ou de conduzir o público às salas de teatro. Por outro lado, apesar de se introduzirem nas novelas pessoas fora da área, mas do meio, como cantores, apresentadores, jornalistas e novos rostos, também é verdade que lá estão sempre os mesmos. Parece existir espaço para todos e ao mesmo tempo, só para alguns. Muitos autores têm os seus actores predilectos, que colocam sempre nas tramas, o que a meu ver, cansa o espectador. Estou por exemplo, cansada de ver os mesmos rostos com os mesmos autores, a contracenarem entre si.
English version:
During periods of time news about the discontent between already consecrated actors and wanna-bes that came from a different working area, such as model industry or reality shows came up. One of the most talked about must have been the situation between Elizabeth Savalla and Betty Lago in “Quatro por Quatro”. Both women are reported to have insulted and throwned objects to each other between takes. It is said that Elizabeth got jealous of the colleague’s success specially because she came from a model background and had less experience has an actress. Betty was considered a revelation in the role. Complaining about hers, Elizabeth got the actor to develop better characters for her, and the result was a cat-walk of different characters, all of them interpreted in the same way.

So? Is there a legitimate reason to disagree with the introduction of ex-models or media instant tv phenomenals into soaps? I don’t think so. Although I understand the point of view, the reality is that many of the so auto-proclaimed great actors started pretty much the same way. The difference is just the age in win they where introduced to the craft. Being able to work with some legends, having a vast theatre experience in they résumés, they assume they’re within the best. Of course, experience and body work is something to respect. But is not a status of greatness.

Besides many of them when they started out, did also benefit by they looks that shadowed the lack of experience, being allowed to stay and develop the craft was what brought them to improve. Here’s some examples of great actresses that came from other backgrounds or had none what so ever: Mónica Carvalho, Cristiana Oliveira, Isadora Ribeiro, Betty Lago, Vera Fisher, Carolina Dieckman and Viviane Pasmanter. This last two had no experience what so ever when they started out in a mega role on a soap.

Other reason why soaps introduce new and beautiful faces and people with reputation in other areas in their stories is that they want to reach the most audience they can. If a popular singer gets a part on a soap, that will attract that singer fans to the product. If people get curious to see how a major reporter call Marília Gabriela delivers in her first soap, of course television owners won’t close the door on her. (I’ve always been curious about this particular crossing, because the difference here is that Gabriela always received lots of admiration and love from the artistic community that she so passionate interviewed, sometimes admitting having some jealousy and curiosity for the craft. So, how did they deal with another crossing?)

Actually, some actors with lot of prestige don’t show that much talent on television and that is not always because of bad characters, or bad script. Sometimes, they are not so great. Is this simple.

Is true there seems to be television roles for everyone. But other times, the faces are always the same, and that space seems to be just for few. I’m so tired of watching the same actors working with the same authors. The casts start to feel the same and people want renovation. I understand preferences, and working with people that make us give and achieve more. But it can’t be always like that.

Another thing that is starting to upset me as a spectator is that I’m always watching 30 something actors doing the role for younger ones. They still keep on making the young naive, honest type, that only recently left home, and their faces just aren’t there anymore. Although a good acting is pretty convincing and age should not be a killing factor, the fact is that more teen Alessandra Negrini don’t convince me. Especially in double! And never in a heroin role.

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