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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
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sexta-feira, 10 de maio de 2024

TUDO EM FAMÍLIA - a novela

 

Apetece-me acompanhar esta história mas tenho de realçar o quão previsível e esteriotipada é. Tem de se ter cuidado com as mensagens que se passam para o grande público e a Globo, cada vez mais, parece uma fábrica de reciclagem de material reciclado de terceira categoria. 

Bons visuais, mas sempre o mesmo tempero. 


Tudo em Família começa, claro, com luxo e riqueza. Daquelas que se presta a todos os gastos, não tem limite. Esse é o primeiro erro da novela. Mas como é novela, dá-se desconto. Uma rede de produtoras de música é a única fonte apresentada para justificar a fortuna sem fim, que permite a uma senhora de idade viver infindáveis aventuras por todo o planeta. Também pouco provável, pois não só isso não é tão rentável assim e um milionário de verdade NUNCA se fica por um só negócio, mas expande-se por múltiplos, em diferentes ramos, para salvaguardar o próprio dinheiro. Em perpétua viagem, a dona da "Mansini music" também banca financeiramente os 5 netos. Dois deles só com "pequenas" ajudas, mas três na totalidade. Gostando de luxos, viagens para Ibiza, com tudo incluído, jato privado, etc. O tipo de fortuna que precisa-se ser tão milionário quanto o Cristiano Ronaldo e mesmo assim, não sei se dava para bancar todas essas bocas. 


Os cinco irmãos são filhos do mesmo pai com mães diferentes. E de etnias diferentes, que é para se criar um núcleo diversificado como o politicamente correto manda. Assim, temos cinco irmãos, dois mulatos, três caucasianos. A irmã gémea da milionária vivida pela caucasiana Arlete Salles tem um filho, que nem mulato é, mas negro. Este namora com uma colega asiática, que tem um pai não asiático, dono de uma pensão, onde "Lupita", a heroína disfarçada da história, uma cópia deslavada de "Betty a feia", supostamente feia e desastrada mas com bom coração que, aposto desde já (episódio 10) vai virar uma cantora sensação e vai ser ela a responsável por os irmãos conseguirem quadruplicar o milhão e manter a fortuna. 

Portanto, vou precisar ver mais de 100 episódios para, finalmente, chegar a este momento previsível, porque todas as histórias da Globo ficaram assim. Percebe-se logo para onde rumam, temos de acompanhar a engorda...


 Quando em jovens, os cinco irmãos davam-se TODOS bem. Mas depois da morte do pai, separaram-se. Logo aqui existe a maior discrepância com a realidade. Com cinco mães é normal existir rivalidade e afastamento. É muito pouco comum os CINCO irmãos viverem juntos na mesma casa. Geralmente, as crianças ficam com as mães e vêm os pais e meio-irmãos semana sim, semana não, nas melhores das hipóteses. Tem a logística de escola, área de residência, etc, etc. Mas aqui na novela, tudo isso é detalhe que nem vale a pena mostrar. Focam-se num laço de união familiar quebrado que, graças ao testamento "americano" da avó, que, palpito, no final do capítulo ainda se descobre viva e volta para "desmascarar" o sobrinho-vilão. Provavelmente foi parar numa ilha deserta ou sofre de amnésia... o básico. 

Mas para tirar este palpite a limpo, vou ter de esperar quase pelo penúltimo capítulo...  (provavelmente).

E depois temos os AMORES.

Ah, as histórias de amor das novelas... são de vómito. 

Temos dois casais perdidamente apaixonados, mas separados pelas circunstâncias. Circunstâncias essas que não passam de armação de invejosos. Estes casais são básicos e lineares que até dá DÓ. Muito inverosímil.  Temos Tom e Venus, muito apaixonados desde crianças. Vão para se casar mas um dia ela visita-o em Londres (onde vive em total luxo, nunca se explicando bem como conseguem sempre viver em luxo) e encontra uma mulher a sair do chuveiro. Convence-se de que foi traída, a pesar deste jurar que não, que foi uma armação. Separam-se para sempre e isto dita o fim da relação. Lá se vai o "amor para a vida"... Reencontram-se anos depois, já ele está divorciado e com dois filhos. Mais uma vez, a "integração racial" é aproveitada, pois a sua ex-mulher é negra e seus filhos, mulatos. Sendo que Tom, a pesar de ter mãe e pai branquinhos como fantasmas, dá ares de marroquino. Vénus está noiva, de um malandro que a rouba e a deixa com dívidas. Coisa que Tom suspeita e a alerta múltiplas vezes para a falta de carácter do noivo. Ela não acredita nele, até que é roubada. Vénus age como uma mulher independente e muito dada a ajudar os necessitados, ao mesmo tempo que é extremamente burra e ingénua. Não deu uma oportunidade a Tom a pesar do muito amor que lhe tinha. Uma suspeita de traição foi o que bastou... para todo aquele amor chegar a um fim. Que radicalismo! 

Claro, sem noivo que fugiu com o seu dinheiro e ele sem esposa - mas a querer reconciliação, os dois voltam a namorar. Claro que é só uma questão de tempo para armarem novamente para os separar (Foi a ex-esposa e a mãe de Tom que plantaram uma atriz para se fazer passar por curte), recorrendo ao mesmo velho truque. E tudo aquilo que nos pouparam, vamos ter de ver: as acusações, as suspeitas... o ir à caça do autor que, pela segunda vez, aprontou--- para ir desaguar à psicótica da ex-mulher. 

Mas ela não é a única psicótica. A outra irmã dela ficou 5 anos na prisão, por tentativa de assassinato do namorado. Mais uma paixão avassaladora, para toda a vida, que se nota continuar nos dois. Mas o comportamento segue o protocolo - e o namorado, que sobreviveu a uma facada, não a quer ver, a pesar de ainda a amar. Está noivo da melhor amiga (olha a surpresa!). Resta saber se a facada também foi dada por esta ou pelo irmão dele, visto que ambos têm uma fixação nos respectivos. A "melhor amiga" apaixonava-se pelos "relatos" sobre o namorado que a outra lhe fazia e o irmão deste também deve ter-se engraçado... 

Que nenhum destes AMADOS tenham dado uma chance à pessoa que mais amam no mundo de se explicarem, ou ter conjecturado a possibilidade delas estarem a falar a verdade é... idiota face ao tão proclamado amor que dura décadas e não termina nunca. 

Um amor de novela mesmo... 
Básico, protótipo e... pouco ou nada credível nas mãos dos protagonistas. 
Parece aquilo que é: palavras num guião. 




Destaque para o talento da irmã que faz que quer ser uma cantora de sucesso mas tem uma voz horrível. Tomara que, ao longo da história, ela descubra que um produto qualquer dos muitos que toma para se manter bela, seja responsável pela sua voz não "melhorar" e consiga cantar alguma coisinha. Mas está visto que vai sentir inveja da falsa "Guatalama" que fala um falso espanhol e vai ser uma "revelação" no mundo da música, libertando-se daquelas roupas espalhafatosas e aquele penteado feito só para criar figura. Há, e claro... vai tirar os óculos porque, como se sabe, toda a criatura FEIA da ficção, tem de usar óculos... 

Abraço. 

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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Remakes que ofendem os originais

 

Se é um remake e mete o Marcos Palmeira: não veja!


Qual o meu espanto quando vejo na Globo Portugal uma still da novela Renascer, como Marcos Palmeira no papel de filho e a Adriana Esteves no papel da jovem sedutora. 

Quando carrego no play não encontro os personagens. Outros rostos, pouco expressivos, pouco destintos uns dos outros, pouco credíveis, sem carisma algum, estão a soltar suas falas. "Paínho"... Paínho? Mas isso é expressão da novela Renascer... será que fizeram uma segunda versão? 



Ao que parece sim. Reconheço o mais envelhecido Marcos Palmeira a desempenhar um papel, que presumo ser o do Protagonista. Parece que está na moda. À sua volta, outros atores, mais jovens, desbobinam suas falas. Não se entende o que dizem. Não se entende onde estão, o que fazem, qual o assunto. O ambiente também não se distingue. As roupas que usam todas em tons pastéis, sem padrões, o cenário pastel, sem identidade - tudo contribuí para a nova norma de inviabilidade que parece ser a marca registada das produções de novela da Globo. Só se consegue confundir ainda mais os rostos sem expressão ou tónica distinta, que desbobinam texto que não soa credível ou desperta interesse. 

O monitor diz que se trata de uma novela, por episódios, chamada "Renascer". Se o pedaço que tentei ver era a personagem principal rodeada dos seus "filhos", então é mesmo caso para se dizer: ACABEM com os REMAKES! É que estão a humilhar, não a honrar a história... a primeira era bonita, colorida, tinha uma boa vibe. Fica tudo substituído por uma gosma sem credibilidade, em que os "jovens" de 20 são interpretados por trintões para os quarenta anos de aparência, que vestem todos igual, falam igual, têm a mesma forma de entregar o texto... 

Que praga é esta?
O Brasil - e a GLOBO, deixou de saber fazer novela? 

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domingo, 3 de julho de 2022

Assistir Remake está a causar-me saudades de Juma e Jove

 

Este Pantanal (2022) está a deixar-me a sentir SAUDADES da Juma e do Jove. 
Estes que surgem aqui só têm o nome e mimicam a história. Mas não são iguais na essência. E isso é triste.

Pantanal devia ter sido re-escrito por alguém apaixonado pela história. Não por quem partilha genes com o autor. 

No episódio que assisti hoje - Jove leva Juma para a cidade. 

Ai.. que falta de emoção!
Todas as frases chave REMOVIDAS. 

A Juma a ser interpretada como uma menina com conhecimento das coisas da cidade e a agir como alguém com deficiência mental só por não saber onde colocar o olhar. Nossa! Na história original Cristiana Oliveira fez isso mas estava de acordo com o momento que a personagem estava a viver naquele instante. Não é para fazer SEMPRE. Parece parvinha e idiota. 

Neste episódio notei também que o autor foi tirar inspiração - conscientemente ou não - das cenas icónicas do filme Titanic. 

O quê?? O Titanic e o Pantanal?
Sim, meus amigos. 

Braços abertos??

Quando vi Juma de braços estendidos em frente ao avião pensei: 


"Porque é que esta menina que nunca foi criada na cidade, nunca conheceu mais ninguém que não fosse a mãe, estende os braços?" Ela não tem essa referência. No máximo, para ela, abrir os braços seria se alguma vez tivesse visto uma ave a abrir as asas para voar. A Juma original... nossa. Nunca pensei que ia gostar muito mais da interpretação da Cristiana Oliveira e lhe dar ainda mais valor passados todos estes 30 anos. Ela e Marcos Winter... nossa, que SAUDADE do Jove meio debochado, corajoso, brincalhão... este diz uma fala, fazem-lhe uma pergunta ele demora 5 segundos para responder.

Parece que foi ele o criado na lerdeza da vida do campo. O Jove original era um miúdo esperto, rápido, que nunca perdia as palavras. No entanto nesta nova versão a Juma fala mais que ele!

E a forma como aprendeu as letras na areia? Que apressadinhos! Pegou na faca e rabiscou com a mestria de quem já fez aquilo centenas de vezes. Traçou o "a, e, i, o, u" em dois segundos. Até mesmo os detalhes de traçar da esquerda para a direita ou de baixo para cima, ou sem interromper o traço ao fazer a curva do "A"... Para quem desenhou esta letra pela primeira vez FALTOU SENTIR ISSO!!!!

Faltou levar tempo, pensar, assimilar... tudo o que Cristiana Oliveira fez num areal com uma extensão de respeito, com um pauzinho que havia por ali. Estes acharam melhor encontrar um pedacinho pequeno de areal molhado e serem rápidos a rabiscar as letras usando uma faca. Pronto. Feito. Aprendido. Sério??

Totalmente sem sal! Sem impacto. Sem envolvência. Só factual. Sem sabor.  

Estou neste instante a SOFRER. 

A sofrer porque podiam fazer 1000 remakes e mudar muita coisa. Mas JAMAIS a essência destas duas personagens. 

Esta geração é mesmo apressadinha. Só é lerda a falar. Nos beijos - todos modernos à Hollywood e bem descarados - vai com língua logo. Total peganço. Se o guião não dissesse que Juma não quer sexo, estes dois teriam ido para a cama no instante em que se aceitaram. Logo ali, nas águas do rio. Passado dois anos, no máximo, estavam separados e cada qual sem poder ver o outro. 

A inspiração no Titanic não se limitou aos braços abertos, o grito do "casalinho romantico" do filme também foi transferido para o guião de Pantanal. Assim não sei se terei coragem para continuar a ver. Salva-me Zaqueu! Volta, núcleo citadino! Não morras, Madeleine! 


Estou na capitulo 40 e pouco e desde o 30 que anseio para que termine logo porque é um tanto maçante.  

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sábado, 2 de julho de 2022

Pantanal: Decepção atrás de decepção

 Volta MANCHETE!!

Alguém tem de terminar com aquele padrão globo de contar histórias. O remake de Pantanal é algo insonso, feito para se enquadrar nos tempos modernos e por isso não tem de seguir à risca os diálogos e circunstâncias do original.

Mas, caramba!
O que fizeram foi ELIMINAR as partes mais importantes, que nos emocionaram e também estão um pouco a destruir as qualidades e características de cada personagem. Em particular Juma e Jove. 

Para onça, que reage quando ameaçada, esta tá mais para gatinha sem sal. Nunca pensei que ia ver uma Juma com menos força, com menos doçura com Jove, tão modernizada que tá mais para oferecida e até, pasme-se, quando Jove pega na máquina de retrato para a fotografar no rio, ela POUSA para ele. Sem ser instruída. Uma mulher que até então NUNCA tinha visto uma camera e tão pouco sabe o que esta faz, soube instantaneamente os ângulos e os olhares que devia exibir diante da lente. Por pouco não fez biquinho.

Repulsa.

Isto descaracteriza a personagem totalmente.  

Depois vem esta cena: Zé Leôncio vai até a tapera de Juma para levar Joventino com ele e ao ouvir que ele pretende mandar a tapera a baixo, Juma corre para o interior da casa e aparece com uma arma apontada mesmo no meio da testa de Leôncio. "Pai e mãe tão enterrado aqui!" - diz com raiva nos olhos e emoção na voz. 

Uma cena forte. Descrevi-a como a vi na novela original. Para mim foi filmada (e editada) de uma maneira que fez sentido. Mas no remake, Juma parece usar a arma como adereço. Surge logo com ela erguida, depois, parece que se cansa e baixa em arma sem mais nada. Para a voltar a erguer depois. No original é Jove que lhe dá o toque, porque ela estava em "modo defesa" e só Jove a podia tranquilizar.  Esta segunda Juma recorre à arma como se fosse uma brincadeirinha. Nesta versão desta cena quiseram dar mais força a Leôncio e este, com arma na frente, caminha até a mira e exige que Juma dispare, mostrando que é onça.

Ora, todo mundo sabe que Juma não ia ter problemas. Pelo menos antes dele avançar, ela daria um tiro de aviso. Nem o deixaria dar um passo. Amedrontando, porque o som e a bala a sair do rifle ia com certeza, ser bastante dissuasor da aproximação que este Leôncio decide fazer. A sua tapera foi ameaçada e isso sempre a fez reagir. Por isso ela ficaria com RAIVA e teria agido menos... sem sal. 

No remake desta cena, Juma surge fraca, sem coragem, notou-se no olhar que nunca iria atirar. Se o povo descobre isto, porquê haveriam de ter medo dela? Isto não é a Juma. 


E é por isso que este remake falha. Os únicos que podem dizer o contrário são os milenais, que não viram ou só espreitaram cenas cortadas da novela original e nem têm paciência para dedicar mais tempo a uma obra que não tem sequer a qualidade digital que nasceram acostumados a ver. Logo aí, já julgam estar a assistir a um produto inferior e anseiam pela familiaridade padrão. Padrão de agir, padrão de falar, padrão de reações... Padrão. 

Volta Manchete - que eras fora do padrão! 


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Galo de Barcelos no Pantanal

 A novela Pantanal 2022 está em exibição na televisão portuguesa, com apenas um mês de atraso respeitante à sua emissão no Brasil. Mas lá naquele remoto lugar que é o Pantanal, encontra-se sempre um português. 


Vejam só o que Bruaca tem na sua cozinha.


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quarta-feira, 22 de junho de 2022

Pantanal sem Tuiuius só vegetação

 

A impressão com que fico ao ver este remake de Pantanal é que a região em si continuou a sofrer grandes impactos ambientais, estando hoje, 30 anos depois, muito vazio da natureza que a habitava. 


A novela mostra exteriores onde só se vê vegetação e água. Aves a cruzar os céus? Nos ramos das árvores? Jacarés a ondular a água? Isso não aparece mais.

O que se vê? Um bando de árvores secas, mortas, retorcidas. 

É isto o Pantanal?

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