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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Porquê não vejo a novela A VIDA DA GENTE


A trama até parece ter algum interesse - pelo capítulo que apanhei hoje. Então porque razão não estou a ver a novela "A Vida da Gente", que estreou há umas 3 semanas na TVGlobo Portugal?



1)- Pelo título. "Vida" faz lembrar as "Páginas", que também está em exibição na SIC. Faz lembrar todos os títulos pirosos e lamechas com "vida" que possam existir. "Gente" como que reforça a ideia.
Digam lá se não é enjoativo só de olhar?

2)- Pela apresentação/trailler. Lamechas até dar dó, mostrou um resumo amoroso idêntico a tantos outros que logo aí foi um balde de água fria gigante que provocou desinteresse. O casal protagonista é jovem e bonitinho, ambos em plano muito aproximado do rosto dizem bem as falas românticas mas não convencem que existe química e que estão perdidamente apaixonados um pelo outro. São dois bonecos, uma Barbie e um Ken.





3)- Pela presença destas actrizes: Fernanda Vasconcelos, Nicete Bruno, Ana Beatriz Nogueira e também, vou acrescentar, Marjorie Estiano. O que elas têm de errado? Nada, como atrizes. Mas simplesmente gastaram seus filmes comigo. E porquê? Por interpretaram praticamente sempre a mesma personagem. Pelo reel/trailler, Fernanda Vasconcelos estava a representar uma menina em quase tudo igual à "Fernanda", que a celebrizou. No mesmo tom, com o mesmo ar, com o mesmo cabelo, com o mesmo rosto. Não pegou. Nicete Bruno no trailler fez o que sempre a vi fazer noutras personagens: deu muita lição de vida, mostrou ser uma avó moderna, enfim. Já a vi nesse papel antes e não estou para ver de novo. E como também não muda nem sequer o figurino, não atrai mesmo. Ana Beatriz Nogueira.... mais uma megera. E daí? Sabemos que ela é capaz de gritar, de fazer imposições, de ser intransigente. Depois não consigo olhar para o rosto dela com aqueles olhos fundos todos circulados por uma mancha cinzenta e um rosto tão peculiar que não consigo deixar de olhar com estranheza e alguma aversão - lamento querida, porque és boa atriz mas não estou a falar do talento. Teria de me habituar e tentar remeter esta impressão para o inconsciente para conseguir apreciar a novela, só que seria difícil e não estava para fazer o esforço. Marjorie Estiano, uma heroína, doce, compreensiva, sofredooora, a chorar baba e ranho - já vi! E não estava para voltar a ver. Novamente, nem o figurino ou o cabelo parece ter sido alterado para não coincidir com papéis semelhantes no passado. Os registos são os mesmos. E por isso não atraiu.

4) - A música do genérico/abertura. "Tempo, tempo, tempo, tempo" repetido não sei quantas vezes dá vontade de quebrar a TV. É das piores coisas que podem estar sempre a repetir. Em todo o capítulo escutar isto, é dose. Faz querer mudar de canal e nem sequer a novela começou!

5) - O próprio genérico. Quando identifico um plagiozinho ainda que meio disfarçado sinto que tudo o que vier a seguir é plágio também. A abertura é por demais semelhante a "Por Amor", que usou fotografias de Regina e Gabriela Duarte ao longo do "tempo, tempo, tempo, tempo" (irra, que é irritante até quando se escreve) para criar uma das aberturas mais celebradas e memoráveis da história das aberturas de novelas brasileiras da Globo. Esta foi buscar o mesmo estilo e deu o mesmo tom.

6) - A trama. A história como foi apresentada. Parecia uma manta de retalhos de histórias anteriores, muitas delas inspiradas no estilo do autor Manoel Carlos. Não só a abertura fazia lembrar a novela de Manoel Carlos, como a protagonista acidentada fazia lembrar a "Fernanda" de Manoel Carlos, a história do romance-catástrofe fez lembrar Manoel Carlos seguido de uma gravidez e um bebé para criar que fez lembrar Manoel Carlos.

E estas são as razões - a meu ver válidas para quem, ao menos, nasceu no século passado e começou a ver novela bem cedo. Nestas circunstâncias, como podia o trailler desta trama despertar grande interesse? E tem outro factor importante: a quantidade de novelas exibidas ao dispor do espectador faz com que se tenha de optar. Se o timming for mau, se o pacote de "embrulho" (trailler) não for apelativo, dificilmente vai cativar. E com uma "Avenida Brasil" no ar, mais outras tantas ao longo de todo o dia, existe uma certa exaustão e também uma necessidade de abrandar. Porque o cérebro ainda está a tentar ver chegar o final de duas ou três, para conseguir começar a acompanhar o início de outras duas ou três.

E por estes motivos creio que a novela devia ter apostado na escalagem de outros actores, para que não sejam sempre os mesmos a fazer o mesmo tipo de papel. Isso é um grande turn-off, é como fazer sexo sempre na mesma posição. Ao fim de umas tantas já não se sente emoção alguma. Com novela passa-se o mesmo. Não é que as novelas não sejam boas, não é que os actores não sejam bons. O problema é mesmo esse de tudo ser feito pelos mesmos, da mesma maneira, mostrando o mesmo, da mesma forma, plagiando. Ah, e para completar, para ser a cereja em cima do bolo, tem lá a filha do autor Manoel Carlos, fazendo um papel. Sério! Mal a reconheci e fiquei siderada no rosto dela, estranho, puxado, lábio e pele presa, ui! Fiquei tão fixada na estranheza do rosto que só passados uns 10 minutos é que notei que existia uma cicatriz "emprestada" no peito da personagem. A sério! Uma cicatriz que se quer feia e visível mas eu só consegui olhar foi para o rosto estranho, tentando perceber o que se passava...

Gente, a sério que não é do Manoel Carlos esta novela? Olha, eu acho que é! Ou ele arranjou um heterónimo novo, ou um acordo, ou está pela surdina. Não só a história tem um embalo parecido como a filha dele tem lá um papel. E toda a gente sabe: novela que é dele tem de ter a filha dentro. Olha a dica, gente!

Abraço!

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PS: Acho até que já sei como a novela vai acabar. Que cena e que plano vou ver. É que o registo é tão plagiado que aposto que vou ver para o final uma cena idêntica à do final da novela "Por Amor", em que os casais Atílio e Helena, Marcelo e Maria Eduarda mais as crianças, de mãos dadas, lado a lado, caminham reconciliados e felizes se afastando da câmara, num lugar paradisíaco como um belo jardim. E aí vai aparecer na TV a palavra "FIM"! Entendem? Dá para começar a ver uma história que só pela apresentação já se conhece a novela toda do início, meio até ao fim???

1 FEED-BACK -DEIXE OPINIÃO:

Laura Caçoeiro 7 de setembro de 2013 às 11:57  

Também não acho graça nenhuma a Fernanda Vasconcelos e não percebo como ela continua a fazer de protagonista. É que as novelas em que isso acontece nunca têm grande audiência.

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