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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Os «Musos» de Pantanal


Por onde andam os «Musos» de Pantanal?

De início parece estranho que, num país como o Brasil, de calor, sol, praia, capas de playboy e «bundas ao léu», exista algum puritanismo e censura em relação ao nu em novelas. Bem, o Brasil é grande e o povo diversificado. Talvez não seja nada estranho.

A reprise da novela Pantanal tem originado na imprensa brasileira diversos artigos sobre a nudez das personagens femininas. Porquê, não sei. Diversas publicações foram atrás das protagonistas para saber o que fizeram e fazem elas agora. Um desses artigos causou-me alguma perturbação. (http://vip.abril.com.br/edicoes/282/pantanal.shtml)


No meio do diz-que-disse sobre o regresso da novela «Pantanal» ao Brasil, estranho o silêncio das vozes masculinas protagonistas. Nem um comentário parece ter sido publicado da voz de Marcos Winter (Jove), Paulo Gorgulho (José Lucas de Nada) e quase nada de Claúdio Marzo (velho do rio). Porquê não falam deles? Por acaso também não andaram por lá e em pelota?


Parte da profissão de se ser um actor, parece se confundir com outra menos recomendável. Há algo de «prostituto» na actividade (hoje em dia, poucas lhe escapam) quando um actor, para ter trabalho, tem de se vender, mostrar a sua imagem e aparecer para se promover. Embora nada tenha a apontar a quem o faça e aos que aproveitaram a rampa de lançamento da reprise de Pantanal para voltar à lembrança do ingrato público (ou ingrato meio, porque o público não esquece) também me agrada o tanto de nobreza que existe naqueles que, aparentemente, não o fazem, mesmo na eventual necessidade.


Os musos de Pantanal:

Marcos Winter não escondeu do público estar a necessitar de trabalho para pagar as contas, o que o levou a falar com o autor de Duas Caras para ter um papel na novela. É membro activo e fundador da ONG, uma organização que visa lutar contra o trabalho escravo e a prostituição infantil. No que respeita ao regresso da novela, aparentemente mantém-se no silêncio.


Paulo Gorgulho andava pela Record, onde interpretou o maravilhoso Lemos, em Essas Mulheres, voltando a contracenar com a sua querida «Madeleine», a actriz Ingra Liberato. O registo porém, foi tão diferente (e as feições também) que poucos se lembraram que esta dupla se iniciou como um casal de sucesso em Pantanal (facto que não deve ter escapado à Record na altura, pois a novela Essas Mulheres é a detentora do maior recorde de actores de Pantanal no elenco). Esteve também em Bicho do Mato e Caminhos do Coração. Sobre a reprise da novela, aparentemente mantém-se em silêncio.


Claúdio Marzo fez a novela «Desejo Proibido», na personagem de Lázaro, na tv Globo. Sobre o regresso de Pantanal aparentemente terá dito: «não tenho nada a ver com essa novela». Hãã??!! Então como, se fez nela três papéis?
Como diria a D. Milú (Tieta): Mistéééério!


Outros envolvidos:

Um dos directores da novela, o então marido de Ingra Liberato, entretanto ex-marido também de Daniela Escobar (O Clone) Jayme Monjardim, disse jamais processar um filho seu- referindo-se à acção judicial que o regresso de Pantanal no SBT originou.

Benedito Ruy Barbosa, o autor, tinha vendido os direitos de autor á Globo para escrever um remake, está em tribunal a investigar se pode cessar a transmissão da novela. (Pois sim…) e terá dito também, a respeito da afirmação de Jayme: não sei porquê fala assim da novela, quando só dirigiu os primeiros 20 capítulos e depois não saiu do escritório de S. Paulo, palpitando ocasionalmente na montagem das cenas. Dona Milú voltaria aqui a dizer: Mistééério!!

José de Abreu (Gustavo) ficou com a metade azeda desta história. Reivindicou que ajudou a criar a lei dos direitos de propriedade, dizendo que a novela não devia ir para o ar. Mal interpretado ou não, a verdade é que caiu mal e ficou marcado. O actor esteve também presente na novela «Desejo Proibido», interpretando com mestria o Coronel Chico.



Marcos Palmeira: Bzzzzz… sobre este, que há muito sumiu do circuito público, nada se sabe, se ouviu dizer ou parece se ter curiosidade. A última notícia a vir a público reportava o seu desagrado por a imprensa querer registar o seu recém-nascido filhote. Produz e vende produtos orgânicos há vários anos. Está escalado no elenco da novela Três Irmãs. (3/09/2008- Marcos pronuncia-se: http://180graus.brasilportais.com.br/gente/ator-marcos-palmeira-reclama-da-edicao-da-novela-pantanal-43250.html)

Nani Venâncio entrou na abertura. Era ela a mulher que se transformava em onça. Sobre isso diz que hoje sente vergonha dessa cena de nudez, que é uma mulher casada há 15 anos e com filhos e que na altura teve medo por ter de entrar numa jaula ao lado de uma onça. Hoje já não fariam assim…

Leandra Leal (sim, a Elzinha biscoito-fino de Ciranda de Pedra) entrou nesta novela no final. É ela a criança que dá as mãos a Claúdio Marzo (velho do rio) na cena final onde aparecem os créditos. A mãe Ângela fazia de Bruaca. Leandra tinha 8 anos.


Restante Elenco:

Marcus Caruso (Quim)- Três irmãs (2008)
Elaine Cristina (Irma) – escalada para a próxima novela do SBT (Revelação-2008)
António Petrim (Tenório) - escalado para a próxima novela do SBT (Revelação-2008)
Jussara Freire (Filó) – Chamas da Vida (2008)
Ewerton de Castro (Tim)- Chamas da Vida (2008)
Kito Junqueira (Assassino) – Chamas da Vida (2008)
Natália Thimberg (D. Mariana) - Queridos Amigos (2008)
Tarcísio Filho (Marcelo) – Queridos Amigos e Casos e Casos (2008)
Ângelo António (Alcides)- Duas Caras (2007/8)
Carolina Ferraz (Irmã jovem) – Beleza Pura (2008)
Ernesto Piccolo (Renato) – Beleza Pura (2008)
Fátima Freite (prostituta)- Malhação 2008
Flávio Monteiro (Nalvinha)- Os Mutantes: Caminhos do Coração (2008)
Ítala Naldi (Madeleine adulta) – Os Mutantes: Caminhos do Coração (2008)
José Dumond (Gil) - Os Mutantes: Caminhos do Coração (2008)
Rosamaria Murtinho (Zuleica) – Sete Pecados (2007)
Cássia Kiss (Maria Marruá)- Eterna Magia (2007)
Ângela Leal (Maria Bruaca) – Amor e Intrigas (2007)
Totia Meireles (Vedete) – Duas Caras (2007)
Tânia Alves (Filó jovem)- Amazónia (2007)
Sérgio Brito (Antero)- O maior amor do mundo (filme 2006)
Oswaldo Loureiro (taxista) – A Lua me Disse (2005)
Haroldo Costa (padre) – Casa de Areia (filme 2005)


Artistas Falecidos:

João Alberto (Zaqueu) – logo a seguir ao fim da novela, AIDS/SIDA
Rubens Corrêa (Deputado Ibrahim) – 1996, coração (?) SIDA/AIDS
Alexandre Lipianni (Chico, filho de Maria e Gil) – 1996, acidente de viação (choque com um poste), 32 anos
Luiz Armando Queiroz (Empresário vigarista) – 1999, cancro
Rómulo Arantes (Levi) – 2000, acidente de ultraleve, 42 anos

Marcelo Barreto - director

Á Posteriori deste post:

http://www.titinet.com.br/news/marcos-palmeira-aparece-nu-em-cena-da-novela-pantanal-2959.asp * continuo aparvalhada com o que a imprensa brasileira considera ser notícia!

http://180graus.brasilportais.com.br/gente/ator-marcos-palmeira-reclama-da-edicao-da-novela-pantanal-43250.html * continuo sem perceber qual é o problema da novela regressar à tv no Brasil!

Nota: eles (os artistas) fazem uma obra linda. Anos volvidos, querem lá saber: querem é um bom pilim. Regride-se ao falso puritanismo. Irra! Até parece que a novela é porno. Pantanal continua a ser a novela mais vezes apontada como a melhor de sempre. Atrás dela vem Tieta. Por tudo isto, a quem a novela pertence? Ao público.

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sábado, 23 de agosto de 2008

A Favorita: A revelação do crime

Não sei quanto tempo falta para ver a parte em que se descobre quem é a assassina em «A Favorita» mas a SIC já aproveitou o falatório para auto-promover a novela. Não sei é se foi visto por muitos, pois estas promoções são tão fugazes e esporádicas, que é por sorte que as apanho. Vale-me a tv acesa de noite enquanto faço outras coisas.

O que passou na SIC foi um curto spot de talvez 15 segundos, chamando a atenção para a brevidade da revelação. Foi ilustrado com imagens desse momento: flashes de Flora a segurar uma arma com uma camisa enxadrezada, o rosto e o cabelo idênticos, e outros flashes de Donatella, com o rosto e cabelos idênticos.


Na imprensa vi também umas mini-imagens desse momento decisivo: Flora a apontar uma arma, vestindo uma camisa enxadrezada, mesmo cabelo e rosto e o mesmo para Donatella. Não vi nem procurei mais nada sobre esta cena.
Tenho dúvidas que este momento da «revelação» esteja próximo, pois a história ainda não aponta para a possível culpa de Donatella. Até agora, só mostra Flora a incriminá-la e a ter reacções suspeitas. Se é apenas isto o que levou muitos a acreditar na culpa de Donatella, é de surpreender.


Mas onde quero chegar é ao momento do crime e ás imagens que a comunicação social já deixou trespassar para o público. Um crime cometido 18 anos antes mostra as duas principais protagonistas tal e qual como são hoje. Nenhum esforço parece ter sido feito para as levar de volta aos anos da juventude, altura em que o crime foi cometido. Nenhuma indicação temporal foi dada. Flora veste-se igual e Donatella também. Além disso, têm o mesmo penteado, idêntico até no comprimento.


Se esta interpretação está correcta, é uma grande gaffe mostrar as personagens iguais aos dias de hoje. Vejamos: há 18 anos atrás, Donatella seria ainda mais perua do que é hoje. Mais deslumbrada pelo luxo, do qual usufruia há pouco tempo. A sua aparência há 18 anos, em finais dos anos 80, não podia variar tanto do que era a estilo próprio da altura. Usavam-se roupas largas e justas nos sítios errados, com estampados e tecidos coloridos. Enxumaços nos ombros e adornos como pulseiras, brincos, colares (cordões), malas (bolsas) etc, exagerados em tamanho, forma e cor. Os cabelos e maquilhagem foram o que se sabe: também exagerados. Cabelos em pé, com muita laca e com aquela poupa/crista de franja com ripinhas...


Se não é assim que se vestem as personagens na altura do crime, se não estão maquilhadas e com um cabelo diferente, então não é visualmente credível, a menos que a história esteja a ser contada pelo ponto de vista de um interlocutor que as vê como são agora.


É esperar para entender.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Beleza Pura - a história

Acredito não precisar ver muito mais adentro da história - nem sequer esperar para ver a reentrada das personagens que desapareceram no desastre de helicóptero, para poder dizer sem mudar depois de opinião, que considero a interpretação de Humberto Martins a melhor da novela.
De seguida acho que colocaria o actor que faz de «Gambazinho», o advogado José Henrique (Bruno Mazzeo) como aquele que melhor encarna a personagem que tem.
O núcleo da família de Helena não teria qualquer interesse sem Renato. Embora não me convença que um cirurgião plástico não fosse capaz de detectar o que o olhar comum depressa percebe, em termos de interpretação, o «macho» da actriz já convence. Ver o seu amigo Betão a se fazer passar por mulher, essa então é que não deu mesmo para acreditar. Principalmente com Renato a meter a mão na sua maça de adão.
Continua a degostar do núcleo Débora e companhia. Consigo ver as personagens dos actores no papel e simplesmente acho que outros seriam capazes de fazer melhor. Não fico convencida de que «Débora» é uma dona de casa, sensível que desconhecia como gerir certas coisas. Ele não parece que trabalha, não parece o herói que no papel é nem ter toda essa sensibilidade que a personagem tem para o sexo feminino. Também exageram na quantidade de vezes que as suas personagens aparecem na história- muitas delas em situações absurdas sem interesse para o conjunto da obra.
As filhas do casal também não convencem. Não parecem se odiar, apenas representar. A história que as envolve é desinteressante e um tanto «já visto». Quando é que as duas vão virar melhor amigas? Alguém ensina este quarteto Klaus, Fernanda, Luiza e Anderson que existem outros garotos e garotas por aí para namorar?
Outra que tem cenas a mais é a personagem de Zezé Polessa. A «Ivete» está em todas. Acho que cena sim, cena não, são intercaladas com cenas em que Ivete está presente. Se formos a ver, nesta novela cheia de «egos e actores de primeira», as personagens principais têm pouco destaque. Acho até que a menos desenvolvida por força das circunstâncias é Norma, a vilã da história. A ela cabe-lhe sempre tomar as mesmas atitudes, de início ao fim da novela: aprontar para ter o Guilherme, ser desmascarada e continuar no mesmo até ao final. Li na imprensa que Carolina Ferraz não gosta da personagem e dos textos. A personagem é boa, o texto também, e ela faz a Norma muito bem. Mas não é muito desenvolvida. Se tivesse lido que não está contente com o pouco desenvolvimento da personagem na história, concordaria.
Todas as personagens têm um desenvolvimento enorme. Até as secundárias passam a ter mais destaque e a participar mais no desenvolvimento. O empregado da Beleza Pura, o dinamarquês Erik, o mordomo da casa de Robson, Sheila e por aí adiante. Se Norma não tivesse cenas de troca de confidências com Suzy, a sua contribuição para a história ficava reduzida a metade e restrita às cenas de sabotagem a Guilherme e Joana.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ciranda TRUNCADA ! !

Ciranda de Pedra não está a ser exibida na íntegra em Portugal!

O episódio que foi hoje para o ar não foi exibido na íntegra! Veja aqui o capítulo no youtube:

http://br.youtube.com/watch?v=rwR9HRsuByI


Logo de início, não se percebe de onde surge repentinamente as pessoas para auxiliar Laura. Daniel, no episódio exibido hoje em Portugal pela Estação Incompetente de Televisão não grita por Laura. E a cena que intercala esta não é a de Elzinha com a irmã. Essa não vai para o ar. E por aí adiante.

Estão a retirar cenas da novela.

Mais vale tirarem a novela do ar de vez, não concordam?
O que estão a fazer é uma vilanice, uma crueldade. Boicote à Estação Incompetente de Televisão (SIC).

Pelos deuses das novelas, isso é coisa que se faça?

Aqui faço o apelo para que assinem esta petição: http://www.ipetitions.com/petition/SICincompetente

Nunca pensei que ia chegar a este ponto. Mas afinal, os que cedo se revoltaram estavam com a razão. Portanto, não deixe de reinvidicar. É um direito e uma opção.

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Horário de Ciranda: MAIS uma mudança


Será que a Estação Incompetente de Televisão (SIC) quer que as pessoas assistam à novela Ciranda de Pedra? Penso que não. Mais valia tirarem a novela do ar.


Uma nova e quase imperceptível apresentação de 20 segundos comunica o «novo horário» (sem o plural desta vez). A voz off informa no final:


«Ciranda de Pedra, ás 14.00h , de segunda a quinta».

Segunda a quinta ! ! !
Não basta ter 25 minutos, agora só passa 4 dias por semana.

Será que não se definem? BOICOTE, BOICOTE, BOICOTE!
A novela merece melhor.



É difícil manter registo de tantas mudanças que a novela sofreu desde que estreou a 2 de Junho.

Vamos tentar:

1) 2/6/2008: Estreia. Horário: 22.45 h Duração: 1 hora Exibição: 2ªa a sexta
2) Semanas depois: Horário: 22.45 h Duração: 1 hora Exibição: 2ª a Sábado

3) Com o final da novela Duas Caras: Andou a saltitar de horário entre as 22.45 e a meia noite, foi umas vezes preterida outras não pelos primeiros capítulos da novela A Favorita e chegou a não ser emitida para dar espaço ao esticado final da novela Duas Caras. Também teve uma duração de 25m durante quase 2 semanas e andou alternadamente e sem fazer sentido, ora a ser ora a não ser exibida aos sábados. Duração variável entre 25m e 1.25 h.

4) 4/8/2008 Muda de Horário: 14.15 h (anúnciado para as 14.00) e também começa a ser exibida desde o primeiro capítulo (sem qualquer aviso ao telespectador). Duração: 25 m Exibição 2ª a sexta

5) Semana seguinte: Horário: 14.15 h Duração: 25 m Exibição: 2ª a quinta feira, por ser feriado nacional a 15 de Agosto.

6) Segunda-feira seguinte: Horário: 14.15 h Duração: 25 m Exibição: 2ª a 5ª feira - novo mudança, praticamente sem ser divulgada (apenas uma chamadinha 8h antes da novela ir para o ar- foi o que apanhei)


Mais virão, concerteza. Mas Ciranda não merece. É uma boa novela de época, envolvente, bem escrita e visualmente deslumbrante. Ciranda veio mesmo Cirandar para Portugal. Anda ás rodas na Estação de Televisão Incompetente e não é de pedra.

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domingo, 17 de agosto de 2008

A assassina (Favorita)

Neste momento, tanto por cá em Portugal quanto pelo Brasil, penso que já todos sabem que é Flora a assassina na novela «A Favorita». A notícia chegou a ser publicada com direito a fotografias do acto nas revistas que falam de novelas.


Aqui em Portugal a trama vai com atraso em relacção ao Brasil. Neste momento, Lara «acabou» de conhecer Halley, Donatella começou a namorar a sério com Zé Bob e Catarina levou a sua primeira surra. Mas há muito que a culpa parece ser de Flora. Garanto que nesta fase, há pelo menos duas semanas que a culpa aponta na direcção de Flora. Ela age com calculismo, esperteza e frieza. Enquanto isso, a sua rival Donatella revela-se uma mulher que troca as mãos pelos pés, é insegura e incapaz de compactuar com uma mentira sem ficar com a consciência pesada. Ela vai ver Flora na cadeia após saber que esta é falsamente acusada de esfaquear um homem e olha a rival com pena e arrependimento. Flora é a mulher que ela jura ser a assassina! Só pode ser a mocinha...


Não vi o episódio de ontem, mas o de hoje mostra Flora e Irene a ter uma conversa. Irene diz que a sua expressão é de felicidade e Flora responde que deve ser porque dormiu bem. Logo a seguir, Maria do Céu procura Lara para confessar que Cassiano não lhe comprou o vestido e que mentiu, mas a mando de Donatella. E entrega-lhe um brinco como prova.
Está na cara que é armação de Flora. Na conversar com Irene, Flora diz que Gonçalo ainda se vai arrepender e que as provas vão começar a surgir. As provas plantadas, quer ela dizer. Não sei o que vai acontecer daqui adiante para que parte do público brasileiro acreditasse mais na culpa de Donatella. Mas o que Flora está a fazer agora, é fabricar provas. Logo a seguir o médico é seguido para ser alvo de chantagem de Dodi, que quer que ele mude o depoimento que inocentei-a Donatella. Ora, se isto não é atitude de pessoa culpada…

Silveirinha é o cérebro por detrás do início da derrocada de Donatella. Traz ao conhecimento de todos os 22 milhões de dólares, faz todos perderem a confiança em Donatella com a história do homem contratado para se esfaquear e instruí Dodi a chantagear o médico «veado». Continuo a achar que ele é movido por ciúmes. Só quando viu o amor entre a patroa e Zé Bob é que Silveirinha começou a agir assim. No passado, deve ter feito o mesmo em relação a Marcelo. Ele quer Donatella a todo o custo, mas esta vê nele um misto de empregado a pai! Silveirinha não tem chances.

No episódio de hoje, percebi o quanto a atitude de Catarina prejudica os seus filhos. Como pode uma adolescente e uma criança crescer saudáveis naquele ambiente? A postura de Catarina não ajuda. Ela permanece sem reacção e submete-se a tudo. Ela nega as agressões. Os filhos tentam ajudá-la, pedem-lhe para ir embora dali, e ela recusa. Quando desabafam o que está a acontecer e solicitam ajuda, Catarina chama-os de mentirosos. O comportamento de Catarina também tem efeitos negativos para os filhos.

Não consigo encontrar nesta novela uma prestação feminina que desgoste, ao ponto de não me convencer. Tenho lido críticas menos favoráveis à interpretação de Cláudia Raia mas, mesmo confessando que não a acho boa actriz e só gostei de a ver em Terra Nostra, não acho a sua prestação ruim ao ponto de a considerar má. O mesmo já não posso dizer do núcleo masculino.

É impressão apenas ou Thiago Rodrigues (Cassiano) é sempre o mesmo, dentro e fora dos ecrans, nesta ou em qualquer outra personagem? E aquela barba, por Deus, já em Páginas da Vida ficou provado que lhe fica tão mal!

Outro que parece ser sempre o mesmo é Tarcísio Meira (Copola). Tudo aquilo soa a algo que já vi uma, duas, três vezes. Ou o actor faz sempre tudo igual ou está sempre a fazer personagens iguais na televisão. Deste grupo de interpretações que não convencem, retiro Murilo Benício (Dodi). Agora que a sua personagem é assumidamente bandida, acostumei àquela barba estranha, ás roupas, à voz que já ouvi antes não sei onde…

Os melhores no feminino são Lilia Cabral (Catarina), que rouba a cena, Ângela Vieira (secretária de Gonçalo) que aparece pouco e sem grande desenvolvimento, mas marca presença, Christine Fernandes (Rita), que melhora com a idade, Helena Ranaldi (Dedina) que, tendo uma personagem apagadinha e com tendência para ser chata em oposição ao marido hippie, vira uma leoa com garras quando defende o marido das calúnias políticas. Também Ana Roberta Gualda chama a atenção. Fazer a Greice, com toda aquela simplicidade e emotividade não deve ser nada fácil e ela está perfeita. Outra que faz o papel melhor que ninguém é Selma Egrei, a Dulce, mãe de Rita. Ninguém faria com tanta credibilidade e tão bem conseguido, aquele personagem, em tão pouco tempo adentro da história.

Outras interpretações femininas estão também bem, mas não se destacam pela explosão de talento ou se destacam demais.
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No masculino tenho de elogiar Fabrício Boliveira, o actor de Deduzinho. Adoro a forma como consegue interpretar a sua personagem. Segue-se Mário Gomes. Está muito bem e consegue sobressair, no pouco espaço que tem para brilhar. Ele é o máximo. Segue-se o intérprete de Orlandinho. Simplesmente adorei a demonstração de talento por metro quadrado! Orlandinho começa como um patricinho filho de papai, naquilo que pensamos ser uma participação única e vira homossexual. O coitado foi visto pela última vez a ser arrastado por uns tantos gorilas contratados pelo seu próprio pai, para lhe ensinarem a ser «homem». Ainda há muito divertimento por vir!

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