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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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terça-feira, 5 de março de 2013

Guerra dos Sexos - o remake

Ainda vai no 3º episódio mas já dá para tirar umas conclusões. O remake de "Guerra dos Sexos" é uma novela que se vê. Por nostalgia, por o povo gostar de se divertir. Mas em comparação à primeira versão não parece que vá conseguir divertir tanto.

O ENREDO em 2013
Primeiro, está um tanto desactualizado o próprio tema da novela. Isso de Homens de um lado, mulheres para o outro já não faz sentido nos dias que correm. A novela ainda assim podia explorar isso, mas restringindo esse preconceito ao universo laboral nas lojas Charlot. Julgo que "Roberta", de início uma «dondoca» dona de casa algo alienada do grosso dos negócios do marido, ao invés de entrar "a matar" nesse preconceito de género, assim como outras personagens femininas podia revelar uma atitude mais actual, apenas se vendo forçadas a «manter» uma mentalidade separatista em casos particulares. E as restantes personagens deviam manter essa postura no ambiente laboral, por receio e imposição do dono das lojas. 

Que o MACHISMO caracterize Otávio e seu sobrinho, ainda vá lá. Mas os restantes homens deviam ser mais liberais. Engraçado é que, na trama, as mulheres são mais de lados do que os restantes homens. Tirando estes dois, os restantes têm um pouco mais com que se preocupar, mas também, os restantes são quase todos núcleo pobre.

O AMBIENTE E ENVOLVÊNCIA
Após um excesso de planos de uma idosa polícia de trânsito (ainda se usa disso?) sempre a assoprar o apito frente às lojas Charlot, em termos de estética a novela segue um pouco a primeira, não fosse o director Jorge Fernando o mesmo e não fosse, se não erro, filho na vida real da "polícia de trânsito" eheh!

Em termos musicais pouco impacto se fez sentir nestes primeiros episódios. Algumas melodias mantém-se, como a da abertura e o tema romântico de "Juliana", embora já não na voz dos "Roupa Nova". Mas... e quem é que canta aquela melodia «pavorosa» quando aparece a personagem de "Nené"? Julgo que a voz é do próprio actor (Daniel Boaventura) mas ele que me desculpe se for e desculpe quem for, mas não gosto não...

E até agora, acho que ainda não vi (tirando a cena de Victorio) nenhuma personagem com um telemóvel. E que falta fez ele a "Nando", quando descobriu que tinha sido raptado pela «noiva em fuga»... A menos que tenha passado despercebido o instante em que a moça atirou o aparelho para longe da viatura, julgo mesmo que o motorista não transportava um "celular" consigo.

ACTUAÇÕES

Soberbo! Soberbo é como caracterizo a prestação de Tony Ramos como "Octávio". Cada vez que ele fala, acredito em cada palavra que diz. Tal é a autenticidade que passa, acredito mesmo que estou a ver uma pessoa que está convicta das ideias que transmite. Quando ele critica as mulheres, ele é autêntico em cada expressão e entoação. A actuação no conjunto é brilhante. Este é um actor de comédia. Tony Ramos já não me fazia gostar dele desta forma desde o tempo do hipocondríaco de "Bebé a Bordo" (que devia ter reprise, gente! Ele e muitos outros foram show nessa novela). Ele está tão bem neste papel, que "eclipsou" totalmente a lembrança do saudoso Paulo Autran na mesma personagem. Eu quero ver este. Este "Octávio". E nem lembro do outro... Acho que mais nenhuma outra personagem entra assim na trama, com uma força por si só. Aliás, logo na primeira fala quando "Octávio" reage ao ouvir o seu apelido mencionado no testamento do tio, Tony Ramos arrancou de mim a primeira risadinha. Logo ali e continuou cena adentro... Por isto tudo merecia um post só para ele.

Edson Celulari também tem bom momentos no registo de comédia. A primeira cena com "Roberta Leoni" (Glória Pires) teve química e prometeu algo interessante daí para a frente. Ele e Tony fazendo comédia sabem dar espaço um ao outro, dando e recebendo. Mas perfeito não está, acho que devia vincar mais o lado mulherengo do lado de pai. Lembro do "lado de pai" da personagem ser muito mais vincado na versão "Tarcísio Meira". 

O ELENCO
De resto, heis algumas «caras» que gostei de rever: Fernando Eiras (Dinorah), que acho que não via na globo faz um tempão, Marilu Bueno, que vai aparecer na mesma personagem a que deu vida na versão de 1983 - a governanta do "castelo" Charlot, a actriz andava pela TV Record fazendo personagens fantásticas e agora regressou a convite do director para fazer novamente a governanta, sendo a única actriz, que eu saiba, a participar nas DUAS versões. Depois surgem «rostos» novos ou menos conhecidos, que ainda pouco posso avaliar mas gostei do pequeníssimo momento que teve em cena Ronnie Marruda (Baltazar), que foi quase actor silencioso numa cena no escritório de Octávio, mas cuja presença física foi tão forte que se destacou aos meus olhos. Uma espécie de postura cómica sem abrir a boca...

Porém acho que ia gostar se outros actores que participaram na primeira novela pudessem, de alguma forma, participar nesta também, em género de «homenagem». Sei que «polítiquices» entre outras coisas influenciam quem é escalado numa novela mas a verdade é que o publico é saudosista e por vezes essa coisa de levar actores da «primeira safra» a fazer «perninhas especiais» na segunda é coisa que agrada. Como não faço ideia do que é feito de Mário Gomes, nem sei se tem compromissos com outra emissora, esse é um dos actores que gostava de ver aparecer por ali. Faz tempo que não se vê e foi memorável como "Nando". As pernas de Maria Zilda bem que também podiam voltar a aparecer por ali, e voltar a fazer humor com essa referencia recorrendo a planos bem generosos desse «dote» que tenho a certeza que a actriz conserva «nos trinques». E Lucélia Santos? Existirá outra actriz que consiga dar a uma jovem personagem um ar tão angelical e de menina quanto ela? Toca a meter ela aí também gente... São actores que gostaria de rever no ambiente desta novela.













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domingo, 3 de março de 2013

Estreia de "Cheias de Charme"

A SIC estreou esta semana a novela brasileira "Cheias de Charme". Os episódios semanais estão novamente no ar, naquela que deverá ser uma "semi-maratona" noveleira de madrugada de Domingo. Cinco capítulos de uma vez só...

Esperava algo animado, divertido e um tanto mais original do que aquilo que estou a observar. Já com 1h de novela no ar e nada na história me empolga. Para cúmulo a cena que acabou de passar causou-me alguma náusea de plágio. A cena do pacto na prisão. 

Está certo que as histórias não são todas originais, são variantes de situações comuns. Mas nada desculpa a cena fraca e deficiente que foi para o ar tão débil, apagada e sem brilho quando em comparação com a MESMA CENA na novela "Quatro por Quatro", de autoria de Carlos Lombardi.


Apenas o autor tem direito de se plagiar a si próprio. De forma assim, tão descarada. Está certo que nem sempre a autoria original é do autor que recordamos, mas uma vez «imposta» uma impressão «digital» que fica na memória do público e faz parte da «sinopse» de apresentação de uma novela, dificilmente alguém que queira fazer o mesmo deverá fazer exatamente igual.... e ficar tão, mas tão atrás. A única diferença nestas "mulheres" de «charme» e as de «quatro por quatro» é como o próprio título explica: Na primeira novela eram QUATRO as mulheres. Nesta tiraram uma, talvez a da personagem que caberia a Elizabete Savala, por ter sido a actriz que se mostrou descontente com a sua personagem e «estragou» o ambiente nos bastidores eheh. Isso NÃO BASTA para tirar a impressão de «cópia» de algo já visto e que funcionou...



Sei que ainda é cedo para tirar conclusões duradouras mas talvez nem tenha oportunidade de tirar muitas mais, pois tirando uma ou outra situação, as restantes histórias na novela são mais que vistas e não despertam interesse. Aracy Balabanian acabou de entrar em cena, é emigrante.... A empregada doméstica (cida) não convence, falta naturalidade e tem ar de patricinha, as relações e complicações das protagonistas não convencem nem agarram...


Não devo acompanhar esta novela. 
(nem todos têm talento para a escrita com humor...)

Cheias de Charme, tem brilho. Tem glitter e estrelinhas brilhantes sim, mas só no genérico de abertura. Não comprar um produto pelo embrulho...

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Novela Brasileira na RTP?


E é assim que se descobre o quanto a RTP é uma estação de televisão invisível...
No ar há algumass semanas está, depois do telejornal da RTP1, a telenovela "Éramos 6" (1994), um clássico muito elogiado, que acompanha a história de uma família por duas ou três gerações, assim como as mudanças sociais e políticas do país.

Uma novela destas, considerada por muitos uma boa novela para se rever, devia ser publicitada. Afinal, GRANDES nomes fazem parte do seu enredo. Irene Ravache, Othon de Bastos, Caio Blat, etc... É uma mega-novela, de top mesmo... Que aparece ali no meio da programação da RTP1 vinda do nada, e só dei por ela noutro dia, por puro acaso ao olhar para um televisor aceso num local público...

E é quando se abrem revistas de televisão como a TV7Dias (nº1354), que na página 40 inicia a abertura do texto sobre o actor Marcus Caruso desta forma: "Está em Páginas da Vida como Alex e em Avenida Brasil, onde faz de Leleco" - que uma pessoa tem a confirmação que a RTP1 não serve mesmo para nada. É invisível, a sua programação passa despercebida e já nem tem interesse as novelas que possa ou não passar. Pois Marcus Caruso, um muito mais jovem Caruso, também entra em "Éramos 6". O actor está, desta forma, no «ar» em TRÊS novelas em exibição nos canais Nacionais. Mas só dão conta de duas... na SIC.


Uma mente minimamente iluminada e mais preocupada com o o tema da programação e o género investido, saberia que "Éramos 6" tem potencial para conquistar público, pois uma novela familiar cativa tanto os mais idosos, que se revêm retratados naquele quotidiano, quanto os jovens saudosistas e apreciadores de uma boa história. Saberia principalmente, divulgar a novela usando o nome das suas estrelas, recurso que durante anos funcionou bem para trazer audiências a um canal. Nesta novela, deviam destacar o trabalho de actores como Irene Ravache, que está "em alta" por estrelar o remake de "Guerra dos Sexos", novela que vai estrear na Globo este Domingo e que o canal tem anunciado e aproveitado as próprias estrelas para divulgarem a novela, apelando especificamente ao público português. Devia aproveitar para lembrar a participação de Marcus Caruso, actor que está a abrilhantar com sucesso as noites da SIC, estação rival e lider de audiências, com o seu "Leleco". Era assim que se fazia antigamente... E para uma estação que tem tudo a perder, porque está a perder tudo mesmo, este conhecimento básico devia ser exigido...


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domingo, 10 de fevereiro de 2013

O contributo da EQUIPE



Tenho vindo a reforçar que o sucesso de uma obra televisiva passa pela equipa inteira. Nenhum actor, por mais talentoso que seja, não beneficia a sua prestação com o trabalho de outro profissional. Desde os textos do autor, ao guarda-roupa, cabeleireiro e maquilhagem. Tudo é simbiótico, é parceria. 

E nesse tecla gostava de falar do contributo dos FIGURINISTAS e CABELEIREIROS na novela "Avenida Brasil": Vou falar nesta novela, mas podia falar de qualquer uma. Porém esta presta-se a exemplos perfeitos. Uma novela cheia de jovens e já não tão jovens protagonistas, com espaço para todos brilharem. "Gatões", "gatonas", os actores entram pela casa a dentro no seu melhor. Mas e quando tiram o figurino e se despedem das personagens, desmanchando os cabelos, o que fica é muito ou pouco parecido? 

Não é nada! São duas pessoas diferentes: a personagem e o actor que lhe dá vida. Semelhanças fisícas existem muitas mas são os detalhes, que fazem das novelas um mundo de fantasia à parte. Muito desse contributo MÁGICO é mérito dos FIGURINISTAS, maquilhadores e CABELEIREIROS. São esses os profissionais que vim homenagear com um post. Sem eles, os «gatos e gatas» não seriam tão belos! :D Obrigado pessoal.

ROSTOS na novela AVENIDA BRASIL

Daniel Rocha, intérprete de "Roni"
O actor beneficia dos cabelos ondulados e "picados" à frente para compor o visual e personalidade da personagem. Vejam a foto "dentro" e "fora" da caracterização.




As fartas cabeleiras das personagens femininas... Nada fáceis de conseguir no dia a dia! Haja Globo...

Fabíula Nascimento: na vida real a intérprete de Olenca não tem nada a ver
com o figurino transado e o cabelo certinho da personagem

Cachos de Camila Morgado, intérprete de Noêmia


E para desenjoar da roupa sem graça e do uniforme de empregada
que "nina" usa, aqui ficam as imagens da Nina armada
em "Carminha" eeheheh.

BRINCADEIRA!! Mas é para onde a personagem caminha, não é?














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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Afinal é bicho SIM!!

ARIRANHA

É este o nome pelo qual MonaLisa (Avenida Brasil) se refere a Sueli.
E não é que é bicho? Ariranha é uma espécie de lontra que se pode achar à beira dos rios no Pantanal, América do Sul.


E como familiar de lontra que é, a ariranha gosta, de facto, de água! Não admira que MonaLisa, perante o desalojamento de Sueli durante uma tempestade, simplesmente diga:  
"E ariranha lá tem medo da chuva?".

Não. Não tem. E é um bicho bem engraçadito, quer conhecer?

Ariranha se bronzeando ao sol pantanense

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sábado, 12 de janeiro de 2013

Piriguete - que BICHO é esse?

Já não é a primeira vez que as novelas brasileiras trazem uma nova expressão ao conhecimento do léxico português. Em "Avenida Brasil", a personagem de Sueli (Isis Valverde) é constantemente referida como sendo uma Piriguete. Numa ocasião em que Sueli fica sem ter onde morar e vai para as ruas no meio de uma tempestade, a mãe de Iran (Bruno Gissoni) comenta que «piringuete gosta de chuva». Mas que animal é esse?

Piriguete é uma expressão brasileira totalmente inventada. Não se refere a nenhuma espécie de animal, não tem significado duplo. Existe apenas para identificar um tipo de mulher. "Adeus" alpinista social, olá piriguete!  Eis algumas definições extraidas da net:

«Piriguete é uma gíria brasileira que designa uma mulher jovem com múltiplos parceiros sexuais e que procura  homens comprometidos e com alto poder aquisitivo para relações em que eles bancam todas as despesas. Geralmente anda em grupos com outras moças que compartilhem os mesmos valores. Hoje é um dos termos mais usados pelos Brasileiros quando se quer chingar uma mulher, uma garota que fica de safadeza e querendo se exibir para os homens...O termo teve origem em Salvador, capital baiana».


Esclarecidos?
Bom, é muito bonito saber isto. Mas deixa no ar a interrogação: e que termo inventaram os Brasileiros para os homens jovens com múltiplos parceiros sexuais que procuram mulheres maduras e com alto poder económico para os sustentar? Porque também tem, né?


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