Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Laços de Sangue, enredos e prestações

Tenho vindo a querer escrever sobre o quanto são originais e refrescantes os temas abordados na novela portuguesa Laços de Sangue.

Começo pela "Missão Impossível" - o negócio que três jovens resolvem montar. Quando aqueles miúdos tiveram a ideia (até pode ser inspirada numa outra trama qualquer), escutei-a e pensei: "É uma boa ideia!". A "Missão Impossível" presta todo o tipo de serviço, tudo aquilo que os outros não querem ou não sabem como resolver. Achei o máximo! Será que não há por aí quem queira passá-la da ficção para a realidade?
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Depois temos todas as tramas paralelas, bem desenvolvidas, actuais... são muitas e dá gosto de assistir ao seu desenrolar. Gostei particularmente do momento em que Álvaro, transtornado com a situação familiar (o filho menor foi deliquente e acabou num reformatório), resolve descarregar as suas frustrações para cima do empregado, explodindo de impaciência e despedindo-o de seguida. Achei que estava muito bem interpretado e conseguido. É tão igual e genuíno ao que realmente se passa por aí, que chegou a assustar. Não foi só a interpretação dele e dos coadjuvantes, mas a situação em si estava toda conseguida na perfeição. Até a "crise" veio à baila.
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A situação laboral na Iô-iô também tem muita história interessante. A inveja entre colegas, a sabotagem, o superior que age de forma a tramar a vida pessoal do subalterno, dando-lhe tarefas à última da hora para o impedir de sair para falar com amigos ou namorar, a directora financeira coagida a aderir a falcatruas. São boas histórias! E são muitas, muitas mesmo...



Lia Gama, que interpreta a mãe de Inês, parece agora controlar-se no arrastar das vogais. Ainda bem! Estava mesmo mal e assim, está bem melhor :)
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O que continuo a não gostar é do núcleo do "azeite" e em particular da interpretação da "ex-correctora da bolsa" Rita, agora agricultora. Simplesmente não dá para acreditar que aquela mulher dedica-se a qualquer actividade que exija um mínimo de movimento. Ela é muito estática, rígida e surge sempre sentada ou de mãos nos bolsos. Não reage fisicamente às boas notícias. Vejo-a mais encaixada no perfil da Carolina Patrocínio, ou seja: uma "patricinha" a quem lhe são dadas a comer cerejas frescas já sem caroço. ;)
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Sobre esta novela li ainda na imprensa que o actor Gonçalo Waddington "aceitou" entrar na novela porque "tem de pagar as contas", mas não o faz com gosto. Ao que parece, o actor reza por aquela cartilha tão velha como o velho do Restelo... Diz ele que, se pudesse, não fazia televisão e por aí...


Pensei que nunca mais ia ouvir um discurso destes. Que antiquado! Isto ainda existe? Até comentei com os meus botões: Não gostas, sai! Há tantos a querer! Declarações destas acabam por ser um desrespeito para com o público. Um desdém! Podem estar descontextualizadas ou demasiado simplificadas... mas não devem estar longe da realidade.
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Voltando ao enredo e às histórias bem conseguidas, há ainda o núcleo humorístico, muito bem conseguido por aquele Self-made-man, que é bom a fazer negócios e a produzir riqueza mas mal sabe falar português. É hilariante! E muito genuíno. O filho apaixonar-se por uma mulher na casa dos 60... o máximo! Não é que acredito na relação dos dois? Está muito bem feito e é diferente, uma lufada de frescura entre o que se costuma ver.


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Diana vai continuar a aprontar, estando a planear incriminar a sogra, Francisca, pela morte do marido, morte esta que só a vilã e o cúmplice têm conhecimento. Inês está a lutar pela sua felicidade e Adelaide está a ver a sua vida mudar radicalmente. Esta novela é, actualmente, a mais forte de todas.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SPOILERS

Acho que a imprensa está a exagerar na antecedência com que nos conta o que vai acontecer nas novelas. Que graça tem acompanhar "Laços de Sangue" e saber que Diana vai separar-se de João na semana em que eles ainda estão nas nuvens a preparar o casamento? Ou ver fotografia da vilã a matar Henrique quando os dois ainda nem se envolveram? Que piada tem descobrir quem matou Sauro, quando ainda nem Diana está morta (outro spoiler) e queremos acreditar na redenção de Clara?
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Esta é uma crítica que tenho vindo a querer fazer à imprensa escrita. Abro uma revista e cenas que vão passar na televisão daqui a três meses já estão disponíveis ali, em fotografias, com a história toda contada. "Espírito Indomável" então, é uma novela toda aberta à imprensa, que a fotografa à medida das gravações e lança cá para fora tudo o que vai acontecer na história. Que graça tem saber que Simão vai ser assassinado na altura em que ele e Beatriz ainda estavam envolvidos? Ou avançarem que o capataz de Rodrigo será morto?
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São os Spoilers. Sempre existiram e vão sempre existir. Têm a sua função prática, que é chamar o público, mantê-lo na expectativa, atiçar-lhe a curiosidade e tudo o mais. Mas, neste momento, exagera-se na antecedência com que se deixa a informação passar para fora.
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Esta semana pude ver fotografias da mão de Clara (Passione) a enfiar a faca em Sauro. Embora a facultação desta informação seja mais compreensível porque no Brasil a história desta novela passa mais avançada (já terminou), o mesmo não acontece com Laços de Sangue ou Espírito Indomável. Então, porque é que a imprensa conta o que se vai passar ao ritmo das gravações, que vão com cerca de três meses de avanço em relacção à exibição? E sempre com fotografias e pormenores de produção.


Nota baixa.

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Assunto em atraso

Pois é... O "porquinho" aqui ao lado tanto pedalou que um ano inteiro passou!

Feliz 2011 a todos!

Desde que entrámos neste ano tenho adiado postar alguns tópicos, mas vou já tratar do assunto antes que passe tempo demais! Reforço os votos de boas energias a todos os leitores deste blogue. Vamos fazer uma corrente de pensamento positivo para que este ano, assim como todos os que se seguem, seja preenchido com mais momentos felizes do que infortúnios. Pensamento positivo para todos! E agora, vamos às novelas...

:) NPR

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

As Mensagens nas Novelas (quando são boas)

A novela "Espírito Indomável" está de parabéns pelo tema que trouxe estas semanas ao lume. Os adolescentes Cristiano e Elisabete decidem fazer amor pela primeira vez. A forma como o texto se desenvolve, é notável. Os dois, levados pelo momento, têm relações sexuais sem protecção ou uso de contraceptivo. No dia seguinte "cai a ficha" a Elisabete, que percebe que pode estar grávida. Então decide ir com o namorado até o posto clínico e pedir a pílula do dia seguinte. Também percebe que foram "irresponsáveis", como diz, por terem feito amor sem protecção. Mesmo ambos sendo virgens, preocuparam-se com as doenças sexualmente transmissíveis. No dia seguinte a mãe descobre-a com a pílula e esta descoberta leva a uma conversa familiar e a um planeamento do início da vida sexual dos adolescentes. Achei muito boa esta mensagem. Se os adolescentes a tiverem como ponto de referência, é muito positivo. Mencionaram o uso do preservativo, deixaram claro que é errado que deduzir que todas as raparigas tomam a pílula e que, por isso, o risto de engravidar nunca existe. Frisaram a importância do preservativo para a higiene do casal. Foi muito positivo e é uma daquelas mensagens que dá gosto ver numa novela. Preocuparam-se em passar uma história com naturalidade, sem lições de moral démodés e com os pés assentes na realidade. Gostei.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PErsonagens (Boas e más) Laços de Sangue

Estou a ver o episódio de Laços de Sangue em que os clientes do restaurante M sentem-se mal todos ao mesmo tempo (curioso) e começam a cair para o lado, a vomitar e a espumar da boca. Foi Diana que misturou um produto branco em pó no sal. SURPREENDE-ME os conhecimentos de química da rapariga! Nas novelas, os vilões sabem sempre o que fazer!Alguém sabe o que despejar para dentro do sal que provoque este resultado e não seja perceptível? Eu cá não, mas decerto que uma Diana sabe!
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As personagens:
Há uma personagem nesta novela - a Sandra que, desde a primeira vez que apareceu em cena, convenceu-me pela autenticidade. Daí para a frente, continuou a surpreender. Sim, gosto muito de ver a actriz Joana Pereira da Silva a encarnar esta personagem. Acho que a faz com mestria, perfeita em todos os detalhes. Sandra é provocadora o suficiente quando precisa de ser, sendo, em simultâneo, falsamente ingénua e dedicada às tarefas domésticas e à patroa. Está um primor! O sotaque também está bem conseguido e o seu aspecto de Lolita, é muito bom! Está bem conseguido pelo vestuário, sem exagero mas com credibilidade. Quando a actriz diz as falas, acreditamos nela e não censuramos Sandra por querer sair do campo para viver a vida da cidade. Mesmo que o queira fazer dormindo com o patrão...
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Por outro lado, há uma personagem que não suporto ouvir, porque sei que quando abrir a boca vai sair sempre aquele timbre démodé, junto com aquela forma antiquada de representar... É a de Lia Gama, que faz de Eunice, mãe de Diana e de Inês. Desculpe-me a senhora, respeito a experiência que tem, mas aquela voz afectada, que arrasta as vogais... não dá!
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Pela excelência surge ainda Jorge Mourato. Outro que acho que faz a personagem na perfeição. A sua submissão à esposa, a forma como aguenta os seus maus tratos e agressões verbais, a forma como se deixou ficar uma espécie de "cinderela" do lar, de avental ao pescoço e colher de pau na mão, obedecendo às ordens da mulher. Esteve espectacular. Mais ainda quando "dá a volta" e decide deixá-la. A história muda e o casal fica mais unido e sincero um com o outro, ficando claro como é que as pessoas podem mudar e chegar àquela situação. Uma boa história, a destes dois, bem escrita e interpretada. Muito boa mesmo.
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Curiosa e estranha é a relação de Adelaide e Gastão. O que é aquilo??! Infelizmente, não é nada que não aconteça aí por muitos lares mas, a "frontalidade" de Adelaide e a forma como está sempre a destilar veneno e a provocar o marido e aqueles que a rodeiam... é demasiado familiar para gostar de ver. Uma história muito, muito bem conseguida! É claro que, continua-se a perpectuar a "velha máxima" que as pessoas que têm dinheiro são infelicíssimas e vivem trágicos dramas, enquanto que as pobres (como as do mercado) não têm dinheiro, mas são felizes e, no geral, honestíssimas! O pobre é honesto e o rico ladrão. Bem, se calhar tem o seu fundamento ;-)
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Nota mais para o negativo para Joana Seixas (Rita) que, tendo uma personagem um tanto apagada, consegue ser um pouco igual ao que sempre é e não convence quase nada na "conversão" de economista da Bolsa de valores para agricultora de azeite. Carlos Vieira (Ricardo), também não convence. Muita dessa culpa é daquele cabelo exagerado, que reforça a falta de geito com a personagem e a rigidez da interpretação, só por isso, uns 50%.
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A novela aborda ainda uns temas interessantes de forma muito actual: a deliquência infantil, as relações extra-conjugais e a forma como são aceites pela sociedade com naturalidade(Jaime conhece o marido de Adelaide em casa do casal e, no final do jantar, deixa-o plantado à mesa e vai com Adelaide para um motel para dormir com ela. No dia seguinte, beijam-se no local de trabalho dele, em frente aos amigos da família dela e do marido). A novela é interessante, até mais por estas histórias secundárias do que pela principal. A personagem de "João" é apagadinha e sem sal. Nem mesmo a revolta que devia expressar diante do julgamento do assassino da irmã o fez perder as estribeiras como gostaria de ver. Não está muito bem conseguida.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tieta ou Gabriela?

Tieta ou Gabriela?

Estes são os meus palpites quanto à informação veiculada pela SIC aos media esta semana, que relata a intenção da estação portuguesa em adaptar (não é um remake) uma conhecida história que já foi novela brasileira da Globo à ficção nacional do canal.

Até ia para Roque Santeiro mas lembrei que o único autor que já não está cá para exigir muitos direitos é Jorge Amado... logo, vem aí a obra que apresentou a novela a Portugal - a icónica Gabriela, que fascinou e a todos deixou em delírio, ou a afamada e apaixonante Tieta?

Tem palpites?

(PS: Vale Tudo é intemporal, adapta-se bem e é da autoria de Aguinaldo Silva! Quem matou Odete Roitman, ou Vitoria Silva, nome já adaptado para português, pode ser a pergunta que se segue na ficção novelística da SIC... ;)

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