Novidade
terça-feira, 28 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Esvai-te em sangue... há tempo!
Dei uma boa risada agora mesmo, enquanto via a novela "Caminho das Índias"! A visão de Tarso com uma arma na mão apontada na direcção de Murilo, fez com que parasse o que estava a fazer no computador e prestasse atenção à cena.
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Pobre Murilo! Não bastava um tiro, acaba por levar dois! Ao ver a bala do primeiro tiro atingi-lo no estômago, já me custou acreditar que se safa desta, como sei que é o caso. Quando a segunda bala atinge-o na mesma zona, mas do lado esquerdo, foi demais. Murilo vive após receber dois tiros no ESTÔMAGO! Parece que ileso e sem graves sequelas... só em novela! O que, aliás, já se tinha visto quando Raul foi alvejado. Mas dois tiros no abdómen... como podem as balas evitar lesionar órgãos com funções vitais? 
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Tirando a lógica da equação, a razão da boa risada deu-se devido ao facto de deixarem o pobre baleado no chão, sem imediata assistência. Melissa corre até o filho, sem sequer virar o pescoço para vislumbrar se Murilo respira ou está morto. Toda a cena centra-se em Tarso, enquanto Murilo fica no chão, a esvair-se em sangue... sem a câmara perder muito tempo a mostrar a sua má sorte. Chega o segurança, e aponta a arma a Melissa. Murilo está ali no chão, e nem o segurança se ajoelha para ver se tem pulso ou respira. Deu até tempo para alguém subir ao escritório, contar à secretária e esta ir avisar o pai de Tarso (Ramiro). Deu tempo para todos estes descerem até a garagem e só então a secretária, é a primeira pessoa a chegar perto de Murilo e a mostrar preocupação com a pessoa a esvair-se em sangue no pavimento após levar DOIS tiros!
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Bem... que bom que todos são tão rápidos! :) Melhor, só o facto de quando a ambulância chega, a comunicação social (?) já estar a fazer perguntas. E Murilo ali, à espera que estas pessoas todas façam o seu show... é bom que se esvaia em sangue em câmara lenta. Só temos 5 litros no corpo e esperar que a chefia desça do escritório, a comunicação social chegue e a ambulância também...
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Agora compreendo porque os hospitais precisam tanto de dadores de sangue (sem brincadeira). Tempo é vida! E as ambulâncias podem não chegar rapidamente...
domingo, 26 de julho de 2009
Mudam-se os tempos... e os hábitos
Olá a todos.
Hoje vim escrever sobre o horário da novela "Caminho das Índias", que, para quem não sabe, em Portugal vai para o ar sempre depois das 22.30 horas.
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Este horário acabou por pegar. As novelas brasileiras de horário nobre que passam em Portugal (canal SIC) têm sido alvo de muitas críticas nos últimos anos, devido ao facto dos telespectadores estarem a «morrer» de sono e a novela não ir para o ar. O resultado é que nem sempre conseguem lutar contra o cansaço e perdem muitos capítulos..
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Confesso que é o que se passa comigo. Nem sempre consigo ver a novela "Caminho das Índias". Perco alguns capítulos e nem me preocupo. E esta é a nova maneira de ver novelas.
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É um novo hábito que se instituiu, passou a ser assim e existem causas diversas para que assim seja. Ver novelas ou outro tipo de programa televisivo nunca mais vai ser a mesma coisa. Hoje habituámo-nos às multi-tarefas e também às multi-ocupações. Se a mulher sempre teve de ajustar «ver a novela» com a lida da casa, os filhos, o marido e os tachos e panelas, hoje existem outros hábitos que mudaram a forma de se ver novela. Sendo o computador, o responsável mor. Ora estou a ver a novela e outros programas de televisão com mais ou menos atenção, ora estou no computador a escutar e a dar uma espreitadela ao ecran da Tv. E estes hábitos já dizem tudo...
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A forma de se ver e viver a novela mudou para sempre. Viverá na recordação apenas, o tempo em que se tratava de um hábito apreciado com maior devoção e maior sentimento. Admitamos, nada voltará atrás. Mas também, por melhor que uma novela seja, jamais voltará a receber do nosso tempo a total «exclusividade» que lhe reservávamos e jamais vai deixar de ser partilhada com outras ocupações. Perder uns capítulos já não nos vai deixar desolados... sempre existe a «espreitadela» no youtube ou no próprio site da Globo...
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Mudam-se os tempos, e os hábitos!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
CI: Que Hipócritas!
Tenho reparado na hipocrisia indiana que aparece na novela "Caminho das Índias".
Hoje, seu Opash decide dar um raspanete (exagerado!) no filho mais novo, por este ter levado a esposa para a loja e esta o ter QUASE beijado.
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E se ela fizesse barulho (ao beijar)? - diz ele. E se aparecesse a polícia?
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Parecem ser bastante intolerantes... já no ocidente, se quiserem andar todos tapados ninguém leva a mal... se não quiserem beijar, ninguém vai obrigar a beijar, se quiserem beijar, ninguém vai preso, enfim...
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A hipocrisia na novela está no comportamento das próprias personagens que censuram alguns hábitos ocidentais. Como pode Opash revoltar-se com um gesto de "cabeça reclinada" em público, quando os filhos estão sempre a beijar (e de que maneira) em público quando fora da Índia?
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No capítulo de ontem, no meio do calçadão, frente à praia, Raj tasca um beijão na esposa. Logo a seguir aparecem trauseundes e pedem para tirar uma foto com a exótica Maya. Por acaso o acanhamento não está enraizado em solo estrangeiro? Não estavam em público?
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Já Ravi, no aeroporto do Brasil, fez o mesmo a Camila. Mas quando esta chega ao da Índia, ele vem com a história da polícia, das demonstrações de intimidade em público, das quatro paredes e tal... mas bem que se esqueceu disso tudo nos muitos e bons amassos que deu em Camila em solo brasileiro. Inclusive, na casa e no quarto desta!
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Há aqui algo errado, ou não há?
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Por outro lado, parece-me (posso estar errada) que a novela está a ter um efeito ténue e discreto mas presente, na sociedade portuguesa, do retorno às ruas de pessoas com raizes indianas vestidas em trajes orientais. Portugal sempre teve indianos, aqui e ali mas, de alguma forma, não muito visíveis, não por todo o lado, como é costume se ver no caso de outras culturas. Os trajes enrolados deram lugar à roupa ocidental, às calças e blusa, ao visual mais discreto. Ultimamente, coincidência ou não, nos transportes públicos e na rua tenho visto mais trajes indianos. Devem existir mais, mas se calhar, esses andam de limusine...
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O que traz à baila outra questão: o exagero dos trajes na novela. Tecidos lindos, efeites primorosos, adornos por todo o lado... quando vejo imagens reais da índia, não andam todos exactamente com aquele ar. Os trajes que vi por aqui também não são tão sumptuosos. Mais uma vez, devem reproduzir o estilo da elite...
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Outro detalhe que me parece absurdo nesta novela é a relação de Raj e Maya. Parece de fantasia. Um conto de fadas desses que se inventam nos livros. Não há atrito, não há diferenças, não há momentos de irritabilidade, casaram e logo ficaram a viver um conto de fadas... é fantasia. Isso de "construir um amor" é muito bonito, possível até, mas neste caso, uma fantasia! Parecem estar a brincar às casinhas.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Quem te viu e quem te vê!
sábado, 4 de julho de 2009
Acabou "Podia Acabar o Mundo"
A novela portuguesa da SIC terminou ontem. Após um enredo cheio de peripécias, com um mocinho sempre a levar pancada e a exibir um rosto cheio de hematomas.
Não me importava que voltasse a dar em repetição, mas só se tirassem todas as personagens e colocassem apenas o vilão feito por Virgílio Castelo e o homossexual representado por Gonçalo Diniz.
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Os dois estiveram suberbos. O vilão português não deixou por menos nenhum vilão internacional. Flora, a vilã de "A Favorita" perde para "Eduardo". Ela tinha de esconder o que era, Eduardo nunca o faz. Disse as frases mais absurdas de um jeito credível. Disparar um revólver era como respirar... foi um vilão bem construído.
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Já o homossexual "Geraldo" foi a melhor personificação do tipo que alguma vez vi, incluindo cinema Americano e novelas Brasileiras. Sem esteriótipo no estilo. Acima de tudo, no estilo. Como explicar: estou cansada de ver a ficção a representar a homossexualidade masculina sempre da mesma maneira. Acaba por ser redutor. Com ou sem traquejos, exagerados ou discretos, a interpretação de Diniz não repete nada disso e trouxe algo de novo. É um homossexual de carne e osso. Diz tudo o que pensa, mas contém-se de ser uma alegoria. É ambicioso e faz maldades, mas tem bom coração. Enfim... a meu ver, esteve perfeito. Só António Banderas, como a sua interpretação do «amante silencioso» de Tom Hanks em Philadélfia me causou igual impressão.
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O resto é para esquecer. Ninguém esteve à altura destes dois. O protagonista Diogo Morgado saiu fraco de tudo isto, as mocinhas também, mais ainda. Não havia paciência para não mudar de canal. Confesso ter gostado do talento promissor em Diana Chaves. O tempo dirá o que mais nos vão mostrar. Até lá, uma viva a estes dois personagens!



