Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Novelas e audiências: as causas da mudança

Muitas telenovelas da Globo não recebem as audiências esperadas e são de extrema qualidade. Parece que qualidade não atrái mais grande parte do público. Ou será que grande parte do público é que não aprecia qualidade?

É capaz de ser por aqui - sem querer ofender ninguém. Tenho ficado surpresa ao longo do tempo com o chamado feed-back da recepção das novelas pelo público. Uma das coisas que constato (e já aqui falei disso) é que o que lá faz um estrondoso sucesso, ás vezes aqui é mediano e o que lá é fracasso é o que aqui mais gosto de ver. Mas tudo está a mudar.

Em ambos os países é dito que as audiências de Ciranda de Pedra são as menores de sempre. A novela tem qualidade. Então, o que está mal?

Se calhar, é o público que mudou. Aquele que aprecia um certo nível de qualidade ficou em minoria. Não me levem a mal mas novela é um veículo social de estudo demasiado interessante para deixar de fazer estas interpretações. E elas são:

Aumentou o número de público com baixa formação e escolaridade.

Num documentário sobre telenovelas brasileiras, um conhecido director afirma que antigamente a camada da população muito pobre não tinha acesso à televisão ou havia apenas um aparelho por lar. Mas isso mudou. Os aparelhos multiplicaram-se e hoje, a camada pobre e pouco formada tem acesso ás novelas tal e qual como outro cidadão qualquer. O público aumentou consideravelmente, mas não o seu nível de formação.

Esta é mais uma interessante mudança social promovida pelas novelas. Um número maior de público que gosta de enredos simples, situações clichés com as quais se possam identificar mais facilmente, do que com o glamour, sofisticação e riqueza de que estão mais distanciados. Ainda mais quando tudo isto vem «embalado» numa novela de época. A maioria não aprecia e prefere algo mais «pé no chão».


Não deixa de ser bastante triste. Porque esta nova mudança social vem a evidenciar uma realidade triste e desapontante: a falta de formação e o aumento das diferenças entre as classes. As novelas de hoje prestam-se como «medidores» desta realidade. Coisas muito ruíns são apreciadas por essa «massa» que é a audiência (Ibobe). Devia servir de alarme. Isto atinge um nervo que me é particularmente sensível. A EDUCAÇÃO. Como alguém que acredita que só a educação pode conduzir a humanidade a um mundo melhor, este novo «fenómeno» social do qual as novelas são um termómetro, vem a revelar uma realidade feia.


Antigamente as novelas eram consideradas um produto menor e sofriam desse preconceito. A maioria das pessoas não admitiam ver e gozavam com quem disesse que via. Dava-se demasiada importância à mediocridade alheia! Aí Portugal abriu-se à produção, a novos canais televisivos e, aos poucos, a população sentiu que não havia mais problemas em admitir que gosta de ver novelas, tanto ou mais que o «intelectualmente aceitável» Telejornal.

Foram dois fenómenos sociais distintos. Estamos a atravessar mais um. A novela é um produto que agrada as massas e todos têm acesso a ela. O problema é que a maioria do povo deste planeta vive mal ou na miséria. Não tem muita instrução. Aumenta a criminalidade, a violência, nas escolas os alunos não mais têm respeito pelos professores que são violentamente agredidos e em casa os país se demitem do papel de educadores. Todos os males da sociedade têm repercursão nas novelas. No chamado «Ibobe». Ou seja: as audiências.

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Ciranda de Pedra: A ida ao purgatório


Tentar acompanhar “Ciranda de Pedra” neste derradeiro horário tem-se mostrado frustrante. A SIC merece e faz por merecer, todos os adjectivos dos “is” que lhe coloquei. É ignóbil! Está ou não está a gozar com a nossa cara?

Deixem-me explicar esta nova razão de revolta. A novela tem apenas 20 minutos de duração neste novo horário de encerramento da emissão, ás 3ªs, 4ªs e 5ªs, nas madrugadas da SIC, ás 4.45 horas da manhã. Pois não é que quase 10 MINUTOS do início de cada capítulo, são a REPETIÇÃO de cenas do anterior??

Irra, que a Bruna nunca mais acaba o noivado!

Não tive paciência para ver as cenas restantes. Cresceu em mim uma sensação de inquietação e ansiedade. Só queria ver o desfecho da cena do noivado de Bruna. Qualquer coisa que aparecesse pelo meio, só me fazia desejar que acabasse logo. A chata e clarividente Elzinha, a insonsa da irmã e os banhos de espuma de Laura com Daniel. Danem-se! O que vai fazer Bruna??

A SIC não nos quer mostrar. Arre! Que estação estúpida!

Este é o noivado televisivo mais longo da história da ficção! Desde o dia 31 de Julho que pende no ar. E após 3 madrugadas de exibição, a cena ainda não chega a uma conclusão! O próximo capítulo é só de hoje a CINCO dias, o que torna tudo tão mais absurdo. Ainda assim, temo que não seja o que baste, para se ver concluída esta cena.

Tentar ver esta novela pela SIC vale por muitas viagens ao purgatório!

Xiça! 2 meses para uma só cena!!!

É um ultraje. Mas quando é que a Tv Globo acaba com aquela porcaria de contrato de exclusividade sem qualquer sentido e vende as suas novelas democraticamente a todos os canais de televisão Portuguesa?
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Se estes ainda as quiserem, é claro. Porque após tanta «merda» (desculpem, mas é a terminologia apropriada à questão), o tempo passa e os produtos da Globo desvalorizam como se fossem aviões em queda vertiginosa.

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A SIC contribuiu para isso após insistir nos contratos de exclusividade. São o principal responsável pelo sucesso da concorrência em produção própria e admiro a TVI por fazer limonada com os limões. A SIC perdeu esse espírito. Está dependente de contratos de exclusividade como um viciado em heroína. Enquanto se destrói no consumo, outros se tornam mais saudáveis.

NOTA:

Fui verificar as gravações. Do primeiro para o segundo capítulo repetiram 13 minutos de cenas anteriores. Do segundo para o terceiro, 8.30 minutos. Em concreto, a emissão do capítulo do meio, o segundo, foi totalmente desnecessária, já que consistiu apenas de cenas repetidas dos capítulos intercalares. O último e terceiro capítulo recuou a cenas que deu no primeiro. Ao todo, nesta primeira semana de Ciranda de Pedra, foram para o ar apenas 40 minutos de cenas inéditas.

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sábado, 20 de setembro de 2008

33 segundos: adivinhe! (01)

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Em breve vai encontrar neste espaço um novo desafio para se divertir.

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Clichés: o casamento desmanchado no altar

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Confessem lá: é ou não divertido ver um casamento a meio de uma novela? O mais provável é que este não se realize. Em vez disso, acontece um grande «barraco».

Alguém sempre diz «não» no altar ou um dos noivos não comparece. Ou a noiva foge (Sete Pecados, De Corpo e Alma) sozinha ou com outro, ou é largada no altar (Selva de Pedra, Quatro por Quatro), ou o noivo desiste, ou alguém tem uma revelação bombástica para fazer (A Próxima Vítima). Algo sempre acontece e ninguém se casa.

A ficção imita a realidade mas, neste caso, creio que exagera. Gostava de conhecer casos autênticos de situações semelhantes. Até agora nunca fui a um casamento que não se tivesse realizado!

Lanço-vos dois desafios. Contem-me casos reais de casamentos desmanchados já com os convidados enfiados nas roupas de cerimónia! Quero saber o que realmente acontece. O que a ficção e a realidade têm de diferente?

Acrescentem nomes de novelas e exemplos de noivados que acabam no altar (ou quase…)Fico a aguardar!!
Humm…

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Final de Laura (Ciranda de Pedra)

A novela já não passa por cá. Ou melhor, talvez volte a passar... ou não. Ninguém sabe. Estão todos em espectativa. Muitos vão programar os seus aparelhos para começar a gravar a sic ás 4.30h da manhã de segunda-feira. Mas atenção aos mais desprevenidos: não estamos no dia 1 de Abril mas é melhor não contar com o ovo no cu da galinha.
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A novela tinha já uns tantos mistérios por desvendar, e não será a sua ausência da televisão portuguesa o impedimento para revelar aquele que considero ser o potêncial final de Laura.
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Sabe-se que a personagem vai morrer, mas ninguém sabe como. Garante o autor que será por uma «boa causa». Bom, para Lauraas filhas são a razão da sua existência. Se não der a vida em troca das três que já tem, então adivinho que a morte será a consequência de uma gravidez tardia!
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Este é, pelo menos, um final «bonito» e imagino adequado para a doce e guerreira Laura. Ainda mais se o filho fôr do seu amado Daniel, que assim, desculpariamos por não se suicidar de seguida, como vem escrito no livro e como a história até agora tornaria perfeitamente aceitável.
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O que acham? Laura vai morrer, mas como?
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Clichés em novelas: os mascarados



Terminou hoje uma novela que começa com um baile de máscaras, onde um jovem e uma moça se apaixonam mas, são afastados antes de terem a oportunidade de remover as respectivas máscaras.

Estou a falar da novela “Essas Mulheres”, mas também podia estar a falar do início de “Direito de Amar” entre outros tantos exemplos.

Já presenciei uma situação similar, mas não vou contar, não vá um dia querer escrever uma novela! Só que nessa novela não são necessárias máscaras e fantasias para produzir o mesmo efeito.

Em alguns destes clichés, ás vezes os dois já se conhecem e se cruzam todos os dias, ou moram na mesma casa. É costume a moça acabar por se casar com o pai daquele que ama. (ex: novelas Direito de Amar, Força de um Desejo) Outras vezes são antagonistas e passam o tempo todo a soltar faíscas de ódio, desconhecendo que se amam noutras circunstâncias. Ai! Que já estou com vontade de ver uma novela! Vamos admitir: como público, somos atraídos por estas histórias de amor/ódio e segredos que só nós conhecemos.

Se em algumas destas situações clichés os amados se encontram continuamente mas desconhecem quem são, na vida real acredito que não é bem assim que as coisas acontecem.

Uma pessoa consegue identificar «o mascarado» por outras formas: a voz, a postura e o sabe-se lá o quê que nos levou em primeiro lugar a ficar tão impressionados.

Na verdade, talvez seja ficção mas, se um dia arranjar um «mascarado», anime-se que, mesmo sem lhe ter visto o rosto, deve conseguir detectá-lo a léguas de distância!

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