Por onde anda... Guilherme Leme


A trama de Terra Nostra continua a avançar, por entre páteos, portões, corredores e passeios de charrete, com as suas incongruências. Por onde começar? Talvez pelo parto do filho de Guilhemercino. Decerto uma cena importante para a história, porém foi de pouca credibilidade o pretexto arranjado para que este tivesse de ocorrer no meio do mato.
antes da partida a filha Rosana diz ao pai que ela e o filho dela vão com eles para a fazenda, e na cena seguinte partem e ela fica na cidade. Explicação? Não houve. E assim, para fugir da peste, os quatro vão para a fazenda, porém Guilhemercino deixa o adorado neto à mercê da doença, assim como Leonora a filha e Mariana o filho no convento. E porquê? Porque se viajassem com as crianças, nenhuma podia fazer o parto no meio do mato. E com quem ficam em S. Paulo a filha da empregada e o neto do patrão? Com Mdm. Janete!
que é estar sempre a ver o sol nascer e a noite a se pôr, cerca de quatro vezes por capítulo. Pelo meio muitas vezes nem interessa a cena que vai para o ar. Tudo isto é acompanhado por muita música, que avança adentro das cenas seguintes. É melodia atrás de melodia, o que confirma novamente a impressão inicial, desta ser uma novela de pouco diálogo e muito embalo. Manter a TV ligada na novela sem a estar a ver é ser agredido pela violenta sucessão destes diferentes sons de embalo.Para quem se lembra, a história de Desejo Proibido começa em 1913, com Ana a perder o filho da sua 4ª gravidez. Esta data, 1913, surge novamente no episódio de hoje: é a data de pesquisa que Miguel telegrafou para S. Paulo para saber informações sobre Regina Simões, filha de Lázaro.
Só lamento que Miguel não tivesse a boa percepção de não passar o telegrama assim que percebeu que Henrique era Perfeito. Está claro, agora ele está a par dos seus intentos.
Está a ficar claro para mim que Cândida deu à luz um menino. Talvez quando saiu da cidade aquando o casamento de Viriato já fosse por estar grávida. O bebé nasceu deficiente e se calhar, foi-lhe dito que morreu. Será?
Henrique pode não ser filho de Chico. Interessante será se se descobrir que Cândida não é avó mas mãe deste! Não seria incomum para a época avós criarem netos como filhos e o contrário também deve ser possível. Até seria simples: a mãe fica grávida, convence a filha a se fingir de grávida e providencia uma longa viagem para ambas. Supostamente a mais velha para auxiliar a mais nova, mas na realidade o contrário. Sabe-se que Isabel, ex-mulher de Chico, fazia todas as vontades à mãe.
Uma hipótese rocambolesca porém, possível.
O calcanhar de Aquiles de Henrique é saber que não é amado por ninguém. Ele será o destruidor de Cândida.
A terminar uma omissão já em longa data em falta aqui nas observações do blog: O soldado Brasil é a personificação cómica e crítica do próprio País, através da qual o autor faz alguns desabafos.
"Acorda Brasil!"
"O Brasil é pobre mas sempre foi ajeitadinho"
E o pobre do Brasil, é tão pobre que volta e meia, fica desalojado do seu pobre cantinho na cela da delegacia e tem de dormir no banco da praça, já que ninguém se preocupa em abrigar o pobre. Pobre Brasil!
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