Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mais Mistérios em Desejo Proibido

Para quem se lembra, a história de Desejo Proibido começa em 1913, com Ana a perder o filho da sua 4ª gravidez. Esta data, 1913, surge novamente no episódio de hoje: é a data de pesquisa que Miguel telegrafou para S. Paulo para saber informações sobre Regina Simões, filha de Lázaro.

Só lamento que Miguel não tivesse a boa percepção de não passar o telegrama assim que percebeu que Henrique era Perfeito. Está claro, agora ele está a par dos seus intentos.

Está a ficar claro para mim que Cândida deu à luz um menino. Talvez quando saiu da cidade aquando o casamento de Viriato já fosse por estar grávida. O bebé nasceu deficiente e se calhar, foi-lhe dito que morreu. Será?

Henrique pode não ser filho de Chico. Interessante será se se descobrir que Cândida não é avó mas mãe deste! Não seria incomum para a época avós criarem netos como filhos e o contrário também deve ser possível. Até seria simples: a mãe fica grávida, convence a filha a se fingir de grávida e providencia uma longa viagem para ambas. Supostamente a mais velha para auxiliar a mais nova, mas na realidade o contrário. Sabe-se que Isabel, ex-mulher de Chico, fazia todas as vontades à mãe.

Uma hipótese rocambolesca porém, possível.

O calcanhar de Aquiles de Henrique é saber que não é amado por ninguém. Ele será o destruidor de Cândida.

A terminar uma omissão já em longa data em falta aqui nas observações do blog: O soldado Brasil é a personificação cómica e crítica do próprio País, através da qual o autor faz alguns desabafos.
"Acorda Brasil!"
"O Brasil é pobre mas sempre foi ajeitadinho"

E o pobre do Brasil, é tão pobre que volta e meia, fica desalojado do seu pobre cantinho na cela da delegacia e tem de dormir no banco da praça, já que ninguém se preocupa em abrigar o pobre. Pobre Brasil!

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domingo, 6 de abril de 2008

Mistérios em Desejo Proibido

Tenho cá para mim que a novela “Desejo Proibido” reserva a todos muitas surpresas. Os mistérios que vão aparecendo, vão sendo parcialmente respondidos. O que é bom, pois as tramas que revelam tudo só no fim são uma grande chatice.

Até agora já se soube qual o “segredo” de Viriato e também o de Galileu. Mas cheira-me que muitos mais estão para vir. O mais surpreendente seria descobrir que existe uma relação de parentesco qualquer entre “Miguel” e “Laura”, que os impeça de viver como marido e mulher. Porque embora a trama se centre no mistério das origens de Laurinha, a verdade é que as de Miguel não são também conhecidas. Uma coisa é certa: se existir sequer essa possibilidade, ao menos uma personagem não deixará de aproveitar isso: Henrique. Este seria capaz de forjar documentos para indicar que Miguel e Laura são irmãos!
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Cheira-me porém, que também a origem de Henrique não é certa. Ele pode até ser filho do Coronel Chico Fernandes. Neto de D. Cândida. Mas quem diz que a filha desta era do seu falecido marido, que era quem tinha um nome de prestígio? Esta ideia surgiu-me quando Henrique ameaça o pai com o vestido vermelho da bugra e este diz: “não mexa com coisas do passado que você pode sair no prejuízo”. Porquê no prejuízo?

Ás tantas, Chico nunca pôde ser pai… ai, os mistérios que se levantam!
E há ainda que descobrir o que Cândida queria dizer na gruta a Viriato quando se abraçou a ele e disse “porquê não posso ter um filho/neto normal”? Quem é Henrique??
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A história vai ser reduzida em números de capítulos por não estar a receber os espectadores esperados no Brasil. Espero que isso não prejudique estes enredos misteriosos. E se o amor de “Laura e Miguel” tiver um desfecho trágico como o de “Carlos e Maria Eduarda” em “Os Maias”, que este não seja cortado. Porém não me parece que numa história destas, os protagonistas românticos passassem por tanto para no final não poder consumir o seu amor.

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Mini-Bio: Murilo Rosa

Mini – Bio : Murilo Rosa

Murilo casou há pouco tempo com a modelo Fernanda Tavares e também faz pouco tempo, em Outubro do ano passado, que ambos foram pais de um menino: Lucas.
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O actor estreou-se nas novelas em 1994, na rede Plus com a novela “74.5 – uma onda no ar” e daí partiu para outras tantas de outras estações até chegar à rede Globo onde presentemente é protagonista na novela “Desejo Proibido”.
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Sempre foi de praticar desporto e no seu currículo tem um título de vice-campeão de vólei. Pensou em fazer faculdade de educação física e foi na condição de estudante universitário que se inscreveu num casting para um filme, só por “curiosidade”. Eis que aconteceu o que tantas vezes já escutámos contar: foi escolhido. Murilo descobriu que representar era giro, gostou e gamou!
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Quando se mudou para o Rio de Janeiro em 1993, após fazer teatro amador, ele logo conseguiu enveredar no universo das novelas, onde regressou em força com o seu Miguel. Um padre que abandona os votos pelo amor de uma mulher.
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E é vê-lo a pular de rochas, preso em cordas, a andar de bicicleta com todo o vigor, esbanjando uma vitalidade saudável. Assim continue.
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Uma frase: A fama faz com que as pessoas te tratem bem em qualquer lugar. (in: estilo)

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quinta-feira, 27 de março de 2008

EM Exibição 04

Há muito se soube do falecimento do actor que fazia o Nezinho na novela "Desejo Proibído" mas em Portugal os fãs poderam continuar a vê-lo até o episódio de ontem. Subitamente D. Purezinha acompanhada do filho Argemiro vai até à paróquia onde o Padre Inácio pergunta pelo paradeiro do seu sacristão e, banhados em lágrimas verdadeiras, dizem que este sonhou com a mãe, ficou com saudades e por isso abandonou a cidade. E esta foi a desculpa que o argumentista achou por bem dar para o necessário desaparecimento da personagem.

A cena foi vivida a lágrimas verdadeiras, com os actores que fazem de Purezinha e Argemiro fora de personagem, a chorar de verdade pelo falecimento súbito do actor. Marcos Caruso porém, manteve-se diante da câmera como padre Inácio, sabe-se lá com que força para encorporar com profissionalismo a personagem e não a dor do momento. Talvez seja a maturidade de quem já viu muitos partir, por muitos já chorou e acredita verdadeiramente que quem partiu está num bom lugar. O tabu que é este tema da morte, passa a ser motivo de maior reflexão para aqueles que têm a maior parte do tempo para trás e menos para a frente.
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Nezinho partiu, como se para ir em viagem atrás da mãe não necessitasse de dinheiro para as despesas e assim, o colchão onde em segredo mantinha o seu dinheiro, é dado por sua indicação ao Padre Inácio, para ajudar os pobres. Sim de facto, para onde Nezinho foi, o dinheiro não faz falta. A cena termina com imagens anteriores do actor montado na sua mula.
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Se no início me interroguei porquê Murilo Rosa foi escalado para interpretar um jovem inexperiente no amor que é padre, agora compreendo melhor. De facto, pela idade, o actor não corresponde mais ao perfil de "Miguel" mas esse é somente o único pormenor. Porque de resto, nele vejo maior impetosidade e jovialidade que nos jovens que com ele compõem o trio: "Laura" e "Henrique". A isso se deve a "tarimba", a experiência que de resto se nota faltar aos outros dois. E por isso é que Murilo é uma boa escolha. Sem ele, aquele trio ficava mais insonso. Se por um lado a intérprete de "Laura" não me conquistou completamente, o intérprete de "Henrique" também não. Sei que a sua personagem se presta a ser interpretada com teatralismo e exagero, mas ainda assim não gosto de o ver. Falta ao actor a tal "tarimba", algo semelhante à demonstrada por José de Abreu que, ao interpretar um carácter semelhante, não deixa de ser em simultâneo convincente como obececado doente ou compreensivo e sensível.
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A linguagem corporal diante de uma câmera não ajuda os jovens intérpretes. "Henrique" devia ganhar um óscar especial, pelo exagero do movimento das sobrancelhas e do dedo em riste. Mas se o último gesto se adapta melhor à personagem, o primeiro podia diminuir em frequência. É que não consigo olhar para outro lado, sem ser para as sobrancelhas dançantes. Parece-me até que lhe encontrei uma característica invulgar: o actor consegue erguê-as de fora tão bem quanto de dentro. Já "Laurinha" sai prejudicada com o excesso de branco daqueles dentes. Outra característica para a qual não devia estar a centrar a minha atenção quando vejo a novela mas lá está: parece incadescente, fluorescente, uma coisa tão dominante que rouba a cena. Depois a actriz está ainda crua em muitas coisas e ultimamente o que me tem enervado é ouvir a sua respiração. A cada palavra pronunciada ou que vai pronunciar, até mesmo durante os silêncios, lá se escuta a respiração pela boca. Além disso, "Miguel" parece muito apaixonado por ela mas ela limita-se a olhar para ele como se estivesse apaixonada. É a tarimba.
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A elogiar tem-me faltado mencionar a cumplicidade que os actores de "Miguel" e "Escobar", muitas vezes regada com a participação do "Padre Inácio". É uma parte bonita de se ver. Parecem uns meninos traquinas!
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TERRA NOSTRA:
Não tenho estado em cima dos episódios diários mas pelo que vi, as personagens continuam a repetir as mesmas histórias vezes e vezes sem conta, diálogos desnecessários continuam a embalar a trama, os passeios por entre coches e portões de casas, corredores e páteos continuam, o comboio continua a ser uma cena para encher, assim como as de trasições da noite para o dia, com os emigrantes a acordar para a lavoura. Além disso, quando o armazém ficou sem dono, não houve nenhum italiano que se apresentasse com a ambição de ficar à frente da venda. Será que a ambição italiana é exclusiva para as duas personagens centrais, Mateu e o amigo, e mais ninguém que trabalha duro naquele cafezal ambiciona largar a enxada? Essa parte não convenceu.

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Emigrantes: estereótipos e piadas

Altura da Páscoa, tempo de reflexão. Mesmo no que diz respeito a novelas!

Há uns tempos, enquanto pesquisava sobre “O quinto dos Infernos” deparei com um artigo brasileiro que abordava a forma como os emigrantes são retratados nas novelas brasileiras. Li coisas que me surpreenderam e teorias de opinião formadas não se sabe bem por quem. Só então pensei neste assunto, que estava totalmente ausente das minhas observações ao ver as novelas.

Como são os emigrantes retratados nas novelas brasileiras? Bom, que importa, não é mesmo? A menos que se inventem mentiras. Sei que o povo brasileiro há uns tempos pelo menos, tinha aquela imagem do português emigrante baixinho, com barriga, farto bigode, de avental branco atrás de um balcão de padaria a amassar a massa do pão e sinceramente, acho que é um estereotipo afectuoso. Que mal tem em mostrar um trabalhador? E as nossas raízes mostram isso mesmo: a existência de uma mão-de-obra emigrante trabalhadora, esforçada e que no Brasil se traduziu em algumas padarias num determinado período de tempo.
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Mas o artigo vai mais atrás e chega ao português colonizador. Fala de “ressentimento de conquistado” e aborda teses de preconceito. Compara a emigração italiana retratada nas novelas com as poucas personagens de portugueses que por lá apareceram.

Terra Nostra é uma novela actualmente em exibição em Portugal. Mostra emigrantes italianos no Brasil, logo após o fim da escravatura, que para lá foram “fazer a América” (enganaram-se e foram parar ao Brasil). São um povo unido, que não inveja os patrícios que sobem na vida, trabalhador, feliz e com uma gastronomia que a todos agrada. Penso que a história emociona qualquer um que a veja, seja qual for o país em que a novela seja exibida. O facto de serem italianos é só um facto, mas quantos e quantos emigrantes não têm essa mesma história? Porém, no Brasil naquela época, aquela população emigrou em grande número, fugindo de uma Itália que proporcionava uma vida de miséria, tal como sempre acontece com quem emigra.

Por falar em conquistadores e por estarmos na Páscoa, inundam as televisões portuguesas filmes alusivos à época. Filmes como “Quo-Vadis” e “Ben-Hur”. Neles recuamos ainda mais no tempo. Vamos aos anos antes de Cristo.

Os Italianos não foram o primeiro povo significante para a história das conquistas, mas foi um dos maiores. Conquistadores exímios, formaram o Império Romano e foram, por muito tempo, os “donos do Mundo”. Conduziram Cristo à cruz, perseguiram os cristãos e no entanto é em Itália que se localiza o berço da cristandade: O Vaticano. Um país dentro de um país. Uma força por si só, um país com uma máfia organizada. A este período da expansão romana devemos as influências que temos hoje em estradas, sistemas de esgotos e canalização – um legado aperfeiçoado pela civilização que foi tão amplamente aplicado nos locais de conquista do Império Romano. Por todo o mundo existem vestígios aqui ou ali, de pontes e outras ruínas romanas.

Sempre achei o povo português parecido com o italiano e vice-versa. Sem ter tido oportunidade de o ir constatar com os meus olhos. Porém, ambas as línguas derivam do latim, ambos os países são banhados pelo oceano, têm sol, uma cultura semelhante e uma boa e diversificada gastronomia. E se formos enveredar pelo tópico das conquistas, as semelhanças talvez sejam maiores. Afinal, noutra altura, também nós fomos os “donos do Mundo”. Conquistámos por mar, fizemos feitos por outros até então nunca alcançados e só depois de descoberto tudo o que havia para descobrir é que outros vieram e gradualmente se apropriaram das rotas comerciais e locais já conquistados. Também o mesmo sucedeu ao império Romano. É assim o ciclo da vida e da história da humanidade.
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Então, que diferenças há entre o povo emigrante italiano e o povo português? Algumas decerto, porque um indivíduo é diferente de outro e assim também é um povo. Mas as semelhanças são maiores. E no caso dos povos que emigram existe um denominador comum que em poucos casos quebra a regra. Seja de que parte do Globo Terrestre partir um emigrante, este parte com coragem, acreditando em si próprio e na sua capacidade de trabalho para conquistar uma vida melhor. O português talvez não partisse com a ideia de ir “fazer a América” (fazer fortuna), mas talvez somente com o desejo de juntar algum dinheiro para si e para enviar aos seus. Ou talvez não. Mas todos procuraram abandonar uma situação de miséria em busca de uma vida melhor. Munidos do seu espírito guerreiro, lutador, conquistador e empreendedor. Acredito que algures no ADN de um povo permanece sempre um espírito guerreiro.
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Embora o artigo se tenha centrado nestas duas emigrações, outros povos e culturas são também retratados nas novelas.
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Já aqui o disse e repito: a ficção mente. Distorce os factos e apresenta a verdade de modo a nos divertir e fazer sonhar, mais que para nos intruir. Estou a recordar a "febre" brasileira da dança do ventre, das roupas e das expressões muçulmanas serem moda aquando a novela O Clone. Cá está: o espectador é tão influenciável! Mas o que recordo sobre este assunto, e trago também à baila o povo cigano retratado na novela "Explode Coração", é que em ambos os casos os visados agradecem mas não deixam de afirmar que muito do que se mostra é distorcido da realidade, exagerado no luxo, na beleza e no glamour.
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Um pão insólito:

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domingo, 9 de março de 2008

Revisitar o Quinto

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