Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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sábado, 1 de março de 2008

Quinto: afinal, quem diz mal?

Afinal, Quem diz mal?


Tanto tempo passou mas continua controverso, o diz-que-disse sobre a série o Quinto dos Infernos. Afinal, quem diz mal? Se o povo de lá gosta e o povo de cá também, a série desgostou a quem?


Uma coisa é certa: antes de estrear em Portugal, a série foi ganhando contornos de escândalo e o seu fracasso foi gradualmente divulgado e reforçado. Foi com muito receio que, finalmente, a Sic colocou a série no ar. É portanto certo dizer, que antes da sua estreia por aqui, a série já tinha como “herança” a crítica depreciativa. Sobe esse jugo fez a sua estreia e creio que não foi recebida com a hostilidade esperada. Já o disse: o português riu. Gostou da comédia.


Historiadores. Tanto Brasileiros como Portugueses. Parece terem sido estes a gerar a onda de protestos. E fizeram muito bem. Já o disse: se fosse historiadora também não ia gostar, Aliás, ia ficar em cólera.

Mas tenho cá para mim que não foram os únicos. Creio que a própria comunidade artística brasileira caiu em cima. Se existiu sabotagem, isso não me causaria espanto.

Porém, estão a levar o assunto demasiado a sério. Volto a repetir: em ficção tudo é mentira. De real só se aproveitam os nomes. Se fosse historiadora, viveria em sofrimento com a televisão e o cinema, de tantas mentiras que impingem ao público. Não esperem rigor histórico da ficção. Mas distorção.

A televisão é um produto para o povo, essa “massa” incógnita de muitos. O povo não é culto em todas as matérias. Suponho até que, a sua própria história é aquela que desconhece melhor. Este desconhecimento facilita o riso mas também facilita o perigo das interpretações lineares.

Então, de vez em vez, as vozes mais entendidas nos assuntos unem-se em protesto. E fazem bem. Mas é uma luta inglória, pois nunca ninguém conseguiu colocar “nos eixos” a ficção.

Exemplos disso são os filmes de Hollywood. Fascinam-nos há décadas com os seus retratos de figuras históricas. Histórias como: “Sissi, a princesa da Aústria”, “Anastácia” e “Ana e o Rei” resultaram em filmes lindos, mas mentem. Porque é assim que funciona a ficção.

Cabe ao espectador criar consciência desta realidade. Até mesmo por uma questão de defesa pessoal. Para não ser mais um que se deixa manipular. Porque muitas vezes é a ficção que nos apresenta em primeiro lugar realidades que desconhecíamos ou influencia o que mal se conhecia. E no caso das novelas, são meses e meses de injecções diárias.

As histórias servem mais para nos distrair, que para nos formar. É assim que funciona. E é por isso que gostei do “Quinto dos Infernos”. Ri muito com a comédia caricata. Apreciei o talento dos artistas. A parte verdadeira da história? Nem prestei atenção. Havia uma? É comédia escancarada.

Mas pode ser perigoso, não o saber…




PS: próximo tópico: Revisitar o Quinto.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Pack dos QUINTOS

A moda da venda de séries televisivas em DVD tinha começado (já não era sem tempo) mas nunca tinha visto uma novela ou série brasileira à venda em Portugal. Por isso comprei “O Quinto dos Infernos”.

Penso que em Portugal a série teve uma recepção agradável mas no Brasil (já começa a ser mais regra que excepção) foi um fracasso. Alvo de muitas críticas, entre as quais o excesso de erotismo, foi apelidada de “porno-chanchada”.

Demorou a estrear por aqui. A estação de televisão receava obter os mesmos resultados de fracasso e alguns temiam que os portugueses se sentissem muito ofendidos com a forma como a família real portuguesa é retratada. Mas não. A maioria dos portugueses riu.

Atirada para um horário bem tardio, lá para a madrugada inclusive, a série conseguiu ser acompanhada por muitos, neste horário que tem sempre audiência. Lembro de ler, na altura em revistas de Tv, comentários de pessoas que escreviam a dizer que gostavam da série. Portanto, quando alguém se dá ao trabalho de escrever para uma publicação, algum bom acolhimento o produto deve estar a receber. Somos um país pequeno. A amostra é pequena.

Depois de a comprar, fui ver como era. Fiquei ligeiramente desapontada. A imagem parecia ter menor qualidade que a gravada da televisão. Comprei o pack julgando tratar-se da série completa, embora a dimensão não parecesse corresponder aos conhecidos números de episódios. Anotado na capa estava 16h51 min de duração total o que pareceu pouco. Quando a fui ver percebi tratar-se mesmo de um compacto. O primeiro corte é percebido quando ocorre a meio de uma palavra não terminada. Mesmo não tendo acompanhado o “Quinto” com regularidade, senti falta de algumas cenas.


Fui agora rever um pouco o início deste compacto do “Quinto dos Infernos”, o que me trouxe à lembrança as impressões com que fiquei das interpretações e vim partilhá-las.

Logo no início vejo o papel interpretado por Paulo Gorgulho e é um daqueles actores que “não faz de conta” que é: ele representa mesmo! Aquela sua personagem é uma encarnação. Dá gosto ver.

Muitas outras estão igualmente bem. São muitas e boas, em bons papéis, em personagens que são um desafio. Grandes estrelas abraçaram esta série, arriscando desagradar a crítica mais púdica. E ainda bem. Um actor dificilmente consegue abraçar a profissão se fôr de pudores.

Na altura não gostei muito de ver a Danielle Winnits. Não que ela estivesse por aí mal mas não achei que a sua fisionomia, de corpo produzido, seios obviamente de silicone e cabelo pintado, fosse a de uma “virgem e inocente” como mandava a personagem. Mas é comédia!

O lançamento da série em Portugal foi uma forma encontrada de suavizar o prejuízo. Não se pouparam esforços nos cenários, na quantidade de personagens e figurinistas, nem no guarda-roupa. Como vem escrito nas costas do pack “quase 50 cenários diferentes (…) mais de 100 profissionais”. A despesa foi grande, e o Brasil não deu retorno. Comprei a série e não me arrependo.


Leia artigos com detalhes sobre a série:
http://minisseriebrasileira.zip.net/ - crítica histórica e de linguagem
http://www.ivox.com.br/opiniao/?id=78427 - outras opiniões
http://br.youtube.com/watch?v=7MnDeqpLkJQ - chamada da novela



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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Acaba 7 Pecados



Últimos capítulos da novela Sete Pecados. Vai pecar? Talvez só um bocadinho....

http://br.youtube.com/watch?v=jnJrO3vTXOU
http://br.youtube.com/watch?v=D2N6wJydKFM
http://br.youtube.com/watch?v=XNzccnF0XZg
http://br.youtube.com/watch?v=8NxgJfw1u4o
http://br.youtube.com/watch?v=lMmn3UgU80o
http://br.youtube.com/watch?v=LQHQQtFSMBk
http://br.youtube.com/watch?v=7Cgmr2o28Pg
http://br.youtube.com/watch?v=dDf0R_CRrcE

NOTA:
Pelo que tenho visto até agora vou eleger os seguintes actores como aqueles que tiveram na trama momentos em que interpretaram as suas personagens de tal forma, que ficou na perfeição. O chamado "roubar a cena". São eles: Reynaldo Giannechini (Dante), Malu Valle (Palma, tia de Elvira) e Odilon Wagner (Anselmo, o careca peruca dependente).

E você? Quem nomeia?

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sábado, 23 de fevereiro de 2008

Que personagem se segue 01?


Lanço um concurso.

Se você pudesse escolher a próxima personagem para um determinado actor ou actriz, qual seria?


Este desafio começa com Reynaldo Gianecchini, o Dante da novela 7 Pecados. O actor encarnou bem esta personagem. A título de recompensa, vamos supor que temos em nosso poder a escolha do seu próximo papel em novelas. Para facilitar, o desafio começa com duas opções. Agora é só puxar pela imaginação. Vote na personagem sugerida ou sugira você uma!

English Version:
This is a new challenge: if you got to choose the new character for an actor/actress, witch would it be? For this first challenge we start with Reynaldo Gianecchini, who has just finish a TV soap has “Dante”. To easy things a little, here are two choices. But you can be more creative and invent a new one. Just comment.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

EM EXIBIÇÃO 02

Actualizações esporádicas das novelas em exibição em Portugal

Terra Nostra, apesar de manter alguma redundância na história, é no momento a novela em exibição na SIC a ter maior desenvolvimento e interesse. Desejo Proibido não lhe fica atrás mas, surpreendentemente a fuga de Laura da Igreja e respectivas consequências não resultou num interesse maior. Mas vamos por partes:

.............................. ....... ..........Lição de Culinária

Terra Nostra teve hoje um capítulo que foi uma autêntica lição de culinária. Falou-se de pão com linguiça, bananas, fábricas de macarrão e alcachofras. É uma informação factual histórica de valor que gosto de ver nas novelas, mas que neste capítulo foi em demasia. Estas iguarias passam quase todas pelas mãos de D. Leonora e a família de Gumercino tem de se submeter a novos paladares à mesa. A história em si, continua com vários momentos de redundância porém, a mentira arranjada que leva Giulianna achar que tem o seu filho nos braços é tão revoltante, que mantém a curiosidade por novas situações.

Sete Pecados bem podia aprender esta lição com Terra Nostra. A de dar umas voltas interessantes de vez em vez, ao invés de prometê-las apenas para o último capítulo. Sobre os capítulos desta semana pouco posso dizer, pois fui perdendo o interesse com a palhaçada mais que vista do objecto perdido e cobiçado (a estátua) que passa pelas mãos do elenco inteiro e desaparece assim que seus perseguidores a localizam novamente.

Desejo Proibido continua a proporcionar-me aquela risada de satisfação, a cada trecho de diálogo de humor inteligente e subtil que o autor escreve numa tirada. Aqui a forma como os actores percebem e incorporam estas mensagens tem muito a ver com a nossa percepção delas. No episódio de ontem, Nezinho sai-se com esta: “então se o afilhado de padre afinal é padre, a sobrinha de padre é o quê, madre?” – como se vê, assim só no papel, a graça pode perder-se. Mas não na linguagem que a novela tem e consegue transmitir.

Observações menos positivas costumam recair sobre as personagens principais e aqui não é excepção. A história toda consiste no amor de Laura por Miguel, que é padre e por consequência, esta paixão não pode se consumar de uma vez. Tem de passar por provações e mal-entendidos. A questão é que Laura comete tantos mal-entendidos, a rapariga é tão precipitada a tirar conclusões, que a coisa começa a ganhar contornos forçados. E é por isto que convém que o papel seja bem dominado pelo actor. Só um bom actor sabe dar credibilidade a estes momentos de puxa-estica. Miguel está muito bem, como o outro lado deste enredo. Mas se fosse ele, as últimas atitudes de Laura me fariam abraçar o sacerdócio com total convicção. Isto de ter paixão por um padre deve ter sido mais usual do que se imagina, no seu tempo.


Reflexão sobre a paixão por um padre:

Comecei a pensar no antigamente, quando todos frequentavam a igreja e o padre e o confessionário era um local muito concorrido pelas beatas. Temos uma noção muito fantasiosa destes tempos devido à contribuição da ficção. Os padres nos filmes ou novelas são sempre homens praticamente santos. Recebem a devoção dos fiéis mas nada que atravesse a fronteira do pecado. Penso porém que na realidade, esta fronteira deve ter sido atravessada com regularidade. Imagine-se um padre de comarca, condescendente, bondoso, atencioso e compreensivo. Ainda que não o fosse como homem, se mostraria assim como padre. E agora imagine-se toda aquela mulherada, vinda de casamentos arranjados, de submissão à figura masculina, muitas vezes maltratadas e usadas como objecto de usufruto, sem um carinho genuíno, sem preliminares. Imagine-se, pois certamente esta realidade na vida da mulher de antigamente era mais real que excepcional. Todos os dias a ir à missa onde uma figura santa, mas homem, lhes dá uma palavra amiga e compreensiva. Quiçá um simples gesto de afago na cabeça significasse mais para uma delas que qualquer outra coisa. Imagino então a quantidade de olhares de carneiro manso que um padre, lá no altar, recebia das suas fiéis mulheres. Agora depende do homem por detrás da batina, a coisa ficar por aí ou extravasar. Tenho cá para mim que a fronteira foi passada sem qualquer pudor, várias vezes. Até porque, as informações que nos chegam actualmente sobre os “desvios” de carácter do clérigo colocam num cantinho qualquer escândalo de um relacionamento entre um homem e uma mulher, ainda que ele fosse padre. Imagino também o pesadelo que não foi, para tantas crianças “ajeitadas”, que naquele tempo, não tinham quem mais se preocupasse, ir parar aos cuidados de um clérigo que usa a batina para dissimular desejos sexuais escusos. Mas estes casos envolvendo uma conduta sexual criminosa de um padre chegam poucas vezes ao ecrãs da ficção. Confesso porém, que se vivesse em Passaperto e tivesse que me apaixonar por um padre, como manda a história, seria pelo Inácio, não por Miguel. O primeiro é cheio das virtudes e os seus pecados, de cozinhar mal e ser teimoso, não causam má impressão. Ao menos o homem cozinha! E lava a louça a seguir.


PS: Não sei em que época ou local o celibato não era condição para o clérigo servir a igreja e os padres podiam ser homens casados e com filhos. Também não sei quando isso mudou para a presente condição mas padres com filhos houveram muitos. O progenitor da primeira filha de D. Beija é atribuído a um padre, embora na novela esta seja de António. A verdade, essa quem a sabe?










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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

escolher a Próxima

Vou revelar um segredo.
As novelas reprisadas teriam muito mais audiência se permitissem ao público escolher qual preferem ver.

Sempre achei que as televisões o deviam fazer. É óbvio que se trata de um desafio ao qual o publico ia aderir com satisfação. Esperei que o fizessem em qualquer canal mas no momento em que conseguiu o exclusivo das novelas Globais, esta possibilidade só pode ser praticada pela SIC. (entretanto a TVI já somou um número razoável de novelas próprias para também o poder fazer).


Será que a SIC alguma vez vai lembrar-se de nos consultar?
Ao invés de tentar acertar devia perguntar e nos deixar decidir, que depois logo se viam os resultados.

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face

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