Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

SER FÃ

Vejo telenovelas brasileiras desde pequena. Comecei a fidelizar-me com “Guerra dos Sexos”, que em Portugal foi para o ar em 1984. Daí para a frente continuei a vê-las e sem o perceber, fui adquirindo conhecimentos sobre as mesmas. Conheço o nome de cada actor, facilmente assimilei também o nome dos estreantes, interiorizei os trabalhos que já tinham feito em Tv, cinema e teatro e os que pretendiam fazer, soube o que diziam e pensavam, através das entrevistas que se publicavam na imprensa e como viviam a sua vida pessoal. Depressa fiquei com uma espécie de “ficheiro informático” de mais de 1000 nomes, que me chegou naturalmente, e de facto, desde actores, autores, realizadores, figurinistas etc, tudo ficou gravado. Mantive esta característica, sem lhe atribuir importância ou a revelar publicamente, por cerca de 15 anos. Aí num certo momento, essas “actualizações” automáticas deixaram de se efectuar e desliguei-me deste interesse que mantinha actualizado apenas por lhe ter gosto.

Explico tudo isto para chegar ao conceito de fã. Não sei o que é ser fã de uma pessoa em particular. Penso que admiro a arte de representar e por isso aprecio quem a executa. Admiro quem o faz brilhantemente, aprecio uma obra bem dirigida e bem filmada, pensando também nas pessoas atrás das câmaras. Imagino as dificuldades de produção, os entendimentos e desentendimentos de bastidores que por vezes se notam no resultado da obra. Penso de uma forma global. Não compreendo assim a particularização de um ídolo e não sei o que é ser fã que agarra, grita, berra e puxa os cabelos como se o juízo lhe escapasse.

Noutro dia vi umas imagens em que uma fã chega perto de Brad Pitt. A expressão no seu rosto era de puro temor! Claro que, como todos nós, conduziu a coisa com aparente descontracção. Mas o facto dos cinco seguranças que o rodeavam não terem visto aquela mulher a lhe puxar para si, deve tê-lo desagradado.

E começo a pensar no horror que é ser uma celebridade. A falta de privacidade, o risco de vida que se corre, para se temer uma mulher que simplesmente nos toca. É que no meio disto tudo existem as ameaças de morte, o risco de fazerem mal aos filhos, o rapto, a extorsão e chantagem, a difamação, as fotografias do tempo da carochinha em que se aparece de cuequinhas, os paparazzi a produzir imagens comprometedoras, o uso exploratório de imagens íntimas de um filme, as declarações dos “amigos da onça” e as invenções diárias. E se aquela mulher lhe espetasse uma seringa e o contaminasse com HIV? E se tivesse uma faca, uma garrafa com ácido, ou qualquer outra arma de agressão?

Sim, de facto, manter a distância é algo necessário. Ser celebridade é uma seca! É um horror! Abençoados aqueles que lá conseguem ter o seu público e serem admirados, mas ao mesmo tempo não lhes andam a tirar o retrato a toda a hora, e podem ir passear com os filhos na praia e andar de chinelo e bermudas, sem maquilhagem e despenteados!

Já me cruzei com pessoas conhecidas. Não lhes peço autógrafo, não lhes dirijo a palavra a menos que haja razão para isso. Sempre as vi como pessoas normais, que estão a passar por mim e que eu reconheço, mas não conheço.

Uma vez fazia um zapping quando parei numa cena de telenovela porque a presença e desempenho de um actor me chamou a atenção. A personagem diz umas poucas falas e continua com a cabeça enfiada no jornal. Disse para mim: “este é mesmo um bom actor!”. No dia seguinte, eis que me aparece à frente. Lá estava eu, com vontade de lhe dizer que admirei o seu desempenho ainda na véspera, mas por algum motivo não me pareceu adequado. Ao mesmo tempo penso: um actor quer ver o seu trabalho reconhecido. Mas a situação não se prestou a isso.

Entretanto, deu-se o fenómeno que é costume ocorrer. Assim que o actor se ausenta, os presentes começam a comentar uns com os outros quem esteve ali. Há quem sinta necessidade de dizer que atendeu esta e aquela “celebridade”. Seja ela actor, cantor ou apresentador. Há quem passe anos a contar que serviu um hambúrguer do MacDonalds a uma actriz de tv, e há quem conte que é amiga da amiga daquela cantora que foi àquele programa, e quem diga que o vizinho daquele casal conhece os vizinhos de um certo apresentador. O que me leva também a me interrogar porquê as pessoas só se sentem fascinadas por quem aparece na Tv.

Em Portugal não existem celebridades como noutros locais e mesmo actores só são assediados de vez em vez, sendo que o fenómeno de assédio constante é recente. Foi produzido e trazido pelas adaptações portuguesas que se iniciaram com o exclusivo da Sic sobre os produtos da tv Globo e as principais responsáveis são as novelas infanto-juvenis importadas de modelos Brasileiros e Argentinos, como “Malhação”, “New-wave” e “Floribella”.

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CAVALGAR EM NOVELAS

Muitas vezes os actores têm de andar a cavalo nas novelas. Em cenas esporádicas, durante um momento de lazer, como em novelas como “História de Amor” ou constantemente, pois o ambiente da novela se desenrola no meio rural onde este animal de quatro patas é o veículo de transporte de eleição.

Eu não sei montar a cavalo, mas já experimentei. A primeira experiência deu-se talvez com uns 9 anos, quando as escolas levam os meninos à GNR equestre. A experiência não me atemorizou, mas colocou os meus sentidos em atenção máxima, quando o cavalo, sereno e cabisbaixo, decidiu levantar as patas dianteiras e abanar o pescoço, sendo repreendido pelo polícia que segurava a corda enquanto o animal dava a sua enésima volta.

Confesso que o que mais me marcou das vezes em que estive perto de cavalos foi o ar apático e triste do animal. Sentia-me triste e não desejava montar. Interrogava-me com que direito o homem subjuga assim um animal para dele usufruir como veículo de lazer. Nunca se colocou a hipótese de aprender mas se me desse para fazê-lo, sei que primeiro precisaria de criar uma relação com ele.

Com actores passa-se o mesmo. Nem todos foram criados em fazendas com cavalos, nem todos aprenderam a montar. Para interpretar personagens que montam a cavalo, muitos têm de ir aprender. A própria emissora se encarrega de encontrar um mestre e efectuar a formação. Muitos foram os casos necessários. Actores que precisam aprender porque nunca montaram e actores que um dia aprenderam mas estão enferrujados. E os que sentem medo, têm de enfrentá-lo.

Lembro que Glória Pires teve de aprender para a sua “Maria Moura”. No entanto, o seu co-star Chico Diaz parece dominar o animal muito bem. Cristiana Oliveira, que interpretou em Pantanal uma espécie de Amazona, não sabia montar. Aliás, as cenas da novela parecem ter sido todas muito bem planeadas para não mostrar a falta de à vontade. Podia apostar que a actriz até tinha algum receio do animal. Já Jove, interpretado por Marcos Winter, o jovem da cidade que tinha fobia a cavalo, domina o animal com mestria invejável.

E assim têm havido muitos casos de actores que têm de contracenar em cima deste animal, disfarçando a falta de jeito. O pior é quando têm de cavalgar. Além de irem a passo, vão em linha recta e se for necessário conduzir o animal, ficam em apuros. É aí que uns planos de corte entram em acção para dar a sensação de acção fluida.

Pretendo colocar aqui cenas só com cavalos. Aí o leitor pode avaliar e tirar a sua própria conclusão. Aviso já que são muitas (parece que no Brasil segundo as novelas, toda a gente nasce e aprende a andar a cavalo!) e que vai levar tempo a reunir as melhorzinhas, mas vai ser um exercício lúdico e divertido.

Para já, deseja ver alguma cena específica? (excluindo à partida a de nudez de Maitê Proença como D. Beija no cavalo – uma cena justificável na novela em que, por sinal também parece que a actriz não levava jeito). Escreva e pergunte.


Cavalgadas:
1)- Pantanal - http://br.youtube.com/watch?v=qT5JU6OPuak

English Version:
In many occasions an actor has to know how to ride a horse. Sometimes only for a particular scene, in other occasions during the curse of the tv soap duration. This was the case of Cristiana Oliveira in Pantanal. The actress doesn’t seam to be very comfortable with a horse witch is not what one should want for a Amazon character has Juma. But she portraits such a good one, that the poor horse scenes don’t get knowtest. To contrast with her abilities, there’s Marcos Winter, her romance co-star Jove. He’s suppose to have horse phobia but then has the ability of riding any horse with such mastery.

Also Glória Pires and Chico Dias, for the Tv series “Memorial de Maria Moura” had to be on top of a horse. She had learning lessons witch allowed her to portrait the character more reliably and I don’t know about him, but he seems very good.

My intention is to upload horse videos so that the reader can judge by himself how the actors go along. So, is there any video in particular that you wish to see? For now, lets exclude the Maitê Proença´s nudity scene in D. Beija. Although is a well done one, well inserted in the story and with good taste, let’s leave nudity out has a prove of respect to the actor and to his craft. By the way, she doesn’t seem to be part of that group who possesses that improved horse-riding skills.

Write and tell witch one you will like to remember. It will take some time, because there are a lot of horse scenes in tv soaps (as if in Brazil everyone is born knowing how it goes!) and a selection is necessary.

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A MELHOR TELENOVELA DE SEMPRE

Está na hora de revelar qual a novela brasileira melhor de todas.

Costumava pensar que escolher a melhor telenovela brasileira era uma equação impossível. Cada uma se expressa num género e retrata uma época. É injusto comparar e eleger vencedores que não pertencem á mesma categoria, ou à mesma idade ou geração.

Mas há uns tempos atrás deu-se o impossível. De todas as novelas a que assisti na minha vida, consigo eleger a que merece o impulso. Para surpresa minha, trata-se de Fera Ferida. A melhor das melhores. Porquê?

Basta revê-la. Tem actuações soberbas e um elenco tão vasto, que de facto a enriquece, ao invés de a tornar fraca. Todas as personagens têm o seu destaque e a sua importância. Todas inseridas na trama e com os seus momentos de desenvolvimento. Depois temos as histórias. Toda a fantasia, o carácter das personagens, a forma como se brinca e desconstrói alusões a factos políticos e históricos. Cada personagem está bem construída e cada uma delas retrata o que de facto se passa na sociedade. As nuances que os actores atribuem às personagens parecem-me planeadas ao milímetro, e no entanto, naturais. É que cada expressão, cada insinuação, por mais leve que seja, recebe do “adversário” a respectiva resposta corporal. E não é massante. Não tem partes muito longas e monótonas (ok, talvez as da mocinha Sigrifida Weber, e as suas intermináveis referências à cultura alemã e ás operas de Wagner). Adoro ver. É um tesouro.

Aqui encontro a interpretação de Lima Duarte. (http://br.youtube.com/watch?v=PlNdghvDuIY)

Confesso que nunca lhe achei tanta graça quanto a que lhe atribuem, mas também pouco vi e acho que não me cabe ousar criticar. Contudo, tiro-lhe o chapéu com o uso que deu a esta personagem. O major é um velho pérfido, sempre atrás de cuequinhas de menininhas e só o olhar de predador a planear apanhar a presa me repulsa.

Mas não há como destacar uma interpretação, sem desmerecer todas as outras. São todas deliciosas! Como fazer jus a todas? Desde as principais, ás secundárias e mais secundárias ainda. As histórias que as envolvem são tão cativantes, que as projectam. Mesmo inexperientes actores e estreantes com muita falta de jeito, tudo se encaixa tão bem que não importa.

O senhor Ataliba Tibó, sempre com uma boa performance por parte de Paulo Gorgulho, é uma das personagens que são como o vinho: quanto mais tempo passa, melhor ficam.

O mesmo para a Ilka Tibiriça de Cássia Kiss. Imagino só o prazer que deve ter sido interpretar aquela figura e os seus traquejos!

José Wilker consegue ser um perfeito que sabemos corrupto, ganancioso e envolvido em podres escabrosos, mas projecta aquele charme de “malandro” que acaba por ludibriar o povo com galanteios. Tem o lado de pai, que é sensível e amoroso, e o lado de homem, que ama uma mulher. Muito bem construída a personagem.

Temos também Marcos Winter, um actor que acho que merece mais reconhecimento que aquele que parece possuir. Algo mais proporcional ao talento que já mostrou nos papéis que fez na Tv. Faz uma dupla inquietante com Joana Foom, que interpreta uma vilã que nada fica a dever à sua Perpéctua em “Tieta” no que respeita à malvadez, mas que tem identidade própria que nem dá para lembrar que uma e outra são interpretadas pela mesma actriz.

E o Chico da Tirana? Uma personagem secundária, mas que tem ali uma interpretação de Tonico Pereira que é fantástica. Aliás, são todas! É mesmo necessário frisar que nesta dissertação alguns ficam de fora. Como Rubra Rosa, a perua que se acha o máximo. Sem classe, sem educação, e com vestimentas que revelam a sua vulgaridade, produz-se dessa maneira achando-se a mais formosa de todas. Ama o marido, diz adorar o filho, mas anula-os e não dispensa sexo tórrido com o amante. E conheci eu depois da novela jovens iguais a esta personagem, todas uma a mais do que gostava de ter conhecido!

A MELHOR TELENOVELA

Como vem explicado, se tivesse de eleger a melhor novela do meu tempo, seria Fera Ferida. Curiosa a respeito das opiniões alheias, levantei uma pesquisa a este respeito e aos poucos, fui percebendo que PANTANAL e POR AMOR são as novelas mais mencionadas.

Devo dizer que me agrada estas escolhas porque, de facto, PANTANAL será sempre a melhor novela em muitos sentidos e POR AMOR também. A primeira é detentora de um fascínio hipnotizador, que nos faz envolver vezes sem conta na história daquelas personagens que já tão bem conhecemos. Estou sempre pronta a rever a Juma, o Jove, aquelas paisagens embaladas pelas melodias de Marcus Viana. Aliás, acho que fui conquistada primeiro pelo som, depois pela imagem! E claro, as personagens.

O que penso de Por Amor já está aqui noutro tópico. É uma novela fenomenal, com situações muito bem exploradas pelo autor e com interpretações fantásticas. É uma Bomba!

Temos o tesouro, a magia e a bomba.


English Version:
Is time to elect the best brazilian tv soap ever. A task that used to seam impossible to me, suddenly became possible. That happened when I re-seen Fera Ferida. It became clear this is the best of my time. Why?

Because is a treasure. It as a large range of characters that actually makes the plot richer, instead of weakening it, what is more common to happen. This characters are very well interpreted by the actors to the minimum detail. That’s why it’s the greatest!

THE BEST EVER GENERAL OPINION:

Curious about other’s people opinion, I lanced this question to the web public and realized the more referred soaps are PANTANAL and POR AMOR. I must confess to be satisfied with the choices. Competing head to head, the “winner” as soon is one as is the other. Both get in first place. And I agree. Pantanal will always be the best soap ever. It has a charming to it, almost a hypnotising ability, in witch the music gets to you first, and then the sceneries and characters enter to the kill. Is a great tv soap, intemporal. I’m always ready to watch it again. About POR AMOR, I’ve already wrote here why I found it to be a great soap. Also intemporal its strength is to be powerful. It’s a bomb!

There you have it: the treasure, the magic and the bomb!

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domingo, 4 de novembro de 2007

INTERCÂMBIO - Tópico para o Leitor

Caros leitores,
conforme vem explicado ao lado, lanço um tópico para que sejam colocadas questões relaccionadas com tudo o que diga respeito a telenovelas que marcaram a nossa vida. Com isso espero encontrar questões do tipo "tem imagens da novela X?", "sabe quem interpretou o papel Y?", "qual a música de H?" - entre tantas outras questões relaccionadas que podem surgir.

Por isso já sabe. Aqui tem a oportunidade de vir a encontrar algo que procura e que talvez exista para partilhar. O tópico será sempre este do mês de Novembro. Você só tem de estar atento e arriscar. Ficarei a aguardar. Aproveite.


English Version:
Dear readers, as you can see being explained on the side, this topic is for you. The objective is to provide an interchange of information. For example: if you’re searching for something related with Tv soaps, meaning with this, a certain brazilian soap, or the name of an actor or some music, here is were you can post it. And who knows? Maybe what you’re looking for is something I got! Enjoy it.

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VIRA-LATA Vira-Sucesso


Já aqui falei desta novela. Vira-Lata, escrita por Carlos Lombardi a seguir a “Quatro por Quatro”. Foi para o ar em Portugal e no Brasil no ano de 1996. Mas um fenómeno diferente ocorreu nos dois países. No de origem, um fracasso, no “irmão” um sucesso. O mesmo produto, recepções diferentes. O que realmente contribuiu para a disparidade?

Neste Blogue gostava de ouvir a opinião de terceiros. Por isso invoco a vossa contribuição. Quero saber onde a viram e o que acharam. Em que condições a novela foi para o ar, que possam ter contribuído para a forma como foi recebida? Escrevam e contem, pois tenho curiosidade. Percebo que existem fãs da mesma que ocasionalmente, aqui e ali, procuram rever algumas cenas.

Já expliquei que em Portugal a novela sofreu três mudanças de horário, sendo que as últimas serviram já para conduzir a audiência que estava a receber para o horário em que a necessitavam. Mas ainda não disse que só comecei a acompanhar esta novela quando mudou para o horário do almoço, já a uns capítulos avançados. O que não é meu hábito. Vi os primeiros, que passaram, se não estou em erro, num horário nocturno de fim-de-semana, e não gostei. Existiu uma sequência de helicóptero envolvendo a personagem “Lenin” que foi absurda: num momento estava pendurado neste, no outro caminhava em solo firme. Também existiu uma certa imperceptibilidade de diálogo, rápido e muito expressivo, que perturbou o acompanhamento. Tudo isto fez-me desligar de Vira-Lata. Até um dia ter chegado a casa para almoçar, ter ligado a TV e não ter conseguido deixar de a ver.

Então, é o horário o factor mais importante? Existiu alguma alteração de texto ou direcção nesses poucos capítulos de avanço? O que aconteceu no Brasil? Que faixa etária de público mais agradou?

Respondam dando as suas impressões pois é uma questão interessante.

PS: No entanto me apetece referir que, mais agora do que quando estava envolvida a assistir a história, me parece existir pouco à-vontade entre os actores Marcelo Novaes e Carolina Dieckman, o par mais romântico da história. Principalmente da parte dela, ainda muito crua como actriz e com falas por vezes imperceptíveis, denoto um certo pouco à-vontade com cenas íntimas ou nas que surge em lingerie ou embrulhada numa toalha http://br.youtube.com/watch?v=DzGXMtWOVs0. Fiquei até com a impressão que se dependesse da vontade de outros, a heroína apareceria mais despida. Talvez o impedimento maior, além da falta de vontade, fosse a idade. Penso que Carolina atingiu a maioridade a meio das gravações da novela. Ainda assim, passando-se a novela na praia, seria naturalíssimo ver a personagem em fato-de-banho! E para estar vestido adequadamente na praia não é preciso ser-se maior de idade.

English Version:
I’ve already spoke about the soap “Vira Lata”. Written by Carlos Lombardi after “Quatro por Quatro”, it went on air both in Portugal and in Brasil in 1996. But different phenomena occurred. It was a success in the recipient country and a failure in the country from origin. What happen?

I’ve already explained the soap suffered three schedule changes in Portugal, but haven’t said I didn’t enjoy it the first time I saw it. I believe, if I’m not mistaken, it first went on air on weekend’s nights. The first episode showed a confuse non-sense sequence with the character “Lenin” hugging from a chopper and immediately after running inside a building or something. It killed my interest. I’ve only started to watch this soap one day, after arriving home to make myself lunch and switched on the television. I got hook.

In this Blog I’m interested in hearing about other people experiences. What is your opinion about this soap? Is schedule that important? How was Vira Lata received in Brasil? What do fans think about it? About what age were they in?

Please leave your opinion here.

PS: about this soap I still feel the need to refer that I find that the couple of actors who interpreted Deu and Renata, the most romantic pair of the story, were not very in tune with each other. Specially her, who was still very raw in acting skills. It seems to me that she is uncomfortable with intimate scenes and the ones in witch she as to be in less clothes. ( Humm… a beach oriented soap that never showed this character in a biquini….). Maybe she was not still at age, maybe… or not. Although I believe that if it depended on other people’s will, this main character would have showed herself less uptide and more within the soap spirit.

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sábado, 3 de novembro de 2007

Por Amor - novela



Há novelas que melhoram com a idade. É o caso de "Por Amor".

Estive a rever dois episódios riquíssimos em tramas e pude percebê-lo. Isso se deve não só à novela mas como ao receptor. Nós também envelhecemos, colectamos mais experiências e então interpretamos as mensagens da história através da sensibilidade de um maior número de nervos sensitivos.

Quando "Por Amor" foi para o ar "Milena" era a personagem que mais atraia as jovens da minha geração, sendo que muitas se inspiravam nela para viver as suas relações amorosas. Pessoalmente não cheguei a esse ponto. Até porque a beleza de "Por Amor" é ser rica em todas as histórias de todas as personagens. Em comum com "Milena" só tive um pouco da sua situação familiar - decerto a parte não invejável por entre aqueles que admiravam a personagem e copiavam o seu estilo de "moleca" adulta. Esta característica rica da novela é o que lhe faculta uma áurea itemporal. Em "Por Amor" são explorados temas de uma variedade surpreendente. Isto permite a qualquer indivíduo se identificar com vários pontos da trama, por já ter passado, estar a passar ou poder vir a passar por situações idênticas ou semelhantes. Eis alguns dos assuntos explorados:

1) A família Dupla - nas figuras de Sirléia, Catarina e Nestor
(veja em:
http://br.youtube.com/watch?v=2xebPwM0_dc)
2) Abuso Psicológico a filhos - nas figuras de Branca, Milena, Leonardo e Marcelo
3) As Amantes - na figura de Isabel e Sílvia
4) O homossexualismo no casamento - nas figuras de Virgínia e Rafael
5) O amor Doentio - Na figura de Laura
(ver em:
http://br.youtube.com/watch?v=ApIT_iNJG90)
6) Amor Maternal - em Helena
(veja em:
http://br.youtube.com/watch?v=AdnZdPtL3Pk)
7) Atração pelo marido de amiga - em Flávia
8) Imaturidade no Casamento - em Marcelo e Eduarda
(ver em:
http://br.youtube.com/watch?v=R-Kg4D9op4E)

Considero todos estes tópicos interessantes para serem debatidos. O modo como o autor nos apresenta estes quotidianos é feito de uma forma tão natural que é mesmo necessário reflectir. Sirléia, por exemplo, a mulher que aceita a traição do marido por ter 50 anos, não trabalhar e para isso ter sido educada, necessita de ser "acordada" pela jovem filha, aqui interpretada de forma ainda muito crua por Carolina Dieckman. Até mesmo a mãe, D. Leonor, aconcelha-a a relevar, porque todo o homem trái. E assim o autor explora este tópico atravessando-o pelas gerações. É muito inteligente.

Laura é uma personagem toda especial. A vilã da história não passa de uma doente com uma obsessão: Marcelo. Ela anula-se, não tem auto-estima, só sabe funcionar naquele modo. Mas é um óptimo empecilho entre a relação de Eduarda com o marido. Por sua vez, este casal jovem e imaturo, consegue passar a mensagem do que é um casamento nesses parâmetros. A interpretação dos actores está bem conseguida, na medida em que, mesmo a brigar e no meio de um divórcio litigioso, ambos conseguem passar ao espectador a atracção mútua que sentem, dando assim esperanças que talvez dali a uns tempos os dois se acertem.
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Isabel e Sílvia são as amantes. Mas diferentes. Uma é independente e totalmente dedicada ao trabalho, sendo uma profissional bastante eficaz, que ás tantas se revolta com a sua condição de solteira mal amada, lutadora, trabalhadora mas pobre e decide viver as regalias de amante. Uma personagem interessante, bem interpretada por Cássia Kiss a quem o autor fornece diálogos fascinantes. A outra chegou a essa condição ainda menina, ao engravidar de um homem mais velho, casado e com filhos, acabando por aceitar com normalidade o que o destino lhe colocou na frente. Não lhe faz impressão dividir um homem com a esposa, nem saber que este almoça numa casa e janta noutra.
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Temos também a fascinante e assustadora história de Rafael e Virgínia. Formam o casal perfeito. Com demonstrações de afecto e carinho constantes, um casamento duradouro, filhos adolescentes, dinheiro e um negócio bem sucedido. Mas quando o marido decide se aposentar, Virgínia não vai tê-lo só para si, para viverem ambos a sonhada aposentadoria de luxo e conforto com que muitos sonham. Rafael esconde de si mesmo um segredo e é nessa altura da vida que o deixa sair do armário, ao conhecer e se entregar a um amor homossexual. A família vai sofrer muito com o desmoronar de tudo o que conheciam até então. Finalmente, o amor que Helena sente pela filha. Um amor protector e altruísta. Helena é mesmo o tipo de mãe que se põe diante de um camião para ser atropelada no lugar da filha. E assim sendo, quando esta sofre o trauma de perder o filho recém-nascido e ver as suas trompas laqueadas em consequência do parto complicado Helena, que está também a ter outro filho, opta por assumir a maternidade do nato-morto, colocando o irmão nos braços da irmã para ser criado como filho. Quando o casamento de Eduarda e Marcelo está a extinguir-se, a custódia da criança é muito disputada e Helena vai sofrer várias acusações e privações das quais não consegue se aliviar.

Ainda temos Flávia, melhor amiga de Helena que não consegue disfarçar a atracção que sente pelo marido desta, sendo que aproveita a oportunidade assim que os dois se separam. E finalmente surge Branca. A grande matriarca da família do núcleo nobre (pobre só empregada né?). Branca dita as leis em casa. Tem uma preferência óbvia pelo filho mais velho, Marcelo, a quem trata bem e mima incondicionalmente. De resto, trata mal o marido e os restantes dois filhos, Milena e Leonardo. Se faz de tudo para fazer a filha se sentir inútil, o mesmo faz com o filho e o marido. Aliás, tudo o que faz é semear a discórdia e o conflicto, minando a auto-estima de Leonardo com constantes observações de pura maldade e recusando os gestos afectuosos e carentes do filho. Milena já está numa fase mais evolutiva na sua relação com a mãe. Ela não procura mais o seu afecto nem aprovação. Só quer ser livre e feliz e é exactamente isso que a mãe não permite ao conspirar contra o seu namoro. Branca "mina" a relação entre os elementos da própria família, fazendo com que o pai se mostre também tendencioso em relação aos filhos e fazendo com que os próprios filhos sintam entre si uma diferença de valor. A maneira como Marcelo trata os irmãos revela isso mesmo.

"Por Amor" é uma novela recheada de histórias perturbadoras. Todas bem escritas, bem executadas e representadas, que se desenrolam num cenário requintado e de luxo, talvez para equilibrar com um pouco de glamour as tramas que se desenrolam na vida de todas estas personagens.
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Ora veja lá um pouco e delicie-se:




Faça o DOWNLOAD complecto da excelente Banda Sonora desta novela em:
http://rapidshare.com/files/15577787/Por_Amor_Nacional.rar

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