Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Resultados Inquéritos

Caros Leitores,

Tenho uma surpresa para vocês. Os que responderam devem estar lembrados que um dos inquéritos que encerrou pergunta: "qual das seguintes novelas tem o maior número de actores que entraram em Pantanal"? As opções eram: Bicho do Mato, Essas Mulheres, Agora é que são Elas, Quem é Você, 5º dos Infernos, Coração de Estudante e Fera Ferida.

Todos os inqueridos responderam Bicho do Mato. A resposta está... ERRADA!

Pois é! Podem ir confirmar! Este inquérito tinha truque! E todos cairam na esparrela de achar que "Bicho do Mato", por ser inspirada na outra trama, tinha o maior número de actores que entraram em Pantanal. Mas não.

Na verdade, só quatro actores de Pantanal entraram em Bicho do Mato: a dupla de cantores Sérgio Reis e Almir Satter, Paulo Gorgulho e Ewerton de Castro. Quatro é também o número de Coração de Estudante e Quinto dos Infernos. Até mesmo "Fera Ferida" teve mais actores: cinco. Cássia Kiss (Ilka), Paulo Gorgulho (Ataliba), Cláudio Marzo (Orestes), Marcos Winter (Cassi Jones) e Ewerton de Castro (Gusmão).

E a vencedora é... por exclusão de partes... ESSAS MULHERES!

Pois é! A novela Essas Mulheres contou com o impressionante número de 7 actores que também fizeram Pantanal. Quem acompanhou de perto esta bela novela de época, deve se lembrar, pois foi a vê-la que me diverti a imaginar o processo de selecção de elenco. Eis os nomes:

Paulo Gorgulho (Lemos/José Lucas/Leôncio)
Luciene Adami (Professora Ordália/Guta)
Marcos Winter (Eduardo Abreu/Jove)
Ingra Liberato (Marli/Madeleine)
Tânia Alves (Filó/Firmina)
Ewerton de Castro (Peão Quim/Ministro Duarte)
António Petrim (Inácio/Tenório)

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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

REMAKE ou RE-EXIBIÇÃO ?

Faz pouco tempo que entendi porquê se fazem remakes. É que os donos da TV, sempre hávidos por audiências, querem conquistar o público jovem e atiçar a nostalgia do não tão jovem. De modo que repetir uma fórmula de sucesso, com actores que hoje são jovens e atribuir uma nova dinâmica e modernidade, é a fórmula para as receitas que todos procuram. Um risco calculado, com boas garantias. E assim, surgem os remakes.

Na actualidade, os jovens na casa dos 12 - 16 já ouviram falar de produções como "A Escrava Isaura", "Pantanal" ou "Dona Beija", mas alarga-se cada vez mais a massa jovem que não viu estas novelas. Se as mesmas forem re-exibidas, os jovens reconhecem os rostos já mais envelhecidos dos protagonistas e conseguem identificar a idade do produto também pela técnica. A adesão não promete ser tão fantástica como a que se teria na hipótese de um remake. Também aqueles que viram e gostaram, apesar de possuirem um sentido crítico apurado, têm curiosidade e certamente irão acompanhar a trama. Logo, pensando como um empresário, porque não?

Bem, eu devo dizer que aguardo as reexibições mais do que aguardo estreias. Absolutamente adoro ver novelas de que gostei, com os mesmos protagonistas e recordar aquelas imagens, frame a frame. Reconheço-lhes as falhas e defeitos que o tempo sublinha, entre outras características mais ou menos fantásticas e adoro.

Julgo que há um mercado igualmente gigantesco de público que só quer ver reexibições. Há uns tempos tinha a mesma opinião sobre séries de TV e sua venda em DVD. Não havia nada no mercado e era a única coisa que me interessava nesse formato. Agora vejam só o mercado que tem! Com novelas passa-se o mesmo. aliás: Até mercado para DVD as mesmas têm. Só burro não vê. Mesmo!

DONA BEIJA foi a última menção que ouvi em relação a Remakes. Não sei se vai para a frente ou não, até porque a questão dos direitos deve ser um obstáculo de respeito para contornar. Mas talvez não seja um obstáculo tão grande quanto aquele que existe para a REEXIBIÇÃO. É que espero por "D. Beija", a feiticeira dos Araxás, há mais de uma década.

Sendo propriedade da Manchete, uma empresa há muito falida, devem existir questões que tornam dificeis as reexibições dos produtos desta estação. Excepção feita para a novela "PANTANAL", não sei ainda bem porquê, quem adquiriu os direitos de exibição, mas é a única produção da extinta Manchete que ainda corre nos canais mundiais. ONDE PÁRA D. BEIJA? Porquê o público ávido não a pode voltar a ver?

Actrizes aspirantes ao papel de Beija, talentosas e com outras qualidades estéticas a que o papel obriga, até acredito que são inúmeras. Mas nada pode ser igual à magia que queremos recuperar na memória. Porque essa pertence àquela produção, àquela equipa, a Maitê, á sonoridade fantástica, aos figurinos e à direcção que resultou naquele produto. Outra Beija? Até pode ser. Mas antes, matem-nos a sede da original. Queremos "D. Beija" da TV Manchete no ar novamente! EM PORTUGAL!

LISTA DE ALGUNS REMAKES E MINHA APRECIAÇÃO:

1) Irmãos Coragem: comó já fiz parte dessa geração que não viu o primeiro, posso dizer que gostei, talvez mais pela fotografia do que por qualquer outra coisa, deste Remake.

2) Escrava Isaura: detestei. Não: de-tes-tei! Assim é que forneço o devido ênfase ao desapreço deste remake feito pela TV Record. Não é por ser aquele tipo de fã incondicional das novelas originais, ou das actrizes que viraram celebridade após um papel de sucesso. É por não ter mesmo gostado das interpretações. E aquela Isaura... brrrr! Que horror! Não aprecio quando uma actriz que faz um papel onde se tem de mostrar virginal, pura e inocente, tem ar de tudo menos isso! Esse trunfo reconheço e devolvo a Lucélia Santos.

3) Sinhá Moça: não gostei. Mais uma vez, a "culpa" está na protagonista. Mais uma vez, não me parecia inocente nem magnânima e uma cena em que supostamente a sua candura e gesto de carinho para com um escravo torturado o faz admirá-la, desaparece totalmente no remake. É forçado. Está no guião, conhece-se na história, mas não está no sentimento da cena. Atenção, adorei o protagonista masculino. Dalton de Melo esteve muito bem. Gosto mais dele do que de Marcos Paulo, que aliás, não gostei de ver neste papel pois sempre pareceu, mais em jovem do que agora, passar um ar de arrogância ás suas personagens que não combinava com o "Rodolfo" de Sinhá Moça.

English Version:
I now understand why remakes are done. In desperation for ratings, TV owners have interest in conquest the young public that have heard about this our that soap, but are to young to have seen them. A re-exhibition doesn’t offer the same promises as a re-done. The product is old, the age of the protagonists is much younger that actuality and also the technique used reveals a certain product age. Besides this, a remake will give it a fresh look, a modern one, with young faces from actuality that can after bring their success to other productions. Even those who what the re-exhibitions have curiosity in watch a new version. So, the profits are much more appealing than reruns.

I for myself have to confess I egger for reruns more that for new comes. I just love to go back and watch the same product I once enjoyed. I can recognize the flaws, the good and the bad that time has the ability to underline, but love it anyway.

In my opinion there’s a huge large marked for soap on DVD. It’s amazing no one starts profit from this! It stunning and dumb! I’ve once felt the same about tv-series, and now anyone can see the space they occupied in the stores and the success of them.

The last rerun I’ve heard there was some interest on making, is the mini-séries Dona Beija. I don’t know if is true or how is going but will be difficult to satisfy the public that connect the image of Maitê so much with the character. There’re lots of god talented young actresses for it, I’m sure. It could be a success. But, what about the original D. Beija? Where is this amazing passionate story of the extinct tv-Manchete? Why is it not rerun?

Pantanal, seems to be the only Manchete product that keep on being showed. I don’t know who as the rights for it but, bring us back D. Beija! And in Portugal!

My appreciation of some remakes:
1) Irmãos Coragem: I’m already part of the second generation and haven’t seen the first version, probably made in the year I was about to be born. But I liked this second one, more so for the amazing photography that anything else.
2) Escrava Isaura: Hated it. No: H-a-t-e-d! Let me give it the wright emphasis. This Tv Record version have poor acting performances and poor directing decisions. But what I hated the most was the leading female actress. I´m sorry for that, but is true. In my view is a very bad performance. But what I criticise even more, is the lack of innocence and purity of this “Isaura”. That credit I have to attribute to Lucélia Santos (the actress of the original Isaura).

3) Sinhá Moça: didn’t like it. Again, much of it goes to the leading female actress performance. She didn’t convince me as the character. Again, there seems to lack innocence and a naive posture to this supposedly virginal and inexperience young women. A doll face is not enough! There’s a energy in the eye, in the posture, that I miss. I couldn’t be happier about the male protagonist, thought. Dalton de Mello delivers a believable young man from that century and I enjoyed is performance much more that the one original performed by Marcos Paulo, who gave is Rodolfo a presumption or arrogance that the character was not suppose to have.

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sábado, 27 de outubro de 2007

DONA BEIJA - Novela e Figura


Quando vi esta mini-série de Manchete, era uma menina, a entrar na adolescência. Preciso realçar que o que me cativou na sua apresentação foi o ênfase dado ao facto de se basear em factos reais. Ou seja: esta mulher de alcunha "Beija", nome sugestivo para a nossa década, existiu na realidade e a história que estava a acompanhar, era essa verdade contada no ecrán.

A figura fascinou-me. Procurei informações sobre a verdadeira Beija. Quis aprofundar o que vi na ficção e separar alguma fantasia da realidade.

Não é fácil conseguir obter informações sobre uma figura estrangeira numa altura em que não existe internet. (Sim, por incrível que pareça, a civilização já existiu um dia sem a presença da internet, e vivi nesse tempo). Basicamente, a minha única fonte foi o que a imprensa, também ela fascinada pela história baseada em factos reais, publicou. Pouco destaque deu, mas o dado foi todo absorvido por mim. O que a imprensa escrevia a respeito dos factos por detrás da história e o que os autores e produtores da série comentavam. Queria ver uma imagem real de Beija, porque tinha cá para mim que a verdadeira Beija não seria fisicamente parecida a Maitê Proença. Tinha uma imagem na minha mente. Uma muito ligada aos padrões de beleza de antigamente: a mulher de formas redondas mas não gordas, de cintura menos fina e com ancas predominantes, de perna curta e barriga redonda, rosto arredondado com bochechas, lábios bem definidos e pequenos, como os quadros de antigamente pintam as mulheres. E imaginei-a dotada também daquele timbre de voz doce, fina, sussurrante, que encanta com qualquer som que emita.
Conheci poucas pessoas que instantâneamente conquistavam a simpatia apenas pelo tom de voz angelical que projectavam. Por acaso, de anjo tinham muito pouco mas o importante é que, não o sendo, tinham uma voz que imediatamente fazia estranhos tirar essa conclusão. D. Beija também deve ter possuído semelhante ferramenta de encantar. Ou não seria apelidada de "Feiticeira", sendo que costumava (en)cantar na chácara do Jatobá.

Eis que descobri que a sua imagem não ficou preservada. Existem retratos, todos eles feitos por artistas ou admiradores póstumos. E Beija surge retratada conforme a descrição da sua beleza, mas não por alguém que a tivesse visto e conhecido. Vi no entanto, uma figura pintada em azulejo, de uma mulher a terminar de se banhar perto de um rio e pensei: esta deve ser a imagem mais aproximada da verdadeira Beija. A gravura carregava uma certa áurea e correspondia á imagem mental da minha mente.

Não sei porquê esta curiosidade, este fascínio, mas devo esclarecer que não se tratou de algo fanático, embora fosse algo compulsivo. E totalmente íntimo. Nunca ninguém soube desta pesquisa, até agora! Descobri que teve duas filhas (e muitos netos), uma das quais se casou e veio morar para Portugal. O que me levou a pensar onde estariam os seus descendentes hoje. Por incrível que pareça, quase me convenci que tinha, por acaso, descoberto um! Uma rapariga, adolescente, que por acaso surgiu do nada lá na escola do bairro. Correspondia fisicamente ao desenho dos azulejos e conseguia chamar a atenção de todos os meninos, com um certo prazer que não disfarçava. Acho que era mais essa "áurea" energética que algumas pessoas carregam que me fez estabelecer uma relação. Depois fiquei a saber de um facto curioso sobre sua família e pensei: Ora esta! Até que pode ser ela! Enfim, imaginação fértil de uma menina fascinada por uma história.


Num determinado ponto da história contada pela TV Manchete, o comportamento de Beija decepciona-me. Quando ela manda matar o amante, e sente remorsos depois. Devo confessar que aqueles remorsos não me pareceram ligar bem com a relação dos dois. Quando as coisas chegam aquele ponto, seca tudo e não há sentido de culpa. Aquilo não me caiu bem e quando li mais tarde na imprensa, o autor e o director comentarem que na realidade, a verdadeira Beija nunca mostrou sinais de arrependimento, mas fizeram-na arrepender-se na série para a tornar mais humana, fez sentido para mim.

A verdade é que nunca se saberá quem foi a figura na vida real. Já pouco se sabe daqueles que vivem no nosso tempo, ao nosso lado, na nossa casa, quanto mais tentar adivinhar quem foi uma figura que viveu no século XIX. Mas se o que a fantasia nos trouxe sobre a essência de Beija tiver o seu fundamento, é um misto de pessoa fascinante, cruél como muito era de costume no século XIX onde a nobreza possuia escravos e dona de uma energia sedutora que soube utilizar muito bem e esconder quando começou a esmorecer. Criou-se o Mito.

No meu entender, sempre imaginei Beija uma mulher que, como tantas outras, gosta de sexo e de atraír homens. Não deve ter sido em nenhuma altura aquela mulher recatada, que fica a aguardar o casamento, para se entregar e ter filhos. Embora seja muito credível essa primeira parte contada pela mini-série. Ela mesma filha de uma mulher que não era casada e nem o nome do pai de Beija tinha para a registar. Talvez não tenha sido muito bem aceite na sociedade, afinal as origens eram por demais inaceitáveis para sequer ter sido noiva de alguém com estatuto. Deve ter sido ambiciosa e sonhado em subir de vida ao se relacionar com alguém de posses ou poder. Ainda é o que mais se vê por aí nos dias de hoje! Se calhar teve logo um filho antes mesmo de se tornar conhecida. Um acaso a deve ter elevado ao estatuto de pessoa benemérita para a cidade. De pecador a santo, qualquer um é rapidamente elevado ainda hoje. Tão facilmente nos acusam, como nos erguem estátuas. No fundo, a sociedade muda pouco nos seus alicerces! As filhas de Beija, as registadas pelo menos, casaram ambas com pessoas influentes.

O que foi Dona Beija, a mini-série, para si? Escreva um comentário!
English version:
I was in my early teens when I saw this mini-series. What captured my curiosity was the real life figure inspiration. I’ve searched information about the real Beija. There weren’t many, in the age of no internet. But even so, the press published something that clarified me. What was true, what was fiction?

Is difficult to say when we are talking about XIX century figures that became a local legend and lived on in stories telling. But taking this great production as the truth, she was just a female, gifted with beauty and natural seduction qualities.

I imagined her quite different from Maitê Proença´s looks. Although the actress gave in a great presence, I figured that the real Beija must have had a look more according to that time and era. A female in round shapes, but not fat, kind of petite, delicate appearance, with well shape lips and small mouth, nice bone checks, harmonious face and gifted with the ultimate weapon that is a angelical voice in a women.

In my research I found out there is no picture of the real Beija. What exists- statues, pictures and drawings came from artist’s imagination, years after. They created the myth.

This image painted in tiles, however, capture my attention and I figure that, the real life Beija must have looked very similar to that.

In real life, there is no prove that Beija felt remorse after having António killed. That actually pleases me because, the way the story had been told to that point, I don’t believe she would. Although is very convincing and well done, immediately after the order is given and the result expected, she would not regret anything, for sure. After all, he tried to do the same. That’s bad love for you!

What did you felt when watching D. Beija? Please, comment!

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Barriga de Aluguel - maternidade e família. O que é isso?

Em 1991 foi para o ar aquela que foi até hoje a novela que mais apreciei escrita por Glória Perez: Barriga de Aluguel. A trama consiste numa mulher, Ana (Cássia Kiss) que quer muito ter um filho biológico. Incapacitada, decide recorrer, através da clínica e do médico Baronni (Adriano Reis) à inseminação do seu óvulo no útero de uma outra mulher (Claúdia Abreu).

Passados tantos anos, será que alguém ainda duvida que o filho fosse de Ana? Mesmo durante a exibição da polémica novela, em que as opiniões se dividiram no Brasil, ocorreu um sinal de como a questão ia ser encarada futuramente: surgiram muitos anúncios nos jornais para barrigas de Aluguer.

Actualmente, nos EUA principalmente, há quem faça disso um modo de vida. Existem mulheres que se dizem felizes e complectas ao passar de gravidez em gravidez de crianças que depois dão aos casais que as encomendaram. É claro que nesse país, ao contrário do que acontece aqui no Portugaleco, elas são pagas. Será que é isso que as leva à generosidade?

Faço um aparte por este assunto tocar num aspecto que fere a minha sensibilidade: tanto o homem, como a mulher, contribuiem para a reprodução humana de outrém. Mas enquanto ao homem basta-lhe um momento de ejeculação que depois transporta num copito, a mulher tem de se submeter a tratamentos dolorosos, prolongados, levar injecções, tomar drogas... e se fôr para retirar uns óvulos, podem imaginar que o procedimento cirúrgico, não é agradável. No entanto, pede-se à mulher que o faça apenas pela sua generosidade maternal, enquanto que o homem, durante décadas, fez o seu contributo "generoso paternal" em alguns casos com bastante frequência individual, a troco de dinheiro. É conhecido que muitos suportaram suas despesas surperflúas com doações de sémem. Um só homem deve ser pai de mais de 100 crianças "generosamente" doadas a um banco de esperma a troco de dinheiro para o carro, os estudos, a renda da casa, uma viagem ou uns copitos no bar. Crianças estas que, em tanto número, podem se encontrar na vida, se envolverem e assim praticarem incesto sem o saberem, sem conhecerem o risco de gerar uma criança. A estes gananciosos homens, com uma perspectiva prática e fria, deram dinheiro. Há mulher, que passa por um procedimento em que realmente SENTE no corpo DOR, que o faça de graça. Também não sou tão a favor disso. Há limites!

Ora cá fica um excelente tema para ser abordado pela constante autora de assuntos relaccionados com a maternidade, Glória Perez. A tecnologia trouxe-nos esta maravilha de, a partir de agora, uma grávida não carregar um filho biológico e não se saber se se namora irmãos. Olha o sucesso!

No novela, a personagem "Clara" mexia com meus nervos. Era agressiva, colocava-se numa posição de vítima, e usava as pessoas à sua volta, que só faziam era se envolverem nos seus problemas. Também era um tanto estúpida, como muitas vezes jovens idealistas com muita fantasia na cabeça, sabem ser.

Confesso que a detestei. Mas não era só por isso que tinha uma tendência por Ana. A minha razão legitimava o acto. O bebé tinha o sangue dos pais nas veias. Teria as suas feições e ainda por cima, a sua hereditariedade: doenças, tiques e maneirismos. Não há como negar. Agora, os laços de parentesco perdem valor se os pais que têm filhos não sabem respeitar uma criança. Aí não há afecto, não interessa a biologia.

"Ana" tinha também o meu "voto", por ter sido brilhantemente interpretada por Cássia Kiss. Afecto não lhe faltava. Passava um sofrimento enorme através do ecran, e a sua revolta com a situação fazia sentido. Além de tudo, o marido acaba por a abandonar para ficar com a outra! Que dose! E depois quer adoptar uma menina, coisa que Ana não é emocionalmente capaz de fazer até resolver a questão de seu filho legítimo.

QUAL O CONCEITO DE FAMÍLIA?
Ao longo dos tempos, crianças têm sido criadas por terceiros. Quantas vezes não se escutou a frase: "eu sou filha de X, mas a Y é que me criou. Ela é como se fosse minha mãe". Muito mais comum nos tempos de pobreza e pouco desenvolvimento industrial, mas prática habitual. As crianças viajavam de casa de parente em casa de parente, ás vezes para viver por uns tempos, acabando por ter um contacto mais reduzido com os progenitores. Existia um conceito de "família" mais alargado. Hoje tudo é mais individualista e monoparental. As crianças vivem até a idade adulta com os pais, muitas vezes sem oportunidades de períodos de afastamento, o que não é tão saudável. E os pais, com ou sem consciência, acabam por colocar os filhos o dia todo na escola, depois em alguma actividade extra-curricular, só depois vão todos para casa, onde não há tempo para conversar, põem os miúdos em frente da televisão, estão ocupados com o jantar para ter paciência para lhes dar atenção quandos estes não querem a TV, querem a mãe ou o pai. Enfiam a comida goela a baixo para se certificarem que cuidam dos seus, cinco minutos de liberdade, e cama. Aos fins de semana, desesperam por ter um (1) filho a pedir constante atenção e revezam-se, pai e mãe, em separado. Isto quando já não estão separados.

O conceito de "família" não foi por isso, sempre aquilo que pensamos que foi e deve ser. Existem muitas variações e acredito que mais virão, com filhos de homossexuais ou bissexuais, gerados com a única finalidade de serem um veículo de amor que, convenhamos, é o que uma criança precisa. Já temos uma geração em massa de crianças de pais divorciados e infelismente, muitas e muitas abandonadas e maltratadas, em instituições ou dentro da casa dos progenitores. Se aprendi algo a este respeito, é que não existe um formato que seja o correcto. Pensa-se que existe. Mas nunca existiu! Cada qual terá de encontrar para si o seu conceito de família, e não se prender ao formato em vigor que, embora seja muito apelativo, a história prova que nunca esteve ao alcance de todos.

English Version:
In 1991 went on air the soap that still to this day is my favourite one wrote by Glória Perez:
Barriga de Aluguel. The story is about a women that wishes to have a baby but can’t. She and her husband then decide to visit a fertility clinic where they propose to collect an egg and deposit in another women womb.

Very common these days, it doesn’t shock anyone anymore but back then people had doubts about who the mother was, since bough women said they were. Of course, the plot gets thicker when the paid women as the child and complications make her also infertile. It ad to be like that in a way that something to confuse people had to be launched in, other wise spectators would just say: she can have another and a biological one. What, by it self already clarifies who’s the mama.

Mainly in the USA and in the UK, there are women who make this jester a kind of profession. Women that are always pregnant of someone else’s child. And by a small (?) fee, keep on delivering babes like they where the stork. I write like this, but there’s no censure attached.

Actually, the difference between the treatment men and women receive when they bough contribute for someone else family disturbs me. While the man as been, for decades, being paid without questioning for is contribution – that consists in a non sacrificed jester of ejaculate to a cup, women are being expected to do their contribution for free. And the difference is that they suffer. They feel pain in their bodies, they have to take injections and drugs to became more fertile than usual, and gives a constant painful sensation during that long period of time they submit to it. And what do doctor ask and expect from them? Do it for free. What a peace of injustice!

I can comprehend the free argument, but don’t agree with it. If women wishes to do it like so, is fine. But I don’t see why shouldn’t she have some kind of monetary compensation, especially when she suffers. Unlike men. They feel pleasure! So why do the medical community impose to women that they are bad persons if they don’t do it for free? Discrimination? And this only thinking about those women that contribute with an egg to be fertilized and implanted in another woman. If we’re talking about the women that carry the baby for 9 mouths, having to be submit to more test than a normal mama, it a very clear injustice!

Men have been given sperm for decades now, and being paid for it. Many went trough college with sperm money. Others paid a car, some parties in the bar, debts… and with hundred of contributions a single man can made, they also can be the fathers of 100 babies. Babies that later in life, can find each other and fail in love, delivering they on babies… what a story! A good new topic for Glória Perez!

IS THERE A CONCEPT OF FAMILY?
Since the beginning of time, children have been raised by women that were not necessary there mother, although they had a present one. “She raised me, it’s like she was my real mom” – is a common spoke phrase. But is more so related with the past, when women stay at home and men went working out. Women stayed in and raised they children, and sometimes other children too. It was common to children to live a period of time in the house of some relatives, what provided a distance between the biological parents that in a way can be healthy for bough sides. Today families got more monoparental. There’s a single child with no brothers to play with, that goes to school at 6 moths old, gets home late, has dinner and goes to bed, sometimes having a reduce time to be with the parents. There’s also many separated parents and there has always existed the single moms and the grannies.

Therefore, the real concept of family was never the “Hollywood 60`s” type. There’re many variations, and there will always be. I believe that we will start to see more children being adopted or generated for or by homosexual couples and many born with the help of test tubes for a single mom. We already have a generation of children born from divorcees or just casual acquaintances. There’re the abandoned and abused ones living in institutions or in the family house. So, if a lesson can be extracted from this realities, is that there has always been different types of family. We should find out witch is ours and be true to it. What is important is to bring up children wright and with love and support. How will that work for you?


Complete sound track/álbum sonoro complecto para download: http://rapidshare.com/files/12122782/1990_-_Barriga_de_Aluguel_-_Nac_-_by_SC.zip.html

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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

ATENÇÃO AOS INQUÉRITOS!

Olá leitores!

Atenção aos inquéritos colocados neste blog. Alguns já tiveram boas participações, mas quanto mais melhor! Aproxima-se a altura de fazer um apanhado e dar as respostas ás questões colocadas. Qual a melhor abertura? Qual a melhor novela de época? Qual a/o pior actor/actriz de VAMP? Vá dando a sua opinião. Basta clicar!

Estou surpresa com o bom gosto demonstrado! Está sendo um prazer receber um feed-back vosso! Melhor, só se deixassem de ter preguiça nos dedos e desatassem a escrever comentários! Vá lá! É a trocar impressões que a gente se diverte! Para isso criei este blog.

Obrigada a todos o que já o visitaram.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

CLUBE DO BOLINHA


Modelos e Bonitinhos não entram!

Alguma polémica tem surgido, de tempos em tempos, no universo das novelas, sobre a colocação de pessoas sem grande ou nenhuma formação como actores de novelas em papéis com ou menos destaque. Alguns manifestam-se claramente contra. A maioria não é tão directa e outros ainda, convencem quando dizem não ter problema algum.

Eis exemplos de boas actrizes que têm um passado noutras áreas (ou em nenhumas). É o caso de Mónica Carvalho, Cristiana Oliveira, Isadora Ribeiro, Betty Lago ou Sílvia Pfeifer. Também se dão os casos de “descobertas”, pessoas que foram abordadas na rua e sem qualquer experiência prévia, ou semelhante, começaram a representar em novelas. Aconteceu com Carolina Dieckman e Viviane Pasmanter.

Devo confessar que, no meu ponto de vista, também não tem problema algum. E já vou dizer porquê. Talento não se mede pela profissão que se tem. E é por isso, que não vejo mal algum. Além do mais, quem tem alma de artista, tanto pode um dia querer pintar, esculpir, como dirigir, representar, escrever ou filmar. A arte não se limita a um meio.

POLÉMICAS QUE VIERAM AO LUME:
Fundamentadas ou não, na imprensa surgem notícias de casos de insatisfação com a escalação em novelas. O mais recente talvez tenha sido o de Grazielli Massafera em Páginas da Vida. Por ter participado no Big-Brother, a coisa não foi bem vista. Já no passado casos semelhantes se deram.
Mas o mais flagrante deu-se talvez na novela “Quatro por Quatro”, em que ofensas verbais e agressões físicas foram reportadas nos bastidores, entre Elizabeth Savalla e Betty Lago. Ao que consta, a primeira, detentora de um currículo comprido, sentiu inveja do sucesso da outra, com um currículo curto mas a transbordar de talento. O autor então desenvolveu mais nuances para a personagem de Elizabeth, que iam de negra da favela, a Lady condessa. Uma fantochada! Onde na realidade, Elizabeth só provou que é sempre a mesma, com os mesmos tiques, interprete lá o que quiser.

O que me leva ao aspecto menos falado de todo este criticismo. O facto de existirem actores de renome, com fama criada, que não têm tanto talento assim. Alguns “nasceram e foram criados” no início da época das novelas, quando eram jovens e a beleza os ajudou imenso. Mas não se desenvolveram por aí além. Têm de facto um currículo extenso e merecem sem dúvida todo o respeito. Mas nem todos podemos ser iguais e há uns melhores que outros. Principalmente quando o veículo deixa de ser o teatro para ser a televisão. Isto não devia perturbar ninguém.

O TALENTO SE PERDE?
A meu ver sim. Tal como se ganha, também se perde. Deve ser necessário a um actor o exercício constante, para não cair em fórmulas das quais depois não se consegue regressar. Há casos provados de tal ter acontecido.

DEVE-SE SELECCIONAR PESSOAS?
Não me parece. Sei que existem muitos e bons actores, e é lamentável que não tenham todos iguais oportunidades. Mas a vida é assim em tudo. Uns pouco aparecem e são muito bons, mas vêm a TV como um veículo menor, dizem que a nobreza está no teatro, e só frequentam a televisão quando precisam de dinheiro para uma peça ou de conduzir o público às salas de teatro. Por outro lado, apesar de se introduzirem nas novelas pessoas fora da área, mas do meio, como cantores, apresentadores, jornalistas e novos rostos, também é verdade que lá estão sempre os mesmos. Parece existir espaço para todos e ao mesmo tempo, só para alguns. Muitos autores têm os seus actores predilectos, que colocam sempre nas tramas, o que a meu ver, cansa o espectador. Estou por exemplo, cansada de ver os mesmos rostos com os mesmos autores, a contracenarem entre si.
English version:
During periods of time news about the discontent between already consecrated actors and wanna-bes that came from a different working area, such as model industry or reality shows came up. One of the most talked about must have been the situation between Elizabeth Savalla and Betty Lago in “Quatro por Quatro”. Both women are reported to have insulted and throwned objects to each other between takes. It is said that Elizabeth got jealous of the colleague’s success specially because she came from a model background and had less experience has an actress. Betty was considered a revelation in the role. Complaining about hers, Elizabeth got the actor to develop better characters for her, and the result was a cat-walk of different characters, all of them interpreted in the same way.

So? Is there a legitimate reason to disagree with the introduction of ex-models or media instant tv phenomenals into soaps? I don’t think so. Although I understand the point of view, the reality is that many of the so auto-proclaimed great actors started pretty much the same way. The difference is just the age in win they where introduced to the craft. Being able to work with some legends, having a vast theatre experience in they résumés, they assume they’re within the best. Of course, experience and body work is something to respect. But is not a status of greatness.

Besides many of them when they started out, did also benefit by they looks that shadowed the lack of experience, being allowed to stay and develop the craft was what brought them to improve. Here’s some examples of great actresses that came from other backgrounds or had none what so ever: Mónica Carvalho, Cristiana Oliveira, Isadora Ribeiro, Betty Lago, Vera Fisher, Carolina Dieckman and Viviane Pasmanter. This last two had no experience what so ever when they started out in a mega role on a soap.

Other reason why soaps introduce new and beautiful faces and people with reputation in other areas in their stories is that they want to reach the most audience they can. If a popular singer gets a part on a soap, that will attract that singer fans to the product. If people get curious to see how a major reporter call Marília Gabriela delivers in her first soap, of course television owners won’t close the door on her. (I’ve always been curious about this particular crossing, because the difference here is that Gabriela always received lots of admiration and love from the artistic community that she so passionate interviewed, sometimes admitting having some jealousy and curiosity for the craft. So, how did they deal with another crossing?)

Actually, some actors with lot of prestige don’t show that much talent on television and that is not always because of bad characters, or bad script. Sometimes, they are not so great. Is this simple.

Is true there seems to be television roles for everyone. But other times, the faces are always the same, and that space seems to be just for few. I’m so tired of watching the same actors working with the same authors. The casts start to feel the same and people want renovation. I understand preferences, and working with people that make us give and achieve more. But it can’t be always like that.

Another thing that is starting to upset me as a spectator is that I’m always watching 30 something actors doing the role for younger ones. They still keep on making the young naive, honest type, that only recently left home, and their faces just aren’t there anymore. Although a good acting is pretty convincing and age should not be a killing factor, the fact is that more teen Alessandra Negrini don’t convince me. Especially in double! And never in a heroin role.

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