Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

NOVELAS DE ÉPOCA

Estão entre as minhas favoritas. Uma novela de época presta-se a tantas delícias! A críticas sociais, a paralelos com a sociedade contemporânea, a histórias de amor limitadas pela lei social da época. Além disso, os figurinos são deliciosos e existem mais cavalheiros que o habitual. :)

A última que vi e adorei, foi Força de um Desejo. Li algures que no Brasil, esta teve pouca aceitação. Mais uma vez, em Portugal não foi assim. A novela é, de facto, muito bem feita. Até consegui levar com a Malu Mader como protagonista principal. Tem uma vilã deliciosa na Nathália Thimberg, á qual depois se juntou a angelical Alice (Lavínia Vlasak).

Entre figuridos de tirar o fôlego, a nota negativa vai para a personagem de Cláudia Abreu. Uma fantochada pouco credível, engraçada até um ponto depois ridícula. Interpretei o desenvolvimento desta personagem e a inserção dela na trama como pastilha elástica. Só servia para estender, estender, estender a trama.

Excelentes interpretações de tantos e tantos actores. Começo por Paulo Betti, passo para Reginaldo Faria, um lord muito interessante, o seu filho Selton de Mello, etc, etc... impossível mencionar todos, cada um a seu nível de importância na trama.

Fascinação, da SBT, foi outra das últimas novelas de época que assisti. Também apanhou a minha atenção e a manteve cativa. O que até é um tanto estranho porque, é daqueles produtos que, nem tudo tem um nível de qualidade igual, e no entanto, tem tanta fruta! Algumas interpretações estavam ainda muito cruas. Heitor Martinez, que a meu ver já mostrou ter muito talento em novelas posteriores, andou aqui na corda bamba. Mas decerto, saiu vencedor. Outros bons actores que devem andar mais pelo teatro e pouco aparecem na telinha, também deram aqui o seu talento para o espectador usufruir. Foi o caso de Glauce Graieb, a mãe vilã desta histórica dramática de amor entre jovens. Mariana Ximenes despertou minha atenção pela sua candura, pela beleza e cabelos ruívos. Transitou depois para a Globo, mas o potêncial que vi aqui ainda não foi atingido.

Na globo há um estilo de interpretação-padrão. Muitos fazem sempre o mesmo, em novelas diferentes. A direcção é a mesma, as mesmas falas são ditas da mesma maneira com os mesmos planos e lá com a musiquinha de fundo... enfim. Há um standard, uma fórmula segura, que se segue, garante o sucesso, mas não traz nada de novo. Alguns actores aderem. A carga horária é tramada, as cenas puxadas, porque não? - Bom, mas este assunto é para outro tópico.

Nesta novela, lembro das falas dos pais de Clara (Regiane Alves) quando a sabem grávida e solteira. A sua reação, mais a da comunidade, é muito forte e marcante. Retrata bem os valores da altura. Clara é apedrajada e corrida à pedrada! (http://br.youtube.com/watch?v=WejdJ4Yp5lM) Rejeitada por todos, ao ponto de lhe virarem as costas, não caminharem no mesmo passeio e de não lhe dirigirem a palavra. É forte! Lembro também de uma conversa "trivial", em que duas personagens riem da possibilidade de São Paulo virar uma cidade grande e se prestam a dar a perspectiva geografica de então. Adoro quando se fazem trocadilhos! http://br.youtube.com/watch?v=IPAZb8Mu-uc

Outra grande novela de época que me deliciou, foi Direito de Amar. De início, nem muito, acho. Era criança quando a vi. Foi só uma única vez mas lembro perfeitamente, que a novela cativou toda a gente. Adultos e crianças. Mesmo os meninos que mais facilmente admitem gostar de futebol que de novela! Há partes muito interessantes. E apesar de já terem passado quase duas décadas desde que foi exibida, uma única vez aqui em Portugal, lá me marcou, caso contrário não me lembraria agora dela. Ítala Nandi, essa não me agradou tanto. Talvez fosse a personagem. Talvez fosse a voz estridente e a dramatização estérica. Ás tantas, meiguinha, ás vezes ia mas, no geral No-no. Não me convenceu.

Vi pouco do trabalho de Lauro Corona. Aliás, todos viram, pois morreu jovem, assim como muitos outros que se seguiram, em que a causa de morte apontada era a "temível" a praticamente "imencionável" SIDA (ou AIDS como se diz no Brasil e América). Provavelmente, muitos outros, antes e depois, se foram levados por esta assustadora doença fatal. Desconfiava-se sempre de causas de óbito "causa desconhecida", "complicações diversas" e "pneumonia". Isto porque, normalmente se morria destas doenças, mas só porque eram derivadas da AIDS.

Lauro parecia a meu ver, ser um indivíduo talentoso. Lá bem parecido, era. Também me parecia sensível, tímido, educado... é uma pena, mesmo. Mas mais que não seja, ele, foi o primeiro finado a não esconder o seu calvário. Depois da morte, pelo menos, a causa não foi escondida. Tornando-se uns dos poucos da altura. Tratava-se de uma década complicada. De muita descriminação e desconhecimento. A ignorância carrega o medo, e poucos podiam se sentir confortáveis sabendo que estavam perante um indivíduo com esta doença, e não haviam certezas quanto há forma de contágio. Sendo que um espirro, ou um aperto de mão, desde que a pessoa tenha uma pequena ferida, podiam conduzir ao contágio. O medo é legítimo, não se pode censurar. Mas mais estudos e conhecimento vieram a dissipar o medo das pessoas. Porém, na altura do seu falecimento, isto ainda não era bem assim. Ademais, ainda se ligava muito a doença há homossexualidade. E, na minha opinião, tal como hoje, continua-se a não se assumir claramente que se é homessexual no meio artístico. Estranho? Não! Reparem: os galãs de novelas, os galãs de filmes de Hollywood... deixariam de ter papéis por assumirem ser gay? Na minha opinião, não. Afinal, a ficção é ficção e a fantasia viaja na mesma, independentemente de sabermos se aquela pessoa é ou não gay. Ainda assim, cantores, actores e apresentadores de TV bastante populares, ainda simulam romances e fogem de esguia a perguntas sobre a sua intimidade, para não dizer com todas as letras: Não! Sou gay, e tenho um companheiro com quem vivo há 10 anos!. E continuam a responder á pergunta: Tem alguma namorada? "De momento não". Ou então, quando desejam filhos, dizem: "ainda não encontrei uma mulher e talvez gostasse de encontrar uma só para me dar um filho". Enfim, ainda existe tanta coisa defeituosa na nossa sociedade que, o retrato desta mesma sociedade há uns séculos atrás proporciona um confronto interessante de ideias. Pode dizer-se muita coisa hoje, mostrando o "ontem".

Caro leitor deste blog (ainda não conheci nenhum! :) ). Qual a sua novela de época preferida? Qual me esqueci de mencionar?

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

COMÉDIAS de Carlos Lombardi

A COMÉDIA DRAMÁTICA (recepção em Portugal)

Devo confessar que sou fã do estilo de Carlos Lombardi. As suas comédias estão repletas de drama, de novelos e novelos de emoção, que os bonzinhos escondem entre sorrisos, boa disposição e flirts, e os mauzinhos em mau-humor e frustração sexual. Há sempre muito choro e tristeza, no meio de tanto riso. Alguém é capaz de dizer os nomes de outras novelas de comédia que fazem constantemente chorar? Tanto ao que sei, no Brasil este autor foi sempre alvo de muitas críticas negativas e há sempre um punhado de actores a se queixarem das suas personagens. Pelo menos é essa a ideia que passa aqui em Portugal.

Mas para quem não conhece as novelas em que Carlos Lombardi participa como autor, eis a lista:

1) Guerra dos Sexos (83/84)
2) Vereda Tropical (84/85)
3) Bebé a Bordo (88/89)
4) Perigosas Peruas (1992)
5) Quatro por Quatro (1994)
6) Vira Lata (1996)
7) Uga-Uga (2000/2001)
8) 5º dos Infernos
9) Kubanacan (2003)
10) Bang-Bang (2005/6)
11) Pé na Jaca (2007)

VAMOS A ELAS! (ás novelas e como foram recebidas em Portugal)

Nem sei por onde começar… há nestas novelas tantas personagens memoráveis e actuações sublimes! É que não é fácil fazer comédia. Devo dizer que muitas vezes um actor mostra “tudo o que tem” ao encarar uma personagem destas.

Vou começar por aquele que foi apontado como o primeiro claro insucesso: Vira-Lata.
Em Portugal, a novela fez sucesso. Não um sucessozinho, mas sucesso ao ponto de ser mudada de horário três vezes, para conduzir a audiência que estava a receber, para os horários onde a queriam. (não é de admirar pois, levados pela recepção que a novela teve no Brasil, os responsáveis pela programação adiaram a exibição da novela e decidiram “atirá-la” para os fins-de-semana sem olhar para o produto que tinham em mãos). Assim sendo, acabou por ficar como uma novela da hora de almoço.

Já aqui falei do preconceito de que a novela brasileira sempre foi alvo em Portugal. Apesar da popularidade que alcançavam, não “ficava bem” admitir que se via tal produto em televisão. É preciso entender onde estava Portugal nessa altura. O país tinha ainda muita estrada para percorrer. A maioria da população habituara-se a ter apenas um canal de televisão. Haviam dois, públicos. Mas sem se entender bem porquê, a maioria não sintonizava o segundo. Pouquíssimas pessoas tinham acesso a canais estrangeiros através da parabólica. Os canais privados tinham por estas razões, tudo para dar certo. O que acabou por acontecer. E aos poucos, as mudanças fizeram-se sentir. Subitamente, os televisores tinham de estar equipados com comando remoto, pois já fazia falta! No entanto, em muitos locais e por alguns anos, apenas por uma questão de hábito, as pessoas continuavam a dizer que só viam o mesmo canal de sempre. Mas não era verdade. O primeiro canal generalista privado (SIC) foi à TV Globo buscar inspiração e formação técnica ( a Globo era accionista do canal e Hans Donner responsável pela imagem e logotipo) e conseguiu, em pouco tempo, ter o exclusivo sob as novelas e produtos da Globo (o uso que lhe deram veio a ser um erro). E era aqui, apenas quatro anos após a chegada do primeiro canal privado a Portugal, que se situava VIRA-LATA.

Sob este preconceito e enquadramento social, muitos continuavam a dizer que não viam nem gostavam de telenovelas (as portuguesas começaram a sair do estágio embrionário um punhado de anos após a chegada das televisões privadas). Comecei a entender que a novela agradava não só a mim, mas a outras pessoas também, que escreviam para as revistas a fazer perguntas e a criticar as mudanças de horário. Nunca hei de esquecer que vivia na altura com uma pessoa um tanto snob, daquelas que dizia não ver novelas. Mas assistiu comigo todos os episódios, e surpreendia-a muitas vezes, completamente envolvida, a ver a novela na minha ausência. Também fazia muitas perguntas sobre as personagens e queria saber o que se tinha passado desde a última cena que vira. Quando o episódio era gravado e já tinha sido visto, voltava a pô-lo no ar para ela o poder ver. Outras pessoas conheci, que também só viam novelas “de vez em quando”. Calhava eu fazer uma visita a seguir ao almoço, e apanhava-as sempre a ver as três ou quatro novelas brasileiras que davam seguidas, das 13.00 até ás 16.00 ou 17.00 horas!

Não há como compreender o preconceito mas que sempre esteve presente, esteve. Todos as viam, pouquíssimos se sentiam há vontade para o admitir. Penso que tal se devia porque supostamente, só donas de casa deviam ver novelas e também porque eram consideradas um "produto menor", visto por pessoas simplórias ou ignorantes. Ninguém queria se associar a esta imagem. (parece absurdo, mas assim foi!) Mesmo quando já se dizia que a novela era um produto que alcançava todos os "escalões" sociais e agradava ás massas, nunca deixou de ser vítima de preconceito e ignorância.

Em Vira-Lata temos interpretações fantásticas. Déborah Secco tem um papel interessante como Maria-rapaz que acaba por despertar para a feminilidade. Maria Zilda fez-me rir muito. Mário Gomes, e claro, Nair Belo, soberba! Além de muitos outros, grandes e pequenas personagens. Carolina Dieckman começou a “cair-me no goto”, pois até então pela televisão parecia ter um ar arrogante, mesmo aquando se estreou em Tropicaliente. Contudo, penso que foi com “Vira-Lata”, novela onde a sua personagem acabou por tomar muita importância na trama, que teve a oportunidade de se mostrar mais como actriz.

O rol de interpretações a mencionar é interminável. Compreendo porquê são as novelas de Lombardi alvo de muitas críticas depreciativas. Muitos têm dificuldade em agarrar a trama e o drama das personagens por entre tantas histórias e situações, onde a exposição do físico e as situações de cariz sexual parecem estar em exagero. Mas é um estilo. Como todos, sujeito a desgaste e devo confessar que as últimas tramas desde Uga-Uga, já não tiveram em mim qualquer capacidade de agarrar o meu interesse. Mas também, quase todas as novelas globais deixaram de ter esse poder por essa altura. Muito do mesmo?

Quinto dos Infernos foi outra mini-série que recebeu más críticas e demorou (muito) a estrear em Portugal. Quando finalmente estreou, foi um sucesso.

Não digo que da parte de historiadores não tenha afligido sensibilidades mas no geral, o povo português não se sentiu ofendido (como li algures) ou prejudicado pelo retrato das personagens. Ao invés disso, divertiu-se. É preciso saber que, tal como Bang-Bang, esta mini-série foi para o ar a horas tardíssimas, começando muitas vezes depois da meia-noite, ás vezes, uma e meia da manhã. Mas este sempre foi um horário com público, que gosta deste estilo de comédia. A começar há 1 da manhã ou ás 3 (acontece com mais frequência) as séries brasileiras, tais como “Na rede de Intrigas” receberam sempre a atenção de algum público e de alguma crítica.

De resto, as comédias dramáticas de Carlos Lombardi, como “Quatro por Quatro” fizeram sempre sucesso. Exibidas mais tarde em Portugal, Bebé a Bordo e Perigosas Peruas fizeram delícias. O humor já característico mas com uma direcção, cenários e iluminação menos “standard” (que o início do século trouxe a todos os produtos Globo), foi uma lufada de frescura. Maravilhosas interpretações, personagens e situações.

Ninguém esquece as “coelhadas” de Rei e Reizinho (Bebé a Bordo), nem o drama que estes viviam com o pai (brilhantemente interpretado por Sebastião Vasconcelos). Tony Ramos é um delicioso problemático, que tem cenas memoráveis com a família: a esposa Inês Galvão e o filho gorduchinho que só fazia comer. Carla Marins interpreta uma menina muito, mas muito estúpida, mas que afinal, não é tão burra assim e tem os seus sentimentos feridos pela indiferença dos pais. E Sílvia Bandeira, a mãe também “supostamente” burra, tem uma interpretação divinal. Enfim: um rol e rol de boas personagens e bons actores que, confortáveis ou não com as exigências dos papéis dramático/cómicos, contribuíram para momentos divertidos.

Em Perigosas Peruas a situação repete-se, embora as personagens sejam diferentes. Temos Nair Belo excelente no papel de mãe de Mário Gomes, o “galinha” Belo, casado com Vera Fisher mas com o antigo amor Sílvia Pheifer também debaixo de olho. E o dramalhão desta não poder ter mais filhos, após lhe morrer a filha que esperava de “Belo”. A surpresa é que, afinal, a filha nunca morreu e Belo é o responsável. Sempre um belo dramalhão no meio de comédia! Além de contar ainda com a história de uma família de mafiosos, e de um trio de polícias “gostosãos”, cada qual com os seus problemas pessoais além dos que enfrentam no emprego.

A terminar esta série de referências ás novelas de comédia/drama de Carlos Lombardi, o início, quando colaborou e foi co-autor de duas novelas de Sílvio de Abreu: Guerra dos Sexos e Vereda Tropical. Era uma criança quando estas passaram em Portugal, mas lembro bem delas, porque logo deixaram a sua marca. Rir é o melhor remédio e talvez por isso, a predilecção por comédias. Guerra dos Sexos foi um êxito de Sílvio de Abreu e foi muito bem recebida no ano de 1985, quando terminou em Portugal. “Vereda Tropical” foi também muito bem recebida, e até hoje é fácil lembrar aquele emblema do sol com a gaivota.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

TIETA de Jorge Amado


Adaptada para a televisão em formato de novela em 1989, "Tieta do Agreste" é a obra literária de Jorge Amado. Um grande sucesso a nível mundial, esta novela ultrapassou barreiras e preconceitos.

Tudo nela fez sucesso: as personagens, a banda sonora, até mesmo as roupas. Inesquecíveis interpretações de tantos e tantos actores, destaco Joana Foom como Perpétua e seu pai, Zé Esteves, brilhantemente interpretado por Sebastião Vasconcelos.

Mas o rol não termina aqui. Tieta é um marco nas novelas, por o conjunto inteiro de personagens, interpretações, histórias e banda sonora. Mesmo a abertura, foi inovadora para a época. Até então ninguém tinha visto um corpo se contorcer daquela forma, a lembrar uma árvore a tomar formas humanas e vice-versa!

Em Portugal o êxito foi enorme e para o final foi lançado um desafio, que teve uma adesão em massa: Quem era a mulher de Branco?

Em estilo de concurso, com cupões publicados na imprensa, colavam-se vários cupões originais nos postais dos CTT, para aumentar as hipóteses de acertar e ganhar o prémio (não sei qual era). Toda a gente tinha um palpite e muitos, sabendo já o desfecho da novela no Brasil, apostaram em Cláudia Alencar (a Laura, esposa do capitão). Mas como sempre, a tentativa saíu frustrada porque, nestes casos o autor escreve finais diferentes e cada país pode vir a escolher o seu. Em Portugal, a mulher de Branco foi... Perpétua!

E você? O que achou desta novela? Como é que ela o marcou? Deixe um comentário!

Veja a abertura inicial:


Factos & Curiosidades:
* Foi Betty Faria que adquiriu os direitos de adaptação da obra
* O visual de Betty (Tieta) foi mantido em segredo até ir para o ar
* Esta novela foi a primeira a criar perfís astrológicos consuante as datas de nascimento fictícias das personagens
* A abertura foi feita com a técnica Split Scan
* A região de Mangue Seco, no norte da Baía teve um aumento turístico

Tieta foi a novela que veio revolucionar até a linguagem. Com expressões divertidas e inusitadas, em todos os paises de expressão de língua portuguesa, novas termos foram incluídos. Eis alguns deles e seu significado:
. Nos Trinques (que correu na boca de toda a gente) -Perfeito. Quenga - prostituta. Descaração e vadiagem - acto sexual. Capar o gato - ir embora. Bater o caçolete - morrer. Caxixe - negociata. Canguinho - avarento. chibungo - homossexual. Esgrovinhado - alto e magro. Estar de calunha - triste. Tabacudo - feio. Tribufu - Maltrapilho. Jabiraca - Bruxa, roupa mal feita. Nos azeites - chateado, Teuda e Manteúda - amante, Entupigaitado - Confuso, atrapalhado. Gaiteira - mulher assanhada.

E depois existiram casos em que, a ENTOAÇÃO das palavras é que remetia o imaginário para a novela. Por exemplo, a expressão "Mistéeerio" de D. Milu.

English Version:
"Tieta do Agreste" is based on the written novel by Jorge Amado. It arrive on television in the year 1989 being an huge success and was a barrier breaker. It has great performances, the eye-light going to Joana Foom, who interpreted Perpéctua, and her father Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos). But it doesn’t stops here. Tieta was a mark in this type of production, with its phenomenal characters, actor’s interpretations and amazing music contribution. The opening credits were also something new. Until then, no one had seen a female figure transform herself that way in nature!

It was a huge success in Portugal! By the end the television network lanced a challenge: who was the women en white? Coupons where published in magazines and the public responded well. By that time, the answer to the question in Brazil was already known and many tried to win some prize with the same guess. But different ends were made so itch country could choose one and in Portugal, the woman in white was Laura!

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terça-feira, 2 de outubro de 2007

CONTRIBUTO MUSICAL

As Bandas Sonoras!!!
Como ajudam a sonhar e nos levam junto com a história!

A primeira "revolução" a que assisti, foi com a novela "Roque Santeiro". Qualquer música desta novela que passasse na rádio era logo cantada e escutada por todos. É preciso frisar que estavamos na época em que não havia i-pod, nem computadores por todo o lado, muito menos MP3. Na verdade, nem o walkman era muito utilizado. Usavam-se os rádios de bolso, e os "tijolos"...

Dessa época dos anos 80 início de 90, é também a novela "Tieta do Agreste", outro caso "bomba" de banda sonora. Tieta era o disco que todos queriam ter. E a bem da verdade, algumas das músicas são bem deliciosas de escutar...

É preciso saber que, em Portugal, a telenovela foi sempre alvo de preconceito. Não se admitia que se via. Dizia-se: "Vi apenas um bocadinho, por acaso..." Este preconceito foi duradouro, até os dias de hoje, cortado apenas quando a produção portuguesa (da TVI) começou também a fabricar o produto em série.

"Tieta do Agreste" superou o preconceito. Quem não gostava de admitir que via novelas, não sentiu muito embaraço por admitir ver esta. E na época em que se chorava a morte de Fred Mercury e ser "fixe" era gostar de grandes bandas de música americana, "Tieta" ultrapassou também essa barreira do preconceito.

Eleger a "melhor de sempre" é impossível. Resta-nos lembrar. O melhor é mesmo rever as novelas e ver como se adequam bem ou mal determinadas melodias. Tenho preferência por melodias mesmo. Aquelas que dispensam a vocalização. Conseguem "tocar" mais depressa a minha emoção. Por isso, cada banda sonora feita por Marcus Viana antes e depois de Pantanal, captou logo os meus sentidos.

Quais as suas favoritas e porquê? O que estava a acontecer consigo quando determinada música estava sempre a ir para o ar?

Em Portugal:
Em Portugal demorou para se entender (entre muitas outras coisas) que o contributo musical de uma novela não é algo insignificante. Carreiras são lançadas, sucessos alcançados e novelas recebem mais público por nelas se incluirem artistas que agradam as massas. É uma situação em que todos ganham e ninguém perde (talvez a música!). No Brasil são incluídas nas novelas temas de grande sucesso mundial, remixados ou cantados por outro artista, além de música clássica. A diversidade de estilos e a divulgação de conceituadas obras mundiais ganha mais projecção do que em Portugal. Aqui ainda não chegou a esse nível. O meio é utilizado mais como promoção do que divulgação cultural.
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Links para as BANDAS SONORAS COMPLETAS DE NOVELAS PARA DOWNLOAD estão disponíveis nas respectivas mensagens de novelas. Aproveite! Top Model, Desejo Proibido, Sete Pecados, Vamp etc. já estão colocados!

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ABERTURAS - Genéricos/Créditos


De grande importância para qualquer novela que se preze, as ABERTURAS (também designadas de genérico ou créditos) são verdadeiras obras de arte, que englobam toda a criatividade e essência da história. A função da abertura, é prender a atenção do espectador de imediato, e mantê-la.

Uma boa abertura tem de corresponder com nota máxima a três critérios:
1) Ser a síntese perfeita da história da novela;
2) Ter um contributo musical adequado;
3) Deve ser criativa e tentar fugir do aspecto "familiar" (já vi isto antes...)

Assim sendo, aqui ao lado surge um questionário com o nome de algumas novelas com aberturas excepcionais. Vote na sua preferida e deixe aqui um comentário sobre as suas aberturas preferidas desde sempre, e porquê!

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VAMP

Vamp conta a história de Natacha, uma cantora que faz um pacto com Vlad, um poderoso vampiro. Em troca de fama, ela vende sua alma mas arrepende-se da sua condição de vampira. Tudo o que passa a desejar, é a reversão do pacto. Para isso, decide viajar até Armação dos Anjos, lugar onde poderá encontrar Vlad e quebrar a maldição.

Vamp é essencialmente uma comédia. Despretensiosa, consegue captar a atenção e agradar a públicos de todas as idades, porque se baseia no humor simples e ligeiro. Bem escrita, melhor interpretada, conta com um elenco numeroso e com muitas caras conhecidas.

Difícil mesmo, é seleccionar os melhores dos melhores. Está repleta de soberbas interpretações. Patrícia Travassos, como Mary a vampira de porno-chachada, é hilária, principalmente quando à sua personagem se junta a de Octávio Augusto, soberbo como Matoso, o vampiro com dificuldades em sugar sangue, por só ter um dente.

A lista de bons desempenhos em boas personagens é longa. É difícil falar de todos e não deixar alguém de fora. Qual é o seu preferido? Que cena memorável lhe ficou na memória? Vamp ensinou-lhe que lição de vida?

Veja apenas um pouco desta novela, para matar as saudades!


Quer ver a abertura? Carregue no link: http://br.youtube.com/watch?v=h7-tZ6_r9WM

FACTOS & CURIOSIDADES de VAMP:
* a abertura só ficou finalizada 10 m antes da estreia
* Luís Fernando de Carvalho ficou encarregue da narrativa da abertura
* Cláudia Ohana sentia-se aflita e má-humorada quando colocava as lentes de contacto coloridas
* Fábio Assunção foi alvo das maiores piadas quando tentava dizer as suas falas com a prótese de vampiro
* A capa que "Natasha" usa na dança na praça de S. Marcos é da actriz e foi emprestada à personagem
* Parece que a música de "Vangelis" sob a qual dançou, estava proibida em toda a Itália e apareceu a polícia
* Vamp foi também filmada em Veneza e em Lisboa
* Os dentes de vampiro são feitos de latex
* Claúdia Ohana estava a lançar-se como cantora quando surgiu o papel na novela

English Version:
This is the story of "Natacha", a singer-to-be that makes a pact with a powerfull vampire. In exchange of sucess she gives him her soul. Regretting the pact, she then starts to find ways to reverse it and for that she travels to “Armação dos Anjos”, a place were she can find an artefact that will help her destroy the powerful vampire named Vlad.

Vamp is essentially a comedy. Not pretentious, the achieved success is mainly due to it’s simplicity. A wonderful product to watch, well written, with a great cast and great performances. Is difficult to point out the best ones. But Patrícia Travassos with her porno-vampire Mary, along with her co-star Matoso (Octávio Augusto) is great fun! The list is long! The best thing to do is watch it.

Facts and Curiosities:
The opening credits were only fisnish 10m before exibition.
Luís Fernando Carvalho (respected director) was in charge of giving it a story-line.
Claúdia Ohana (Natasha) felt upset everytime she had to use the colorful contact lenses.
Everyone laugh when Fábio Assunção (Lipe) started to speak whith the false vampire teeth.
During the S. Marcos dance, the music of Vangelis was prohibited in Italy and the policy intervined.
Claúdia Ohana was preparing to lance herself as a singer performer when the role came along.


Complete sound track/Álbum completo sonoro para download: http://rapidshare.com/files/12678949/Vamp_Nacional.rar - national
http://rapidshare.com/files/2434987/1991-I-_Vamp_-_By_DS.zip.html - international

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