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Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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sábado, 4 de julho de 2009

Acabou "Podia Acabar o Mundo"

A novela portuguesa da SIC terminou ontem. Após um enredo cheio de peripécias, com um mocinho sempre a levar pancada e a exibir um rosto cheio de hematomas.

Não me importava que voltasse a dar em repetição, mas só se tirassem todas as personagens e colocassem apenas o vilão feito por Virgílio Castelo e o homossexual representado por Gonçalo Diniz.
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Os dois estiveram suberbos. O vilão português não deixou por menos nenhum vilão internacional. Flora, a vilã de "A Favorita" perde para "Eduardo". Ela tinha de esconder o que era, Eduardo nunca o faz. Disse as frases mais absurdas de um jeito credível. Disparar um revólver era como respirar... foi um vilão bem construído.
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Já o homossexual "Geraldo" foi a melhor personificação do tipo que alguma vez vi, incluindo cinema Americano e novelas Brasileiras. Sem esteriótipo no estilo. Acima de tudo, no estilo. Como explicar: estou cansada de ver a ficção a representar a homossexualidade masculina sempre da mesma maneira. Acaba por ser redutor. Com ou sem traquejos, exagerados ou discretos, a interpretação de Diniz não repete nada disso e trouxe algo de novo. É um homossexual de carne e osso. Diz tudo o que pensa, mas contém-se de ser uma alegoria. É ambicioso e faz maldades, mas tem bom coração. Enfim... a meu ver, esteve perfeito. Só António Banderas, como a sua interpretação do «amante silencioso» de Tom Hanks em Philadélfia me causou igual impressão.
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O resto é para esquecer. Ninguém esteve à altura destes dois. O protagonista Diogo Morgado saiu fraco de tudo isto, as mocinhas também, mais ainda. Não havia paciência para não mudar de canal. Confesso ter gostado do talento promissor em Diana Chaves. O tempo dirá o que mais nos vão mostrar. Até lá, uma viva a estes dois personagens!

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sábado, 4 de abril de 2009

Podia Acabar o Mundo - preferidos e preteridos

Esta novela portuguesa está replecta de interpretações tão fracas e pouco autênticas, que se torna difícil aponta o pior do que é mau. Há tantos ruíns, que numerá-los é uma tarefa exaustiva que deixo para os comentários.


Homens: os melhores

Sem dúvida que Geraldo, de Gonçalo Diniz, é o melhor que está ali. Virgílio Castelo é o segundo melhor e ganha esta classificação porque o vilão Eduardo, mais um da carreira do actor, não tem o mesmo grau de dificuldade de composição que o homossexual Geraldo. É mais difícil fazer um, que outro. Da próxima Virgílio, fica gay... se tiveres coragem!


Mulheres: as melhores

Sem grandes destaques para o sexo feminino, duas interpretações sobressaiem mais. A de Adelaide Ferreira com a sua Mercedes, e a de Diana Costa e Silva, com a sua Catarina. Esta última, no meio de tanta mediocridade dentro da sua faixa etária, é a mais convincente. Pela expressão do olhar, até dá para acreditar que ama loucamente Rui (Ricardo Abril). Mas formam o casal com menos química e mais insonso que alguma vez vi em Tv. Para quem é suposto estar super-mega apaixonados, é de brandar aos céus tanta falta de emoção! Mais por culpa dele, que parece uma estátua dictafone. Adelaide Ferreira, cuja participação nem merece inclusão como personagem da trama no SITE OFICIAL da novela, está óptima como a espanhola Mercedes. Adoro também a sua caracterização, com os cabelos encaracolados.


Homens: os piores

Ui! Quem escolher primeiro? Vou começar por aquele médico, ou por aquele padre... venha o diabo e escolha. Mas quem quiser, pode ingressar pelo ramo da advocacia e é só escolher. A oferta é muita, se não total, e para todos os gostos e faixas etárias. Hurr! Que maus!


Mulheres: as piores

Foi até com alguma surpresa que vi actrizes que um dia já achei talentosas, espalharem-se por inteiro nesta novela. Aquela Luísa está muito mal conseguida por Ana Padrão, não acham? Mas o rol não acaba aí e mais uma vez, enveredando pela profissão da advocacia, o mal nunca vem só, embora se salvem mais almas femininas que masculinas. O óscar para a pior das piores vai, sem dúvida alguma, para a inexpressiva e "estatuestica" prestação de Ana Cunha (Rosário). Horrível até mais não, não vos parece? Nesta novela, as Anas estão em baixa...


No geral, deixo já aqui uma crítica MASSIVA à SIC.

Não sabe promover as suas novelas! Nem os seus artistas. É uma tristeza de causar choro. Se duvidam, façam este simples exercício: pesquisem na net por imagens das personagens. Se encontrarem Adelaide Ferreira como "Mercedes", encontram uma pérola...

Para perceberem do que falo, pesquisem novelas da concorrência e os artistas. Aliás, procurem o que for e vão encontrar, em grande número, diversas imagens para ilustrar qualquer ponto de vista. Com as coisas "made by SIC", HIC! É como se nada estivesse a ir para o ar, são produções, obras e artistas fantasmas.

É caso para se concluir: podia acabar o mundo, que a SIC continuará a fazer asneiras com a produção própria.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Não se quebra facilmente...

Nenhuma escoriação, boa cor de pele... parece que cair num poço de elevador de um décimo «não-sei-quantos» andar até revigora uma pessoa.

Hum... além de não falecer, até fica inteiro, com pernas, braços, cabecinha no pescoço...
Nunca espreitei para o que fica no fundo de um poço de elevador mas creio que não deve ser um colchão de penas da grossura de um prédio!

Falo, claro, do aspecto da personagem de Virgílio Castelo em coma na cama de hospital, na novela "Podia acabar o Mundo".

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sábado, 11 de outubro de 2008

Portuguesa na sic

Estou a fazer por ver a novela portuguesa na sic. Afinal, se senti que tinha o que era preciso para dar certo, tinha de confirmar se a intuição está correcta. Ainda vai no início para conclusões definitivas mas, estas são as impressões que me ficam. Já me surpreendeu em inúmeras coisas. Enumero-as ao acaso. Em termos de interpretação, começo por Rui Unas. Péssimo actor, tem feito coisas tão horríveis que, com base nelas, deduzi que nunca conseguiria chegar lá. Surpreendeu-me. Como é possível? Tão canastrão que ele era, olha-o agora… Aulinhas? Onde as andaste a ter?


Diogo Morgado, o que dizer? O gajo é bom! Ele é possante. A sua co-intérprete não está tão convincente. Neste aspecto, as «meninas» estão fraquinhas. São elas a grávida disputada por três homens (vá-se lá saber que encanto tem para não haver homem na localidade que não lute por ela!), a jovem rebelde proveniente de uma família rica mas desestruturada e as advogadas. Alguns dos «meninos» também não vão bem. Como o advogado criminalista, que está ali entre o bom e o ruim. Mas retiro o Gonçalo Diniz da equação. O pobre ficou a perder bastante com a «promo» lançado pela sic. Incluíram imagens da sua personagem em momentos clichés de comédia com uma pitada homossexual que, descontextualizados, ridicularizaram a interpretação. Até agora está bem conseguida, com requintes de malvadez. Outros precisam, tal como as «meninas» de tempo, tarimba, experiência. Todos merecem mais oportunidades para poderem chegar mais longe. Olhem, perguntem ao Unas onde ele andou a aprender a deixar de ser o mega-canastrão que sempre foi. Pode dar geitinho….


Depois temos outras características, que já entram na parte da história, que fazem certas personagens sobressair. Não posso neste aspecto deixar de fora Paulo Azevedo, o rapaz sem mãos. A sua personagem está inserida perfeitamente na história, não é explorada pela condição mas ao mesmo tempo, não deixa de ser uma mensagem que está a ser transmitida. Ali está, uma pessoa normal, que faz o que os outros fazem, com a diferença de não ter mãos e ter de adaptar-se a isso. A primeira cena em me lembro de vê-lo aparecer é quando vem a conduzir uma «moto quatro». Depois, banalmente, vai a um café e juntamente com a sua mãe, maníaca por pastéis-de-nata (não há nada mais português também, em termos de confeitaria!) e põe-se a comer um. E assim, acaba o mistério para quem não imagina como uma pessoa sem mãos consegue levar um bolo à boca para o trincar.

Ainda temos a parte Castelhana. Que estou a adorar ver. É para onde se inclina o meu maior elogio: para a história. Tão portuguesa! Com forcados, pastéis-de-nata, Alentejo, Castelhanos, África, retornados e claro, imagens paisagísticas de referência geográfica portuguesa: a urbana Lisboa, com o Saldanha em destaque, e as pontes sobre o Tejo. Só falta mesmo um pouco de fado e então teremos tudo. Tudo da identidade de um povo pelo passado e pelo presente.

Ponho-me a imaginar a novela a ser exportada. Há que apostar nisto. No Brasil faz-se à «séculos», e dá resultado. É preciso colocar imagens de marca do país para habituar os que vêm a novela lá fora. Depois de acostumados saberão reconhecê-las e talvez gostem de se informar sobre este canto do mundo. É assim que se começa. Foi assim que o Brasil «exportou» o Concorvado, as praias idílicas que afinal estão poluídas e conseguiu colocar o Cristo redentor na lista das 10 maiores maravilhas do Mundo. Pelas novelas! E porque é um país enorme, com uma população votante gigante…

Portugal tem muito. Até gostaria que poucos soubessem o quanto tem para dar mas, isso não é possível nos dias que correm. O padrão dos descobrimentos, os monumentos, o belo Tejo, as maravilhosas, deliciosas, adoráveis praias de cima a baixo por esta costa, a água cristalina, as cachoeiras escondidas por aí que nem 1/3 da população portuguesa conhece, as maravilhosas ilhas dos Açores e da Madeira, alguma imagem rural, um Alentejo plano, com sobreiros, cortiça e um casebre ao sol. O sol e a praia do Algarve. Os montes verdes do Norte. O tomate, a azeitona e as laranjas do Algarve. Há muito (tanto) deste Portugal para mostrar, que as possibilidades de exploração em TV se apresentam ilimitadas.

Se esquecida estava da dita “pendenga” entre portugueses e espanhóis, da rivalidade de há séculos atrás, do tempo dos Mouros e de Viriato, dos reis e das rainhas, (ups! Por lá ainda é assim…) um pouco deste nosso passado regressa ao colocarem na historia este aspecto da actualidade: as propriedades no Alentejo adquiridas por espanhóis. Facto.
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Na trama temos «Mercedes», a castelhana que se introduz na família tradicional alentejana por casamento, para conseguir se apossar das terras. Fez-me sentir orgulho (desculpem, é verdade) estar a ver esta parte da novela e, subitamente, aperceber-me desta característica do povo português: a capacidade de entender os outros na sua língua. Lá estavam as personagens, a dialogar em espanhol, e não precisamos de legendas. Nem legendas para o espanhol, nem para o português do Brasil, nem para o português com sotaque africano. Nada. Lá vamos entendendo tudo. Mas imagino que, a passar no Brasil, precisariam traduzir a novela inteira. Pela falta de costume em ouvir outras línguas e sotaques.

Agrada-me que falem dos forcados. De certa forma, vem a enaltecer o sangue português. Deve ser uma tradição do conhecimento de poucos. Quem sabe que em Portugal, apanham-se touros pelos cornos? Há que dizê-lo: há, valente!

Touradas em si, com aquela coisa de espetar o animal, não é bem algo que me cative. Se bem que me lembro de ter apreciado uma, uma vez, pela televisão, há muitos anos atrás. Os movimentos de mestria do cavaleiro e da montada mais a personalidade admirável do touro, levou para aquele espectáculo algo belo. Beleza como se encontra num bom ballet, num bom filme, num bom livro. É uma tradição, tem o quê de respeito, embora não pare para ver. Também lembro de achar aquilo triste, com o animal ensaguentado, a ser ferido, meio manso, com ar de quem quer ser deixado em paz, a ser forçado àquilo, e achar que os homens são inseguros ao ponto de precisarem disto para se sentirem de valor.
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Já a parte que inclui os forcados, sempre foi mais apreciada pela maioria. É puro «mano-a-mano». Nunca ninguém sabe o que pode acontecer. Ali está: Homem e touro. Homem e Besta. Frente a frente, olhos nos olhos. E cornos pontiagudos enfiados numa força bruta e de peso, a vir em velocidade de galope na nossa direcção. Até para imaginar é preciso ter chegado perto de um animal deste porte, para compreender que sensação poderá ser esta…

Em termos de direcção, a novela também vai bem. Tem falhas. Se calhar, muitas delas devidas a pressa, a prazos, que sei eu? O que mais me custa são as coisas do costume… aquelas, que não me descem pela goela. Quando se discute (assimilem isso de uma vez por todas), as pessoas mexem-se! Movimentam o pescoço, saiem do enquadramento, para ser mais específica. Ver pessoas a discutir sem a cabeça mexer já é mau, mas vê-las discutir sem sair do lugar, sem o corpo assumir uma determinada postura ou movimento, é mau também. Em diálogos longos então, é terrível. Uma mãe que vê a filha a apontar uma caçadeira a outro filho a meio de um jantar, não permanece sentada na cadeira o tempo todo. Mesmo depois da filha sair do local, ela não desabafa «Ai, meu deus», ainda sentada na cadeira diante da mesa. Não é geneticamente possível.

Se você teve paciência para ler este texto até ao fim, não fique por isso. Deixe o quê da sua opinião. Tem uma, não?



Cumprimentos!

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