Caminho das Índias: matéria do Estadão
Uma jornalista no jornal O Estadão, de S. Paulo, escreveu esta rúbrica:
"Vilã levando a pior em novela das 9 é tão clássico quanto delicioso de ver (...). Mas não estou me sentindo assim tão vingada desta vez, com a surra que a Melissa Cadore (Christiane Torloni) deu na Yvone (Letícia Sabatella). Não tem nada a ver com o monte de sangue jorrando da boca da bonita depois de apenas meia dúzia de tabefes. Qualquer um do elenco poderia bater na Yvone, menos a Melissa. É a suja batendo na mal-lavada! (...) Melissa não sabe de nada – bateu na Yvone pura e simplesmente por causa de um conjunto de joias que o marido Ramiro (Humberto Martins) deu à vilã. Perua fútil. (...) Para ela, o que importa é assegurar que moscas varejeiras tipo a Yvone fiquem longe do seu milionário. Para cima dele, o adúltero em si, nenhuma palavra, bronca nenhuma.
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E a novela segue, até o capítulo em que a Norminha (Dira Paes) é pega em flagrante por Abel (Anderson Muller). (...) Norminha é humilhada por Abel diante da vizinhança, vê seus sutiãs voando pela janela. Ramirinho leva apenas uma mordida no bolso.
Ou seja: se o homem trai, a amante apanha; se a esposa trai, a esposa apanha. Uma frase dita por Abel resume o caso. Depois de muito xingamento, Norminha pede que ele jogue sua mala, para que ela recolha as roupas da calçada e vá embora. "Mala? Quem comprou essa mala, Norminha?", questiona ele – quem está pagando está podendo. Norminha será uma cabrocha de sorte se não morrer feito a Dedina (Helena Ranaldi), adúltera da novela anterior, A Favorita, que morreu, "punida" com uma toxoplasmose. Tike!"
Tike! A ficção adora espancar mulheres e castiga-as severamente! Com determinados autores ou realizadores, isso é mais visível, tanto em filmes americanos quanto novelas e séries brasileiras. O que acha? Que exemplos lhe vêm à mente para as terríveis pecadoras V o adúlteros?


