Novidade

Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

email desactivado por google devido a spam
alternativa: novelas para recordar npr arroba gmail.com

Mostrar mensagens com a etiqueta crítica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crítica. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de setembro de 2008

Os autores andam loucos!


Costumavam ser as figuras respeitáveis por detrás do sucesso de uma novela. Uns génios! As cabeças de onde sai todas as ideias. Os criadores. Mestres!

Este estatuto icónico colocou-os nas décadas passadas em posição de ídolos. Uns deuses da escrita. Eram referenciados, idolatrados, admirados, respeitados mas tudo, à distância. Na era da ausência da Internet para as massas e da inexistência do telemóvel (celular), eram conhecidos pelo nome e reputação criativa. Jamais pela imagem.

O rompimento do mistério, as caras e fisionomias, o rompimento do silêncio, trouxe a classe para mais perto de nós. Mas também dita um fim aos idealismos. Afinal, o autor endeusado, é humano!

E comete erros. Está sujeito a pressões colossais, a ameaças constantes, está sujeito ao seu próprio ego. Tem opiniões e as omite. Critica colegas, faz acusações de plágio, critica actores, desentende-se com os directores, fica insatisfeito com os comentários do público e, além disso, é falível. Nem tudo o que escreve tem o mesmo nível de qualidade.

Pois é: os autores são pessoas comuns. Ás vezes eles esquecem-se disso e nós também.
.
Links interessantes:
Sílvio de Abreu:
Aguinaldo Silva:
Pressões:
Manoel Carlos:
.
English Version:
Authors go crazy!
They used to be the genius behind a tv soap opera success. Almost mythical creatures, from hum’s head came all that great ideas. That was before the common use of the internet and the arrival of the cellular phone.

The proximity of this mythical class of creators with the public, gave us the notion they’re human. They’re so human that they criticize they pairs, they criticize their tv soaps actors, and they are submitted to huge pressures, such as ratings. They make mistakes. They can let themselves be taken by their ego. They’re human.

Yes. Sometimes they forget this. And so do us.

Read more...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Terra Nostra -

Terra Nostra anda a pastar. De mês em mês o autor decide tentar cativar as audiências criando uma (e só uma) cena de impacto dramático. Há um mês foi o parto de Maria das Dores e agora é a morte do Ruanito. Bem, mas será que morreu mesmo? A coisa ficou em águas de bacalhau. Não se viu corpo, nem enterro nem se percebeu coisa alguma. Entre Mariana ter uma criança nos braços e a notícia ter sido dada às mães, a criança manteve-se com Mariana. Como o médico soube? Concerteza é um mistério intencional.

É lamentável que Terra Nostra não seja coesa. Avança embalada por situações sem interesse ou nexo e excesso de melodias italianas. Aliás, a novela mal tem som ambiente. É só uma banda a tocar, enquanto as personagens se passeiam de um lado para o outro de coche. De mês a mês, algo acontece, mas perde importância logo de seguida. Foi assim com a ameaça da Peste, que desaparece logo após o parto do filho de Guilhermecino, e assim foi com a morte de Ruanito, de difeteria. Quem dera a nós que na vida real as doenças contagiosas e letais se comportassem assim!


Continuo a dizer que a relação de Mateu e Juliana não faz sentido. Os dois brigam e ela diz-lhe que ele percebeu tarde que ela não o quer mais. É uma afirmação muito forte mas não resulta em qualquer acção. A coisa anda tremida mas nada acontece. Para quebrar esta tensão sem sentido entre os dois, o autor decide dar a Juliana a certeza de ser a mãe de Juanito. E por milagre, isto basta para os desentendimentos desaparecerem. Até que, sem motivo credível reaparecem mais uma vez. Entre os dois tudo volta a andar tremido mas nada acontece. Então, numa busca desesperada para despoletar o interesse, o autor decidematar” o filho do casal. Que tragédia, não? Talvez não. É só o mesmo escrito e representado vezes e vezes sem conta.

Terra Nostra começou chatinha, pelo menos achei, mas desenvolveu-se com interesse até o parto de Juliana. Daí adiante descambou no no sense. Vejam hoje: Francesco e Paola entram na mansão de onde este saiu para viver com ela e praticamente dizem à ex-esposa: «nós queremos viver aqui, vai-te embora». Altivos e arrogantes. Não combina com o carácter de nenhum deles. Não faz sentido. O milionário, construtor de sobradinhos, com a casa do filho que ficou quase acabada disponível, decide despejar a ex-mulher, que jurava a pés juntos nunca sair dali ou abandonar as suas coisas e esta aceita de imediato. Mas quem escreve isto?

Os italianos na fazenda continuam a trabalhar de graça mas o que mais os vemos fazer são festas. Todas as noites, como se o trabalho não os cansasse e a labuta não voltasse dali a menos de 6 horas, lá está o povo todo. Sorridente, a beber muito vinho, a tocar, comer, dançar e as crianças a brincar. Humm… porque será que acredito que não foi nada assim?? É tudo a descambar.

Um bocejo com picos de interesse e muitos, muitos coches de lá, para cá. Lá para cá… se juntasse tudo garanto que dava ao menos 10 horas destes passeios!

Afinal não ter assistido à novela em 1999 foi uma decisão baseada numa boa primeira análise dedutiva. A trama lá tem os seus encantos, admito. Mas como já disse, só com uma tesoura na mão! Shop, shop! E pronto! Poucos capítulos dão conta do recado.
Leia o que alguns actores disseram sobre a sua participação nesta novela e consulte estes links com matérias interessantes.



«Na novela Terra Nostra, nem me recordo o nome da personagem, só me lembro de dizer 'Mamá', e Lolita Rodrigues responder: 'Si, hija, depois te explico.' Benedito Rui Barbosa não sabia o que fazer com nossas personagens. Passei seis meses grávida na novela até que um dia dei um toque no Jaime Monjardim para lembrá-lo que já estava na hora. E aí nasceu. Foi uma novela que eu não tinha porque ter entrado, mas é necessário saber lidar, porque nem tudo na vida são só flores e sucesso. Às vezes, mesmo com todo esforço, não rola». * Cláudia Raia In Estado de S. Paulo, 22 agosto de 2007, referindo-se à novela que mais a decepcionou.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/aspas/ent20062000a.htm#aspas24
http://www1.an.com.br/2000/mai/19/0ane.htm

http://www.televidere.blogger.com.br/ - afastamento de José Dumont, o Baptista

Read more...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Se7e Pecados

Definitivamente, acho que não me vai agradar acompanhar Sete Pecados. O episódio de hoje foi mais extenso e não vi a altura de terminar logo. Bocejei umas cinco vezes e quando terminou soltei uma “aleluia” interna. Entretanto mais alguém conhecido também tinha deixado de a ver e foi fazer outra coisa.

A novela é uma reciclagem de histórias que já estamos cansados de ver. Até dá para adivinhar o que vai acontecer na cena seguinte. É previsível, porque já se viu tantas vezes aquelas mesmas cenas, gravadas da mesma maneira e interpretadas da mesma forma, por vezes pelo mesmo actor. O Director é o mesmo, determinados elementos do elenco são habituais nas novelas desse director, enfim. Não é só a abertura que foi "reciclada" do anúncio do IKEA, são as histórias também.

No episódio de hoje uma cena me fez lembrar por demasiado “Deus nos Acuda” (também ela realizada por Jorge Fernando e com a mãe deste também no elenco). A cena dos dois anjos na Internet celestial. Bem podia estar a olhar para Claúdio Correa e Castro e Dercy Gonçalves, cujo nome de anjo em Deus nos Acuda também era Celestina.

Por esta e outras razões é que esta novela não me desperta interesse. É um deja-vú pouco oxigenado. Talvez de vez em quando, talvez se não tiver capítulos longos e chatos como o de hoje (foi muito chato, cheio de cenas supérfluas, overacting e excesso de falas para a personagem de Elizabeth Savalla), talvez procure a ver.

Neste blogue perguntei a opinião de quem já acompanha esta novela se valia a pena ver. As respostas ficaram “em cima do muro”, deixando ao meu critério. Pois a avaliação está feita. Depois de emitir as primeiras impressões, um comentário que recebi mostrou surpresa pelo favoritismo a Desejo Proibido e até achou piada ás diferenças de gosto entre os continentes. Pois é isso que é interessante. Ver como são os gostos de região para região, de faixa etária para faixa etária. Se calhar quem mais gosta desta novela ainda não foi submetido massivamente a este tipo de repetição história em quantidade suficiente. Se calhar nunca chegou a ver Deus nos Acuda, ou era muito novo ainda. É este o interesse extra das novelas: permitir a troca de impressões!

Também não gosto de ver a protagonista Priscila Fantin. Nada contra a moça que deve ter os seus méritos, mas não me convence no papel de milionária acostumada a luxo. Também não me parece sedutora o suficiente para as exigências de papel. E depois, espero não estar a ganhar um “ódio” de estimação mas perdoem-me por me repetir ao dizer que Elizabeth Savalla não sabe representar. Faz sempre o mesmo papel. O que varia é o nome da personagem. De resto, até seria interessante alguém se dar ao trabalho de montar cenas de diferentes novelas para mostrar como é sempre tudo igual: os mesmos gestos, como a abertura exagerada dos braços que até parece que vai levantar voo e o mesmo abanar de pescoço quase silábico que mais parece um daqueles bonequinhos de tablier de automóvel.

Personagem favorita e actor predilecto também já tenho: Odilon Wagner, que assim que aparece a ajeitar a peruca, fá-lo de tal modo que é delicioso de ver. De resto critico a linguagem em over acting de praticamente todo o elenco do núcleo rico.

Perdoem-me os fãs desta novela em particular, mas opinião é opinião e este é que é o aspecto interessante das novelas. Partilhar impressões. Abraços!

Read more...

face

    © Blogger template by Emporium Digital 2008

Back to TOP