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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
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domingo, 6 de setembro de 2009

Vamos lá pensar nisto...

Em "Caminho das Índias", Duda enfrenta um grande dilema: se Raj fica a saber que Niraj é filho dele, pode entrar na justiça para reclamar a paternidade. E como a criança foi registada por outro, a lei considera que foi cometido um crime...
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Pelo menos é assim que parece pela história. Mas vamos analisar esta evolução:
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Há poucos anos atrás, a autora, Glória Perez, cativou o público com uma história muito diferente, mas dentro da mesma temática: o novo papel da ciência como interventora na reprodução humana. Na sua novela "Barriga de Aluguer", o grande dilema era apenas um: quem era a mãe? O filho era biológico ou da pessoa que teve o parto? Naquela altura torci sempre por Ana, mas o país ficou dividido... porque, os tempos, ainda deixavam margem para dúvidas...
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Em "Caminho das Índias" a temática volta à ribalta, embora seja como trama secundária. A directora da escola decide ser mãe por inseminação artificial e faz entrevistas a homens para conseguir arranjar um dador do seu agrado. O tiro sai-lhe pela culatra, porque o escolhido é um grande chato e parece que não entende ao que se propôs...
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Há medida que esta história progride, mostrando os dois lados da moeda, a directora Rute informa que telefonaram da clínica para saber qual o destino que ela quer dar aos restantes embriões congelados, ao que esta decide doá-los.
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Aqui, no meu ponto de vista, é que a porca torce o rabo. Então como é que é? Que eu SAIBA, a adulteração do embrião é considerado crime, atentado contra a vida. Até os cientistas terem anúnciado que já não precisam destruir o núcleo para gerar células estaminais, existia um grande movimento de pessoas com ideias fixas de que isto era um assassinato. Bem, na novela não dizem que o destino dos embriões doados será este que, por lei, é criminoso. Mas então...?? Pela lógica, o que acontece a embriões doados? Estes são implantados noutras mulheres que gerem filhos biologicamente com as características da dadora. Humm... e o que a lei diz a este respeito? Nada? Então imaginemos este cenário... 20 embriões doados, resultam em 20 gravidezes... Existem 21 crianças biológicamente irmãs. Que o desconhecem. A menos que a ciência tenha progredido ao ponto de poder dizer que o cruzamento genético entre irmãos não causa qualquer perturbação genética no filho daí resultante, então tudo bem. Mas acho que não é mesmo o caso, como já foi comprovado, pelas histórias mirabulantes que ocorrem por este mundo a fora, de crimes sexuais entre parentes directos, que resulta numa prol de crianças com problemas de saúde.
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Nos EUA, no UK, há muito tempo que se lida com esta questão, já que existem os Bancos de Esperma, onde os homens começaram por aderir à novidade, fazendo levantamentos monetários com imensa regularidade, conseguindo pagar contas elevadas para despesas surpérfluas. O resultado? Um monte de filhotes... num ou outro caso, um casal de namorados descobriu que tem o mesmo pai!
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Salvo o facto do caso feminino ser menos acessível que o masculino, pois retirar óvulos e fecundá-los é um processo bem diferente e bem mais moroso que conseguir esperma (Já se faz em laboratório, parece) se estas doações (assim como quaisquer outras) são anónimas... então estamos a cometer um crime. Ou não?
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Então, registar uma criança com outro pai é crime, mas gerar muitos irmãos de forma anónima, arriscando que estes se encontrem mais adiante na vida e se apaixonem, vindo a sofrer drasticamente, não é crime... humm!..
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Essa é a questão da lei que me vem à lembrança, sempre que Xiara relembra Duda que corre o risco de ser presa por ter prestado falso depoimento ao deixar outro homem assumir a paternidade de Niraj. O engraçado seria se, como se vê na novela, já que o mundo é tão pequenino e todos se cruzam, a Índia fica tão perto do Brasil e etc, olha a graça que tem se Niraj crescesse e se apaixonásse no templo por uma neta do clã Opash Ananda...

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Caminho Índias: os finais felizes...


Já li um «zum-zum» sobre o final da novelas "Caminho das Índias". Raj fica com Maya, perdoando-a pela mentira. Os dois criam o filho dela com o Dalit. Que pena! Não gosto deste final! Queria justiça, não emocional mas ética. Uma coisa mais credível e menos de «contos de fadas».
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Na mesma linha de pensamento, tenho de mencionar uma coisa que sempre me fez confusão. A maldade de Ivone. É que a moça não me parece tão má como devia ser. Não vinga, como gostaria que vingasse. Pôr a personagem sempre a justificar as suas loucuras para Mike, intercalando-as com os delírios do dr. Castanho, é muito forçado! Parece que estamos na sala de aula de uma escola, com o professor a ditar matéria...
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Mas o que mais incomoda na história toda da vilã, é que não acredito que, na vida real, uma pessoa manipuladora e calculista como Ivone alguma vez deixasse cair a máscara diante de Raul, como ela fez. A verdadeira maldade, o requinte do gozo da pessoa que gosta de manipular tudo à sua volta, é acreditar na sua mentira. Ou seja: é vaidosa e não quer deixar de ser vista pelo seduzido com idolatração. Ivone ia embora sim, com o dinheiro de Raul. Mas fazia-o de forma a que este nunca suspeitasse do seu envolvimento e encarasse o desaparecimento dela como uma catástrofe provocada pelos "verdadeiros" ladrões. Raul ia ficar a vida toda a correr atrás de notícias de Ivone, sem pensar duas vezes seguidas na família que trocou para ficar com ela. Acho que o verdadeiro psicopata ia agir assim... pelo menos, conheci mais gente assim. Se não são psicopatas, são exímias na arte da manipulação e essas, por quererem manter a fantasia que criam, são até mais assustadoras!


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domingo, 30 de agosto de 2009

CI: Separar ficção da realidade

Uma coisa que já esperava que acontecesse menos no Brasil hoje em dia, é a separação da FICÇÃO das novelas da REALIDADE. Afinal, as telenovelas perderam a força e importância que tinham na sociedade. Não produzem mais o mesmo impacto no seu poder de mover as massas. Existem outras distracções: a internet, a playstation, os telemóveis XPTO...
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Mas ainda acontece. Esta mistura de personagem com actor, que leva à agressão física e aos insultos verbais, ou a coincidência de assaltar um artista, reconhecê-lo e deixá-lo ir por gostar da personagem, entre outras histórias curiosas que aconteceram ao longo do fenómeno TELENOVELA.
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Tudo tem os dois lados da moeda e desta feita, a última notícia insólita sobre o assunto diz respeito a duas personagens da trama "Caminho das Índias": Abel e Norminha.

Num país GIGANTE como o Brasil, não é de estranhar que, por coincidência, exista um guarda de trânsito com o nome Abel. Se calhar até existe mais que um mas, foi um, de Goiás, que decidiu ir para tribunal exigir que as personagens sejam eliminadas da trama e pedir uma indemenização por danos morais e materiais.
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Saber levar uma brincadeira...

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.Há pessoas que não sabem levar uma coincidência como brincadeira ou achar graça às coincidências... tanto pode ser o caso de uma multidão, de uma povoação, ou apenas de um indivíduo. Neste caso, parece que o guarda é alvo de muitos comentários jucosos, que mexem com a sua sensação de masculinidade e segurança. Diz uma notícia, que este foi alvo de humilhação entre amigos, colegas de trabalho e até automobilistas que multou. A sua esposa, que não se chama Norminha, precisou fazer tratamento neurológico, pois não conseguia dormir e sofre com constantes dores de cabeça.
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Das duas... as duas ou uma. Ou a zona onde este Abel trabalha é povoada de pessoas com uma inclinação infeliz para não entender quando uma brincadeira deixa de ter piada para ser uma forma de descarregar em terceiros frustrações pessoais, ou este guarda de trânsito da vida real não sabe lidar com situações inesperadas da melhor maneira. Nem a sua "autoridade" e necessária seriedade no desempenho da função impede a galhofa? Diz a notícia que, quando pessoas desconhecidas identificam o nome no crachá do uniforme, caem na risada. Humm... será que passam dos limites, ou a incapacidade do homem e sua esposa em separar a FICÇÃO da REALIDADE os está a baralhar os neurónios?
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Vai lá saber. Estas novelas!... :)

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Caminho das Índias: Lima Duarte

Encontrei um artigo sobre a novela "Caminho das Índias" e o ator Lima Duarte. Todos sabem que este ator não é de ficar calado. Não que procure conflictos, mas acaba por ficar ali no limbo...
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As suas personagens na Tv, têm tendência a ser umas grandes "melgas". Com diálogos demasiado longos e demasiadas cenas - que nem sempre se justificam no conjunto da trama. Mas trata-se de Lima Duarte, um ator veterano, respeitadíssimo, e não fica bem este fazer uma novela numa personagem que não está à altura do seu estatuto. Daí que, nos últimos anos, tenha criado um rol de personagens chatinhas na televisão.
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De regresso na novela "Caminho das Índias", como Shankar, não é protagonista (nem podia), mas também tem cenas "forçadas". Como as que passa a debitar texto num diálogo desinteressante no ouvido de um "amigo" da sua casta. Quase sempre o tema de conversa são as suas preocupações com Bajuan ou as suas aspirações de vida. A função desta personagem é idêntica à do "amigo" de Baruan: servir de "penico" para que estas personagens de actores veteranos tenham com quem falar, enquanto os outros se desenvolvem mais na trama.
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Mas a responsabilidade não é dos atores, muito menos necessáriamente do autor, embora este sempre possa contornar a situação. A realidade é que as tramas têm muitas personagens e umas acabam por dar "mais sumo" que outras. Ás vezes, alguma fruta posta de parte tem sumo mas não é espremida, outras, espreme-se demais a fruta que não dá sumo...
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Eis a opinião do ator sobre a personagem e a novela:
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O final reservado a Shankar (Lima Duarte) em Caminho das Índias será completamente solitário. Embora faça um balanço positivo da novela, Lima Duarte diz que seu personagem não cresceu mais porque a relação entre ele e Márcio Garcia não funcionou. Fato, inclusive, que teria feito com que Bahuan tivesse de vir para o Brasil.
Não é que ele esteja mal no personagem. É que não é para ele. Márcio foi mal escalado. Ele pode fazer muito bem algumas coisas. Para viver um dalit, ele tinha de ter uma carga, um olhar. E não tinha – opina o ator.
Ele ainda diz que, quando Caminho das Índias começou, ele queria dar um tom à história, e Garcia veio com outro.
– Foi um choque para mim, mas não falei nada. Meu personagem também esvaziou um pouco por causa disso.
No final da novela, Shankar se transformará no que os indianos chamam de “sannyasi’, um renunciante.
Shankar abrirá mão de tudo e irá para as montanhas, como fez Gandhi. Doará toda sua fortuna e irá embora – revela Lima Duarte.
E, mesmo encantado com a cultura indiana e com a trajetória de seu personagem,o ator de 80 anos confessa que está ansioso para terminar o trabalho e se livrarda incômoda barba que teve de adotar para o papel.
Nós cometemos uma bobagem do ponto de vista de produção. Gravamos o final da novela lá na Índia, e eu estava com uma barba grande. Agora, a maquiagempediu que eu a deixasse crescer para chegar ao ponto em que aparece no desfecho– conta o ator.
Mas ele faz uma análise positiva do folhetim das oito:
Fiquei apaixonado pela cultura hindu. A Índia tem um povo fantástico. Gosto das coisas que o Shankar fala, queria até que ele falasse mais – diz Lima.
No entanto, antes de a história de Gloria Perez se despedir do público, Shankar passará por grandes emoções: terá um encontro marcante com Opash e ajudará Bahuan (Márcio Garcia) a encontrar seu caminho. Por enquanto, a sabedoria dobrâmane será útil para desmascarar Radesh (Marcius Melhem). Shankar desconfiará do espertalhão e revelará a farsa.

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Caminho das Índias: a surpresa do sucesso

A estreia da novela "Caminho das Índias" foi aguardada com algumas reticências. A história, tão similar a tantas outras da autora, parecia indicar que o telespectador ia sair um tanto frustrado com o que viesse aí...
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Creio que a GRANDE surpresa da novela, foi que aconteceu o contrário. Dentro do actual panorama de crise das novelas, Caminho das Índias conseguiu atingir um sucesso que, julgo, superou mesmo a anterior trama, com uma carga bem mais dramática (A Favorita).
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É caso para dizer que, fórmulas antigas continuam a garantir público. E Glória sabe isso. Desta vez a sua aposta foi certeira.
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Não é que resulte sempre, não é que resulte só com alguns autores. Resultou no caso de Caminho das Índias, e é só.

Desculpamos todas as discrepâncias (que não são poucas), todas as falhas na representação sempre tão unilateral da cultura explorada (que não são poucas) e aceitamos a trama como ela é: um conto de fadas, uma fantasia que, tal como as histórias que nos lêem em crianças, omitem um certo tipo de informação e estão cheias de lacunas, mas divertem e nos fazem abstrair da realidade.

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domingo, 23 de agosto de 2009

Caminho das Índias: Camila só à chapada?

Serei só eu que acho Camila uma personagem irritante?

Aproveito para lançar aqui a questão, pois tenho curiosidade. Serei a única a achá-la criança? Para lá de infantil, mimada, que não sabe encarar uma posição e é dotada de uma capacidade tremenda para a manipulação dos factos?
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O engraçado é que também não achei a mínima graça à personagem anterior da actriz, em 7 Pecados. Também a achei irritante, de ir «à chapada» (expressão popular).
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Aguardo uma outra personagem, desta vez madura, porque quero ver se é algo no modo de representar ou específico dos papéis que lhe caberam até agora na sua curtíssima experiência na tela. Porque, seja em comédia como burra analfabeta ou em fantasia, como sonhadora romântica, até agora... só à chapada! Que personagens! :)

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sábado, 22 de agosto de 2009

Caminho das Índias: a televisão

É engraçado como na novela "Caminho da Índias", os núcleos familiares Indianos parecem viver SEM a presença daquela invenção «mundana» que revolucionou o mundo.... a televisão, apenas parece surgir nesta história para revelar ao grupo o paradeiro de álguém. Já repararam que, em muitas histórias, a presença de televisão só serve para isso? Para "desmascarar" um mistério?
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Agora foi a vez de Xante fugir de casa. Para que a família soubesse do parentesco da moça, surgiu, sem mais nem menos, uma televisão na casa da família ANANDA, assim como na casa dos pais de Maya. Como é que a Índia sobreviveu este tempo todo sem televisão? E lá estava o rosto da moça, em destaque entre os restantes, demoradamente filmada, como se de propósito para a família demorar-se a contemplá-na, ao mesmo tempo que debita o necessário diálogo.
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Em Caminho das Índias, a TV tem servido apenas para isso e de uma forma muito irrealista e imediata. Quando a turma de "Beca" assaltou uma casa de noite, na manhã seguinte já o moço era destaque no jornal, com uma fotografia enorme sua. Mas foi na TV que todas as personagens, a mãe e irmã de Camila, inclusive, ficaram a par da situação. Que conveniente! Cuidado, deliquentes! A televisão está lá para vos apanhar!
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Também será assim na vida real?

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domingo, 16 de agosto de 2009

Caminho das Índias: matéria do Estadão

Uma jornalista no jornal O Estadão, de S. Paulo, escreveu esta rúbrica:



"Vilã levando a pior em novela das 9 é tão clássico quanto delicioso de ver (...). Mas não estou me sentindo assim tão vingada desta vez, com a surra que a Melissa Cadore (Christiane Torloni) deu na Yvone (Letícia Sabatella). Não tem nada a ver com o monte de sangue jorrando da boca da bonita depois de apenas meia dúzia de tabefes. Qualquer um do elenco poderia bater na Yvone, menos a Melissa. É a suja batendo na mal-lavada! (...) Melissa não sabe de nada – bateu na Yvone pura e simplesmente por causa de um conjunto de joias que o marido Ramiro (Humberto Martins) deu à vilã. Perua fútil. (...) Para ela, o que importa é assegurar que moscas varejeiras tipo a Yvone fiquem longe do seu milionário. Para cima dele, o adúltero em si, nenhuma palavra, bronca nenhuma.
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E a novela segue, até o capítulo em que a Norminha (Dira Paes) é pega em flagrante por Abel (Anderson Muller). (...) Norminha é humilhada por Abel diante da vizinhança, vê seus sutiãs voando pela janela. Ramirinho leva apenas uma mordida no bolso.

Ou seja: se o homem trai, a amante apanha; se a esposa trai, a esposa apanha. Uma frase dita por Abel resume o caso. Depois de muito xingamento, Norminha pede que ele jogue sua mala, para que ela recolha as roupas da calçada e vá embora. "Mala? Quem comprou essa mala, Norminha?", questiona ele – quem está pagando está podendo. Norminha será uma cabrocha de sorte se não morrer feito a Dedina (Helena Ranaldi), adúltera da novela anterior, A Favorita, que morreu, "punida" com uma toxoplasmose. Tike!"

Tike! A ficção adora espancar mulheres e castiga-as severamente! Com determinados autores ou realizadores, isso é mais visível, tanto em filmes americanos quanto novelas e séries brasileiras. O que acha? Que exemplos lhe vêm à mente para as terríveis pecadoras V o adúlteros?

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Caminho das Índias: toma lá esta!

Como achei graça ao comportamento de Xande quando forçada a noivar. Bem feito para a família Ananda, que se recusa a acompanhar as mudanças. Deram ordens à jovem, como se ela não tivesse sentimentos, emoções ou vontade própria:
-Dance Xande!
- Cante Xande!

Nós por cá, não iamos engolir muito bem este tipo de manipulação por parte de familiares. Não que não exista, porque existe, e muito! As diferenças não são tão grandes assim, quanto as diferentes indumentárias podem levar a pensar. Mas desta forma, neste ritual de noivado, a noiva parece uma marioneta. Serão mesmo obrigadas a tal apatia?

Por isso adorei ver Xande obedecer à família, a dançar segundo a ordem, a cantar assim que mandada, mas a fazer tudo mal! Um momento de comédia, ver as reações alheias... pareciam todos ter engolido um limão azedo! Hihihi!

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sábado, 1 de agosto de 2009

CI: Desfecho interessante

CAMINHO DAS ÍNDIAS
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Tenho cá para mim que seria interessante ver Súria, na sua tentativa de providenciar um filho homem e tornar-se a sucessora de Laksmi, grávida de outro homem. De Comal! O irmão de Maya, um mulherengo de boca... mas talvez não tivesse tanta graça, pois seria apenas mais uma a ter um filho de outro homem sem que ninguém soubesse. Ou então, para não deixar as coisas ao acaso, ela devia procurar a inseminação artificial e escolher o sexo do bebé... são hipóteses interessantes. Mas a autora já foi por aí noutras novelas...
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Já aqui disse que seria interessante também, descobrir-se que ela engravidou da primeira vez de outro homem, por o filho mais velho de Opash ser infértil. Seria engraçado se fosse assim! Até porque ia gostar de ver Camila, a pirangui estrangeira, a ser a única nora a dar um filho biológico... a par de Duda.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Fantasia e idealismo

CAMINHO DAS ÍNDIAS
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O que é o amor?
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A que lógica obedece esta sensação de gostar de alguém mais do que de outro?
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Na novelas "Caminho das Índias" faz-me muita confusão a relação de Lucas e Duda. Vê-los juntos daquela maneira, parece-me forçado. Inventado. Conveniente. Ele atraído por ela (sabe-se lá porquê) e ela a querer acreditar que sente amor por alguém tão maravilhoso (demasiado maravilhoso, né?).
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Toda a história que a autora inventou para os dois é ainda mais fantasiosa que a suposta relação de amor de Maya por Raj. Com quem ficam estes pares todos no final?
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Bom, eu torço desde o início por Raj e Duda, simplesmente porque tinham uma coisa verdadeira que não chegaram a experimentar. Estes sim, revelaram possuir uma paixão louca (ela deixou tudo por ele e ele andou dividido entre a cultura e a namorada). Acho que Duda quer que a lógica se sobreponha ao sentimento e amar Lucas. Acho que está a forçar, a querer convencer-se, mas isto não pode resultar. Lógica para paixões não existem. Gosta-se de quem se gosta, nem sempre a melhor escolha mas quem manda no coração? Não a lógica!
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Por isso acredito e ficarei decepcionada se, no final, estas pessoas não escutarem o coração e seguirem outros rumos. A lição vem da própria novela, se formos aprender com a situação de Laksmi (Laura Cardoso) e Shankar (Lima Duarte).
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O que será que a autora vai decidir? A fantasia ou a dura realidade? Escolher as pessoas que gostamos não significa viver feliz e sem conflictos... mas escolher quem não gostamos, porque parece ser o mais seguro e tranquilo, não me parece realista...
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O que te parece?

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Continua... a saga da TANGA!

Ainda estou a ver a novela "Caminho das Índias". Murilo é operado, logo a seguir garantem que está fora de perigo (como podem garantir tal coisa? Uma cirurgia nunca dá essas garantias, quanto mais depois de dois tiros!), recebe logo visitas, acorda e, com uma voz normalíssima e ao mesmo jeito de Raul, faz um discurso a Tonha:

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«Está a ver porquê eu me preocupava tanto? Ainda bem que não foi com você Tonha" - nada mau, levar dois tiros e estar assim tão lúcido, com uma voz tão saudável.

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Mas a «tanga» continua... Melissa decide assumir o crime e insiste para que Ramiro vá falar pessoalmente com Murilo, para corraborar a mentira. (Aqui tenho de realçar o talento de Humberto Martins, que para mim está a arrasar no ecra desde que o vi em Sete Pecados. Não o diria pelo começo de carreira, pelo papel em Barriga de Aluguer ou Teresa Baptista. Outro cuja evolução é para lamber os beiços! Delicia!)

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O que acontece? Melissa conta uma desculpa que não tem pés nem cabeça: ou seja: está condenada à partida. Inventa que estava a limpar a casa, encontrou a arma e levou-a para o escritório, e esta disparou acidentalmente em Murilo. OK. Isso explica o primeiro disparo. E o segundo? Outro acidente??

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Esvai-te em sangue... há tempo!

Dei uma boa risada agora mesmo, enquanto via a novela "Caminho das Índias"! A visão de Tarso com uma arma na mão apontada na direcção de Murilo, fez com que parasse o que estava a fazer no computador e prestasse atenção à cena.
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Pobre Murilo! Não bastava um tiro, acaba por levar dois! Ao ver a bala do primeiro tiro atingi-lo no estômago, já me custou acreditar que se safa desta, como sei que é o caso. Quando a segunda bala atinge-o na mesma zona, mas do lado esquerdo, foi demais. Murilo vive após receber dois tiros no ESTÔMAGO! Parece que ileso e sem graves sequelas... só em novela! O que, aliás, já se tinha visto quando Raul foi alvejado. Mas dois tiros no abdómen... como podem as balas evitar lesionar órgãos com funções vitais?
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Tirando a lógica da equação, a razão da boa risada deu-se devido ao facto de deixarem o pobre baleado no chão, sem imediata assistência. Melissa corre até o filho, sem sequer virar o pescoço para vislumbrar se Murilo respira ou está morto. Toda a cena centra-se em Tarso, enquanto Murilo fica no chão, a esvair-se em sangue... sem a câmara perder muito tempo a mostrar a sua má sorte. Chega o segurança, e aponta a arma a Melissa. Murilo está ali no chão, e nem o segurança se ajoelha para ver se tem pulso ou respira. Deu até tempo para alguém subir ao escritório, contar à secretária e esta ir avisar o pai de Tarso (Ramiro). Deu tempo para todos estes descerem até a garagem e só então a secretária, é a primeira pessoa a chegar perto de Murilo e a mostrar preocupação com a pessoa a esvair-se em sangue no pavimento após levar DOIS tiros!
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Bem... que bom que todos são tão rápidos! :) Melhor, só o facto de quando a ambulância chega, a comunicação social (?) já estar a fazer perguntas. E Murilo ali, à espera que estas pessoas todas façam o seu show... é bom que se esvaia em sangue em câmara lenta. Só temos 5 litros no corpo e esperar que a chefia desça do escritório, a comunicação social chegue e a ambulância também...
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Agora compreendo porque os hospitais precisam tanto de dadores de sangue (sem brincadeira). Tempo é vida! E as ambulâncias podem não chegar rapidamente...

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

CI: Que Hipócritas!

Tenho reparado na hipocrisia indiana que aparece na novela "Caminho das Índias".

Hoje, seu Opash decide dar um raspanete (exagerado!) no filho mais novo, por este ter levado a esposa para a loja e esta o ter QUASE beijado.
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E se ela fizesse barulho (ao beijar)? - diz ele. E se aparecesse a polícia?
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Parecem ser bastante intolerantes... já no ocidente, se quiserem andar todos tapados ninguém leva a mal... se não quiserem beijar, ninguém vai obrigar a beijar, se quiserem beijar, ninguém vai preso, enfim...
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A hipocrisia na novela está no comportamento das próprias personagens que censuram alguns hábitos ocidentais. Como pode Opash revoltar-se com um gesto de "cabeça reclinada" em público, quando os filhos estão sempre a beijar (e de que maneira) em público quando fora da Índia?
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No capítulo de ontem, no meio do calçadão, frente à praia, Raj tasca um beijão na esposa. Logo a seguir aparecem trauseundes e pedem para tirar uma foto com a exótica Maya. Por acaso o acanhamento não está enraizado em solo estrangeiro? Não estavam em público?
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Ravi, no aeroporto do Brasil, fez o mesmo a Camila. Mas quando esta chega ao da Índia, ele vem com a história da polícia, das demonstrações de intimidade em público, das quatro paredes e tal... mas bem que se esqueceu disso tudo nos muitos e bons amassos que deu em Camila em solo brasileiro. Inclusive, na casa e no quarto desta!
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Há aqui algo errado, ou não há?
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Por outro lado, parece-me (posso estar errada) que a novela está a ter um efeito ténue e discreto mas presente, na sociedade portuguesa, do retorno às ruas de pessoas com raizes indianas vestidas em trajes orientais. Portugal sempre teve indianos, aqui e ali mas, de alguma forma, não muito visíveis, não por todo o lado, como é costume se ver no caso de outras culturas. Os trajes enrolados deram lugar à roupa ocidental, às calças e blusa, ao visual mais discreto. Ultimamente, coincidência ou não, nos transportes públicos e na rua tenho visto mais trajes indianos. Devem existir mais, mas se calhar, esses andam de limusine...
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O que traz à baila outra questão: o exagero dos trajes na novela. Tecidos lindos, efeites primorosos, adornos por todo o lado... quando vejo imagens reais da índia, não andam todos exactamente com aquele ar. Os trajes que vi por aqui também não são tão sumptuosos. Mais uma vez, devem reproduzir o estilo da elite...
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Outro detalhe que me parece absurdo nesta novela é a relação de Raj e Maya. Parece de fantasia. Um conto de fadas desses que se inventam nos livros. Não há atrito, não há diferenças, não há momentos de irritabilidade, casaram e logo ficaram a viver um conto de fadas... é fantasia. Isso de "construir um amor" é muito bonito, possível até, mas neste caso, uma fantasia! Parecem estar a brincar às casinhas.

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Quem te viu e quem te vê!


LETÍCIA SABATELLA

Quem viu "Laura" e "Lana" em Irmãos Coragem e quem vê "Ivone" em Caminho das Índias sabe que a actriz que encarna estas personagens é Letícia Sabatella. Que diferença! Se há uns anos Letícia não soube suportar a sua personagem com dupla personalidade da melhor forma, agora arrasa. A cena de hoje, em que é quase desmascarada pelo motorista, é de lamber os beiços. Ela vai da fria e calculista psicopata à moça mais íntegra e sensível do mundo. Aliás, fá-la muito bem. Não é há toa que esta é a sua primeira vilã...
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Que bom que é, para nós, telespectadores, poder acompanhar a evolução e maturidade de um talento e vê-lo melhorar e dominar o registo. Parabéns!
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Uma nota sobre caminho das Índias:
No episódio de hoje Bahuan pergunta a Murilo se Quiara é a mãe do filho de Raj, descobrindo com espanto que não é. Ora... não estamos na novela "O Clone", pois não? É claro que o Dalit não podia fazer esta dedução! Quiara, interpretada por Vera Fisher, deve ter uns 60 e tantos anos... já é tarde para ser mãe de um recém-nascido, não? Foi então que percebi que a personagem no guião é mais jovem...

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terça-feira, 30 de junho de 2009

C. Índias: diferenças culturais 2

Ter continuado a assistir à novela "Caminho das Índias" fez-me entender mais duas diferenças culturais entre o triângulo de povos "Indianos-Brasileiros-Portugueses".
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Os costumes durante a cerimónia de casamento, por exemplo. Numa parte da cena, Ravi e sua esposa Camila permanecem sentados, enquanto todos os convidados pousam atrás deles, para serem fotografados com os noivos. A família da "pirangui" estrangeira (sempre me soa a «piranha» estrangeira... mas acho que a autora não quis repetir o chavão) comenta com espanto o facto, lamentando a má sorte dos noivos. Bem... não sei como é no Brasil, mas em Portugal é da praxe todos os convidados tirarem fotografias com os noivos. Varia é a situação: os nossos noivos, pobre coitados, não têm o conforto de dois tronos. Normalmente vão para o jardim, depois da cerimónia religiosa na igreja (exemplo tradicional e ainda o mais escolhido), onde são fotografados em vários locais separadamente dos convidados, e depois poisam, geralmente de pé e ao sol, com cada família. Um processo que pode levar 1 a 2 horas... dependendo da vontade e resistência de ambas as partes e do número de convidados.

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A bem dizer, esta tradição é mais alimentada pelo interesse dos fotógrafos em ganhar dinheiro por cada retrato obtido. Quantos mais tirarem, maior é a possibilidade de lucro. Num casamento português, o indivíduo mais entusiasta no momento de tirar as fotografias, é o fotógrafo, que incentiva e anima o pessoal. Mas não deixa de ser um procedimento aguardado por todos e, quando por alguma excepção, falha, não há quem não lamente não ter fotografias de casamento.
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A outra diferença interessante entre os casamentos Portugueses e os Indianos (afinal, com algumas semelhanças), é a tal parte das despesas…
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Se na Índia têm aquela tradição da família da noiva ter de pagar um «dote» pelo noivo, aqui não é muito diferente. Manda a tradição que seja a família da noiva a arcar com as despesas da cerimónia. Ou seja: pagar a igreja, os proclamas, a festa, a música… tudo. Menos o fraque do noivo!
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Mas hoje em dia, são os próprios noivos que, disfarçando a sua autonomia na discreta ajuda dos pais ou não, tendem a querer arcar com as despesas. O normal é os pais ajudarem sempre de alguma forma, contribuindo com o que podem, quando não com a maior parte das despesas e com o imóvel do futuro casal.
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Agora vem a parte dos convidados. Em Portugal, quando somos convidados para um casamento, o habitual é fazer ofertas generosas de dinheiro. Já se tornou uma “tradição” os noivos, no final da festa, juntarem-se para fazer a contabilidade. Não é muito incomum a quantia de dinheiro obtido chegar para cobrir as despesas e sobrar para a lua-de-mel. Não acontece sempre, mas acredito que, nestas condições e no geral, principalmente quando os noivos viram as despesas diminuídas com a ajuda de terceiros, as oferendas em dinheiro acabam por compensar as despesas próprias. Além de todos os membros da família receberem convites, os amigos mais próximos ou há muito afastados também são chamados à celebração. É uma forma de participar a todos a mudança de estatus, de uma só vez.
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Depois dos noivos embarcarem numa lua de mel, no regresso tratam de ir buscar as fotografias ao fotógrafo e distribuem uma para recordação, a todos os convidados que, entretanto, durante a cerimónia do copo-de-água, já tiveram acesso a uma prova com todas as fotografias e pagaram aquelas que escolhem querer para si.
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Em Portugal, ambos os noivos têm dois padrinhos de casamento. Tradicionalmente, um casal, mas hoje em dia, tanto faz o género e o número. A estes cabe a responsabilidade de oferecer uma maior quantia em dinheiro. Em alternativa ou como inclusão, devem também arcar com a despesa da vestimenta do respectivo noivo. Os padrinhos da noiva devem pagar-lhe o vestido, sapatos, bouquet e demais adornos, e os do noivo, devem fazer a mesma coisa para o fraque. Geralmente, opta-se pelas oferendas em dinheiro por se acreditar que a despesa é menor.
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Caso algum convidado não possa comparecer à cerimónia por falta de recursos, é sempre exercida pressão para que mude de ideias, acabando-se por oferecer a ajuda necessária, seja colocar alguém responsável pelo transporte, ou arranjar alguém que empreste uma indumentária apropriada e se encarregue das despesas do cabeleireiro. Em suma: todos querem ajudar com o objectivo de eliminar os entraves que impedem a pessoa de ir à cerimónia.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Diferentes culturas - Caminho das Índias

Uma coisa que me incomoda nas novelas de Glória Perez é a elevação das qualidades da cultura que explora. Compara-a com os hábitos ocidentais e arrasa sempre com estes últimos. Os outros são sempre melhores em tudo: mais ligados à família, ao espírito, ao corpo, aos bens, etc...
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Nem oito, nem oitenta. Todos sabemos os "males" de toda este liberalismo. Mas e que tal realçar o bem? Na novela "O Caminho das Índias", os pobres ocidentais perdem sempre quando comparados aos indianos. Quando confrontados, baixam a cabeça e concordam: eles não fazem as coisas bem! Tsc, tsc! (ou melhor: Are Baba! - pois os ocidentais não têm problemas em assumir expressões de outras culturas)
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Mas vamos à razão deste post.
Existem muitas diferenças entre culturas e mais ainda entre sociedades. Portugueses e Brasileiros, por exemplo. Brasileiros e Americanos, por exemplo. E por aí adiante...
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Hoje no capítulo que passou, duas coisas chamaram a minha atenção. Ravi fica espantado por perceber que, no Brasil, os pais podem não assistir ao casamento da filha, se esta estiver longe e não haver dinheiro. Depois, Duda regressa desolada de um encontro com Raj e, quando questionada sobre o paradeiro do filho "António", diz que este está na rua com a babá.
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Quais as diferença entre esta realidade e a portuguesa? Todas!
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A pesar de sermos um povo católico, são poucos os praticantes. Mas quando se trata de casamentos, somos tradicionais. Vamos todos à igreja e gostamos de reunir a família toda. Até pode acontecer que ninguém, dos noivos aos convidados, pratique o catolicismo e só entram em igrejas para os casamentos. Ainda assim, é um ritual que se cumpre com satisfação, pois permite reunir toda a família. É a oportunidade certa para voltar a ver rostos há muito afastados e para conhecer novos também. Os álbuns de fotografias da maioria dos lares por todo o país, todos têm a tradicional foto de todos os convidados e familiares na escadaria da igreja, com os noivos ao centro. A verdade é que, em Portugal, o "costume" da família não estar presente num casamento, é tão raro quanto acertar no euromilhões.
Outra coisa rara na cultura portuguesa é essa presença quase mandatória de babás no seio das famílias. O que é isso? Nas novelas, surgem a torto e a direito! As coitadas nem parecem ter vida própria. Obrigadas a usar um uniforme e a trabalhar que nem escravas. É estranho: são mulheres que cuidam dos filhos de outras mulheres e, no entanto, a relação entre as duas é fria e comercial.
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Aqui as famílias aturam-se até a morte... (perdoem o trocadilho). Os pais andam sempre com os filhos de um lado para o outro. É vê-los aos fins-de-semana com as crianças nos hipermercados. No máximo, tentam encontrar um familiar ou outro pai com quem revesar a vigilância das crianças. Mas isso de contratar alguém, pagar para educar e criá-los, é muuuito raro. Claro, temos a creche, a escola, os tempos livres... onde as crianças ficam enquanto os pais trabalham. Mas essa figura substituta, sem laços de sangue, contratada para estar dentro de casa, isso é muito raro por aqui. Nem discuto se é bom ou não. Acho até que não é muito vantajoso para os pais e para a estrutura familiar, se os membros não conseguirem "uma folga" de si mesmos, de vez em quando. Mas isso não implica a necessidade da presença diária de outra mulher a criar a criança, para além da mãe. Aqui somos mesmo super-mulheres!
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No Brasil parece que qualquer um tem uma babá mal a criança acaba de ser parida. E o que é pior: parece existir um "acordo" que dita o que a funcionária deve fazer, que atravessa um pouco a linha do que aqui uns considerariam inaceitável. A babá parece trabalhar muito sem direitos alguns, quase nunca folga, ganha uma miséria e está sempre a dizer "sim, senhora", "não, senhora", "é para já senhora", dentro daquele uniforme de serviçal. E ainda assim, tem estatuto em relação a outras coisas que podia estar a fazer...
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Ainda não entendi se na Índia, as empregadas domésticas também fazem as vezes da babá. Mas ao menos, como são famílias numerosas, existem muitos para as educar, o que não desgasta tanto a mãe ou o pai. Em Portugal, é costume as avós ficarem a cuidar dos netos. É uma grande diferença cultural. Porque a avó tem um laço de sangue. A criança fica na casa da avó e não na casa da família entregue a uma empregada contratada. Outra diferença que considero brutal é que, segundo as novelas, parece que as mães que não trabalham são as que mais têm babás. Ou seja: as babás parecem estar ali para os filhos de mulheres que precisam de ir ao salão de beleza...
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Desculpem qualquer coisinha e reflictam nestas ideias de última hora ...

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domingo, 24 de maio de 2009

Observações com Humor

Cada vez que vejo certos núcleos nas novelas, fico com a mesma sensação. Podem passar-se meses e achar que já não vou achar o mesmo mas... pimba! Lá está tudo novamente. Por exemplo: em "Caminho das Índias", acho uma palhaçada tantos pinotes indianos. Na novela, os indianos só sabem andar aos pulos com cara de parvos. Ora festejam isto, ou aquilo... tenho a sensação que se um dia for à Índia e não os encontrar envoltos em tecidos de muitas cores, a ameaçar morrer no Ganges e de braços no ar aos pulinhos, não é a Índia... estão sempre a dançar aquela música que parece dizer com pronúncia inglesa: "nagina, nagina, nagina, vagi...".
Em "O Cravo e a Rosa" a expressão parva de "Bianca" continua a atingir aquele nervo. Acho a personagem idiota. No início irritava-me estar sempre a ouvir a sua respiração a cada palavra que dizia. Agora os suspiros não são mais ruídosos (como um ronco) mas aquela boca aberta enquanto a personagem pensa... é demais! Não gosto!
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Mas como é tudo humor, vamos lá dançar:
"Na gina, Na gina, Na gina, vagi..."

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Alexandre e Letícia: quantas vezes?


Quantas vezes é que Alexandre Borges e Letícia Sabatella ( Raul e Ivone em "Caminho das Índias") já fizeram par romântico em novelas?

Bom, quem souber responder, que me diga. Perdi a conta!! A última que lembro, foi em Desejo Proibido. Ele, um psiquiatra, ela, a sua paciente...

E sim, era capachinho! *

Quanto a interpretações, Rodrigo Lombardi (Raj) é, até à data, o favorito. Convence melhor que qualquer outro e não é fácil fingir sentir amor, como bem o prova Márcio Garcia e Juliana Paes. Os brasileiros andam a perder a mão nisto...

Quanto a Letícia e a Alexandre, o que será que ela tem planeado para ele? Sugeriu que simulasse a sua morte, com as pessoas a vê-lo como cadáver, pois sabia como fazê-lo, que era simples! Mistééerio...


* resposta correcta ao inquérito: "Alexandre Borges usa capachino na novela Desejo Proibido"?, novela em que Letícia aparecia a lhe acaraciar os cabelos...

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Caminho das Índias - críticas


CAMINHO DAS ÍNDIAS

A estreia foi ontem, na SIC. Com base no primeiro (e segundo) episódio da novela, tenho de fazer uma crítica negativa, que penso merecer destaque.
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São todos branquelas! Os brasileiros já nos habituaram a grandes produções, com pompa e circunstância. Mergulham naquilo com autenticidade, fazem «laboratório», viajam até os países para ficar a conhecer a cultura, o clima, os hábitos. Têm professores particulares para os ensinar como agir, como se comportar, como pensar, como falar. Têm figurinistas que estudam os trajes a fundo, etc, etc, etc.
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É por isso que considero grave o facto destes indianos serem todos muito deslavados. Já se viu? Qual é a desculpa?
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Num país que atinge facilmente mais de 40º à sombra, no Brasil da praia e dos bronzes, quando tantas vezes por uma personagem um actor já se fez ao sol, não compreendo porquê dão agora ao público os indianos mais brancolas da história. Se ao menos para ficarem com a pele numa tonalidade mais escura fosse necessário recorrer ao bronze artificial ou à pintura do corpo, mas o Brasil tem sol! Para quem viu muitos actores brancos a interpretar índios do amazonas, isto dos indianos brancos é indesculpável.
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Tirando a palidez da malta, o resto também não surpreende por aí além. Basta recordar a novela «Explode Coração», ou «O Clone» e lá está a mesma história escrita vezes e vezes sem conta. Só muda o traje. Nem os actores mudam assim tanto. São sempre os mesmos! A repetir a mesma lenga-lenga, lá está novamente Eliane Geraldini a cobrar um filho homem à nora... e lá estava a criança a dançar, a única naquele rol que, se calhar, realmente sabe fazê-lo. Temos o casal e o cliché da rapariga que fica de compromisso com o rapaz escolhido pelos pais, etc, etc...


Tal como temi, este primeiro episódio parece comprovar que a autora vai dar-nos mais do mesmo... quem quer estar sempre a ler o mesmo livro, mudando apenas a capa? Veremos... de tudo isso sempre esperei por um pingo de originalidade e diferença. Só um pinguinho. Se ao menos fossem apanhar sol ... :)

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