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Este blogue mudou-se. Está agora no facebook. Um dia voltará a viver no blogger, numa casa nova e moderna. Até lá, boas novelas!
Para TODOS os fãs de telenovelas Brasileiras e Portuguesas espalhados pelo mundo.
Portuguese blog about Brasilian/Portuguese tv soaps for fans all over the world.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Poeira "assente..."

Faz já algum tempo que o vídeo de Maitê Proença agitou as águas. Agora que a poeira ainda não assentou (mas o tempo passou), o que acham das reacções que vimos surgir na midia?

Já não pretendo analizar o vídeo, mas as reações humanas. Pelo que li no youtube, se é que serve de amostra representativa, todos condenaram e mutuamente trocaram insultos com uma violência que, confesso, achei avassaladora. Este tipo de respostas insultuosas, com palavrões e ameaças fez-me de repente lembrar o tempo da inquisição e a novela Xica da Silva veio à lembrança, entre outras. Novelas que mostraram "outros tempos", em que se atiravam pedras ás adulteras, cuspia-se, despejavam-se fezes... tempos em que os castigos culminavam com o triste fim da mãe de Xica, na novela - desmembrada viva porque todos diziam que era bruxa.

Isto tudo para dizer que não sei até que ponto o mundo mudou quando por tão pouco, tantos e com tanta violência, aproveitam qualquer pretexto para atacar de forma selvagem e pouco inteligente qualquer figura que tenha colocado o pé na poça.

Eis alguns comentários tirados do youtube, para pensar...

Mas entretanto, encontrei esta pérola e não parei de rir! Vejam também.



Comentários:
Uma tempestade num copo de água. Sentir-se ofendido com as frivolidades e disparates do programa Saia Justa ainda que pela boca de uma actriz brasileira querida dos portugueses é desprezar a própria inteligência, pura perda de tempo e energia. Lembro que existem verdadeiros problemas globais. Dou alguns exemplos: a deflorestação da Amazónia e das outras florestas tropicais, pulmões do planeta, a guerra, a pobreza, as alterações climáticas...Será preciso dizer mais?

A actriz/escritora, assalariada da Tv no Brasil, tem um programa de que é apresentadora, mas não manda na Tv. O video é de uma inconsequência e frivolidade totais, nem ofensivo é de tão estúpido que chega a ser. O que é que há para desculpar? É surpreendente uma mulher ser tão bonita, inteligente e aparentemente tão infantil. Nos telejornais nacionais em Portugal não sei quem manda. Espantoso é que um programa brasileiro com 2 anos venha agora agitar a nossa tranquilidade pós-eleitoral. Mesmo sem uma teoria da conspiração por trás não há dúvida que a televisão é o meio de comunicação global utilizado da maneira mais estúpida que existe. Raros são os bons programas que divertem e informam realmente, para não dizer que fazem exactamente o oposto. Ser exigente é uma obrigação!(fim)

A Maitê e a sua cuspidela no orgulho nacional suscitaram a indignação generalizada mas, lembro, o acôrdo ortográfico o que será então? A alguém interessou ter que ser Portugal a acertar o passo com os países de expressão portuguesa? O conceito de acôrdo ortográfico é, só por si, bem estúpido. A língua é cultura que evolui por si própria. Sentir-se ofendido(a) pelos disparates da Maitê e o seu frívolo programa é desprezar a própria inteligência.

Em relação a reportagem que apareceu no programa saia justa devo dizer que é do mais estupido que existe, e que para uma reportagem com teor humoristico, como a atriz mencionou, deixa muito a desejar..há que lamentar a triste imagem da Maite.Como portuguesa nao gostei do acto de cuspir num patrimonio nacional como os jeronimos, é de uma falta de respeito brutal. Quando a discussão portugueses vs brasileiros acho um disparate,nao vamos generalizar..

Veja o que há de vídeos no youtube contra os brasileiros e nem por isso os jornais daqui divulgam, ah mas quando é contra eles, aí não se pode, bebê chora... Se o Jornal Nacional da Tv Globo resolver divulgar todos os vídeos onde tenha algo que possa ser interpretado como ofensa ao povo brasileiro e com isso jogando os brasileiros contra portugueses generalizando à todos isso iria longe Tanto é verdade que a maneira que as reportagens foram aqui veiculadas em Portugal foram editadas e são elas diferentes da maneira como foi conduzida no programa em que a Maitê participa.Penso que a Maitê deveria até pela integridade pessoal dela ir à justiça, pedir indenização e direito de resposta. Foi grave a coisa por aqui.

O que mais me espanta não é atitude da Maitê que, reconheço, foi um tanto infeliz, mas a reação despropositada que ela provocou. São tantas as ofensas dirigidas ao Brasil e sua gente, que os portugueses vão acabar perdendo a razão. Visitem outros foros e verão toda a sorte de "adjetivos" que estão usando para se referirem a nós. É assim que um povo que se diz tão civilizado se comporta? Por favor, deixem de hipocrisia. Se a Maitê os ofendeu, vocês estão nos ofendendo muito mais.

A questão aqui evidentemente não é que o povo português se sentiu ofendido, mas sim uma boa oportunidade que eles encontraram para aflorar mais a xenofobia, cada mais evidente em Portugal, Os brasileiros brincam muito com piadas de portugueses, sim! Mas nunca tratamos mal um turista, ou mesmo um imigrante, independente de que pais seja.Vão se indignar com coisas mais sérias...

Ao cuspir a atriz apenas imitou a escultura da fonte. Falta a todos o senso de humor ao interpretar as reais intenções deste vídeo.Ela não quis ofender nossos irmãos portugueses. Apenas levou a reportagem para o lado cômico. Da mesma forma que em Portugal existem piadas de brasileiros, no Brasil é comum se fazer piadas sobre os portugueses. Mas não há o objetivo de ofender.

Lamentável! Mas não se pode condenar uma pessoa por 1 erro. Não é justo! Há preconceitos de ambos os lados. Aí se pensa que toda brasileira é puta e aqui insistimos nas piadas maliciosas sobre portugueses. Quem quiser condená-la, que o faça! Mas atire a primeira pedra aquele que não tem preconceitos contra brasileiros;-) Concentremo-nos naquilo que nos une! O que nos separa é muito pouco e insignificante pra merecer tanta atenção. Perdoar vale a pena, quando a alma não é pequena.

Por que os portugueses se importam tanto com o que nós pensamos de Portugal? Meu Deus, foi só uma brincadeira... não precisa desse escândalo todo, que exagero. Aff.

É isso mesmo.Generalizar é cometer o mesmo erro que pessoas como essa Maitê cometem.Gente xenófoba, gente inculta, gente preconceituosa, arrogante e afinal de contas tão pequenina que nada valem.Por causa de uma pessoa que erra não erre toda a humanidade.O povo brasileiro merece melhores artistas e programas de TV do que isto!

Até os portugueses gozam consigo próprios. Agora, estas piadinhas da Maitê são de um tal mau gosto e revelam tal ignorância que até mete dó. O pior de tudo é aquela cuspidela na fonte, é verdadeiramente pornográfica... Um gesto muito ordinário! Que brasileiros ignorantes pensem assim compreendo, mas gente "culta" que conhece Portugal, que é aqui bem recebida e depois diz aquelas coisas é inadmissível e pura má-fé.

nao tem nada demais...brasileiro é assim mesmo. Burro. E ri-se disso. Por ex, enviou um mail dizendo que nao consegue enviar mails.... tem mais burro que isso??

NOta: o vídeo foi feito há 2 anos e só agora divulgado, talvez porque só agora algumas pessoas com algum poder de entrar em contacto com os media os decidiram divulgar. Pelo menos assim rezava a crónica de Luisa Castelo Branco, dia 13, num jornal gratuíto para o qual escreve. Ela, que já fez parte de um programa similar na SIC Radical, não parece ter achado tratar-se de uma rúbrica brincalhona... já Miguel Sousa Tavares mencionou algo dentro da linha que defende Maitê e reforça a sua inteligência e revela desdém por todo este alarido que, como tem vindo a ser hábito, considera mediocre...

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ainda mais triste!

De manhãzinha coloquei aqui, neste blogue sobre TELENOVELAS um post sobre a recente questão do vídeo de “Maitê Proença”. Sobre a mesma não me pronunciei, pedindo apenas opiniões a respeito. Julgando eu que viria a suscitar comentários construtivos, analíticos, vejam só as pérolas que surgiram. Claro, escritas sobre o conforto do ANONIMATO. A primeira, aliás, data do dia 13, antes sequer de EU ter sabido do vídeo, e foi colocada no post que criei sobre a novela PARAÍSO. Tudo a ver…

A Maitê foi o que foi mas reacções como as que vou, com tristeza, transcrever de seguida, só dão é poder à mediocridade visada. Ao(s) anónimo(s) deste tipo, um singelo recado: deixem de mostrar tanta baixeza e aprendam a distinguir o trigo do joio.

A todos os leitores deixo o meu pedido de desculpas antecipado, pelo baixo nível de linguagem que se segue, inteiramente, fora de minha responsabilidade.

Cumprimentos noveleiros,
NPR


"Depois do dia de hoje vais ser perseguida até à morte, por seres uma militante da Maitê Proença! Também costumas cuspir em monumentos históricos, como ela?!
É lamentável apoiares uma pessoa tão execrável como esta tipa!!!
" - Publicada por Anónimo na sua mensagem "Novela Paraíso" em Novelas para Recordar TV soap to remember a 13 de Outubro de 2009 (1 dia atrás), 16:31

"Sempre a defendeste e agora tás aí a armar-te em imparcial! Espera até ela cuspir também em cima de ti, sua badalhoca!!! És mais porca que o cavalo na qual aquela vaca se sentou em cima nua. E já agora vê com atenção este vídeo, só te vai fazer bem:http://www.youtube.com/watch?v=LEl_RSfTvec " - Publicada por Anónimo em Novelas para Recordar TV soap to remember a 14 de Outubro de 2009 12:24

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Dona Beija Regressa


Até parece que não é coincidência! Este blogue disponibilizou para visualização a novela "Pantanal", da extinta TV Manchete e meses depois uma "bomba" estoura no Brasil: o canal SBT ia exibir a novela!

E foi um sucesso.

O ano passado, o Novelas para Recordar começou a disponibilizar um compacto da novela "Dona Beija" e outra bomba estoura: o canal SBT está a exibir a novela!


Ao que parece, a estreia foi ante-ontem. Estou curiosa para ver com que qualidade será a novela exibida mas mais curiosidade tenho para ver se há uma terceira coincidência. Se colocar outra novela da extinta Manchete disponível para visualização aqui no blogue, será que o SBT vai passá-la de seguida?

Pois mais vale tentar! Aceitam-se sugestões... :O)

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domingo, 16 de novembro de 2008

O sucesso infeliz

Já repararam que, na ficção, temos o núcleo pobre e o núcleo rico. Os ricos são infelizes e aos pobres, ou mesmo miseráveis, como a família de Céu, em a Favorita, e tantas outras das novelas, resta-lhes a alegria e o amor dos familiares. Que tanga!!
Na novela "Baila Comigo", por exemplo, temos os gémeos Quim e João Victor (Tony Ramos). O que ficou com o pai foi criado na riqueza. É taciturno, sério, fechado, dá-se mal com as mulheres. Parece triste e infeliz. O irmão criado com a mãe, pobre, é super divertido, tem muitos amigos, é alegre, bem disposto etc. Queixa-se da falta de dinheiro mas tem sorte, porque tem saúde e é feliz. Que tanga!!
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Estes conceitos são repetidamente introduzidos no nosso subconsciente, de tal modo que acreditamos nesta permissa. O dinheiro não traz felicidade. Isso é tão verdade, que nem o desejamos ter em grande quantidade. E assim se cresce... só que a ilusão vai desvanecendo e um dia, dissipa-se o nevoeiro e percebe-se que não é bem assim. A felicidade nada tem a ver com muita coisa, mas dinheiro também não amaldiçoa ninguém. Ao contrário: proporciona um certo bem estar, que se traduz em melhor condição de vida. Em suma: a infelicidade não é exclusiva dos ricos. A felicidade também não é exclusiva dos pobres.
O perigo das novelas são estes conceitos taxativos, que se infiltram no subconsciente assim, aos poucos...
É por essa razão que gostamos tanto de saber das misérias das celebridades.
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Esta semana vi alguém definir o "ser fã", como um misto de admiração e inveja. Se calhar, acertou na muche. E é por essa razão, que muitos gostam de saber que as celebridades sofrem. Vai mais de acordo com a mensagem implementada no subconsciente pelas novelas. É por essa razão que, segundo consta, Júlia Pinheiro (apresentadora de Tv) terá comentado sobre o divórcio de Maddona: "É rica, bonita, sabe dançar, alguma coisa de mal também tinha de lhe acontecer, não pode ser só coisas boas" .
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E sabemos lá nós se a sua vida é tão boa assim? Tenho as minhas dúvidas sobre o facto do divórcio ser a única coisa que lhe veio perturbar uma sucessão de acontecimentos todos agradáveis. O comentário, feito por quem, deste ponto de vista, também não tem o que se queixar da vida, não deixa de revelar o tal "tanto" de inveja, que a maioria tem pela vida em grande.
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Volto à sessão de autógrafos de Maitê Proença. A sua presença em Portugal não foi divulgada com antecedência mas, após a sua passagem, a maioria das revistas cor-de-rosa acaba sempre por dedicar uma nota, ou uma página, à questão. Em todas as que vi, não deixam de mencionar o mesmo. Aquilo que já se sabe desde o início da década de 90, mas que continua a ser útil para falar sobre a vida da actriz: o assassinato na família, o aborto etc.. Temas sempre sensíveis, que, por mais divulgados que já tenham sido, continuam a ser aqueles que preferem mencionar.
É a tal história de querermos que as celebridades sofram. Para que não tenham tudo, será isso? Para que não tenham fama, dinheiro e felicidade. Sabe-nos bem, achamos que o universo equilibra as coisas dessa maneira. Coitada de Maitê... o povo até é simpático, porque lhe agrada, de certa maneira, que a tragédia faça parte da vida das grandes celebridades.
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Tragédias, temos nós todos, cada um vive as suas. Uns mais que outros. A diferença, para o público, é a celebridade. Que interessa se o vizinho de cima teve várias tragédias pessoais na família? O marido matou-se, o filho também, a filha contraiu uma doença grave e ficou imobilizada para o resto da vida, a pensão não chega para as despesas, falta o que comer, a mulher que leva tudo ás costas ficou desempregada e vive de biscates... aposto que quem estiver a ler estas linhas conhece ao menos um caso assim. E então? Porque nos enternece mais a tragédia de uma celebridade, quando temos as anónimas, todos os dias, há nossa volta?
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Porque o pobre não é célebre... e, segundo as novelas, é rico em tudo, menos dinheiro.
Que tanga...

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sábado, 8 de novembro de 2008

Sessão de Autógrafos

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS


Foi por acaso que tropecei numa sessão de autógrafos de Maitê Proença. Andava nas compras, em busca de certos livros para oferecer no Natal, quando oiço o anuncio ao microfone. Aí pensei: porque não? Conheço quem goste de ler livros escritos na primeira pessoa. Porque não oferecer um, autografado?
Não vou contar nada para além do óbvio. Nem o teria mencionado aqui, não fosse de repente lembrar que tenho este blog. É claro que, tal acontecimento merece referência neste espaço. Mas confesso que fiquei em dúvida... vou escrever sobre o assunto ou não? Devo manter a fotografia privada ou uso para ilustrar?
Muitas questões ainda assolam esta mente que, não sendo fanática, pondera muito sobre o correcto ou errado nestas questões de «celebridade», exposição, o público e os artistas.
Talvez por isso, a sessão foi o que se sabe que uma sessão de autógrafos deve ser. Cumpriu-se a função e pronto. Eu teria preferido fazer perguntas, conversar, ouvir falar, sei lá... poder interagir com a pessoa normalmente, como se faz com qualquer outra. Mas isso já seria uma conferência de imprensa, uma entrevista, uma conversa. Não é uma mera sessão de autógrafos...
Tenho um rabicho num livro.
Também é bom.
Pois então, relato o acontecimento:
«Maitê Proênça andou em sessões de autógrafos».
Mais nada a acrescentar.
O que percebi para além disso, guardo para mim.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

GUERRA DOS SEXOS/War of the Sexes

Esta foi uma novela que me marcou, a bem e a mal. Mas águas passadas, voltei a “encontrar” Guerra dos Sexos por acaso, ao encontrar numa velhinha cassete Beta umas cenas finais da novela. Foi então que as lembranças vieram à memória.

Acho que preciso realçar o quanto esta novela foi inovadora. Trouxe uma dinâmica na direcção, com as personagens a interagir com a audiência e a expressar os seus pensamentos olhando directamente para a câmera. Fizeram-se brincadeiras com a imagem gravada e recorreu-se à inserção de melodias famosas para contextualizar determinados momentos. (ex: E Tudo o Vento Levou). O humor físico e o romance cómico foram largamente explorados numa novela que se assumiu uma comédia escancarada. Mas ao rever estas imagens, o que me saltou aos olhos e o que realmente apreciei foi: Guerra dos Sexos não seguiu as regras padrão dos finais felizes.

O mocinho jovem não fica com a mocinha linda que era a Juliana de Maitê Proença. Não. O “macaco barbudo”, alcunha que Nando (Mário Gomes) recebe do seu rival Filipe (Tarcísio Meira), descobre estar apaixonado por outra mulher. Menos jovem, mais madura e experiente. No entanto, a bela Maitê não fica a chorar lágrimas amarguradas nem tão pouco surge do nada um príncipe encantado só para a mocinha deixar de sofrer por falta de amor.
Guerra dos Sexos inovou porque emancipou a heroína. Juliana junta-se a Vânia (Maria Zilda), uma mulher independente e partem num cruzeiro, onde se adivinham imensas aventuras e nenhum compromisso.

Esta mudança no habitual desfecho guardado para as heroínas de novelas está mais próxima da realidade e menos da fantasia a que nos acostumámos. E como facilmente nos deixamos levar por elas, só faz é bem que a ficção nos mostre outros desfechos. É claro que pelo meio desta lufada de ar fresco, continuam as peripécias que todos gostam de ver. A guerra de comida e as tortas arremessadas ao rosto, a troca de alfinetadas sagazes entre os sexos que tanto se atraem como se repelem. Mas o que realmente foi inovador para a época, foi deixar a mocinha bonita da novela livre de amores!
PS: Quando esta novela foi re-exibida pela Sic em 1997, alguém a gravou na íntegra e disponibilizou inumeras imagens no you tube. Encontrei também um site que permite o download da novela, do primeiro ao último capítudo!

English Version:
This was a turning epiphany tv soap to me. I found “War of the Sexes” again, trough some final scenes I’ve found in an old beta tape. Re seen those brought memories back to surface.

I need to enhance how innovated this tv soap was back in its days. It brought a new direction aesthetic, with characters looking directly to the camera, sharing their thoughts with the audience, lots of movement, romantic comedy and physical acting. It was a breath of fresh air but, its main contribution, in my view was not to follow the standard “happy end” rules.

This is the example: the young and beautiful Juliana (Maitê Proença) doesn’t stay with the also young and beautiful Nando (Mário Gomes). Instead, she, who is hopping for him to go to her, stays alone. But she doesn’t cry out of hurt not even a good looking young and rich prince arrives from no were and falls in love with her. No! Juliana and her friend Vânia (Maria Zilda) go in a cruise with a hint of adventures and no compromises. Just fun living!

Having watched this again it became clear to me that what I enjoy more about this tv soap now, is this different approach to romantic endings. A little more of truth to it, although the fantasy remains, in the physical comedy, the playing with the recording images, the use of famous sound tracks to over emphasise the meaning of a message (for example: Gone with the Wind), the face pie throwing, food fights etc.
When this soap was re-exibid in Portugal, someone tape it all. It´s now possible to find inumerous scenes on you tube. I´ve also find a site that alows the complete download of every episode, chapter by chapter!
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The complete sound track here: Faça o download complecto da banda sonora aqui:

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domingo, 9 de dezembro de 2007

DONA BEIJA da Manchete

Já aqui falei sobre a mini-série "Dona Beija", mas numa perspectiva diferente. Agora vou falar apenas da novela. A começar por este termo: novela. "Dona Beija" agradou tanto os fãs, que facilmente estes a incluem no rol de novela onde, até hoje, não sei se pertence ou não.

Em Portugal passou na RTP2 aos fins-de-semana, em capítulos de 80 minutos, no formato de mini-série. Mas a novela no seu original teve 89 episódios de 45 minutos, o que é pouco para a norma.

Noutros países a duração e o número de capítulos continuou a ser variável: no Equador, onde foi exibida apenas em 1991 e fez um tremendo sucesso, a trama foi dividida de modo a render 221 episódios! Em França em 1992 foram 178 capítulos, de duração aproximada de 25 minutos.

Independentemente deste detalhe, "Dona Beija" é uma produção encantadora. E quero realçar a contribuição da Banda Sonora.

Do muito que se fala desta obra não se dá o merecido mérito à contribuição musical. "Dona Beija" beneficia bastante de melodias certas, no lugar certo. A carga dramática e de tensão que passa apenas com o olhar fixo das personagens, imóveis, olhando-se, embaladas por uma melodia que já está a envolver o espectador. Veja este exemplo:
Além destes momentos, todos os outros, desde os românticos mas principalmente os dramáticos e tristes são igualmente embalados por uma música envolvente.


Tenho que tirar o chapéu à TV Manchete. Em termos de Bandas Sonoras, não me recordo de ser tão envolvida com nada que não fosse uma produção desta emissora. Claro, existiram trilhas sonoras de novelas da Globo que fizeram muito sucesso: Vale Tudo e Roque Santeiro, por exemplo. Mas temos de convir que não são exactamente o género que mexe imediatamente com a sensibilidade por debaixo da pele. Falo mais deste tipo de sonoridade instrumental de produções como "Dona Beija" e "Pantanal". Outras produções da emissora, como "Filhos do Sol" e "Ana Raio e Zé Trovão", que contaram com a sonoridade de Marcus Vianna, produziram este tipo de efeito emocional que povoa sem falhas toda a obra que é "D. Beija".

Feitos os elogios à sua sonoridade, de autoria de Wagner Tiso, logo de seguida tenho de sublinhar os fantásticos figurinos e decours. Para não falar daqueles penteados femininos, todos requintados, entrançados, cuidadosamente apresentados com enfeites metálicos pelo meio. A imagem e cor de "Dona Beija" até é simples, mas de uma simplicidade muito bela. Toda a obra se consolida numa visão que não desliza. Por isso Beija e outras tantas são o que são: obras inesquecíveis, que farão para sempre sombra ou sobreposição ao melhor que a concorrência tem para oferecer.

ENGLISH VERSION:
I’ve already talk about Dona Beija, but not this way. Not just about the tv soap. Until today, I don’t know if this is indeed a tv soap or a tv mini-series. I know what everyone knows: it’s a great success.

In Portugal, it went on air at the weekends with 80 minutes episodes. It was considered a mini-series. But in other countries, for example, Equador, it was stretch to a 221 episodes back in the year of 1991. In France, on air in 1992, this product had the duration of 25 minutes witch produced a 178 episodes story. Originally, it has 89 with 45 to 50 minutes of duration.

Details aside, this is a lovely product. With a remarkable effective sound track.

A lot has been said about the soap. But not enough about its musical component. The tunes are in perfect harmony with the moment and that is a feature not that easy to achieve. “Dona Beija” has it. For moments of passion, of love, of war, of suffering and hurt, there’s the appropriate melody. As you can understand by the video example above.

I must say that, in what sound tracks are concerned, TV Manchete is the major responsible for the melodies that entered my skin direct to my emotions. Not only with “Dona Beija”, but also with “Pantanal”, “Ana Raio e Zé Trovão” etc.

Another point worth mentioning is the lovely costumes and sceneries. Let’s not forget the amazing hair styles, so sophisticated, beautifully arranged and accessorized with jewellery. The image and photograph of “Dona Beija” is actually simple. The all product has a consistence that doesn’t slip. That’s why “Dona Beija” and so many other Machete’s tv soaps will always make a shadow, if not a imposition to the best the adversary has to offer.



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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

FELICIDADE

Novela bem aceite pelo público, da autoria de Manoel Carlos. Marcou o seu regresso à TV Globo após oito anos de ausência. A maior crítica que a novela recebeu diz respeito à prestação de Maitê Proença no papel de protagonista. Tenho de concordar. Ainda hoje, passados tantos anos, continuo a não gostar do que vejo em todas as cenas. Isto de ser actor de TV tem este grande inconveniente! Uma coisa mal feita será perpectuada para todo o sempre!

Estreando-se em televisão, Vivianne Pasmanter deu um show como a vilã Débora. Ela é neurótica no momento certo e consegue transmitir apenas pelas expressões a dualidade da personagem. (veja em: http://br.youtube.com/watch?v=qOpTjPOXcyA e também em http://br.youtube.com/watch?v=Xn1KJNVHxjg) Recordo de algo que vinha na imprensa da época, que fez referência à metodologia de composição da personagem e à exigência da mesma. A actriz teve muito trabalho e foi muito desgastante fazer "Débora". Vivianne ficava fechada no quarto a estudar as cenas, isolando-se um pouco de tudo o resto. Mas também, imagino que essa é a realidade da maioria dos actores que entram numa big personagem em novelas de televisão. A menos, claro, que tenham a sorte de ter uns dias de semana de folga! Vantagem de alguns veteranos que só gravam a dias fixos.

Tatianne Goulart recebeu vaticínios de uma futura brilhante carreira na arte de representar. Ela simplesmente tocou os corações e emoções de todos, com a sua sincera e frontal BIA. Chegando mesmo a "roubar a cena" quando contracena com a "mãe" (Maitê Proença).

Como todas as novelas de Manoel Carlos, ela tem momentos deliciosos mas também alguns outros de "barriga" (incómodos e longos, como uma gravidez). Talvez os mais marcantes eram os momentos de delírio de Ataxerxes e os que se desenrolavam no núcleo da família de "João", o homem que tinha verdadeira adoração e uma relação emocional muito grande com o seu piano. Um núcleo mais depressivo, o núcleo pobre a passar por dificuldades que proporcionou momentos de pura exaustão de tanto se falar de música e de piano.

Brilhante interpretação de Sebastião Vasconcelos, a quem não me canso de elogiar. Elogio também Marcos Winter, que sempre gosto de ver nos seus papéis e que surpreende e intimida quando tem de explodir. Herson Capri deu ao seu Mário, um homem formado, informado e educado um estilo que levaria muitas mulheres no lugar de Helena a dispensar o Tony Ramos (Álvaro)! Laura Cardoso foi uma excelente mãe, Ariclê Perez e Umberto Magnani (Ametista e Ataxerxes) um show de boa interpretação, Cristina Prochaska foi deliciosa como a cobrinha intigrista e falsa que era a sua Sheyla e podia continuar por aí fora, já que o elenco desta novela é bastante vasto.

O que mais gostava de recordar nesta novela é a história contada nos primeiros capítulos. Lembro-me vagamente. Tudo começa em "Vila Feliz", um local pequeno com pessoas de falsa moral, ávidas para massacrar alguém como hobby para passar o tempo morto. O facto de todos os homens se babarem pela menininha mais bonitinha do pedaço e serem sacanas o suficiente para tentarem obter algo à força, mas diante dos amigos e esposas armarem-se em indiferentes. Toda essa atmosfera intriguista, de mesquinhez e mediocridade moral, por vezes típica de zonas pequenas (embora deteste esta presunção e discordo com a generalização) repugna-me e por isso, é a parte que mais mexe comigo.

Gostava de a rever!
E você? Deixe aqui um comentáriozinho sobre o que você acha desta novela!

Álbum sonoro da novela para download: http://rapidshare.com/files/7051341/Felicidade_-_Nacional.rar

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